Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Preparação Determina Tudo

laitman_259_01Pergunta: Para que estado a preparação para a Convenção de São Petersburgo deve levar o grupo mundial?

Resposta: Antes da Convenção, todo o grupo mundial deve estar num estado de excitação e emoção, onde temor, felicidade, elevação, expectativa e desespero coexistam.

Isto não deve ser algo externo, mas interno. Cada um deve experimentar esses estados dentro de si mesmo.

Nossos amigos em todo o mundo devem se preparar de tal forma que se tornem mais suaves, mais flexíveis. Assim como trabalhamos na massa, amassando-a, nós devemos também trabalhar nesta massa.

Além disso, queremos nos colocar sob a influência do Criador, para que ele faça de nós algo que possa ser digerido. Essa é nossa missão. Nós queremos nos tornar participantes ativos nesta atividade, e não espectadores.

Como se diz na sabedoria da Cabalá, tudo depende da preparação.

Do Webinar de Preparação para a Convenção, 04/09/14

A Última Gota Que Enche Nossa Medida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe alguma chance de que uma pessoa que estuda possa ter sucesso simplesmente pelo poder da inércia? Ela não sai porque a vida corporal não lhe parece atraente também, mas, por outro lado, ela vê que a sabedoria da Cabalá é demais para ela e não consegue acreditar que vai chegar alguma vez à revelação da espiritualidade.

Resposta: É impossível estudar com o poder da inércia. Cada momento em nossa vida requer nossa energia. Portanto, se a pessoa estuda, isso significa que a Luz Superior age nela e a sustenta. Ela provavelmente tem que passar por este período. Existem tais períodos em que a pessoa se torna como um cadáver, um corpo sem vida: ela não pode mais viver no mundo corporal, mas ainda não começou a viver no mundo espiritual.

Comentário: Parece que a pessoa pode vagar na fronteira entre o mundo espiritual por anos e não chegar a um pedido, uma oração.

Resposta: Não, isso depende de você; depende do ambiente. Acredite em mim, eu falo pela minha própria experiência prática. O período de preparação não pode continuar para sempre, nenhum estado continua infinitamente.

A cada momento você existe e que de alguma forma se aproxima do avanço espiritual, a Luz age em você e o preenche com a força espiritual gota a gota, como uma infusão intravenosa. Mas ela tem que se acumular na medida certa e, portanto, leva tempo.

Se você quiser alcançar a revelação espiritual mais cedo, apresse o tempo. Mas não pode acontecer que sua medida nunca seja preenchida; não há tal coisa. Em geral, eu tenho que saber apenas uma coisa: como conectar o grupo com a meta.

Eu quero comer uma sopa e me dizem: “Pegue uma tigela!” Mas não tenho nenhuma tigela. Então no que posso receber a sopa? A tigela é o grupo. Se eu não estou incorporado num grupo, não tenho onde receber a espiritualidade. Tenho que amarrar o grupo muito firmemente à realização da meta, à revelação do Criador.

Nós ainda achamos e esperamos que haja um vaso onde o Criador possa ser revelado em algum lugar dentro de nós. Mas não existe tal lugar numa pessoa. Há apenas um ponto preto que não pode receber nenhuma revelação. Mas ainda assim, gota a gota, a Luz age na pessoa e ela gradualmente começa a amarrar seu sucesso com a conexão, com os amigos.

Isto já é uma grande realização; é uma mudança do caminho individualista terreno, corporal para a escada espiritual. Você já começa a se amarrar inconscientemente ao grupo. Você chega cada vez mais perto dele e no momento em que o primeiro contato, a primeira conexão, é formado, você entra na escada espiritual. Isto se chama a escada da ascensão espiritual.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/09/14, Shamati #56

Amigos, Nosso Pacto É Maravilhoso!

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma o nosso pacto deve ser revelado na Convenção?

Resposta: No calor humano. Uma comunicação eficaz que deve ocorrer entre nós. Ela tem que simplesmente explodir para que comecemos a sentir um vazio quente entre nós que nos abre uns para os outros e não nos deixe conter-nos a fim de expressar o nosso amor.

Além disso, é o apoio mútuo, o esforço mútuo em todo o mundo quando os amigos em todo o mundo expressam seu apoio e sua admiração, e confirmam seu juramento de lealdade ao nosso pacto.

Portanto, nós devemos sentir alguma tensão. Claro, a força superior pode fazer o que quiser conosco, mas cada um de nós está comprometido com os amigos, para manter todos os conselhos e os comandos dos Cabalistas e fazer tudo ao nosso alcance para manter a aliança com os outros.

A pessoa deve entender que se ela não aceita essa condição, ela não é parte da nossa corrente, e não flutua adiante no nosso barco geral comum. Ela pode ficar na Convenção, mas nada vai acontecer com ela.

Todos devem perceber e reconhecer o fato de que fazer um juramento é a questão central no início do caminho espiritual. Tal como no Monte Sinai: “Vocês concordam em ser como um homem em um só coração? Se não, este será o lugar do seu enterro!”.

Se nós vamos fazer um pacto agora, ele deve incluir todos, abrangendo o oceano, o continente, não importa onde. Todo mundo tem que sentir que está conosco numa conexão bidirecional contínua.

Da Lição sobre o Tema: “Preparação para a Convenção,” 04/09/14

Veja Os Amigos Como Novos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os grupos de “dez” que se formarão na Convenção devem ser compostos aleatoriamente com pessoas independentes, ou é possível manter os grupos de dez que já trabalham juntos por alguns anos?

Resposta: Se as pessoas querem estar juntas, talvez seja bom. Mas eu gostaria de avisá-los que isso não deve ser habitual. Isso pode anular o que poderíamos alcançar.

Nós devemos atingir a conexão acima de todos os problemas possíveis, especialmente para além do lugar onde nos conectamos, onde não estamos familiarizados uns com os outros. Isso não significa que devemos escolher as pessoas que são opostas a nós.

Mas, ainda assim, quando nós viemos de algum lugar com o nosso grupo de dez onde todos se familiarizaram por algum tempo, discutiram vários assuntos em círculos e workshops centenas de vezes, que tipo de inovação pode haver aqui?! O que há para trabalhar? Tudo transcorreria conforme o nosso padrão habitual. Eu não acho que isso seja bom.

O grupo de dez que é moldado e criado numa Convenção deve manter uma composição desde o início da Convenção até o seu fim. Mas se esse for um grupo de dez que tem trabalhado há anos, então isso cria um problema. Eu, pessoalmente, não gostaria que eles me colocassem num grupo de dez como esse. Eu estou familiarizado com esses caras, nós conversamos sobre tudo entre nós; pode-se dizer meia palavra e eu já sei o que o outro vai acrescentar. Eu não tenho surpresas com eles, eu não preciso mudar e me adaptar; este não é bom. Portanto, eu não acho que este seja o caminho que deve ser feito, pelo contrário.

Diz-se que devemos sempre ver os nossos amigos como novos. Como novos! Eu vou encontrá-los num novo nível. E isso levanta a questão: “Será que isso vai funcionar para mim com aqueles mesmos caras que eu já vejo na minha frente há anos?” Eu funciono bem com eles; nós já passamos por muitas Convenções juntos. Pode certamente ser que por causa disso eu não seja capaz de lutar comigo mesmo para me aproximar deles, pois mesmo desta forma, eles parecem próximos a mim.

Portanto, eu não recomendaria a ser incluído num grupo de dez que tenha mais de dois amigos muito próximos.

Do Webinar de Preparação para Convenção, 09/09/14

Num Liquidificador De Desejos E Pensamentos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que estado a pessoa deve alcançar quando a Convenção se inicia? O que ela deve experimentar?

Resposta: Ela deve sentir como se entrasse num liquidificador, dentro do qual ela quer misturar seus pensamentos e sentimentos com os pensamentos e sentimentos dos outros, de modo que ela não tem mais nada.

Desta mistura de desejos no coração e pensamentos na mente, algo emerge que pode ser chamado de “Kli espiritual” um “Partzuf espiritual“. Isso porque o desejo é o “corpo” do “Partzuf“, e os pensamentos são a sua “cabeça”. Desta forma, nós criamos o padrão (modelo) de um Adão (uma pessoa), uma única imagem de toda a humanidade.

O papel de cada um é se misturar com todo mundo, de modo que não há mais nada dele, nem na cabeça nem no coração. E o resultado vai encher seu coração e mente.

Do Webinar de Preparação para Convenção, 09/09/14

Um Grupo De Dez É Uma Unidade Espiritual Completa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estaremos realizando o trabalho em grupos de Dez na próxima Convenção em São Petersburgo. Será que o grupo de dez deve estar junto o tempo todo, incluindo refeições, reuniões de amigos, workshops e lições?

Resposta: Eu não vejo razão para se andar em grupos de dez mãos dadas.

Um grupo de dez é considerado uma unidade espiritual completa. Em hebraico é chamado de Minyan. Existe uma condição de que você não pode orar se não se reunir num grupo de dez. Isto significa que você não pode apelar ao Criador se não estiver num grupo de dez. Portanto, os grupos de dez são essenciais em todos os nossos eventos.

Durante as reuniões de amigos todos estão presentes: os homens num círculo interno e as mulheres do lado de fora. Nós temos que enfatizar constantemente que estamos juntos com toda a humanidade, com todo o grupo mundial.

Os grupos de dez não têm que mostrar o seu individualismo excessivo. Seu papel principal é cultivar a intenção: nós nos reunimos aqui, a fim de nos fundir num só, para que unidades idênticas às nossas se conectem numa enorme unidade que é igual ao Criador.

Um grupo de dez é o que eleva você ao próximo nível; é um derivado. Aqueles que estudaram matemática superior sabem que a quebra de um derivado é quebra e morte. Se um grupo de dez quebra, vocês não podem se elevar mais ao próximo nível.

Portanto, nós devemos fazer tudo o que pudermos para que os grupos de dez permaneçam intactos, mesmo durante a execução de diferentes tarefas na cozinha ou em qualquer serviço. Isso é importante.

Do Webinar de Preparação para a Convenção 09/0914

Os Benefícios E Os Perigos Dos Feitos Científicos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão ruim na ciência, se procurar o segredo da vida é uma inclinação natural que se desenvolve naturalmente numa pessoa?

Resposta: Nós temos uma inclinação para descobrir o segredo da vida porque a nossa fonte superior nos ilumina. A questão é apenas quando, como e por que meios eu posso procurá-lo? Na ciência normal eu o procuro pela minha mente e sentidos bestiais.

Será que eu quero encontrar a fonte superior por meios físicos? Não entendo que Ele é tão alto, influente, e distante do desejo de receber e de sua baixeza repugnante, de suas limitações?

O desejo de receber, o ego, que quer receber para si mesmo o tempo todo, não pode ser completo porque sempre sente uma carência. Por isso, ele não pode ser adaptado à fonte superior. Quanto mais ele quer para si e descobre suas limitações, mais baixo ele cai.

Por esta razão, os povos antigos pensavam que o sol era divino, uma vez que para eles era a origem da vida.

Pergunta: Como Abraão procurou o segredo da vida?

Resposta: Abraão passou a olhar para as estrelas, a lua e o sol, procurando a força que poderia ser chamada de universal e suprema. Mas esta era uma busca interior.

Pergunta: Será que ele não procurou isso com sua mente e sentidos físicos, como em qualquer ciência?

Resposta: Abraão não confiava em sua mente. Ele estava procurando por algo superior, separado dele, universal. Ele atingiu tudo, graças a sua alma, como o primeiro Adão (homem). Portanto, basicamente, ele conseguiu alcançar tudo sem um professor.

Com a gente isso não pode ocorrer, porque ninguém em nossa geração é capaz de descobrir o Criador por si mesmo. Há muitas pessoas que têm certeza que sentem o poder superior, mas, na verdade, nenhuma delas está nem perto. É assim que a nossa geração é, e este é o resultado do crescimento do egoísmo que provoca o declínio das gerações.

Nossos ancestrais estavam em uma situação única chamada de “mérito dos antepassados”, porque sua Shevirah (quebra) era de cima em sua fonte e foi derivada do próprio sistema. Mas depois de nossa queda, nós corrigimos nossa própria divisão, e não temos nenhum mérito ancestral. O mérito ancestral existiu até a descoberta da inclinação ao mal, que foi chamada de Faraó.

Depois da morte de Jacó no Egito, nenhum mérito ancestral permaneceu. Na verdade, poderíamos usá-lo, mas apenas por meio da adesão ao mesmo nível, e, na verdade, não por nós mesmos.

Pergunta: Abraão não foi um cientista como todo Cabalista? Então, por que a ciência é prejudicial?

Resposta: A ciência é como um veneno de cobra que pode ser usado como veneno ou remédio, dependendo de como é usado. É necessário usá-lo para descobrir o poder superior, onde entendemos que o nosso ego é inferior, e que é impossível atingir qualquer coisa de verdade com ele. Nós estamos limitados pelos nossos sentidos físicos e pelo desejo egoísta que está por trás desses Kelim (desejos).

Não podemos nos afastar desse desejo que nos obriga a pensar, ver, entender e sentir apenas o que é para o nosso próprio bem ou o que pode nos prejudicar. Isto significa que toda a percepção é direcionada apenas para o desejo de receber e não vemos mais nada. Em torno de nós poderia haver mundos inteiros e forças, mas não temos os sentidos para percebê-los.

Se esta é a forma como estamos organizados, não temos meios para procurar dentro de nós, não com a ciência que desenvolvemos. Desta forma, nunca alcançaremos a verdade, a divindade ou universalidade.

Assim, na ciência, há apenas o que a pessoa descobre em seus Kelim egoístas, e assim a ciência também é egoísta. Essa é a maneira como a descobrimos e como a usamos. Nós não podemos usá-la com qualquer outra intenção ou inclinação, porque todo o seu desenvolvimento é obtido para o nosso benefício egoísta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/8/14, Escritos do Baal HaSulam

A Ciência Nos Colocou No Caminho Do Sofrimento

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, seção 41: O Zohar escreve sobre o texto “e aqueles que Me buscam, Me encontrarão”, e pergunta: “Onde se encontra o Criador? Eles disseram que o Criador é encontrado apenas na Torá”.

Nós devemos entender completamente as suas palavras. Parece que o Criador está escondido somente em coisas corpóreas e realiza todas as futilidades deste mundo, que estão fora da Torá. Assim, como você pode dizer o contrário, que Ele se oculta apenas na Torá?

Isto significa que nunca podemos descobrir o sistema correto, as verdadeiras forças da natureza que nos governam, a supervisão e o governo superior, nem o poder superior que está trabalhando numa ação, se não estivermos envolvidos na Torá interior, que é a sabedoria da Cabalá, da maneira correta. Mesmo a ciência do mundo físico não pode nos aproximar disso.

Ao se envolver com o desenvolvimento científico, a pessoa se insere no caminho do sofrimento; já que ela espera e quer chegar a uma boa vida através de realizações científicas, uma situação oposta é criada, e ela só prejudica a si mesma. E isso é claro, pois desta forma ela não desenvolve seus Kelim (vasos) para a descoberta do poder superior que é bom e benéfico.

Conclui-se que a ciência nos leva ao fracasso e nos desvia do caminho certo. Tanto quanto nós valorizamos e respeitamos a ciência moderna, em última análise, deve ser entendido e reconhecido que ela nos leva ao caminho do sofrimento. Certamente tudo foi planejado desde o início, pois sem descobrir o mal é impossível alcançar o bem. Isso ocorre porque o intelecto humano deve descobrir sua impotência vazia.

Mas se desde os dias do primeiro Adão (homem), da primeira descoberta da sabedoria da Cabalá, a humanidade a tivesse aceitado como o único meio para descobrir o poder bom e benéfica, em seguida, ela teria ido pelo caminho ideal diretamente ao objetivo da criação.

Então não teria havido nenhuma necessidade do progresso científico e da evolução da sociedade humana. Uma pessoa teria se envolvido em seu desenvolvimento espiritual, enquanto o trabalho físico obrigatório teria sido apenas para cumprir os requisitos da existência bestial, para alimentar a sua “besta”. E todos os desenvolvimentos restantes teriam sido apenas para a necessidade de desenvolver o Adão dentro de nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/14, Escritos do Baal HaSulam

A Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 5

Dr. Michael LaitmanJuntamente com seus filhos, Jacó entrou no Egito, onde morreu mais tarde. Isso aconteceu porque não só o ponto original foi “revivido” do Egito, mas todo o sistema surgiu a partir dele. O sistema teve origem no Egito, ou seja, surgiu do terrível estado fragmentado que era milhares de vezes pior do que a Babilônia.

Em essência, é a mesma Babilônia, apenas mais terrivelmente desconectada. Em vez de Nimrod, surge o Faraó, em vez de Abraão, surge Moisés.

A história se repete, mas numa nova espiral. A correção de um enorme e crescente egoísmo (“Egito”) começa a partir daí.

Pergunta: Então, em vez de ser apenas uma família ou uma tribo, eles se tornaram uma nação, certo?

Resposta: Sim. Este poder é chamado de “a nação”, embora todos eles sejam uma só alma. É sempre sobre uma só alma. Não há nada no mundo, exceto uma alma unificada, ou seja, um desejo que surgiu na Babilônia e foi dividido em dois segmentos principais:

  • Aqueles que se juntaram a Abraão e estavam dispostos a combinar todos os desejos em um.
  • Aqueles que não queriam se reconectar e se tornar como um todo. Os últimos foram espalhados por todo o mundo.

A parte que saiu com Abraão gradualmente se reconectou no primeiro nível, depois no segundo nível, e depois no terceiro: Abraão, Isaac e Jacob. Em seguida, eles receberam um egoísmo maior, adicional: o Egito e o Faraó, ou seja, as forças governantes que dominam o povo. Eles conseguiram superar o enorme egoísmo que os separava internamente. Por favor, usem a sua imaginação para formar uma imagem em que vocês sentem um desprendimento mútuo chamado “Egito”. Um desprendimento muito maior, óbvio, recíproco, cuja fonte é o “Faraó”. Ambos são denominações de novas camadas de egoísmo.

Assim, ao superar os níveis de desconexão denominados “Egito” e “Faraó”, apesar de todas as pragas do Egito que esse grupo teve que passar, eles se transformaram numa nação forte depois que saíram do Egito. Eles absorveram uma nova dose de egoísmo e a transformaram numa conexão mútua. Como resultado, eles se tornaram prontos para ascender ao método de correção de seus egos chamada “Torá”.

Aqui nós estamos falando de um novo tipo de conexão que é diferente da conexão de Abraão, Isaac, Jacó, ou mesmo de Moisés. É um novo tipo de unidade que se chama de “nação”, e que só pode ser alcançada se as pessoas não só usam os poderes naturais de união, mas também quando eles os induzem a partir da natureza com consciência.

Esta é a diferença entre todas as etapas anteriores (da Babilônia ao Monte Sinai) e a fase posterior de correção que começou a partir do Monte Sinai e continua mais adiante: a partir desse ponto, as pessoas fizeram esforços para atingir a força que as conecta. Não só elas aspiram a ser um e se reúnem, mas chegam a uma fase em que a sua realização cognitiva da força de conexão (o Criador) é ativada.

Pergunta: O seu avanço anterior também era baseado no princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”?

Resposta: Eles nunca tinham atingido o Criador. Apenas alguns deles, seus líderes, como Abraão, Isaac, Jacó, Moisés e Aarão, realizaram esta tarefa, na medida em que era “como se” tivessem falado com Ele diretamente. O resto da nação falhou em atingir este objetivo. É por isso que Moisés anunciou a seu povo o que exatamente o Criador lhe havia dito. Não havia qualquer percepção direta ou aparente do Criador naquela época.

No entanto, eles conseguiram ascender a um novo nível no qual juntos começaram a alcançar o Criador. Na época do êxodo do Egito, eles testemunharam muitos “sinais”, lenta e gradualmente o Criador começou a se manifestar entre eles: Ele falou do Tabernáculo, caminhou à frente deles, etc. Em geral, passo-a-passo, as pessoas começaram a perceber que viam “milagres”. Basicamente, o Criador se manifestou pouco a pouco.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

O Que É Igualdade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é igualdade? A pessoa nasce, vem a este mundo, e tudo o que ela vê, tudo, é totalmente dividido e separado, começando com o que ela sente internamente e terminando com o que ela externamente. Apesar de tudo, para pessoas individuais, há um desejo especial de igualdade. De onde vem isso?

Resposta: Todas as nossas características, observações, situações e leis vêm apenas de um estado, o estado de unidade, o estado do sistema integral e analógico em nos encontramos.

O sistema integrado é construído sobre o princípio da nossa total dependência mútua. Isto significa que todos nós somos totalmente iguais. Talvez para um, parâmetros particulares sejam mil vezes maiores do que para outro, mas, se o sistema está completamente conectado, então, para esta grande pessoa, de algum modo a sua grandeza depende da pessoa menor. Isso porque todo o sistema é integral, e se algum tipo de interrupção mínima acontece nele, ele falha completamente! Este é o princípio da igualdade.

Este princípio não se baseia em quem você era e quem eu era desde o início. É com base no que temos que chegar para levar o sistema a um estado integral sob a nossa influência. Em outras palavras, a natureza criou um sistema integral e nos criou completamente opostos a este estado.

Nosso papel é atingir o estado ideal, sem a conexão com o qual, cada um de nós é alguém grande, pequeno, sábio, tolo, fraco ou forte. Todos nós devemos chegar à dependência mútua. Somente em tal caso é que vamos descobrir a nós mesmos para sermos completamente igual.

Tudo é derivado do princípio da totalidade do sistema no seu estado inicial e final. E nós, no meio, devemos levá-lo ao seu ideal planejado por meio de nossos esforços. Daqui derivam todas as leis de cooperação mútua num grupo, num coletivo, numa sociedade, na humanidade.

De KabTV “Uma Conversa sobre o Método Integral” 07/09/14