Para Uma Criança, O Abandono Do Pai É Uma Traição
Pergunta: Ainda existem casamentos sólidos. Por exemplo, estou casado há 38 anos. Vocês já estão se aproximando das bodas de ouro.
Resposta: Sim. Mas vivo entre minha esposa, meus filhos e meu grupo. Esta também não é uma vida normal. Não posso ser um exemplo. Principalmente considerando minhas características naturais.
Mas divórcio, eu nunca nem considerei. Nunca pensei que pudesse me divorciar e deixar minha esposa e filhos. Não. Comprei um apartamento e transferi para o nome da minha esposa. Só está no nome dela, não no meu. Não tenho absolutamente nada! Sério.
Eu cuidei das crianças para que todos tivessem o necessário, recebessem educação, tivessem um lar e tudo mais. Casar é essencial! Assim, poderei trabalhar em paz. Isso é tudo; as coisas mais importantes.
Se você tem filhos, precisa cuidar deles. Os filhos são a coisa mais importante.
Pergunta: O divórcio é um desastre? A criança sente que não tem pai nem mãe.
Resposta: A criança sofre com a ausência de um dos pais! Mãe ou pai. Claro que a ausência da mãe é pior. Mas a do pai também é. Deixa marcas. Isso não se perdoa!
As crianças encaram a partida do pai como uma traição, como um divórcio. E não esquecem isso. Não conseguem. Ou seja, sentem que o pai as abandonou. E isso, claro, é muito difícil.
Pergunta: E se o amor acabar?
Resposta: Que amor?
Comentário: Dizem: “O amor acabou”. É assim que as pessoas se justificam.
Minha Resposta: Para onde foi? Não entendo essa palavra. Só sei de uma coisa: se as pessoas vivem juntas, se são pessoas normais, se são mais ou menos compreensivas e educadas, elas podem criar condições em que se sentem confortáveis juntas. Não ótimas, não são felizes, mas se sentem confortáveis juntas.
Pergunta: Então, elas formam uma aliança por conveniência?
Resposta: Claro! E o que é o casamento, afinal? Uma casa compartilhada! Quando vocês acreditam que podem se apoiar mutuamente, se ajudar e estão satisfeitos com isso. Isso é o mais importante. E o resto, se você se refere a sexo, muda para cada pessoa a cada poucos anos, em outras direções.
Afinal, todos nós vivemos cinco vezes mais hoje do que as pessoas viviam há 200 anos. Sem falar de 1.000 anos atrás.
De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 27/07/26