Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Chanucá: O Milagre Da Unidade

Dr. Michael LaitmanEm 170 a.C., os gregos, liderados por Antíoco IV, capturaram o Templo. Houve uma divisão entre os adeptos da filosofia e da religião grega e os que permaneceram fiéis ao conceito de um único Criador.

Alguns sacerdotes, incluindo o sumo sacerdote (Cohen Rishon), apoiaram os gregos. O Templo de Jerusalém foi profanado e transformado num santuário de Zeus. Uma severa perseguição e helenização forçada da população levou à revolta dos Macabeus, liderada por Matityahu Hashmonay que emitiu a chamada: “Aquele que for por Deus, siga-me!”.

A revolta terminou com a vitória dos Macabeus. Tendo entrado no templo, eles descobriram que o óleo puro para acender as velas da Menorá iria durar apenas um dia. Mas um milagre aconteceu. As velas queimaram por oito dias, e assim é chamado o milagre de Chanucá.

Pergunta: O que Chanucá representa do ponto de vista espiritual?

Resposta: A história que leva a este feriado começa com Abraão como o fundador do povo judeu. Muito antes dos Macabeus, Foi ele quem primeiro publicou a chamada: “Quem estiver se movendo em direção ao Criador – siga-me”. Sob este lema, ele reuniu um grande grupo de babilônios, a quem  ensinou a sua abordagem do universo, o propósito da vida e da criação, o destino humano superior, etc.

Mas o mais importante, sob o lema de “unidade em nome da unidade”, Abraão começou a unir aqueles que se alinharam a ele, porque é na busca da unidade que revelamos a força superior da natureza, o Criador, que nos une. Ela nos transforma em um todo e nós nos tornarmos invencíveis ao egoísmo externo ou interno. O que Abraão começou, os Macabeus, unidos uns com os outros, continuaram.

Em princípio, é a mesma ação de rebelião contra o egoísmo, apenas em diferentes níveis, e é por isso que ela ocorreu em diferentes pontos da história.

Tendo unido o povo, os Macabeus chegaram ao mesmo estado que Abraão e venceram. Conforme a unidade com grupos maiores de pessoas que se juntaram a eles, eles revelaram uma força espiritual maior, que era a força da unidade, a força superior de doação e amor. Portanto, eles eram invencíveis ao egoísmo, personificado pelos gregos neste caso, na Babilônia pelos babilônios, no Egito pelo Faraó e, mais tarde, pelos romanos.

Em geral, essa é a única luta, uma guerra por todas as gerações. E mesmo quando não temos um inimigo aparente, o nosso inimigo interior sempre se rebela dentro de nós, uma e outra vez, forçando-a para adorar vários ídolos em nossa vida. Nós temos que lutar contra isso.

É fácil traçar um paralelo entre essas duas guerras e hoje, visto que os ídolos modernos estão totalmente expostos como nulidades completas, levando-nos a um fim e não temos mais nada a ver com eles. Por um lado, ainda somos atraídos a eles, e, por outro lado, entendemos que isso é temporário, prejudicial e não traz bons resultados.

Portanto, o nosso comportamento é uma reminiscência de um homem que fica bêbado, não sabe ou não ouve nada, esquece de si mesmo, e está desconectado do que está acontecendo. Nós nos tornamos imersos em negócios ou outras coisas apenas para nos mantermos ocupados, imitando, assim, um herói do filme, um personagem literário, ou apenas conhecidos que supostamente têm êxito na vida. Este é o ídolo que é tão atraente para nós.

Pergunta: Você acha que esses desejos se exauriram?

Resposta: Não, mas eu sei que tudo isso é temporário e limitado. A própria vida nos mostra isso. O mundo é como um teatro e nós sempre desempenhamos um papel nele.

Há pessoas que não buscam nada. A principal coisa para elas é viver tranquilamente e em paz, para que ninguém as incomode. Mas, existem poucas assim. A maioria é atraída à competição, a luta por um lugar ao sol, e nós começamos a fingir que somos pessoas de negócios, correndo com uma pasta e mudando de um plano para outro, e, desta forma, corremos para o túmulo.

Pergunta: Pode o milagre de Chanucá ter lugar nos dias de hoje?

Resposta: Na vida há sempre lugar para um milagre. Cada vez que nos conectamos uns com os outros, a força, que é maior do que todas as outras forças, obstáculos, condições, manifesta-se, e assim há um milagre diante de nós. Nós podemos evocá-lo, mesmo hoje.

Um milagre é um fenômeno sobrenatural, mas nós mesmos somos capazes de causá-lo quando queremos. Hoje, se quisermos subir acima do egoísmo em nossa unidade, uma força superior completamente nova se manifestará dentro de nós, e com a sua ajuda, nós seremos capazes de acalmar o mundo inteiro, organizar tudo, e todo mundo vai ficar bem e calmo.

Pergunta: Que tipo de milagre aconteceu quando as velas dos Macabeus foram acesas?

Resposta: Através de sua unidade, os Macabeus atraíram a Luz que lhes deu a oportunidade de ficar no estado de doação, amor e conexão, até que começaram a atrair as novas massas de pessoas para si.

Os desejos das pessoas que se conectam num todo simbolizam o óleo, e sua reunião, apesar do seu egoísmo, simboliza o pavio. Elas queimam em seu desejo de se aproximar, e quando se unem de alguma forma, uma Luz aparece dentro delas que apoia o fogo dos seus desejos.

Se elas começarem a se envolver numa maior disseminação e a se voltar às maiores massas de pessoas, a lâmpada queimará continuamente.

A manifestação da Luz, a força superior, o Criador na unidade do povo, é o milagre. Além disso, não há outros milagres, porque a essência de todos os milagres é que a nossa unidade provoque a manifestação da força interna, chamada de propriedade de amor, o Criador. Ela faz maravilhas. A travessia do Mar Vermelho, o milagre de Chanucá e o milagre de Purim são sempre a revelação do Criador em nossa unidade. Portanto, há apenas uma técnica e ela não contém nada complicado. Ela veio até nós a partir de Abraão, que primeiro mostrou como isso é realizado.

O fato é que nós podemos nos unir de qualquer maneira, mas a essência do milagre é que nos unimos para que uma nova propriedade superior apareça dentro de nós, que não se manifesta em outras ações, que nos eleva para o próximo nível de consciência, sensação, visão e existência.

Pergunta: Como o povo poderia acreditar que uma vela queimaria por oito dias, quando sabiam que seria suficiente apenas para um dia?

Resposta: Se nós aspiramos à unidade, não estamos interessados ​​em nada, exceto em chegar a este estado, dentro do qual o Criador é revelado. Então chegamos às condições de infinito e vamos para o próximo nível de existência, onde não há nem tempo nem espaço. Os oito dias representam apenas uma alegoria, uma vez que existem oito Sefirot do nível de Bina ao nível de Malchut.

Pergunta: Como uma pessoa pode não pensar no que vai acontecer amanhã?

Resposta: Se você trabalha para doar, o amanhã não existe para você! Não há momento seguinte! O mais importante é dar.

O amanhã vai desaparecer do seu campo de visão, da mente e dos cálculos! Ela não existe! Você está incluído na ação de doação e aparentemente se estende a todos os outros. Nada permanecerá em você. O seu “eu” simplesmente desaparece.

Na etapa seguinte, surge um novo estado egoísta. A mesma coisa se repete, como a roda que se move para frente, mas ao mesmo tempo gira em torno de si.

Pergunta: Em que circunstâncias isso é possível?

Resposta: Isso vem gradualmente, depois de muitos anos e só de Cima. Mas virá. Eu posso prometer a todos os meus alunos que isso vai se tornar realidade, e eles vão chegar a este estado.

Eu acho que, em conjunto com eles, eu ainda vou ser capaz de passar por seus primeiros passos nesta ascensão. Este é o desejo de todo professor espiritual que não pode abandonar seu filho no meio do caminho. O professor quer guiar seus alunos pelo deserto para que eles cheguem à doação plena, e não tenham qualquer possibilidade de voltar atrás, uma vez que a propriedade de doação reina em todos os seus desejos.

Assim, eles desenvolverão seu caminho espiritual por conta própria, com o próximo líder, como Moisés e Josué. Mas é desejável que nós atravessemos o deserto juntos.

Pergunta: Como você vê os milagres do ponto de vista material? Digamos que, por muitos anos, os arqueólogos buscam a confirmação do êxodo dos judeus do Egito, mas não encontram nenhum vestígio. De fato, alguma coisa deveria ter sido deixada. Além disso, nenhuma evidência foi encontrada dos 40 anos de peregrinação do povo de Israel no deserto.

Resposta: Arqueólogos descobrem confirmação destes ou de outros acontecimentos históricos, quando chega a hora. Por isso, em seu tempo, eles vão subitamente encontrar artefatos de história no mesmo local onde anteriormente não encontraram nada. Estas descobertas ainda estão por vir.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 17/12/14

O Mistério De Israel

Dr. Michael LaitmanNos últimos anos, os políticos começaram a falar sobre a consolidação legislativa do caráter judaico do Estado de Israel. A razão para isso é a ampla onda de ataques antissemitas. O mundo inteiro tem um problema com o povo judeu, perguntando: “Por que eles tomam a posse de terras que não lhes pertencem?”

Muitos sequer concordam com a divisão original do território de acordo com a resolução da ONU. Hoje, um voto secundário certamente nos privaria do direito ao nosso próprio Estado.

Após o desastre, o mundo estava desconfortável diante de nós, e se de fato tínhamos que ter um país, isso continuará, de acordo com as leis do desenvolvimento comum.

No entanto, nós temos que torna-lo realmente nosso, tomar a terra santa (Eretz) como o desejo (Ratzon) de purificar e formar, não como uma coleção de exilados, mas como o povo de Israel, no sentido pleno da palavra, totalmente unido e aspirando direto ao Criador (Yashar El).

Nós temos que realizar um curso sobre coesão, amor e unidade, para nos tornar como um homem com um coração.

Se tivéssemos organizado nossa nação dessa forma, não teríamos que realizar guerras intermináveis pelos últimos 66 anos sem um único segundo de descanso e relaxamento. E a situação não teria sido como é hoje, de tal forma que todo Israel é forçado a planejar uma evacuação de emergência, um plano de fuga em caso de um desastre.

Pergunta: Uma e outra vez, a vida nos confronta com questões básicas que afetam a nossa existência na terra de Israel. E este tópico sempre cobre a névoa da incerteza e da indefinição. Por que existe essa incompletude agonizante na nossa autodeterminação? Por que não foram colocados todos os pingos nos “is”?

Resposta: É porque nós queremos ser como todas as outras nações e definir o nosso país como todos os outros, de acordo com as representações tradicionais de território, fronteiras e entidades públicas. No entanto, isso não funciona para nós e não se aplica a nós. Este formato habitual não causa uma resposta fiel em nós, onde não sentimos por nós mesmos, e não encontramos qualquer correlação com a forma como o nosso país deve ser identificado e parecer como povo, e cada pessoa nele.

Acontece que não somos o povo de Israel como ele deveria ser, e não vivemos na terra de Israel, nem no país de Israel, como deveria ser de acordo com as fontes originais, de acordo com a nossa base. Nós temos tentado adotar o conceito de conceitos externos, simplesmente captando-os, mas eles não chegaram a ser concretizados. O rótulo internacional padrão se descola repetidamente.

Como resultado, nós sentimos que isso não é adequado, mas continuamos a nos sobrecarregar com isso, sem ter uma definição clara. E o mundo, por seu lado, não entende as nossas ações e vê o Estado de Israel como uma entidade artificial.

Nós podemos argumentar eloquentemente que essa é a nossa terra. Podemos até mesmo nos sacrificar pelo bem de vida. No entanto, ainda não entendemos o que “o povo” e “o país” significam para o povo judeu.

Baal HaSulam escreveu um ótimo artigo sobre isso no jornal “A Nação” (HaUma), que, aliás, foi fechado após seu lançamento inicial. Neste trabalho, a natureza desses conceitos e a necessidade de voltar às suas raízes depois de dois mil anos de exílio foram descritas em detalhes.

Por que devemos recorrer à história antiga e à vida primitiva, agora que isso já foi vivido por nossos antepassados? Pelo contrário, nos séculos anteriores, nações avançadas plantaram suas culturas em todos os lugares. A cultura estrangeira, com um sucesso particular, foi transferida aos povos indígenas da África e América. Idiomas morreram, bem como tradições e crenças, dando lugar à influência inglesa, espanhola e francesa.

Mas nós ainda não fomos capazes de nos manter dentro das margens do presente. Não há nada que possamos tomar emprestado dos povos do mundo. Pelo contrário, nós estamos organizados de tal forma que os povos do mundo adotam as coisas corretas de nós.

Isso não depende de nós e não é orgulho ou arrogância. Nós estamos ligados desta forma. Não é por acaso que o mundo nos vê como um povo inteligente e desenvolvido, alimentando um propósito de vida. O mundo sente que o povo judeu tem um segredo que não quer abrir para os outros; isso significa que eles devem nos forçar a desistir.

Este sentimento é indestrutível, e nós finalmente temos que entender o que eles querem de nós. Na verdade, que tipo de mistério reside dentro de nós? Se nós soubéssemos, poderíamos vendê-lo pelo triplo do preço. Mas não, isso não funciona dessa maneira.

Afinal, o que temos dentro e que se encontra no povo de Israel sem o seu conhecimento é este grande, bonito, sedutor e brilhante objetivo, o futuro do mundo.

O nosso mundo está ligado à irmandade que vivíamos antigamente. Nós precisamos recuperá-la, em outras palavras, viver juntos como um povo que respeita a lei, amar o nosso próximo como a nós mesmos, de acordo com os princípios que recebemos no Monte Sinai, e ser como um homem com um coração.

Hoje nosso mundo global e integrado sente a relação inquebrável de todas as suas partes, literalmente exige isso, e exige o cumprimento dessa lei. Se nós revelarmos um guarda-chuva de garantia sobre todos nós, vamos nos encontrar num mundo que é para nós como o Jardim do Éden.

É por isso que nessa era moderna, o mundo presta atenção em nós, sem saber como ou por que, e começa a exigir a lei de nós, pela qual vai viver amanhã. Afinal, a vida atual parece cada vez mais intolerável para o mundo, obscura e sem esperança. Ela já não apresenta um quadro de amanhã. Inconscientemente, as pessoas sentem que o povo judeu tem a resposta.

Como consequência, o antissemitismo floresce em todo o mundo, afetando milhões de pessoas. Assim, ele simplesmente nos obriga a perguntar sobre a lei e o modo de vida que devem formar a base da nossa existência aqui.

Se realmente voltássemos às raízes, se colocássemos em prática o conceito de “povo de Israel” aspirando “direto ao Criador” (Yashar-El), ou seja, à unidade, solidariedade e amor, se assim fosse, nós educaríamos o povo com base na lei, combinados uns com os outros, como um homem com um coração, ajudando-se e unindo as pessoas com esta parceria. Isto serviria como um exemplo para o mundo. Além disso, nós ensinaríamos as pessoas a construir a unidade.

Assim, o mundo entenderia que somos uma parte especial dele e que realmente precisamos aprender. E há muito o que aprender, já que é o futuro e a salvação de toda a humanidade. Não é apenas por algumas décadas compreendendo a expectativa de vida de cada geração, mas sim uma nova base para uma nova fundação sendo colocada aqui, na qual nosso mundo será aperfeiçoado e ascenderá a um novo nível, para a condição eterna e perfeita.

Hoje, o nosso egoísmo se devora e, como resultado, nós vivemos uma média de 70 a 80 anos. Se passássemos do desejo de receber egoísta para um altruísta, para a doação, e se todos vivessem com seu coração bem aberto no meio de sua nação, cuidando de tudo, encontraríamos outras leis naturais, as leis do amor e da doação. Nesse ponto nós entraríamos na vida eterna e perfeita, e o nosso mundo abriria a oportunidade de viver além das limitações de tempo, espaço e movimento. Nós começaríamos a perceber o mundo em que não há limites.

Nesse meio tempo, os problemas em relação ao povo judeu, que nós chamamos de antissemitismo, vai crescer cada vez mais. Nós não podemos nos livrar disso. Pelo contrário, vamos ter que dar uma resposta, uma vez que é necessário enfrentar essa situação.

Ao mesmo tempo, vamos ter que resolver o problema do caráter judaico do país, recentemente exposto para discussão pública. Porém, não deve ser pela linguagem artificial e não com base nas leis que herdamos do mandato britânico ou do domínio turco. Não, nós temos que assumir a Torá e tirar todas as definições necessárias.

Por milênios, desde os dias de Abraão, os Cabalistas têm explicado o significado de “povo de Israel” e “país de Israel”, e quem é uma “pessoa judaica”. Nós precisamos nos abrir ao mundo, abandonar os limites e adotar o nosso entorno, todos aqueles que desejam viver de acordo com a lei de amor e unidade, sob a égide da doação. É isso mesmo, mais do que geográficas, as fronteiras da terra de Israel, ou seja, a garantia mútua universal, se estenderá a todo o mundo.

Em princípio, a terra de Israel não é o território na superfície do globo, mas um lugar onde as pessoas vivem de acordo com a lei do amor. Portanto, agora ela não existe. Afinal, terra (Eretz) significa desejo (Ratzon). Se existe a lei do amor entre pessoas que vivem em qualquer lugar e seguem essa lei, a sua relação, o seu desejo comum chama-se a terra de Israel, o desejo aspirando direto ao Criador (Yashar-El), e, assim, elas querem ser como a força superior.

Isso é o que nós temos que explicar, demonstrar e oferecer a todos os povos. Então, em vez de ódio, vamos sentir empatia, respeito e carinho, que é o que sentimos agora dos nossos milhares de alunos em todo o mundo. Nós vemos como eles estão comprometidos conosco quando os ensinamos a se unir para alcançar cooperativamente o poder superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

Uma Borboleta No Monte Sinai

Dr. Michael LaitmanPergunta: A desintegração da sociedade que estamos testemunhando agora em Israel e em todo o mundo nos faz lembrar o nascimento de uma borboleta. Primeiro, há a lagarta, que vive por um tempo, come plantas e está feliz.

Porém, num determinado ponto a lagarta chega ao fim e não pode se preencher mais. Ele se transforma numa crisálida e entra num estado de escuridão fechando-se dentro de um casulo onde seu corpo começa a se desintegrar.

A lagarta deixa de ser o que era antes. Os cientistas descobriram que os genes que posteriormente a transformarão numa criatura totalmente diferente já estão na lagarta. Depois de um período de caos e desintegração, uma linda borboleta de repente sai do casulo; uma criatura alada que é muito mais desenvolvida.

Será que nós estamos no período do casulo agora e, portanto, vemos como tudo ao nosso redor está fora de equilíbrio e se despedaçando?

Resposta: É realmente assim, mas, a fim de nos tornarmos uma borboleta bonita, nós temos que mudar. Nós podemos alcançar essas mudanças quer de uma forma agradável, fácil e curta pela conexão entre nós, ou pela guerra e problemas terríveis que nos forçarão a unir. Isto significa que nós podemos passar por este processo de forma passiva ou ativa.

Comentário: Então, no final, nós nos conectaremos com ou sem guerra.

Resposta: Sim, mas há uma enorme diferença. Afinal de contas, não vai ser apenas mais uma guerra, mas uma guerra nuclear.

Pergunta: E se nós não conectamos?

Resposta: Não pode ser. Ela já está em nossos genes, assim como a lagarta é deve se tornar uma linda borboleta no final. Nós também temos os genes de acordo com o quais temos que levar o mundo inteiro à correção e eles já estão impressos nos genes da sociedade humana, em nosso programa interno. Nós só temos que cumprir isso.

Nós temos duas opções: boa ou ruim. A opção ruim é através de guerras e sofrimentos e a opção boa é por alcançar o cumprimento da sabedoria da Cabalá por nós mesmos, alcançando a força da conexão por ela ao atrair a força, a Luz que Reforma para nós mesmos. É dito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como um tempero, uma vez que a Luz nela reforma”.

Pergunta: Você fala sobre a Torá, então se trata de religião?

Resposta: Não. A Torá é a Luz, a força que nós descobrimos dentro do círculo, que nos solda juntos. A força que reforma é chamada de Torá. Não é um conceito religioso. Não é um livro ou um pergaminho que tem palavras escritas nele, mas uma força interior.

A inclinação egoísta não nos deixa conectar, enquanto que a Torá é a Luz Superior, o meio para corrigir a inclinação ao mal, que é sentida apenas por aqueles que sentem que têm que se conectar com outras pessoas e não podem fazê-lo. É como se toda a nossa nação se sentasse num grande círculo de oito milhões de pessoas e todo mundo só pensasse no fato de que não podem se unir. É um fato que, se não há nenhuma pressão externa, a sociedade permanece separada e independente.

Nossa missão é passar do estado um para o estado dois. O estado um é o nosso atual estado de insegurança e sem nenhum futuro, como resultado da falta de conexão entre nós por causa da nossa natureza egoísta.

Existem duas formas de alcançar o estado dois. O caminho certo é o caminho que os Cabalistas nos ensinam. Eles dizem que, se quisermos avançar, temos que conectar. Se nos sentarmos em círculos e começarmos a discutir a questão de como ser “como um homem em um só coração”, vamos descobrir o quanto somos contra essa ideia. Esta resistência que sentimos pela conexão é chamada de inclinação ao mal.

A inclinação ao mal não é revelada a uma pessoa em sua vida comum, quando ela desrespeita todos, mas somente quando deseja se conectar a outros. Só então ela vê que não quer que esta conexão e é repelida por isso, embora entenda que é preciso alcançar a unidade, apesar de sua repulsa natural.

Nós sentimos isso durante a última operação militar em Israel, uma vez que conseguimos nos unir somente sob pressão externa. No momento em que a pressão se foi, nós imediatamente voltamos ao nosso estado inicial e começamos a brigar e lutar. Então, o que podemos fazer? Depois de tudo, nós precisamos conectar!

O que realmente está faltando no momento é o reconhecimento de que precisamos de conexão. Nós precisamos disseminar amplamente e explicar que o nosso bom futuro depende da unidade da nação e que, de outro modo, enfrentaremos o desastre.

Se nós descobrimos que não podemos unir, embora desejemos, nós precisamos da Torá como meio para atingir a unidade. Isso significa que estamos no pé do Monte Sinai, que é a montanha do ódio. Nós queremos chegar à unidade, mas não podemos, uma vez que a alta montanha do ódio mútuo nos separa.

Então nós somos dignos do recebimento da Torá, que é a revelação da força de conexão que deve vir e nos conectar. Isto significa que a Luz da Torá reforma. É uma força de unidade, uma força de luz e amor. Quando ela é revelada, nós começamos a sentir proximidade, dependência e conexão mútua entre nós.

Pergunta: Onde nós podemos encontrar essa força?

Resposta: Esta força está escondida na natureza. Agora também, ela está entre nós, mas nós a descobrimos apenas na medida em que ansiamos em nos conectar. É disso que trata toda a Torá. Assim, toda vez que os Cabalistas se conectaram num grupo, eles descobriram o Criador, a força superior de conexão.

Pergunta: Este círculo também é adequado para pessoas que não são religiosas?

Resposta: O círculo é adequado para todos, não só para as pessoas que não são religiosas, mas também para as mulheres e pessoas de todas as nações. Afinal de contas, a nação de Israel tem que ser uma luz para as nações, ensinar a todos a sabedoria da conexão, e revelar a todos que o Criador é a natureza superior. Durante a última guerra, as mulheres e mães é que realmente manifestaram o apelo à unidade da nação.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

O Critério Para Uma Disseminação De Sucesso

Laitman_524_01Pergunta: Existe um critério universal para o resultado certo da nossa disseminação?

Resposta: Como a pessoa pode determinar o resultado da nossa disseminação e não ver que está errada? Há apenas um critério: a unidade prática efetiva em que o Criador é revelado.

Isso ocorre porque o objetivo final de tudo o que fazemos é a descoberta do Criador dentro de nós, essa força natural geral que nos conecta. Em última análise, nós começamos a sentir como este mundo realmente desaparece e ficamos sentindo apenas duas forças: recepção e doação, que cooperam entre si, e nós nos encontramos em plena harmonia com este sistema.

Na criação, não há nada além de Olam Ein Sof (o mundo do Infinito). Todo o resto já é um sentimento imaginário que nos destrói.

Portanto, nós precisamos tentar com todas as nossas forças medir a nossa unidade: qual elevada ela está do nosso ego, o quanto não é destinada para receber para si, o quanto se encontra fora de cada um de nós, no centro entre nós, e pode realmente ser semelhante ao Criador em seu caráter.

Assim, esta mudança já terá a sua realização prática líquida em dados físicos: “níveis”, “Aviut” (a espessura do desejo), “tela”, “Ohr Hozer” (Luz de Retorno). Então, será muito mais simples e fácil para nós.

Eu vou ser capaz de ver de acordo com os nossos amigos e de acordo com eu mesmo de que maneira nós podemos doar, como é necessário atrair isso de um para outro, como cada um de nós deve agir. É assim que nós podemos medir a força de vontade mútua.

Da Convenção em Sochi 13/07/14, Lição 1

O Receptor Da Imperceptível Faixa De Onda

laitman_934Pergunta: Pode o método da Cabalá se tornar público se a maioria percebe o desenvolvimento dos órgãos sensoriais adicionais como misticismo?

Resposta: As pessoas estão acostumadas a relacionar tudo o que está para além desta vida ao misticismo, às forças não naturais. Mas, neste caso, não é assim. A sabedoria da Cabalá é organizada de forma muito simples, e este método surgiu com Abraão.

Os alunos se reúnem em torno do professor, e ele os organiza num grupo. Eles começam a trabalhar nele como num laboratório, criando um ambiente onde é possível revelar a força superior. E quando eles revelam essa força superior na conexão mútua, começam a estudá-la, a se desenvolver devido a ela e a desenvolvê-la.

Isto é, eles operam a partir de duas direções. Eles têm o desejo de receber e revelam o desejo de doar. Assim, eles podem influenciar esta força de doação, atrai-la, cultivá-la, e estudar como ela os afeta. Eles começam um trabalho mútuo e prático com a força superior, o Criador, como com qualquer outra força da natureza que nos é revelada.

A única questão é como construir rapidamente o laboratório no qual vamos revelar a força superior, pesquisar, aprender e sermos capazes de executar o trabalho mútuo com ela, como parceiros. Nós a afetaremos e ela nos afetará, ou seja, todo o grupo. Afinal, uma pessoa é incapaz de criar a propriedade de doação de si mesma.

Apenas na conexão mútua no grupo, por exemplo, entre dez pessoas, nós podemos criar a força de doação mútua, que será semelhante à força superior oculta. Então, esta força superior será revelada a nós de acordo com a lei de equivalência de forma.

Desta forma, nós captamos uma onda num aparelho de rádio, a sintonizamos internamente, respectivamente a essa onda. Depois, de acordo com a lei de equivalência de forma, com a ajuda da onda interna, nós captamos a onda externa. Pelo mesmo princípio, nós revelamos a força superior do grupo, criando uma pequena propriedade de doação entre nós, na medida das nossas capacidades.

De repente, nós aparentemente captamos a onda de rádio externa nesta propriedade de doação criada entre nós: nós sentimos alguma conversa, um impacto externo superior. Portanto, nós O captamos! Desta forma, nós compreendemos o Criador.

Este é um sentimento muito real. Se nós organizarmos o nosso grupo, desta forma certamente revelaremos o Criador; não há mistério. As mesmas leis, como na física, agem aqui.

Rabash escreve em seu artigo “Por Suas Ações, O Conheceremos”: “Toda a terra está cheia da glória do Criador, e não há lugar livre Dele”. A força superior preenche toda a criação, o desejo de desfrutar criado por essa força, e a administra. “Mas nós não sentimos somente porque nos faltam os órgãos sensoriais necessários”.

“Desta forma, um receptor não falar por si, mas capta vozes que soam no mundo. Mas antes que o receptor fosse inventado, não ouvíamos essas vozes, embora elas já existissem na realidade”.

“Nós podemos entender a partir deste exemplo, que não há lugar livre do Criador, e precisamos de apenas um receptor. E o receptor que capta a força superior é baseado na adesão a ela na equivalência de forma, isto é, no desejo de doar”.

“Assim que tivermos tal receptor, vamos sentir imediatamente que não existe essa área, onde o Criador não está presente, e que toda a terra está cheia da sua glória”.

Nós estamos no grupo como cientistas num laboratório, que só precisam gerar a força de doação mútua entre si, a fim de serem transformados num receptor. Então, dentro do receptor, vamos revelar a onda espiritual, o Criador.

Ela é revelada apenas na conexão entre nós. E toda a preparação preliminar, o nosso desenvolvimento através da inanimada, vegetal e animal até o humano era necessário a fim de formar em nós o desejo de encontrar essa onda.

Portanto, nós temos que procurar como podemos estar conectados de acordo com o conselho dos Cabalistas. Mas tudo isso está muito longe de misticismo. Apenas uma pessoa completamente ignorante pode relacionar a Cabalá com misticismo, pois de acordo com a definição da Cabalá, ela é a revelação do Criador à criatura neste mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/12/14, Escritos do Baal HaSulam

A Força Do Bem E A Força Do Mal, Parte 2

Pergunta: Por que eu preciso deste jogo entre a força do bem e a força do mal? Não seria melhor se houvesse apenas uma força do bem?

Resposta: Devido a este egoísmo, toda a nossa vida está estragada uma vez que ele quer apenas uma coisa, sentir-se bem. Ele não entende que a força do mal deve ser usada da mesma maneira como a força do bem, trazendo ambas para o equilíbrio. Isto é desconfortável para o egoísmo.

Pergunta: O que você quer dizer com o equilíbrio entre as forças do bem e do mal? Eu quero estar em harmonia com o bem, mas como se pode estar em harmonia com o mal?

Resposta: Não pode haver harmonia tanto com o bem ou com o mal. Harmonia existe apenas entre os dois, na sua conexão e em equilíbrio. Portanto, a nossa vida tem que consistir do bem e do mal; caso contrário, não há vida.

Comentário: Mas, imagine como seria maravilhoso no mundo se houvesse apenas uma força do bem! [Leia mais →]

Jogar Com A Vida da Comunidade Para Formar Conexões Mútuas

Dr. Michael LaitmanPergunta: No mundo moderno de hoje, a maior recompensa para a independência é a solidão. Portanto, como eu posso, por um lado, manter a minha independência, e juntamente com isso adicionar gradualmente elementos a esta vida que me conectarão com outras pessoas?

Resposta: A pessoa não tem que desistir de nada para ser incluída na vida da comunidade. Por um lado, esta vida é mais desenvolvida, corrigida e quente, e por outro lado, você está incluído nela na medida em que você quer, na medida em que é benéfico para você. Você não desiste de nada.

Como regra geral, nós pensamos que temos que desistir de nossa independência, da nossa liberdade e de nossas decisões. Venham, vamos tentar jogar com a vida da comunidade, com o acordo entre nós, com tal conexão à distância, para que possamos chegar a uma igualdade especial em todos os tipos de formas de conexão. Nós abrimos círculos para as crianças; nós nos ajudamos mutuamente, e disseminamos novas formas de aprendizagem em círculos.

Venham, vamos começar as aulas em organizações, locais de trabalho e vários lugares onde as pessoas se encontram, organizando reuniões que se parecem com uma comunidade, mas externas no início. Poderia ser uma mesa redonda, um piquenique ou um festival. Venham, vamos começar a falar sobre a importância de tal abordagem para a vida.

Com isso, nós começamos a nos assemelhar à natureza global que comprime e mistura a humanidade de tal forma que as pessoas estão constantemente se deslocando de um lugar para outro, de nação à nação. Já não é possível dizer se o local de um grupo de pessoas ou outro pode ser encontrado porque as fronteiras tornaram-se turvas e canceladas.

Venham, vamos começar a falar sobre isso e esclarecer juntos o quanto uma conexão mútua da igualdade pode ser benéfica para uma pessoa como complemento para a sua vida. Na verdade, nós despertamos na pessoa uma forma adicional de pensar que não obriga ninguém. É apenas a participação externa. Se começarmos a trabalhar nesse sentido, a pessoa vai começar a sentir quase imediatamente um benefício adicional, tanto assim que vai ser atraente para ela, enquanto que o estilo de vida anterior vai perder o seu valor.

Você quer manter sua vida anterior e somar a ela? Por Favor! Não há obrigação! Mas, aos poucos, graças a esta influência social, este abrandamento, sem pressão e obrigação, mudanças ocorrerão dentro de você. Isso também será sentido em seus filhos e seu parceiro, e através deste meio de comunicação, todos vão começar a sentir os benefícios desta situação; enquanto isso, nós estamos apenas jogando. Afinal de contas, todos nós somos egoístas, e não estamos sequer tentando esconder esse fato.

Nós apenas queremos examinar a validade das boas conexões e não a influência da comunidade sobre a vida, o bem-estar, o modo de vida em casa, ou qualquer outra coisa. Venham, vamos tentar sentir a sua relevância para a nossa região, cidade, bairro e nas relações entre nós. Não importa o nível de medida que nós escolhemos. Com isso, nós construímos um ambiente mais seguro e suave, reduzindo a tensão no ar.

No final, nós vemos que o crescimento do bem-estar geral da população é que vale a pena para nós. Além disso, a sensação interior das pessoas se torna mais agradável e livre, e mais doce. Especificamente, a pessoa quer esta agradabilidade e, especificamente isso é o que todo mundo está em falta, mesmo a pessoa mais independente e rica.

De KabTV “Uma Nova Vida” 08/10/14

A Unidade É A Garantia De Vitória, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que tipo de cisma estava acontecendo entre o povo de Israel no tempo dos Macabeus, ao qual o feriado de Chanucá está conectado?

Resposta: Este foi um período muito difícil. Nosso ego estava crescendo o tempo todo e fomos obrigados a superá-lo. Ao mesmo tempo e em várias etapas nós não conseguimos superar o nosso ego, e por isso a sensação grega chegou. Esta foi a sensação de que não valia a pena controlar sempre esta luta interior e se conectar com a força superior, mas sim que era possível viver uma vida materialista simples, conveniente para o corpo, e é o que é feito por todo o resto das nações.

Isso se chama abordagem grega. O grego dentro de uma pessoa diz-lhe: “A principal coisa é a vida física! Nós construímos casas agradáveis, celebramos e aproveitamos a vida. Junte-se a nós!”.

Os gregos não tinham a intenção de escravizar o povo de Israel, eles só queriam que esse povo anteriormente grande e poderoso se tornasse como o resto da humanidade. Os gregos eram a humanidade inteira naqueles tempos, sua parte mais avançada.

Mas, no momento em que os judeus quebraram sua conexão, eles causaram todos os tipos de problemas para si mesmos, incluindo também aqueles que vieram dos gregos. Se nós pertencemos ao povo de Israel, não podemos acabar com a conexão entre nós e a conexão com o poder superior, e começar a viver como os gregos. Isso não é possível para nós e, inevitavelmente, alguma coisa vai acontecer.

O mundo de repente vai sentir que sua energia interna, a sua Luz interior, se esgotou. Este sentimento vai surgir em todas as nações do mundo, não só no povo de Israel, pois todos vão deixar de receber o poder exclusivo através dele. Então, todos os tipos de problemas e dificuldades virão, e as nações do mundo vão culpar o povo de Israel.

Isso vai obrigar o povo de Israel a se conectar e unir de novo, a se unair como ovelhas rodeadas por lobos. No momento em que nos unirmos, a Luz Superior recomeçará a fluir através de nós para o mundo e tudo vai se acalmar.

Tudo vai ficar calmo, a pressão sobre Israel vai desaparecer, a tensão dentro de Israel irá diminuir, e mais uma vez, as controvérsias vão voltar novamente. Vamos novamente parar de nos preocupar com a nossa conexão e unidade, vamos nos separar e atrair uma nova onda de problemas.

É assim que estas ondas vêm uma após a outro. Nós estamos unidos e conectados por um determinado período, fazemos coisas boas para nós mesmos e para o mundo todo. Mas, depois disso, nos afastamos novamente, o que vai ser ruim para nós e para o resto do mundo. Assim, o mundo descontente vem até nós e se soma ao nosso sofrimento, forçando-nos mais uma vez a conectar.

Nós nos queixamos de que a história tem se repetido por toda a duração do nosso caminho, por todos esses milhares de anos e ao longo das gerações. Mas, a razão para isso está escondida dentro de nós mesmos. A guerra se inflama por causa de um choque entre as duas abordagens: a primeira abordagem do povo de Israel e a abordagem do resto dos povos representados pelos gregos na história de Chanucá.

Quando esta abordagem grega penetra o povo de Israel, ela cria um cisma. Esta é a mesma situação que nos encontramos hoje em dia! Aparentemente, o povo de Israel está na terra de Israel, mas eles não são uma nação, porque se a conexão não existe entre nós, nós somos simplesmente um grupo de exilados, uma reunião dos exilados.

Portanto, não é apenas que não podemos trazer a Luz para nós mesmos, que é a energia interna, a segurança, a saúde, a Luz, por meio do que tudo em nossas vidas é determinado. Em vez disso, nós também não movemos esta Luz através de nós para o mundo, a fim de iluminar o resto da humanidade.

Hoje não temos poder porque não há unidade entre nós. E por isso não podemos atrair a Luz para nós mesmos ou disseminá-la a todo o mundo através de nós. Essa Luz que devemos distribuir a outros povos não está dentro de nós, de modo que eles nos culpam por todos os seus problemas e desastres.

Todos os sofrimentos que eles experimentam são derivados desse mesmo sentimento de que eles devem obter algo de bom com o povo de Israel, mas não estão recebendo. É necessário ouvir o que eles estão dizendo. Não existem povos no mundo que não venham com acusações contra o povo de Israel, das nações da América Latina ao Japão, da Austrália à Islândia. E nós vemos com que força eles fazem essa exigência. E quanto pior fica o mundo, mais forte serão essas exigências em relação a Israel.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/12/14

A Unidade É A Garantia De Vitória, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que exatamente nós comemoramos em Chanucá? Com que estamos felizes e como podemos tornar nossa vida feliz hoje, não só nos feriados?

Chanucá é dedicada a eventos que aconteceram em 167 aC, a guerra dos Macabeus. Mas a guerra foi conduzida não apenas contra os gregos.

Entre o povo de Israel havia um grande cisma que dividiu a sociedade em dois grupos: aqueles que se opunham à invasão dos gregos e os que a apoiavam. A elite secular aceitou os novos valores que foram trazidos para o povo de Israel pelos gregos.

E o segundo grupo, que se autointitulava Macabeus, opôs-se à penetração da cultura grega no povo judeu. Desta forma, um cisma apareceu entre as pessoas, uma guerra ideológica interna. E tudo isso estava sob as condições de uma grave ameaça externa.

É possível ver aqui algum tipo de paralelo com o que está acontecendo em nossos dias na sociedade israelense, que hoje também vive sob condições de um cisma interno e uma ameaça externa?

Resposta: É evidente que a situação hoje é muito diferente das guerras dos Macabeus. Isso ocorre porque os gregos não vieram para conquistar a terra de Israel; eles só queriam incutir a sua cultura, a atitude para com a natureza, a ciência, e o modo de vida nela.

Esta foi a essência interior dessas guerras. Eles tinham a intenção de disseminar o materialismo grego para todos. Os gregos concordavam que existem forças superiores da natureza, mas elas eram muito simples. O principal era que a pessoa deveria se curvar a elas, e então poderiaviver como quisesse a respeito de tudo o resto.

Eles não exigiam que a pessoa vivesse de acordo com as leis da conexão e unidade, como era costume entre o povo de Israel. Assim, muitas pessoas aceitaram de bom grado o domínio dos gregos. Se uma pessoa aceitasse a cultura grega, suas estátuas, seus estádios, ela iria se tornar como eles. Muito mais tarde, os ingleses e franceses estabeleceram colônias em países africanos com objetivos idênticos, levando sua cultura até eles.

Em outras palavras, esta foi uma guerra de culturas. Entre o povo de Israel, a guerra eclodiu, porque as pessoas não queriam aceitar a abordagem materialista grega à vida. Isso levou a um cisma interno entre o povo de Israel, entre aqueles que aceitaram a abordagem grega e aqueles que se opuseram a ela.

A abordagem materialista da vida foi aceita especificamente pelas elites, os oficiais militares, os ricos, os executivos e os estratos mais altos da sociedade.

Pergunta: E qual era a cultura do povo de Israel nesse período em que eles tanto queriam se proteger dos gregos?

Resposta: Esta era a mesma cultura que se manifestou no grupo de Abraão, com base no: “E você deve amar o seu amigo como a si mesmo”. Ela conectava todos pelo amor e doação mútua. Cada um entendia que estava conectado a todos os outros e só existia graças a esta conexão e unidade.

Através da realização de uma conexão como esta entre eles, eles sentiram a sua conexão com o poder superior da natureza. Isso ocorre porque há apenas um poder superior agindo em toda a natureza, que pode ser chamado de Criador.

Este poder ilumina a pessoa de acordo com a lei de equivalência de forma. Quando nos conectamos entre nós, nós também nos tornarmos únicos, como este poder. E assim ele começa a nos iluminar e nós o sentimos. Sentimos essa iluminação, a presença desse poder brilhante entre nós, que nos traz bênção e sucesso em todas as nossas atividades.

É como uma boa energia que é descoberta em cada pessoa no meio do povo de Israel e em todas essas pessoas juntas.

Pergunta: Se essa força é portadora de tal bondade, por que os gregos foram contra ela?

Resposta: A ideia é que, a fim de descobrir essa força em nossa conexão, é necessário realizar uma luta com o nosso ego. Isso ocorre porque o ego nos afasta um do outro e é preciso combatê-lo o tempo todo, a fim de ter uma inclinação a ser atraído a todos.

Portanto, nós temos que despertar as forças da sociedade que obrigarão cada um a ser atraído a isso, divulgar este conhecimento e apelar para que todos possam estar preocupados com todos os outros. Isso é chamado de responsabilidade mútua. A principal coisa é a conexão e união entre nós. Nós existimos e ganhamos somente graças a isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/12/14

É Impossível Conhecer O Mundo Apenas Por Suas Partes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando há uma necessidade de trabalhar em conjunto, grupos de pessoas se reúnem e determinam quem é forte em quê, e se eles entendem e executam alguma atividade juntos. Por que esse mecanismo não funciona num nível global, entre as nações? Por que não nos entendemos?

Resposta: A supervisão superior é uma supervisão orientada à meta e por isso nos acompanha e orienta à realização completa. Esta é a realização do Criador, ou seja, a realização da única força geral universal que preenche tudo. Em outras palavras, uma pessoa se desenvolve de tal modo que, no final, será capaz de se realizar através do sistema de mundos, e através do sistema, vai entender a força geral que existe na natureza.

Quando nós fomos criados, podíamos absorver algo só através de pequenos e discretos segmentos, peças ou seções. O máximo que estávamos dispostos a fazer era organizar juntos essas pequenas seções e criar uma forma integral a partir delas.

Por outro lado, o Criador existe na forma analógica, para além da forma integral, e num nível superior, onde não existem limites. Essa é a Sua natureza, a natureza da doação pura. E Ele quer nos levar a esse nível.

Assim, os nossos planos atuais não vão ajudar. Não importa o quanto nós queremos saber e estar conscientes do mundo, nada vem dele para nós. Pelo contrário, nós temos que chegar a um estado em que nos desesperamos com todos os nossos planos e metas, visto que nenhum deles tem sucesso, e entendemos que a principal coisa é que há um plano muito original na natureza e que vale a pena implementá-lo. Só então é que vamos alcançar tudo através da mudança de nossa própria natureza.

Hoje nós queremos nos tornar conscientes da natureza na forma digital. Mas isso não vai funcionar, pois cada segmento difere dos demais. Só é possível alcançá-los todos juntos, começando em pequena escala, e numa escala cada vez maior depois disso. Esta forma é chamada ascender os níveis dos mundos. Mas se nós só queremos conectar os segmentos separados uns com os outros, isso não vai funcionar para nós e não seremos capazes de montar o quadro geral a partir disso.

Portanto, nossos planos não serão realizados. De acordo com a nossa inteligência atual, não vamos alcançar nada que se encontra acima dos níveis do inanimado, vegetal e animal. Hoje nós chegamos ao final do desenvolvimento dos níveis inanimado, vegetal e animal, e agora se exigem níveis mais elevados de desenvolvimento, a fim de continuarmos. Mas estes níveis exigem a nossa participação pessoal, interno, psicológica, e aqui chegamos ao fim da ciência.

Pergunta: Isto é, nós nunca podemos explicar logicamente às pessoas a sua pobre situação?

Resposta: Nós não teremos sucesso. Não é só “de suas ações lhe conheceremos”. Mesmo que você possa ser um grande Cabalista, você não pode explicar os fenômenos espirituais para uma pessoa, mesmo que ela possa ser muito inteligente. Visto que ela não está familiarizada com as transformações que você está passando, é impossível explicar e descrever fenômenos analógicos numa linguagem digital. Lá você está alcançando a Divindade num grau ou outro, e aqui você está conectando partes ou segmentos, ou seja, partes separadas do todo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/12/14, Escritos do Baal HaSulam