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Na Espiritualidade, Por que A Circuncisão Pertence Aos Homens?

Uma pergunta que recebi: Por que é que na espiritualidade os homens precisam de atravessar a circuncisão (Brit Mila), embora eles incorporem a qualidade de doação no mundo espiritual, e não as mulheres, que correspondem à qualidade de recepção?

Minha Resposta: Certamente, se estamos a falar sobre a correcção de Malchut, conseqüentemente  ela é a parte feminina (receptora) que deve ser corrigida. Então, porque é que a correcção (circuncisão dos três desejos impuros ou Klipot) é feita em Zeir Anpin, que é o símbolo das qualidades masculinas?

Antes do Fim da Correcção, a minha intenção de doação apenas se aplica aos desejos acima do Tzimzum Bet (Segunda Restrição). Estes são os desejos conectados às qualidades de Bina, ao passo que todos os outros desejos ainda não podem ser corrigidos. Por esta razão, eles são isolados e tornam-se utilizáveis novamente apenas no Fim da Correcção.

A intenção de doar dentro de mim é chamada “homem” e o desejo é chamado “mulher”. Esta intenção de doar é chamada Zeir Anpin (homem) ou “superação”. Eu percebo o quanto eu preciso de organizar e separar esta intenção, e percebo que forma de doação aplicar para torná-la adequada ao Criador. Malchut, a parte receptora dentro de mim, é sem forma. Contudo, à parte “doadora” em mim deve ser dada forma, especificamente à medida que e dependendo do que eu estou disposto a doar. Então, eu apercebo-me que sou incapaz de trabalhar com minhas intenções e a minha tela não cobre todas as profundezas de Malchut. Segue-se que eu devo reduzir as minhas intenções até certo grau.

A parte dentro de minha alma chamada “homem” é a intenção de doar nela. Ela é a parte a que a circuncisão se aplica. Não estamos a falar sobre nada externo; este é o meu “doador” interno, cuja forma deve corresponder ao Criador. É por isso que eu executo esta correcção de Brit Mila, isto é, eu restrinjo-me a mim mesmo na utilização de certas partes de Malchut, e desta forma avanço no mundo espiritual. Conseqüentemente, é por isso que este mandamento não pertence às “mulheres”.

O Céu E O Inferno São “Sistemas” Que Experimentamos Interiormente


O Zohar, Capítulo “VaYaera (E O Senhor Apareceu)“, Item 258: O Din (julgamento) que o Criador realizou no dilúvio e o Din em Sodoma eram ambos Dinim do inferno, uma vez que os ímpios são condenados no inferno pela água e pelo fogo.

Item 259: Sodoma foi condenada pelo julgamento do inferno, como está escrito: “Então o Senhor fez chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo desde os céus“. Uma delas foi condenada com água; a outra foi condenada com fogo. E ambas são condenações do inferno. E os ímpios no inferno, são condenados por estes dois discernimentos, pois não existe inferno de neve, que é água, e existe inferno de fogo.

Nós temos que entender que realizamos todos os discernimentos dentro de nós, enquanto que a própria realidade não muda. Até mesmo agora, eu estou no Mundo do Infinito, e nada pode mudar a realidade existente. A única coisa que muda é a minha própria percepção, sensação, consciência, compreensão e avaliação. Essas mudanças são o que eu sinto.

Está escrito: “Cada pessoa julga com o grau de sua própria deficiência”. Em outras palavras, eu descrevo uma imagem dentro de mim segundo a minha avaliação do Mundo do Infinito. É por isso que o céu e o inferno, bem e mal, e julgamento pelo fogo e pela água são diferentes níveis da minha atitude em relação ao quadro estático e imutável. Está escrito: “Eu não mudei Meu Havaya“.

Nós descrevemos a nossa própria realidade dentro de nós com a nossa atitude em relação ao estado constante. Tudo depende de nossas qualidades, percepções e apreciações do Mundo do Infinito, do Criador, da Luz, e da doação absoluta.

Céu, inferno, e diferentes tipos de julgamentos são todos estados que eu revelo dentro de mim. Nada muda do lado de fora. Tudo é determinado pela mudança que ocorre na minha consciência ou na minha visão. Em outras palavras, tudo depende de mim e dos meus valores internos, qualidades, e fundações.

Disso resulta que tudo depende da educação e da sociedade que me ajudará a mudar minhas fundações. É assim que eu posso desenvolver uma atitude mais precisa para com a realidade imutável. Quanto mais rápido eu for capaz de mudar minhas qualidades internas, mais rápido eu irei de um “sistema” ao outro.

Cada Pessoa Tem o Seu Próprio Egito


Uma pergunta que recebi: Eu sinto-me mal neste momento, ao passo que está escrito que o Criador é “O Bom que faz o bem” e “Não há ninguém além D’Ele”. Como eu transformo este sentimento negativo em positivo, de forma a verdadeiramente sentir que o Criador é o bom que faz o bem?

A Minha Resposta: Se você transformar o seu desejo num bom desejo, você irá sentir que Aquele que causou tudo isto para si é também bom e faz o bem, de acordo com a lei da equivalência de qualidades. Está escrito: “Até mesmo quando a espada afiada for erguida sobre ti, tu não desesperarás na Sua bondade”. Afinal, tudo isto vem do Criador e cada pessoa recebe um “coração endurecido” (como o Faraó, cujo coração foi endurecido pelo Criador) de forma a escapar do seu estado de Egipto.

Como A Humanidade Pode Unir-se?


Nosso trabalho é todo realizado pelo Criador, que preenche o espaço entre nós. Então você pode imaginar como infrutíferas todas as tentativas da humanidade a unir-se por conta própria, são.

Os problemas globais da humanidade atual são revelados, e nós nos encontramos presos. Temos, assim, que testemunhar a revelação do sistema do Alto, a conexão entre nós. Tentamos a alguns acordos, estabelecer as conexões certas neste nível, mas sem proveito. Foi possível chegar a compromissos até que o sistema global tornou-se revelado. Hoje ele já não funciona.

É por isso que temos de reve lar Quem ocupa o espaço entre nós,. Sem esse “intermediário” – Criador – ninguém vai conseguir estabelecer uma ligação com os outros. Daí temos experiência da crise nas relações familiares, relações com filhos, parentes, e praticamente todo mundo. E esses problemas só se intensificam.

Não perca o Objetivo do alvo!


A meta é a unidade espiritual – a unificação da pessoa que aspira ao Criador, a Luz da Correção, e o Criador em um todo. A pessoa tem que permanecer dentro desta meta em cada estado e em cada momento. Então, ela vai avançar em direção a meta.

Mas como ela pode avançar se ela já está dentro da meta? Onde é que ela pode continuar avançando, se ela já “pegou” o objetivo agora, neste exato momento? A resposta é que um minuto depois ela vai receber um maior desejo de desfrutar, e então ela terá que “pegar” a meta mais uma vez. Isso é como avançamos, passo a passo.

Não pense que o objetivo brilha para você de algum lugar bem à frente e você vai chegar lá um dia. Você tem para alcançá-lo aqui e agora, e não num momento posterior.

A Decepção Das Forças Impuras


No Zohar, no capítulo “BeHukotai (Nos Estatutos),” Item 5: … e o despertar do ato superior depende das palavras da boca. Como nós precisamos evocar a maior santidade com atos e palavras, quem vem do lado da impureza deve despertar seu lado com obras e com palavras. “Item 6: E, apesar de que Balaão foi o maior de todos os magos do mundo, Balaque foi melhor mago que ele, já que em magia, Balaque foi maior do que os sábios ….

O que significa “para despertar forças impuras com nossos atos e palavras”? Não é melhor ficar calado e inativo para não acordar o “cão que está dormindo?” Não! Nosso avanço encontra o seu caminho entre as nossas ações e palavras que se transformam em recurso à impureza e santidade.

A “mágica” significa usar o poder do Criador, por uma questão de confundir as pessoas e mostrar-lhes a sua verdadeira natureza do mal. Essas são as forças que estão escondidas dentro de nós e sem as quais não seriamos capazes de revelar o nosso egoísmo. [Leia mais →]

Adesão Com O Criador Através do Zohar


Uma pergunta que eu recebi : Ao estudar O Livro do Zohar, será que eu aprenderei como obter uma conexão com a natureza global?

Minha Resposta: Não, você não aprenderá nada. No entanto, você despertará certa força sobre si mesmo, e essa força o influenciará e o transformará, e conectará todas as diferentes qualidades em você, em equivalência com a natureza. Na medida em que você se tornar parte integrante da natureza, assemelhar-se e unir-se à ela, você também entenderá tudo.

O entendimento vem depois de tudo, como resultado de todas as mudanças e unificações que você alcançar. No entanto, pela simples leitura do Livro de Zohar, você não entenderá nada. Você precisa ler O Zohar com a intenção de que ele o torne parte integrante da natureza, unindo você com toda a realidade.

À medida que você se unir a ele, você começará a sentir que faz parte de um todo, e a partir dessa sensação você já começará a entender. Isso é chamado de realização, a última etapa, que você alcança como resultado da unificação. Esta unificação com a natureza é chamada de “adesão com o Criador”.

Nossos Desejos Não Nos Pertencem

Uma pergunta que recebi: Como posso eu, simultaneamente, satisfazer o meu desejo de receber prazer, e identificar-me com o Criador? Um contradiz o outro.

A Minha Resposta: Você deve compreender que o desejo de receber prazer se origina de duas qualidades: doação e recepção.

Se a pessoa existe apenas dentro de uma das propriedades, então ela é “escrava”, e, nesse caso, nem sequer compreende suas acções. Tal como qualquer pessoa “da rua” que simplesmente segue os seus desejos como qualquer outra o faz, ela acredita que eles lhe pertencem por toda a sua vida inteira, até que ela morra.

O desejo do Criador é estar sempre satisfeito, até que a pessoa alcance a condição sob a qual um novo desejo, o desejo de doar, emerja entre os seus outros desejos comuns. Apenas depois do surgimento deste desejo de doar é que a criação começa a sentir o Criador.

A mesma coisa acontece a nós; nós começamos a sentir que além das nossas acções há também Alguém que age de dentro de nós. Essas duas sensações permitem-me entender que os meus desejos não são realmente meus, mas pertencem a Ele, e que é Ele quem coloca Sua mão sobre mim e faz todos os tipos de mudanças dentro de mim, às quais sou forçado a seguir obedientemente.

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Alcançando Os Nomes do Criador

Malchut, a criação, nunca pode alcançar Keter, o Próprio Criador. Ele é revelado à criação em todas as outras Sefirot, que separam o Criador e Malchut. Em resposta, Malchut alcança similaridade a Ele na Luz Reflectida em todas as Sefirot. Estas formas de Malchut são chamadas realizações ou nomes do Criador.

Tudo isso que acontece e tudo o que sentimos são manifestações do Criador, que deseja mostrar-se a Si Mesmo a nós nesta forma. À minha volta, eu vejo a natureza inanimada, vegetativa, e animada: materiais e espirituais. Tudo isso são formas da Luz, que são reveladas desta maneira no meu desejo, em Malchut; estas são as formas do Criador em mim. Estas formas podem ser um reflexo directo em mim, que não exige a minha similaridade a Ele. Todavia, estas formas reflectidas não são verdadeiras; por isso o nosso mundo é tão limitado e imaginário.

Contudo, quando eu começar a tomar formas que correspondem a Ele, elas serão chamadas pelos nomes do Criador em mim, dado que elas serão similares à Sua doação. Contudo, essa não é a Sua doação, mas a minha. Se eu crio uma forma em mim que é similar à Sua doação, e a Sua Doação reveste-se nisso, então a noosa doação conjunta é chamada de meu grau espiritual, ou  nossa adesão, ou realização do Criador.

No meu caminho para cima eu quero atravessar muitos nomes como esses ou imagens do Criador. Todas as minhas realizações são nomes do Criador.

Dois Caminhos à Nossa Frente

Tudo o que nós fizemos até hoje foi apenas um jogo, em que as forças espirituais nos influenciaram de Cima, conduzindo-nos através de todas as fases históricas que atravessamos. Estas forças provocaram o desenvolvimento das nações, das almas, e das civilizações, que nos governaram sem perguntar se queríamos ou não.

No entanto, agora nós terminámos a nossa preparação para a correção, e a partir de hoje, temos de começar a realizar a correcção. É por isso que, pela primeira vez na história, a ciência da Cabalá tem sido revelada ao mundo inteiro. É o método de correção, de revelação do Criador, a Luz, a força de correção. Ela é agora revelada porque esta é a primeira vez que temos de conduzir-nos à correção.

De agora em diante, existem dois caminhos à nossa frente: o caminho natural (Beito) e o caminho onde aceleramos o nosso desenvolvimento (Ahishena). Se nós participarmos na nossa própria correção, então vamos tomar o bom caminho, mas se não desejarmos realizar a parte que nos incumbe, então vamos ficar para trás e perceber a nossa preguiça como sofrimento.

Então, ao invés de sentirmos as Forças Superiores como boas e úteis para a nossa correção, iremos sentir os nossos próprios desejos não corrigidos na forma de vários problemas. Estes podem variar desde problemas menores com as nossas famílias e de saúde, até as guerras do mundo e de auto-extermínio. Isto é o que todos os Cabalistas nos advertiram a este respeito, bem como os profetas antes deles. Todos os profetas falaram sobre a idade do Messias, que já chegou.