Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

De Onde Vem A Luz Que Reforma?

Pergunta: Quais ações de doação estamos realizando agora, antes de entrar no mundo espiritual?

Resposta: No momento nossas ações estão em nos preocuparmos que os amigos devem vir para a aula, e, em apoiar um ao outro, manter alto o espírito do grupo, e dar um exemplo para os outros a respeito de quanto nós ansiamos pela meta e quanto nos preocupamos com a organização de nosso centro, de modo que vamos ser capazes de estudar e manter diferentes atividades e eventos lá, a fim de alcançar a adesão com o Criador.

Disseminação e estudo no campus, etc., são todas ações de doação. Nós realizamos muitas ações de doação, mas faltam-lhes as intenções certas. Este é o nosso principal problema. As pessoas constantemente me perguntam: “O que mais deveríamos fazer a fim de doar mais, a fim de fazer mais?” [Leia mais →]

Exílio Espiritual E Físico

Da antiga Babilônia até a destruição do Templo, o grupo de Abraham passou por muitos vários estados, subidas e descidas. É devido ao egoísmo a que eles foram forçados a unir-se uns com os outros na medida em que eles revelaram as leis anti-egoístas internas da natureza que eles escreveram no livro chamado a Torá. A Torá é o guia pelo qual devemos viver hoje.

Através do cultivo de boas relações uns com os outros, consideração, confiança mútua, e apoio, eles revelaram uma força especial de conexão dentro desta unidade, que é a força da natureza. Esta força mantém dentro de si todo o universo e causa seu movimento em direção à harmonia.

Esta foi a maior descoberta dos descendentes do grupo de Abraão. Tendo compreendido a força fundamental da natureza que causa o desenvolvimento da humanidade, eles viram o processo pelo qual ela se desenvolve. [Leia mais →]

A Falta De Consenso

Pergunta: Você poderia nos dizer como decidiu assumir a missão de disseminar a Cabalá amplamente no mundo, para que possamos seguir o seu exemplo?

Resposta: Hoje, você não tem outra escolha, uma vez que você vive em outra geração. Eu ainda estava em um momento de transição, com um pé no tempo em que os cabalistas, de todas as gerações, viviam preparando seus alunos em pequenos grupos, escondidos de todos os outros.

Assim aconteceu com o meu professor Rabash, antes da minha chegada. Então eu cheguei e mudei aquele lugar. No início, toda a sua família me cumprimentava calorosamente porque eu cuidava dele.

Mas eles rapidamente se distanciaram de mim, porque através de mim, quarenta pessoas absolutamente seculares de Tel Aviv vieram estudar. Na área religiosa de Bnei Brak, não era costume ter este tipo de estudantes e isto lançava uma sombra sobre a casa deles. Rabash era o único que estava feliz com os novos alunos, mas todos os membros de sua família ficaram chateados. [Leia mais →]

Pedir Forças Para O Bem Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanA principal coisa é sentir que você está no AHP do superior. Nós devemos tentar sentir isso com toda a nossa força, e o grupo nos ajuda a fazê-lo. Se eu quiser entrar no grupo e sentir o seu espírito, ele me impressiona e me deixa sentir os desejos dos amigos.

Se eu executo diferentes ações e foco no grupo, eu aumento meu desejo, conecto-o com os desejos dos amigos e recebo a Luz que Reforma que é comum a todos. Nós queremos conexão e desejamos nos conectar, já que a oração individual não funciona. O desejo de doar não pode existir numa pessoa, e tem que se acomodar na matéria chamada desejo de doar, o que significa que é externo a mim.

Se eu quiser doar a você, meu desejo de doar tem que se acomodar e viver dentro de você e não em mim. O desejo de receber é o sentimento de deficiência dentro de mim que requer uma satisfação. O desejo de doar é quando eu sinto o seu desejo e quero que ele seja preenchido.

Acontece que a doação não pertence a mim, mas sim me obriga a atuar em seus desejos. Assim nós alcançarmos a conexão. Todas as forças que eu peço de Cima não são para mim, mas se destinam a estar dentro do amigo, nos outros.

Eu não preciso de nada; eu continuo com apenas um ponto quando peço algo. Na verdade, é assim que eu cresço. É porque o meu tamanho depende e é medido pelo grau em que eu satisfaço o desejo dos outros. Tudo pertence a mim, torna-se minha alma, e é o resultado da minha ação espiritual. No final, eu preencho todos os desejos que são externos ao meu ponto.

A Torá fala sobre tais ações espirituais e as pessoas realmente não entendem a que a Torá se refere com conceitos como Israel, nações do mundo, e todos os eventos que ali acontecem envolvendo a nação de Israel. É muito difícil para uma pessoa se identificar com isso e atribuir o que está descrito lá a si mesma, uma vez que isso é usado para perceber tudo no sentido corpóreo, como num conto histórico popular.

Mas a sabedoria da Cabalá explica que a Torá fala sobre os estados espirituais que a pessoa passa. Portanto, nós temos que nos dirigir a todas as nações, assim como Abraão fez em seu tempo. Nós estamos na mesmo Babilônia e no mesmo estado hoje e devemos nos dirigir ao mundo inteiro com o nosso clamor comum: “Vamos conectar!” Não há nenhuma outra correção, exceto a Luz de Retorno (Ohr Makif), que é o que todos precisam.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/11/14, Escritos do Rabash

Movimento Lateral

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos determinar que podemos passar para o próximo nível espiritual?

Resposta: Quando você sente que não tem mais forças para se desenvolver e esgotou-as no nível atual, mas ainda não atingiu a meta, é um sinal de que lhe falta o nível seguinte.

Em outras palavras, nós chegamos a certo estado em nosso desenvolvimento espiritual que ficamos sem força para atingir um nível interno ou apenas para permanecer no mesmo nível hoje que estávamos ontem e permanecer amanhã no nível em que estamos hoje. Nós ficamos sem combustível! Então nós começamos a avançar lateralmente. Isso é chamado de movimento próprio, usar o seu livre arbítrio.

O objetivo do movimento lateral é conectar todas as pessoas no mundo num todo, um desejo, e uma rede que será totalmente baseada na boa conexão mútua entre as pessoas. Então, o Criador, o atributo de amor e doação, será revelado nessa rede.

Por esta rede nós vamos transcender para um novo nível de existência e mudar o nosso sentimento do mundo e nossa perspectiva.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/03/14

Alcançar O Céu

Dr. Michael LaitmanNa época que o povo de Israel deixou a Babilônia, havia duas tendências. Desde então, essas duas tendências, esses dois mundos, têm existido um dentro do outro. Os judeus foram misturados com humanidade, e ao mesmo tempo, não se dissolveram nela. Eles se espalharam, mas não conseguiram desaparecer; pois em sua fonte, eles são uma sociedade completamente diferente, que está conectada e ligada entre si de outra forma.

Essas duas tendências não podem se misturar. O povo judeu e os outros povos têm tais fontes naturais e espirituais diferentes que uma separação muito clara e tangível existiu e ainda existe entre eles. Isso é impossível de descrever e compreender.

Houve um tempo em que a Babilônia, o berço da humanidade, era como uma família. Depois, ocorreu uma grande erupção do ego e o Rei Nimrod chegou ao poder. A Babilônia, de maneira fundamental, se tornou a capital de todo o avanço daqueles tempos: do misticismo, do oculto, etc.

A Babilônia estava realmente no centro da humanidade. E neste centro, um pequeno ponto foi criado. Era o sacerdote babilônico chamado Abraão, seu pai Tera e seu avô Naor. Eles eram grandes mestres da sabedoria, homens cultos, astrólogos e cientistas. Eles formavam uma família muito educada para aqueles tempos.

De repente, na Babilônia, problemas e diferenças de opinião emergiram. A erupção do ego separou as pessoas e causou brigas, conflitos, lutas entre irmãos, e outros problemas que não existiam no passado. Uma necessidade foi descoberta por tribunais, advogados, guardas, policiais, etc. De fato, os princípios capitalistas de repente começaram a se materializar.

A família de Abraão participou ativamente disso, porque estava essencialmente envolvida no trabalho ideológico com a população.

Assim, os babilônios atingiram uma situação em que decidiram construir a Torre de Babel, o que significa que alegoricamente ela chegou aos céus. Sua arrogância cresceu em dimensões tais que o seu poder, eu diria, a sua audácia e ousadia, explodiu tanto que eles queriam alcançar as estrelas.

Abraão começou a investigar o assunto, porque este assunto tocou-lhe diretamente. Eu acho que ele começou sua investigação por razões totalmente egoístas. Afinal, se as pessoas queriam alcançar as estrelas, isso ameaçava sua profissão, riqueza, poder e autoridade.

Pergunta: Então, no início Abraão decidiu ir num caminho científico simples?

Resposta: Ele tinha que resolver este problema. As pessoas primeiro se voltavam a ele para aconselhamento sobre problemas simples diários: será que elas deveriam irrigar os campos ou não, deveriam ir à pesca ou esperar, quem deveria se casar? Elas perguntavam coisas assim. Mas as pessoas se tornaram tão egoístas, tão imersas no narcisismo, e tão seguras de si, que era como se parassem de sentir uma necessidade por ele.

Abraão sentiu que elas o evitavam, e esta situação ameaçava seu futuro.

Compreensivelmente, eu estou exagerando um pouco, mas, em princípio, deve-se notar que no início ele era um egoísta comum. Ele fazia estátuas de ídolos e as vendia lucrativamente para a comunidade, que as adoravam. No final, todos lucravam com isso, já que a comunidade recebia um sentimento de segurança e Abraão recebia seu lucro.

De repente, as pessoas deixaram de estar satisfeitas com estátuas. Elas sentiram que estavam acima delas. Isso estava ameaçando o próprio Abraão, o seu futuro, a sua profissão e seu status. Então ele começou a investigar o que aconteceu.

É necessário dizer que, em seu coração, ele era um verdadeiro investigador. Em outras palavras, a verdade era mais importante para ele do que seu ganho pessoal.

Quando ele explorou a natureza do fenômeno que havia encontrado no ambiente da Babilônia, Abraão viu uma tendência muito interessante no desenvolvimento do ego. Durante este processo, as pessoas começaram a negligenciar seus ídolos, pois seu ego se tornou como um deus para elas. E nesse sentido, a satisfação, o desejo e a glorificação do ego substituiu todos os outros cultos.

Na era moderna, nós vemos os mesmos processos em todo o mundo. Por que as pessoas se afastam da religião? Porque o ego cresceu nelas. “O que eu tenho que ver com a divindade que está sentada quem sabe onde, se tenho a minha própria divindade: meu ego, meu eu, que é mais importante para mim do que qualquer outra coisa?”

Até agora, judeus e cristãos têm se afastado de sua religião em massa, e no mundo muçulmano, a luta contra o fundamentalismo está acontecendo, uma vez que também estão passando por um processo que os afasta da religião. Quanto aos indianos, eles também têm a mesma luta, mas em silêncio e de forma encoberta. Sua forma é um pouco diferente, mas também está levando ao mesmo objetivo.

Não há nada a fazer sobre isso, uma vez que esta é a forma universal de desenvolvimento. No entanto, uma vez que cada nação tem uma finalidade diferente, isso se expressa de diferentes maneiras.

De qualquer forma, o ego se tornou uma nova religião. Isso é apenas como era no antigo Egito, quando o Faraó disse: “Quem é o Criador para que eu ouça a sua voz? Eu mesmo sou supremo”.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia. Quando Abraão investigou este fenômeno, ele descobriu sua essência: o ego cresceu para tais dimensões que se tornou a imagem ativa central, o poder supremo. Mais elevado na hierarquia da adoração pessoal: para mim não há nada maior do que o meu ego.

E assim Abraão pensou: Como, em geral, é possível enfrentar esse ego?” Suponha que ele realmente é a coroa da criação, o poder supremo da natureza. Na verdade, pelo que eu vejo, a impressão é criada de que o ego humano domina tudo. Ele destrói e constrói; tudo de bom e tudo de ruim é feito apenas por ele, com a sua ajuda, e por sua causa. Mas se o seguirmos cegamente, vamos destruir tudo e aniquilar uns aos outros e toda a civilização”.

Isto é o que Abraão viu. E ele foi ajudado pelo rei Nimrod que ofereceu a sua própria solução: separar-se e distanciar-se um do outro, para acalmar as coisas, e espalhar-se por todo o espaço compartilhado.

Nimrod foi muito inteligente. Ele entendeu que não podia fazer nada contra o que estava acontecendo por si mesmo. Assim, ele trabalhou em prol do processo de separação.

Mas Abraão olhou para a frente: “Ok, vamos nos dispersar. E o que vai acontecer em seguida? Afinal de contas, esta é apenas metade do trabalho. Nós realmente devemos acalmar os babilônios que anteriormente viviam como uma família e se tornaram odiosos entre si. Mas isso só atrasa a descoberta da solução e, a partir deste aspecto não nos aproxima.

“A verdadeira direção egoísta exige que, pelo contrário, nós cooperemos e nos consolidemos. É verdade que o ego separa e nos incita um contra o outro, onde há um conflito de interesses. Mas, por outro lado, nos conecta para que possamos desfrutar um ao outro”.

Portanto, o desenvolvimento egoísta é ambos, e dentro dele existem aspectos opostos. Então, todo mundo sentia isso, mas não sabia como usá-lo.

“Eu sei que eu não posso viver sem o meu vizinho. Sim, eu preciso ficar longe um pouco, estar distante dele onde nós perturbamos um ao outro. Eu suponho que há um rio que corre entre nós agora, ou uma escada se encontra entre nós. Mas, por outro lado, o vizinho produz alguma coisa e eu produzo algo, para que possamos ajudar uns aos outros e, apesar de tudo isso, nós precisamos estar conectados para o bem da nossa satisfação egoísta”.

Aqui o problema de como podemos cooperar corretamente uns com os outros é imediatamente revelado. O exemplo mais claro é os europeus com o seu mercado comum. Quando eles estavam separados, existiam de forma razoável. Certamente, eles estavam lutando o tempo todo, mas existiam. Eles queriam se conectar e não sabiam como fazer isso. Em outras palavras, era ruim de um lado e ruim por outro, e eles não sabiam como trabalhar com o ego.

Mas, na realidade, é impossível trabalhar com ele. Esse problema ficou claro desde o início. Tanto Abraão como Nimrod estavam diante do problema de como transformar o ego numa força vital. Como eu uso o meu ódio para com os outros, a minha dependência dos outros, o meu desejo de dominar os outros numa forma positiva? Nesse sentido, a mesma atitude existe dos outros em relação a mim, que é o desejo de dominar, odiar, conquistar, e assim por diante. Como alguém traz tudo isso para um denominador comum?

Afinal de contas, se não resolvermos o problema, estaremos constantemente imersos em disputas, aniquilação, guerras, etc. Isto é o que temos visto até hoje. As pessoas já estão cansadas ​​de tudo isso.

Olhe para o mundo moderno. Desde o início, sempre houve tumultos em todos os lugares. Logo não haverá qualquer lugar que seja calmo. América Latina, China e Japão se levantarão de novo; em todos os lugares há os primeiros sinais de guerras futuras.

Como podemos embalar nosso ego corretamente? Se esta é uma força natural, como podemos usá-la corretamente?

O uso correto do ego foi uma descoberta de Abraão. Não unilateral, de acordo com o princípio da separação, nem de acordo com o princípio militar de que vai derrotar quem, o que leva à autodestruição, mas um cálculo claro: nós precisamos do ego de modo que do ódio que o tipifica, nós iremos criar as características de amor e conexão mútua.

Em conclusão, Abraão resolveu o problema de como transformar o ego. Sem entrar em detalhes filosóficos, históricos, técnicos e psicológicos, que são inerentes às características da natureza e suas leis, em geral, este é o legado de Abraão.

Como resultado de muitos anos de investigação, Abraão conseguiu entender esse fenômeno natural, e depois de penetrar cada vez mais profundamente no ego, lá ele encontrou o poder superior da natureza.

Ele entendeu por que era necessário que a humanidade passasse especificamente por esse desenvolvimento, de modo que a pessoa vai realmente subir para o nível do Criador. Depois, segue-se que a aspiração da civilização para construir a Torre de Babel até o céu estava certa, mas é necessário construí-la especificamente de acordo com uma tecnologia supraegoísta. O ego humano, o material de construção da Torre de Babel, crescerá continuamente, mas cada um deve estar acima dele. O pequeno homem está acima da pilha, acima da montanha que está em constante crescimento.

Abraão pesquisou todos os componentes que apareceram, contra a sua vontade, naquela pequena humanidade de Babilônia. Ele os utilizou de acordo com a sua designação, e descobriu que na verdade existe apenas uma solução. E ele percebeu esta solução.

Ele percebeu-a reunindo um grupo de seus partidários, seus alunos, que realmente se levantaram aos céus, o que significa que construíram uma torre de Babel espiritual acima do seu ego. Como resultado, eles chegaram ao ponto mais alto da natureza, a característica de doação e amor. Eles cresceram a este nível.

Em outras palavras, Malchut, a base egoísta da humanidade, atingiu o nível de total doação e amor, o nível de Bina.

Para chegar a isso, o grupo de Abraão teve que deixar a Babilônia e trabalhar por muitos anos. Abraão viveu por volta do ano 1700 a.C., e construiu a Torre de Babel correta, ou seja, o Primeiro Templo atribuído ao ano 900 a.C.

Em geral, o conceito da Torre de Babel passou por toda a história humana e a humanidade aspira a isso inconscientemente. Abraão, no final, a construiu, e claramente numa forma totalmente diferente do que os próprios babilônios imaginavam.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

O Rápido Crescimento Do Ego Na Sociedade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os psicólogos afirmam que 20 a 30 por cento das pessoas que vivem em nossa sociedade são classificadas como doentes mentais. Elas não são uma ameaça especial para a sociedade e não são prejudiciais, e, portanto, podem viver entre nós. O que significa este fenômeno?

Resposta: Todos nós sabemos que as pessoas que precisam se concentrar para resolver problemas difíceis ou realizar missões perigosas passam por um treinamento especial. Elas praticam em condições especiais e de acordo com um programa especial. Quando já realizaram a sua missão, elas são autorizadas a descansar para que possam restaurar suas forças e voltar à vida normal.

Nós, por outro lado, estamos numa corrida constante pela sobrevivência, por toda a vida. Uma reação incômoda que se afunda em nosso inconsciente e penetra diferentes sistemas é processada e mantida em nossa memória. Isso se relaciona com tudo o que vem do ambiente e, assim, os nossos sistemas naturais não podem lidar com tantos problemas que continuam a se aprofundar e ampliar.

Comentário: Ao mesmo tempo, nós afirmamos que a sociedade está mais desenvolvida e culta.

Resposta: A nossa sociedade se tornou pior e mais egoísta. Isso é especialmente evidente entre as crianças. No jardim de infância, as crianças já são competitivas. Com a idade de três ou quatro elas são tão mentalmente desenvolvidas como eram as crianças de oito ou nove anos de idade no passado. Se no passado uma criança precisava da companhia de seus pares na idade de seis ou sete anos, hoje as crianças brincam entre si com a idade de dois ou três.

Elas já têm habilidades e hábitos sociais, e começam a competir e a adotar os desejos umas das outras, sem mencionar o que se passa na escola. Nas salas de aula, há a rainha da classe e o herói da classe e aqueles que são mais populares e os que são rejeitados. Isso não existia 40 ou 50 anos atrás, quando as crianças eram muito mais ingênuas.

Tais fenômenos são resultado da influência da televisão e da indústria do cinema. Parece que as crianças de hoje são usadas ​​para isso, mas, na verdade, elas estão sob grande pressão emocional interna e monstruosas sensações desde o jardim de infância.

Pergunta: O que nós podemos fazer sobre isso?

Resposta: Olhem para o que os psicólogos fazem. Eles reúnem as pessoas em pequenos grupos, de modo que os participantes se apoiem mutuamente. Por este efeito mútuo, eles estabelecem um muro de proteção atrás do qual eles existem. As pessoas vêm como animais assustados e se unem num grupo, agarrando-se uma a outra. Em seguida, elas se sentem mais seguras

Nós estabelecemos uma sociedade que serve como uma parede para quem está nela incorporado ao realizar palestras, workshops e discussões em mesas redondas. Nesta sociedade, não só encontramos proteção, mas também uma influência positiva.

Pergunta: Toda a nossa vida parece ser uma competição sem fim, uma perseguição contínua, da qual não podemos escapar. Pode haver competições positivas e como podemos realizar isso?

Resposta: O ego nos empurra a competir, mas a sociedade é dependente da forma como nós cumprimos essas competições. Nós não precisamos destruir nenhuma inclinação natural que temos. Competir uns com os outros como quem ajuda mais os outros, quem ama, sorri, e faz com que os outros se sintam bem. Tudo depende da capacidade da sociedade de ver certos valores como maiores do que os outros. Esportes competitivos também é uma boa ideia.

Nós temos que pensar em como satisfazer essas inclinações e não apenas deixar a pessoa gerenciá-las por si mesma. Toda a indústria do jogo ainda pode ser relevante, mas de uma forma saudável. A inclinação a jogar e procurar aventuras é natural e decorre do nosso nível animal para caçar e trazer a presa para casa.

Portanto, nós devemos permitir que as pessoas possam competir entre si e participar de jogos, mas estes devem ser jogos benéficos. Esta é a essência.

De KabTV “Uma Nova Vida” 21/10/14

O Princípio Da Disseminação

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Midrash Gadol nos diz que Moisés passou a repreensão divina e instruções às pessoas. Primeiro ele ensinou seu irmão Aarão de forma privada, levando em conta o seu elevado nível de compreensão.

Depois ele convidou os filhos de Aarão, e na presença de seu pai, começou a explicar a Torá a eles num nível que eles pudessem entender. Os mais velhos se juntaram a eles, seguido pelos homens, e, finalmente, toda a nação de Israel, incluindo as mulheres e crianças.

Como ocorre a descida ao povo, quando já é possível dizer a todos eles sobre o método Cabalístico?

Resposta: Considerando-se a organização do nosso grupo e nosso ritmo de avanço, nós vemos que se passaram muitos anos antes de começarmos a realmente entender e sentir o material interno, falar sobre o sentido de unidade e conexão, e como isso deve ser realizado entre nós e como deve ser realizado entre as massas.

Agora nós vamos começar a organizar gradualmente círculos de discussão entre as pessoas e explicar porque a conexão e a unidade são as respostas para todos os nossos problemas. Essa é a ideia da nossa disseminação.

As pessoas que têm um ponto no coração, como Aarão, seus filhos e os anciãos podem revelar um significado relativamente profundo do método espiritual.

Homens (Gever – da palavra hebraica “superar”) significam aqueles que podem superar seu ego, podem ser ensinados um pouco menos.

Só depois o povo pode ser abordado: as mulheres, os idosos e as crianças (que são todas as categorias espirituais do povo em diferentes níveis de desenvolvimento), aqueles que não podem trabalhar em si mesmos com seriedade. Mas, graças a sua massa e juntando todos os outros níveis da sociedade que já estão corrigidos, pode ser explicado de forma que eles também vão receber a Luz da correção e se tornar santos.

Isto significa que o avanço espiritual é de cima para baixo de acordo com uma pirâmide hierárquica. Primeiro Aarão é ensinado, depois seus filhos, os anciãos, os homens e o resto do povo. Em seguida, todas as camadas da sociedade trabalham junto.

É impossível desenvolver uma ampla gama de treinamento sem uma conexão cada vez mais profunda e estreita com os círculos internos anteriores. Portanto, Moisés e Aarão precisam aumentar e intensificar constantemente a conexão, não só entre si, mas também com os anciãos e os homens, para que eles tenham o poder de trabalhar com o povo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/03/14

Existe Amor Em Nosso Mundo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a sabedoria da Cabalá se relaciona com o conceito de amor?

Resposta: De acordo com a sabedoria da Cabalá, existem dois tipos de amor: o amor dos amigos e o amor do Criador. Todos os outros tipos de amor pertencem ao nível fisiológico e por isso, de uma perspectiva Cabalística, são considerados afeto, satisfação mútua, e obrigação de uma pessoa a sua família e filhos, mas não amor.

Amor se refere ao que está acima do nosso nível egoísta e é revelado a uma pessoa quando ela atinge a espiritualidade. Ao restringir o uso de seu ego e subindo acima dele, a pessoa sai de si mesma, entra no grupo e naqueles em torno dela, onde descobre o amor.

A realização do amor é expressa ao se preocupar com aqueles ao seu redor. Além disso, estas são pessoas estranhas para mim, não partes da minha família, não meus parentes, e eu não estou interessado nelas.

Mas, no momento em que eu começo a descobri-las como um componente essencial necessário para minha ascensão espiritual, eu percebo que tenho que cuidar delas e amá-las, uma vez que pela correta conexão com elas, eu alcanço o Criador. Então, do amor daqueles a minha volta, eu alcanço o amor do Criador.

Hoje o amor não é nada mais do que ações fisiológicas naturais que também são instintivamente encontradas nos animais. Nos seres humanos, no entanto, o amor não é um instinto e se transformou em quase tudo que você pode imaginar.

Em outras palavras, nós podemos considerá-lo como um esporte, exercício ou lazer, mas não é o amor que a sabedoria da Cabalá se refere. Não tem nada a ver com o sacrifício pessoal por uma ideia sublime, como no sentimento espiritual chamado amor.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, o amor é incorporar os desejos daqueles que são estranhos a mim dentro de mim e se preocupar com o preenchimento desses desejos mais do que meus próprios desejos. Isto se torna o objetivo da minha vida. Eu estou pronto para dedicar toda a minha vida a fim de preencher os desejos dos outros, pois é isso que o Criador espera de mim.

Pergunta: Podem tais relações numa família também ser chamado de amor?

Resposta: Só se eu transcendo a unidade corpórea com a minha família e os considero como estranhos. Se não, a minha relação com eles é em um nível fisiológico normal.

Assim, deve haver uma compreensão rigorosa e divisão entre o conceito espiritual de amor e aquele corpóreo. No nível corpóreo a pergunta: “Você me ama?” significa “Você está pronto para satisfazer meus desejos pessoais”. É a exibição normal do ego. Portanto, hoje nós estamos testemunhando um aumento na incidência de divórcios e separações da família. Mas esta tendência é um sinal da reavaliação dos valores desta geração.

De KabTV “Contos” 23/10/14

Internalidade Ou Externalidade?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar” seção 71: A razão para as suas palavras é, como já explicamos, que quando todos os que se empenham na Torá degradam sua própria internalidade e a internalidade da Torá, deixando-a como se fosse redundante no mundo …com isso, eles intensificam a sua própria externalidade.

Além disso, a externalidade nas nações do mundo – os destruidores entre eles -intensifica e revoga a internalidade entre eles, que são os justos das nações do mundo.

Além disso, a externalidade de todo o mundo, sendo as nações do mundo, intensifica e revoga os filhos de Israel, a internalidade do mundo.

Em tal geração, todos os destruidores entre as nações do mundo levantam a cabeça e desejam principalmente destruir e matar os filhos de Israel.

Cada um de nós, remanescentes, deve tomar para si, de coração e alma, a fim de intensificar a partir de agora a internalidade da Torá, e dar-lhe o seu devido lugar, de acordo com o seu mérito sobre a externalidade da Torá. Então, todos serão recompensados com a intensificação de sua própria internalidade, ou seja, Israel dentro de nós, que são as necessidades da alma sobre a nossa própria externalidade, que são as nações do mundo dentro de nós, ou seja, as necessidades do corpo.

Além disso, a internalidade das nações do mundo, os justos das nações do mundo, vai dominar e submeter a sua externalidade, que são os destruidores. E a internalidade do mundo, também, que é Israel, deve subir em todos os seus méritos e virtudes sobre a externalidade do mundo, que são as nações.

No final da “Introdução ao Livro do Zohar“, Baal HaSulam enfatiza apenas uma coisa: o que aprendemos, internalidade ou externalidade?

Junto com isso, nosso estudo está conectado diretamente à realização. Se nós aprendermos a externalidade, então percebemos a externalidade, e se aprendermos a internalidade, então percebemos a internalidade. Desta forma, nós realmente transformamos o mundo de seus pés à cabeça ou de sua cabeça a seus pés.

Tudo depende apenas disso. Aprender corretamente nos possibilita atrair a Luz que Reforma, e assim nós começamos a entender mais e a organizar a nós mesmos e todo o mundo de acordo com o poder superior.

Aqui as explicações de Baal HaSulam não nos deixam nenhuma possibilidade de fugir da resposta. Ele coloca as coisas de forma muito clara. Portanto, todos, tanto quanto estiverem preparados, devem estar envolvidos com a internalidade da Torá, a sua mensagem interior e realização, utilizando O Livro do Zohar e todos os livros de Cabalá que o Baal HaSulam e o Rabash escreveram, de modo que vamos influenciar a nós mesmos, o mundo inteiro, e todos nós juntos que estamos num único sistema.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/11/14, Escritos do Baal HaSulam