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O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 27

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Princípios Fundamentais da Teoria Integral

Muito Antes do Big Bang

Os Cabalistas têm relatado que a contagem de tudo que existe, em geral, começou com um “plano” ou, em outras palavras, com o advento de um “programa”. A partir desse momento, nós podemos falar sobre isso. O ponto que estava na origem de “tudo” é chamado de raiz ou zero.

O autor do “projeto” é às vezes chamado de “Criador”, e às vezes de “Natureza”.

Na Cabalá, esses conceitos são intercambiáveis, mesmo Gematria – os valores numéricos destas palavras na “língua materna” da Cabalá Hebraica – são idênticos. (Yehuda Ashlag, Fruto do Sábio: Cartas de Baal HaSulam )

Algumas palavras sobre o “projeto”.

“O ‘desejo de receber’ em toda a sua variedade foi incluído no Pensamento da Criação desde o início” (Yehuda Ashlag, A Ciência da Cabalá [Pitcha]). Também é dito que o “desejo de receber” foi criado para receber prazer do Criador (Natureza). Aliás, a palavra “Cabalá” em hebraico significa receber. Assim, a “ciência da Cabalá” é a ciência de receber prazer.

Qualquer plano, no final, assume a execução, especialmente se ele é o plano de “tudo”.

De fato, um processo começou. Como resultado, tudo o que sabemos e que não sabemos apareceu. Numa palavra – tudo.

A seguir, nós apresentamos este processo grandioso e fatídico de uma forma simplificada e esquemática. Para ilustrar os fenômenos que o acompanham, decidimos usar a ajuda de algumas pessoas bem conhecidas.

Fase 0.

O Propósito. A essência do plano é criar o que está a Criatura (o desejo), que é capaz de receber prazer infinito do Criador.

“Não é um verdadeiro e único prazer natural, do qual não há saciedade?” (Francis Bacon)

Fase 1

A criação começa a receber prazer e torna-se consciente de que é receptora, e o Criador é doador, e, portanto, deixa de receber.

“Prazer eterno igual à deficiência eterna”. (William Shakespeare)

Fase 2

A criatura tenta dar prazer ao Criador, mas não é capaz de fazer isso.

“O prazer é um sentimento que a alma deveria mais experimentar do que não experimentar”. (Stendhal)

Fase 3

A criação voltou ao seu papel: receptora.

“A variedade é a mãe do prazer”. (Benjamin Disraeli)

Fase 4

A criação está tentando obter prazer, mas não para si mesma, mas para o bem do Criador ...

“A arte para aumentar o prazer reside na capacidade de ser mesquinho com ele”. (Jean-Jacques Rousseau)

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 6

Laitman_006Pergunta: O que os antissemitas de todas as gerações querem dos judeus?

Resposta: Eles querem parar de sentir que os judeus “mandam” neles; eles se esforçam em acabar com a sensação de que os judeus são a razão de todos os seus problemas. Suas reivindicações para com os judeus são muito naturais e corretas.

Pergunta: Corretas?!

Resposta: Sim! De acordo com a natureza, tudo o que eles dizem é certo. Os judeus são os portadores da ideologia que prejudica todo o mundo.

“O que há de errado conosco? Nós não prejudicamos ninguém”, os exclamam os judeus. Na verdade, sem saber, eles estão mentindo. Eles são culpados. Hoje, eles trazem desastres ao mundo porque estão separados. Assim, se eles conseguirem mudar, eles vão atrair imensa felicidade a este mundo.

O mundo pensa que pode se livrar dos judeus, mas isto é um erro de pensamento. Nós temos que mostrar ao mundo a verdadeira saída deste problema.

O antissemitismo, a questão da atitude em relação aos judeus, e tudo relacionado com esta questão, continuarão a se expandir, a se tornar mais forte, e em breve irão substituir todos os outros problemas mais óbvios e evidentes em todo o mundo. Aconteça o que acontecer, seja qual for o problema ou desastre – guerras, aflições – tudo será culpa dos judeus. “Se não há água na torneira, os judeus beberam a água…” (canção satírica da Rússia). Nada pode ser feito; é uma lei da natureza.

Por quanto tempo vai durar esta situação? Ela vai continuar até que nós, judeus, mudemos a tendência das coisas, de modo a que todos atinjam equilíbrio completo com o Criador e subam para seu nível. Até lá, suas acusações, de fato, serão naturais e corretas.

Eles só têm que entender exatamente o que exigem dos judeus. Assim que nós compreendermos essas questões e começarmos a nos mover na direção certa, eles vão entender isso através de nós e nos ajudar. Desta forma, nós vamos atingir o nível que Abraão queria chegar na antiga Babilônia.

Por isso, atualmente nós estamos no ponto mais crítico. Aqui está! Está bem em frente de nós! Isso está acontecendo enquanto nós falamos! Deste ponto em diante, nós temos que começar a crescer muito rapidamente. Em outras palavras, nós vamos ter que nos conectar e mostrar ao mundo inteiro o caminho para alcançar a paz definitiva, o melhor estado eterno e benevolente.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 6

Quanto Mais Impenetrável A Escuridão, Mais Brilhante A Luz

laitman_236_01As cabanas durante o feriado de Sucot simbolizam nosso abraço com o Criador. Nós chegamos à conexão com Ele através da ajuda de uma iluminação circundante especial chamada Sucá (cabana).

Nós trabalhamos diante do Criador, adaptando-nos a Ele, e essa relação é descrita como as ações de uma pessoa com quatro espécies de plantas (arba’a minim) na cabana, ou seja, na Luz Circundante (Ohr Makif).

A fim de alcançar a conformidade com o Criador, eu carrego etrog (fruto cítrica) numa das mãos e, na outra, lulav, hadassim e aravot (um ramo de palmeira, três ramos de murta e dois ramos do salgueiro). As três últimas espécies representam as minhas propriedades que eu preciso coordenar com o Criador.

  • Três ramos da murta (Sefirot Hesed, Gevurah e Tiferet)
  • Dois ramos do salgueiro (Sefirot Netzach e Hod)
  • Um ramo de palmeira (Sefira Yesod)
  • Etrog (Malchut)

Juntando-as ao longo dos sete dias da festa de Sucot, eu me apego a essa unidade em pensamentos e desejos, conectando-me desta forma ao Criador no fluxo da Luz. Afinal de contas, as Luzes também vêm gradualmente e são chamadas pelos mesmos nomes: Hesed, Guevurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, e Malchut.

Como resultado, se eu uso tudo o que me é dado de maneira correta, então eu me corrijo e chego a um abraço completo com o Criador, que é chamado de “Alegria da Torá” (Simchat Torá), já que usei toda a Luz Circundante que estava agindo em mim, me ajudando a alcançar a adesão. A Luz que me corrigiu e me levou à adesão com o Criador é chamada agora de Torá.

Como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei para ela a Torá como tempero, pois a Luz nela reforma”. A inclinação ao mal é essa própria camada de ocultação. Eu uso todas as Luzes que vêm a mim, e graças a isso elas que convertem essa exata ocultação em revelação, e onde a ocultação era maior, mais profunda e escura, mais Luz é revelada.

É assim que eu venho para o feriado de Simchat Torah, a explosão de alegria que vem imediatamente após Sucot.

De Kab Tv “Uma Nova Vida” 05/10/14

Atrair A Luz Da Correção Para O Meu Convidado

laitman_921Pergunta: A ideia de que a sombra da Sucá simboliza a necessidade de se contentar com pouco me assusta porque eu quero sentir que estou no mundo do Infinito, que é cheio de amor e forças de doação. A qual restrição ela se refere?

Resposta: O mundo inteiro está aberto diante de você. Continue. Volte já ao Criador! Sucot é apenas o começo do ano.

Ainda há muito mais estados à frente em que você vai trabalhar duro. Depois de Sucot, há o feriado de Simchat Torah (alegrar-se com a Torá), e depois há Chanucá, o “Festival das Luzes”, quando a nossa correção prática para a doação começa.

A luz de Chanucá simboliza a doação completa, e por isso é impossível usar as velas de Chanucá para a luz, mas apenas para vê-las. Como está escrito: “Estas velas são santas”, e Santidade é doação. Depois, nós alcançamos uma correção ainda maior e chegamos ao feriado de Purim.

Purim é diretamente oposto ao Yom Kippur (Kippurim). No Yom Kippur, nós decidimos que não podemos fazer nada com nossos desejos terrivelmente egoístas. Em Purim, todos eles são corrigidos, a tal ponto que deixamos de esclarecê-los. Nós podemos comer e beber tanto quanto quisermos, e temos a certeza de que é para doar e que tudo vai dar certo para o melhor.

Pergunta: Como é que uma Sucá que construímos no quintal simbolizar a Sucá que devemos construir em nosso coração?

Resposta: A construção de uma Sucá no coração significa criar as condições para que o nosso desejo de receber seja corrigido pela Luz Circundante, o que significa que todas as nossas intenções serão focadas em benefício dos outros.

Por isso, costuma-se convidar pessoas e receber visitas muito honrosas na Sucá: Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Arão, José e Davi. Eles simbolizam as Luzes que vêm e corrigem a pessoa.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/10/14

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 5

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como ocorreu o exílio das duas tribos? Elas estavam “ligeiramente em contato” com a “Babilônia”, sem “dissolver-se” completamente nela?

Resposta: Sim. Este estado das coisas continuou por dois mil anos. Se elas vivessem totalmente separadas, isoladas do resto da humanidade, ninguém jamais iria “pegá-las”. No entanto, isso é impossível por razões espirituais. Elas tiveram que se conectar com outras nações, levando a humanidade à futura subida, à próxima “iluminação”.

É por isso que o governo superior “prolonga” as coisas de forma que elas involuntariamente fossem forçadas a viver em outras nações e, de certa forma, transferissem a sabedoria a elas. Os judeus sempre eram médicos, funcionários, etc. Eles iniciaram o sistema bancário e várias tecnologias. Tudo começou com eles.

Pergunta: E enquanto eles estavam num estado de unidade, eles não estavam no exílio?

Resposta: Isso mesmo. Eles entravam em um ou outro país pobres e maltrapilhos, amontoados. Eles eram aceitos dessa “forma”. Por ora, tudo corria bem e eles levavam uma vida tranquila e pacífica.

No entanto, tão logo eles se estabeleciam e, mais importante, ficavam cada vez mais ricos, a distância entre eles crescia. O nível de igualdade e fraternidade entre eles rapidamente diminuía. Havia judeus ricos e pobres. O “bisturi” que os separava aprofundava ainda mais a lacuna criada entre eles. Os problemas então surgiam e eles imediatamente se tornavam odiados até serem expulsos dos países em que viviam.

Nós podemos traçar um paralelo com o exílio egípcio. Em primeiro lugar, os judeus receberam a terra de Goshen, um pedaço de terra fértil e começaram a desenvolver o país. Este período é descrito como “sete anos de saciedade”

Então, por que os “sete anos de fome” vieram? Por que o novo governante do Egito os intimidou? Por que os egípcios odiavam os judeus e os forçaram a sair do país?

Isso aconteceu porque os judeus ficaram “gordos”. Foi resultado de sua “conformidade” com o egoísmo durante os “sete anos de saciedade”, no momento em que a influência judaica era muito alta no Egito. Eles “se venderam” ao egoísmo. Assim que chegaram ao nível máximo de egoísmo, “sete anos de fome”, o período de supressão e subjugação começou. Este período terminou com a “expulsão” dos judeus do Egito.

Em essência, os mesmos processos ocorreram em outros países. O último exemplo, o mais marcante, é a Alemanha. Lá, os judeus realmente se esforçaram em ser como os alemães. Eles eram advogados, médicos, políticos. Um deles tentou seriamente se tornar chanceler. Nós todos sabemos o resultado.

Pergunta: Como as duas tribos sobreviventes expulsas viviam na Babilônia? Em essência, o antissemitismo que acompanha os judeus até hoje não nasceu naquela época?

Resposta: De modo geral, o antissemitismo teve origem na antiga Babilônia, a partir do momento em que grupo de Abarão pretendeu sair, ficar longe de lá. Assim, a mesma situação repetiu-se no Egito e, mais uma vez, durante o exílio babilônico. Trata-se do mesmo estado de equilíbrio ou ausência de equilíbrio entre a Luz e o desejo.

No entanto, a primeira manifestação aberta de antissemitismo aconteceu na Babilônia na época de Nabucodonosor, após a perda do Templo. A verdade é que os judeus não foram expulsos de lá; em vez disso, os termos do exílio expiraram. Depois que Hamã fez uma tentativa frustrada de exterminar todos os judeus do país, o novo rei Ciro, filho de Ester, patrono dos judeus, chegou ao poder. A propósito, durante o exílio babilônico a rainha da Babilônia era uma mulher judia. Então, seu filho Ciro ajudou os judeus a retornarem a Israel e deu-lhes tudo o que precisavam para ressuscitar o Templo.

Era o tempo dos profetas que compartilharam o exílio com seu povo e saíram do exílio com eles. Naquela época, as pessoas estavam num nível espiritual, não no poder da escuridão total, como aconteceu mais tarde.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 5

Antissemitismo: A História Se Repete

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Jerusalem Post): “O diretor executivo do Kings Bay Y no Brooklyn, foi atacado por um manifestante pró-palestino após o jogo de exibição de basquete entre os Nets da NBA e o Maccabi Tel Aviv.

“Petlakh disse ele precisou levar oito pontos e seu nariz estava quebrado depois de ser perfurado na quarta-feira ao sair da Barclays Center Arena depois da vitória dos Nets por 111 a 94.

“Os fãs brigaram verbalmente dentro da arena na medida em que o jogo estava terminando quando manifestantes pró-palestinos começaram a gritar palavras de ordem e um fã pró-Israel pegou uma bandeira palestina de um dos manifestantes, de acordo com Petlakh.

“Conforme as multidões saiam da arena para a rua, um dos manifestantes deu um soco em Petlakh, que estava com seus filhos de 14 e 10 anos de idade. O assaltante fugiu e Petlakh procurou atendimento médico. Ele relatou o incidente à polícia, que está investigando o ataque como um crime de ódio”.

Meu Comentário: Eu só posso dizer uma coisa: cem anos depois a história se repete. Antes da Segunda Guerra Mundial, o Baal HaSulam alertou para a tragédia iminente e ofereceu o único meio: unir o povo judeu para a revelação do Criador e atrair toda a humanidade para essa ação.

Os Dias De Ascensão Espiritual

laitman_742_03Pergunta: Qual é o significado interior do feriado de Sucot?

Resposta: Sucot é uma festa muito importante porque celebra a ascensão espiritual. No final do ano, nós refletimos sobre os resultados da nossa autoanálise crítica.

Se nós trabalhamos bem ao longo do ano, em busca de como nos corrigir, de modo a voltarmos ao Criador, então nós descobrimos nossa culpa numa infinidade de transgressões.

E este é precisamente o resultado do nosso bom trabalho, a análise de nós mesmos, e nossa atitude para com os amigos, que mostraram quão cheios ainda estamos da inclinação ao mal, do ódio para com os outros, rejeição e cálculos egoístas.

Após julgar a nós mesmos, nós entregamos uma sentença chamada o início do novo ano: Rosh Hashana (cabeça do ano). Nós queremos que o Criador, a força de amor e doação, seja o nosso chefe, nosso rei.

Rosh Hashana é a coroação do Rei como o maior de todos, incorporando doação, amor, carinho e satisfação. Nós valorizamos muito essas qualidades, razão pela qual enaltecemos esta força da natureza e desejamos nos tornar como ela, até a total adesão a ela. Esta é a decisão a ser feita em Rosh Hashana, continuar a seguir com ela.

Assim, existem dois julgamentos em Rosh Hashana: um severo e um suave, que precedem os dez dias de arrependimento. Durante este tempo, nós devemos verificar o nosso trabalho na nossa unificação e esclarecer como alcançar a unidade. Afinal, quanto mais nós nos corrigimos, nos unindo como um homem com um coração, mais nos assemelhamos ao Criador único e singular.

Com esta decisão nós atraímos a Luz Circundante, uma luminescência especial, e vemos quais desejos em nós não estão sujeitos à correção, uma vez que não podem ser corrigidos em prol da doação e utilizados para unir com os amigos. Os outros desejos, no entanto, podem ser corrigidos e usados para trazer bondade, amor, conexão e unidade aos amigos.

Os dez dias de arrependimento separam em todos os meus desejos a parte que ainda não é corrigível daquela que pode ser corrigida. Esta separação é chamada de “Sua mão esquerda sobre a minha cabeça” – um abraço à esquerda que deixa de fora os desejos que não podem ser abraçados.

Então começa o feriado de Sucot, quando “Sua mão direita me abraça”. Durante Sucot, uma luminescência especial brilha sobre aqueles que desejam se unir com todas as criaturas e se aproximar do Criador, das qualidades superiores de amor doação e universal.

O feriado de Sucot dura sete dias, de acordo com as Luzes que temos que obter: Hessed, Guevura, Netzah, Hod, Yessod e Malchut, ou os convidados que se revezam visitando as festas diárias do feriado: Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Arão, José e David.

Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, e a Torá cuja Luz volta à fonte”. O Criador criou qualidades más, ao invés de boas: a inclinação ao mal, o nosso ego, que nos impede de unir, tratar bem uns aos outros, e doar aos outros.

O amor ao próximo é a grande regra da Torá, mas não queremos observá-la. O mal em nós é tudo o que se opõe à nossa união com os outros. Este é o significado do trecho, “Eu criei a inclinação ao mal, e a Torá como tempero”. A Torá não é o livro físico que repousa na prateleira, mas um método especial de utilizar a força da natureza chamada “Luz”. Se eu fizer uso desta Luz, colocando-me sob a sua influência, eu converto todo o mal, intencionalmente criado pelo Criador, em bem.

De um egoísta que rejeita e detesta os outros sem qualquer razão, eu me passo a amar alguém, até que me unifico com todos como um homem com um coração.

Até Sucot nós nos ocupamos em julgar a nós mesmos, esclarecendo o que pode e o que não pode ser corrigido. E ocorre que estamos cheios de maldade, como uma romã que está cheia de sementes, mas está totalmente podre.

Em Rosh Hashana nós decidimos que queremos nos tornar doadores e elevar o Criador, a força do amor, para reinar sobre nós. Ao longo dos 10 dias subsequentes de arrependimento, vamos verificar as dez Sefirot da nossa alma, as dez partes do nosso desejo, esclarecendo o que pode e o que não pode ser corrigido. Pois nós contemos os desejos impuros (Klipot) que não estão sujeitos à correção, os quais, portanto, nós simplesmente restringimos, separamos ou congelamos.

E os desejos corrigíveis se tornam corrigidos nos dias de Sucot. Esta é a primeira correção do desejo, e ela é feita em virtude da Luz circundante que brilha sobre nós. O símbolo da Luz circundante é a Sucá, uma tenda ou copa especial.

Nós fazemos uma sombra, porque não queremos receber a Luz para nós mesmos, para nosso próprio benefício; em vez disso, nós desejamos mudança, conexão com o Criador, a Luz, pela simples razão de dá-la aos outros. Isso é o que representa uma pessoa justa: quem toma apenas o que é necessário para o seu sustento, e dá o resto. Essa é a recepção corrigida simbolizada pela Sucá.

De KabTV “Uma Nova Vida” # 439, 30/09/14

Ondas Quentes Do Feriado De Sucot

laitman_276_01Há 125 degraus na descoberta da força superior, na aproximação cada vez maior da pessoa em direção ao Criador. Mas este processo avança de uma forma única. À medida que eu me aproximo, de repente eu sinto novamente a escuridão de uma ocultação ainda maior. E eu avanço novamente, vencendo a escuridão, fazendo uma descoberta, e descobrindo-me na escuridão novamente.

É como na escola, onde a cada subida para a próxima aula, o estudo torna-se mais sério e difícil. Na primeira série nós aprendemos ao brincar, na segunda série é um pouco mais difícil, na terceira série, ainda mais difícil. Quando alcançamos os graus mais elevados, a aprendizagem torna-se intensa e na universidade é muito difícil.

Os níveis de dificuldade aumentam acentuadamente, de forma exponencial, e nós temos que levar isso em conta. Mas nós aprendemos a ajudar uns aos outros desta maneira e a usar a ajuda dos Cabalistas e todo o sistema organizado que foi preparado para nós.

Como numa ciência regular, nós usamos todas as conquistas, começando na antiguidade até os nossos dias. E mesmo que se torne difícil para nós avançar, milhões de pessoas estão trabalhando na vanguarda da ciência hoje, algo que requer muitos recursos, materiais e meios financeiros, e assim a ciência evolui.

Quanto mais avançamos, mais os requisitos para trabalhar aumentam, em quantidade e qualidade, e a participação em massa é necessária. Portanto, hoje toda a humanidade está entrando num nível único; muitas pessoas sentem o vazio da vida, o qual só pode ser preenchido pela busca pelo Criador.

Por esta razão, a pessoa perde o gosto na vida; isso é algo que é projetado para empurrá-la para a descoberta do Poder Superior. Ela só encontrará a plenitude se descobrir a fonte da vida que a criou e brincar de “esconde-esconde” com ela.

Sucot é uma festa especial. É o momento em que todos os que estão procurando o Criador já começam a sentir as ondas quentes, o abraço que vem Dele, e essa é uma sensação maravilhosa. Como num jogo de “está quente ou está frio”, ao chegar perto do lugar onde o objeto está escondido, nós também dizemos: “Quente, quente, muito quente!”

Sucot é um momento especial, mesmo para aquelas pessoas que ainda não estão incluídas na busca pela força superior, mas que já sentem um pouco o que está faltando. Se durante os feriados elas ao menos se juntarem a nós de alguma forma, participando de círculos de discussão, elas sentirão que um sentimento muito original de inspiração e elevação de espírito está presente, que envolve todas as pessoas.

Nós esperamos que, juntos, comecemos a sentir este calor e descoberta!

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/10/14

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma parcela significativa das fontes originais surgiu durante o “vago” período da destruição do Templo. Assim, os livros que apareceram naquela época tinham que ser muito elevados, porque eles foram escritos entre a queda e a próxima subida. É isso mesmo?

Resposta: É claro! Foi o momento em que o grande Talmude foi escrito e também um número enorme de outros livros foram criados nesse limite, incluindo o Livro do Zohar.

Aqueles que escreveram esses livros sabiam que as pessoas iriam cair na escuridão absoluta e ressuscitar depois de muitas gerações. Eles sabiam que, após séculos, esses livros viriam à tona novamente, a fim de permitir que as pessoas implementassem o conhecimento no próximo nível superior, juntamente com toda a humanidade, todos da Babilônia.

Antes, era proibido colocar esse conhecimento por escrito. Tudo tinha que viver numa pessoa, e as pessoas trabalhavam internamente. Por que alguém iria documentar algo se esta sabedoria já estava escrita nos anais de suas almas? Absolutamente todos os bits de conhecimento foram inscritos na memória do “computador espiritual”. No entanto, quando as pessoas começaram a perder a conexão com o computador, elas obtiveram permissão para escrever o conhecimento no papel. Elas começaram a escrever livros, rezão pela qual nós temos o Talmude Babilônico, Mishná, Gemarah, e O Livro do Zohar.

Ainda hoje, depois de centenas de milhares de anos, há dezenas de volumes restantes, embora muitas partes do Livro do Zohar não tenham sobrevivido! Você consegue imaginar o quanto eles escreveram?

É por isso que o “Talmude” se tornou uma palavra comum que denota algo enorme e abrangente. Nós estamos falando de um número incrível de textos canônicos que ninguém nunca teve a permissão de corrigir. Mesmo que algumas linhas pareçam erradas para nós, elas ainda devem ser deixadas intactas. É bem possível que mais tarde nós descubramos que estas linhas estão corretas. Nós devemos saber o que está escrito lá.

É por isso que o Antigo Testamento, ou seja, a Torá, se manteve intacto desde então. Todas as outras edições são idênticas aos achados arqueológicos, não importa o quanto eles são velhos.

Pergunta: Portanto, os textos originais carregam alguma haste central?

Resposta: Sim. Mesmo agora, nós continuamos estudando as leis que explicam como devemos nos relacionar com esses textos. Nós não podemos mudar uma coisa neles! Não importa o que nós pensamos sobre os textos, nós somos estritamente proibidos de mudá-los.

No entanto, é aceitável fazer adaptações com referências ao texto original. Neste momento, nós processamos ​​ um pouco O Livro do Zohar e o tornamos mais acessível ao público em geral. Caso contrário, é extremamente difícil e praticamente impossível de entender o que está escrito nos livros, uma vez que eles foram feitos para um tipo diferente de inteligência ou percepção.

Pergunta: Se assim for, os textos são escritos à beira da luz e da escuridão, no limiar da luz e do exílio. Será que eles carregam o feto da nossa próxima subida?

Resposta: A Mishná, o Talmude, o Schulchan Aruch e muitos outros textos foram escritos e estudados durante as várias fases do exílio. Começando com o século XVI, a partir da época do ARI, o principal livro que adquiriu a maior popularidade entre os estudiosos é, sem dúvida, O Livro do Zohar.

As duas tribos do grupo de Abraão levaram os livros com elas durante todo o exílio e continuaram observando o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

O resto das tribos desapareceu. Elas não levaram os livros com elas porque eram descendentes do Primeiro Templo, durante o qual a escrita era completamente proibida.

Pergunta: Será que isso significa que durante exílio o povo estava unido em torno desses escritos? Eles foram escritos para alcançar a unidade?

Resposta: Sim. Sua tarefa era guardar a sabedoria ao longo da história. No final da descida, o Livro do Zohar teve que ser revelado. Ele foi concebido para ajudar as pessoas a sair do exílio.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/06/14, Parte 6

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 58

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Capítulo 4 – A Crise – Não a Força Majeure

“Nenhuma calamidade vem ao mundo, mas para Israel”. (Baal HaSulam “Introdução ao Livro do Zohar)

A Crise do Gênero

Nós vivemos em tempos emocionantes. Hoje, muitos fatos conhecidos, eventos históricos, descobertas científicas, etc., são criticados, revistos ou até mesmo negados. O que costumava ser bem conhecido e provado de uma vez por todas, não é hoje.

Primeiro, uma nova versão de um evento bem conhecido aparece. Depois, uma versão que nega a nova versão. Em seguida, uma versão que aumenta a nova e nega a que foi negada. Finalmente, uma versão que nega todas as versões, sem exceção, mas confirma a original. Em geral, a vida se tornou mais divertida.

Como resultado, já não acreditamos em nada. Os mongóis conquistaram a Rússia ou vice-versa. Os americanos foram à Lua ou o pouso na Lua foi filmado em Hollywood; o ser humano descende de macacos ou surgiu imediatamente; Einstein criou a teoria da relatividade ou outro alguém…

No que diz respeito à conspiração global, há, como eles dizem, “ilegalidade”. Banqueiros, lojas secretas, governos mundiais, agências de inteligência – todos tecem complôs e conduzem uma expansão secreta usando a crise global, armas psicotrópicas, e tecnologias de Internet.

A mesma tendência pode ser vista por trás dessas tentativas. As pessoas estão interessadas nas razões. Os próprios eventos passam para segundo plano, mas as razões paro a o primeiro plano. As pessoas querem saber, não o que aconteceu e quando, mas por que, e mais o importante: quem está por trás disso.

A crise deste gênero ainda não foi observada, embora todas as possíveis causas de quase todos eventos conhecidos foram listadas e investigadas. Agora, as pessoas se interessam por causas menos prováveis ​​e até mesmo motivos impossíveis. Teclados clicam, livros são impressos, o interesse continua. Na verdade, isso é normal. Em algum lugar lá no fundo, a pessoa quer saber a verdade, somente a verdade e nada além da verdade.

Assim, as razões estão sendo procuradas, estão sendo analisadas​​, e vão gradualmente secando. Enquanto isso, uma razão comum a todos os eventos sem exceção, ninguém investigou e não está investigando. Pelo menos, ninguém a reconhece.

Ao mesmo tempo, esta razão é o fator que está sempre invisível, em todo e qualquer lugar. Todo mundo sabe disso, mas ninguém a considera. É um assassino no sentido literal e figurativo e, ao mesmo tempo, é absolutamente imprevisível. Ele não é estudado, embora por vezes seja mencionado. Eu não vou mantê-lo em suspense por mais tempo. Este fator tem encontrado sua residência na literatura jurídica, embora pareça externamente como um termo musical.

A force majeure (francês) no direito civil é o surgimento de circunstâncias extraordinárias e inevitáveis ​​que isentam as partes contratantes de cumprir as suas obrigações contratuais…

Em todos os sistemas jurídicos civis a força irresistível é a circunstância que livra da responsabilidade.

A força majeure legal geralmente inclui as decisões das autoridades estaduais mais altas (proibição de importação ou de exportação, restrições cambiais, etc.), greves, guerras, revoluções, etc. (Dicionário Jurídico)

Não é incrível? Nós nos comportamos como se algo dependesse de nós. Como se nós decidíssemos e geríssemos, como se não houvesse ninguém, exceto nós. Não há natureza animal, vegetal, ou inanimada. Existem apenas pessoas – racionais, que fazem o que querem.

Essa é a nossa culpa. Nós fazemos o que podemos, mas essa force majeure faz o que quer. Assim, ela governa o mundo, não nós.

A questão é se podemos concordar com essa force majeure.