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O Dilúvio E Outros Desastres Naturais

Dr. Michael LaitmanTudo sobre o que a Torá escreve acontece em um nível espiritual, mas seus personagens eram Cabalistas e realmente existiram. A Torá fala apenas sobre a entrada de uma pessoa no mundo espiritual. Ela não descreve fenômenos e acontecimentos na vida física, mas apenas o caminho interno de uma pessoa para alcançar o Criador.

Nesse sentido, Adão e Noé eram pessoas reais, que uma vez viveram na terra, ensinaram as pessoas nas suas escolas Cabalísticas, e as chamaram de seus filhos ou descendentes.

Visto que os eventos descritos na Torá aconteceram em um nível espiritual, é impossível dizer que todos aconteceram na vida física.

Por exemplo, houve realmente um dilúvio? Por milhares de anos de desenvolvimento humano, houve certamente todos os tipos de desastres naturais. Mas a história do dilúvio fala sobre duas características do grande poder da água, sobre a boa característica de doação que a água simboliza (o lado direito) e o poder ruim da água que afoga, destrói, causa tsunamis e afins (o lado esquerdo).

A história de Noé é especificamente sobre isso e não se trata de algum desastre natural global no nosso mundo.

A Torá fala sobre como a pessoa compreende a maneira que deve crescer acima da característica de julgamento, o poder que existe na água, e, através de algum tipo de relacionamento com esse poder, ela pode se realizar dentro dele corretamente, deve construir uma arca, o correto ambiente fechado, no qual as características da água serão boas para ela, e não cruéis ou letais.

No seu nível contemporâneo de conhecimento sobre o sistema de supervisão, Noé fez uma tremenda descoberta para as gerações futuras de Cabalistas que deixou bem claro como é possível a passagem das forças da natureza mais cruas, poderosas, e mais ameaçadoras para aquelas forças boas e úteis.

Isto é porque antes de Noé, as pessoas eram impotentes quando confrontadas com a natureza, como crianças. E seu método possibilitou domar o poder ameaçador da natureza. Portanto, o nível de Noé era necessário para o caminho da humanidade no sentido da realização e controle de todo o sistema de supervisão.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Histórias Curtas: De Noé À Antiga Babilônia

Laitman_703_03Dez gerações se passam de Noé até Abraão (dez sempre se refere ao nível total de reconhecimento, desenvolvimento e crescimento completo). Durante este tempo, os alunos de Noé dominaram e assimilaram o seu método, o que significa que eles podiam controlar o atributo de doação, o atributo de Hesed, que simboliza a água.

A água é a fonte da vida de tudo neste planeta. Um embrião no ventre de sua mãe é cercado por água. A água é a principal força em nosso mundo. Toda a Terra é realmente coberta pela água. Os continentes simplesmente se destacam um pouco acima da água. A quantidade de água no interior do planeta Terra e na parte externa é indescritível! Quando estudamos outros planetas, antes de tudo, tentamos descobrir se existe água e oxigênio lá. Mas também o oxigênio é parte da composição da água.

A adaptação do atributo da água (o atributo da misericórdia) permitiu que as pessoas se conectassem mais corretamente e vivessem em paz na antiga Babilônia. Entre os babilônios havia a unidade de uma nação, uma única família, pessoas que se entendiam.

Quatro mil anos atrás, quando dez gerações depois de Noé aprenderam e cumpriram o atributo de Hesed, uma comunidade da antiga Babilônia foi criada, um protótipo da nossa civilização atual.

Na verdade, é graças ao fato do povo da Babilônia ter atingido boas e corretas relações mútuas num estado de paz que o próximo salto foi necessário a fim de continuar o seu desenvolvimento. Por causa de Adão e as vinte gerações depois dele (dez gerações de Adão até Noé, e dez gerações de Noé até Babilônia) descobriram o que a humanidade precisava para atingir a semelhança completa e equivalência de forma com o Criador. A próxima fase da subida ocorreu na Babilônia.

De KabTV “Histórias Curtas” 15/10/14

Transformar Para Se Tornar Uma Parte Ativa Do Sistema Geral

laitman_249-01Pergunta: Nós temos conexões com várias organizações de jovens judeus. Quão atual é estar envolvido com disseminação num ambiente judaico em nossa nação e como nós abordamos isso?

Resposta: Eu não acho que existam pré-requisitos para isso na Rússia e na Ucrânia. O estrato judaico da população ainda não está preocupado com questões de sua nacionalidade.

Enquanto a população do entorno não tiver tocado esta questão, eles não se preocupam com nada. Mas, quando uma onda de antissemitismo alcança-los, então pode ser que as condições para sair apareçam.

O fato é que o Criador vai despertar completamente o antissemitismo em todas as partes do mundo em suas maiores profundidades e não vai deixar nenhum judeu viver em paz, de modo que eles vão entender que a perseguição física está condicionada a levá-los a realizar a sua missão espiritual.

Afinal, sem a participação de todos os judeus do mundo, a correção da humanidade é impossível. Nós precisamos acostumá-los à disseminação, estudo e implementação deste programa. Caso contrário, não haverá sucesso.

Quando nós estamos falando de uma rede geral onde cada um de nós é um nó numa conjuntura particular na rede, os judeus são especificamente esses pequenos nós (elos, ligações) que têm participado ativamente nos trabalhos desta rede por quase dois mil anos. Eles pertencem ao grupo de Abraão; eles trabalhavam corretamente dentro do sistema desde o início, mas depois caíram deste nível, que por si só provocou tudo isso.

Agora, este grupo deve criar a si mesmo novamente. Ao restabelecer a conexão correta, eles vão atrair todo o resto dos pequenos elos diante deles. E sem a correção das partes da rede que foram uma vez ativas, não podemos chegar ao trabalho correto e harmonioso de todo o sistema chamado de “alma”, no qual revelamos o Criador.

Quando o sistema é despertado, ele procura o problema. Então, surge o antissemitismo. A rede de conexão sente que suas partes ativas estão agindo de forma negativa e trabalhando contra ela.

Assim, os antissemitas estão certos quando veem que os judeus, que são a parte interna do sistema, são a fonte de seu mau funcionamento. A associação negativa dirigida aos judeus em todo o mundo deve trazê-los a uma consciência de sua função dentro do sistema, e, assim, eles vão começar a ser corrigidos contra a sua vontade.

O grupo Bnei Baruch foi criado entre essas partes que estavam agindo de forma incorreta, tentando participar corretamente no trabalho do sistema. Segue-se que os antissemitas vão pressionar os judeus do mundo por todos os lados, e de dentro de nós começaremos a explicar-lhes como eles devem ser corrigidos para se transformar em partes positivas e ativas para todo o sistema, ou seja, para toda a humanidade. Assim, com a ajuda de ambos, o trabalho será realizado para a correção de toda a rede conectada.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Escritos do Rabash

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 68

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Seis Passos

Não podemos nem imaginar como nós, povo do planeta Terra, estamos próximos uns dos outros.

Você sabe quantas pessoas existem, por exemplo, entre um tecnólogo da Índia e um arquivista da Estónia? Apenas seis.

Em 2002, o sociólogo americano Duncan Watts e seus colegas conduziram um experimento impressionante.

Uma tarefa foi dada a mais de 98000 voluntários. Através de seus conhecidos, espalhados por todo o mundo, eles tinham que enviar uma mensagem de e-mail para um destinatário desconhecido, escolhido arbitrariamente para esta finalidade.

A lista de destinatários continha um professor universitário, um arquivista da Estónia, um engenheiro da Índia, um policial australiano, um veterinário do exército norueguês, e outros. Havia dezoito pessoas ao todo.

A experiência mostrou que, em média, foi necessário transmitir seis vezes a mensagem para que ela chegasse ao seu destino.

“Esta progressão de seres humanos de tal condição aparentemente anárquica para agregações cada vez maiores e ordenadas – de bandos, aldeias, cidades e estados – pode, de fato, ser entendida como um aumento gradual no tamanho e complexidade das redes sociais. E hoje esse processo continua a se desdobrar na medida em que nos tornamos hiperconectados”. (Nicholas Christakis e James Fowler, Conectados)

Nós estamos conectados através de uma rede. Nós influenciamos uns aos outros, direta ou indiretamente. Por exemplo, o café colhido no Brasil, como a vodca produzida na Rússia, as pessoas bebem em todos os lugares, com todas as consequências positivas e negativas que se seguem. Pode-se dizer que essa é uma ligação direta entre os países.

Relações indiretas incluem todas as que se relacionam com o desperdício associado com a produção do mesmo café e vodca, bem como a produção de energia necessária para isso. Tudo isso tem sido conhecido por um longo tempo.

“A humanidade, como uma substância viva, está intrinsecamente ligada com os processos materiais-energéticos do envelope geológico específico da Terra – sua biosfera. Ela não pode ser fisicamente independente dela por um minuto”. (Vladimir I. Vernadsky, “Algumas Palavras Sobre a Noosfera”)

Tendências para a unidade e a interdependência estão aumentando a cada ano, quer queiramos ou não. Quer estejamos conscientes disso ou não. O termo “globalização” há muito tempo se tornou uma palavra diária em todas as línguas. O embaixador Wu Jianmin, Presidente da universidade de Negócios Estrangeiros da China, diz o seguinte sobre isso:

“O mundo do século XXI é diferente daquela em que vivíamos antes. Nós passamos da destruição mútua assegurada à interdependência econômica.

Quer você goste ou não, a globalização está ganhando força e torna o nosso mundo profundamente interdependente. Um exemplo notável é a relação entre a China e os Estados Unidos…

Em 1972, o volume de comércio entre os dois países totalizou 5 milhões de dólares, e em 2012 chegou a 500 bilhões de bilhões

Em 1972, os investimentos norte-americanos na economia chinesa foram zero, e agora eles são de até 60 bilhões de dólares”. (Assuntos Globais).

Interconexões são uma coisa boa. É difícil argumentar. No entanto, uma consequência direta de tais relacionamentos profundos é a interdependência. Ela é carregada de consequências, e nem sempre agradável. É devido a essa relação e interdependência que a crise financeira eclodiu em 2008.

O que podemos fazer, como podemos conectar o que aparentemente não pode ser conectado? Nós precisamos de alguma metodologia especial para resolver este problema aparentemente insolúvel. Mas esta metodologia tem circulado por um longo tempo. Com a sua ajuda, Abraão conectou pessoas completamente diferentes numa única nação com um destino único.

“O conflito entre o bem e o mal que prossegue incessantemente no seio da humanidade em lugar algum atinge tal intensidade como na raça judaica. A natureza dual da humanidade em lugar algum é mais fortemente ou mais terrivelmente exemplificada”. (Winston S. Churchill,” A Luta pela Alma do Povo Judeu”)

EI: Vamos Voar A Bandeira Da Jihad Sobre O Vaticano

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do New York Post): “Os jihadistas fanáticos têm publicado uma imagem de sua bandeira preta com letras árabe brancas voando sobre o Vaticano na capa da sua revista em inglês Dabiq.

“A reportagem de capa, “A Cruzada Fracassada”, vislumbra a antiga cidade italiana sob o domínio de um califa e um regime linha-dura da Sharia, segundo o Jerusalem Post.

“‘O Estado Islâmico (EI) afirma que um dia vai conquistar Roma, ameaçando “quebrar [as] cruzes” de infiéis e vender e negociar suas mulheres”…

“O Papa Francisco pediu uma ação internacional para parar o grupo e apoiou a coalizão liderada pelos Estados Unidos que atacado alvos do EI”.

Meu Comentário: Nas profecias da correção do mundo, a qual, segundo os Cabalistas, deve ser realizada começando com o nosso tempo, e, ainda, a guerra do Islã contra o mundo cristão, são indicadas como a primeira fase da correção do mundo. Veja o livro No Fim dos Dias, bem como posts deste blog.

Como Ovelhas Diante De Lobos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Depois que o Primeiro e o Segundo Templos foram destruídos, será que o povo judeu sentia e lembrava a sua fundação criada por Abraão? Será que os filhos de Israel se lembravam em torno do que eles foram criados e consolidados? Será que esta fundação vivia entre eles?

Resposta: Sim e não.

Após a destruição do Segundo Templo, o povo caiu de ver a imagem interna da realidade, as forças governantes, tudo o que acontece no mundo, e, novamente se encontrou em ódio mútuo, rejeição mútua e distância mútua entre si, com uma indiferença que nos caracteriza até hoje.

Exilados da terra de Israel, nós passamos por muitas terras e nos voltamos para o oeste, para a Europa, para o leste, para as nações árabes, e começamos a afundar em apatia. Desde então, o que nos manteve juntos não é o poder do amor, nem pertencer a uma ideia, nem reciprocidade, conexão e ajuda mútua, nem qualquer cálculo, mas apenas o desejo de sobreviver. Nós ficamos presos um ao outro como ovelhas num rebanho diante de lobos, mas não nos mantivemos juntos.

Basicamente a nossa situação tem sido assim durante todo o exílio até o dia de hoje, que é todo os dois mil anos.

Pergunta: Que papel a religião cumpriu nisso?

Resposta: A religião ajudou as pessoas neste estado de absoluto desprendimento das fontes espirituais, da compreensão, de tudo. Ela simplesmente reforçou e os apoiou neste estado baixo e abjeto para que as pessoas pudessem estar envolvidas na realização de algum tipo de atividades mundanas, também chamado de Mitzvot, e, assim, manter-se desta maneira. A religião é o que resta e o que foi dado ao povo depois da destruição do Templo, em vez da sabedoria da Cabalá.

A sabedoria da Cabalá abre os céus, revela o Criador, e revela o poder da unidade ao povo. Ao realizá-la entre eles, eles descobrem o Criador, que é encontrado entre eles e que torna possível para eles viverem dentro de uma sensação de uma realidade completamente diferente.

E quando tudo isso se perdeu, nós adquirimos nossa forma atual. Isto diz respeito a todos, com exceção de alguns Cabalistas em cada geração que escreveram livros e desenvolveram esse método, e que continuaram a trabalhar para alcançar o Criador e a unidade entre nós.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14, Parte 7

A Verdade Sobre As Três Religiões, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o fanatismo religioso islâmico se tornou tão forte nos últimos anos? O Islã iniciou a sua viagem para o Oeste e está gradualmente conquistando a Europa e os Estados Unidos. Hoje na Europa há 54 milhões de muçulmanos; 7 milhões de muçulmanos vivem só na França.

A tendência à islamização está ganhando força, mas o pior de tudo é que isso é amplificado nos movimentos extremistas radicais. Na Europa de hoje, há “guetos muçulmanos” em que os moradores e policiais têm medo de entrar. Eles conduzem sua vida fechados nesses locais, juntamente com as mesquitas e um sistema legal de acordo com as leis do Islã.

Este fenômeno tem crescido para dimensões ameaçadoras e tem gradualmente transcendido o controle governamental. A guerra cultural começou na Europa central, que tinha sido um exemplo de liberdade, democracia, igualdade de direitos e pluralismo.

De repente, um corpo estranho está começando a se desenvolver dentro dela que se opõe a todos os seus princípios básicos – o Islã radicais – levando-nos de volta a um passado distante em relação à igualdade entre mulheres e conquistas modernas adicionais.

O parlamentar holandês, Geert Wilders, fundador do partido “Liberdade”, fez um discurso de advertência do grande perigo que ameaça a Europa. Na sua opinião, nós estamos nos últimos estágios do processo de islamização da Europa, que ameaça não só a sua existência, mas também os Estados Unidos e toda a civilização ocidental, pois está levando ao extremismo, violência e intifada.

Por que a popularidade do Islã radical cresceu tanto, em particular entre os jovens?

Resposta: A ideia é que chegamos ao último estágio do processo de desenvolvimento humano que vem acontecendo há milhares de anos. A civilização humana emergiu na antiga Babilônia e se desenvolveu em duas direções: parte das pessoas seguiu Abraão e a outra parte foi espalhada por todo o mundo. Depois disso, a doutrina de Abraão se tornou a base das três religiões do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Estas religiões se desenvolveram nesta ordem, uma após a outra. O judaísmo se desenvolveu diretamente de Abraão. O cristianismo foi fundado cerca de 2000 anos atrás, quando as primeiras comunidades cristãs apareceram. E o Islã só apareceu no século VII.

A florescência relativa e o declínio de todas as religiões acontecem de acordo com estas fases. O judaísmo floresceu em sua forma verdadeira até a destruição do Beit HaMikdash (templo). Após a destruição, o povo judeu negligenciou o princípio do “Ame o próximo como a ti mesmo”, que era a base da doutrina de Abraão, e por isso foi para o exílio. Este foi um exílio espiritual do estado altruísta, uma queda do amor fraterno ao ódio.

O cristianismo floresceu até a Idade Média, e depois começou a declinar, mudar e romper com a formação do movimento protestante.

O Islã esteve numa longa dormência e não se expressou em sua potência máxima. Só recentemente, quando o judaísmo e o cristianismo se tornaram tão enfraquecidos que pararam de determinar a forma de sociedade, então ele começou a ficar mais forte. De fato, está escrito na Torá que no final dos dias, no último estágio do desenvolvimento humano, o Islã acumularia grande poder, como foi escrito sobre Ismael (Gênesis 16:12) “… e sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele…”, o que significa que esta religião subiria acima de tudo.

O judaísmo floresceu durante os primeiros 2000 anos após a saída de Abraão da Babilônia antiga, ou seja, aproximadamente até o início da era comum. Este foi um período em que o judaísmo existia em sua forma espiritual e verdadeira na sua potência máxima. No entanto, depois que o povo judeu caiu de seu nível espiritual e começou a afundar em desejos físicos. Por isso, eles foram para o exílio. Cada geração se afundou mais do que seu antecessor.

Após a explosão do judaísmo, a explosão cristã começou. O cristianismo desenvolveu-se numa tempestade, até que espremeu a si mesmo. Hoje nós estamos no período de declínio do cristianismo, que perdeu o seu antigo poder. Na Europa, para ser um cristão, nada é exigido, exceto um colar com uma cruz no pescoço.

Em alguns lugares, fanáticos cristãos ainda permanecem, mas essas não são as pessoas que eram cristãs desde o início, estes aceitaram o cristianismo num período mais recente, como na América do Sul, por exemplo. Para eles, o cristianismo ainda é uma religião relativamente nova. Ele já existia há 2000 anos e chegou à América através dos missionários só depois que ela foi descoberta por Colombo há 500 anos. Assim, ainda há cristãos devotos na América.

O Islão em nossos dias está realmente começando a ser despertado. Até agora, ele estava em seu período de incubação. Depois de 2000 anos de florescimento do judaísmo e depois dos 2000 anos de florescimento do cristianismo, chegou a vez do Islã.

De KabTV “Uma Nova Vida” 31/08/14

O Extremismo De Direita Na Europa, Parte 2

Dr. Michael LaitmanEste Velho, Velho Mundo

Pergunta: A Europa já teve experiências amargas; ela conheceu tantas guerras. Por que ela não tenta quebrar a atual tendência de xenofobia?

Resposta: Nós vivemos em tempos diferentes. A Europa moderna contemporânea não está preparada para lutar. Por exemplo, quando eu estava na Alemanha eu falei com políticos, prefeitos e figuras públicas; que admitiram para mim que as pessoas estão simplesmente exaustas, inconscientemente exaustas. Claramente, é possível sair e protestar com grandes brados, mas, basicamente, os europeus não estão preparados para resistir ao que está acontecendo.

O que aparentemente impede os líderes ou outros que parecem ser unanimemente contra ideias que faliram o multiculturalismo, contra distúrbios aos setores “não-nativos”, de se manifestarem na rua? Mas não, as pessoas não estão dispostas a protestar. O tempo de batalhas já passou, e hoje elas não estão prontas para lutar.

Basicamente, nada sério está por trás de declarações inclusive neonazistas. Estes não são fascistas que comandaram os desfiles com tochas do século XX.

Comentário: E mesmo assim as pessoas estão votando para os de extrema direita, adicionando peso político a eles.

Resposta: É político, mas não mais do que isso. Eles não estão prontos e não estão preparados para uma verdadeira guerra na Europa. Os europeus não têm poder, nem incentivo. Eles têm idade, e isso é muito perceptível. Mesmo que as pessoas discordem um pouco com o que está acontecendo, e mesmo que os jovens ainda saiam para as ruas aqui e ali, em geral, o velho mundo envelheceu e enfraqueceu, e reconhece isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/09/14

Os Judeus Foram, São E Serão Culpados Por Tudo

Dr. Michael LaitmanDe M. Brushtein:

Durante esses últimos dias de calor, os mísseis do Hamas, acompanhadas por alarmes, visitaram regularmente todo o território da nação de Israel. Enquanto isso, o sistema antimíssil, a cúpula de ferro, foi bem sucedido em interceptar os hóspedes não convidados. Em seguida, o IDF (Força de Defesa Israelense) iniciou uma operação terrestre.

Junto com isso, no fundo de nossos corações, todos entenderam que não havia solução militar, política ou outra solução racional para este problema. Foi possível tentar diminuir o problema na agenda, confundir todo mundo ou fingir que ela não existia, mas não havia nenhuma solução verdadeira, e não haverá.

Por que é impossível convencer, relaxar, ou, em última instância, aniquilar aqueles que odeiam Israel? É porque todo mundo sente, ou pelo menos assume, que Israel e os Judeus são sempre os culpados por tudo.

Os judeus foram, são e serão culpados por tudo. Todos eles são os culpados, mesmo aqueles que estão apenas prestes a nascer. Os judeus são os culpados pelo estabelecimento da polícia soviética, e também são culpados por destruir esta polícia. Os judeus que saem são os culpados por sair, e os judeus que ficam são os culpados por ficar. (V. Boinovich, autor russo, poeta e dramaturgo)

Há aqueles que pensam que o povo aprendeu uma lição no Holocausto. Certamente agora, todo mundo odeia os sionistas e não os judeus. Eles odeiam Israel e tudo relacionado a ele.

Pouco tempo atrás, a Liga Anti-Difamação (ADL) publicou um relatório estatístico sobre o nível de antissemitismo. De acordo com os dados, mais de um quarto da população do globo sente grande hostilidade para com os judeus. Em palavras simples, eles são antissemitas. As estatísticas estão erradas, porque há muito mais antissemitas. Simplesmente, alguns admitem isso e alguns ainda não.

Todas as pessoas entre as quais vivemos, todas juntas e cada uma separadamente são antissemitas, expressos ou implícitos. (Chaim Weitzmann, primeiro presidente da nação de Israel).

Tanto os judeus como os que não são judeus devem, em última análise, reconhecer que a fonte desta atitude para com os judeus está além de toda compreensão racional.

Quem, por exemplo, no final dos anos quarenta, pregaria de forma séria e aberta que o ódio dos judeus seria semelhante ao que está acontecendo hoje na Alemanha? (Coleção Literária Histórica).

Adivinhe quando estas linhas foram publicadas. Foi no ano de 2014? Talvez tenha sido em 1980, mas não, foi no ano de 1880. Além disso, há cem anos, e mil anos atrás, a atitude em relação aos judeus não mudou. Na melhor das hipóteses, as pessoas toleravam eles, e, na pior das hipóteses, os aniquilariam. Por trás de todas as nossas tentativas de encontrar uma razão lógica para o ódio para com os judeus se oculta a esperança de encontrar uma solução racional para o problema.

Vale a pena parar de procurar por soluções lógicas e, pelo contrário, tentar procurar algo ilógico.

O antissemitismo é irracional e não está sujeito aos ditames da razão “(George Orwell, autor inglês e jornalista).

No ano de 1940, a primeiro (e, evidentemente, a última) edição do jornal, A Nação, foi publicado. Um trecho do artigo:

“Este jornal A Nação é uma nova criação. É um tipo de criatura que nasce nas angústias, nas difíceis e terríveis dores de parto: do veneno do ódio que se autorizaram as nações do mundo para nos aniquilar da face da terra, a ameaça de extinção de milhões de nossos irmãos, e ainda as suas mãos estão estendidas – esta criação sádica neles não conhece satisfação. E mais, o desastre duplica; não podemos nos iludir de que tudo isso é apenas um fenômeno passageiro temporário”. (Baal HaSulam).

E isso é o que o autor escreve sobre a solução para o problema:

“Portanto, eu disse que nós precisamos organizar uma única instrução para nós mesmos através de uma ampla campanha, para inserir em cada um de nós sentimentos de um toque de amor nacional de um indivíduo para com outro e destes indivíduos para com o todo, para restaurar e revelar o amor nacional que foi implantado entre nós quando estávamos em nossa terra como uma nação entre as nações. E este trabalho vem antes de qualquer outra coisa, pois além de ser fundamental, ele também dá estatura e sucesso a todos os tipos de atividades que queremos fazer neste campo”. (Baal HaSulam).

Uma solução como esta irá confundir qualquer pessoa normal. Qual é a conexão entre o que aconteceu com os judeus da Europa e a educação para o amor nacional entre os judeus que vivem na terra de Israel? É verdade que nós não vemos uma conexão direta, e, por outro lado, dizemos que não há nenhuma conexão direta e racional com o problema judaico.

A pessoa que sugeriu essa solução ilógica, Baal HaSualm (Rabino Yehuda Ashlag, 1884-1954), foi o maior Cabalista do século XX. Ele escreveu o comentário sobre O Livro de Zohar. É interessante que uma solução semelhante para o problema tenha sido sugerida não só pelos Cabalistas, mas por antissemitas.

“Uma obrigação é imposta ao povo judeu para cumprir as profecias antigas que estabelecem que todas as nações do mundo serão abençoadas por eles, e para isso eles são obrigados a começar a realizar este novo serviço”. (Henry Ford, fabricante de automóveis americano, imprimiu e distribuiu o “Protocolos dos Sábios de Sião”)

E assim nós somos obrigados a esclarecer que profecias ele está falando.

“Porque Eu vos tomarei dentre as nações, e vos reunirei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. E Eu espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Um novo coração também Eu vos darei, e um espírito novo porei dentro de vós; e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e Eu vos darei um coração de carne”. (Ezequiel 36: 24-26)

Seja o que for, a nossa experiência histórica mostra que o problema do antissemitismo existiu e ainda existe. Não só os nossos vizinhos, mas todas as nações do mundo não vão nos deixar em paz. A solução racional é a paz para o território em troca de outra coisa que não vamos aceitar, que todo mundo sabe. Talvez valha a pena tentar resolver este problema de forma irracional, como Baal HaSulam escreve? Se outros acreditam nisso, por que não devemos acreditar?

“Eu acredito que um futuro maravilhoso será revelado aos judeus, e não como uma nação gerida por alguém, mas como a realização de grandes ideais da nossa civilização”. (Harry Truman, 33 º Presidente dos Estados Unidos).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Shamati # 5

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 6

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o povo alcançou o nível do Templo, como pode a memória de uma conexão tão elevada desaparecer de repente?

Resposta: O amor passa e o ódio vem. A força da Luz que sustenta esse estado altruísta, esta conexão, desaparece.

Ela foi atingida com a ajuda da Luz, e no momento em que esta deixa de iluminar, a descida e a queda são imediatas e não nos lembramos de nada, como se isso nunca tivesse existido.

Esta é a descida e a queda depois da destruição do Primeiro Templo. Primeiro começa o exílio babilônico e depois Nabucodonosor vem e leva as dez tribos, de modo que apenas duas tribos são deixadas.

Pergunta: Por que ele as leva? Por que essas dez tribos desapareceram?

Resposta: Isso, em princípio, será descoberto no futuro, mas, de qualquer forma, é essencial que elas se dissolvam totalmente na humanidade. Elas carregam sem saber o princípio do “ama teu amigo como a ti mesmo”, e elas vão voltar. Nestas centelhas foram semeadas as sementes do amor que foram plantadas na humanidade e vão se espalhar por toda a terra, bem como nos babilônios.

Pergunta: Portanto, novamente há um encontro entre Abraão e Nimrod com a Babilônia.

Resposta: Sim, mas não é o mesmo Abraão. Ele caiu ao nível da Babilônia e, portanto, eles podem se conectar a ele. É aí que reside o potencial espiritual nele que gradualmente leva ao desenvolvimento das pessoas e ao desenvolvimento das nações no nível corpóreo normal.

Não é apenas um processo técnico, mas também científico, artístico, pedagógico e literário. Em suma, isso afeta todos os processos da sociedade. As dez tribos colocam em movimento este processo, uma vez que após a queda do nível espiritual, elas ainda têm o desejo de avançar e se desenvolver. Assim, elas desenvolvem toda a humanidade.

Mas elas a desenvolvem de uma forma muito interessante. Nós podemos encontrá-las entre os grandes inquisidores, os grandes líderes religiosos, e entre os grandes cientistas que aparentemente não têm conexão alguma com os judeus. Nós apenas precisamos cavar um pouco mais fundo.

Os babilônios ainda existem de acordo com o princípio simples de “deixem-me viver em paz”. Permitam-me ligar meu aparelho de TV no meu apartamento e me deem algo de comer e pronto, eu não preciso de mais nada.

Esta é a Babilônia. No entanto, os estímulos de invocação que não vão deixar a pessoa chafurdar-se é o resultado das dez tribos que se espalham por todo o mundo.

Não pode ser de outra maneira. De onde surgirá o progresso se não de uma vontade que é visa ascender? A inclinação à ciência, à literatura, à arte e à autoexpressão também decorre do desejo de alcançar o Criador, mas através de um desejo egoísta não focado no amor e na doação além do ego, mas que se expressa pelo amor próprio.

Após a destruição do Primeiro Templo, as dez tribos começaram a fazer o seu trabalho no nível geral aceito e as duas tribos que restaram, que simbolizam a nação de Israel, continuaram a avançar em sua ascensão acima do ego.

De KabTV ” Babilônia Ontem e Hoje”, 03/09/14, Parte 5