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Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 6

Laitman_006Pergunta: O que os antissemitas de todas as gerações querem dos judeus?

Resposta: Eles querem parar de sentir que os judeus “mandam” neles; eles se esforçam em acabar com a sensação de que os judeus são a razão de todos os seus problemas. Suas reivindicações para com os judeus são muito naturais e corretas.

Pergunta: Corretas?!

Resposta: Sim! De acordo com a natureza, tudo o que eles dizem é certo. Os judeus são os portadores da ideologia que prejudica todo o mundo.

“O que há de errado conosco? Nós não prejudicamos ninguém”, os exclamam os judeus. Na verdade, sem saber, eles estão mentindo. Eles são culpados. Hoje, eles trazem desastres ao mundo porque estão separados. Assim, se eles conseguirem mudar, eles vão atrair imensa felicidade a este mundo.

O mundo pensa que pode se livrar dos judeus, mas isto é um erro de pensamento. Nós temos que mostrar ao mundo a verdadeira saída deste problema.

O antissemitismo, a questão da atitude em relação aos judeus, e tudo relacionado com esta questão, continuarão a se expandir, a se tornar mais forte, e em breve irão substituir todos os outros problemas mais óbvios e evidentes em todo o mundo. Aconteça o que acontecer, seja qual for o problema ou desastre – guerras, aflições – tudo será culpa dos judeus. “Se não há água na torneira, os judeus beberam a água…” (canção satírica da Rússia). Nada pode ser feito; é uma lei da natureza.

Por quanto tempo vai durar esta situação? Ela vai continuar até que nós, judeus, mudemos a tendência das coisas, de modo a que todos atinjam equilíbrio completo com o Criador e subam para seu nível. Até lá, suas acusações, de fato, serão naturais e corretas.

Eles só têm que entender exatamente o que exigem dos judeus. Assim que nós compreendermos essas questões e começarmos a nos mover na direção certa, eles vão entender isso através de nós e nos ajudar. Desta forma, nós vamos atingir o nível que Abraão queria chegar na antiga Babilônia.

Por isso, atualmente nós estamos no ponto mais crítico. Aqui está! Está bem em frente de nós! Isso está acontecendo enquanto nós falamos! Deste ponto em diante, nós temos que começar a crescer muito rapidamente. Em outras palavras, nós vamos ter que nos conectar e mostrar ao mundo inteiro o caminho para alcançar a paz definitiva, o melhor estado eterno e benevolente.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 6

Quanto Mais Impenetrável A Escuridão, Mais Brilhante A Luz

laitman_236_01As cabanas durante o feriado de Sucot simbolizam nosso abraço com o Criador. Nós chegamos à conexão com Ele através da ajuda de uma iluminação circundante especial chamada Sucá (cabana).

Nós trabalhamos diante do Criador, adaptando-nos a Ele, e essa relação é descrita como as ações de uma pessoa com quatro espécies de plantas (arba’a minim) na cabana, ou seja, na Luz Circundante (Ohr Makif).

A fim de alcançar a conformidade com o Criador, eu carrego etrog (fruto cítrica) numa das mãos e, na outra, lulav, hadassim e aravot (um ramo de palmeira, três ramos de murta e dois ramos do salgueiro). As três últimas espécies representam as minhas propriedades que eu preciso coordenar com o Criador.

  • Três ramos da murta (Sefirot Hesed, Gevurah e Tiferet)
  • Dois ramos do salgueiro (Sefirot Netzach e Hod)
  • Um ramo de palmeira (Sefira Yesod)
  • Etrog (Malchut)

Juntando-as ao longo dos sete dias da festa de Sucot, eu me apego a essa unidade em pensamentos e desejos, conectando-me desta forma ao Criador no fluxo da Luz. Afinal de contas, as Luzes também vêm gradualmente e são chamadas pelos mesmos nomes: Hesed, Guevurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, e Malchut.

Como resultado, se eu uso tudo o que me é dado de maneira correta, então eu me corrijo e chego a um abraço completo com o Criador, que é chamado de “Alegria da Torá” (Simchat Torá), já que usei toda a Luz Circundante que estava agindo em mim, me ajudando a alcançar a adesão. A Luz que me corrigiu e me levou à adesão com o Criador é chamada agora de Torá.

Como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei para ela a Torá como tempero, pois a Luz nela reforma”. A inclinação ao mal é essa própria camada de ocultação. Eu uso todas as Luzes que vêm a mim, e graças a isso elas que convertem essa exata ocultação em revelação, e onde a ocultação era maior, mais profunda e escura, mais Luz é revelada.

É assim que eu venho para o feriado de Simchat Torah, a explosão de alegria que vem imediatamente após Sucot.

De Kab Tv “Uma Nova Vida” 05/10/14

Atrair A Luz Da Correção Para O Meu Convidado

laitman_921Pergunta: A ideia de que a sombra da Sucá simboliza a necessidade de se contentar com pouco me assusta porque eu quero sentir que estou no mundo do Infinito, que é cheio de amor e forças de doação. A qual restrição ela se refere?

Resposta: O mundo inteiro está aberto diante de você. Continue. Volte já ao Criador! Sucot é apenas o começo do ano.

Ainda há muito mais estados à frente em que você vai trabalhar duro. Depois de Sucot, há o feriado de Simchat Torah (alegrar-se com a Torá), e depois há Chanucá, o “Festival das Luzes”, quando a nossa correção prática para a doação começa.

A luz de Chanucá simboliza a doação completa, e por isso é impossível usar as velas de Chanucá para a luz, mas apenas para vê-las. Como está escrito: “Estas velas são santas”, e Santidade é doação. Depois, nós alcançamos uma correção ainda maior e chegamos ao feriado de Purim.

Purim é diretamente oposto ao Yom Kippur (Kippurim). No Yom Kippur, nós decidimos que não podemos fazer nada com nossos desejos terrivelmente egoístas. Em Purim, todos eles são corrigidos, a tal ponto que deixamos de esclarecê-los. Nós podemos comer e beber tanto quanto quisermos, e temos a certeza de que é para doar e que tudo vai dar certo para o melhor.

Pergunta: Como é que uma Sucá que construímos no quintal simbolizar a Sucá que devemos construir em nosso coração?

Resposta: A construção de uma Sucá no coração significa criar as condições para que o nosso desejo de receber seja corrigido pela Luz Circundante, o que significa que todas as nossas intenções serão focadas em benefício dos outros.

Por isso, costuma-se convidar pessoas e receber visitas muito honrosas na Sucá: Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Arão, José e Davi. Eles simbolizam as Luzes que vêm e corrigem a pessoa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/10/14

Ondas Quentes Do Feriado De Sucot

laitman_276_01Há 125 degraus na descoberta da força superior, na aproximação cada vez maior da pessoa em direção ao Criador. Mas este processo avança de uma forma única. À medida que eu me aproximo, de repente eu sinto novamente a escuridão de uma ocultação ainda maior. E eu avanço novamente, vencendo a escuridão, fazendo uma descoberta, e descobrindo-me na escuridão novamente.

É como na escola, onde a cada subida para a próxima aula, o estudo torna-se mais sério e difícil. Na primeira série nós aprendemos ao brincar, na segunda série é um pouco mais difícil, na terceira série, ainda mais difícil. Quando alcançamos os graus mais elevados, a aprendizagem torna-se intensa e na universidade é muito difícil.

Os níveis de dificuldade aumentam acentuadamente, de forma exponencial, e nós temos que levar isso em conta. Mas nós aprendemos a ajudar uns aos outros desta maneira e a usar a ajuda dos Cabalistas e todo o sistema organizado que foi preparado para nós.

Como numa ciência regular, nós usamos todas as conquistas, começando na antiguidade até os nossos dias. E mesmo que se torne difícil para nós avançar, milhões de pessoas estão trabalhando na vanguarda da ciência hoje, algo que requer muitos recursos, materiais e meios financeiros, e assim a ciência evolui.

Quanto mais avançamos, mais os requisitos para trabalhar aumentam, em quantidade e qualidade, e a participação em massa é necessária. Portanto, hoje toda a humanidade está entrando num nível único; muitas pessoas sentem o vazio da vida, o qual só pode ser preenchido pela busca pelo Criador.

Por esta razão, a pessoa perde o gosto na vida; isso é algo que é projetado para empurrá-la para a descoberta do Poder Superior. Ela só encontrará a plenitude se descobrir a fonte da vida que a criou e brincar de “esconde-esconde” com ela.

Sucot é uma festa especial. É o momento em que todos os que estão procurando o Criador já começam a sentir as ondas quentes, o abraço que vem Dele, e essa é uma sensação maravilhosa. Como num jogo de “está quente ou está frio”, ao chegar perto do lugar onde o objeto está escondido, nós também dizemos: “Quente, quente, muito quente!”

Sucot é um momento especial, mesmo para aquelas pessoas que ainda não estão incluídas na busca pela força superior, mas que já sentem um pouco o que está faltando. Se durante os feriados elas ao menos se juntarem a nós de alguma forma, participando de círculos de discussão, elas sentirão que um sentimento muito original de inspiração e elevação de espírito está presente, que envolve todas as pessoas.

Nós esperamos que, juntos, comecemos a sentir este calor e descoberta!

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/10/14

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma parcela significativa das fontes originais surgiu durante o “vago” período da destruição do Templo. Assim, os livros que apareceram naquela época tinham que ser muito elevados, porque eles foram escritos entre a queda e a próxima subida. É isso mesmo?

Resposta: É claro! Foi o momento em que o grande Talmude foi escrito e também um número enorme de outros livros foram criados nesse limite, incluindo o Livro do Zohar.

Aqueles que escreveram esses livros sabiam que as pessoas iriam cair na escuridão absoluta e ressuscitar depois de muitas gerações. Eles sabiam que, após séculos, esses livros viriam à tona novamente, a fim de permitir que as pessoas implementassem o conhecimento no próximo nível superior, juntamente com toda a humanidade, todos da Babilônia.

Antes, era proibido colocar esse conhecimento por escrito. Tudo tinha que viver numa pessoa, e as pessoas trabalhavam internamente. Por que alguém iria documentar algo se esta sabedoria já estava escrita nos anais de suas almas? Absolutamente todos os bits de conhecimento foram inscritos na memória do “computador espiritual”. No entanto, quando as pessoas começaram a perder a conexão com o computador, elas obtiveram permissão para escrever o conhecimento no papel. Elas começaram a escrever livros, rezão pela qual nós temos o Talmude Babilônico, Mishná, Gemarah, e O Livro do Zohar.

Ainda hoje, depois de centenas de milhares de anos, há dezenas de volumes restantes, embora muitas partes do Livro do Zohar não tenham sobrevivido! Você consegue imaginar o quanto eles escreveram?

É por isso que o “Talmude” se tornou uma palavra comum que denota algo enorme e abrangente. Nós estamos falando de um número incrível de textos canônicos que ninguém nunca teve a permissão de corrigir. Mesmo que algumas linhas pareçam erradas para nós, elas ainda devem ser deixadas intactas. É bem possível que mais tarde nós descubramos que estas linhas estão corretas. Nós devemos saber o que está escrito lá.

É por isso que o Antigo Testamento, ou seja, a Torá, se manteve intacto desde então. Todas as outras edições são idênticas aos achados arqueológicos, não importa o quanto eles são velhos.

Pergunta: Portanto, os textos originais carregam alguma haste central?

Resposta: Sim. Mesmo agora, nós continuamos estudando as leis que explicam como devemos nos relacionar com esses textos. Nós não podemos mudar uma coisa neles! Não importa o que nós pensamos sobre os textos, nós somos estritamente proibidos de mudá-los.

No entanto, é aceitável fazer adaptações com referências ao texto original. Neste momento, nós processamos ​​ um pouco O Livro do Zohar e o tornamos mais acessível ao público em geral. Caso contrário, é extremamente difícil e praticamente impossível de entender o que está escrito nos livros, uma vez que eles foram feitos para um tipo diferente de inteligência ou percepção.

Pergunta: Se assim for, os textos são escritos à beira da luz e da escuridão, no limiar da luz e do exílio. Será que eles carregam o feto da nossa próxima subida?

Resposta: A Mishná, o Talmude, o Schulchan Aruch e muitos outros textos foram escritos e estudados durante as várias fases do exílio. Começando com o século XVI, a partir da época do ARI, o principal livro que adquiriu a maior popularidade entre os estudiosos é, sem dúvida, O Livro do Zohar.

As duas tribos do grupo de Abraão levaram os livros com elas durante todo o exílio e continuaram observando o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

O resto das tribos desapareceu. Elas não levaram os livros com elas porque eram descendentes do Primeiro Templo, durante o qual a escrita era completamente proibida.

Pergunta: Será que isso significa que durante exílio o povo estava unido em torno desses escritos? Eles foram escritos para alcançar a unidade?

Resposta: Sim. Sua tarefa era guardar a sabedoria ao longo da história. No final da descida, o Livro do Zohar teve que ser revelado. Ele foi concebido para ajudar as pessoas a sair do exílio.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/06/14, Parte 6

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 58

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Capítulo 4 – A Crise – Não a Força Majeure

“Nenhuma calamidade vem ao mundo, mas para Israel”. (Baal HaSulam “Introdução ao Livro do Zohar)

A Crise do Gênero

Nós vivemos em tempos emocionantes. Hoje, muitos fatos conhecidos, eventos históricos, descobertas científicas, etc., são criticados, revistos ou até mesmo negados. O que costumava ser bem conhecido e provado de uma vez por todas, não é hoje.

Primeiro, uma nova versão de um evento bem conhecido aparece. Depois, uma versão que nega a nova versão. Em seguida, uma versão que aumenta a nova e nega a que foi negada. Finalmente, uma versão que nega todas as versões, sem exceção, mas confirma a original. Em geral, a vida se tornou mais divertida.

Como resultado, já não acreditamos em nada. Os mongóis conquistaram a Rússia ou vice-versa. Os americanos foram à Lua ou o pouso na Lua foi filmado em Hollywood; o ser humano descende de macacos ou surgiu imediatamente; Einstein criou a teoria da relatividade ou outro alguém…

No que diz respeito à conspiração global, há, como eles dizem, “ilegalidade”. Banqueiros, lojas secretas, governos mundiais, agências de inteligência – todos tecem complôs e conduzem uma expansão secreta usando a crise global, armas psicotrópicas, e tecnologias de Internet.

A mesma tendência pode ser vista por trás dessas tentativas. As pessoas estão interessadas nas razões. Os próprios eventos passam para segundo plano, mas as razões paro a o primeiro plano. As pessoas querem saber, não o que aconteceu e quando, mas por que, e mais o importante: quem está por trás disso.

A crise deste gênero ainda não foi observada, embora todas as possíveis causas de quase todos eventos conhecidos foram listadas e investigadas. Agora, as pessoas se interessam por causas menos prováveis ​​e até mesmo motivos impossíveis. Teclados clicam, livros são impressos, o interesse continua. Na verdade, isso é normal. Em algum lugar lá no fundo, a pessoa quer saber a verdade, somente a verdade e nada além da verdade.

Assim, as razões estão sendo procuradas, estão sendo analisadas​​, e vão gradualmente secando. Enquanto isso, uma razão comum a todos os eventos sem exceção, ninguém investigou e não está investigando. Pelo menos, ninguém a reconhece.

Ao mesmo tempo, esta razão é o fator que está sempre invisível, em todo e qualquer lugar. Todo mundo sabe disso, mas ninguém a considera. É um assassino no sentido literal e figurativo e, ao mesmo tempo, é absolutamente imprevisível. Ele não é estudado, embora por vezes seja mencionado. Eu não vou mantê-lo em suspense por mais tempo. Este fator tem encontrado sua residência na literatura jurídica, embora pareça externamente como um termo musical.

A force majeure (francês) no direito civil é o surgimento de circunstâncias extraordinárias e inevitáveis ​​que isentam as partes contratantes de cumprir as suas obrigações contratuais…

Em todos os sistemas jurídicos civis a força irresistível é a circunstância que livra da responsabilidade.

A força majeure legal geralmente inclui as decisões das autoridades estaduais mais altas (proibição de importação ou de exportação, restrições cambiais, etc.), greves, guerras, revoluções, etc. (Dicionário Jurídico)

Não é incrível? Nós nos comportamos como se algo dependesse de nós. Como se nós decidíssemos e geríssemos, como se não houvesse ninguém, exceto nós. Não há natureza animal, vegetal, ou inanimada. Existem apenas pessoas – racionais, que fazem o que querem.

Essa é a nossa culpa. Nós fazemos o que podemos, mas essa force majeure faz o que quer. Assim, ela governa o mundo, não nós.

A questão é se podemos concordar com essa force majeure.

O Declínio Da Babilônia, Parte 7

Dr. Michael LaitmanHoje torna-se claro que, no nível do nosso mundo, nós não temos mais nada a fazer, e que estamos destinados a subir. A partir do estado de vazio neste nível, o próximo estado possível para o desenvolvimento espiritual está surgindo ao mesmo tempo.

E nós, toda a humanidade, estamos nessa fronteira histórica. Certamente, o grupo de Abraão deve irromper para se mostrar corretamente diante de todo o mundo e iniciar a subida coletiva para elevar toda a Babilônia humano ao nível do poder superior que toda a humanidade, toda a criação, deve alcançar.

Em outras palavras, é necessário buscar constantemente e trabalhar no equilíbrio entre as forças positiva e negativa (altruísmo e egoísmo), a fim de uni-las na linha média e com isso atingir o poder superior até se tornar realmente aderido a ele. Este é o próximo nível.

Em seu tempo, Abraão levou o povo para fora e mostrou-lhes como equilibrar as duas forças. Da mesma forma agora, um grupo de Abraão deve mostrar como adicionar o progresso positivo ao negativo do desenvolvimento físico egoísta da humanidade, em geral.

Pergunta: Então não haverá um retorno para a mesma Babilônia?

Resposta: Não. A Babilônia está chegando à correção, então toda a humanidade está subindo ao próximo nível. Nosso mundo está desaparecendo, e nós estamos começando a sentir o próximo estado, o próximo nível com os nossos novos sentidos, que chamamos de espiritualidade ou Criador.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 28/08/14, Parte 7

Não Há Como Escapar De Nossa Missão

Nós lembramos que este último verão foi quente em todos os sentidos. A maior parte do ano que passou deu à nossa nação a operação militar mais longa em muitos anos. Sua singularidade está no fato de que, em última instância, ela marcou e enfatizou o beco sem saída que nós alcançamos. A batalha acabou, mas ainda há uma ameaça e não há para onde fugir.

No momento em que uma nova rodada termina, a sombra da próxima rodada paira sobre nossas cabeças. Cada vez nós paramos por motivos diferentes e adiamos qualquer tomada de decisão, na esperança de que as coisas vão de alguma forma funcionar por conta própria.

Mas as coisas não mudaram durante décadas. Pelo contrário, a conexão entre as contradições ao redor e dentro do nosso país está ficando crescendo cada vez mais estreita. É um sinal claro de que nós temos que fazer algum auto esclarecimento, antes de podermos esclarecer e enfrentar os nossos problemas.

O profeta Jonas se viu numa situação semelhante há milhares de anos e é o herói do livro que estamos acostumados a ler em Yom Kippur. Estranhamente, essa história continua a se repetir regularmente, e embora a atmosfera ou o ambiente possam mudar, é sempre relevante. Nossos tempos não são exceção.

O enredo parece um romance de aventura, na medida em Jonas recebe uma missão de Deus para ajudar o povo de Nínive a superar o ódio mútuo que sentem e para cumprir o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

Foi Abraão que primeiro cumpriu esta ideia e fundou a nação judaica nesta base. Não faz diferença hoje como ele a alcançou, mas o importante é que a nação judaica conseguiu fazer o que é basicamente impossível.

“O que teria acontecido com a humanidade, se Abraão não tivesse sido um homem de percepção afiada e se ele tivesse ficado em Ur e mantivesse suas ideias para si mesmo e não fundasse nenhuma nação judaica original? O mundo sem judeus seria sem dúvida muito diferente do que é hoje”, (Paul Johnson, cientista e historiador britânico).

Hoje, mais do que nunca, o mundo inteiro – não apenas os judeus, árabes, russos e ucranianos – necessita de amor, ou pelo menos de uma compreensão mútua elementar.

Ao mesmo tempo, tal como no passado, ideias semelhantes são percebidas como totalmente irrealistas. Não é de se admirar que Jonas decidisse fugir para o exterior, pensando que poderia escapar da missão que havia recebido.

Assim como Jonas, nós também estamos tentando nos esconder dos grandes problemas “inexpugnáveis​​” em nossa rotina diária, e deixamos que os outros lidem com eles, enquanto nós lidamos com nossos problemas pessoais. Embora nossos problemas pessoais não estejam numa escala global, pelo menos eles podem ser resolvidos. Toda a nossa vida é um ciclo de problemas diários que às vezes conseguimos flutuar acima.

Não é por acaso que a história de Jonas é lida no Yom Kippur. Dos tempos antigos vem à lembrança que é impossível escapar da missão que nos foi dada.

Do folheto russo: “O Principal Segredo do Ano Novo Judaico”

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 57

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Posfácio ao Capítulo

Uma vez que revisamos o processo de unificação, o qual abrange toda a natureza em todos os seus níveis, nós gostaríamos de perguntar: “E o que dizer dos judeus, e o que isto tem a ver com o antissemitismo?”.

Vamos consultar as fontes:

Israel ocupa um lugar central em toda a Criação, e as outras criaturas dependem dele. (Ramchal, Da’at Tevunot)

É isso aí. Nada mais, nada menos. Além disso, o autor diz o seguinte:

O Todo-Poderoso conectou a correção de toda a Criação e sua ascensão às ações de Israel. (Ramchal, Da’at Tevunot)

Sim, o comentário é supérfluo.

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 2

Laitman_115_04Pergunta: O que significa “partida” da Babilônia e a construção do Segundo Templo?

Resposta: Essas noções representam a construção de pontes positivas entre as duas tribos remanescentes de acordo com o princípio “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. É um nível espiritual que existia há centenas de anos até que entrou em colapso.

Pergunta: Em outras palavras, a mensagem de Abraão nos guia para cima, mas o caminho que buscamos é cheio de “solavancos”, que muitas vezes nos levam para baixo. Isso é verdade?

Resposta: O caminho não é fácil. Depois da ascensão espiritual inicial, eles caíram para o Egito. De lá, eles subiram para o nível do Primeiro Templo, e depois caíram para a Babilônia. Depois, eles subiram ligeiramente ao nível do Segundo Templo, e depois desceram até a destruição interna. Em outras palavras, eles inclusive perderam o nível de “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. Eles simplesmente não foram capazes de continuar a implementar este princípio por mais tempo, já que seu egoísmo crescente quebrou os restos de seu amor anterior.

Assim, no início do primeiro século de nossa era, o amor desapareceu completamente.

Comentário: Eles até começaram a brigar e se matar.

Resposta: Essas coisas começaram na época do Primeiro Templo. Depois que ele entrou em colapso, diversos segmentos, tais como capitães, comerciantes, autoridades, administradores, etc., surgiram entre o povo. Eles exibiram enorme egoísmo, apesar de estarem em níveis elevados.

É muito diferente de construir relacionamentos em níveis mais baixos, como em pequenas aldeias ou entre aqueles que possuem uma vaca ou uma ovelha ou um cavalo. Para sobreviver, eles tiveram que emprestar o seu gado um para o outro.

No entanto, quando você e eu temos bilhões, e os outros também têm tanto quanto nós, guerras e batalhas são inevitáveis. Cada um possui seu próprio exército e se agarra firme a seus interesses. É por isso que os problemas surgem.

Pergunta: Portanto, cair do nível espiritual nos leva profundamente à manifestação do mal. É isso mesmo?

Resposta: Sim, é verdade. Por outro lado, é um fenómeno natural. Esses problemas acontecem em todos os países que estão passando pela fase de declínio. O mundo moderno enfrenta a mesma ameaça: russos, europeus e americanos ricos em breve criarão seus próprios exércitos e lutarão uns contra os outros.

Para os judeus, esses períodos geralmente acabam muito mal, já que na época do colapso espiritual, os conquistadores aparecem e destroem os templos.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14