Textos com a Tag 'Criador'

Democracia Espiritual

Laitman_507_04A verdadeira democracia é a divisão correta da sociedade em “cabeça” e “corpo”. A cabeça (líder) sabe o que é melhor para o corpo (a nação) e toma decisões com base nisso. A igualdade é quando todo mundo dá e recebe da sociedade o que quer que possua. Aqueles que pertencem à cabeça, não devem ter qualquer interesse pessoal (a propriedade de Bina, GE, doação absoluta, Hafetz Hesed), mas devem somente considerar os desejos do corpo. A cabeça é apenas o conjunto das intenções de como beneficiar o corpo, como satisfazê-lo. (Note como isso é oposto aos nossos líderes!)

A cabeça tem de se relacionar com o corpo como os pais se relacionam com seus filhos. Os pais esclarecem as necessidades da criança, como satisfazê-las para o máximo benefício da criança. O governo também precisa considerar os desejos da nação, aspirar corrigir e satisfazê-los.

Da mesma forma que nós nos preocupamos em dar brinquedos que beneficiem o desenvolvimento de nossos filhos, os líderes precisam dar “brinquedos” úteis à nação. Estes brinquedos devem servir à conclusão do programa de desenvolvimento da nação.

Assim, conclui-se que apenas as pessoas espirituais podem ser líderes de uma nação. É por isso que se diz que aqueles que aspiram ao Criador (Isra-El) e possuem o atributo de doação podem ser Líderes da sociedade e governar as massas (corpo) corretamente. Assim, “Isra-El” também significa “Li Rosh” – Eu sou a Cabeça.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/10, Artigo “A Liberdade”

Construindo o Terceiro Templo

Uma questão que recebi: Por que foi necessário atravessar a destruição de dois Templos para se alcançar o processo de correção?

Minha Resposta: O vaso espiritual corrigido deve “receber em prol da doação”. No entanto, primeiro é necessário corrigir a intenção, para doar, e depois “receber em prol da doação”. É por isso que a destruição do estado perfeito do “Mundo do Infinito”, que originou-se do Criador, ocorreu em duas etapas: de “receber em prol da da doação” para “doar em prol da doação”.

A destruição do Primeiro Templo levou à perda da Luz de Haya. Então, do estado de “doar em prol da doação” passa-se ao nível de “receber para o benefício próprio” (desejos impuros, Klipot), ou seja, a destruição do Segundo Templo, que resultou na perda da Luz de Neshama . É assim como somos reconhecidos no mundo. A ressurreição do templo nos dá a oportunidade do trabalho espiritual. Ao fazê-lo por nossa conta, nós nos descubrimos na perfeita Luz de Yechida.

O mesmo processo se aplica à construção do Templo físico terrestre. Tal como acontece com os templos anteriores, primeiro temos de atingir estes estágios espirituais dentro de nós, e então começar a construir o  Templo “externo”.

A questão permanece se devemos construir o Templo nos reinos deste mundo material. Como é dito, tão logo o nosso mundo atinja a correção final e completa, este mundo imaginário (Olam ha Medume) desaparecerá da nossa imaginação, e nós começaremos a perceber apenas o mundo espiritual nas nossas propriedades corrigidas.

No entanto, mesmo que o Terceiro Templo deva ser construído de pedra, ele só deveria erguido depois de nós o construirmos em nosso coração, como aconteceu com o Primeiro e o Segundo Templos. Portanto, nós devemos nos concentrar apenas na correção do nosso coração.

Da 1 ª parte da lição Diária de Cabalá do dia 15/4/10, O Zohar

Dar É Vida, Receber É Morte

O Criador gerou a criatura do desejo de receber prazer. Mas Ele teve que incutir faíscas de doação para que a criatura pudesse existir e se desenvolver. Além de receber, a criatura também deve conceder, uma vez que a força da vida consiste em que estas duas partes: consumir e de doar.

A vida eleva-se a esclarecer o que é mau e bom para você, para rejeitar o mal e atrair o bom. Qualquer criatura viva – do vegetativo, animado e espiritual ou nível da fala – age dessa forma, de acordo com seu estado e nível.

Animar a criação, o desejo de doação tem que ser adicionado em todos os seus elementos com exceção do seu estado inicial material, o desejo de receber prazer. Caso contrário, estaria morta, em pó, sem vida. Para fazer uma criatura do pó, ser uma centelha de Luz, a propriedade de doação, deverá ser introduzida no desejo de receber. [Leia mais →]

O Criador Permanece Perto dos Corações Partidos

O Zohar, capítulo “VaYaera” (E o Senhor Apareceu), item 510: ” E o anjo da Sua presença os salvou”. Assim, Ele estava com eles na aflição, desde que ele começa a dizer, “Em todas as suas aflições Ele estava aflito…” Quando Israel estava no exílio, a Divindade está no exílio com eles, também, como está escrito:” então o Senhor teu Deus transformará tua capacidade, e terá compaixão de ti”.

O Criador permanece junto com a criatura somente nos períodos de perigo ou exílio. De outra forma, o orgulho, o ego, e a aspereza do desejo de receber prazer os separam.

Quando a criatura está num caminho prejudicial, sentindo exílio ou amargura, é capaz de sentir o Criador e estar próxima a Ele, como está dito: “O Criador permanece perto dos corações partidos”. Não existe outra maneira de despertar a criatura, de se aproximar dela, e ficar junto dela exceto nos tempos de inquietação. Estando nesse estado, a criatura desperta.

Porém, se a Criatura deseja ardentemente causar sobre si mesma “sofrimento de amor”, se ela sofre por causa da ausência de conexão com o Criador mais do que com os problemas terrestres, ela ascende e se torna capaz de alcançar estados avançados. Ela então vive uma vida repleta de bênçãos e prazer.

A sensação de deficiência e escuridão que a criatura experimenta enquanto está separada do Criador não desaparece; ela permanece dentro dela. Essa sensação permanece no espaço vazio debaixo e dentro dela, bem como em todo o bem que está acima dela.

Mudando O Nosso Programa Operacional

Nós precisamos entender que alguém de Cima está brincando conosco. Agora eu percebo a mim como algo que é mais precioso. No entanto, eu estou simplesmente programado para perceber desta forma. Não há nada de especial ou original sobre mim. Eu só fui criado para cuidar mais de mim. Um programa foi inserido no meu aparelho interno que me faz fixar em mim; assim, a todo o momento, como um robô, eu me preocupo somente comigo.

No entanto, este programa é realmente mais estranho para mim do que algo que eu percebo fora de mim. É importante discernir que este programa interno está operando em mim, e entender que ele é completamente oposto à verdade. Nós devemos tentar mudar para o programa externo. Nós temos que construir o programa externo a nós mesmos. Construí-lo significa que nós voltamos ao ato da criação.

Em vez do Criador, nós começamos a agir. Nós usamos o Seu poder da Luz para nos programarmos em relação aos nossos desejos externos (Kelim), da mesma forma que o Criador nos programou em relação aos nossos desejos atuais. Nós fazemos o mesmo trabalho. Ao fazê-lo, nós estudamos o que o Criador fez; nós obtemos o poder sobre a realidade e nos tornarmos tão sábios quanto o Criador. Nós adquirimos a mesma percepção.

Embora este trabalho seja chamado de “acima da razão”, isso não significa que nós o executamos sem qualquer raciocínio. Pelo contrário, eu sempre verifico o que o Criador fez em mim, e agora eu tenho que transferir isso para fora de mim. No entanto, eu tenho que aprender sobre o meu ego gradualmente, porque, no interior, eu trabalho “acima da razão”. O Criador me programou para cuidar constantemente de mim, mas através deste trabalho, eu verifico e percebo que isso é tão artificial e injustificado. Eu percebo que além de ser inútil, isso me machuca. Assim, eu uso isso para aprender a mudar o programa na direção oposta – de dentro para fora.

O Método Do Nascimento Espiritual


Como é possível alcançar a eternidade e a perfeição? Isso só pode ser feito através da lei de equivalência de forma. Se a Luz e o desejo forem opostos entre si, a Luz anula o desejo; mas se eles forem iguais, apoiam-se mutuamente. Nesse caso, nós sentimos que eles existem, e essa sensação é chamada de vida eterna. É exatamente essa a intenção da ciência Cabalística.

Para se alcançar esse estado – a capacidade de viver eternamente e sentir a verdadeira realidade, à semelhança do Criador – nós temos que passar pelo processo de correção. Todas as correções caracterizam-se por tornar o desejo de desfrutar similiar à Luz; com isso nós observamos a “lei de equivalência de forma”.

Isso constitui toda a correção. Ou nós somos opostos ao Criador, da maneira como fomos inicialmente criados, ou, gradualmente, atingimos a equivalência de forma com Ele. Nós nos corrígimos enquanto a Luz e o desejo não se unem. No momento que eles se unem, nós nascemos para a espiritualidade.

Esse método de correção é chamado de ciência Cabalística (Cabalá significa “recepção” em hebraico). É a ciência sobre como receber a Luz dentro do desejo, de modo que a Luz não desapareça; deste modo, nós sentimos a realidade verdadeira e eterna. Esta é, de fato, uma grande sabedoria que não é tão simples.

Nós realmente não sabemos como fazer com que isso aconteça. Mas fazer acontecer é exatamente o nosso desejo mais profundo, que nem sequer estamos cientes. É por isso que nós existimos e o que estamos sempre buscando inconscientemente.

Quando atingirmos o primeiro contato com a Luz e percebermos isso dentro do nosso desejo, de modo que a Luz permaneça dentro de nós, o que significa que nós percebemos a vida eterna, porque a Luz está dentro de nós e não abrimos mão disso – é o nascimento espiritual. Ele também é chamado de êxodo do Egito.

Antes disso, nós temos que permanecer no exílio do Egito, na preparação para o nascimento espiritual e a redenção. É por isso que prestamos tanta atenção no estudo das fases que temos que passar no exílio Egípcio, a fim de sermos capazes de sair dele o mais rapidamente possível, com a ajuda de vários meios que foram preparados para nós pelos Cabalistas de todas as gerações.

Esteja Preparado Para Mudar Percepções


Quem é Ele, o Criador? O Criador é a minha sensação interna do meu próximo estado exaltado na medida em que sou capaz de imaginar. Toda vez que eu mudar, eu imagino o Criador na nova maneira. É por isso que Ele é chamado de Bo-reh (venha e veja).

Temos que entender que não há nada absoluto e imutável aqui. Tudo depende da compreensão de uma pessoa, percepção e realização. Na realidade não existe uma verdade eterna e imutável. Precisamos estar prontos para estas mudanças de percepções. Algo que era negro se tornará branco e vice-versa. A atitude inteira, avaliação e visão das coisas vão mudar.

Nos parece que este é um sistema um tanto precário, que não têm uma base firme. Por outro lado, ele nos dá um fundamento novo, completamente original, que é chamado de fé acima da razão. Em outras palavras, em relação aos desejos egoístas, é impossível receber qualquer conhecimento concreto que pode ser escrito na pedra e que nunca fosse mudar…

Essa verdade hesitante realmente leva uma pessoa a procurar por verdades (Terra firme). E a busca nos leva a descobrir que a única verdade inabalável é revelada no mundo espiritual. A terra firme é encontrada para ser fé, na força de doação, ao invés da força de receber. Revela-se em fatos que estão acima da minha mente e sensação – ao nível de doação, Bina.

De repente, torna-se claro que lá não existem coisas que negam a outra, coisas que não estão em oposição uma a outra. Em vez disso, é revelado que, ligando e complementando uma a outra, todas se tornam partes da totalidade única e perfeita. Vê-se que o faraó, o Criador, a própria pessoa, e a serpente fazem parte de um todo singular. Esta perfeição torna-se revelada numa pessoa como uma base rígida e imutável para todos os seus atos.

As Regras do “Jogo”


Recebi uma pergunta: Quais são as regras do “jogo” que o Criador “joga” com a pessoa para avançá-la em direção à espiritualidade?

Minha resposta: A única regra verdadeira do “jogo” é que o Criador tem uma intenção singular: levar-nos para perto dele. Nesse “jogo”, o Criador se mostra a nós em diferentes circunstâncias todas com o objetivo de nos atrair para perto dele.

O Criador faz crescer nossos desejos egoístas de propósito. Nesse ponto, começamos a sentir falta de misericórdia, confusão, e crueldade. Nós sentimos que o mundo inteiro está contra nós, que todos ao nosso redor nos odeiam, e querem se colocar em nosso caminho. Sentimo-nos cansados, confusos, e mesmo doentes. Em outras palavras, nós sentimos um monte de “obstáculos” que estão dentro e fora da natureza. Então, de fato, esses obstáculos são acréscimos de desejos egoístas: estamos simplesmente recebendo desejos adicionais de receber prazer para nós mesmos através dos quais obtemos mais oportunidades de ficarmos mais pertos do Criador. [Leia mais →]

Revelando O Criador Com O Livro Do Zohar

Os Cabalistas que revelaram o Criador, escreveram livros sobre isto, começando por Adão, a primeira pessoa a alcançar o Criador, até o Baal HaSulam. Existem muitos livros Cabalisticos mencionados em O Livro do Zohar, com os quais não estamos familiarizados. Aparentemente, estes livros foram perdidos. Todos os livros escritos pelos sábios da nação de Israel até o HaShla HaKadosh (Século 17) foram escritos a partir da realização espiritual.

Mais tarde, como resultado da descida do nível das gerações, do século 17 em diante, nem todos os autores de livros sobre Cabalá estavam na realização espiritual. Por esta razão, uma pergunta surge em respeito à autenticidade de certos livros. Nós temos à nossa disposição centenas de livros de Cabalistas autênticos que os escreveram quando estavam no nosso mundo e simultaneamente tinham a percepção do mundo espiritual, a conexão com o Criador. Então, eles foram capazes de transmitir suas realizações a nós na forma de textos, para que nós, em troca, pudéssemos obter contacto com o que eles alcançaram.

Contudo, O Livro do Zohar é o único livro Cabalistico autentico sobre o qual é escrito que através dele sairemos do exílio e nos elevaremos ao nível desses Cabalistas – os autores destes livros. Certamente, O Livro do Zohar verdadeiramente tem uma Luz especial. O facto de existirem outros livros, através dos quais possamos adquirir uma maior impressão ou entendimento, é irrelevante quando se alcança verdadeiramente o nível de conexão com o Criador.

Existem muitos textos Cabalisticos, tais como: “A Árvore da Vida” pelo ARI, a Tanakh, a Gemara, e a Mishna, que são escritos numa linguagem racional e lógica, que nós podemos compreender. Em contraste, quando nós lemos O Livro do Zohar, nós não compreendemos o que está escrito. Ele carrega-nos em várias direcções. Porém, a conexão especial que ele cria entre nossas almas, entre nós que estão a começar este caminho, e a fonte da Luz que é capaz de nos corrigir – não está presente em qualquer outro livro.

Desta forma, de todos os livros, apenas sobre O Livro do Zohar está escrito que devido a ele nós sairemos do exílio, para a libertação, e revelaremos o Criador. Outras fontes Cabalisticas também contêm uma conexão, dado que os Cabalistas que as escreveram tinham a realização espiritual. Sua conexão é expressa nas suas composições. Independentemente, apenas O Livro do Zohar nos pode ajudar.

O Jogo Das Escondidas Do Criador

Tudo depende do desejo; tudo é revelado dentro do desejo. Desta forma, nós só precisamos de um desejo adequadamente organizado, formado, e orientado para o objectivo. De forma a moldar o nosso desejo, a lhe dar a forma certa, que ela esteja pronta para ser preenchida pelo Criador, o Criador brinca um jogo de “escondidas” connosco: Ele oculta-se e revela-se a Si Mesmo, alternativamente. A pessoa nem sempre reconhece este jogo, mas este ocorre constantemente com cada pessoa até que ela seja corrigida.

É necessário reconhecer a toda a hora que o mundo inteiro não é mais que a manifestação do Criador em várias imagens: pessoas que odiamos, pessoas que amamos, pessoas que ajudam, pessoas que interferem, umas que estão próximas, umas que estão distantes de nós, amigos, e pessoas completamente desconhecidas. Tudo vem do Criador: todas estas pessoas, assim como a natureza inanimada, vegetação, animais e todos os pensamentos e desejos de um ser humano – tudo excepto o ponto do nosso “EU”. Este ponto, este “EU”, é o ponto de vista, do qual a pessoa deseja crescer e se tornar similar ao Criador.

O Criador usa todas estas manifestações de imagens, pensamentos e desejos no jogo que Ele conduz connosco. Como Ele se oculta e se revela, Ele trás-nos para mais perto ou para mais longe; porém, o Criador faz isso apenas com uma intenção: de nos agitar, como está escrito, “A Luz Superior agita e evoca desejos”. Se, apesar do facto de que somos atirados de um lado para o outro a toda a hora, nós usarmos toda a nossa força para nos mantermos no pensamento que tudo vem do Criador, dado que “Não há ninguém além D’Ele”, e que o Criador é indubitavelmente “Bom e faz o bem”, desta maneira nossos desejos tornam-se mais amplos e profundos.

Se a pessoa verdadeiramente se “agarra com seus dentes”, não se permitindo a si mesma afastar o pensamento e a sensação de que é o Criador que realiza todas as acções em respeito a ela, então a pessoa vê como usar adequadamente cada minuto da vida. Afinal de contas, cada opositor é, na verdade, não um opositor, mas um ajudante para permitir que a pessoa se agarre ao Criador em estados extremos.

A pessoa pode avançar desta maneira até que ela alcança um estado, em que está disposta a fazer o que quer que seja e consegue suportar tudo apenas para não abandonar o Criador. Esta é a única coisa que ela pede. Ela vê exercícios muito importantes nestes obstáculos, que são enviados a ela com amor pelo Criador. O Criador só aguarda a disposição da pessoa para que Ele se possa revelar a Si Mesmo a ela.

A pessoa avança desta maneira até que ela completa todo este processo, que é chamado ocultação ou o período de preparação; então, ela alcança Lishma (pela doação) a partir de Lo Lishma (não pela doação). Quando o Criador vê que a pessoa completou todo o seu processo, Ele revela-se a Si Mesmo, e a “fuga” (Brach) torna-se uma bênção (Barech) do Criador.