Textos com a Tag 'Criador'

É Possível Convencer O Absoluto?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o Criador é amor e verdade infinita, como é possível conectar-se a Sua frequência?

Resposta: A Torá fala na língua do povo, e, portanto, nós associamos o Criador com as nossas próprias propriedades.

Na realidade, nós vivemos num mundo de leis. Eu estou diante de uma lei. Eu estou em algum espaço onde uma força única age, e posso atrair a sua influência sobre mim, num grau maior ou menor. Assim, a força não muda, eu sou o único que muda.

Mas, na minha mente, eu transfiro minhas mudanças a ela, e isso leva à confusão. Eu quero que o Criador me ame mais, apesar do fato de que o Seu amor já é completo. Eu quero que Ele me doe mais, apesar do fato de que Ele já doa a mim 100 por cento. Eu Lhe peço o bem, peço-Lhe para substituir Sua justiça pela misericórdia, mas como você pode suplicar ao absoluto? Que mudanças podem ser esperadas da força do Bem que constantemente faz o bem para as pessoas boas e más? Portanto, imagine que o Criador não ouve, não sente, mas só dá o tempo todo, sempre doa.

Você está construído de tal maneira que sente seu estado no desejo de receber. O desejo sente o que o preenche, e essa consciência causa certos sentimentos. Nós temos sentimentos e, portanto, falamos sempre da nossa reação emocional a alguma coisa. Por exemplo, se eu vou tocar em você com um fio elétrico com uma tensão de 100 volts, você vai sentir isso. O problema aqui não está no fio elétrico nem no desejo em si, mas no contato entre eles, no toque, e é isso que causa o sentido. De tal forma, todos os sentimentos nascem dentro de nós, e não no Criador, mas nós, como que atribuímos nossos sentimentos a Ele.

Portanto, é melhor não imaginar o Criador como alguém vivo. Nós lidamos com a lei, e conforme as mudanças dentro de nós, redescobrimos a sua influência. Aqui tudo depende apenas de nossa sensibilidade, da nossa percepção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/11/12, “Prefácio ao Livro do Zohar

Uma Verificação Para A Devoção Altruísta

Dr. Michael LaitmanA grandeza do Criador é um assunto muito complicado. É claro que não podemos nos mover sem sentir Sua grandeza, mas não queremos que ela seja como em nosso mundo, quando faz parte de nossa natureza respeitar uma pessoa importante. 

A importância depende do ambiente. Se as pessoas ao meu redor respeitam alguém, eu também respeito. Mas se as pessoas ao meu redor desrespeitam alguém, eu, sem dúvida, também desrespeito. Isso depende apenas da sociedade que me impressiona. Eu decido de acordo com a opinião da sociedade quem é importante e quem não é. 

Naturalmente, eu estou sempre pronto para servir a uma pessoa importante. Só depende de quão importante ela é aos meus olhos, se concordo em carregar sua mala, que pesa 10 kg ou 100 kg, trabalhar para ela por um dia ou por uma vida inteira. Mas estes são motivos puramente egoístas. Se o Criador nos revelar sua grandeza, nós trabalharemos de bom grado para Ele, tal como para uma pessoa muito importante, por causa do desejo egoísta. Não seria a fé acima da razão nem a intenção a fim de doar, mas o ego ordinário, uma vez que vou trabalhar pelo prazer que recebo de pertencer a uma grande personalidade. 

É um prazer servir uma grande pessoa; esta é a nossa natureza. Nesse caso, nossa máquina funciona com combustível normal e não executa qualquer trabalho espiritual. Isto é porque o trabalho espiritual está acima de qualquer pagamento que o desejo obtenha como compensação. 

Portanto, o Criador não pode nos revelar Sua grandeza se Lhe pedirmos isso, colocando a grandeza do Criador como condição para o nosso trabalho. Porque daí iríamos obter a mesma situação como em nosso mundo. Eu subestimei alguém e o desrespeitei e, de repente, a sociedade me diz: “Você não sabia que grande homem ele é? Como ele é inteligente, rico e influente?”. Então, eu imediatamente começaria a respeitá-lo e estaria pronto para servi-lo. 

O Criador está oculto e não revela Sua grandeza para nós, a menos que nós, com a ajuda do grupo, do professor e do estudo, nos preparamos para verdadeiramente desejar a doação, e somente se precisarmos da força do Criador, de Sua grandeza, para alcançar a doação, nós a recebemos. 

Isto significa que a doação deve estar em primeiro lugar, e apenas “em prol da doação” devemos querer sentir a grandeza do Criador. Apenas neste caso nós iremos revelar a grandeza do Criador, com base no que é importante para nós, a importância da doação. 

A pessoa precisa preparar uma deficiência muito especial chamada três linhas. Vamos descobrir mais sobre este ponto muito importante, mas é bom que nos aproximemos dele. É uma condição muito sutil, mas fundamental, saber separar onde os motivos egoístas estão escondidos e onde está a verdadeira doação com relação à grandeza do Criador. 

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 30/10/12

Coloque Uma Oração Em Nossas Bocas!

Dr. Michael LaitmanDiz-se que o Criador coloca uma oração na boca de uma pessoa, como se preenchendo a pessoa com a oração correta. A Luz organiza nossas deficiências e nós podemos clamar com a revelação da deficiência correta, pela qual já recebemos uma correção e um preenchimento. Tudo vem da Luz. Não há nada que não seja feito com a sua ajuda.

Portanto, quando estamos diante da fonte da Luz, que é o Livro do Zohar, temos que exigir, pedir, que a Luz organize, esculpa e formate a oração correta, a deficiência, a necessidade, para que realmente avançemos para o atributo de doação. Este atributo vai nos ajudar a atingir as revelações que serão apenas para dar alegria ao Criador, e não para nós mesmos. Deixe a Luz fazer o seu trabalho.

Assim, juntos, todos nós ansiamos por uma deficiência, uma forma da deficiência pelo Criador. Pode ser que essa deficiência, o nosso apelo ao Criador, nos preencha e não precisemos de mais nada. Esta já vai ser a resposta à oração. O anseio e a deficiência podem realmente ser o preenchimento.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/12, O Zohar

Um Acordo Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que não temos unidade em nossas intenções durante a leitura do Livro do Zohar, o que isso significa?

Resposta: Nós lidamos com correções, e a correção é feita pela força que nos criou; essa força é chamada de Luz que Reforma. Ela criou, quebrou e corrompeu tudo de propósito, para que dessas corrupções especiais nós encontrássemos a nós mesmos e tivéssemos a capacidade de compreender e de atingir a plenitude.

Mas, a fim de conseguir subir a partir da nossa corrupção, nós precisamos que a força opere em nós. Esta força só vem se primeiro quisermos ser corrigidos, se sentirmos uma deficiência nesta ação. Em seguida, ela opera em perfeita conformidade com a nossa deficiência, em quantidade e em qualidade.

Isto significa que nós temos que saber com antecedência quais correções esta força vai executar. Mas nós não sabemos quais correções são necessárias. Portanto, como podemos atrai-la? É por isso que nos é dado um tipo de jogo em nosso estado em que jogamos a conexão e a unidade e nos aproximamos um do outro em discussões, como se fossemos corrigidos, como se quiséssemos ser corrigidos, como se quiséssemos nos conectar, etc.

Se nós somos atraídos a isso durante o jogo, já que nada mais é exigido de nós, se realizamos isso, ao menos em alguma conexão com a correção, a Luz opera e nos influencia. Há uma espécie de acordo: eu faço isso “como se” e você faz “de verdade”. O inferior precisa clamar, e o superior, em resposta a esses protestos, traz a correção. Esta é a ordem dos níveis em cada nível.

Portanto, se este for o caso, o que devemos fazer? Todas as nossas orações devem ser apenas para a conexão entre nós, uma vez que esta é a correção da quebra. A conexão que tento alcançar é para isto, de modo que saberei que não posso fazer isso e que preciso da força superior para fazê-lo.

Portanto, por um lado, eu sou atraído à conexão, e por outro lado, eu sei que não posso realizá-la sem a Luz superior. Então a Luz vem e faz o trabalho. Esta é toda a ação.

Isto significa que a preparação para a recepção da Torá é a deficiência para a ação de correção. A própria Torá é o método de conexão, e a Luz superior é a força que me leva à conexão. Não há nada além disso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, O Zohar

Apegar-se Ao Criador Sem Se Dissolver Nele

Dr. Michael LaitmanO Criador é a lei universal e mais geral da natureza. Ele é chamado de “O Bom que faz o bem”.

A lei da natureza é composta de várias partes: os níveis inanimado, vegetal, animal e falante. Em geral, trata-se de desejos de receber que o Criador se esforça em satisfazer. Ele quer que eles sintam seu melhor absoluto.

O que pode satisfazê-los? Nada menos do que o estado em que o próprio Criador está. Qualquer coisa menos do que isso não pode ser considerado “o Bem que faz o bem”, já que isso significa que algo está faltando.

Portanto, o objetivo da criação não é “derreter-se” ou dissolver-se no Criador. Pelo contrário: a criação tem que preservar a sua identidade e ao mesmo tempo se tornar semelhante ao Criador.

A benevolência final que a criação pode obter: “Ótimo! Você me deu o melhor que podia; agora, eu não cedo nada a Você, nem na forma, na maneira como me expresso, no modo de operação, nem nos estados que atravesso”. Este é o estado que devemos alcançar.

É possível para a criação perceber a perfeição apenas se ela permanece sendo a criação, ou seja, algo que é oposto ao criador. Ao mesmo tempo, a criação deve se tornar semelhante a Ele sem perder sua “autonomia”.

Para isso, a criação tem que experimentar um estado que é oposto ao Criador; ela tem que se agarrar a este estado, ou seja, manter internamente a inclinação ao mal, mantendo desejos contrários, e construir uma atitude benevolente acima deles. Só se a criação consegue “manter” os dois polos é que ela permanece como criação; mas, ao mesmo tempo, torna-se semelhante ao Criador.

Este processo tem que ser aplicado no grupo, isto é, numa pequena parte dos desejos que pertencem ao nível falante, que é chamado de “Israel”. É o grupo que tem que iniciar o processo, passar pelas falhas e fazer as correções. Após o término deste trabalho, o grupo tem que transferir os resultados do seu trabalho a toda a humanidade; por sua vez, através da autocorreção, o nível humano finalmente modificará os níveis animal, vegetal e inanimado. Esta é a sequência de eventos a ser seguida.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/10/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Um É Tudo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa o conceito de “Um”?

Resposta: “Um” significa que existe uma forma que governa e conecta todos juntos, une e complementa tudo com base no número infinito de propriedades internas que são opostas entre si em todos os sentidos possíveis.

Essa conexão é chamada de “Um”. Ela aponta para o número infinito de partes individuais incluídas nela, a sua forma de conexão e a singularidade de todos nela. Tudo isso está incluído no conceito de “Um”.

“Um” inclui toda a realidade: quando Ele era um todo, mas depois se dividiu em muitas partes, e passou por todas as correções. Tudo o que foi alcançado durante estas correções, todas elas, é chamado de “Um”. Isto significa que Ele inclui absolutamente todos dentro de Si mesmo. Ele não é simplesmente “Um”, mas é Um porque tudo está incluído dentro Dele.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/10/12, O Zohar

O Círculo De Voluntários Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como este mundo nos ajuda a estabelecer a intenção para doar? Como podemos ligar nossas preocupações diárias, trabalho e família ao trabalho espiritual?

Resposta: Primeiro de tudo, a pessoa deve firmar relações corretas no grupo e na família, tanto quanto possível, para assegurar uma retaguarda confiável e só então sair para o mundo.

Aqui, ela deve pensar a que círculo do mundo deve se voltar, com qual mensagem, quando, e em que estado a sociedade se encontra. Hoje as coisas mudam drasticamente de um dia para o outro, e uma pessoa tem que decidir em conformidade e não apenas agir sem pensar.

Mas primeiro nós nos preocupamos com a solidariedade no grupo. Algumas vezes, para formar um grupo solidário, é melhor sair para o mundo e unir-se por ações coletivas externas que vão conectar os amigos. Mas primeiro nós devemos nos preocupar com as ações internas que são as mais importantes.

Diz-se que Israel (aqueles que anseiam Yashar Kel – direto ao Criador) é a menor de todas as nações. Nós devemos entender que Israel é uma espécie de bolha. Se a pessoa está incluída nesta bolha ela é chamada de Judeu ou Israel — todos esses nomes que levam a mensagem espiritual. Se a pessoa não pertence à mensagem espiritual, ela não é chamada de Israel, ela é simplesmente uma pessoa da Babilônia.

É muito importante que nós compreendamos isso. Se a pessoa assume esta missão, ela se torna Israel, e se não, ela não é Israel.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/2012, Escritos do Rabash

Uma Ferroada Da Luz

Estamos dentro de uma força chamada de Criador (Boreh). Já que nós não o alcançamos ainda de acordo com o princípio de “vir e ver” (Bo – reh), nós damos nomes diferentes de acordo com a medida atual de sua revelação para uma pessoa.

Eu estou neste campo de força juntamente com todas as pessoas. A questão é como posso induzir a sua influência? Na verdade, este é um trabalho de todo homem: Como posso despertar essa força, para que possa levantar-me?

Descemos a partir da altura espiritual para o “nível zero” de propósito, e agora cabe a mim subir de volta para a mesma altura. A fim de fazer isso, eu tenho que despertar a Luz que Corrige sobre mim. Não há outra força que pode elevar-me para a espiritualidade. Eu só tenho os meios que existem no meu nível. O Criador me acorda do sonho com primeira “ferroada”, e então eu tenho que processar o que me despertou internamente por meios especiais: o grupo , o estudo , e o professor . [Leia mais →]

Vamos Ao Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que eu não consigo me lembrar do Criador sempre?

Resposta: Você não se lembra do Criador porque você não precisa Dele. Quando você precisa de alguém, você fica pensando nele. Nosso ego faz isso facilmente.

Pergunta: Até que ponto ele deve me quebrar para me fazer realmente lembrar do Criador? Não importa o que eu faça, nada ajuda.

Resposta: Isso não é verdade. Há sempre uma chance de somar esforços para unir ou para cuidar dos amigos no grupo. Eu estou falando de esforços internos aqui, que não dependem do quanto a pessoa está ocupada, ou quanta energia física ela tem. Aqui está uma sensibilidade: nós precisamos constantemente tentar não nos distanciar dos amigos, mantendo-os em mente e revelando o nosso próprio futuro através deles.

Pergunta: No Congresso nós tivemos um ambiente propício para o nosso trabalho interno. Nós recebemos uma prova de Cima e agora tudo o que nos resta é imprimi-la em nossas mentes.

Resposta: Não basta despertá-lo?

Pergunta: Não, uma vez que sucumbimos aos nossos desejos.

Resposta: É mesmo? Agora, você ainda se lembra do estado em que se encontrava e fica um pouco triste que ele se foi. Portanto, você pode realizar certas medidas? Você não pode obrigar os outros a entrar numa união e começar a garantia mútua?

O que vai acontecer se você não fizer isso? Você deve tentar. Então, você vai ver que é impotente e vai perceber que você precisa que o Criador seja seu parceiro.

Exija! Foi só depois que Moisés chegou ao fundo que o Criador lhe disse: “Vamos ao Faraó”.

Moisés cresceu na casa do Faraó, foi criado lá, ele era um príncipe amado; ele foi muito bem sucedido através de seu forte egoísmo.

Agora, ele quer algo oposto ao egoísmo. Ele age como se nem conhecesse o seu avô e se aproxima dele como se fossem completos estranhos, “Nós não temos nada em comum. Você é o Faraó, e eu respeito você como Faraó, não como meu avô”.

Pergunta: Mas o desejo rejeita tal abordagem. Mesmo que nós percebamos que precisamos de um terceiro fator, o desejo não vai nos deixar recorrer a ele.

Resposta: Faça mais alguns esforços e você vai descobrir que realmente precisa do Criador. Neste ponto, você não sente necessidade Dele; você não acredita que Ele seja capaz de ajudá-lo, que Ele exista e governe tudo que existe, que Ele organiza tudo em sua vida, que Ele endureceu o coração de Faraó. Você não conectar um com o outro.

Pergunta: Como podemos preencher esta lacuna quando a nossa mente entende, mas o nosso desejo ainda se esforça por algo completamente diferente?

Resposta: Somente a sua experiência com este trabalho, com persistência e consistência, vai te ajudar. Se você está desesperado, está pronto para começar; se você pode se dar ao luxo de sentar e não fazer nada, principalmente em sua mente e coração por sua vez, peça ajuda aos seus amigos. Encontre alguém que ainda esteja vivo e quente, aqueles que estão prontos para vir para o resgate. Procure o seu ponto de orientação, Moisés, que está conectado ao Criador.

Nada pode ser feito; é impossível ir contra os desejos. No entanto, nós temos que mobilizar tal força e meios que pareçam apoiar o desejo, mas na maneira de se transformar em seu oposto.

Pergunta: Como nós podemos fazer isso? Teoricamente, é muito claro, mas e na realidade?

Resposta: Não há clareza suficiente. Nós temos que continuar trabalhando para destruir o nosso desejo, para quebrar o desejo. Por que desejaríamos querer quebrar uma parede? Quando você bater contra a parede, de repente você vai se tornar mais inteligente, e vai entender como se aproximar do Criador e pedir-Lhe para ajudá-lo.

Tenha certeza de que Ele irá destruir a resistência, embora, neste momento, você não esteja se referindo a Ele, nem entende o quanto isso é importante, mesmo que você aplique certos esforços para se unir com seus amigos. Até agora, as perdas não são grandes o suficiente para fazer você gritar para Ele.

Em vez disso, você se afasta, como se você tivesse investido mal cem dólares, e embora não esteja feliz com sua perda, você ainda está pronto para perder esse dinheiro. Como você se sentiria se tivesse investido tudo o que tem, todos os seus bens? Então, você não seria capaz de voltar atrás e faria tudo em seu poder para recuperar o sucesso.

Não se trata de quantidade, mas de qualidade. De repente, depois de ter batido nos corações de seus amigos e fazer todo o esforço possível para se conectar a eles, você descobre que não pode continuar seus esforços por mais tempo. Ainda assim, você avança cada vez mais, e quando isso fica realmente irritante, neste ponto você revela o Criador: “Agora eu exijo que Ele nos conecte. Eu já sinto todo o sistema e a inclinação ao mal, o ódio mútuo. Eu quero revelar o Criador lá. Eu posso vê-Lo; ele organiza tudo, é Ele que, deliberadamente, endureceu o coração do Faraó. Agora eu vou obrigá-Lo a agir”.

Mesmo que você tenha entendido o que eu disse, você ainda não será capaz de obrigá-Lo imediatamente. É essencial que você alinhe seus desejos e intenções numa ordem mais ou menos correta. O Criador lhe deseja o bem, não é? No entanto, Ele precisa de um vaso completo cheio de desejos corrigidos.

Pergunta: Será que isso significa que eu tenho que continuar batendo no mesmo ponto uma e outra vez?

Resposta: Não é assim tão simples. O ponto que você está perseguindo varia constantemente. Cada vez ele é um pouco diferente, mais profundo, mais interconectado com todos os outros pontos. Afinal, você está constantemente avançando.

Pergunta: O que eu faço com o dano que causo aos meus amigos, enquanto eu busco o meu caminho?

Resposta: Você só causa o bem a eles, uma vez que tenta adicionar algo que está acima de seus desejos à unidade. Portanto, por que você chama isso de mal?

Pergunta: É porque, em meus pensamentos, eu não cuido dos meus amigos de forma contínua ao longo do dia.

Resposta: Isso acontece dessa forma porque o Criador intencionalmente coloca todos os tipos de obstáculos em seu caminho. É Ele quem endurece o seu coração, o coração do Faraó, embora você ainda se esforce acima dele, como Moisés, que não concorda com o Faraó. É o seu esforço, enquanto que o endurecimento do coração do grupo vem do Criador. Então, por que você está triste? Está tudo bem!

Pergunta: Eu sei que tenho que dar aos meus amigos muito mais, mas não consigo.

Resposta: Tudo – incluindo o Faraó (a má inclinação), o ódio entre amigos, e o grupo com o potencial de amar no futuro – é o Criador. Ele se apresenta em diversas formas para atrair e fazer você se conectar a Ele.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 25/09/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Eu Não Quero Amaldiçoar O Criador!

Dr. Michael LaitmanEm alguns estados, o superior mostra o seu lado inverso de tal maneira para que eu participe. Assim como um pai para um filho, ele me mostra como jogar. Ao se rebaixar ao nível da criança, o pai parece um pouco mais inteligente e mostra ao filho uma pequena diferença entre o que ele é e o que ele deve ser. Este é o lado inverso do superior, não um pai em toda sua altura, mas a diferença entre o estado atual da criança e o estado quando ela subiu um pequeno passo acima.

Nós podemos dizer que o Criador mostra o quadro atual do mundo para a pessoa como a uma criança, ela supera os obstáculos, levando este jogo a sério. No entanto, isto depende da pessoa. Se ela sente que está em ocultação simples, que tudo vem do Criador, como resultado do passado ou como uma pré-condição para o futuro, quando sucessivamente ela vê que não pode ter sucesso, então surge a pergunta: Como ela pode superar isso?

Primeiro de tudo, será que devemos pedir pelo sucesso? Claro que não, porque, então, a pessoa iria usar apenas seu desejo normal, egoísta, e se distanciaria do Criador.

Talvez, eu deveria orar ao Criador para que Ele não enviasse sofrimentos pelos feitos passados ​​ou para a recompensa futura? Não, porque esta oração seria atribuída ao interesse pessoal. Ela não foi projetada para correção.

Em ambos os casos, a pessoa parece dizer ao Criador, “Você me aproximou de você. Você faz brilhar a Luz mais forte em mim agora, e nela, eu me sinto mais fraco, falho e corrupto. Então, tome a sua Luz de volta, para que eu possa me sentir melhor!”.

Na realidade, nós precisamos pedir a correção, “Eu concordo com tudo que você me ensina. Esta não é a questão. Deixe-me experimentar dificuldades e problemas se isso for a favor da correção. Mas isso me dói e eu amaldiçoo Você em meus sentimentos, querendo ou não: o aviso a descoberto do banco, um telefonema da polícia, todos os meus problemas. Por um lado, você faz brilhar um pouco de Luz sobre mim, e eu sinto que você existe, mas, por outro lado, me faz amaldiçoar Você em meus desejos não corrigidos. Eu não peço que você se afaste, privando-me da Sua presença e do sofrimento associado a ela. Eu pergunto outra coisa: Corrija-me! Aproxime-me do sentimento como aquele que carrega somente o bem. Deixe-me sentir que você é o Bom que faz o bem”.

Aqui, surge um problema muito grande: Como a pessoa pode julgar a si mesma de forma imparcial? Afinal de contas, eu deveria perguntar isso não para me sentir bem, mas só para justificá-Lo. Só por isso, meu coração dói. E se não doer, faça-o doer. Eu não me importo com o sofrimento e, em geral, com nenhuma outra coisa, exceto uma: eu não quero condená-Lo. Não se trata do meu sentimento bom. Eu só quero elevá-Lo ao mais alto nível, de modo que a qualidade de doação e amor que você representa se torne da maior valia para mim.

Se a pessoa se esforça por isso, ela já começa a avançar corretamente. É assim que a ocultação simples deve ser sentida, e como a pessoa deve sair dela.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/10/12, Escritos do Baal HaSulam