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Paraíso Na Cabana Com O Criador

laitman_761_2Quando nós começamos nossa busca para encontrar o Criador, Ele brinca de “esconde e esconde” conosco. Ele se “esconde” e, ao mesmo tempo, nos leva para frente. Nessa busca, a festa de Sucot carrega certa sensação de calor. É como se alguém nos dissesse: “tá quente, mais quente, quente…!” Algo incomum emerge, algo na neblina, os contornos de uma nova etapa, que se situa entre o Criador e nós, aparecem.

Vamos falar sobre os símbolos de Sucot e seu significado na nossa busca.

Em primeiro lugar, nós temos que conhecer o sistema em que estamos. Quaisquer medidas que fazemos são feitas em conformidade com determinados padrões semelhantes às medições dos parâmetros de qualquer sistema físico. Por exemplo, um litro de água pesa um quilo. Esta medida permite pesar vários objetos, colocando uma carga igual a um quilograma em uma das bandejas da balança. De uma maneira ou de outra, sempre comparamos nossas ações com algum padrão que se baseie nos parâmetros conhecidos.

No entanto, o nosso caminho espiritual começa com vazio, um estado de inconsciência. Enquanto nos dirigimos ao Criador, nós devemos transformar a escuridão em Luz, ocultação em revelação, insensibilidade em sensibilidade. A princípio, não sabemos o que está faltando. Mais tarde, nós sentimos a deficiência como se “provássemos” esta insuficiência.

Digamos que eu estou satisfeito, não quero comer, nem penso em comida. Um pouco mais tarde, eu sinto que não me importaria de comer um lanche. O desejo cresce em mim. Para colocar metaforicamente, eu diria que há algum tempo minha vida foi fácil e serena, mas em algum momento apareceu uma cortina, um véu.

Na Cabalá, a ausência de fome é chamada de “ocultação dupla”, já que não só o objeto do meu desejo (comida) está fora da minha atenção, mas até a fome mesma é imperceptível. Então, quando eu sinto os primeiros sinais de fome, uma deficiência, eu começo a procurar maneiras de satisfazê-la.

No nosso caminho espiritual, nós precisamos sentir a ocultação, a “fome”. É por isso que o nosso trabalho no início das férias de outono que começam no mês de Elul e continuam mais adiante, durante o Ano Novo (Rosh Hashaná), durante os primeiros dez dias de expiação, no dia do julgamento, é o de revelar a deficiência, sentir a necessidade do Criador.

Depois vem a festa de Sucot, o festival das “cabanas”. A cabana simboliza a cúpula do mundo: acima dela há a Luz. Nós estamos dentro da “cabana”, sentados numa sombra relativa. Não é o Criador que se esconde de nós; somos nós que O “encobrimos” para revelá-Lo aos poucos, conforme nossas habilidades. “Estar na cabana”, significa que estamos nos aproximando da revelação, mesmo que ainda estejamos na primeira fase dela.

Este estado aciona as Luzes Circundantes (Makifim): o Criador pode ser sentido apenas à distância. Nosso “abraço” com Ele ainda não é óbvio, esclarecido ou reconhecido. Na Cabalá, este estado também é chamado de Luz de Hassadim o “abraço” do braço direito. “Seu braço esquerdo está sob minha cabeça, Seu braço direito me abraça”, como está escrito no Cântico dos Cânticos. À esquerda, é o abraço das propriedades duras do julgamento (Gevurot), à direita, estão os abraços de misericórdia (Hassadim).

Mesmo que estejamos atrás da cortina, ainda fazemos esforços para reconhecer Aquele que a atirou em nós. Em outras palavras, nós diligentemente trabalhamos para a revelação. O Criador nos aproxima conforme o grau de nossos esforços.

Este trabalho começa com um “zero”, quando nem mesmo nós sentimos que há alguém que escondido de nós. “Onde está Ele? Ele está dentro de mim? Ele está em meus pensamentos e desejos?” Todas estas perguntas exigem uma pesquisa meticulosa, compreensão profunda e profunda penetração no material. Então, Ele vai aparecer.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/10/14

Uma Habitação Que Corresponde À Estrutura Da Alma

laitman_560Pergunta: Sua explicação da essência de Sucot é que é uma correção de desejos pela Luz Circundante. Por que é diferente do que nos ensinaram na escola? Disseram-nos que Sucot lembra aos judeus da sua fuga da escravidão egípcia e da sua vida em tendas no deserto.

Resposta: Essas explicações realmente se contradizem? “Egito” (Mitzrayim) simboliza ficar dentro da própria natureza maligna (Yetzer-Ra), estar no exílio, concordar em obedecer à autoridade do Faraó que governa nossos desejos egoístas. Foi o Criador quem fez o egoísmo. É por isso que Ele continua dizendo: “Eu endureci o coração do Faraó”.

Mais tarde, nós vamos sair da “jurisdição” do Faraó, iniciando o processo de autocorreção. A festa de Sucot é um símbolo. A única coisa que a Torá descreve são métodos de autoaperfeiçoamento no coração; não se trata de acontecimentos históricos. Hoje, nós devemos implementar esta história.

Cada feriado judaico, bem como qualquer evento mencionado na Torá, denota subidas e descidas do poder de doação e amor, ou vários desvios da observação das instruções dadas na Torá. A Torá inteira é baseada na lei do “amar o nosso próximo como a nós mesmos”. Atingir esse tipo de amor só é viável ao corrigir nossos egos. É viável apenas com a ajuda da Torá, a Luz que Retorna. Isso é o que nós estamos tentando alcançar.

Pergunta: Por que as pessoas se sentam numa “cabana” especial chamada Sucá durante este feriado?

Resposta: O tamanho da Sucá corresponde com precisão às dimensões da alma. Apenas dentro da alma os desejos e luzes podem ser calculados. Na Sucá, nós usamos “amas” (cúbitos, varas) como unidade de medida. Isto explica por que existem exigências rígidas para construir uma Sucá. Nós devemos observar as regras de como devem ser as paredes de uma Sucá. Nós fazemos o telhado da Sucá de “resíduos de celeiro e adega”, etc.

Todas estas exigências decorrem das raízes espirituais. Elas são todas sobre uma combinação especial de receber e doar as forças que são essenciais para nossa alma (o desejo de receber) em sua busca para se tornar semelhante ao Criador. A alma trabalha em ambos os desejos de receber e doar, assim como o coração e os pulmões constantemente contraem e expandem.

A Sucá deve ser construída em exata correspondência com as partes da alma: dez Sefirot de Luz Direta e dez Sefirot de Luz Refletida. É por isso que ela não pode ser superior a 20 amas. Existem regras firmes que regulam o tempo quando uma Sucá deve ser construída e que materiais são adequados para isso, ou seja, “puros” o suficiente (orientados à doação) para construí-la.

Uma alma é um desejo que está totalmente focado na doação aos nossos próximos, ou seja, é uma estrutura que é totalmente oposta à inclinação ao mal, à nossa verdadeira natureza. A menos que comecemos a autocorreção, não temos alma.

A Sucá simboliza a alma, ou seja, o desejo corrigido. Ela se destina a amar nossos próximos. É por isso que ao construir uma Sucá nós temos que levar em consideração muitas condições. Existem 613 desejos na alma: 248 desejos de doação e 365 desejos de receber para doar. Todos esses desejos estão dentro de nós e nós temos que começar a corrigí-los.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/09/14

O Segredo Essencial dos Judeus, Parte 61

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria da Integralidade

Nós “jogamos” jogos sem sentido em vez de dedicar tempo para o “grau humano”.

Não vemos o fim e, portanto, não podemos justificar o estado atual.

A Natureza se esforça para o equilíbrio.

Nós estamos em uma esfera fechada. Informações externas não estão disponíveis para nós.

Nós estamos à procura de um lugar no mundo em conformidade com as nossas propriedades.

Residência Temporária Sob O Céu Aberto

laitman_745_01Pergunta: Na época do feriado de Sucot, por que é costume sair de sua casa, onde você vive todo o ano, e ir para uma estrutura temporária, uma Sucá? O que isso significa num sentido espiritual?

Resposta: Sair de casa para uma estrutura temporária simboliza o início do progresso espiritual, onde constantemente deixamos um estado anterior e entramos sob a influência de um nível superior. Para entrar sob a influência do que é superior, é necessário alterar a sua localização, o seu nível, o tempo todo.

Os sete dias de Sucot são sete níveis de subida de estado para estado, de um Partzuf espiritual para outro. Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, e Malchut são sete Sefirot que diferenciam o meu estado atual do próximo estado.

Sefirot são graus de correção da alma que determinam o quanto o meu desejo de receber é corrigido em prol da doação, cada vez um pouco mais, até eu entrar no próximo nível. Esses se chamam sete Sefirot, movendo-se de receber para o meu próprio benefício à doação aos outros e, depois disso, da doação que é atingida a uma doação cada vez maior. Durante todos os sete dias, eu avanço mais e mais nos níveis de doação e amor.

Pergunta: Por que é necessário construir a Sucá a céu aberto?

Resposta: Porque eu não quero explorar a doação do Criador para o meu próprio prazer. Em vez disso, eu quero receber o poder Dele apenas para minha própria correção. Isso é especificamente o que o teto da Sucá simboliza.

Se eu ainda não estou corrigido, eu recebo a Luz do Criador para a minha própria correção, e, se eu estou corrigido, então é para transmiti-la aos outros. Quanto mais eu receber a Luz, mais vou ser capaz de transmiti-la para frente.

Ao longo de todo o ano, a Luz doa a fim de me mostrar minhas características egoístas. Depois disso, em Rosh Hashaná, ela me mostra a bondade do Criador.

Então, durante os dez dias de arrependimento, a Luz vem para diferenciar Malchut de Bina dentro de mim, o desejo de receber do desejo de doar, a letra “Hey – ה” da letra “Vav ו”. Depois disso, Sucot chega, onde recebemos a mesma iluminação, mas ela já nos corrigiu.

Durante os sete dias de Sucot, nós recebemos a Luz que nos corrige a um estado de “doar em prol da doação”, e com a conclusão destas correções, nós celebramos a festa de Simchat Torah (Regozijo da Torá). Nós usamos a força chamada Torá e subimos ao nível de justos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/10/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 60

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Que a Force Majeure Fez

Deixai-vos do homem cujo fôlego está nas suas narinas; pois em que se deve ele estimar” (Profetas; Yeshayahu – Isaías 2:22)

Uma das primeiras force majeure descritas na literatura pode ser considerada a construção da Torre de Babel. Como nós sabemos, as pessoas queriam ir para o céu, mas… os construtores de repente deixaram de se entender, eo projeto foi interrompido. Um típico caso de forçamaj eure.

Isso vem da história antiga.

Alexandre, o Grande deu o seu melhor, lutou. Ele conquistou o território de Indus até o Danúbio, formou o maior país do mundo antigo. Então, como acontece, houve uma force majeure. Alexandre foi mordido por um mosquito, um portador do vírus – de acordo com uma versão, ou foi envenenado – de acordo com outra. Fosse o que fosse, o grande conquistador morreu com a idade de 32 amos – e isso foi tudo. O império entrou em colapso, ea campanha planejada para a China não ocorreu.

Da história recente.

As pessoas construíram o socialismo, e depois decidiram reconstruí-lo. Então houve um caso de force majeure. E o capitalismo emergiu.

A propósito, por que o socialismo precisou ser construído e o capitalismo apareceu por si só? Talvez seja porque as condições estavam maduras para o capitalismo e não para o socialismo?

Mas voltando ao nosso tema. Como vamos conseguir viver assim?

Nós estamos constantemente em circunstâncias de force majeure, mas preferimos não perceber isso. Mesmo um clássico não é um decreto.

“‘Desculpe-me’, replicou o estranho silenciosamente, ‘mas para governar, a pessoa deve antes ter um plano preciso que funcionasse por algum período razoável. Permita-me perguntar como o homem pode controlar suas próprias questões, quando não apenas é incapaz de compilar um plano por um prazo ridiculamente curto, como, digamos, mil anos, mas não pode sequer prever o que vai acontecer com ele amanhã?” (Mikhail Bulgakov, O Mestre e Margarita)

Sério, diante de nós, há um método especial de gestão que não entendemos. Sua essência é estar escondido de nós – aqueles que são governados.

Tudo está sob controle, sem exceção. Não temos dúvidas em relação aos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza. Temos dúvidas com relação a nós mesmos.

Na época, a área de fenômenos inexplicáveis ​​da natureza incluía quase tudo. Desde tempestades até a gravidade. Depois, este ciclo interminável de ambigüidades começou a diminuir.

A observação e a descoberta de leis de regularidade se tornaram uma ciência. O ser humano começou a sentir, se não Deus, pelo menos Seu substituto. Esses fenômenos que não estão sujeitos às leis de regularidade, ele chamou de coincidência, acidente, um evento, ou até mesmo o destino da force majeure. Depois se acalmou, e tudo voltou ao normal.

Como o ser humano consegue se sentircomo o autor quando a infinita force majeure vive próxima a ele é impossível de entender.

Por outro lado, os autores da force majeure podem ser vistos por todos.

“Qualquer filosofia concorda,

que não há nenhuma fuga dos judeus no mundo,

aciência só ainda não tem certeza

como eles fazem terremotos”.

(Igor Guberman)

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 27

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Princípios Fundamentais da Teoria Integral

Muito Antes do Big Bang

Os Cabalistas têm relatado que a contagem de tudo que existe, em geral, começou com um “plano” ou, em outras palavras, com o advento de um “programa”. A partir desse momento, nós podemos falar sobre isso. O ponto que estava na origem de “tudo” é chamado de raiz ou zero.

O autor do “projeto” é às vezes chamado de “Criador”, e às vezes de “Natureza”.

Na Cabalá, esses conceitos são intercambiáveis, mesmo Gematria – os valores numéricos destas palavras na “língua materna” da Cabalá Hebraica – são idênticos. (Yehuda Ashlag, Fruto do Sábio: Cartas de Baal HaSulam )

Algumas palavras sobre o “projeto”.

“O ‘desejo de receber’ em toda a sua variedade foi incluído no Pensamento da Criação desde o início” (Yehuda Ashlag, A Ciência da Cabalá [Pitcha]). Também é dito que o “desejo de receber” foi criado para receber prazer do Criador (Natureza). Aliás, a palavra “Cabalá” em hebraico significa receber. Assim, a “ciência da Cabalá” é a ciência de receber prazer.

Qualquer plano, no final, assume a execução, especialmente se ele é o plano de “tudo”.

De fato, um processo começou. Como resultado, tudo o que sabemos e que não sabemos apareceu. Numa palavra – tudo.

A seguir, nós apresentamos este processo grandioso e fatídico de uma forma simplificada e esquemática. Para ilustrar os fenômenos que o acompanham, decidimos usar a ajuda de algumas pessoas bem conhecidas.

Fase 0.

O Propósito. A essência do plano é criar o que está a Criatura (o desejo), que é capaz de receber prazer infinito do Criador.

“Não é um verdadeiro e único prazer natural, do qual não há saciedade?” (Francis Bacon)

Fase 1

A criação começa a receber prazer e torna-se consciente de que é receptora, e o Criador é doador, e, portanto, deixa de receber.

“Prazer eterno igual à deficiência eterna”. (William Shakespeare)

Fase 2

A criatura tenta dar prazer ao Criador, mas não é capaz de fazer isso.

“O prazer é um sentimento que a alma deveria mais experimentar do que não experimentar”. (Stendhal)

Fase 3

A criação voltou ao seu papel: receptora.

“A variedade é a mãe do prazer”. (Benjamin Disraeli)

Fase 4

A criação está tentando obter prazer, mas não para si mesma, mas para o bem do Criador ...

“A arte para aumentar o prazer reside na capacidade de ser mesquinho com ele”. (Jean-Jacques Rousseau)

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 6

Laitman_006Pergunta: O que os antissemitas de todas as gerações querem dos judeus?

Resposta: Eles querem parar de sentir que os judeus “mandam” neles; eles se esforçam em acabar com a sensação de que os judeus são a razão de todos os seus problemas. Suas reivindicações para com os judeus são muito naturais e corretas.

Pergunta: Corretas?!

Resposta: Sim! De acordo com a natureza, tudo o que eles dizem é certo. Os judeus são os portadores da ideologia que prejudica todo o mundo.

“O que há de errado conosco? Nós não prejudicamos ninguém”, os exclamam os judeus. Na verdade, sem saber, eles estão mentindo. Eles são culpados. Hoje, eles trazem desastres ao mundo porque estão separados. Assim, se eles conseguirem mudar, eles vão atrair imensa felicidade a este mundo.

O mundo pensa que pode se livrar dos judeus, mas isto é um erro de pensamento. Nós temos que mostrar ao mundo a verdadeira saída deste problema.

O antissemitismo, a questão da atitude em relação aos judeus, e tudo relacionado com esta questão, continuarão a se expandir, a se tornar mais forte, e em breve irão substituir todos os outros problemas mais óbvios e evidentes em todo o mundo. Aconteça o que acontecer, seja qual for o problema ou desastre – guerras, aflições – tudo será culpa dos judeus. “Se não há água na torneira, os judeus beberam a água…” (canção satírica da Rússia). Nada pode ser feito; é uma lei da natureza.

Por quanto tempo vai durar esta situação? Ela vai continuar até que nós, judeus, mudemos a tendência das coisas, de modo a que todos atinjam equilíbrio completo com o Criador e subam para seu nível. Até lá, suas acusações, de fato, serão naturais e corretas.

Eles só têm que entender exatamente o que exigem dos judeus. Assim que nós compreendermos essas questões e começarmos a nos mover na direção certa, eles vão entender isso através de nós e nos ajudar. Desta forma, nós vamos atingir o nível que Abraão queria chegar na antiga Babilônia.

Por isso, atualmente nós estamos no ponto mais crítico. Aqui está! Está bem em frente de nós! Isso está acontecendo enquanto nós falamos! Deste ponto em diante, nós temos que começar a crescer muito rapidamente. Em outras palavras, nós vamos ter que nos conectar e mostrar ao mundo inteiro o caminho para alcançar a paz definitiva, o melhor estado eterno e benevolente.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 6

Quanto Mais Impenetrável A Escuridão, Mais Brilhante A Luz

laitman_236_01As cabanas durante o feriado de Sucot simbolizam nosso abraço com o Criador. Nós chegamos à conexão com Ele através da ajuda de uma iluminação circundante especial chamada Sucá (cabana).

Nós trabalhamos diante do Criador, adaptando-nos a Ele, e essa relação é descrita como as ações de uma pessoa com quatro espécies de plantas (arba’a minim) na cabana, ou seja, na Luz Circundante (Ohr Makif).

A fim de alcançar a conformidade com o Criador, eu carrego etrog (fruto cítrica) numa das mãos e, na outra, lulav, hadassim e aravot (um ramo de palmeira, três ramos de murta e dois ramos do salgueiro). As três últimas espécies representam as minhas propriedades que eu preciso coordenar com o Criador.

  • Três ramos da murta (Sefirot Hesed, Gevurah e Tiferet)
  • Dois ramos do salgueiro (Sefirot Netzach e Hod)
  • Um ramo de palmeira (Sefira Yesod)
  • Etrog (Malchut)

Juntando-as ao longo dos sete dias da festa de Sucot, eu me apego a essa unidade em pensamentos e desejos, conectando-me desta forma ao Criador no fluxo da Luz. Afinal de contas, as Luzes também vêm gradualmente e são chamadas pelos mesmos nomes: Hesed, Guevurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, e Malchut.

Como resultado, se eu uso tudo o que me é dado de maneira correta, então eu me corrijo e chego a um abraço completo com o Criador, que é chamado de “Alegria da Torá” (Simchat Torá), já que usei toda a Luz Circundante que estava agindo em mim, me ajudando a alcançar a adesão. A Luz que me corrigiu e me levou à adesão com o Criador é chamada agora de Torá.

Como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei para ela a Torá como tempero, pois a Luz nela reforma”. A inclinação ao mal é essa própria camada de ocultação. Eu uso todas as Luzes que vêm a mim, e graças a isso elas que convertem essa exata ocultação em revelação, e onde a ocultação era maior, mais profunda e escura, mais Luz é revelada.

É assim que eu venho para o feriado de Simchat Torah, a explosão de alegria que vem imediatamente após Sucot.

De Kab Tv “Uma Nova Vida” 05/10/14

Atrair A Luz Da Correção Para O Meu Convidado

laitman_921Pergunta: A ideia de que a sombra da Sucá simboliza a necessidade de se contentar com pouco me assusta porque eu quero sentir que estou no mundo do Infinito, que é cheio de amor e forças de doação. A qual restrição ela se refere?

Resposta: O mundo inteiro está aberto diante de você. Continue. Volte já ao Criador! Sucot é apenas o começo do ano.

Ainda há muito mais estados à frente em que você vai trabalhar duro. Depois de Sucot, há o feriado de Simchat Torah (alegrar-se com a Torá), e depois há Chanucá, o “Festival das Luzes”, quando a nossa correção prática para a doação começa.

A luz de Chanucá simboliza a doação completa, e por isso é impossível usar as velas de Chanucá para a luz, mas apenas para vê-las. Como está escrito: “Estas velas são santas”, e Santidade é doação. Depois, nós alcançamos uma correção ainda maior e chegamos ao feriado de Purim.

Purim é diretamente oposto ao Yom Kippur (Kippurim). No Yom Kippur, nós decidimos que não podemos fazer nada com nossos desejos terrivelmente egoístas. Em Purim, todos eles são corrigidos, a tal ponto que deixamos de esclarecê-los. Nós podemos comer e beber tanto quanto quisermos, e temos a certeza de que é para doar e que tudo vai dar certo para o melhor.

Pergunta: Como é que uma Sucá que construímos no quintal simbolizar a Sucá que devemos construir em nosso coração?

Resposta: A construção de uma Sucá no coração significa criar as condições para que o nosso desejo de receber seja corrigido pela Luz Circundante, o que significa que todas as nossas intenções serão focadas em benefício dos outros.

Por isso, costuma-se convidar pessoas e receber visitas muito honrosas na Sucá: Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Arão, José e Davi. Eles simbolizam as Luzes que vêm e corrigem a pessoa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/10/14

Ondas Quentes Do Feriado De Sucot

laitman_276_01Há 125 degraus na descoberta da força superior, na aproximação cada vez maior da pessoa em direção ao Criador. Mas este processo avança de uma forma única. À medida que eu me aproximo, de repente eu sinto novamente a escuridão de uma ocultação ainda maior. E eu avanço novamente, vencendo a escuridão, fazendo uma descoberta, e descobrindo-me na escuridão novamente.

É como na escola, onde a cada subida para a próxima aula, o estudo torna-se mais sério e difícil. Na primeira série nós aprendemos ao brincar, na segunda série é um pouco mais difícil, na terceira série, ainda mais difícil. Quando alcançamos os graus mais elevados, a aprendizagem torna-se intensa e na universidade é muito difícil.

Os níveis de dificuldade aumentam acentuadamente, de forma exponencial, e nós temos que levar isso em conta. Mas nós aprendemos a ajudar uns aos outros desta maneira e a usar a ajuda dos Cabalistas e todo o sistema organizado que foi preparado para nós.

Como numa ciência regular, nós usamos todas as conquistas, começando na antiguidade até os nossos dias. E mesmo que se torne difícil para nós avançar, milhões de pessoas estão trabalhando na vanguarda da ciência hoje, algo que requer muitos recursos, materiais e meios financeiros, e assim a ciência evolui.

Quanto mais avançamos, mais os requisitos para trabalhar aumentam, em quantidade e qualidade, e a participação em massa é necessária. Portanto, hoje toda a humanidade está entrando num nível único; muitas pessoas sentem o vazio da vida, o qual só pode ser preenchido pela busca pelo Criador.

Por esta razão, a pessoa perde o gosto na vida; isso é algo que é projetado para empurrá-la para a descoberta do Poder Superior. Ela só encontrará a plenitude se descobrir a fonte da vida que a criou e brincar de “esconde-esconde” com ela.

Sucot é uma festa especial. É o momento em que todos os que estão procurando o Criador já começam a sentir as ondas quentes, o abraço que vem Dele, e essa é uma sensação maravilhosa. Como num jogo de “está quente ou está frio”, ao chegar perto do lugar onde o objeto está escondido, nós também dizemos: “Quente, quente, muito quente!”

Sucot é um momento especial, mesmo para aquelas pessoas que ainda não estão incluídas na busca pela força superior, mas que já sentem um pouco o que está faltando. Se durante os feriados elas ao menos se juntarem a nós de alguma forma, participando de círculos de discussão, elas sentirão que um sentimento muito original de inspiração e elevação de espírito está presente, que envolve todas as pessoas.

Nós esperamos que, juntos, comecemos a sentir este calor e descoberta!

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/10/14