Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Transformar Dor Em Alegria

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que as pessoas consideram o Yom Kippur um dia triste e fúnebre?

Resposta: É porque as pessoas não entendem que o que é percebido como “mau” pode ser um trampolim para o bom, porque algo é considerado bom ou mau dependendo da atitude da pessoa. Por exemplo, se durante uma visita de rotina a um médico a pessoa descobre que tem uma doença, então o mal foi revelado para que pudesse ser tratado. Assim, revelar o mal foi bom.

No entanto, está escrito: “A opinião das pessoas comuns é contrária à opinião da Torá”, e a pessoa se afasta da correção. Ela não entende porque precisa disso. Ela chora por sentir-se mal e pede que o Criador faça com que ela se sinta bem. Ou seja, ela chora por seu egoísmo e lamenta que o Criador não a satisfaça. É como se ela pedisse ao Criador: “Por que Você é tão mau e cruel? Magoaria Você deixar-me aproveitar?”. Ela não entende que a revelação do mal é para o seu próprio benefício, de modo que ela possa crescer.

Com base em mil anos de nossa história, nós devemos finalmente compreender que o Criador só responde a um desejo que for dirigido à correção e à meta da criação. Qualquer outro pedido não será respondido. Agora é hora de explicar a todos o que realmente significa chegar ao Dia do Julgamento: revelar que “Eu criei a inclinação ao mal”, depois, “eu criei a Torá para a sua correção”, e, finalmente, “porque a Luz na Torá corrige”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 16/09/10, trechos selecionados sobre Yom Kippur

O Dia Do Perdão É Um Dia De Alegria

Dr. Michael LaitmanO Yom Kippur, o Dia do Perdão, é um estado onde é revelado o Kli (desejo) que precisamos corrigir. O Rabash escreve em muitos artigos que a pessoa chega ao Dia do Perdão de acordo com seu estado interior, o qual pode ser revelado sem qualquer conexão com o início do feriado conforme o calendário.

Cada um de nós atravessa esses estados em nosso desenvolvimento, incluindo ascensões chamadas Rosh Hashaná (Ano Novo), Yom Kippur (Dia do Perdão) e outros. Yom Kippur é um estado muito elevado. Uma grande Luz deve nos influenciar a fim de revelarmos esse nível em nós; toda uma sequência de ações é necessária. A pessoa deve se esforçar muito dentro do grupo, em nossa união, onde ocorreu a quebra. O local da quebra é dado a nós para que possamos corrigí-lo. Assim, nós entenderemos o que é chamado de correção, o que significa a estrutura deste lugar, e como a Força Superior criou e continua a apoiá-lo. Como resultado, nós descobrimos o Criador.

Para alcançar isso, nós nos esforçamos de acordo com a principal regra da Torá: “Amarás ao próximo como a ti mesmo”. Conforme os Cabalistas nos aconselham, primeiro nós a percebemos em um ou vários grupos pequenos em vez de toda a humanidade, visto que seria impossível de outra forma. Ao tentarmos perceber esta regra na união entre nós, de acordo com o método dos Cabalistas, nós vamos do amor pelas criaturas ao amor pelo Criador, e descobrimos até que ponto não estamos na qualidade de amor e doação.

Nós não estamos falando sobre a vida neste mundo e quão bom ou ruim nos sentimos. Nós não verificamos o bem e o mal de acordo com isso, nem chegamos ao Dia do Perdão dessa maneira. Somente estando em um grupo, aspirando à conexão entre nós, e despertando a Luz que Corrige, é que eu percebo como sou consumido pelo ódio e a rejeição em relação aos meus amigos, que estão tentando se unir a fim de revelar o Criador no grupo.

Eu revelo a força de separação, a força da quebra em mim, e somente em relação a essa força é que eu posso dizer que revelei o mal. Então, com esse mal, eu posso me dirigir ao Criador e exigir Dele a correção. Assim, o Dia do Perdão torna-se um dia de alegria, porque eu revelo a aflição do egoísmo, a minha própria natureza, que precisa ser corrigida. Eu revelo a condição, “Eu criei o egoísmo”, e agora eu posso pedir ao Criador pela Torá, que é a força para corrigí-la. Está escrito: “Eu criei o egoísmo e criei a Torá para a sua correção, porque a Luz nela devolve a pessoa à fonte” (ao Criador).

Primeiro, nós devemos trabalhar muito duro na união entre nós; então, a Luz Superior brilha sobre nós desde o nível de ELUL (que significa “Eu sou do meu Amado e meu Amado é meu”). Depois nós chegamos à Rosh Hashana, o estado onde desejamos um novo começo, novas mudanças no caminho, a união entre nós, o nascimento de um novo sistema ou de um novo ser humano (Adão) em nós. Somente depois de passar por tudo isso nós chegamos ao estado onde verificamos todas as nossas dez qualidades. No 10º dia após o Ano Novo, o qual marcou o início do novo caminho, nós chegamos ao Dia do Perdão.

Nesse momento, por um lado, nós estamos realmente em um estado de completo desespero e falta de força, e, por outro lado, sentimos uma grande alegria, porque agora podemos finalmente gritar ao Criador pedindo-Lhe que nos ajude, com a total confiança de que Ele nos ajudará. Nós temos esta confiança, porque já nos analisamos e chegamos a compreensão de que só vivemos no mal, incapazes de fazer qualquer coisa em relação a isso. Mas agora, por força da conexão entre nós, nós temos a confiança de que o Criador está nos ajudando e está apenas esperando por esse momento especial.

O Baal HaSulam escreve que “Não há momento mais feliz na vida de uma pessoa que aquele em que ela descobre que é totalmente impotente e perde a fé em sua própria força, uma vez que esforçou-se o máximo possível, mas não alcançou nada. Isto ocorre porque exatamente neste momento, durante este estado, ela está pronta para a oração completa e clara ao Criador!”. Este momento é chamado de Dia do Perdão. Deste momento em diante, a pessoa pode ter certeza que receberá a Luz de Correção.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabala 15/09/10, “Yom Kipur”

Fundindo-se Como Gotículas De Água

Dr. Michael LaitmanQuando nós lemos O Livro do Zohar, nós devemos visualizar como se estivéssemos em um sistema ou mecanismo ao qual se adere o meu ponto no coração, o meu gene espiritual (Reshimo), o qual deseja alcançar sua realização prática. O meu desenvolvimento posterior, o impacto do sistema sobre mim, depende dessa adesão.

Eu estou diante deste enorme sistema. Se eu não sintonizar corretamente com ele, eu não serei capaz de deixá-lo agir sobre mim. Ele ainda me afetará, mas apenas através do sofrimento e da dor, os quais não contam, pois esta é a forma natural de desenvolvimento. No entanto, eu tenho a oportunidade de me conectar com este sistema através do meu esforço pessoal e interior.

Primeiro, eu tenho que tentar entender o que significa a “união” ou a “conexão”. Eu também devo perceber que a conexão com o sistema ocorre conforme estou conectado com os amigos. Há uma lei básica: se eu estou conectado com os amigos em 10%, também estou conectado com o sistema espiritual em 10%. Se eu estou conectado com eles 80%, também estou conectado com o sistema em 80%.

Não há outra maneira de eu me conectar com o sistema espiritual. Quanto maior o nosso esforço interior de nos tornarmos um, anulando nossa bagagem material individual, e unindo nossos pontos no coração (a única parte de nós que pertence ao sistema espiritual), mais cedo nos uniremos com o nível da nossa união em nossos pontos no coração.

Este é o primeiro estágio da preparação. Nós devemos exigir do sistema espiritual a força para a união, visto que obstáculos constantemente nos impelem a fugir. O sistema tem que nos entregar a “cola” (a Luz que Corrige) que nos conectará. Ele tem que nos revestir como um corpo e nos manter juntos.

Na verdade, mais tarde ele começará a nos “colar” conforme o meu pedido, como se nós fossemos milhares de gotículas de água que se fundem em uma gota enorme. Como num holograma, não há elementos grandes e pequenos nela, mas cada gota contém a imagem inteira. Nesta totalidade coletiva, todos perdem a sua independência. Desta forma, a Luz nos torna um.

Agora, à medida que nos tornamos um único ponto, a intenção de fundir-se com o próprio Livro do Zohar está surgindo dentro de mim. O que estou eu lendo agora, todas estas qualidades, eu gostaria de encontrar entre nós. Todos os personagens que O Zohar está falando são os tipos de conexões entre nós, e eles existem em cada nível espiritual. É por isso que a história sempre se repete em cada nível espiritual. A Torá está presente em qualquer estado espiritual. E não importa o que deve ser lido ou em qual seqüência; você pode ler a Torá em qualquer página.

Portanto, agora eu quero ver todas as relações descritas no Zohar na conexão entre os milhares de pontos no coração. Eu gostaria de começar a perceber a conexão entre nós em harmonia com o fluxo do texto do Zohar. Desta maneira, eu começo a revelar a história em sua forma verdadeira e, finalmente, atinjo o estado quando leio e percebo imediatamente o conteúdo dentro de mim.

No entanto, onde está esse ponto de realização? Ele é a conexão entre nós. Através dessa conexão, eu descobro um mundo totalmente novo, com novas sensações e desejos. Eu penetro cada vez mais profundo em outra dimensão, a fim de desvendar este sistema juntamente com os outros e o Criador. Eu provo cada palavra com os meus próprios sentidos, e é isso que se chama a Torá da Vida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 12/09/10, O Zohar

Aproveite A Oportunidade

Dr. Michael LaitmanDurante o descenso, nenhum cálculo está sendo realizado conosco. Nós recebemos um peso no coração e na mente através de questões de saúde, problemas familiares, e assim por diante. Não se espera que reajamos corretamente.

Nós precisamos tirar conclusões depois de uma queda e nos prepararmos durante a próxima subida, reforçando a nossa responsabilidade mútua e as conexões com os demais, para que isso nos ajude quando vier um descenso. Eu olho para o meu amigo que não tem força e percebo que sou responsável por ele. Na verdade, eu assinei um acordo para ajudá-lo a elevar-se física, emocional e espiritualmente.

Quando a pessoa está em um descenso e sente-se desamparada, ela deve perceber que se ela tivesse investido energia no grupo, se tivesse preparado para si uma reserva, um fundo, um acúmulo de forças, ela poderia ter usado isso agora não só para minimizar a queda, mas para continuar a subir! Ela teria percebido a queda, mas apenas para usá-la corretamente e subir novamente.

É por isso que está escrito que todos os pecados não são cometidos durante o descenso, mas sim no estado de ascensão, dependendo de como a pessoa utiliza-o. Nós devemos fazer o máximo possível para acumular essas forças e investí-las no grupo e não em nós mesmos.

Tente se preparar o máximo possível durante a subida, e você experimentará um descenso com alegria!

Da 1ª parte da Liçãi Diária de Cabala 6/09/10 “E Jacó Partiu”

Aprendizagem “Boca a Boca”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a aprendizagem “boca a boca”, através da qual o Baal HaSulam passou seus ensinamentos ao Rabash?

Resposta: Aprendizagem “boca a boca” significa compartilhar a tela, pois “a boca” (Peh) é o local da tela. Tal conexão é considerada “Rucha BeRucha” (a nível de Ruach), e este é o tipo de comunicação que o aluno deve atingir com seu professor.

Este é o grau de anulação do inferior, graças à qual ele atinge a conexão com o superior. Este estado de espírito não é fácil de alcançar, mas, pelo menos, o estudante deve fazer o que pode neste mundo, seguindo o conselho de seu professor como se fosse uma lei para ele. É uma recomendação simples e prática que qualquer pessoa pode usar, e é considerada como o grau mínimo de auto-anulação diante do superior, de que nós estamos dispostos a realizar devido aos nossos interesses egoístas.

Se eu desejo ganhar a espiritualidade do professor, eu tenho que anular-me diante dele, como no exército: se uma ordem for dada, ela é realizada. O professor fala sobre a construção de uma intenção correta, anulando-se, fazendo todos os esforços, participando nas ações de disseminação, e tudo o mais que é exigido de um aluno. O estudante, por sua vez, deve ouvir. Como resultado, através do ponto de conexão que surge, ele receberá a Luz que Corrige e compreenderá o que lhe é dito.

Na medida em que o aluno anula seu egoísmo, ele automaticamente se transforma em uma forma onde esse entendimento ocorre através da recepção de uma impressão (marca) da espiritualidade. E através desta marca, nós começamos a compreender o ensinamento. Se o inferior se anula, o superior imprime sua estrutura, suas 10 Sefirot no inferior.

Vamos esperar ser recompensados com o Rabash se tornando o nosso Professor.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 12/09/10“Carta 38”

Através Das Sete Cores Do Arco Íris À Luz Branca e Simples

Dr. Michael LaitmanTudo o que O Zohar e a sabedoria Cabalística falam são formas ou tipos de conexão entre nós. O Criador ou a Luz Superior não tem forma; nós não podemos senti-Lo. Os tipos e formas de conexão de doação e amor entre nós, por serem equivalentes à Luz, dão forma, cor e gradações de qualidades à Luz. Eu posso distinguir e “captar” a Luz em minhas próprias qualidades na medida em que elas forem semelhantes a Ele.

Portanto, tudo o que nós lemos no Zohar sempre se refere aos tipos de conexão entre as almas. Nós revelamos a Luz de acordo com as formas de conexão que se manifestam entre nós. Caso contrário, é impossível “captar” (revelar) a Luz. “Não há luz” se eu não a pinto com diferentes cores. A Luz que chega a mim deve necessariamente estar colorida como as sete cores do arco-íris. Sem isso, eu, como criatura, não a verei; eu serei incapaz de sentir ou percebê-la.

Suponha que exista um prisma ao qual a Luz branca e simples é dirigida. Como ela é refratada atarvés dele, ela se separa nas sete cores do arco-íris, do vermelho ao violeta.

É isso que faz Zeir Anpin do Mundo de Atzilut: ele traz a Luz de Bina de cima, quebrando-a em sete cores. E eu, Malchut, atuo no sentido oposto (através da tela): eu reuno todas essas luzes/cores, trago-as de volta (Ohr Hozer, a Luz Refletida) para o “prisma”, o que resulta em uma Luz.

Eu não sinto a Luz simples e branca que chega até eu, uma vez que ela não tem cor. No entanto, eu reuno todas as sete cores que chegam de Zeir Anpin à Malchut em mim e sinto a Luz simples. Malchut é chamada de “reunião”, uma vez que reúne e integra todas as sete Sefirot de Zeir Anpin.

Ao tornar-se semelhante a este “prisma”, que divide a luz branca em sete cores, Malchut obtém novamente a Luz branca. É assim que ela sente ou imagina essa Luz. Ela não recebe a Luz branca, mas tornando-se semelhante a esta, ela pode obtê-la e misturar-se com ela, de acordo com a regra do “Eu conhecerei Você de Suas ações” (MiMaaseicha Ikarnucha).

A partir de 613 ações, nossas correções, nós construimos uma “imagem” do Criador. Afinal de contas, o Criador não tem uma imagem; nós a criamos de nossas qualidades.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 8/09/10, O Zohar

Preparando-se Para O Descenso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos nos preparar para o descenso durante a subida?

Resposta: De forma alguma você deve antecipar uma queda durante uma subida! Eu devo considerar cada subida como a correção final da minha alma. Como eu posso doar se estou esperando um descenso iminente?

Eu tenho que ser positivo em relação ao futuro. Isso se chama “preparação para a queda”. Eu dou o máximo e espero a correção plena como resultado, acreditando que a partir de agora nada de ruim poderá acontecer comigo na vida. Eu me agarro totalmente Àquele que é bom e faz o bem: o Criador. Cada estado espiritual exige compromisso absoluto e devoção da alma; você deve pensar somente sobre a doação e nada além disso.

Agora, eu vou subir, e não importa o que venha depois de um descenso, isso virá como uma subida para mim. É isso que a pessoa pensa enquanto está no estado de ascensão: “Eu não tenho medo de nada; deixe o anjo da morte surgir! Eu vou destruí-lo! Não importa em qual estado eu esteja, eu vou usá-lo como um trampolim para subir ainda mais!”.

Isto significa que depois do Congresso de novembro todos nós mudaremos para uma ascensão contínua! Não haverá mais quedas! Todos os descensos espirituais que nós experimentarmos devem ser transformados em uma subida através de nossas intenções.

Mesmo quando eu sinto uma queda, ela permite que eu perceba que ainda não alcancei o topo da escada, mas que através da minha intenção eu já estou no Mundo do Infinito. Deixe o vazio se manifestar dentro dos meus desejos de recepção; eu estou pronto para elevar-me acima dele. Por um lado, eu desço revelando o meu mal, e por outro lado, eu imediatamente elevo-me acima dele através da intenção de doar.

Nós queremos experimentar tal progresso contínuo depois do Congresso, de modo que quaisquer buracos e solavancos que estejam no nosso caminho, nós os perceberemos como uma ascensão.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 6/09/10, Shamati # 42

A Linguagem Comum Entre Nós E O Criador

Dr. Michael LaitmanQuanto maior o obstáculo no meu caminho, mais “ajuda em contra” eu percebo nele, ou seja, que eu me torno semelhante à Luz de acordo com o caráter e as qualidades do meu egoísmo. Se eu me elevo acima do meu egoísmo, de todas as suas qualidades, eu posso me tornar semelhante à Luz. Caso contrário, eu não saberia como igualar-me a ela.

Eu tenho que sentir todos estes obstáculos nos mínimos detalhes. Eu me incluo neles, e me elevo acima deles através da força da Luz. No entanto, são exatamente eles que me moldam na forma da Luz, já que nem a Luz nem o desejo de desfrutar têm sua própria forma. De que outra maneira nós podemos conseguir essa semelhança? Como nós podemos conectar dois opostos absolutos: o desejo e a Luz?

Por esta razão, eles são divididos por partes, degraus da escada, ou níveis, como forma de conexão entre eles. O desejo de desfrutar, através da absorção de todos estes obstáculos, acaba tornando-se semelhante à Luz. Dentro dele permanece o mesmo desejo de receber prazer. No entanto, esses filtros o ajudam a tornar-se semelhante à Luz. Ele só precisa superar esses filtros! Ele não deve tomá-los como obstáculos que enfraquecem a Luz, mas sim incluí-los em si mesmo, sob a forma oposta. Isso se chama avançar através da “fé acima da razão”.

Nós precisamos nos elevar do estado onde Bina está incluída em Malchut, e Malchut governa Bina, para o estado oposto: onde Bina governa Malchut e as qualidades de Bina tornam-se as determinantes. Todas essas formas entre o Infinito (Keter) e a quarta fase, a fase final (Malchut), são chamadas de nomes (qualidades) do Criador. Elas servem de exemplo para a Luz criar Malchut e influenciá-la.

Ao mesmo tempo, Malchut pode usar o HaVaYaH oposto (dela até Keter) e ser revestida pela Luz (convergir com a Luz), a fim de tornar-se semelhante a ela. Estas oito Sefirot entre Keter e Malchut são como uma língua comum possível entre a Luz e o desejo, entre o Criador e a criatura.

Por esta razão, elas são chamadas de nomes sagrados, uma vez que um nome é uma revelação, ou seja, a realização da qualidade específica do Criador em relação a nós, Malchut. No entanto, o que eu não atingir, eu não posso definir por um nome.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 7/09/10, Talmud Eser Sefirot

Nós Damos Garantia A Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos ajudar e apoiar os amigos que estão no estado de descenso?

Resposta: Primeiro, nós devemos apoiá-los internamente, através da oração, do pedido, e do pensamento coletivo em relação a todos. Todos nós “assinamos” um “acordo” sobre a garantia mútua (Arvut) e a assistência mútua no caminho espiritual. Por isso, nós devemos ter certeza de que todos participam de forma plena, e isso depende unicamente do apoio do grupo.

Eu não deveria culpar o amigo se ele é incapaz de se esforçar ao máximo para alcançar o objetivo; eu deveria me culpar por sua fraqueza, que eu sou incapaz de despertá-lo. Na verdade, ele depende completamente de mim. O apoio mútuo no momento em que ninguém tem força e que cada um dá cem por cento, isso é chamado de garantia mútua.

Se eu assinei o contrato, isso significa que eu me comprometi em fornecer o avanço espiritual a todos. Eu concordo em ajudar que todos atinjam a meta; como um fiador de uma conta bancária, eu garanto que o meu amigo terá a força para manter o foco no objetivo.

Se eu assinei o contrato, significa que agora ele depende de mim! Se o meu amigo cai, eu tenho que entender que ele cai aos meus olhos, em relação a mim, para me dar a oportunidade de despertá-lo. E ao revivê-lo, eu revivo uma parte da minha alma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 6/9/10“E Jacó Partiu”

Como Ouvir Os Artigos Do Rabash

Dr. Michael LaitmanNa Carta nº 38 do Livro Frutos da Sabedoria, o Baal HaSulam escreve para seu principal aluno e filho, o Baruch Ashlag (Rabash), que a pessoa não pode desistir e parar no meio da caminhada espiritual. Até que a pessoa atinja a meta, ela precisa de força para superar constantemente obstáculos cada vez maiores.

Você não pode confiar nas vitórias passadas. Pelo contrário, tudo o que você alcançou ontem se transforma em um novo desejo hoje, o qual empurra você ainda mais em direção à meta. Portanto, as coisas que você recebeu ontem, não podem curar suas feridas e deixá-lo descansar.

Até que a pessoa alcance a correção final, ela deve tomar cuidado em garantir que o seu desejo de alcançar a meta cresça a cada momento. Tudo o que você alcançou desaparece imediatamente. A pessoa permanece “nua” e é assim que ela deve avançar.

Obviamente, o Rabash realizou uma enorme tarefa enquanto esteve ao lado do seu pai, estando constantemente ao seu lado e participando de todas as lições. Ele era muito leal a seu pai e sempre tomou seu partido em todas as brigas familiares que surgiram entre os parentes do Baal HaSulam. Alguns deles se opuseram ao estudo da Cabala, pois os separava da comunidade religiosa.

O Rabash foi um estudante bem sucedido e atingiu a revelação espiritual. Nós não podemos dizer que nível ele atingou; ele é grande demais para que sejamos capazes de medir isso. Nós só podemos conjecturar sobre a sua grandeza e seu enorme coração com base nas explicações que ele deu em relação aos nossos estados e sobre necessidade de união.

Nós ainda não percebemos o quão profundo são seus artigos e quão vitais são seus conselhos práticos. É por isso que nós devemos estudá-los o tempo todo.

Ao trabalharmos com os artigos, as coisas mais importantes são: 1) fazer um breve resumo de cada artigo, e 2) tirar conclusões do resumo. Sem este trabalho, nós não estamos realmente estudando os artigos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 12/09/10, Baal HaSulam, Carta 38