Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Exigir A Força Do Messias

Dr. Michael LaitmanRabbi Judá, Tratado Yoma 10a: O filho de David não chegará até que o ímpio reino de Roma espalhe [sua influência] por todo o mundo por nove meses. O ímpio reino de Roma é a força que domina o coração e a mente da pessoa, rejeitando tudo o que a Cabalá diz sobre o propósito da humanidade. Ele lança a pessoa ao nível de nosso mundo em preocupações e objetivos materiais, e ela fica imersa no culto do corpo e politeísmo.

Isto é o que aconteceu em Roma e na Grécia, conforme elas foram mutuamente se completando: a Grécia na filosofia e na ciência, e Roma na força física e na luta pelo poder terreno. Portanto, Roma e Grécia, nesse sentido, são o oposto de Jerusalém.

O reino das más ações são aqueles países governados pelo mal, mas não explicitamente. É possível chamar os Estados Unidos, por exemplo, de reino do mal, uma vez que parece ser um país livre?

No entanto, ao mesmo tempo, tal estado parece prevalecer no cenário pessoal, público e de Hollywood de toda a sociedade, visando tornar a pessoa um robô absoluto, fazendo uma lavagem cerebral, na medida em que ela não pensa em nada e age de acordo com as normas prescritas por este ambiente.

Nós vemos isso não só nos Estados Unidos, mas também em muitos outros países que operam no mesmo princípio. Só nos Estados Unidos, isso é visto de forma mais clara e vívida.

“Espalhar por todo o mundo por nove meses” significa alcançar a maturação final e o nascimento. Quando ela estiver realmente pronta para crescer em nosso mundo e conquistá-lo totalmente, a força do Messias vai se manifestar na fronteira entre o desenvolvimento intrauterino e extrauterino. Daí ela pode se manifestar a partir da condição oposta.

No entanto, do que está acontecendo no mundo, nós podemos concluir que não estamos neste estado e que ainda devemos trabalhar duro para alcançá-lo. De qualquer forma, nós chegaremos a ele ao nos esforçarmos para frente, num caminho ruim ou bom.

Nós queremos criar o nosso caminho para que a humanidade evite catástrofes, guerras, desastres e crises, para que todos esses problemas sejam resolvidos dentro de nós na luta contra a nossa natureza e convocando a força que nos puxa para fora, que é chamada de Messias, o libertador.

Portanto, nós devemos nos esforçar só pelo bem, e por outro lado, mesmo que nos sintamos maus, não vai ser real, porque vai se manifestar apenas em relação ao bem que revelamos. Em outras palavras, um pouco do mal será suficiente para percebermos que não pode ser pior, porque tudo é determinado em comparação.

Vamos encher o mundo com a Luz, e então veremos dentro dela, pequenos pontos de egoísmo (escuridão). Isto será suficiente para desejarmos nos livrar deles e apelar ao Messias, à força que vai nos libertar do ego.

De KabTV “O Messias Virá?” 14/11/14

Em Cada Um De Nós Existe Um Jó Tolo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na bem conhecida história de Jó, o sofrimento humano é descrito, o qual, em maior ou menor grau, toca cada um de nós. Jó era (Jó 1:1): …sincero e correto, e o que temia a Deus e evitava o mal. Apesar de tudo, os problemas caíram sobre ele um após o outro.

No final, a notícia mais amarga chegou que uma forte tempestade tinha destruído a sua casa e seus dez filhos foram todos mortos. Quando ele ouviu sobre esses eventos, ele afirmou (Jó 1:21): …Nu saí do ventre da minha mãe e nu deverei voltar para lá; o Senhor deu e o Senhor tomou; abençoado seja o nome do Senhor. A primeira pergunta que aparece para cada um de nós é: “Isto foi o destino?”.

Resposta: Não existem acidentes. Há forças da natureza que atuam e influenciam todas as partes da criação e todas as criaturas em geral, e em partes separadas de substâncias e nas substâncias em geral. Você pode se relacionar com elas como quiser, mas primeiro você conclui que este não é apenas um destino cego, mas um processo que atravessa toda a criação e inclui você.

Ao contrário das naturezas inanimada, vegetal e animal, nós temos a habilidade, com a ajuda da unidade e da conexão entre nós, de atingir uma conexão comum, graças à qual deixamos de ser a parte nociva da natureza. Através disso, nós neutralizamos os desenvolvimentos ruins. E o mesmo desenvolvimento que deve existir vai passar por cima de nós na direção certa.

Pergunta: Segue-se que a liberdade que nos é dada é expressa numa mudança de atitude em relação ao que está acontecendo?

Resposta: Isto não é apenas uma atitude interna, mas também uma ação. Toda a natureza está unida. E a humanidade dentro desta natureza tornou-se um fator negativo, já que as divergências nos destroem, com cada um construindo a si próprio em detrimento de outros; nós nos odiamos, nos distanciamos uns dos outros e brigamos o tempo todo.

Segue-se que em toda a natureza, somente nós somos prejudiciais, e todos os tipos e catástrofes acontecem conosco. Se continuássemos a nos conectar com unidade, acordo, cooperação e Arvut (garantia mútua), certamente aceitaríamos de forma positiva as forças que nos desenvolvem. A liberdade nos é dada para isso.

Pergunta: Por que especificamente Jó, que era “sincero e correto e que temia a Deus e evitou o mal” é o único que recebeu golpes, tornando-se o símbolo do sofrimento humano para todas as gerações?

Resposta: Se perguntarmos às pessoas que nos rodeiam, todas vão dizer que são sinceras e corretas, como Jó. “Eu sou mau? De maneira nenhuma! Eu sou um cidadão decente e fiel!” É assim que cada um de nós se relaciona consigo mesmo. Ninguém sente o desequilíbrio geral! “Quanto a mim, o mundo inteiro deve queimar. O mais importante é que vai ser bom para mim; eu não vou sentir isso. Eu estou pronto para estar numa ilha isolada no coração do oceano do mundo ardente, e nada me preocupa”.

Foi o que Jó também pensou: “Graças a Deus, eu tenho tudo, então tudo bem”. Ele era sincero e íntegro quando era bom para ele, e quando se tornou ruim, ele também agradeceu ao Criador: “o Senhor deu e o Senhor tomou; abençoado seja o nome do Senhor!” Em última análise, ele percebe o que está acontecendo como a ação do poder superior que ele não pode influenciar de forma alguma. Eu diria que ele é retratado como um tolo. Ele concorda com o que aconteceu e com tudo o que existe, mas ele próprio não faz nada.

Eu acho que a mesma coisa está acontecendo hoje com as pessoas. Pergunte a qualquer um: “Há uma crise?” Sim. “Há mudanças climáticas?” Sim. “É verdade que é perigoso?” Sim. Todos veem que não há trabalho, as pessoas estão doentes, há o divórcio de casais e as crianças vivem na rua. Tudo isso é verdade, mas graças a Deus! Por que “Graças a Deus?” E onde está você? Como você é “sincero e correto”? “Graças a Deus”. Esta é a sua atitude? É assim que deve ser? Portanto, o sofrimento continua para que o povo mude sua atitude perante a vida.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

O Caminho Do Sofrimento Não É O Caminho

Laitman_633_3Nossa tarefa é fazer um esforço, “como um boi para o fardo e um burro para a carga” (Masechet Avodah Zarah 5b) Há uma meta e nós devemos alcançá-la de qualquer maneira. Ou o anfitrião vai se sentar sobre nós e nos dar golpes com um chicote, e então vamos agir como animais, ou através do ambiente nós mesmos vamos desenvolver a importância da meta dentro de nós, ansiando em ser como um Adão (homem) que é “semelhante” (Domeh) ao Criador e alcançar a adesão com Ele. Assim, nós avançamos por conta própria, sem esperar os golpes.

Desta forma, nós damos satisfação ao Criador. Nós não damos ao Criador qualquer satisfação, apenas o fazemos por causa dos golpes. Esta é toda a diferença entre o caminho natural do desenvolvimento “em seu tempo” (Beito) ou o caminho da aceleração do tempo, “eu o apressarei” (Achishena), o caminho da Luz.

É impossível que eu chegue à minha correção por meio do sofrimento, o caminho do “em seu tempo”. Cada golpe muda alguma coisa em mim, mas não é considerado como sendo eu e não é gravado na minha conta. Pois a grandeza do Criador, a importância da meta e a devoção são o que é exigido de mim, coisas que devem vir da pessoa, o que a caracteriza; ao passo que, é através dos golpes que eu sou sacudido um pouco a despertar e me empurrar para o escrutínio, trabalho e mudanças nos valores. Portanto, nós devemos entender que é impossível avançar através dos golpes.

Ou nós desenvolvemos a importância do próximo estado através do ambiente desde o início, o qual de acordo com nossa natureza não é importante para nós, mas através dele nós construímos sua importância e avançamos, ou recebemos golpes que nos obrigam a iniciar este processo. Mas, no final, nós estaremos fazendo o mesmo trabalho com o ambiente, a importância da meta, a importância do Criador e o esclarecimento da inferioridade do nosso ego.

Portanto, não existe o “caminho de sofrimento”. O caminho “em seu tempo” não é um caminho. Ele apenas nos ajuda a entender que o Criador nos empurra em direção às mudanças e nos obriga a despertar através desses golpes. Então eu entro num grupo para isto, que é o ambiente certo que começará a me empurrar.

Embora isso seja desagradável para mim, eu não fujo; pelo contrário, apesar de tudo, eu entro ainda mais. Todos nós precisamos estar cientes de que num estado como este, é impossível fugir; pelo contrário, é preciso avançar. Se eu quero entrar e me deparo com uma oposição, eu posso recuar e sair, e também posso empurrar ainda mais e entrar.

Portanto, não há caminho do sofrimento. Se eu não me empurrar através do ambiente por mim mesmo, então a pressão sobre mim será aumentada desde cima. Então o mesmo esforço que eu tive que fazer para avançar no caminho do “eu o apressarei” e não dei, assumirá a forma de sofrimento e golpes que me obrigarão a voltar para o caminho certo.

Não é necessário esperar por golpes e sofrimento para avançarmos. Nós não avançamos para nenhum lugar através do sofrimento. Nas melhores circunstâncias, vamos querer fugir dos golpes para o ambiente correto, e lá já vamos começar a esclarecer como ir pelo caminho do “eu o apressarei”, ou seja, a importância do ambiente, do Criador, a do professor e de todos os meios que podem nos puxar para frente. Este deve ser nosso primeiro nível, e então nós aceleramos o tempo e o nosso desenvolvimento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Tudo Volta Ao Início, Mas Em Outra Dimensão

laitman_537Pergunta: O que significa que a cada dia e a cada momento tudo começa de novo?

Resposta: Nós nunca começamos do mesmo estado que já passamos. Cada vez há uma questão nova, um novo sentimento. Mas cada vez nós começamos do zero, esquecemos o que ocorreu antes, como se não tivéssemos feito nada.

Há tais estados dos quais não nos lembramos de nada; é como se estivéssemos em algum nevoeiro, confusão, num estado que não entendemos e não estamos acostumados. Você sente que está perdido, como se perdesse o seu caminho e não reconhecesse o que está acontecendo ao seu redor. Tudo parece estranho e desconhecido.

É assim que eles levam você a um novo estado, onde você deve fazer um esclarecimento, uma investigação de onde você se encontra e o que você está fazendo. É assim que você deve começar cada nova etapa, pois ela inclui em seu interior dez Sefirot completas em desejos, luzes e situações.

Depois, a pessoa se acostuma com isso, como se eles trocassem um disquete dentro dela, instalassem um novo programa e, assim, ela começa a se comportar de maneira diferente, reage de forma diferente, vê o mundo de outra forma; tudo é diferente. Nós temos que nos acostumar com a necessidade de passar por muitas mudanças. Só alguém que não se desenvolve não muda.

Toda a natureza evolui: mesmo os níveis inanimado, vegetal e animal, e também os seres humanos comuns, ou seja, toda a humanidade. Porém, com o Cabalista, a evolução é expressa numa absorção diferente da realidade, numa divisão da realidade no por que e o que eu absorvo e sinto. E isso acontece mesmo antes de começarmos a subir a escada espiritual, onde já acontece uma mudança muito forte, bem como a qualidade dos estados. A diferença entre dois estados adjacentes na escada espiritual é imensa. Eles são simplesmente diferentes dimensões.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/14, Escritos do Baal HaSulam

A Restauração Do Ecossistema Do Planeta Terra

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você pode dizer sobre a ecologia do mundo; afinal de contas, ela não apenas está sendo violada, mas é ameaçada de desastre?

Resposta: A partir de agora, o ecossistema da Terra está em colapso, sendo esmagado, quebrado e aniquilado. A nossa relação incorreta com a natureza causa problemas terríveis. Nós já atingimos os polos Norte e Sul, onde eles estão se preparando para prospecção de petróleo.

Mas, por conta própria, o planeta Terra possui uma característica surpreendente de renovação sob a influência de sinais positivos que descem do alto. Assim, a tarefa de uma pessoa é atrair estes sinais, não limpar a Terra de lixo. Isso não vai funcionar. Por mais que a limpemos, ela se torna cada vez mais suja, pois produtos de limpeza químicos e biológicos danificam a ecologia ainda mais.

Ao contrário, a ideia é que tudo que se encontra nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza pode se regenerar e recuperar a uma velocidade incrível. E isso só é possível se o nível espiritual superior trouxer sinais positivos.

No momento em que a humanidade alcançar a harmonia através da consolidação integral, a ecologia inteira de fato se tornará imediatamente equilibrada e o mundo vai começar a florescer e espalhar uma fragrância agradável. Não é necessário se preocupar com ele em particular, da mesma forma que não é necessário se preocupar com qualquer coisa que se encontra abaixo do nível espiritual. Se fizermos uma correção no nível espiritual, as correções passarão para baixo e imediatamente causarão mudanças no nível físico.

Tudo vai ser alterado de tal forma que ele será restaurado à sua forma original divina. Mesmo aquelas violações que aconteceram na face da Terra durante os últimos vinte ou 30 mil anos serão equilibradas e todas as espécies de animais que desapareceram serão restauradas.

Não há nada imaginário nisso, porque toda a natureza está mutuamente conectada e todos os seus níveis se encontram um sob o outro. A Luz Superior passa hierarquicamente de cima para baixo e organiza tudo através de uma harmonia superior.

Assim, o florescimento do planeta Terra depende das nossas mudanças e da educação interna. Não é necessário fazer nada além de nos corrigir. Através da reeducação nós começamos a olhar para a natureza de forma diferente, e desta vez ela vai começar a voltar à vida.

Aos poucos, vamos parar de trabalhar com ela de acordo com a tendência anterior, porque entendemos que tudo o que é necessário é levar o mundo inteiro a um estado de equilíbrio. E para isso, é necessário receber da natureza apenas o que vai razoavelmente preencher toda a humanidade através dela, e não mais do que isso. Nós estamos conectados por milhões de conexões entre nós e com toda a natureza. Assim, graças à restauração do ecossistema interior da humanidade, o ecossistema do planeta Terra começará a ser restaurado.

De KabTV “Contos” 23/10/14

Com Respeito Ao Terror, Elevação De Preços E Unificação Da Sociedade, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você sugere discutir o aumento dos preços com a ajuda da conexão e unidade da sociedade, de modo que ela se torne mais igual e equilibrada? Como podem os pensamentos das pessoas baixar os preços na prática?

Resposta: Em uma sociedade, se a opinião geral prevalece que ela requer mais igualdade e equilíbrio, isso irá influenciar até mesmo os capitalistas, que isso é aparentemente benéfico e rentável para eles. Isto é porque eles também estão sob a influência da sociedade, e estes pensamentos também são encaminhados para eles.

Não é sequer obrigatório falar sobre isso; eles vão sentir o desejo geral. Isso é chamado de influência do ambiente sobre uma pessoa. A principal coisa é que, em face desse exemplo de baixar os preços, cada um vai entender o princípio que deve ser usado para resolver vários problemas. Se alcançarmos a unidade na sociedade, não só poderemos reduzir o custo de vida, mas também fortalecer a segurança, saúde, educação, e reduzir o desemprego.

Nós temos um mecanismo em nossas mãos, que atua em todos os domínios da vida. O consenso social é um poder singular que possibilita resolver todos os problemas da sociedade. Ele ainda remove as ameaças externas que não parecem estar diretamente conectadas à nossa unidade interna, como a da intifada e do antissemitismo.

A ideia é que aqui funciona o mesmo princípio. Toda a humanidade é alimentada pelo povo de Israel. E as outras pessoas sentem isso e culpam Israel por seus problemas. Se o povo de Israel se unir dentro de si, ele vai ser bom para toda a humanidade.

E este deve ser um bom consenso social, e não como é com os nacionalistas e os fascistas. O acordo se baseia no amor, nas concessões, na igualdade, intimidade e aconchego. “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” é a base para o povo de Israel. Chegou o momento de lembrar que “Todos de Israel são amigos”. Isso faz parte da cultura do nosso povo que está sempre preocupado com a ajuda mútua, embora pareça que agora nós nos esquecemos disso.

Antigamente este sistema de ajuda mútua se baseava na tradição religiosa, mas por algum tempo ele não tem existido nesta forma anterior. Nós só precisamos reanimá-lo, voltar à forma em que o povo de Israel sempre existiu.

Pergunta: Você acha que a sociedade está disposta a ter uma forte influência sobre uma pessoa?

Resposta: Existem muitos estudos que provam que uma pessoa está totalmente sob a influência do ambiente. Mesmo macacos numa ilha isolada de repente começam a se comportar de forma idêntica como os macacos da ilha vizinha. Nós estamos num sistema de leis naturais.

Jornalistas reclamam que sem coordenação entre si, eles dão títulos idênticos aos artigos que saem na mesma manhã em diferentes jornais. Pensamentos percorrem o mundo e são passados ​​de um para outro, pois todos nós estamos conectados a um único sistema.

O mundo se tornou global e interligado, como uma pequena aldeia. E isso não é graças à Internet, mas porque nós nos desenvolvemos a um estado tal que os nossos desejos, pensamentos e sentimentos internos estão conectados com todas as pessoas do mundo.

Isso também ajuda no desenvolvimento de conexões externas: McDonalds, Coca-Cola, a Internet, e o idioma Inglês estão em todos os cantos do mundo. Esta unificação preenche todo o trabalho duro para a nossa unificação. Como resultado disto, nós estamos começando a compreender e sentir o outro num grau superior, e a ter mais influência sobre o outro.

E aqui emerge a crise; o ego não nos deixa ter boas conexões, mas apenas conexões ruins. Se em geral não houvesse conexão, isso não seria tão ruim, já que não haveria qualquer dependência do outro, nem boa nem ruim. Mas hoje, uma conexão entre nós é criada e essa conexão é ruim, provocando uma crise geral em todo o mundo.

E os judeus, o povo de Israel, são responsáveis ​​pelo surgimento da crise. Só eles podem alterar a forma geral de conexão. Essas conexões já são impossíveis de destruir, e é possível apenas corrigi-las em boas conexões.

Nós temos que nos acostumar gradualmente com a unidade e a conexão, sendo o mecanismo, o meio, para quaisquer alterações. E as mudanças podem assumir qualquer direção, boa ou ruim, pela unidade e também pode ser o nazismo. “O fascismo” é traduzido como a unificação, mas tal unificação não é para o bem da sociedade. Se não quisermos que o mundo se una com base no fascismo, nós devemos mostrar a ele um exemplo de uma boa conexão.

De uma Conversa, 13/04/14

A Abertura Dos Canais Possibilita Que A Luz Trabalhe

Dr. Michael LaitmanO trabalho espiritual é chamado de servir ao Criador, pois é Ele que realiza todo o trabalho. Eu não trabalho no mundo espiritual; em vez disso, eu só atraio a Luz a trabalhar, ativo algumas conexões, e possibilito que a Luz passe através delas e organize tudo.

Por isso, basta que eu pense na correção. Mesmo uma pessoa aparentemente normal neste mundo atrai a Luz através de seus pensamentos.

Somente o Criador, a Luz, atua e influencia, enquanto nós só corrigimos as conexões, abrimos os canais, e possibilitamos que a Luz trabalhe em todas as partes do sistema. Assim, a disseminação é a única possibilidade de trazer o sistema à correção.

Baal HaSulam escreve que ninguém pode realizar o trabalho no lugar de outra pessoa. “Assim como os rostos não são os mesmos, as opiniões e características não são as mesmas”. Portanto, nós não podemos perder sequer uma única pessoa neste mundo. Se ela viesse a desaparecer, ninguém poderia realizar este trabalho em seu lugar.

Através da nossa disseminação, nós tiramos a pessoa do estrume no qual ela se afunda toda a sua vida. Nós a atraímos para o trabalho real, para o mesmo lugar no sistema geral em que o canal de Luz é aberto para ela.

Depois disso, ela faz a mesma coisa, ativando dentro de si os canais que saem dela. Mas como ela está por trás desta cadeia, tudo o que ela faz passa por mim e eu desfruto toda a sua obra. Assim, quanto mais cresce a quantidade e a qualidade dos alunos, mais o professor sobe.

Pensem em como o grupo pode subir desta maneira. Com sua ajuda, nós podemos organizar circuitos completos que estejam envolvidos com a sabedoria da Cabalá ou a Educação Integral.

Basicamente, nós disseminamos o mesmo princípio, tanto na sabedoria da Cabalá como na Educação Integral: “Não há outro além Dele”, e não há mais nada para disseminar. Toda a sabedoria da Cabalá fala apenas sobre isso. E o método integral também fala sobre a mesma coisa, só que em outras palavras.

Não há diferença entre a Educação Integral e a sabedoria da Cabalá. Em termos simples, se uma pessoa não tem o ponto no coração e não anseia em atingir o mundo superior, nós explicamos tudo a ela nos conceitos deste mundo, falando sobre o sistema integral geral e sobre o mundo como uma única aldeia global.

Aqui nós estamos falando sobre a mesma coisa, só as palavras é que são escolhidas de acordo com o público. Mas, mesmo para essas pessoas, e para os outros, a nossa intenção é a de transmitir o princípio “Não há outro além Dele”.

Do Congresso em Verona 22/11/14, Lição 4

Por Que Ainda Não Há Resposta?

laitman_571_02Tudo depende dos esforços exercidos por uma pessoa. É natural que cada vez descubramos um desejo maior. É por isso que um esforço maior é exigido de nós, mais desespero para o qual não há resposta.

Mais uma vez, nós fazemos esforços, e novamente revelamos um desejo maior. Então, de novo e de novo, até que empregamos a plena medida de esforço e frustração.

Como resultado de todos esses esforços, eles permanecem sem resposta; a realização vem a nós, o que significa que nada depende de nós! Tudo está nas mãos da força superior, e se só ela tiver piedade de nós, então nós podemos começar a trabalhar pela doação.

Nós mudamos e nos tornamos mais conscientes do que é uma verdadeira oração, adesão e dependência da força superior em todas as fases desses esforços. Torna-se claro porque ainda não há nenhuma resposta: porque a nossa oração é impura. Ela esconde uma intenção egoísta para si mesmo.

É impossível reduzir o número destas tentativas frustradas, porque cada centavo é adicionado à conta total. Nós somos obrigados a passar por todas elas, uma por uma, e tudo depende da velocidade do nosso compromisso para com este “sprint”, depende se não aplicamos freios quando a Luz está acenando à frente ou empurrando-nos por trás, ou não trabalha.

Finalmente, nós chegamos a uma oração verdadeira, sabendo o que exigimos ao concordar com este pedido e desejando-o. Isso já emana de nós, porque nós realmente queremos alcançar a doação, sem qualquer consideração por nós mesmos, desejando tal doação de todo coração e alma. Nós acreditamos que não há melhor estado do que o poder de devoção à doação, ao Criador, e pedimos apenas isso.

Por causa de todas essas ações, o nosso pedido se transforma de egoísta em altruísta, então ele se corrige e se torna um grito correto, que recebe uma resposta que vem de Cima.

É impossível obter qualquer coisa sem uma necessidade por ela. Todo o nosso trabalho e todos os estados em que nos encontramos têm como objetivo essencial que nós peçamos as coisas corretas, que já tinham sido previamente preparadas para nós. Tão logo nós pedimos por elas, imediatamente obtemos uma resposta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/14, Escritos do Baal HaSulam

Quando E Onde A Pessoa Dedica Tempo Para A Felicidade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nas últimas décadas, o tema da busca da felicidade na sociedade humana, em Israel e no mundo, tornou-se uma tendência. Um grande número de livros, cursos e workshops surgiram sobre o assunto. No livro Eclesiastes do rei Salomão, a busca da felicidade anda de mãos dadas com a busca da verdade. Que tipo de verdade ele está falando?

Resposta: A verdade muda o tempo todo. Cada geração determina as regras gerais para si de acordo com as quais determina o que é chamado de verdade e o que é chamado de falsidade, bem e mal, prazer e sofrimento. Cem ou duzentos anos atrás, o que era considerado felicidade era ter um emprego, um lugar para viver, uma família e filhos.

Se uma pessoa pudesse prover sua família com comida e um teto sobre suas cabeças, então ela estava feliz. Ela não queria nada além disso. Além da vestimenta diária, se ela tivesse um terno adicional, isso era maravilhoso! Depois vieram com o guarda-roupa, que era pequeno no início. E agora todo mundo tem seu próprio quarto em um apartamento e seu próprio armário. Mas mesmo isso não é suficiente; nós precisamos de um closet para roupas!

Nós chegamos à saturação, mas uma pessoa ainda está envolvida com o consumo. Nossas vidas tornaram-se uma corrida. Onde é que vamos sentir prazer? Eu moro numa área onde a população pertence à classe média alta. Às sete da manhã, o meu vizinho corre para seu carro segurando um bebê em uma mão e uma xícara de café na outra. Ele coloca o café, senta o bebê, e leva-o para a creche, depois vai para o trabalho.

Ele não vem para casa antes das oito ou nove da noite. Quando ele sente felicidade? Seria no único dia da semana em que à noite ele vai para algum lugar com seus amigos? Ou é uma vez por ano, quando ele viaja para uma semana de férias no exterior? Onde está o prazer de verdade? Ele olha para os outros e diz: “Todo mundo está fazendo isso, e eu também”.

Pergunta: Resulta que não há felicidade no mundo?

Resposta: Felicidade, em “Vaidade das Vaidades” (Eclesiastes 1:2) é a doação aos outros! Se doarmos uns aos outros e construirmos uma vida onde todos estão conectados de uma maneira positiva na sociedade, vamos nos satisfazer, não com as coisas, mas com a felicidade. No momento, eu quero ter a sensação de felicidade através da aquisição de algo que comprei e depois desfruto. Quanto eu posso olhá-lo e apreciá-lo?

A felicidade deve ser constantemente renovada. A felicidade de um carro novo tem a duração de um mês, de uma casa dura um ano. Como eu posso organizar a vida de tal forma que o meu desejo de ser feliz o tempo todo será renovado e sua reposição será nova? É assim que ocorre quando me levanto todos os dias como uma criança com olhos bem abertos!

Na infância, eu morava numa casa com um quintal grande. No quintal cresciam árvores e flores; tínhamos um cão. À noite, eu já imaginava como eu iria pular da cama de manhã e correr para o quintal para encontrar os amigos. Eu quero viver num ânimo como esse!

Pergunta: No livro Eclesiastes do rei Salomão, a mesma frase se repete o tempo todo: “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1: 9). Esta é uma descoberta muito triste.

Resposta: Se você só quer desfrutar o mundo, você sempre terá o vazio.

Pergunta: Será que é realmente necessário chegar a um estado de absoluta falta de prazer, a fim de compreender a necessidade de renovação? É impossível obter prazer de ambas as coisas e conexões com as pessoas?

Resposta: Uma coisa não interfere na outra, mas eu não acho que uma pessoa possa estar em dois mundos. Se você está dividido em dois, nenhum dos dois desejos será chamado de preenchido. Em última análise, nós precisamos mostrar a nós mesmos e aos outros que a verdadeira fonte da felicidade é encontrada. A renovação das relações entre nós vai nos trazer um sentimento de felicidade, e essa vai ser sempre a mesma vitalidade que preenche as velas do nosso barco com o avanço em direção a melhores estados.

De KabTV “Uma Nova Vida” 23/05/13

Um Poço Para Uma Humanidade Sedenta

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Torá nos diz que Isaac encontrou dois poços na terra de Grar que haviam sido cavados no tempo de Abraão e tinham sido cobertos posteriormente. Estes poços causaram muitas discussões com os pastores locais e depois de um tempo um novo poço foi escavado que não causou disputas.

Então Avimelech (Abimeleque), o rei da Grar (Gerar), ofereceu a Isaac um acordo. Por que as nações do mundo se tornaram tão boas de repente e querem fazer um acordo com os judeus?

Resposta: É porque Isaac tinha começado suas correções.

Um poço é um buraco no chão, numa terra que está cheia de água. Um buraco que está cheio de água da vida é chamado um poço de vida. A água é a essência do atributo de doação que está escondido na terra, ou seja, no desejo. Em outras palavras, o seu desejo começa a fluir para que você possa receber a água da vida através dele, que é o atributo de doação que traz vida a todos.

Basicamente, a história dos poços nos mostra que se nós começarmos a cumprir nossa missão de organizar a nação de Israel, a fim de corrigir o mundo, é o suficiente. Nós, na verdade, não temos que corrigir o mundo, mas apenas nos corrigir.

Nos capítulos 66-67 da “Introdução ao Livro do Zohar“, Baal HaSulam diz que no momento em que a nação de Israel começar a se corrigir, ou seja, se adaptar de acordo com o Criador, a Luz vai imediatamente começar a fluir a partir dela como a água de um poço, e essa Luz vai corrigir todas as outras nações. Desta forma, todo o mundo se tornará um lugar melhor. Afinal de contas, o mundo não pode corrigir a si mesmo, nem pode fazer nada.

Apenas imagine que exista uma nação que controle e gerencie totalmente o mundo, e as outras nações não podem fazer nada e simplesmente esperam que esta nação faça alguma coisa.

O problema está na forma como isso é revelado, e as interrupções podem ser grandes. No momento, nós ainda podemos de alguma forma escapar daqueles que se opõem a Israel. Mas e se essa imagem fosse revelada e, de repente, todo mundo visse que há sete bilhões de pessoas no mundo e há cerca de dez milhões de quem tudo depende?

Eu diria que os sete bilhões são como um corpo que roda no software vida, e este software é o povo judeu. Sua massa não pertence ao verdadeiro corpo do mundo, mas sim ao software, e ele opera num nível diferente.

De um modo geral, o verdadeiro software é meramente um componente virtual no que diz respeito a este assunto. É um esquema, um sistema. Nós podemos dizer que o software da matéria proteica é Israel e a verdadeira matéria proteica é as nações do mundo. Se este software está incorreto, basta imaginar que as doenças e problemas são causados ​​na matéria!

Toda a história da humanidade é basicamente a cooperação contínua entre o mundo e a nação de Israel, assim como duas bobinas na cadeia de DNA. As nações do mundo e a nação de Israel estão em contínua comunicação, contato e esforço entre si. Israel não seria capaz de atingir o estado do terceiro poço sem a pressão das nações do mundo sobre ele. Há aqueles que cavam o desejo e outros que o encobrem. Este desenvolvimento é necessário a fim de alcançar a água da vida, o atributo de Bina.

O primeiro poço refere-se basicamente a Abraão, o segundo a Isaac e o terceiro a Jacó. Quando Jacó se conecta, ele se torna a linha do meio e, assim, nós chegamos à água da vida.

Pergunta: O que isso tem a ver com a vida hoje? Nós temos que descobrir esse poço agora, essa água da vida?

Resposta: Sim. Nós começamos a derramar a doação, e isso só depende da conexão entre nós. A unidade da nação de Israel é a chave de tudo. É a única coisa que pode cavar um poço para o mundo.

Cavar um poço significa mergulhar em nossos desejos. Eles são negativos, ruins, e revelam toda a negatividade que está escondida dentro de uma pessoa, a sua natureza, e sua distância do Criador. Mas nós temos que fazê-lo. Nós temos que criar fortes sentimentos da deficiência da Luz dentro de nós, os atributos de amor e doação. Isso é chamado de um poço vazio ou um buraco. A propósito, há uma diferença entre estes dois conceitos. O que uma pessoa busca depende apenas dela mesma.

Quando cavamos um poço, nós alcançamos o estado, a profundidade em que sentimos a maior dor no que diz respeito ao amor, doação e conexão. Assim, a água, que é a fonte da vida, aparece.

Assim como os animais que sentem onde há água, as pessoas naqueles tempos sentiam onde tinham que escavar e quão profundo, a fim de encontrar água. A propósito, há uma abundância de água no deserto, porque há enormes lagos subterrâneos. Nós só precisamos saber onde cavar e não há nada a temer. Você pode ir a qualquer lugar visto que você sempre vai encontrar água.

Pergunta: Essa busca pessoal é a proximidade e a conexão entre nós?

Resposta: Sim. Ela existe na medida em que fazemos esforços para descobrir o atributo de doação chamado água.

De KabTV “Porção Semanal da Torá” 14/11/14