Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

O Início Da Contagem Regressiva

Dr. Michael LaitmanEu sinto imensa alegria no fato de que agora a maioria dos meus alunos no mundo está começando a entender e sentir que o mundo espiritual é descoberto na conexão entre nós.

Apesar de termos estudado o sistema espiritual por muitos anos, o coração não quer ouvir sobre a quebra do Kli da alma coletiva, a sua descida e qudea neste mundo, a divisão em inúmeras pessoas, a expansão do Kli, a igual distância do centro para a periferia por toda a Terra, e o crescimento do ego. Geralmente, isso leva muito tempo e muitos anos se passam antes que o coração entenda e alcance a consciência de que algo não está bem, e responda aos problemas com conexão, com unidade.

A partir do momento que a pessoa começa a ouvir isso, ela entra no caminho em direção ao objetivo da criação e avança numa taxa constantemente crescente, acumulando experiência e reunindo as partes distantes, espalhadas e quebradas de sua alma. Ela já sabe que tudo está concentrado apenas em seu Grupo de Dez, em cem, em mil, e que o mundo superior, o Criador, e a realização e objetivo da criação são encontrados precisamente neste lugar.

Se ela automaticamente se volta ao grupo, não importa o que aconteça, este é um sinal de que ela está firme sobre os seus dois pés e visa corretamente o objetivo. Eu espero que os resultados da nossa Convenção se tornem um sentimento como este para muitos que estão aqui e os que estão junto conosco em todo o mundo.

Este é o ponto de partida mais difícil da contagem regressiva. Ninguém em nenhum lugar foi capaz de alcançar isso. Muitos já tentaram fazer isso através de todos os tipos de condições por milhares de anos, mas apenas indivíduos conseguiram, mesmo que as pessoas estivessem prontas para sacrificar tudo por causa disso. Assim, uma abordagem gradual, o reconhecimento e a descoberta do ponto de partida e o investimento de muito esforço exigiram um trabalho sutil e contínuo.

Parece-me que estamos vendo o seu início. A sensação de que tudo começa e termina com o contato, a conexão dentro do grupo, que tudo é determinado lá, e que além disso não há nada, vai nos mostrar mais tarde como agir no mundo, e como lidar com a natureza através da nossa união. Isto é porque nós estamos elevando MAN, o nosso desejo de conexão, união e correção.

O mundo vai então avançar no sentido da harmonia, unidade, felicidade e cumprimento da lei de equivalência de forma com a mesma velocidade que nós. Nesta transição do “eu”, o anseio pelo Criador que eu imagino, para o “nós”, onde dentro deste “nós” está o todo único dentro do nosso “nós” separado, o poder geral de conexão chamado o Criador é descoberto.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Lição 4

A Sociedade Do Futuro

Dr. MIchael LaitmanO processo revolucionário em que estamos participando começou com o Big Bang e continuou através de uma conexão cada vez mais forte: de partículas fundamentais a átomos, de átomos a moléculas, de moléculas a estruturas cada vez mais complexas, até o surgimento do corpo humano, incluindo o sistema cognitivo, o sistema nervoso, e sistemas adicionais. Alguns deles não são conhecidos e alguns não são entendidos por nós.

Em geral, esse processo evoluiu em duas direções: extensão e conexão.

Tudo aspira à conexão, e somente os seres humanos, suas sociedades e sua natureza, recebem uma forma oposta. Numa sociedade, nós nos tornamos cada vez mais conectados. No entanto, por outro lado, nós nos opomos uns aos outros, porque o ego nos separa. Como resultado disto, não podemos construir uma sociedade coesa baseada na ajuda mútua, de acordo com o princípio de cada organismo vivo, inclusive o nosso. Em vez disso, construímos algo muito estranho, e nossa sociedade torna-se como um câncer que, finalmente, se devora e morre.

Basicamente, nós não sabemos o que fazer. Estudos científicos das forças e mecanismos que nos movem descobriram que não temos possibilidade de evitar uma terceira guerra mundial e o caos. Os cientistas sabem disso e escrevem que não há solução real para esse caminho de desenvolvimento, e o que resta é apenas submeter-se à misericórdia do processo que nos leva em direção a um futuro desconhecido.

Nós estamos destruindo o planeta, esgotando os recursos naturais, e fazendo com a natureza e a ecologia o que quer que nos agrade. Tudo isso não é porque isso veio até nós, mas porque não sabemos como construir sistemas que consistem de opostos que se conectam numa única estrutura. Essa união de opostos é precisamente a lei essencial de sistemas complexos.

Aqui, nós chegamos à sabedoria da Cabalá. Este problema surgiu inclusive há 3500 anos na antiga Babilônia. Por um lado, os seus habitantes eram muito próximos uns dos outros e dependiam uns dos outros. Por outro lado, não podiam se suportar. Eles se odiavam e sentiam repulsão mútua. E não havia nada que pudessem fazer sobre isso, a própria estrutura da sociedade era tal que estava devorando a si mesma.

Foi então que um homem sábio chamado Abraão descobriu que a transição para um novo nível de desenvolvimento estava escondida aqui. Basicamente, não havia nada de especial nesse estado. Assim como a transição do nível inanimado para o vegetal, ou do vegetal para o animal, também é a transição do nível animal para o nível falante. Esta transição exige que nós atinjamos o poder de conexão entre opostos, de modo que eles possam estar conectados e formar um sistema completamente harmonioso. Apesar das polaridades, apesar do ódio e da rejeição entre nós, nós podemos utilizar uma força única, uma rede única, a fim de alcançar o equilíbrio entre ambas e construir uma vida.

Nós realmente não entendemos o significado deste passo. Nós não entendemos o que é a fonte da vida e como dois opostos podem se conectar. No entanto, é precisamente as polaridades absolutas entre positivo e negativo que formam o átomo, um sistema estável no qual eles são opostos e ainda se conectam simultaneamente.

Para continuar, de acordo com esse princípio, combinações cada vez mais complexas são construídas, possuindo a capacidade de evoluir. Positivo e negativo são combinados entre si, a fim de atrair o que é útil para o desenvolvimento e o equilíbrio entre eles, e para repelir o que é prejudicial para esse equilíbrio. Assim, por meio de absorção e de repulsão, a vida é criada. Há um desenvolvimento cada vez mais complexo, até que haja a necessidade da construção de um novo sistema que os Cabalistas chamam de sistema espiritual. Em outras palavras, ele é mais elevado do que os sistemas que nos são familiares.

Abraão descobriu que existe uma lei universal na natureza que abrange todos os sistemas, que os mantém e desenvolve. É possível chama-la de poder da Luz, o poder do Criador, o poder superior. No entanto, ele tem um objetivo: manter todas as partes da realidade em harmonia e conexão mútua.

É possível atrair e usar essa força mesmo agora, quando queremos subir para o novo nível e nos tornar um sistema. Com isso, nós despertamos a força universal, e construímos o equilíbrio tão esperado entre nós.

Na Cabalá, a lei que Abraão descobriu é a chamada de lei da equivalência de forma. Se eu sou pessoalmente atraído à força única de equivalência de forma, nessa medida eu desperto sua influência sobre mim e ela constrói a conexão entre eu e outras pessoas a quem sou atraído. Ela constrói entre nós um sistema harmonioso e equilibrado entre todas as partes.

Abraão descobriu a camada mais profunda dessa lei geral integral da natureza, que já era conhecida e a qual ele chamou todos os babilônios a se juntar a ele.

Maimonides, filósofo do século XII, disse que Abraão escreveu uma série de livros e fez um grande trabalho de disseminação para que as pessoas oudessem entender o que ele descobriu e que ele estava falando especificamente sobre uma lei da natureza que não se deve opor. É assim que nós evoluímos, sem possibilidade de escapar de seu fluxo, da tendência natural ao equilíbrio, conexão e harmonia.

No nível inanimado, vegetal e animal, nós chegamos ao equilíbrio espontaneamente, sem liberdade de escolha. No entanto, no nível falante, isso já não tunha êxito, porque nós precisamos participar conscientemente na construção do equilíbrio e de um sistema humano universal. Cabe a nós entender, reconhecer, querer se esforçar e optar por tentar organizar corretamente a fim de avançar.

Então, graças a esses esforços, nós despertamos a força universal singular da natureza, que é o Criador, a Luz. Não importa como você a chama. Em resposta aos nossos esforços, ela vai nos influenciar e realizar a ação correta de conexão em nós. Isto é o que Abraão ensinou às pessoas.

A história posterior é conhecida. Algumas pessoas ouviram e compreenderam o método por um tempo, mas depois, e apesar de tudo, se retiraram do processo. É impossível construir um sistema harmonioso e equilibrado, se todo o resto da humanidade está quebrado. É por isso que nós chegamos à situação atual, onde a crise babilônica da separação retornou.

Por que especificamente hoje? Isso ocorre porque a humanidade, da mesma forma que naquela época, está descobrindo que está conectada num sistema universal. Nós estamos fechados dentro de um sistema, uma sociedade, uma família, sobre a face da Terra, e estamos todos ligados uns aos outros.

Hoje, nós não precisamos lutar. Basta romper as conexões com alguma nação e esta não vai suportar o isolamento. Armas modernas são as mesmas clavas bárbaras primitivas numa forma sofisticada. Ninguém precisa delas num sistema global que é como uma aldeia global. Hoje, as conexões comerciais, industriais, financeiras e logísticas determinam tudo. Se você cortar estas artérias para uma nação, é como desconectar algum órgão do corpo. É claro que ela não vai sobreviver sozinho.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia, na Mesopotâmia, o berço da humanidade, quando ela se tornou uma sociedade. A mesma coisa está acontecendo hoje.

Os Cabalistas, alunos de Abraão em todas as gerações, falaram sobre isso e inclusive fizeram um cálculo numa linha do tempo de acordo com a lei do desenvolvimento humano para compreender que a humanidade iria retornar à mesma situação. A lei de unificação começou a ser esclarecida no final do século XIX, e de acordo com todos, chegou a esclarecimento no final do século XX. Mais precisamente, os Cabalistas escreveram sobre isso como sendo desde o ano de 1995.

Esta é a situação atual. Quando eu comecei a estudar a sabedoria da Cabalá em 1975-76, eu não acreditava que isso iria realmente acontecer. No entanto, houve na realidade uma transição muito forte, e de repente havia uma conversa sobre um sistema unificado, uma humanidade unificada, uma aldeia global e uma dependência absoluta mútua, etc.

Junto com isso, o mal da natureza humana foi revelado mostrando o quanto nós somos opostos uns aos outros e não estamos prontos para nos conectar de forma correta. Afinal, apesar das oposições entre nós no nível inanimado, vegetal e animal, a força universal nos conecta de tal forma que as polaridades são transformadas num dipolo que nos conecta e nos mantém em equilíbrio e harmonia.

No entanto, no nível falante, nas relações humanas entre nós, cabe a nós despertar em nós a influência da força universal e participar do equilíbrio entre positivo e negativo, entre os dois extremos. Isso exige de nós um trabalho específico.

Em primeiro lugar, cabe a nós compreender e reconhecer a situação em que nos encontramos e continuar a investir esforços compartilhados, a fim de construir o ambiente certo. Na Cabalá, esses esforços são chamados de elevar MAN, ou seja, fazer um pedido de conexão. Com isso, nós despertamos a influência da força universal sobre nós que nos conecta num sistema e em harmonia com toda a sociedade humana.

Isto é certo para o atual momento histórico. Hoje, a sabedoria da Cabalá, a ciência que Abraão descobriu, foi aberta diante de todo mundo. Isso porque todos nós devemos utilizar o sistema que foi criado e começar a usar corretamente as condições que foram criadas para a construção da sociedade do futuro. Caso contrário, a humanidade corre o risco de ser destruída.

Assim, os Cabalistas, as pessoas que estão envolvidas com este problema e sua solução, nos advertem sobre a verdade da nossa situação e do nosso futuro. Eles nos dizem que, de qualquer forma, nós estamos chegando a um equilíbrio coletivo. No entanto, se não despertarmos a força única da natureza que traz a nossa unificação e a conexão correta entre nós, então ela será revelado como o poder único que nos conecta e reúne, mas sem a nossa inclinação e desejo. Nesse caso, nós teremos que obedecer a essa lei contra a nossa vontade, e isso vai nos levar às situações muito desagradáveis ​​através de desastres, epidemias e guerras.

Esta é uma força boa, pois conecta a totalidade do sistema em um. No entanto, se nos opomos a ela, nós despertamos em nós mesmos a influência de forças opostas que atuam sobre nós como desastres.

Os Cabalistas tentam levar esse conhecimento a toda a humanidade e ensiná-la como chegar ao entendimento correto de conexão, despertando em nós uma atração em direção a ela, e de acordo com nosso desejo, estimular a descoberta da força única sem despertar desastres. Como necessidade, nós chegaremos mais perto do correto estado singular integral e avançaremos da forma mais agradável e desejável. Tal esforço é o que é exigido de nós.

Os problemas mais difíceis hoje estão sendo descobertos na sociedade humana, apesar de tudo de bom que existe no mundo. O avanço científico e tecnológico atingiu o seu pico, mas eles não se atrevem a mostrar um pouco dessa tecnologia moderna para a humanidade. Caso contrário, as pessoas não precisarão trabalhar e não haverá qualquer necessidade de se esforçar.

Basicamente, nós já saímos para um novo nível de desenvolvimento, mas ainda não estamos prontos para realizá-lo por causa da nossa incapacidade. Nós temos as ferramentas em nossas mãos, mas não estamos prontos para integrá-las corretamente no novo nível, porque a nossa abordagem não é integral, ou seja, a nossa estrutura interna não é integral. Pelo contrário, somos egoístas, e nossa tendência é estarmos distantes um do outro e não nos conectarmos em harmonia.

Como resultado, nós olhamos com temor para o estado futuro da humanidade unida, e não sabemos o que fazer com sete bilhões de seres humanos que não vão trabalhar. Não temos qualquer conceito de outra forma de existência e sobre uma conexão diferente entre nós enquanto subimos para outro nível de percepção, para diferente vida e maneira de viver.

Há uma infinidade de surpresas escondidas por trás da nova situação, mas ainda não estamos prontos para digeri-las, porque a nossa percepção não é integral.

A principal coisa no sistema integral é renunciar à visão individualista do eu contra o mundo. Em vez disso, eu devo adquirir uma percepção integral e ver uma imagem completa onde todos nós estamos conectados e completando um ao outro. Só então eu descubro o estado futuro em que a humanidade deve existir, e, assim, entendo e sinto essa vida que é esperada num momento propício.

Cabe a nós alcançarmos essa percepção, e é isso que a sabedoria da Cabalá nos ensina.

Da Convenção no México 01/08/14, Lição 1

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 62

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Enquanto a force majeure afetava membros individuais da humanidade ou até mesmo países individuais, isso podia ser tolerado. Mas agora, começando com o século XX, a situação começou a se deteriorar. Agora, forces majeures “pegam” não países individuais, mas hemisférios inteiros.

Vamos lembrar Chernobyl, o mais recente terremoto no Japão, o acidente de petróleo no Golfo do México. No entanto, os desastres mencionados são bastante aleatórios na natureza, que nós associamos com motivos alheios à vontade do homem. Assim, parece que estamos lavando as mãos e dizendo que não somos os culpados.

No entanto, há muito tempo as coisas começaram a mudar. Nós encontramos forces majeures, ou seja, eventos imprevisíveis, nos sistemas, inventados e geridos por nós nos sistemas financeiro e econômico, na saúde, educação, etc.

Agora, nós não podemos dizer que a natureza irracional estraga nossas vidas. Acontece que estamos errados em algum lugar. O problema é agravado novamente pela extensão das consequências.

O pior é que não podemos encontrar o culpado e não sabemos o que fazer.

Os presidentes dos bancos centrais têm respondido às críticas de sua política monetária muito agressiva. Eles admitiram que realmente administram a economia com os olhos vendados e simplesmente não sabem o que vai acontecer a seguir, escreve o Financial Times.

Apesar destas declarações, os autores da crise são procurados. Não há tantas versões. Na maioria das vezes o Ocidente, ou melhor, os EUA, são acusados. Ao mesmo tempo, é difícil imaginar que o Ocidente esteja atualmente dirigindo essas coisas.

Leonid Nikas, diretor de uma escola primária em Atenas, estava acostumado com o fato de que as crianças no pátio da escola brincavam, riam e sonhavam com o futuro. Mas, recentemente, uma imagem completamente diferente, que ele antes não podia imaginar, apareceu diante de seus olhos: as crianças estavam procurando comida no lixo; aquelas que estão em necessidade, pedem a seus amigos ricos para compartilhar restos de comida, escreve o The New York Times.

O Diretor-Geral do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Yves Daccord, informa a agência de notícias alemã DPA, comparou a situação atual no Velho Mundo com os eventos de quase 70 anos atrás. Tal operação em larga escala para fornecer ajuda alimentar na Europa não tem sido vista desde a Segunda Guerra Mundial. (Expert Online)

De acordo com o estudo, encomendado pela Comissão Europeia, apenas de 2008 a 2010, o número de vítimas de traficantes de escravos europeus aumentou 18%: de 6309 para 9528 pessoas.

Segundo dados oficiais, nestes três anos, 23623 pessoas foram reconhecidas como vítimas de tráfico de seres humanos…

Duas das três vítimas foram forçadas a se prostituir, e as outras foram usadas ​​como trabalho barato ou gratuito, forçadas a atividades ilegais, a se tornarem doadoras de órgãos. (Russian Germany)

Claro, nós podemos dizer que os americanos não se preocupam com o que está acontecendo na Europa – as suas preocupações são mais importantes para eles. Nós podemos dizer que eles são vilões. Mas eles não são loucos. Será que eles realmente não se importam com o que está acontecendo em suas casas?

“Grandes cidades dos EUA, que o resto do mundo costumava olhar com inveja, agora estão sendo transformadas em infernos infestados de gangues com altos índices de criminalidade. Cidades como Chicago, Detroit, Camden, East St. Louis, New Orleans e Oakland eram antigamente agitadas com a atividade econômica, mas como a indústria fugiu dessas comunidades a pobreza explodiu e por isso têm uma atividade criminosa. Enquanto isso, os problemas financeiros fizeram com que todas essas cidades reduzissem significativamente as suas forças policiais. Infelizmente, esse mesmo padrão se repete em centenas de comunidades em todo o país. …Há cerca de 1,4 milhão de membros de gangues que vivem nos EUA hoje, de acordo com o FBI. Esse número subiu incríveis 40 por cento desde 2009″(Michael Snyder, “randes Cidades em Toda a América Estão se Degenerando em Zonas de Guerra Infestadas de Gangues”)

Ensaios No Teatro Do Criador

laitman_934Pergunta: O que as quatro espécies de plantas (Arba Minim) que caracterizam o feriado de Sucot simbolizam para nós?

Resposta: O Lulav (ramo de palmeira) é doação consistindo de murta e salgueiro (três ramos de murta e dois ramos de salgueiro). Esse é o Yesod que nós conectamos à Malchut, o Etrog.

Esta é a combinação das características do Criador — Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod — com nossas características de criatura, Malchut. Se dizéssemos isso de forma diferente, é a conexão das formas de doação que tipificam o Criador, todas as várias expressões de Seu amor por nós. No entanto, isto não é Ele próprio, mas é como nós O percebemos em nossos Kelim, em nossos desejos.

Pergunta: Onde exatamente a pessoa realiza todo este processo de se adaptar à doação e amor completo? Para quem ela direciona seu amor?

Resposta: Para alcançar o Criador, eu preciso aprender o que são doação e amor. Então, eu devo construir um grupo, adquirir amigos para mim, para que lá entre eles, eu possa manifestar minha atitude. Do amor pelas criaturas, a pessoa atinge o amor pelo Criador.

Eu me relaciono com os amigos com amor, assim como me relacionaria com Ele. Minha relação com o Criador não pode ser melhor que a minha relação com as criaturas, e somente através do amigo, através do outro, eu posso alcançar o Criador.

Pergunta: Por quê?

Resposta: Porque a relação com os outros é o trabalho que o Criador coloca à minha frente. Todo o mundo em volta é Seu “teatro” no qual eu posso ensaiar, praticar e tentar alcançar a mesma atitude para com o mundo como deve ser a relação com o Criador.

O caminho em direção a Ele deve passar por este mundo. Individualmente, eu não descubro o Criador. Pelo contrário, é apenas dentro deste mundo, através dele. Eu pratico num grupo de pessoas que estão conduzindo uma busca o tempo todo, e então nós atravessamos o mundo, através de todas suas asperezas, para alcançar o Criador.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 05/10/14

Paraíso Na Cabana Com O Criador

laitman_761_2Quando nós começamos nossa busca para encontrar o Criador, Ele brinca de “esconde e esconde” conosco. Ele se “esconde” e, ao mesmo tempo, nos leva para frente. Nessa busca, a festa de Sucot carrega certa sensação de calor. É como se alguém nos dissesse: “tá quente, mais quente, quente…!” Algo incomum emerge, algo na neblina, os contornos de uma nova etapa, que se situa entre o Criador e nós, aparecem.

Vamos falar sobre os símbolos de Sucot e seu significado na nossa busca.

Em primeiro lugar, nós temos que conhecer o sistema em que estamos. Quaisquer medidas que fazemos são feitas em conformidade com determinados padrões semelhantes às medições dos parâmetros de qualquer sistema físico. Por exemplo, um litro de água pesa um quilo. Esta medida permite pesar vários objetos, colocando uma carga igual a um quilograma em uma das bandejas da balança. De uma maneira ou de outra, sempre comparamos nossas ações com algum padrão que se baseie nos parâmetros conhecidos.

No entanto, o nosso caminho espiritual começa com vazio, um estado de inconsciência. Enquanto nos dirigimos ao Criador, nós devemos transformar a escuridão em Luz, ocultação em revelação, insensibilidade em sensibilidade. A princípio, não sabemos o que está faltando. Mais tarde, nós sentimos a deficiência como se “provássemos” esta insuficiência.

Digamos que eu estou satisfeito, não quero comer, nem penso em comida. Um pouco mais tarde, eu sinto que não me importaria de comer um lanche. O desejo cresce em mim. Para colocar metaforicamente, eu diria que há algum tempo minha vida foi fácil e serena, mas em algum momento apareceu uma cortina, um véu.

Na Cabalá, a ausência de fome é chamada de “ocultação dupla”, já que não só o objeto do meu desejo (comida) está fora da minha atenção, mas até a fome mesma é imperceptível. Então, quando eu sinto os primeiros sinais de fome, uma deficiência, eu começo a procurar maneiras de satisfazê-la.

No nosso caminho espiritual, nós precisamos sentir a ocultação, a “fome”. É por isso que o nosso trabalho no início das férias de outono que começam no mês de Elul e continuam mais adiante, durante o Ano Novo (Rosh Hashaná), durante os primeiros dez dias de expiação, no dia do julgamento, é o de revelar a deficiência, sentir a necessidade do Criador.

Depois vem a festa de Sucot, o festival das “cabanas”. A cabana simboliza a cúpula do mundo: acima dela há a Luz. Nós estamos dentro da “cabana”, sentados numa sombra relativa. Não é o Criador que se esconde de nós; somos nós que O “encobrimos” para revelá-Lo aos poucos, conforme nossas habilidades. “Estar na cabana”, significa que estamos nos aproximando da revelação, mesmo que ainda estejamos na primeira fase dela.

Este estado aciona as Luzes Circundantes (Makifim): o Criador pode ser sentido apenas à distância. Nosso “abraço” com Ele ainda não é óbvio, esclarecido ou reconhecido. Na Cabalá, este estado também é chamado de Luz de Hassadim o “abraço” do braço direito. “Seu braço esquerdo está sob minha cabeça, Seu braço direito me abraça”, como está escrito no Cântico dos Cânticos. À esquerda, é o abraço das propriedades duras do julgamento (Gevurot), à direita, estão os abraços de misericórdia (Hassadim).

Mesmo que estejamos atrás da cortina, ainda fazemos esforços para reconhecer Aquele que a atirou em nós. Em outras palavras, nós diligentemente trabalhamos para a revelação. O Criador nos aproxima conforme o grau de nossos esforços.

Este trabalho começa com um “zero”, quando nem mesmo nós sentimos que há alguém que escondido de nós. “Onde está Ele? Ele está dentro de mim? Ele está em meus pensamentos e desejos?” Todas estas perguntas exigem uma pesquisa meticulosa, compreensão profunda e profunda penetração no material. Então, Ele vai aparecer.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/10/14

Uma Habitação Que Corresponde À Estrutura Da Alma

laitman_560Pergunta: Sua explicação da essência de Sucot é que é uma correção de desejos pela Luz Circundante. Por que é diferente do que nos ensinaram na escola? Disseram-nos que Sucot lembra aos judeus da sua fuga da escravidão egípcia e da sua vida em tendas no deserto.

Resposta: Essas explicações realmente se contradizem? “Egito” (Mitzrayim) simboliza ficar dentro da própria natureza maligna (Yetzer-Ra), estar no exílio, concordar em obedecer à autoridade do Faraó que governa nossos desejos egoístas. Foi o Criador quem fez o egoísmo. É por isso que Ele continua dizendo: “Eu endureci o coração do Faraó”.

Mais tarde, nós vamos sair da “jurisdição” do Faraó, iniciando o processo de autocorreção. A festa de Sucot é um símbolo. A única coisa que a Torá descreve são métodos de autoaperfeiçoamento no coração; não se trata de acontecimentos históricos. Hoje, nós devemos implementar esta história.

Cada feriado judaico, bem como qualquer evento mencionado na Torá, denota subidas e descidas do poder de doação e amor, ou vários desvios da observação das instruções dadas na Torá. A Torá inteira é baseada na lei do “amar o nosso próximo como a nós mesmos”. Atingir esse tipo de amor só é viável ao corrigir nossos egos. É viável apenas com a ajuda da Torá, a Luz que Retorna. Isso é o que nós estamos tentando alcançar.

Pergunta: Por que as pessoas se sentam numa “cabana” especial chamada Sucá durante este feriado?

Resposta: O tamanho da Sucá corresponde com precisão às dimensões da alma. Apenas dentro da alma os desejos e luzes podem ser calculados. Na Sucá, nós usamos “amas” (cúbitos, varas) como unidade de medida. Isto explica por que existem exigências rígidas para construir uma Sucá. Nós devemos observar as regras de como devem ser as paredes de uma Sucá. Nós fazemos o telhado da Sucá de “resíduos de celeiro e adega”, etc.

Todas estas exigências decorrem das raízes espirituais. Elas são todas sobre uma combinação especial de receber e doar as forças que são essenciais para nossa alma (o desejo de receber) em sua busca para se tornar semelhante ao Criador. A alma trabalha em ambos os desejos de receber e doar, assim como o coração e os pulmões constantemente contraem e expandem.

A Sucá deve ser construída em exata correspondência com as partes da alma: dez Sefirot de Luz Direta e dez Sefirot de Luz Refletida. É por isso que ela não pode ser superior a 20 amas. Existem regras firmes que regulam o tempo quando uma Sucá deve ser construída e que materiais são adequados para isso, ou seja, “puros” o suficiente (orientados à doação) para construí-la.

Uma alma é um desejo que está totalmente focado na doação aos nossos próximos, ou seja, é uma estrutura que é totalmente oposta à inclinação ao mal, à nossa verdadeira natureza. A menos que comecemos a autocorreção, não temos alma.

A Sucá simboliza a alma, ou seja, o desejo corrigido. Ela se destina a amar nossos próximos. É por isso que ao construir uma Sucá nós temos que levar em consideração muitas condições. Existem 613 desejos na alma: 248 desejos de doação e 365 desejos de receber para doar. Todos esses desejos estão dentro de nós e nós temos que começar a corrigí-los.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/09/14

O Segredo Essencial dos Judeus, Parte 61

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria da Integralidade

Nós “jogamos” jogos sem sentido em vez de dedicar tempo para o “grau humano”.

Não vemos o fim e, portanto, não podemos justificar o estado atual.

A Natureza se esforça para o equilíbrio.

Nós estamos em uma esfera fechada. Informações externas não estão disponíveis para nós.

Nós estamos à procura de um lugar no mundo em conformidade com as nossas propriedades.

Residência Temporária Sob O Céu Aberto

laitman_745_01Pergunta: Na época do feriado de Sucot, por que é costume sair de sua casa, onde você vive todo o ano, e ir para uma estrutura temporária, uma Sucá? O que isso significa num sentido espiritual?

Resposta: Sair de casa para uma estrutura temporária simboliza o início do progresso espiritual, onde constantemente deixamos um estado anterior e entramos sob a influência de um nível superior. Para entrar sob a influência do que é superior, é necessário alterar a sua localização, o seu nível, o tempo todo.

Os sete dias de Sucot são sete níveis de subida de estado para estado, de um Partzuf espiritual para outro. Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, e Malchut são sete Sefirot que diferenciam o meu estado atual do próximo estado.

Sefirot são graus de correção da alma que determinam o quanto o meu desejo de receber é corrigido em prol da doação, cada vez um pouco mais, até eu entrar no próximo nível. Esses se chamam sete Sefirot, movendo-se de receber para o meu próprio benefício à doação aos outros e, depois disso, da doação que é atingida a uma doação cada vez maior. Durante todos os sete dias, eu avanço mais e mais nos níveis de doação e amor.

Pergunta: Por que é necessário construir a Sucá a céu aberto?

Resposta: Porque eu não quero explorar a doação do Criador para o meu próprio prazer. Em vez disso, eu quero receber o poder Dele apenas para minha própria correção. Isso é especificamente o que o teto da Sucá simboliza.

Se eu ainda não estou corrigido, eu recebo a Luz do Criador para a minha própria correção, e, se eu estou corrigido, então é para transmiti-la aos outros. Quanto mais eu receber a Luz, mais vou ser capaz de transmiti-la para frente.

Ao longo de todo o ano, a Luz doa a fim de me mostrar minhas características egoístas. Depois disso, em Rosh Hashaná, ela me mostra a bondade do Criador.

Então, durante os dez dias de arrependimento, a Luz vem para diferenciar Malchut de Bina dentro de mim, o desejo de receber do desejo de doar, a letra “Hey – ה” da letra “Vav – ו”. Depois disso, Sucot chega, onde recebemos a mesma iluminação, mas ela já nos corrigiu.

Durante os sete dias de Sucot, nós recebemos a Luz que nos corrige a um estado de “doar em prol da doação”, e com a conclusão destas correções, nós celebramos a festa de Simchat Torah (Regozijo da Torá). Nós usamos a força chamada Torá e subimos ao nível de justos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/10/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 60

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Que a Force Majeure Fez

“Deixai-vos do homem cujo fôlego está nas suas narinas; pois em que se deve ele estimar” (Profetas; Yeshayahu – Isaías 2:22)

Uma das primeiras force majeure descritas na literatura pode ser considerada a construção da Torre de Babel. Como nós sabemos, as pessoas queriam ir para o céu, mas… os construtores de repente deixaram de se entender, eo projeto foi interrompido. Um típico caso de forçamaj eure.

Isso vem da história antiga.

Alexandre, o Grande deu o seu melhor, lutou. Ele conquistou o território de Indus até o Danúbio, formou o maior país do mundo antigo. Então, como acontece, houve uma force majeure. Alexandre foi mordido por um mosquito, um portador do vírus – de acordo com uma versão, ou foi envenenado – de acordo com outra. Fosse o que fosse, o grande conquistador morreu com a idade de 32 amos – e isso foi tudo. O império entrou em colapso, ea campanha planejada para a China não ocorreu.

Da história recente.

As pessoas construíram o socialismo, e depois decidiram reconstruí-lo. Então houve um caso de force majeure. E o capitalismo emergiu.

A propósito, por que o socialismo precisou ser construído e o capitalismo apareceu por si só? Talvez seja porque as condições estavam maduras para o capitalismo e não para o socialismo?

Mas voltando ao nosso tema. Como vamos conseguir viver assim?

Nós estamos constantemente em circunstâncias de force majeure, mas preferimos não perceber isso. Mesmo um clássico não é um decreto.

“‘Desculpe-me’, replicou o estranho silenciosamente, ‘mas para governar, a pessoa deve antes ter um plano preciso que funcionasse por algum período razoável. Permita-me perguntar como o homem pode controlar suas próprias questões, quando não apenas é incapaz de compilar um plano por um prazo ridiculamente curto, como, digamos, mil anos, mas não pode sequer prever o que vai acontecer com ele amanhã?” (Mikhail Bulgakov, O Mestre e Margarita)

Sério, diante de nós, há um método especial de gestão que não entendemos. Sua essência é estar escondido de nós – aqueles que são governados.

Tudo está sob controle, sem exceção. Não temos dúvidas em relação aos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza. Temos dúvidas com relação a nós mesmos.

Na época, a área de fenômenos inexplicáveis ​​da natureza incluía quase tudo. Desde tempestades até a gravidade. Depois, este ciclo interminável de ambigüidades começou a diminuir.

A observação e a descoberta de leis de regularidade se tornaram uma ciência. O ser humano começou a sentir, se não Deus, pelo menos Seu substituto. Esses fenômenos que não estão sujeitos às leis de regularidade, ele chamou de coincidência, acidente, um evento, ou até mesmo o destino da force majeure. Depois se acalmou, e tudo voltou ao normal.

Como o ser humano consegue se sentircomo o autor quando a infinita force majeure vive próxima a ele é impossível de entender.

Por outro lado, os autores da force majeure podem ser vistos por todos.

“Qualquer filosofia concorda,

que não há nenhuma fuga dos judeus no mundo,

aciência só ainda não tem certeza

como eles fazem terremotos”.

(Igor Guberman)

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 27

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Princípios Fundamentais da Teoria Integral

Muito Antes do Big Bang

Os Cabalistas têm relatado que a contagem de tudo que existe, em geral, começou com um “plano” ou, em outras palavras, com o advento de um “programa”. A partir desse momento, nós podemos falar sobre isso. O ponto que estava na origem de “tudo” é chamado de raiz ou zero.

O autor do “projeto” é às vezes chamado de “Criador”, e às vezes de “Natureza”.

Na Cabalá, esses conceitos são intercambiáveis, mesmo Gematria – os valores numéricos destas palavras na “língua materna” da Cabalá Hebraica – são idênticos. (Yehuda Ashlag, Fruto do Sábio: Cartas de Baal HaSulam )

Algumas palavras sobre o “projeto”.

“O ‘desejo de receber’ em toda a sua variedade foi incluído no Pensamento da Criação desde o início” (Yehuda Ashlag, A Ciência da Cabalá [Pitcha]). Também é dito que o “desejo de receber” foi criado para receber prazer do Criador (Natureza). Aliás, a palavra “Cabalá” em hebraico significa receber. Assim, a “ciência da Cabalá” é a ciência de receber prazer.

Qualquer plano, no final, assume a execução, especialmente se ele é o plano de “tudo”.

De fato, um processo começou. Como resultado, tudo o que sabemos e que não sabemos apareceu. Numa palavra – tudo.

A seguir, nós apresentamos este processo grandioso e fatídico de uma forma simplificada e esquemática. Para ilustrar os fenômenos que o acompanham, decidimos usar a ajuda de algumas pessoas bem conhecidas.

Fase 0.

O Propósito. A essência do plano é criar o que está a Criatura (o desejo), que é capaz de receber prazer infinito do Criador.

“Não é um verdadeiro e único prazer natural, do qual não há saciedade?” (Francis Bacon)

Fase 1

A criação começa a receber prazer e torna-se consciente de que é receptora, e o Criador é doador, e, portanto, deixa de receber.

“Prazer eterno igual à deficiência eterna”. (William Shakespeare)

Fase 2

A criatura tenta dar prazer ao Criador, mas não é capaz de fazer isso.

“O prazer é um sentimento que a alma deveria mais experimentar do que não experimentar”. (Stendhal)

Fase 3

A criação voltou ao seu papel: receptora.

“A variedade é a mãe do prazer”. (Benjamin Disraeli)

Fase 4

A criação está tentando obter prazer, mas não para si mesma, mas para o bem do Criador ...

“A arte para aumentar o prazer reside na capacidade de ser mesquinho com ele”. (Jean-Jacques Rousseau)