Textos na Categoria 'Israel'

Meu Dia De Autojulgamento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que uma ofensa a uma pessoa é pior do que uma ofensa ao Criador? Será que isso significa que a pessoa não pode gerenciar com o Criador, a menos que gerencie com aqueles que a rodeiam?

Resposta: Você não pode se voltar ao Criador se houver pessoas no mundo a quem você prejudicou. Nós só podemos influenciar o Criador através das pessoas de acordo com a lei do “do amor dos seres criados ao amor do Criador”.

Afinal, o Criador está oculto e só podemos revela-Lo doando às pessoas. Esta é a razão da sabedoria da Cabalá ser chamada de sabedoria oculta. Ela nos ensina como realmente dar às pessoas a fim de descobrir o Criador por trás delas. Se não soubermos isso, nunca seremos capazes de fazer o bem às pessoas por nossa doação, nem seremos capazes de doar ao Criador. Acontece que nós vamos chegar ao fim da nossa vida sem qualquer resultado positivo.

Pergunta: E se eu feri um amigo e quero fazer as pazes com ele. Basta pedir o seu perdão, como é habitual antes de Yom Kippur?

Resposta: É claro que não basta se você só pede o perdão do amigo apenas para se limpar (purificar) diante do Criador no Yom Kippur. A fim de fazer isso você está pronto para dar qualquer coisa ao amigo como presente, desde que você possa ter certeza que ele vai perdoá-lo e você vai ser capaz de justificar-se diante do Criador.

Mas isso é melhor do que nada, uma vez que chegamos à Lishma (em Seu nome) a partir de Lo Lishma (não em Seu nome). Fazer realmente a paz com um amigo significa começar a amá-lo, o que significa restringir seus desejos pessoais e estar realmente pronto para fazer tudo por ele. Esta é a correção da intenção no coração quando não resta cálculo pessoal, o que significa que tudo o que acontece comigo não importa. Tal correção chamada verdadeira doação é exigida de nós e só a sabedoria da Cabalá pode nos ensinar.

Nós podemos dizer que a essência do Yom Kippur é o resumo, o esclarecimento, de quantas restrições eu posso realizar em mim para poder agir com amor e doação aos outros depois daquele dia. Através do amor das pessoas eu atingirei o amor do Criador. O “dia do juízo” é o dia do meu autojulgamento.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/09/14

Cinco Proibições De Usar O Ego

Dr. Michael LaitmanComentário: Se é importante corrigir as intenções e não as ações, eu não entendo como isso é possível. Nós podemos fazer tudo com algum esforço, mas não temos controle sobre nossas intenções.

Resposta: Mas essa é a ideia da correção. Isso é realmente o que a Torá exige de nós: a correção do coração. Todos os mandamentos foram dados apenas para que pudéssemos purificar nossas intenções através deles.

Nossas ações são inúteis sem as intenções certas. Todo o sistema geral da natureza chamado de Criador, todo o enorme mecanismo da criação, leva em conta apenas nossas intenções e não nossos desejos.

Pergunta: Como o jejum no Yom Kippur tem relação com isso?

Resposta: O jejum no Yom Kippur nos lembra que devemos parar de receber egoisticamente e começar a doar aos outros acima do nosso benefício próprio. O desejo de uma pessoa é feito de cinco camadas – Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut -, e por isso há cinco proibições no Yom Kippur como sinal da restrição desses desejos egoístas: a proibição de comer e beber, a proibição de se lavar, a proibição da unção, a proibição do uso de sapatos de couro e a proibição de relações sexuais.

Assim, nós deixamos de receber e depois temos que mudar para a doação. Mas, para começar a doar aos outros, primeiro temos que restringir totalmente os nossos desejos egoístas e intenções de amor-próprio e parar de se preocupar conosco completamente. Isso significa que eu devo parar de usar todas as áreas negras que surgem nos Raios-X do meu coração durante os dez dias de arrependimento que precedem o Yom Kippur.

Esta é a essência do Yom Kippur. Eu ainda não posso realizar ações em prol da doação. Naquele dia, eu só restrinjo o meu ego, de modo a não receber nada para mim mesmo. Mesmo se eu estou autorizado a receber, é só para passar por mim e dar aos outros.

Mas isso vai acontecer mais tarde, enquanto no Yom Kippur há uma restrição total, as cinco proibições. Isto simboliza o fato de que a pessoa não usar sequer seus desejos mais essenciais. Por fim, nós alcançamos as mesmas revelações que o profeta Jonas, ao esclarecer qual é a coisa mais importante na vida da pessoa.

Embora Jonas não fosse uma pessoa comum, mas um profeta, nós temos que ver as missões difíceis que o Criador nos dá. Primeiro Jonas queria fugir de sua missão de doar aos outros, mas, por fim, ele foi obrigado a realizá-la, ao transmitir a sabedoria da conexão e unidade, amor e doação ao mundo inteiro, que o povo de Nínive encarna.

No Yom Kippur eu devo me esquecer de mim mesmo e me concentrar totalmente em benefício dos outros: primeiro o nosso povo, depois o resto do mundo. Esta é a missão da nação de Israel, como os Cabalistas nos dizem. Ao aceitar este trabalho, nós começamos a corrigir as nossas ações de doação quando Yom Kippur acaba, e os feriados que se seguem Yom Kippur simbolizam isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/09/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 55

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Animal Não É O Ser Humano

O animal, ao contrário do ser humano, vive de acordo com as leis da natureza, mas na natureza não se aceita matar qualquer um para o benefício e em prol do lucro. Animais em geral são muito mais tranquilos do que a maioria das pessoas pensa. A propósito, os animais preferem não lidar com o “rei da natureza”.

Histórias assustadoras que são contadas sobre o lobo (assim como o tigre) são embelezadas pela fantasia de pessoas ociosas e quase todas elas contêm um pouco de verdade.

Uma matilha de lobos, enlouquecida pela fome, de vez em quando pode atacar as pessoas, até mesmo adultos que estão armados; pode acontecer que os lobos matem e comam um ser humano, mas, de qualquer forma, a ameaça de lobos nos países onde as populações de lobos são grandes não é tão grande como muitas vezes se imagina.

Um lobo solitário raramente ataca um adulto, mesmo um adulto armado apenas com um porrete; este comportamento pode ser causado apenas por circunstâncias especiais, como um lobo raivoso ou uma loba temendo por seus filhotes. (Alfred E. Brehm, A Vida dos Animais de Brehm)

Um animal certamente não é um ser humano. Os animais não são capazes do seguinte:

“Com o lucro adequado, o capital é muito ousado. Dez por cento certamente assegurarão seu emprego em qualquer lugar; 20 por cento certamente produzirão ânsia; 50 por cento, audácia positiva; 100 por cento vão torná-lo pronto para pisar todas as leis humanas; 300 por cento, e não há crime em que terá escrúpulos, nem risco que não correrá, mesmo com a possibilidade de seu dono ser enforcado”. (Thomas Joseph Dunning)

Uma imagem surreal está na nossa frente. O ser humano, o mais alto grau da natureza, comporta-se muito pior do que animais. Por que o intelecto, do qual o homem se orgulha tanto, traze muito mais mal do que bem? Por que o ser humano é capaz de fazer tais coisas indecritíveis a sua própria espécie?

Agora Dadon chegou à tenda…

Cambaleia para trás: visão terrível,

Difícil diante de seus olhos jazem caídos,

Despojados dos capacetes e das armaduras,

Tanto seus nobres príncipes, massacrados,

Perfurados pela carga do outro;

E suas montarias errantes em geral

No campo todo estampado e marcado,

No pasto ensanguentado. . .

‘Meninos… meus meninos’, o pai gemeu,

‘Estrangularam meus dois falcões’, ele gemeu,

‘A vida está perdida – ai de mim…

Aqui foram mortos não dois, mas três’.

Lamentos de homens e mestres se fundem

Logo ressoam com pesados cantos fúnebres

Desfiladeiro e precipício, o coração da montanha

Sacode. Eis que as cortinas se partem

Na tenda… O prêmio das donzelas,

A Rainha de Shamakhan, em esplendor

Brilhante como a estrela da manhã,

Silenciosamente saúda o czar.

Silenciado pelo seu brilhante olhar

Como um pássaro da noite de dia,

Entorpecido ele fica – sua vista se atordoa

Sim! A morte de seus dois filhos.

(Aleksander S. Pushkin, “O Conto do Galo de Ouro“)

Fonte: O Conto do Galo de Ouro

E será que esta criatura se encontra no topo do desenvolvimento da natureza? Parece no mínimo ilógico. Como poderia ela, que é capaz de destruir milhões de sua própria espécie, estar acima de todos os outros? De que forma o “rei da natureza” é capaz de algumas ideias ilusórias para destruir não só os outros, mas também a si mesmo?

E ao mesmo tempo.

Como pode tudo isto ser combinado com ideais, cultura, arte, princípios morais elevados e intelecto poderoso?

Jewish Telegraph: “A Unidade Dos Judeus É Um Exemplo Para As Nações”


Jewish Telegraph, um jornal em Londres, publicou um artigo de Zoe Cohen, intitulado “Unidade dos Judeus é um Exemplo para as Nações”, sobre o meu artigo no The New York Times, “Quem é Você, Povo de Israel?”

O artigo está abaixo.

“O professor israelense e Cabalista Michael Laitman se dirigiu aos leitores do jornal New York Times para exibir uma mensagem de unidade ao mundo.

O professor de ontologia disse que teve uma resposta positiva de judeus e não-judeus do artigo intitulado ‘Quem é Você, Povo de Israel?’

‘Mas algumas pessoas não entenderam por que eu estava abordando os judeus’, disse ele. ‘O espírito do The New York Times está longe de ser como eu geralmente abordo os judeus’.

‘Algumas pessoas disseram que eu estava certo no que eu disse, mas será que eu realmente deveria estar dizendo isso para todo mundo? Os não-judeus responderam favoravelmente’.

‘A resposta global a partir deles é que agora eles entendem seus sentimentos sobre o povo judeu; que não são apenas sobre religião, mas também estão relacionados com a natureza’.

Ele acrescentou: ‘O antissemitismo não é mera coincidência. Circunstâncias acontecem em todo o mundo, mesmo em lugares onde não há judeus’.

‘Eu escrevi isso para judeus e não-judeus entenderem quem somos’.

“A solução para a unidade entre os judeus, é dar um exemplo para o resto das nações’.

‘Até que passemos a suposta chave para a felicidade às outras nações, o antissemitismo só vai aumentar’.

O professor Laitman nasceu e foi criado em Vitebsk, Bielorrússia, que ele descreveu como ‘uma pequena cidade judaica, com uma população de um quarto de milhão de pessoas’.

Ele disse: “Nos meus primeiros anos, eu trabalhava numa academia médica em São Petersburgo, na Rússia. Entretanto, a ciência não dá todas as respostas’.

Numa busca para encontrar o sentido da vida, o professor Laitman emigrou para Israel em 1974.

Ele se tornou mais religioso, mas ainda assim não encontrou as respostas que procurava.

Ele aprofundou seus estudos em ontologia e filosofia e, cinco anos depois de procurar, chegou a Cabalá.

O professor Laitman explicou: ‘A Cabalá me chamou porque fala sobre o sistema geral que governa a realidade com comprovação científica’.

‘A partir disso eu pude ver como dirigir a vida e alcançar uma perspectiva completa de desenvolvimento antes e depois da vida’.

‘A Cabalá não é algo que você faz porque alguém lhe disse para fazer, mas está sob a sua própria escolha de vida’.

Fundador e presidente da organização educacional sem fins lucrativos Instituto ARI, ele ensina dois milhões de estudantes em todo o mundo sobre como se conectar, de forma a estar adaptado a um mundo interconectado.

Ele também dirige a estação de televisão Canal 66, a fim de produzir meios para enviar uma mensagem de conexão ao povo de Israel.

Seus alunos têm a oportunidade de transmitir seus próprios shows ao trazer problemas globais.

Um escritor de mais de 40 livros, o mais recente, Como um Feixe de Juncos, discute a solução para o recente aumento do antissemitismo global.

O conteúdo do artigo do New York Times foi baseado no livro, seguindo o método Cabalístico de passos práticos para alcançar a unidade para uma melhor ideia de como se relacionar com todos os aspectos da vida”.

www.bundleofreeds.com (em inglês)

Remédio Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos nos relacionar mais corretamente com as expressões de antissemitismo? Nós devemos continuar a ignorar seu crescimento nos EUA e esperar que vai desaparecer por si só, ou vai crescer a tal ponto que depois será tarde demais?

Resposta: Nada vai desaparecer por si só, porque os antissemitas estão certos. Ouça o que eles dizem: os judeus são responsáveis ​​por todos os problemas do mundo. Eles sentem que dependem de nós. Como você se relaciona com as pessoas que lhe causam danos e de quem você depende?

Elas têm reivindicado isso por séculos. Nós temos que ouvir o que elas dizem e entender de onde isso se origina. Nós temos que levar a ideia de unidade e conexão com o mundo: a teoria, a experiência prática e o exemplo para isso; como está escrito, “tornar-se uma Luz para as nações”.

Nós, por outro lado, não fazemos isso, mas mostramos ao mundo o contrário, como é possível se dar bem melhor na vida egoisticamente. A menos que nos conectamos e nos tornemos um bom exemplo para as nações do mundo, a atitude do mundo não vai mudar em relação a nós para melhor. Ela vai constantemente piorar à medida que o mundo se torna cada vez mais abrangente e mutuamente ligado por um lado, e despedaçados internamente pelo ego, por outro.

Assim, a tensão está em constante crescimento, na medida em que a natureza se aproxima de nós, conectando-nos de fora, enquanto dentro nós somos despedaçados, repelidos um pelo outro. Neste estado, a sabedoria da Cabalá, que significa não só a ideia, mas também a experiência prática da nossa conexão correta e unidade, é o remédio para o mundo inteiro, sem o qual o mundo não vai sobreviver.

Se não começarmos a nos conectar e unir corretamente, vamos chegar a uma terceira guerra mundial e grandes sofrimentos, que são mencionados nos escritos dos Cabalistas. Eles também nos dizem como podemos nos unir de forma rápida e adequada. Isso é muito fácil praticar e será refletido imediatamente nas nações do mundo. Se quisermos que as nações do mundo mudem a sua atitude em relação a nós, e como se diz em Isaías, “nos admirem”, isso só é possível se nós lhes dermos o exemplo certo de cooperação mútua entre toda a humanidade, um exemplo da ordem no mundo, então vai haver essa total dependência mútua.

De uma Palestra nos EUA, 06/08/14

O Resultado Da Corrida De Mil Anos

Pergunta: O ciclo anual das festas judaicas simboliza a série de estados através dos quais uma pessoa vivencia em seu caminho em direção a conexão e unificação, e este é o objetivo da evolução de toda a espécie humana. Cada feriado representa um estágio específico no caminho para a unificação.

Por que este ciclo completo termina no mês de Elul, onde resumimos os resultados de tudo que passamos juntos e alcançamos, e julgamos a nós mesmos?

Resposta: Israel significa Yashar-El (Direto para o Criador), ou seja, um desejo dirigido diretamente para a maior força da natureza. O Criador é a natureza, e, por isso, do que está sendo falado aqui é do nosso equilíbrio com a natureza. Houve um tempo quando Abraão descobriu que este é exatamente o objetivo da evolução humana, que devemos alcançar. Aquele grupo de estudantes que ele reuniu em torno dele na antiga Babilônia e trouxe para a terra de Canaã, eventualmente, tornou-se o povo de Israel.

Esta foi uma comunidade de pessoas que definiu a realização de equivalência de forma com o poder superior como meta. O maior poder da natureza é o poder de doação e amor. Isto é o que Abraão ensinou a esses babilônios que o seguiram: o amor de um pelo outro, doação e benevolência. A benevolência é a característica original e primordial de Abraão. [Leia mais →]

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 54

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria da Integralidade

O ambiente externo pode afetar o desenvolvimento das inclinações.

O ser humano perde a forma humana mais rápido do que um animal domesticado torna-se selvagem-.

Egoísmo é o nosso software.

O termo “ser humano” não tem relação com o nosso corpo animal.

É difícil que o ser humano “liberte” a si mesmo, enquanto está em contato com os outros.

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Material Relacionado:
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 51
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 52
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 53

O Jogo Comum Contra O Ego Privado De Cada Um

Pergunta: As crianças na diáspora geralmente vão para escolas judaicas, chamadas escolas hebraicas. Estas são escolas especiais que estão abertas aos domingos, onde as crianças aprendem hebraico, história judaica e costumes judaicos. Vamos tentar imaginar uma escola onde a unidade é ensinada. Com o quê isto poderia assemelhar-se? O que vai acontecer lá?

Resposta: As pessoas aprendem lá por união, através de jogos de conexão e por terem discussões em círculos. Naturalmente, as crianças também se envolvem em atividades físicas como jogos com bolas, etc., mas eles não jogam uns contra os outros, apenas em conjunto.

Devemos desenvolver jogos que não são baseados na competição entre os indivíduos e entre as equipes. Em vez disso, a pessoa tem que competir contra si mesma, a fim de ser devidamente incorporada dentro da atividade comum e ver a si mesma como seu próprio concorrente. [Leia mais →]

Um Pequeno Esforço Coletivo Pode Mudar O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos nos unir mais em torno dos eventos que estão ocorrendo em Israel? Como podemos afetar e ajudar a fortalecer os grupos em Israel, por um lado, e, ao mesmo tempo, usar essa situação para avançar e saltar para um novo nível?

Resposta: A questão não é apenas com relação a Israel, mas que o Criador quer elevar a criatura a um estado de adesão com Ele. Nós temos que ver tudo de uma forma muito mais global e não ser confundidos com o que vemos no mundo corpóreo.

Existe uma criatura que inclui os diferentes níveis do desejo e todo desejo tem que chegar à total compatibilidade com a Luz Superior, com o Criador, e com o atributo de doação. O Criador está nos conduzindo a isso.

A parte mais pura e menos egoísta da criação começa a ansiar pelo Criador e por isso é chamada de Israel, Yashar-El (direto ao Criador). Embora em nosso mundo, mesmo que esta parte pareça ser a mais egoísta, não é assim.

É verdade que todas as nações do mundo compõem todo o grande ego que é dividido em bilhões de pequenos pedaços e por isso não se expressa em toda a sua intensidade. O ego de Israel está concentrado num pequeno número de almas. Quantas pessoas no mundo anseiam pelo Criador? Digamos que um milhão de tais pessoas e todas as outras contam sete bilhões.

Esta é a razão das pessoas pensarem que somos muito mais egoístas: nós exigimos a revelação do Criador, do mundo espiritual. Nós temos que entender que somos um vaso (o vaso da alma geral). Nós temos que ansiar avançar, e não para ajudar Israel. Israel também não tem que nos ajudar, mas nós precisamos nos unir. O Criador dispôs essas condições para nós que não escolhemos. Elas resultam da incompatibilidade entre as Luzes e os vasos, da contrariedade entre eles.

A Luz de Ein Sof (Infinito) está em certo nível de compatibilidade com o vaso do mundo de Ein Sof em qualquer momento e eles devem chegar à conexão absoluta. A relação entre eles determina tudo o que acontece no mundo.

Portanto, nós temos que aceitar isso como uma condição essencial e ver cada uma dessas condições como a condição ideal que foi escolhida pela Luz e o vaso. É a lei da física que opera aqui e não o desejo de alguém. É dito na Torá, na linguagem da Hagadah, que isso é o que o Criador quis.

“Ele deu uma lei que não pode ser quebrada”, e por isso nós temos que ver objetivamente que cada estado que nos foi dado provém da capacidade de adaptação entre a Luz e os vasos. Embora esses estados sejam muito dolorosos e desagradáveis, todos os estados internos e externos, o geral e o particular, foram dados a nós apenas para que possamos nos conectar mais fortemente entre nós. Esta é a única maneira de podermos enchê-los corretamente.

O enchimento direito de cada um desses estados reside apenas na conexão entre nós que visa se assemelhar ao atributo de doação, o atributo da Luz, até que a Luz esteja vestida, incorporada, e seja sentida dentro de nós. Nós sempre temos que ansiar por isso, apesar das condições difíceis que o Criador nos dá. Às vezes, elas são muito desagradáveis, confusas, humilhantes, complicados e perturbadoras, o que torna difícil para nós entender o que realmente está acontecendo.

A propósito, este é o melhor estado, o qual indica que a pessoa transcendeu de um estado para outro; às vezes, pode ser muito doloroso e acompanhado de problemas físicos. Eu vi como o meu professor, o Rabash, costumava passar por eles. Ele realmente não entendia onde estava e o que estava fazendo. Eu costumava levá-lo pela mão e ajudá-lo a sentar-se à mesa e servir-lhe uma xícara de café e depois outra, e depois, gradualmente, nós começávamos a falar e ele se recobrava e se voltava para a Luz. Mas, primeiro, ele era simplesmente um corpo que mal podia se mover.

Nós devemos entender que visto que cada um de nós inclui todos os desejos – começando com nível inanimado, vegetal e animal, até o nível humano – nós vamos gradualmente passar por todos eles.

Nós temos que ajudar Israel a se juntar a nós numa única conexão. Todos aqueles que anseiam pelo Criador são chamados de Israel. Nós temos que lembrar a descida da Babilônia e chegar ao estado em que toda a Babilônia moderna chamada Israel anseia pelo Criador. Como? Nós fazemos isso através do trabalho em conjunto.

Eu espero que o Criador não nos abandone e não impeça o nosso progresso. A tensão no mundo não vai diminuir, mas crescer. Mesmo que sejamos bombardeados, se houver manifestações contra nós, ou pressão sobre nós, o mais importante é que continuemos a ansiar pelo Criador acima de tudo isso e abençoemos todas as situações, uma vez que, pelo menos desta forma, podemos nos desenvolver. Mas temos que tentar fazê-lo de forma diferente.

Em geral, nós vai descobrir mais tarde que, ao fazer uma pequena mudança em nossa intenção, podemos mudar tudo o que acontece no mundo corpóreo de mal para bem. Em um dia os nossos inimigos e os mísseis podem se transformar em algo maravilhoso e isso é o oposto absoluto! Juntos seremos capazes de fazer isso e vamos testemunhar tudo isso!

Da Refeição 1 da Convenção em Toronto 04/08/14

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 1

Dr. Michael LaitmanVamos entrar em mais detalhes sobre o período da destruição do Primeiro Templo. Em essência, foi uma descida do nível de amor, a obliteração do “Templo do Amor” entre as pessoas.

Anteriormente, todas as doze tribos de Israel observavam o princípio “amem ao próximo como a si mesmos”. Depois, essa noção entrou em colapso. Como resultado, dez das doze tribos desapareceram. Em outras palavras, elas foram espalhadas por todo o mundo.

Anteriormente, elas existiam no nível do “amem ao próximo”. Após a sua descida para um nível mais baixo, elas não tinham nada a fazer na terra de Israel, uma vez que não estavam mais conectadas com os desejos gerais que tiveram que ser corrigidos, a fim de atingir outros níveis. As duas tribos bastavam para atingir o nível mais baixo e permanecer neste nível.

Vamos colocar assim: todas as doze tribos caíram do nível do amor para o menor nível. Na verdade, a diferença entre esses dois níveis compreende as dez tribos. É por isso que elas desapareceram.

Depois, elas levaram a humanidade ao período contemporâneo: o beco sem saída final, a crise que hoje engloba o mundo inteiro.

Pergunta: O que você quer dizer com “elas levaram”?

Resposta: Muitos personagens históricos importantes vieram das dez tribos. Depois de verificar esse fato, as pessoas vão culpar os judeus por “estragar” tudo. Elas vão acusá-los de levar intencionalmente a humanidade inocente para a crise mundial ao longo da história.

Pergunta: É verdade que todos os líderes que dirigiram os maiores e mais significativos processos históricos e os influenciaram vêm das dez tribos?

Resposta: Sim, é verdade. A maioria deles é simplesmente parte das dez tribos.

Pergunta: Será que eles ainda dirigem a humanidade à crise, ao impasse em que nos encontramos?

Resposta: Sim.

Pergunta: O que aconteceu com as outras duas tribos?

Resposta: Elas caíram do nível do Primeiro Templo. Razão pela qual elas perderam a guerra com os babilônios, os seus “vizinhos” (próximos), que eram governados por Nabucodonosor. Depois que ele conquistou os judeus, ele levou alguns deles para o cativeiro e deixou alguns na terra de Israel.

Apenas um número muito pequeno do povo judeu voltou e se reconectou com seus irmãos mais tarde. Assim, as duas tribos começaram a construir o próximo templo.

Pergunta: Será que eles ainda têm uma centelha vivendo neles?

Resposta: Não apenas uma centelha! Eles nunca chegaram até o fundo. Eles caíram do nível do “ame ao próximo” até o nível de uma boa conexão entre eles, o chamado “nível de Hassadim“, que em essência é sobre “não prejudicar o outro”, o estabelecimento de boas relações e ser cortês com seu próximo: “Eu não sou contra você; você não está me enfrentando”. Este também é um nível espiritual, uma vez que é construído acima do ego.

É por isso que depois que os judeus retornaram da Babilônia, eles construíram o segundo templo, que foi construído sob a orientação e supervisão direta do tsar babilônico Cyrus, filho de Esther. É uma história “distorcida” de relacionamentos “familiares”…

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 6