Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Torá É Dada Todos Os Dias

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em uma atmosfera de total desconexão e falta de compreensão, como podemos transmitir a lei do amor ao próximo para as pessoas?

Resposta: O mesmo estado de desconexão ocorreu no momento da recepção da Torá no Monte Sinai. Antes disso, o povo de Israel saiu do Egito, onde o Faraó, o mal que nos separa, foi revelado.

Nós nos encontramos na terrível escuridão, passando pelos “49 Portões de Impureza”. É por isso que fomos recompensados com a revelação da força da unidade, a Luz da Torá.

É dito que a vantagem da Luz é conhecida a partir da escuridão. Portanto, hoje, quando ninguém considera os outros e todos se odeiam, a Luz da Torá é revelada a nós.

Pergunta: Por que essa Luz é escondida de nós?

Resposta: A Luz é escondida porque nós não a usamos. A força do mal é revelada a nós através de nosso egoísmo e desejos, e a força do bem não tem nenhum lugar para ser revelada. Nós vamos começar a realizar boas ações, trazendo a força do bem da ocultação, e vamos, de repente, descobrir que temos duas forças: positiva e negativa, o bem e o mal.

Nós seremos capazes de equilibrar essas duas forças e viver num mundo onde nos tornaremos mestres de tudo o que fazemos. O mundo se abrirá diante de nós.

Pergunta: O que você gostaria de desejar a povo de Israel no feriado da entrega da Torá (Shavuot)?

Resposta: Eu gostaria de desejar que todos nós compreendamos que nos foi dada a Torá. Nós precisamos nos lembrar todos os dias que nos deram a Torá e que devemos recebê-la. É a única coisa que nos falta. Isso não ser refere a tradições religiosas, mas ao método de correção, que permite que cada pessoa se corrija e alcance o amor ao próximo.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 03/05/15

O Feriado Da Entrega Da Torá — Todos Os Dias

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que devemos receber a Torá anualmente durante a festa de Shavuot se já a recebemos no Monte Sinai?

Resposta: Essa não é uma ação física e sobre estar fisicamente no pé do Monte Sinai. Nós ouvimos que uma pessoa deve se ver como saindo do Egito todos os dias. Ela deve ouvir os Dez Mandamentos todos os dias como se os tivesse recebendo repetidamente. É porque o nosso ego, nosso desejo de receber, se renova a cada dia. Em contraste com isso, nós devemos continuamente despertar o desejo de doar, o poder do amor. Essa é a razão porque a Torá nos é dada diariamente.

Agora, no entanto, estamos no exílio, o que significa que não sentimos a força do bem que está oculta de nós. Nós só podemos revelá-la através da sabedoria da Cabalá, que também foi intencionalmente escondida até não muito tempo atrás.

Pergunta: Como a Torá está relacionada com a sabedoria da Cabalá?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é chamada de sabedoria da verdade, a sabedoria da Luz, uma vez que, na verdade, através dessa sabedoria, nós podemos alcançar a força da bondade, do amor e da doação, e realizar a garantia mútua e a unidade entre nós. Nós temos tentado fazer isso há décadas no estado de Israel, mas as coisas estão ficando cada vez piores. Nós já chegamos a um ponto em que a situação é insuportável.

A sabedoria da Cabalá, por outro lado, revela a força da bondade, do amor, que nos une e nos permite usá-la. Nós começamos a sentir como devemos equilibrar o mal onde quer que ele seja revelado pela força da bondade. Então, nós temos duas forças, pelas quais podemos avançar na direção certa para a unidade e amor, e podemos nos desenvolver de forma boa e maravilhosa.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 17/05/15

Mostrando Ao Mundo Nossas Faces Brilhantes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode fugir do caminho espiritual se o seu ponto no coração a atrai para isso?

Resposta: Toda a geração que saiu do Egito tem que morrer, e somente aqueles que nascem no deserto alcançam a terra de Israel. Nem todos eles morrem ou  nascem como novas pessoas quando chegam ao ponto de Bina.

Nascer como um novo povo expõe os pontos no coração à Luz de modo que dela surja uma imagem completa do homem que se assemelha ao Criador. Todos os outros morrerão, o que significa todos os outros atributos numa pessoa. É como vemos em nosso mundo quando mil entram numa sala e apenas um sai como professor.

Pergunta: Agora, quando nos envolvemos na disseminação, não esperamos que esse ponto seja revelado na pessoa, mas realmente começamos a despertá-lo nela. Em sua opinião, essa maneira um tanto agressiva é justificada?

Resposta: Eu não acho que sejamos agressivos, porque a nossa principal motivação não é impor nosso método a ninguém, mas identificar-se com o seu sofrimento, suas deficiências e seus sonhos não realizados. Nós sentimos pena e nos identificamos com ele e começamos a perceber que a dor e as deficiências que ele sente são o resultado de seu desamparo e desesperança.

Ele não admite, mas nós começamos a confessar: “Não há segurança suficiente no meu ambiente. Olhe para o que acontece comigo, meus filhos, meus netos. O que está acontecendo com o clima”. Ele reclama de falta de energia, escassez de água, sobre as grandes contas de serviços públicos que tem que pagar, etc. Ele não esquece a política local, política global, e tudo o que está no noticiário, embora isso não lhe diga respeito.

Se levarmos tudo isso em conta, temos a sensação de inutilidade, desespero, vazio e falta de propósito que são inconscientemente expressos como reclamações sobre tudo. Parece que se ele aceitar isso, tudo dará certo, mas se ele receber uma meta e ouvir que nada acaba, que tudo tem um objetivo e que tudo ficará bem, essa meta cobrirá todas as suas queixas.

As pessoas não morrem de fome, é claro, mas são privadas das coisas mais básicas. Nós vemos que é impossível corrigir alguma coisa, a menos que corrijamos a nós mesmos e comecemos a nos conectar e a pensar no outro. Afinal de contas, há um excesso de tudo o que precisamos no mundo, mas, ao mesmo tempo, em alguns países, metade de sua população está morrendo de fome, e a única razão é que não estamos conectados.

Não devemos nos acalmar e dizer que tudo isso será ajustado de alguma forma. Isso não pode ser! Esta é a razão por que o nosso contato com o mundo de hoje tornou-se tão vital.

A principal coisa é que a crise é agora evidente em cada aspecto da vida. Eu vejo o quão ela é profunda e é uma sensação muito desagradável, porque se olharmos para as coisas objetivamente, é como um tsunami que se aproxima e está ameaçando eliminar todos nós. Portanto, ou enfrentaremos aflições terríveis que forçarão todos nós a nos corrigir ou prevenimos esses sofrimentos com nossas explicações que levam as pessoas a começar a se corrigir perante os problemas que chegam. Os animais podem sentir um tsunami se aproximando e escapar com antecedência, mas o nosso ego não nos deixa sentir um desastre se aproximando com antecedência e nos engana sussurrando-nos que está tudo bem!

Os animais não podem sobreviver dessa maneira. Nós estamos numa situação pior, porque estamos desconectados da natureza. A fim de nos fundirmos com a natureza, temos que estar no atributo de doação e equilibrar nosso egoísmo através desse atributo. Só então ascenderemos ao nível de Moisés e seremos capazes de falar com o Criador.

Se nos conectarmos com a natureza, seremos capazes de resolver corretamente todos os nossos problemas e avançar à bondade. Caso contrário, o nosso ego continuará a nos confundir. Nós estamos destruindo a nossa vida, e a situação está realmente se tornando ameaçadora. Eu não estou tentando assustar ninguém; todo mundo já sabe tudo isso. As pessoas têm simplesmente se acostumado com a ideia de que uma guerra pode irromper e haverá problemas, aniquilação e morte. Nós nos tornamos apáticos: vamos viver pacificamente hoje, e o que vier amanhã, não importa. O mundo está num estado de desamparo absoluto e as pessoas não podem fazer nada com suas vidas, com a humanidade, com tudo o que temos feito e causado.

Nunca na história da humanidade as pessoas relutaram em ter filhos ou em pensar e se preocupar com eles, e nunca as crianças deixaram seus pais e viajaram para muito longe deles. Mas, por outro lado, vemos também o outro extremo hoje, quando adultos infantis (30-40 anos de idade) vivem com os seus pais e não têm a intenção de ter uma família própria.

Nós chegamos à última fase do desenvolvimento do egoísmo que já necessita correção. Portanto, chegou a hora de dizermos ao mundo inteiro que temos as duas tábuas de pedra com os Dez Mandamentos em nossas mãos. Vamos levantar um pouco a máscara de ferro e expor nossas faces brilhantes para todos.

O Copo Cheio

laitman_276_01Nós podemos explicar os conceitos da sabedoria da Cabalá, o “mecanismo Cabalístico”, usando a linguagem dos desejos que todos entendem.

Imaginemos o vaso do desejo de receber sob a forma de um copo. O desejo geral é feito de diferentes coisas, desejos por comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento.

Quando nós os estudamos, vemos que cada um por si e todos eles juntos, dividem-se em cinco partes, cinco camadas, de zero a quatro.

Assim, eu só posso receber o que pode entrar no meu desejo. Se for um pequeno desejo, eu receberei muito pouco, e quanto mais o desejo cresce, mais serei capaz de conter dentro de mim até chegar ao desejo máximo e estar pronto para engolir o mundo inteiro. É assim que funciona o meu ego.

Portanto, como eu posso me mudar? Como posso deixar de receber numa base regular? Afinal, ele realmente me limita. Quanto eu posso receber, e quem vai dar isso para mim? Como nós agimos de acordo com um plano egoísta, chegamos a uma crise geral. Assim, poderia haver outro método?

E se eu restrinjo o meu desejo, construindo uma partição acima dele, e uso-o não para me preencher, mas para preencher os desejos dos outros? Eu quero doar-lhes, que é chamado de Luz de Retorno (Ohr Hozer).

No entanto, com o que eu posso preencher os outros? Eu devo sentir os outros, a fim de entender isso. Essa é a razão de eu construir um novo desejo acima, o desejo dos outros. Então, eu os preencho, o que significa os desejos dos outros e não o meu. Se todos nós preenchemos um ao outro, nós nos conectamos uns aos outros, e a Luz Superior está sempre entre nós.

Se a Luz preenche meu desejo comum, eu não consigo sentir mais nada. Um minuto atrás, eu estava com muita sede, mas bebi um pouco de água e o desejo desapareceu. Portanto, como posso continuar recebendo prazer continuamente? A fim de fazer isso, eu devo fazer um buraco no fundo do meu copo de modo que ele irá se conectar com o copo de outra pessoa através do buraco. Então, todo o prazer vai fluir através de mim para o outro, e ambos serão preenchidos, mas, agora, eu terei a Luz para mim e também para outro (1 + 1), e serei capaz de receber o dobro de prazer.

Assim, eu posso me conectar a mais e mais copos novos e receber prazer para o mundo inteiro. O Criador está acima de mim, e o mundo inteiro está comigo, todas as pessoas, e assim eu recebo todo o prazer do mundo.

Isso parece tão simples, mas as pessoas não sabem disso. Elas podem atrair algo da vida e ver que isso está certo. Mas, na verdade, nós estamos falando de elementos não relacionados com o desejo de receber e sua psicologia habitual, mas com o desejo de doar. Se tentarmos preencher os desejos deste mundo, então essa é a psicologia. Se estamos à procura de uma forma de preencher o mundo inteiro e não a nós mesmos, é pela educação integral (EI).

No final, nós agimos de acordo com cálculos psicológicos simples, mas a única diferença é que não atraímos para nós mesmos. Na verdade, nós não podemos fazer isso hoje, porque estamos numa crise global e não temos escolha.

Da Convenção Virtual “Uma América Dia”, 17/11/13, Lição 4

Será Um Dia De Descanso Para Você

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” 35:1 – 35:3: Então Moisés convocou toda a congregação dos filhos de Israel, e disse-lhes: “Essas são as palavras que o Senhor ordenou que se cumprissem. Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá. Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado”.

Inicialmente, nós lidamos com os desejos egoístas de uma pessoa ou sociedade.

A Torá nos diz que tudo o que precisamos fazer é superar o nosso ego e nos reunir acima dele num único conjunto. Portanto, essa Parasha (porção da Torá) é chamada de “VaYikahel” (reuniu).

Ela fala sobre a reunião de todas as partes separadas, distantes e hostis da alma coletiva, que são encontradas em todos nós e que temos que reunir como um quebra-cabeça, numa única alma.

Através da conexão dessas partes, nós começamos a organizá-las sob a influência da Ohr Makif (Luz Circundante), a característica de doação e amor do Criador. Se tentarmos ser como Ele, na medida dos nossos esforços, Ele vai nos influenciar e ajudar nossa reunião numa conexão integral mútua.

Então veremos como nossas características mútuas criam certo todo, algum tipo de imagem completa, que na sabedoria da Cabalá é chamada de Partzuf, ou seja, um bloco ou estrutura.

Esse Partzuf é composto de Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, Malchut. Nas primeiras seis Sefirot, que simbolizam os seis dias da semana, nós precisamos trabalhar na reunião das partes separadas da alma. Se conseguirmos isso, a Luz terminará a reunião completa, trabalhando em nossos esforços ao longo dos seis dias de trabalho. Então não precisamos fazer mais nada, uma vez que no sétimo dia o nosso trabalho está terminado.

Nós possibilitamos que Luz termine essa soldagem entre nós, na qual a unidade completa da alma emerge das partes separadas que se reuniram.

Nós terminamos uma semana, e começamos uma nova semana. Uma parte e depois outra parte é recolhida, e, dessa forma, nós reunimos toda a nossa alma comum. Dentro de um determinado número de ações como essas, nós alcançarmos a reunião espiritual de todas as partes tornando-se uma unidade completa, à semelhança de Adam (homem), o qual significa Domeh (semelhante ao Criador). Com isso, nós alcançamos a correção completa da humanidade, a qual temos que alcançar.

Portanto o Shabat é o dia mais sagrado, pois nesse dia a Luz age, influencia os nossos esforços, e os termina. É como se ao longo dos seis dias nós criássemos o trabalho a ser feito, e no sétimo dia a Luz o realiza.

Se no sétimo dia nós continuarmos esse trabalho, é como se estivéssemos felizes com essa quebra da alma de Adão, porque estamos tentando fazer o trabalho em vez da Luz. Essa é a maior violação de todo o sistema de correção.

Em geral, nós fazemos parte do trabalho e a Luz faz parte do trabalho. Se nós mesmos fazemos todo o trabalho, estamos adicionando ainda maior destruição no sistema e até mesmo rejeitando mais fortemente a reciprocidade de todas as partes que se reuniram durante a semana. Geralmente, é preferível não fazer nada do que reunir toda a semana e continuar isso mesmo no sétimo dia. Desta forma, nós negaríamos todo o método de correção do sistema e todo o seu progresso.

Assim, antes do sétimo dia, é necessário terminar os nossos esforços, o que significa que vamos parar no sexto dia e possibilitar que a Luz solde todas as partes, juntando-as. É dito: “Será um dia de descanso para você”. Basicamente, a pessoa está fazendo um trabalho e não apenas descansando. Nesse momento, nós finalmente sentimos a unidade gradual de todas as seis partes num todo geral e terminamos a correção do nível espiritual atual. Depois disso, nós corrigimos o próximo nível e o próximo, e assim por diante, semana após semana.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/10/13

A Sabedoria Da Conexão Na Era Do Isolacionismo

Dr. Michael LaitmanNa vida cotidiana nós geralmente escondemos o nosso egoísmo. Se eu dependo completamente do meu inimigo, meu ego começa a desaparecer e o ódio evapora. Não há para onde fugir e eu começo a buscar como amá-lo e levá-lo a me amar. O instinto de autopreservação começa a agir, e eu não posso odiar alguém quando a minha vida, a coisa mais preciosa que eu tenho, depende dele.

Mas no nosso caso, não estamos conseguindo. O ódio está sendo revelado cada vez mais entre nós e os movimentos separatistas estão tomando conta do mundo. Quanto mais o nosso mundo é descoberto como um todo e mutuamente conectado, mais forte se torna a tendência oposta.

Cada um aspira ao isolamento e, finalmente, chegaremos a mesma situação que nos tempos antigos, onde cada cidade e área tornou-se uma nação separada. O mundo inteiro será dividido em tais reinos.

Por um lado, o egoísmo está crescendo, sentindo suas limitações e áreas de controle com mais precisão. Desse modo, ele se separa dos outros. Como resultado disto, o mundo onde sete bilhões de pessoas estão vivendo criará 10000 nações que não se dão bem umas com as outras.

Mesmo indivíduos solitários já não são capazes de conviver uns com os outros. Houve um tempo em que as famílias viviam num quarto: pais, filhos, netos. Hoje, duas pessoas não podem viver em paz no mesmo apartamento. Isso é chamado de ódio.

Da mesma forma que a nossa interdependência está aparecendo, o desejo de quebrar esta dependência, separar-se e afastar-se uns dos outros está aparecendo como isolacionismo e separação. Essas duas tendências não vão desaparecer e vão se desenvolver cada vez mais dentro da sociedade humana, e não há como resolver isso! Ambos irão crescer até o céu e não haverá como resolver esse conflito.

A arte da conexão é chamada de sabedoria da Cabalá. Em última análise, as relações entre todos – crianças, adultos, nas escolas, no trabalho, nas relações internacionais e no seio da sociedade – chegarão a um estado tal que não estaremos prontos para falar uns com os outros e precisaremos da sabedoria da conexão!

Essa sabedoria será necessária simplesmente para ser capaz de organizar as relações normais no trabalho, na escola, na família e em todas as áreas de nossas vidas. As pessoas precisarão dessa sabedoria, porque o ódio, a rejeição, a incapacidade de falar um com o outro ou até mesmo olhar para os outros vão chegar a um grau tão ameaçador que não seremos capazes de preencher essa lacuna.

Não será possível superar a falta de desejo de ver e sentir os outros. Uma pessoa vai procurar isolamento para que ninguém esteja perto dela, e ela não vai querer chegar perto de ninguém. Mas, por outro lado, ela vai ter que se sentar na classe na escola ou na universidade e estar em conexão com os outros.

Hoje, uma pessoa não pode fazer nada; até mesmo os cientistas realizam pesquisas em grandes grupos. Além disso, nos nossos trabalhos em toda parte nós precisamos nos conectar em equipes. Mas uma pessoa vai perder a capacidade de cooperar, mesmo com uma pessoa que é como ela na medida em que esse ódio cresça a tal ponto.

Portanto, a sabedoria da conexão será muito procurada. O mundo inteiro vai precisar dela.

Nós precisamos entender que todos os mundos espirituais: os cinco mundos, Olam Ein Sof (mundo do infinito), toda a escada de níveis, e os Partzufim são revelados em nós através da conexão não natural entre as pessoas. De acordo com a natureza, o ódio e a interdependência são revelados em nós. Mas se organizarmos uma conexão entre esses opostos, o ódio e a dependência, e nos comunicarmos com os outros acima do nosso intelecto, desejo, e todos os cálculos, vamos descobrir novas relações e um novo mundo.

Agora nós sentimos esse mundo através de nossos cinco sentidos, ou seja, os cinco tipos de conexão egoísta entre nós. Nós vemos tudo através do nosso egoísmo, o que significa que em cada situação nós procuramos a oportunidade de estar confiantes e desfrutar. Graças à sabedoria da conexão, a sabedoria da Cabalá, chegaremos a novos relacionamentos acima dos relacionamentos egoístas, que são relações de “…amarás o próximo como a ti mesmo” (“Levítico” 19:18), e na conexão entre nós começaremos a descobrir os cinco sentidos adicionais: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut.

Dentro destes sentidos, nós descobriremos fenômenos chamados de mundos espirituais, até atingirmos a conexão completa chamada Olam Ein Sof. O mundo espiritual é revelado na conexão entre nós, nos níveis de nossas relações que vão do desapego total à adesão completa. Essa é a escada dos níveis espirituais.

Na medida em que eu tento desenvolver o amor acima do meu egoísmo e ódio, eu descubro os níveis dos mundos espirituais. Portanto, não é necessário procurar o mundo espiritual em qualquer outro lugar, como em livros ou ações mecânicas com as mãos e pés. Tudo depende apenas do trabalho no coração e quanto eu posso me conectar emocionalmente com os outros acima da rejeição e do ódio sem querer apagar ou aniquilar isso.

Afinal, tudo é construído precisamente acima do ódio, como está escrito, “o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12). Assim, com o amor construído acima do ódio, eu descobrirei um novo mundo chamado o mundo dos homens. Afinal de contas, nós estamos todos dentro desse mundo e estaremos conectados como um e receberemos a forma de Adam – homem (Domeh – semelhante ao Criador).

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/05/14

Processando O Vazio Do Deserto

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números” 1:52 – 1:53: Os filhos de Isarel armarão as suas tendas organizadas segundo as suas divisões, cada um em seu próprio acampamento e junto à sua bandeira. Os Levitas, porém, armarão as suas tendas ao redor do Tabernáculo que guarda as tábuas da aliança, para que a ira divina não caia sobre a comunidade de Israel. Os Levitas terão a responsabilidade de cuidar do tabernáculo que guarda as tábuas da aliança”.

É dito no Midrash Raba que quando Moisés contou os judeus, dividindo e classificando-os de acordo com as tribos, o Criador ensinou-lhe como se tornar um acampamento e como avançar, o que significa como juntar novamente o vaso quebrado.

Quatro tipos de egoísmo em três linhas compõem as 12 tribos, as 12 partes do vaso espiritual. O vaso quebrado deve ser corrigido unindo todas as partes em um, na medida em que as pessoas avançam no deserto, ou seja, de acordo com a revelação do ego em todos os campos e em cada tribo.

O Criador ensina como a nação deve reunir todos para que cada vez eles absorvam um novo vazio corrompido, processá-lo internamente, e corrigi-lo para o atributo de doação. Esse é o avanço no deserto em 40 anos (níveis). É assim que a parte corrigida de Malchut à Bina deve ser a unidade exata da nação e, assim, concluir a construção de sua conexão com o Criador.

O movimento do acampamento no deserto simboliza o processamento do vazio. Esse é realmente um movimento para frente muito desagradável já que o deserto está cheio de escorpiões e cobras, o sol está queimando, não há nenhuma comida ou água, e todo mundo está coberto de feridas. Em outras palavras, o deserto simboliza o egoísmo ardente e crescente de uma pessoa. As pessoas sentem a conexão entre si como uma ferida que toca outra ferida, e a dor não vai deixá-las se unir. Elas devem subir acima disso, e embora a Luz que vem não cure as feridas, ela as formata num só corpo geral, saudável. A dor e as feridas se transformam num vaso unificado onde o prazer é revelado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/12/14

Os Presentes De Abraão

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma os métodos espirituais do Oriente são diferentes da sabedoria da Cabalá? Afinal, eles falam aparentemente de coisas semelhantes.

Resposta: Existem 3.800 religiões e crenças do mundo. Todas as principais religiões realmente vieram de Abraão, que viveu na antiga Babilônia perto de 3.500 anos atrás.

Abraão ensinou seu método, ou seja, a sabedoria da Cabalá, a um pequeno grupo que ele chamou de Israel. E ele deu presentes, ou outras formas de fé, para o resto das pessoas. A Torá diz que Abraão deu presentes aos filhos de suas concubinas e enviou-os para o leste, onde todos esses métodos chegaram de volta até nós.

A diferença é que o método de Abraão possui a capacidade de corrigir uma pessoa, algo que não existe em qualquer outro método. A sabedoria da Cabalá nos possibilita atrair a força do bem até nós que está oculta na natureza e que irá corrigir nosso ódio para com o outro em amor. Essa força do bem é adicionada à nossa natureza egoísta e nós nos tornamos portadores de duas forças. A integração dessas duas forças possibilita que trabalhemos com elas, nos desenvolvamos corretamente, e descubramos uma forma adicional de realidade que se encontra fora de nós.

A física moderna fala sobre a existência de uma realidade como essa. Além do universo, o mundo que vemos agora, existem outras formas de realidade. A sabedoria da Cabalá nos possibilita sair para além da estrutura das limitações deste mundo e vejamos mundos superiores. Possibilidades como essa não existem em nenhum outro método, porque eles não contêm a Luz que Corrige. A singularidade da Torá é que ela contém uma força que corrige nossa natureza e nos eleva acima do ego a uma natureza de doação e amor, na medida em que abre os nossos olhos, como é dito: “Você vai ver o seu mundo em sua vida” (Berachot 17a).

Do Programa na Rádio Israelense 103FM, 03/05/15

Quando Você Diminui A Importância Do Rav, Você Cai

Dr. Michael LaitmanEm todas as épocas até hoje, a humanidade tem a mesma estrutura de um Rav (professor, guia), um grupo de Cabalistas, e todo o resto da humanidade. Todo o trabalho avança de acordo com as explicações do Rav, e o grupo as realiza. Primeiro, há conexão dentro do grupo, e só depois disso é possível disseminá-la para o resto da humanidade, em círculos.

Mas o método permanece o mesmo; ele inclui as mesmas etapas, e faz com que seja possível realizá-las apenas na condição de que elevemos o Rav. Claro que isso não ser refere à forma externa como em outras doutrinas. Pelo contrário, refere-se à realização do conselho do Rav sobre como alcançar a adesão com o Criador. Isso é chamado de honrar o Rav, pois ele está num nível superior ao nosso. Nós honramos sua direção, suas palavras.

Quando construímos as relações corretas entre nós, em outras palavras, quando compreendemos a Torá a ponto de compreender a sua principal regra geral, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, nós avançamos. E, tanto quanto nós diminuímos a grandeza do Rav aos nossos olhos, nós caímos.

Além disso, na medida em que aumentamos ou diminuímos a grandeza do Rav aos nossos olhos, nós nos encontramos em subida ou descida. Assim, é dito, “Um estudante que está exilado – ele exila seu professor com ele” (Makkot 10a). Cabe ao estudante saber que a avaliação do Rav, a avaliação do método e a forma da correção dependem completamente da avaliação da importância dos meios para atingir a adesão com o Criador.

Além disso, quando o estudante trabalha na grandeza dos meios, de acordo com isso ele pode alcançar a meta, que é a grandeza do Criador, a grandeza da característica de doação, amor e conexão. Tudo isso depende totalmente do trabalho na grandeza do Rav e os amigos. Nós alcançamos a meta na conexão entre os amigos que constroem o a correta rede de conexão e a compreensão detalhada de todas as partes da conexão. Se uma pessoa não está pronta para doar a sua conexão com os amigos, mas consegue se integrar nela e elevar-se acima do seu ego, isso é chamado de Ibur (concepção), o estado de embrião.

Neste estado, uma resistência interna cada vez maior à conexão é constantemente descoberta, que é chamada de feto, e cada vez ela deve se anular com respeito ao papel do grupo, à sua grandeza e à grandeza do Rav, e graças a isso, ela se desenvolve continuamente até que todas as fases de concepção estejam concluídas. Depois disso, há o período de alimentação (Yenika), quando ela está preparada para receber e dar, para participar mais ativamente na conexão, sentindo como ela é prática e verdadeira. É assim que ela termina os anos de alimentação e atinge um estado onde pesados vasos de recepção são despertados nela. Então, ela pode participar ativamente no trabalho, na construção de novas conexões, esclarecendo e criando as características de doação e amor, que se chama descobrir o Criador entre os amigos.

Essa forma começa a ser esclarecida cada vez mais o tempo todo. No início, é apenas através de Achoraim (costas, parte posterior), porque é impossível ver o rosto do Criador até o fim da correção, e depois disso até mesmo o rosto do Criador será revelado, ou seja, doação e amor absoluto serão revelados entre nós dentro dos vasos corrigidos.

Tudo isso vai acontecer apenas com a condição de que a pessoa valorize o Rav e o grupo e trabalhe em sua grandeza, tentando percorrer as subidas e descidas. Se ela é bem-sucedida em subir, ela recebe imediatamente uma descida, adicionando outra camada do desejo de receber, de modo que vai subir cada vez mais.

Somente na conexão entre os amigos é possível ver todo o campo de trabalho, o lugar onde a condição: “Não há outro além Dele”, se realiza – ou seja, a Luz, a forma de doação, e a regra geral, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, que é o vaso. Tudo é revelado somente dentro do grupo que é dirigido ao Rav.

Está escrito: “O amor dos amigos é suficiente para nós”, mas “um estudante que está exilado, o professor está exilado com ele”, isso significa que se o estudante consegue elevar-se acima do exílio e do desprezo pelo Rav e o grupo, o amor dos amigos completa todos os seus defeitos. Todas as correções estão incluídas no amor de amigos.

Se conseguimos manter a nossa atenção dentro da área que se encontra entre nós – que é o que devemos preencher com doação, amor e ajuda mútua, de modo que “do amor do homem ao amor do Criador” – dessa forma nós avançamos. A principal coisa é não esquecer que tudo isso é revelado dentro da conexão entre nós.

Todos os níveis da característica de doação que nós adquirimos – Nefesh, Ruach, Neshama, Haya e Yechida – devem ser descobertos entre nós, e quanto mais nos aproximamos uns dos outros, por fim descobrimos a totalidade suprema na conexão entre nós que é chamada de Criador. Sua forma é o nível de Keter, Yechida em todos os estados. Se em cada estado nós chegamos ao último nível, Yechida, nós sentimos a presença do Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/03/14

As Crianças Mimadas Do Criador

laitman_938_04Pergunta: O que devemos fazer se entendemos a grandeza do professor, a grandeza do grupo, a grandeza dos amigos e a grandeza da meta e ainda não conseguimos superar a nossa resistência interna?

Resposta: Ninguém pode superar sua própria resistência sozinho. É um estado natural e não pode ser de outra forma. Nenhum de nós tem a força; todo o poder reside apenas no grupo. Há milhares de zeros e se eles não veem a grandeza do professor e do Criador como um todo, se não os colocam acima de si mesmos, se não se conectam à ideia que vem do Alto, nunca mudarão de zeros em um.

Tudo depende de onde você coloca seu zero: antes ou depois do um, o que significa até que ponto você valoriza o grupo e o professor. É impossível avançar de outra forma, porque é tudo parte do método de conexão.

Você foi trazido para o grupo e foi-lhe dito, “Tome!”. Essa é a sua única escolha livre. Se você quiser, pode usá-la e perceber a si mesma. Se não quiser usá-la, não vai ter sucesso. Se você reclamar que não pode vencer, isso significa que já entendeu que não pode alcançar a meta por si mesmo. Ninguém pode fazer isso por si mesmo.

Na nota de dólar americano, por exemplo, há a imagem de uma águia segurando 13 flechas. Esse é o símbolo do poder encontrado na conexão. Uma vez os índios mostraram ao presidente americano como uma única flecha pode ser facilmente quebrada, mas quando pegaram várias flechas e tentaram quebrá-las não tiveram sucesso. Esse símbolo manteve-se na nota de dólar desde então.

Uma pessoa não pode preencher o atributo de doação. Ela não tem o poder necessário para fazer isso. Nós falamos sobre a doação, mas para quem você doa, quem você vai ajudar e que irá ajudá-lo? Você precisa de pelo menos mais uma pessoa, já que o mínimo de muitos é dois.

Você recebeu um grupo e todas as condições necessárias que ninguém jamais teve no passado. Nunca houve melhores condições do que as que temos hoje. O mundo inteiro está quebrado e não há nenhuma meta ou ideologia como havia cinquenta ou cem anos atrás, quando as ideias de capitalismo, socialismo, comunismo e floresceram. A humanidade não tem mais ideias e todos se preocupam consigo mesmo. Os separatistas querem dividir o mundo em centenas de estados e cada um foge para o seu canto. Assim se parece o mundo moderno. Nós, por outro lado, reivindicamos o oposto: que a cura, o tratamento, a correção está somente na conexão.

Eu não vejo qualquer obstáculo que possa obstruir nosso avanço. Nós estamos cercados de cuidados sem precedentes, que vêm do Alto. Aqueles que se envolveram na sabedoria da Cabalá ao longo da história nunca tiveram tão boas condições como temos hoje: vocês têm amigos, têm um método segundo o qual tudo é claro e direto.

Se vocês permanecerem inativos e não puderem se comprometer a trabalhar, é sinal de que estão desconectados do grupo. Nós temos que examinar o lugar do trabalho entre nós, juntos, e preenchê-lo com os nossos esforços. Vocês têm que se esforçar!

Vocês receberam todas as oportunidades possíveis: um novo edifício [em Israel], disseminação via televisão e na Internet. O que mais está faltando para vocês realizarem o seu esforço na conexão entre nós? Por que vocês não se juntam a nós?

Comentário: Eu sempre tive muita força e, de repente, ela se foi…

Resposta: Se você não tem força, poder pedir! Há uma oração antes de uma oração, mas nós temos que começar a partir de algo. Nós temos que agir, mesmo que não tenhamos força ou desejo. Nós estamos sendo tratados misericordiosamente desde cima; na verdade, nós poderíamos ter sidos afligidos por alguns Dinim (julgamentos). Então, todos nós estudaríamos pelo medo, à procura de conselhos para fugir do problema iminente.

Mas nós estamos autorizados a nos desenvolver misericordiosamente, como uma criança mimada, cujos pais permitem que ela os enlouqueça e continuam a amá-la e dar-lhe tudo. Que ajuda adicional você precisa? Você não pode receber nada de cima se não tem um desejo e não faz sequer o mínimo esforço.

Da preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/03/14