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Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma parcela significativa das fontes originais surgiu durante o “vago” período da destruição do Templo. Assim, os livros que apareceram naquela época tinham que ser muito elevados, porque eles foram escritos entre a queda e a próxima subida. É isso mesmo?

Resposta: É claro! Foi o momento em que o grande Talmude foi escrito e também um número enorme de outros livros foram criados nesse limite, incluindo o Livro do Zohar.

Aqueles que escreveram esses livros sabiam que as pessoas iriam cair na escuridão absoluta e ressuscitar depois de muitas gerações. Eles sabiam que, após séculos, esses livros viriam à tona novamente, a fim de permitir que as pessoas implementassem o conhecimento no próximo nível superior, juntamente com toda a humanidade, todos da Babilônia.

Antes, era proibido colocar esse conhecimento por escrito. Tudo tinha que viver numa pessoa, e as pessoas trabalhavam internamente. Por que alguém iria documentar algo se esta sabedoria já estava escrita nos anais de suas almas? Absolutamente todos os bits de conhecimento foram inscritos na memória do “computador espiritual”. No entanto, quando as pessoas começaram a perder a conexão com o computador, elas obtiveram permissão para escrever o conhecimento no papel. Elas começaram a escrever livros, rezão pela qual nós temos o Talmude Babilônico, Mishná, Gemarah, e O Livro do Zohar.

Ainda hoje, depois de centenas de milhares de anos, há dezenas de volumes restantes, embora muitas partes do Livro do Zohar não tenham sobrevivido! Você consegue imaginar o quanto eles escreveram?

É por isso que o “Talmude” se tornou uma palavra comum que denota algo enorme e abrangente. Nós estamos falando de um número incrível de textos canônicos que ninguém nunca teve a permissão de corrigir. Mesmo que algumas linhas pareçam erradas para nós, elas ainda devem ser deixadas intactas. É bem possível que mais tarde nós descubramos que estas linhas estão corretas. Nós devemos saber o que está escrito lá.

É por isso que o Antigo Testamento, ou seja, a Torá, se manteve intacto desde então. Todas as outras edições são idênticas aos achados arqueológicos, não importa o quanto eles são velhos.

Pergunta: Portanto, os textos originais carregam alguma haste central?

Resposta: Sim. Mesmo agora, nós continuamos estudando as leis que explicam como devemos nos relacionar com esses textos. Nós não podemos mudar uma coisa neles! Não importa o que nós pensamos sobre os textos, nós somos estritamente proibidos de mudá-los.

No entanto, é aceitável fazer adaptações com referências ao texto original. Neste momento, nós processamos ​​ um pouco O Livro do Zohar e o tornamos mais acessível ao público em geral. Caso contrário, é extremamente difícil e praticamente impossível de entender o que está escrito nos livros, uma vez que eles foram feitos para um tipo diferente de inteligência ou percepção.

Pergunta: Se assim for, os textos são escritos à beira da luz e da escuridão, no limiar da luz e do exílio. Será que eles carregam o feto da nossa próxima subida?

Resposta: A Mishná, o Talmude, o Schulchan Aruch e muitos outros textos foram escritos e estudados durante as várias fases do exílio. Começando com o século XVI, a partir da época do ARI, o principal livro que adquiriu a maior popularidade entre os estudiosos é, sem dúvida, O Livro do Zohar.

As duas tribos do grupo de Abraão levaram os livros com elas durante todo o exílio e continuaram observando o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

O resto das tribos desapareceu. Elas não levaram os livros com elas porque eram descendentes do Primeiro Templo, durante o qual a escrita era completamente proibida.

Pergunta: Será que isso significa que durante exílio o povo estava unido em torno desses escritos? Eles foram escritos para alcançar a unidade?

Resposta: Sim. Sua tarefa era guardar a sabedoria ao longo da história. No final da descida, o Livro do Zohar teve que ser revelado. Ele foi concebido para ajudar as pessoas a sair do exílio.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/06/14, Parte 6

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 58

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Capítulo 4 – A Crise – Não a Força Majeure

“Nenhuma calamidade vem ao mundo, mas para Israel”. (Baal HaSulam “Introdução ao Livro do Zohar)

A Crise do Gênero

Nós vivemos em tempos emocionantes. Hoje, muitos fatos conhecidos, eventos históricos, descobertas científicas, etc., são criticados, revistos ou até mesmo negados. O que costumava ser bem conhecido e provado de uma vez por todas, não é hoje.

Primeiro, uma nova versão de um evento bem conhecido aparece. Depois, uma versão que nega a nova versão. Em seguida, uma versão que aumenta a nova e nega a que foi negada. Finalmente, uma versão que nega todas as versões, sem exceção, mas confirma a original. Em geral, a vida se tornou mais divertida.

Como resultado, já não acreditamos em nada. Os mongóis conquistaram a Rússia ou vice-versa. Os americanos foram à Lua ou o pouso na Lua foi filmado em Hollywood; o ser humano descende de macacos ou surgiu imediatamente; Einstein criou a teoria da relatividade ou outro alguém…

No que diz respeito à conspiração global, há, como eles dizem, “ilegalidade”. Banqueiros, lojas secretas, governos mundiais, agências de inteligência – todos tecem complôs e conduzem uma expansão secreta usando a crise global, armas psicotrópicas, e tecnologias de Internet.

A mesma tendência pode ser vista por trás dessas tentativas. As pessoas estão interessadas nas razões. Os próprios eventos passam para segundo plano, mas as razões paro a o primeiro plano. As pessoas querem saber, não o que aconteceu e quando, mas por que, e mais o importante: quem está por trás disso.

A crise deste gênero ainda não foi observada, embora todas as possíveis causas de quase todos eventos conhecidos foram listadas e investigadas. Agora, as pessoas se interessam por causas menos prováveis ​​e até mesmo motivos impossíveis. Teclados clicam, livros são impressos, o interesse continua. Na verdade, isso é normal. Em algum lugar lá no fundo, a pessoa quer saber a verdade, somente a verdade e nada além da verdade.

Assim, as razões estão sendo procuradas, estão sendo analisadas​​, e vão gradualmente secando. Enquanto isso, uma razão comum a todos os eventos sem exceção, ninguém investigou e não está investigando. Pelo menos, ninguém a reconhece.

Ao mesmo tempo, esta razão é o fator que está sempre invisível, em todo e qualquer lugar. Todo mundo sabe disso, mas ninguém a considera. É um assassino no sentido literal e figurativo e, ao mesmo tempo, é absolutamente imprevisível. Ele não é estudado, embora por vezes seja mencionado. Eu não vou mantê-lo em suspense por mais tempo. Este fator tem encontrado sua residência na literatura jurídica, embora pareça externamente como um termo musical.

A force majeure (francês) no direito civil é o surgimento de circunstâncias extraordinárias e inevitáveis ​​que isentam as partes contratantes de cumprir as suas obrigações contratuais…

Em todos os sistemas jurídicos civis a força irresistível é a circunstância que livra da responsabilidade.

A força majeure legal geralmente inclui as decisões das autoridades estaduais mais altas (proibição de importação ou de exportação, restrições cambiais, etc.), greves, guerras, revoluções, etc. (Dicionário Jurídico)

Não é incrível? Nós nos comportamos como se algo dependesse de nós. Como se nós decidíssemos e geríssemos, como se não houvesse ninguém, exceto nós. Não há natureza animal, vegetal, ou inanimada. Existem apenas pessoas – racionais, que fazem o que querem.

Essa é a nossa culpa. Nós fazemos o que podemos, mas essa force majeure faz o que quer. Assim, ela governa o mundo, não nós.

A questão é se podemos concordar com essa force majeure.

O Declínio Da Babilônia, Parte 7

Dr. Michael LaitmanHoje torna-se claro que, no nível do nosso mundo, nós não temos mais nada a fazer, e que estamos destinados a subir. A partir do estado de vazio neste nível, o próximo estado possível para o desenvolvimento espiritual está surgindo ao mesmo tempo.

E nós, toda a humanidade, estamos nessa fronteira histórica. Certamente, o grupo de Abraão deve irromper para se mostrar corretamente diante de todo o mundo e iniciar a subida coletiva para elevar toda a Babilônia humano ao nível do poder superior que toda a humanidade, toda a criação, deve alcançar.

Em outras palavras, é necessário buscar constantemente e trabalhar no equilíbrio entre as forças positiva e negativa (altruísmo e egoísmo), a fim de uni-las na linha média e com isso atingir o poder superior até se tornar realmente aderido a ele. Este é o próximo nível.

Em seu tempo, Abraão levou o povo para fora e mostrou-lhes como equilibrar as duas forças. Da mesma forma agora, um grupo de Abraão deve mostrar como adicionar o progresso positivo ao negativo do desenvolvimento físico egoísta da humanidade, em geral.

Pergunta: Então não haverá um retorno para a mesma Babilônia?

Resposta: Não. A Babilônia está chegando à correção, então toda a humanidade está subindo ao próximo nível. Nosso mundo está desaparecendo, e nós estamos começando a sentir o próximo estado, o próximo nível com os nossos novos sentidos, que chamamos de espiritualidade ou Criador.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 28/08/14, Parte 7

Não Há Como Escapar De Nossa Missão

Nós lembramos que este último verão foi quente em todos os sentidos. A maior parte do ano que passou deu à nossa nação a operação militar mais longa em muitos anos. Sua singularidade está no fato de que, em última instância, ela marcou e enfatizou o beco sem saída que nós alcançamos. A batalha acabou, mas ainda há uma ameaça e não há para onde fugir.

No momento em que uma nova rodada termina, a sombra da próxima rodada paira sobre nossas cabeças. Cada vez nós paramos por motivos diferentes e adiamos qualquer tomada de decisão, na esperança de que as coisas vão de alguma forma funcionar por conta própria.

Mas as coisas não mudaram durante décadas. Pelo contrário, a conexão entre as contradições ao redor e dentro do nosso país está ficando crescendo cada vez mais estreita. É um sinal claro de que nós temos que fazer algum auto esclarecimento, antes de podermos esclarecer e enfrentar os nossos problemas.

O profeta Jonas se viu numa situação semelhante há milhares de anos e é o herói do livro que estamos acostumados a ler em Yom Kippur. Estranhamente, essa história continua a se repetir regularmente, e embora a atmosfera ou o ambiente possam mudar, é sempre relevante. Nossos tempos não são exceção.

O enredo parece um romance de aventura, na medida em Jonas recebe uma missão de Deus para ajudar o povo de Nínive a superar o ódio mútuo que sentem e para cumprir o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

Foi Abraão que primeiro cumpriu esta ideia e fundou a nação judaica nesta base. Não faz diferença hoje como ele a alcançou, mas o importante é que a nação judaica conseguiu fazer o que é basicamente impossível.

“O que teria acontecido com a humanidade, se Abraão não tivesse sido um homem de percepção afiada e se ele tivesse ficado em Ur e mantivesse suas ideias para si mesmo e não fundasse nenhuma nação judaica original? O mundo sem judeus seria sem dúvida muito diferente do que é hoje”, (Paul Johnson, cientista e historiador britânico).

Hoje, mais do que nunca, o mundo inteiro – não apenas os judeus, árabes, russos e ucranianos – necessita de amor, ou pelo menos de uma compreensão mútua elementar.

Ao mesmo tempo, tal como no passado, ideias semelhantes são percebidas como totalmente irrealistas. Não é de se admirar que Jonas decidisse fugir para o exterior, pensando que poderia escapar da missão que havia recebido.

Assim como Jonas, nós também estamos tentando nos esconder dos grandes problemas “inexpugnáveis​​” em nossa rotina diária, e deixamos que os outros lidem com eles, enquanto nós lidamos com nossos problemas pessoais. Embora nossos problemas pessoais não estejam numa escala global, pelo menos eles podem ser resolvidos. Toda a nossa vida é um ciclo de problemas diários que às vezes conseguimos flutuar acima.

Não é por acaso que a história de Jonas é lida no Yom Kippur. Dos tempos antigos vem à lembrança que é impossível escapar da missão que nos foi dada.

Do folheto russo: “O Principal Segredo do Ano Novo Judaico”

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 57

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Posfácio ao Capítulo

Uma vez que revisamos o processo de unificação, o qual abrange toda a natureza em todos os seus níveis, nós gostaríamos de perguntar: “E o que dizer dos judeus, e o que isto tem a ver com o antissemitismo?”.

Vamos consultar as fontes:

Israel ocupa um lugar central em toda a Criação, e as outras criaturas dependem dele. (Ramchal, Da’at Tevunot)

É isso aí. Nada mais, nada menos. Além disso, o autor diz o seguinte:

O Todo-Poderoso conectou a correção de toda a Criação e sua ascensão às ações de Israel. (Ramchal, Da’at Tevunot)

Sim, o comentário é supérfluo.

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 2

Laitman_115_04Pergunta: O que significa “partida” da Babilônia e a construção do Segundo Templo?

Resposta: Essas noções representam a construção de pontes positivas entre as duas tribos remanescentes de acordo com o princípio “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. É um nível espiritual que existia há centenas de anos até que entrou em colapso.

Pergunta: Em outras palavras, a mensagem de Abraão nos guia para cima, mas o caminho que buscamos é cheio de “solavancos”, que muitas vezes nos levam para baixo. Isso é verdade?

Resposta: O caminho não é fácil. Depois da ascensão espiritual inicial, eles caíram para o Egito. De lá, eles subiram para o nível do Primeiro Templo, e depois caíram para a Babilônia. Depois, eles subiram ligeiramente ao nível do Segundo Templo, e depois desceram até a destruição interna. Em outras palavras, eles inclusive perderam o nível de “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. Eles simplesmente não foram capazes de continuar a implementar este princípio por mais tempo, já que seu egoísmo crescente quebrou os restos de seu amor anterior.

Assim, no início do primeiro século de nossa era, o amor desapareceu completamente.

Comentário: Eles até começaram a brigar e se matar.

Resposta: Essas coisas começaram na época do Primeiro Templo. Depois que ele entrou em colapso, diversos segmentos, tais como capitães, comerciantes, autoridades, administradores, etc., surgiram entre o povo. Eles exibiram enorme egoísmo, apesar de estarem em níveis elevados.

É muito diferente de construir relacionamentos em níveis mais baixos, como em pequenas aldeias ou entre aqueles que possuem uma vaca ou uma ovelha ou um cavalo. Para sobreviver, eles tiveram que emprestar o seu gado um para o outro.

No entanto, quando você e eu temos bilhões, e os outros também têm tanto quanto nós, guerras e batalhas são inevitáveis. Cada um possui seu próprio exército e se agarra firme a seus interesses. É por isso que os problemas surgem.

Pergunta: Portanto, cair do nível espiritual nos leva profundamente à manifestação do mal. É isso mesmo?

Resposta: Sim, é verdade. Por outro lado, é um fenómeno natural. Esses problemas acontecem em todos os países que estão passando pela fase de declínio. O mundo moderno enfrenta a mesma ameaça: russos, europeus e americanos ricos em breve criarão seus próprios exércitos e lutarão uns contra os outros.

Para os judeus, esses períodos geralmente acabam muito mal, já que na época do colapso espiritual, os conquistadores aparecem e destroem os templos.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 59

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria Integral

Nós mesmos complicamos nossa vida, a privamos de confiança, trazemos medo e limitações a ela.

Para que a vida surja, deve haver uma incrível coincidência de circunstâncias únicas.

O programa interno nos força a desenvolver e nos obriga a aprender sobre o mundo circundante.

O ser humano vai enfrentar o estágio de negação de sua natureza.

“Qual é o sentido da vida?” – É a pergunta que diz respeito às pessoas hoje.

Meu Dia De Autojulgamento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que uma ofensa a uma pessoa é pior do que uma ofensa ao Criador? Será que isso significa que a pessoa não pode gerenciar com o Criador, a menos que gerencie com aqueles que a rodeiam?

Resposta: Você não pode se voltar ao Criador se houver pessoas no mundo a quem você prejudicou. Nós só podemos influenciar o Criador através das pessoas de acordo com a lei do “do amor dos seres criados ao amor do Criador”.

Afinal, o Criador está oculto e só podemos revela-Lo doando às pessoas. Esta é a razão da sabedoria da Cabalá ser chamada de sabedoria oculta. Ela nos ensina como realmente dar às pessoas a fim de descobrir o Criador por trás delas. Se não soubermos isso, nunca seremos capazes de fazer o bem às pessoas por nossa doação, nem seremos capazes de doar ao Criador. Acontece que nós vamos chegar ao fim da nossa vida sem qualquer resultado positivo.

Pergunta: E se eu feri um amigo e quero fazer as pazes com ele. Basta pedir o seu perdão, como é habitual antes de Yom Kippur?

Resposta: É claro que não basta se você só pede o perdão do amigo apenas para se limpar (purificar) diante do Criador no Yom Kippur. A fim de fazer isso você está pronto para dar qualquer coisa ao amigo como presente, desde que você possa ter certeza que ele vai perdoá-lo e você vai ser capaz de justificar-se diante do Criador.

Mas isso é melhor do que nada, uma vez que chegamos à Lishma (em Seu nome) a partir de Lo Lishma (não em Seu nome). Fazer realmente a paz com um amigo significa começar a amá-lo, o que significa restringir seus desejos pessoais e estar realmente pronto para fazer tudo por ele. Esta é a correção da intenção no coração quando não resta cálculo pessoal, o que significa que tudo o que acontece comigo não importa. Tal correção chamada verdadeira doação é exigida de nós e só a sabedoria da Cabalá pode nos ensinar.

Nós podemos dizer que a essência do Yom Kippur é o resumo, o esclarecimento, de quantas restrições eu posso realizar em mim para poder agir com amor e doação aos outros depois daquele dia. Através do amor das pessoas eu atingirei o amor do Criador. O “dia do juízo” é o dia do meu autojulgamento.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/09/14

Cinco Proibições De Usar O Ego

Dr. Michael LaitmanComentário: Se é importante corrigir as intenções e não as ações, eu não entendo como isso é possível. Nós podemos fazer tudo com algum esforço, mas não temos controle sobre nossas intenções.

Resposta: Mas essa é a ideia da correção. Isso é realmente o que a Torá exige de nós: a correção do coração. Todos os mandamentos foram dados apenas para que pudéssemos purificar nossas intenções através deles.

Nossas ações são inúteis sem as intenções certas. Todo o sistema geral da natureza chamado de Criador, todo o enorme mecanismo da criação, leva em conta apenas nossas intenções e não nossos desejos.

Pergunta: Como o jejum no Yom Kippur tem relação com isso?

Resposta: O jejum no Yom Kippur nos lembra que devemos parar de receber egoisticamente e começar a doar aos outros acima do nosso benefício próprio. O desejo de uma pessoa é feito de cinco camadas – Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut -, e por isso há cinco proibições no Yom Kippur como sinal da restrição desses desejos egoístas: a proibição de comer e beber, a proibição de se lavar, a proibição da unção, a proibição do uso de sapatos de couro e a proibição de relações sexuais.

Assim, nós deixamos de receber e depois temos que mudar para a doação. Mas, para começar a doar aos outros, primeiro temos que restringir totalmente os nossos desejos egoístas e intenções de amor-próprio e parar de se preocupar conosco completamente. Isso significa que eu devo parar de usar todas as áreas negras que surgem nos Raios-X do meu coração durante os dez dias de arrependimento que precedem o Yom Kippur.

Esta é a essência do Yom Kippur. Eu ainda não posso realizar ações em prol da doação. Naquele dia, eu só restrinjo o meu ego, de modo a não receber nada para mim mesmo. Mesmo se eu estou autorizado a receber, é só para passar por mim e dar aos outros.

Mas isso vai acontecer mais tarde, enquanto no Yom Kippur há uma restrição total, as cinco proibições. Isto simboliza o fato de que a pessoa não usar sequer seus desejos mais essenciais. Por fim, nós alcançamos as mesmas revelações que o profeta Jonas, ao esclarecer qual é a coisa mais importante na vida da pessoa.

Embora Jonas não fosse uma pessoa comum, mas um profeta, nós temos que ver as missões difíceis que o Criador nos dá. Primeiro Jonas queria fugir de sua missão de doar aos outros, mas, por fim, ele foi obrigado a realizá-la, ao transmitir a sabedoria da conexão e unidade, amor e doação ao mundo inteiro, que o povo de Nínive encarna.

No Yom Kippur eu devo me esquecer de mim mesmo e me concentrar totalmente em benefício dos outros: primeiro o nosso povo, depois o resto do mundo. Esta é a missão da nação de Israel, como os Cabalistas nos dizem. Ao aceitar este trabalho, nós começamos a corrigir as nossas ações de doação quando Yom Kippur acaba, e os feriados que se seguem Yom Kippur simbolizam isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/09/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 55

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Animal Não É O Ser Humano

O animal, ao contrário do ser humano, vive de acordo com as leis da natureza, mas na natureza não se aceita matar qualquer um para o benefício e em prol do lucro. Animais em geral são muito mais tranquilos do que a maioria das pessoas pensa. A propósito, os animais preferem não lidar com o “rei da natureza”.

Histórias assustadoras que são contadas sobre o lobo (assim como o tigre) são embelezadas pela fantasia de pessoas ociosas e quase todas elas contêm um pouco de verdade.

Uma matilha de lobos, enlouquecida pela fome, de vez em quando pode atacar as pessoas, até mesmo adultos que estão armados; pode acontecer que os lobos matem e comam um ser humano, mas, de qualquer forma, a ameaça de lobos nos países onde as populações de lobos são grandes não é tão grande como muitas vezes se imagina.

Um lobo solitário raramente ataca um adulto, mesmo um adulto armado apenas com um porrete; este comportamento pode ser causado apenas por circunstâncias especiais, como um lobo raivoso ou uma loba temendo por seus filhotes. (Alfred E. Brehm, A Vida dos Animais de Brehm)

Um animal certamente não é um ser humano. Os animais não são capazes do seguinte:

“Com o lucro adequado, o capital é muito ousado. Dez por cento certamente assegurarão seu emprego em qualquer lugar; 20 por cento certamente produzirão ânsia; 50 por cento, audácia positiva; 100 por cento vão torná-lo pronto para pisar todas as leis humanas; 300 por cento, e não há crime em que terá escrúpulos, nem risco que não correrá, mesmo com a possibilidade de seu dono ser enforcado”. (Thomas Joseph Dunning)

Uma imagem surreal está na nossa frente. O ser humano, o mais alto grau da natureza, comporta-se muito pior do que animais. Por que o intelecto, do qual o homem se orgulha tanto, traze muito mais mal do que bem? Por que o ser humano é capaz de fazer tais coisas indecritíveis a sua própria espécie?

Agora Dadon chegou à tenda…

Cambaleia para trás: visão terrível,

Difícil diante de seus olhos jazem caídos,

Despojados dos capacetes e das armaduras,

Tanto seus nobres príncipes, massacrados,

Perfurados pela carga do outro;

E suas montarias errantes em geral

No campo todo estampado e marcado,

No pasto ensanguentado. . .

‘Meninos… meus meninos’, o pai gemeu,

‘Estrangularam meus dois falcões’, ele gemeu,

‘A vida está perdida – ai de mim…

Aqui foram mortos não dois, mas três’.

Lamentos de homens e mestres se fundem

Logo ressoam com pesados cantos fúnebres

Desfiladeiro e precipício, o coração da montanha

Sacode. Eis que as cortinas se partem

Na tenda… O prêmio das donzelas,

A Rainha de Shamakhan, em esplendor

Brilhante como a estrela da manhã,

Silenciosamente saúda o czar.

Silenciado pelo seu brilhante olhar

Como um pássaro da noite de dia,

Entorpecido ele fica – sua vista se atordoa

Sim! A morte de seus dois filhos.

(Aleksander S. Pushkin, “O Conto do Galo de Ouro“)

Fonte: O Conto do Galo de Ouro

E será que esta criatura se encontra no topo do desenvolvimento da natureza? Parece no mínimo ilógico. Como poderia ela, que é capaz de destruir milhões de sua própria espécie, estar acima de todos os outros? De que forma o “rei da natureza” é capaz de algumas ideias ilusórias para destruir não só os outros, mas também a si mesmo?

E ao mesmo tempo.

Como pode tudo isto ser combinado com ideais, cultura, arte, princípios morais elevados e intelecto poderoso?