Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Sobre o Amor e o Ódio

Pergunta: O que significa “ama o teu próximo como a ti mesmo”? O que eu realmente tenho que fazer?

Resposta: Amar o próximo como a ti mesmo significa que o nosso mundo inteiro (do nível inanimado, vegetal e animal, os níveis da natureza, assim como a humanidade) e o nosso universo inteiro tornam-se parte integrante de voc,ê “como um homem com um coração”. Você conecta tudo consigo mesmo e percebe como o seu “eu”. Caso contrário, você não existe!

Nosso egoísmo nos separa, mas acima dele, devemos receber uma força do Alto, o desejo e a capacidade de sentir todas as pessoas como eu e até mesmo mais que isso. Eu tenho que sentir que tudo isso é eu. No entanto, esse “eu” não é um sentimento egoísta, porque o ódio entre nós ainda continua crescendo. Uno-me a outros, precisamente acima desse ódio, e nesse caso eles são chamados de meus “próximos”, ou as pessoas próximas a mim.

O “próximo” é uma pessoa que eu odeio, mas, ao mesmo tempo eu tenho que “amá-lo como a mim mesmo”. “O amor vai abranger todos os pecados” significa que o ódio anterior permanece, mas o amor é adicionado acima dele.

No nosso mundo tudo é impulsionado por um desejo egoísta, quer na recepção ou doação. No mundo espiritual, porém, encontramo-nos entre duas forças opostas: doação e recepção. O egoísmo cresce, mas a qualidade de doação surge em paralelo a ele.Essas duas qualidades permitem-me chegar a sensação de que estou diante de uma montanha de ódio (Monte Sinai, que vem da palavra Sinah – ódio). No entanto, antes eu tenho que passar pelo “Egito” – da escravidão do egoísmo, do Faraó. Eu tenho que vir a odiá-lo e, em seguida, fugir dele, buscando a força para corrigir isso.

Quando eu fico no pé da montanha do ódio oposto  ao meu próximo, eu tenho que dizer se eu realmente estou pronto para me unir com outros, para amá-los acima do meu ódio, e tornar-me como um homem com um coração. Se eu tiver passado por todos os golpes e pragas do egoísmo (o Faraó) e eu sentir que eu tenho sofrido bastante, então eu concordo com ele! Isso é porque eu odeio o meu egoísmo ainda mais do que eu odeio meu próximo.

Eu concordo, pensando que isto irá permitir-me revelar o Criador. Eventualmente, porém, entendo que o amor e doação ao próximo é o que me satisfaz. Eu não tenho nada mais a pedir, mas isso. Essa ação em si me satisfaz, e é assim que eu me torno igual ao Criador.

Da  parte 4 da Lição Diária da Cabala de 3/10/10,  “O amor Pelo Criador e o Amor Pelos Seres Criados”

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Correção Começa Com “Babilônia”

A criação é geralmente referida como “Babilônia”. Foi criada a partir do desejo que se desenvolveu através das quatro fases da Luz, a descida através dos mundos, do nascimento e da quebra da estrutura de Adão no decurso do qual os desejos de receber e doar se misturaram de modo que cada desejo contenha peças de todos os outros.

Depois, a Luz brilha sobre esse estado quebrado, e os desejos imperfeitos começam a despertar a partir do nível inanimado para o vegetativo, e níveis animado e humano da natureza. Mas junto com o subsequente desenvolvimento do egoísmo nas pessoas, há 5.770 anos atrás, o desejo de doar aparece em uma pessoa, do Adão. Isto inicia o processo de correção e, por essa razão, o tempo é contado a partir de Adão. [Leia mais →]

Nosso Estado Hoje e Amanhã

Pergunta: Como você descreveria o nosso estado atual antes do congresso de novembro?

Resposta: Eu acho que estamos em um estado de preparação para um salto, precisamos unir forças, a procura de nós mesmos, e preparar e manter contato sob pressão. Se nos prepararmos bem, vamos experimentar uma revelação interior no congresso.
Mesmo que os novos alunos não sintam uma revelação real, pelo menos, eles vão experimentar a sensação. Eles vão entender a essência da Cabala , a necessidade de se unir; ilusões vão desaparecer, as confusões desaparecem, e tudo vai se tornar um todo, uma imagem comum, a força operante será manifestada, e todos os “enfeites” só permanecerão como conexões entre nós.
Isso ocorre porque o mundo é uma ilusão , ocultação e vejo imagens diferentes no lugar onde eu não estou conectado com o Criador .

A partir da conversa sobre unidade do Grupo 24/9/10.

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O Desenvolvimento Ocorre em Surtos

Pergunta: Você acha que o nosso desenvolvimento está acontecendo com velocidade variável, em surtos?

Resposta: É verdade que o desenvolvimento não flui uniformemente e de forma linear, sempre há trancos. Esta é a maneira como ele se manifesta em nossas sensações devido à falhas no nosso trabalho, e vai continuar assim até a correção final . Bons e maus períodos de guerra, paz e suplentes substituem uns aos outros, e continuamos a experimentar as mudanças repentinas. A periodicidade é um aspecto inerente ao desenvolvimento.

O mesmo se aplica à estrutura do Partzuf que se divide em cinco níveis de Aviut (a vontade do desejo). Há uma tela e uma Luz em todos os graus, que são organizados de forma discreta, consecutivamente, e não linearmente. Tudo vem em porções e cai, ela não flui de forma uniforme. É por isso que os períodos às vezes podem ser positivos e, às vezes negativos, e eles precisam ser utilizados de forma diferente. Aprendemos isso com a nossa própria experiência.

A partir da conversa sobre unidade no Grupo 9/24/10

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O Desenvolvimento do Grupo Cabalístico

Pergunta: Há leis comuns do desenvolvimento na natureza: o nascimento, a maturação, a máxima eficiência, e morte. O grupo desenvolverá de acordo com as mesmas leis?

Resposta: Sem dúvida, nós passamos por esses estados no nosso grupo e desenvolvimento pessoal. Mas o grupo ainda se desenvolve de uma maneira um pouco diferente. Por um lado, ele se expande constantemente, mas, por outro lado, ele começa a se unir com o Criador, uma vez que a transição ocorre para a fase espiritual. Uma vez que sua parte corporal, o desejo de receber, se extingue, entra o Criador com a intenção de doar e existe infinitamente lá na sua raiz.

Certamente, a noção de “grupo” finalmente desaparece, pois fica substituída pela noção de “Adão”, uma única alma. O grupo (Kvutza) ainda é algo limitado, representa uma união (Kibutz), uma aliança de almas unidas sob pressão. Depois que ele se funde com o Criador, a alma começa a existir um no outro sem morrer, a unidade entre eles não desaparecem, e ao mesmo tempo tudo se torna um todo.

Da conversa sobre a unidade no Grupo 24/9/10

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Raio-X Espiritual

A Cabala não aumenta o sofrimento em uma pessoa, mas revela para a pessoa a sua verdadeira condição. É semelhante a alguém que visita um médico e fpassa por um exame de  raio-X, que  detecta um problema que requer cirurgia. Obviamente, o paciente não vai culpar o médico, mas agradece a ele por descobrir a doença.

Ao mesmo tempo, o médico não só dá o diagnóstico da doença da pessoa, mas também informa ao paciente sobre “todos os remédios necessários para curar a doença.” É porque tudo existe na Luz, e tudo que se precisa fazer é esclarecer o que é deficiente ou danificado. Tão rápido uma pessoa descobre, ela recebe imediatamente um remédio e recupera pouco depois.
Com os meios à nossa disposição, devemos descobrir nossos pontos fracos em relação ao Criador (a Luz). É por isso que precisamos da luz para funcionar como um Raio-X, mostrando-nos o que está errado e, em particular, o que não se conforma com isso. É assim que devemos analisar todo o nosso corpo.
Se fizermos isso, por meio da Luz, vamos esclarecer e corrigir-nos simultaneamente através da Luz do AB-SAG (Luz destina-se a encontrar o mal e transformá-los no bem). Assim, avançamos com prazer e alegria. Se não tivermos um raio-X disponível, então cada célula do nosso corpo atingirá uma condição de quase-letal, e passaremos por um sofrimento terrível, até que começamos a perceber o que é necessário corrigir e como fazer isso, somente a partir de dentro de nós mesmos, mudando nossa atitude perante o mundo.

O método da Cabala revela a nossa aflição de forma mais rápida, tornando-se possível corrigi-la de imediato. Nós temos o dispositivo nas nossas mãos que nos ajuda a descobrir os problemas que estavam ali o tempo todo ainda oculto de nós, visto que anteriormente não havia esperança de cura.
Da quarta parte da Lição Diária de Cabala de 1/9/10, “Introdução ao Livro, Panim uMasbirot Meirot”

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A Soma De Todos os Sentimentos

Eu acho que sinto algo, mas na realidade eu não tenho nenhum sentimento individual. Cada sentimento é uma soma de sentimentos de todas as almas, todas do Infinito. Isto é chamado de o receptor espiritual.

O vaso espiritual não pertence a mim pessoalmente, é o que revelamos entre nós. Quanto ao que eu descubro dentro de mim, é considerado como o nível animado e Cabala não fala sobre isso. Cada um de nós é um animal. Mas a maneira como nos relacionamos uns com os outros é exatamente o que é chamado de conexão espiritual. Na espiritualidade, apenas a conexão entre nós é o que conta. Esta ligação é interrompida; no entanto, pertence a espiritualidade. É por isso que somos capazes de arranjar uma vida confortável para animar-nos ainda que não teenha nada a ver com espiritualidade. A espiritualidade começa com o discernimento do nosso respeito mútuo.

Não é apenas uma conexão qualquer, mas aquela que visa a revelação do Criador. Eu desejo conhecer o Criador. Portanto, percebo que precisamos de outras pessoas, já que do amor ao próximo chegamos ao amor do Criador. Esta é a única razão pela qual o Criador quebrou as nossas almas.

A partir da quarta parte da Lição Diária de Cabala de 9/26/10 , “600 mil almas”

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125 passos de mim para o Criador

Pergunta: No nosso mundo, as pessoas se unem para ter sucesso em algum tipo de negócio. Como podemos unir as nossas almas?

Resposta: Para ter sucesso na espiritualidade, eu preciso me conectar com as pessoas que desejam alcançar a mesma condição e objetivo. E juntos, nós temos que perceber que sem uma ligação especial entre nós, não vamos envisionar este objetivo. Na verdade, ele irá simplesmente desaparecer entre nós!

Não está em algum lugar “lá em cima”, como tem que ser entre nós. No entanto, devido ao fato de que nós não nos unimos, mas fugimos, esse objetivo cai em um abismo que nos separa. Na verdade, o ódio que nos separa é infinito e insondável. Acontece que existem você e eu, e estamos separados por um abismo de profundidade infinita, no fundo do qual se encontra a meta espiritual, a unificação. E não há nada que possamos fazer!

Queremos unir com você e não podemos, enquanto nós continuamos descobrindo essa lacuna, por isso trabalhamos para construir uma ponte sobre isso o tempo todo. Assim, vamos construir ponte após ponte até cobrir todo a profundeza sem sem fundo. Desta forma, temos 125 níveis de revelação do ódio no qual se revela, cada vez que descobrimos o amor sobre o ódio.

O ódio é determinado pela profundidade de ambos os nossos desejos, e acima dele, nós conectamos através da tela, a Luz que Retorna, enquanto estamos construindo o receptor (Kli) que pertence a nós dois agora. A tela é a conexão entre nós, e o ódio é o seu desejo interno.

Assim, quanto maior a quantidade de Luz que Retorma que ascende graças a nossa conexão, mais Luz do Alto recebemos e experimentamos prazer. E por este sentimento de prazer, que satisfazemos uns aos outros! Todo mundo está encantado pelo fato de que o outro está sentindo prazer. Caso contrário, não há nada que podemos dar porque nos doamos uns aos outros o nosso próprio prazer individual.

Na verdade, todos nós somos criados como receptores, por isso só podemos receber. Podemos conceder apenas na intenção. E o que mais posso dar para alguém além da minha intenção?

A partir da quarta parte da Liição Diária de Cabala de  9/26/10 , “600 mil almas”

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A Essência da Correção

Pergunta: Se toda a Torá (Cabala) só fala sobre o amor pelos outros, então por que devemos nos corrigir? Não é suficiente simplesmente ter uma boa atitude com o outro? Por que temos que nos preocupar com alguma coisa?

Resposta: Nós existimos no nível mais baixo animado; nós simplesmente vivemos e morremos (“animal”, significa criatura “viva, animada”). A nossa tarefa, no entanto, é ascender ao nível do homem, para se tornar “semelhante” ao Criador.

Mas como faço para ascender os 125 níveis espirituais para chegar a este estado? Para este fim, há uma força especial escondida: a Torá, a Luz. Se ela nos afeta, nós evoluímos e subimos a partir do nível animado que nos percebemos como o ódio para com os outros o grau humano de amor pelos outros, o que equivale ao amor do Criador.

O início (1) e o estado final (125) espiritual já foram estabelecidos, eu estou certo sobre onde estou neste momento e onde estarei. Assim, não há nenhum porque em pensar sobre as condições que são dadas a mim, neste momento, ou sobre a minha natureza. Nada é para mim, e tudo isso já foi gravado dentro da raiz da minha alma.Devo simplesmente me concentrar em como avançar e corrigir-me.

Preciso focar menos nos próprios estados, quer eles me maltratem ou sejam bons, já que um instante é mais do que suficiente para isso depois eu tenho que aspirar imediatamente para cima. Não podemos nos corrigir com “um comportamento educado” ou “boas maneiras”. Mesmo no menor grau, nós nos corrigiremos apenas com o “amor” pois, caso contrário, não é uma correção considerada como “mandamento”.

Assim, diz-se que a regra principal da Torá e todos os seus mandamentos é amar, e cada correção em qualquer parte do desejo de receber é uma pequena realização desse amor. Não há nada além de amor e ódio: o desejo quebrado para receber egoísticamente e corrigido para doar.

A partir da quarta parte da Lição Diária de Cabala de 9/27/10 , “O amor Pelo Criador e o Amor Pelos Seres Criados”

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A União É A Ponte Para O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que eu deveria apoiar um amigo? Por que nós não podemos simplesmente nos dirigir ao Criador e ascender com a ajuda da Luz Circundante?

Resposta: Nenhum de nós pode se dirigir à Luz Circundante, à Força Superior, ao Criador, a menos que isso seja feito a partir do local da quebra: o discernimento da conexão com o grupo. A pessoa não pode contatar a Luz diretamente, devido à falta de qualidades semelhantes, e até mesmo opostas. Portanto, é necessário realizar um pedido junto com os outros, seja na união ou na falta dela.

O Criador criou um desejo de receber e este não mudou. É o que chamamos de Mundo do Infinito, onde todos coexistem. Abaixo do Mundo do Infinito nós existimos em um estado de separação; nós estamos inconscientes, totalmente desconectados da espiritualidade. Esses estados estão incluídos uns nos outros e manifestam-se exclusivamente dentro das nossas sensações. Para atingir o Infinito, eu tenho que fazer o seguinte: 1) chegar ao estado de separação, 2) descobrir que estamos quebrados, e 3) finalmente, ascender ao lugar onde nós estamos todos juntos.

Eu não consigo me dirigir ao Criador de forma direta, pois Ele é a força que existe no Kli corrigido. Ou eu peço pela força, para ser corrigido juntamente com todos os outros, ou se eu já ganhei a conexão com os outros, eu me dirijo ao Criador. Não existe Criador sem criatura, e não existe Força Superior que eu possa encontrar sem o Kli.