Textos na Categoria 'Educação'

O Ambiente Pode Fazer Qualquer Coisa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você geralmente traz o exemplo da relação de uma mãe para com seu filho e sua relação com o filho de um vizinho dizendo que se ela visse o filho do vizinho como seu, ela deixaria de perceber as falhas dessa criança. Como você pode fazer um coração humano amar alguém?

Resposta: Isso só pode acontecer através da força do hábito. O hábito torna-se então uma segunda natureza, através da convicção da sociedade circundante, seus bons exemplos, através de canções e filmes, e tudo que influencia uma pessoa. A influência da sociedade circundante pode me programar a odiar o meu próprio filho e a amar o filho do vizinho.

O ambiente pode fazer qualquer coisa! O ambiente é mais forte que a minha natureza, porque pertence ao nível humano e minha natureza age no nível animal. Nós vemos quão drasticamente uma pessoa pode mudar devido ao seu ambiente. Isso ocorre porque a influência da sociedade é mais forte do que qualquer outra influência.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 02/01/12

O Medo Que Eleva

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os idosos têm um medo especialmente enfático que surge em qualquer grupo: e se eu não tiver tempo suficiente para alcançar a sensação de eternidade e perfeição? Como lidar com esse medo?

Resposta: Nós precisamos definir tarefas muito concretas diante deles, não futuras, como para os jovens, e ajustar metas definidas que sejam atingíveis e realizáveis muito rapidamente. Ao mesmo tempo, precisamos dizer-lhes sobre toda imagem global do sistema da natureza, sua eternidade, seus ciclos de vida, bem como nossos ciclos de vida dentro dele. Ou seja, aqui precisamos de um apoio psicológico sério desde o início.

Pergunta: Durante um dos programas você explicou que o medo da morte paralisa a vida de uma pessoa, impedindo-a. Ela se manifesta menos em pessoas jovens e mais em certa idade. Como é que a metodologia da educação integral considera a atitude em relação ao medo? Como trabalhar com ele?

Resposta: Eu acho que um esclarecimento correto de nosso lugar na natureza é a chave para compreender o lugar da pessoa dentro dela, o lugar da morte e da nossa vida biológica. Precisamos levar a pessoa ao próximo nível de entendimento, sem nem mesmo sentindo-lo ainda, mas simplesmente compreendendo isto.

A pessoa chegará à sensação de eternidade e perfeição quando ela estiver integralmente conectada com certa massa crítica de outras pessoas que também estão atingindo essa integração. É como se nos elevássemos acima de nós mesmos, criando alguma imagem acima de nós de uma pessoa com um coração e mente. E nosso corpo físico existe nas proximidades, como um animal que acompanha esta imagem, do mesmo modo que nosso cão ou gato vive ao nosso lado.

Nós devemos concentrar a atenção das pessoas nisso e tentar trazê-las para esse tipo de sensação. Em princípio, psicologicamente, isso não é tão difícil, considerando que não há resistência do seu lado; pelo contrário, há apoio e antecipação de resultados. Elas representam a parte da humanidade que se esforça com alegria pela integração e proximidade, entendendo que tudo mais passa e desaparece.

Pessoas idosas facilmente partme com tudo para alcançar o sentimento de ascensão acima da morte, elevando-se acima de muitos fatores do fim inevitável e aparentemente iminente. Precisamos dar-lhes uma sensação como se estivessem num avião prestes a bater numa montanha, mas que de repente alguma grande força eleva-o, e ele acelera para cima com força aumentada. Acho que tal sensação pode ser criada nelas rapidamente.

Além disso, os cursos para idosos naturalmente precisam ser mais fáceis. Eles não necessitam de grandes estudos teóricos e práticos; eles terão prazer apenas de participar. Eu acho que justamente o egoísmo e o medo que surgem em todos os idosos, o desejo de alcançar um resultado que os eleve, tudo isso dará uma base muito importante para impulsionar outros grupos na sociedade.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 4, 13/12/11

Não Ver A Vida Como Má, Mas Dar-lhe As Boas Vindas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós conversamos sobre o fato de que nos cursos de educação integral as pessoas se encontram 7-8 horas por dia, e juntas elas passam primeiro pela fase preparatória informativa, ou seja, recebem uma educação, e depois prosseguem para a parte prática, a educação, onde agora em sua interação psicológica eles passam por vários estados. Além de estudo e educação, há espaço neste programa para a celebração conjunta de férias?

Resposta: Constantemente. Afinal de contas, ao passar 7-8 horas juntos, eles precisam participar de algum tipo de refeição pelo menos uma vez, talvez até duas vezes. Deve haver um almoço e também uma pequena pausa, como um lanche da tarde. É preciso haver pausas para descanso e uma mudança constante nas atividades, caso contrário, a pessoa simplesmente será incapaz de lidar com isso, especialmente os idosos: eles vão todos dormir.

Uma vez que eles têm tempo livre, é preciso quebrar o seu dia em aulas de manhã e à noite, e no meio dar-lhes algum tempo para descansar, para o trabalho doméstico, para as suas necessidades naturais. Afinal, esta é uma faixa etária especial cuja fisiologia pode não ser completamente saudável.

Nossa tarefa é fazer com que a pessoa se conecte a um grupo e, assim, adquirir para si uma nova sociedade em que vive e não apenas passa o tempo, mas encontra lá o seu futuro brilhante. Nós precisamos criar para eles uma atmosfera de expectativa prazerosa que psicologicamente os apoie e cure de fato. Começando com as primeiras horas deles conosco, precisamos trabalhar especificamente nisso.

Devemos organizar danças para eles, algum tipo de funções especiais à noite. Em outras palavras, é preciso haver uma abordagem especial aqui.

Eu gostaria de enfatizar mais uma vez que sua disposição para a nossa metodologia, seu desejo de que isso se torne realidade, e sua boa vontade vai desempenhar um papel positivo dentro de outros grupos etários. Os idosos podem e sabem influenciar a todos. Nós estamos bem familiarizados com esta idade: na realidade, eles são bem ativos. Nós só pensamos, com base na sua aparência física, que eles são passivos, mas na verdade a sua influência é muito forte.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 4, 13/12/11

O Valor Da Experiência De Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de único em ensinar a abordagem integral aos idosos?

Resposta: Eu acho que eles vão recebê-lo com grande compreensão, porque uma pessoa que já viveu uma vida inteira compreende até que ponto não é mestre de sua própria vida. É como se a vida passasse por cima dela, comandando-lhe, e não ela comandando a vida.

Pessoas dessa idade estão mais de acordo com o fato de que a natureza trabalha em nós, e agora, quando elas não têm muito mais tempo para entender, perceber, e possivelmente corrigir isso de alguma forma, elas são mais diligentes, sensíveis e compassivas.

Além disso, a enorme experiência de vida duramente conquistada dá a pessoa uma abordagem completamente diferente a que está sendo oferecida. Desde o início, a pessoa está aberta a aprender, tão naturalmente, que sua participação nos estudos é mais amigável. Nós estamos oferecendo à pessoa a possibilidade de alcançar a harmonia nesse curto espaço de tempo que ela tem.

Estas são pessoas que vivem e medem-se não em relação a algumas conquistas, mas em relação ao fim da vida. De modo geral, essa constante sensação inconsciente da pessoa determina todo seu comportamento.

E aqui é onde nós precisamos impregnar o ponto final de sua vida com alegria, realização e ascensão para um novo estado, que existe para além do fim da vida corporal. Devemos dar-lhes uma sensação semelhente a como se eles estivessem voando e prestes a bater em algo, e de repente, surgisse um motor que os transportasse acima do obstáculo. É justamente a sensação desta possibilidade que lhes dará força; depois, claro, será muito fácil para eles trabalharem em grupo.

Espero que estes grupos sejam uma séria ajuda para nós, porque, em princípio, quantos mais grupos deste tipo podermos criar, mais fácil será para nós incluir-nos em toda a humanidade.

A propósito, a longevidade inerente ao nosso tempo (a esperança de vida mais do que dobrou em relação aos séculos anteriores) significa um acúmulo de experiência de vida por um indivíduo. Em algum ponto, as pessoas viviam 30 ou 40 anos e morriam jovens, sem ganhar qualquer experiência na vida. Desde os tempos antigos até o século XVIII, uma pessoa vivia não mais de 35-40 anos. É difícil acreditar agora que houve certa vez um ciclo de vida tão curto. A pessoa praticamente não tinha tempo de conquistar algo na vida, envelhecia muito rapidamente, e morria. De alguma forma, tudo cessou muito abruptamente.

Precisamos tirar proveito do fato de que em nosso tempo, o ego em desenvolvimento nos oferece a oportunidade, de acordo com seu desenvolvimento, de simultanemanete viver e interiorizar a experiência e o ponto de vista que se desenvolve numa pessoa com a idade de sessenta anos ou mais. Hoje, os idosos formam a grande maioria da humanidade. Precisamos aproveitar esse grupo, que é simpático em relação à nossa metodologia e seus resultados, e através deles criar em toda a humanidade uma base  correta para a integração.

Portanto, sob nenhuma circunstância devemos passar por estes grupos sem os envolver, embora a nossa habitual atitude automática para com este segmento da população seja: “Nós vamos criar todas as condições necessárias para que eles não nos incomodem. Deixe-os sentar em algum lugar num banco e calmamente viver a sua vida”. Não, nós precisamos construir grupos muito poderosos deles, e eles vão disseminar entre seus filhos e netos este método, a sua utilidade, e a solução salvadora que ele oferece para a humanidade.

Pergunta: Sabemos por experiência que a maioria dos idosos realmente gosta de contar a história de sua vida. Devemos dar-lhes a oportunidade de compartilhar suas histórias?

Resposta: Só se isso nos ajuda na capacidade de um exemplo psicológico: O que você contou, o que você viu, o que você viveu. Naturalmente, os idosos adoram isso, mas suas histórias têm de ser acompanhadas por meio de investigação e análise: por que isso aconteceu, o que proporcionou, o que isso deveria ensinar-nos hoje, e assim por diante.

Os idosos passado o tempo em vários encontros é o seu próprio negócio, mas precisamos levar isso em consideração e ensinar-lhes como se relacionar com a experiência vivida da vida.

 Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 4, 13/12/11

Lições Sobre Um Novo Mundo: A Quem Você Se Entrega?


Todo o nosso processo de evolução é através do ambiente. Se não houvesse o ambiente, eu não me desenvolveria, apesar das Reshimot (reminiscências) em mim. Nós vemos que crianças deixadas na floresta e encontradas apenas algum tempo depois, se desenvolvem como os animais que cuidaram delas na floresta. Elas se desenvolvem de acordo com as características desses animais, sofrem as mesmas doenças que eles, pensam e querem as mesmas coisas que os animais, e até mesmo vivem o mesmo tempo de vida que eles viveram.

Isso significa que seu corpo se acostumou a viver com os animais a tal ponto que elas foram impressionadas por estes animais, de modo que se uma criança é encontrada na idade de 6 ou 9 anos (e houve vários casos), apesar do tratamento e boas condições em que viviam depois, elas viveram o mesmo número de anos que os animais com quem tinham vivido. Elas viveram 12 a 20 anos no máximo.

Em outras palavras, o nosso corpo depende muito da sociedade em que nos desenvolvemos, e nesse sentido a pessoa é muito flexível. Se tomarmos um cão ou gato, por exemplo, que viveu muitos anos com seres humanos, estes só se acostumam um pouco com as pessoas. Claro, eles não podem viver na floresta como cães e gatos selvagens, uma vez que têm um caráter diferente. Eles também transmitem a sua descendência uma atitude diferente para com o homem e o ambiente. No entanto, eles não são tão flexíveis. O homem, por outro lado, quando incorporado num determinado ambiente, é impressionado muito fortemente por ele, até mesmo de forma fatal. Comparado a um animal que se acostuma a viver com as pessoas, o homem é impressionado de forma muito mais poderosa e se acostuma com a vida dos animais.

Isto significa que todos nós dependemos de nosso ambiente. Portanto, na educação, nós também devemos primeiro prestar atenção no ambiente como um fator que determina o desenvolvimento de uma pessoa. Todo o futuro de uma pessoa depende disso. Se mudarmos o ambiente, mudamos nossa personalidade, nosso desejo, nossa perspectiva, e nosso paradigma de vida. Portanto, é muito importante ser cuidadoso, pensar, verificar e considerar o lugar que entramos, os amigos e os círculos onde passamos nosso tempo, e a quem nos entregamos.

Nós devemos ensinar a pessoa a conhecer e aprender o que a rodeia, e explicar-lhe como ela é dependente do ambiente e como pode gerenciar sua vida através dele.

Das “Lições Sobre um Novo Mundo” #3, 29/12/11

Abrandando O Coração Por Meio Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há aqueles que vêem uma ameaça na abordagem do Baal HaSulam, que prefere a internalidade mais do que a externalidade. Como é possível alcançar as pessoas que “se inclinam para a externalidade”?

Resposta: A nação não é capaz de entender o que diz respeito à essência interior. As formas externas a fascinam, e ela precisa se apegar a algo. Você diz: “Concentre-se na interioridade, e lá você vai descobrir tudo”. Mas para eles, isso é um absurdo. Ninguém trabalha com seu coração. Isso é difícil e requer certo nível de desenvolvimento.

Só agora nós estamos entrando num período onde a nova geração vai precisar desenvolver o coração. Até agora era o “coração de pedra”, e agora haverá a necessidade de abrandá-lo, começando de longe. Nós estamos falando de um grande trabalho, processos em larga escala que precisamos percorrer.

Nós esperamos que a nossa abordagem, imbuída de amor e união, nos ajudará a abrandar o coração. Então, à medida que as pessoas avançarem, seremos capazes de falar sobre questões mais profundas. Afinal, a mensagem de união só obtém resposta no coração do homem. Mesmo que provisoriamente ela seja externa, o coração começa a trabalhar mesmo assim.

Este é o caminho. Além disso, se você abrir um lugar para a Luz em muitos corações, ela atua muito rapidamente. É questão de poucos meses. Basta começar, e você vai ver.

Portanto, eu estou muito otimista. Se criarmos um kit de educação e começarmos a distribuí-lo entre as nações, seremos capazes de ver uma imagem completamente diferente já este ano. A coisa mais importante é encontrar formas corretas e compreensíveis de transferir a mensagem, para atualizá-las de mês em mês, de modo que elas sejam mais internas. Então, seremos bem sucedidos.

Da 4ª parte da  Lição Diária da Cabalá 15/01/12, “Introdução ao TES

Re-Educar O Adultos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual deve ser a estrutura da educação integral? Como nós devemos iniciar a educação de uma pessoa adulta?

Resposta: Obviamente, nós devemos nos ocupar com a educação de adultos, mas ainda temos que colocar o máximo de atenção na educação das crianças, porque mudar os adultos é muito difícil. Por um lado, eles sentem a corrupção total da sociedade onde vivem, e gostariam de mudá-la. No entanto, mudar a sociedade significa mudar a pessoa. É muito difícil mudar uma pessoa. Ao cuidarmos de nossos filhos (algo que é importante para nós), nós também estaremos mudando a nós mesmos.

A maioria de nós é pai de alguém. Quando estivermos envolvidos na construção de uma sociedade completamente diferente para nossos filhos, como se diz, “Se não for por nós, então por nossas crianças”, quando cuidarmos da próxima geração e a educarmos, nós vamos começar, simultaneamente, a nos re-educar.

Pergunta: Será que isso significa que o curso para adultos também deve incluir um curso de formação de educadores de crianças?

Resposta: Isso é imperativo! O curso deverá incluir temas sobre a interação entre os cônjuges, a interação da pessoa com a sociedade, com o patrão, com funcionários e com as crianças, bem como educação infantil. A pessoa deve estar conectada com todos de forma integral.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 5, 13/12/11

Um Incidente Na Rua

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que eu testemunhe alguém que está sendo molestado na rua ou no metrô. O que devo fazer? Como devo me identificar com o que está acontecendo diante dos meus olhos?

Resposta: Nós estamos apenas falando do comportamento numa sociedade integral, em grupos onde estudamos e praticamos a introdução das relações integrais. Na rua, no entanto, nós não exibimos isso de forma alguma. As pessoas ainda não vão nos entender.

Tudo depende da sociedade. Suponha que você quer ajudar uma velhinha que escorregou e caiu sobre o gelo. Há sociedades onde as pessoas podem acusá-lo de algo inapropriado. Mesmo a velhinha pode pensar que você decidiu usá-la deu de alguma forma, para roubá-la ou algo assim.

Existem também sociedades onde um número de pessoas correrão para ajudá-la de uma vez. Isto é, que depende de onde a pessoa é.

Assim, a sua reação na rua não deverá ser diferente da reação das outras pessoas. Ficaria muito estranho e incompreensível para os outros.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 5, 13/12/11

Equilibre-se, Não Destrua

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos falando sobre a necessidade de equilíbrio. Exatamente como devemos atingir o equilíbrio?

Resposta: O que em mim não são apenas pensamentos, desejos e desvios? Eu posso cortar tudo isso de mim? Não. Posso suprimir todos eles? Não é uma boa idéia, seria necessário um grande esforço e muito tempo, e finalmente eu veria que meus atributos inatos não desapareceriam mesmo depois de 50 anos.

Então, que tipo de educação estamos falando? O que significa “ser humano?” Como eu posso transcender a mim mesmo?

Nós temos que tomar todos os nossos atributos e simplesmente equilibrá-los. Eu não preciso lamentar algo de ruim em mim; eu só preciso equilibrá-lo com algo bom.

Eu não preciso apagar nada; isso já me acalma: afinal de contas, eu não preciso me sentir culpado porque sou assim. Se eu apagar algo em mim, com o que vou ficar? Tudo o que restará é colocar um fim à minha vida. Isto é o que empurra as pessoas a cometer suicídio: elas descobrem que não há nada de bom nelas. Pode haver várias razões externas, mas a conclusão é a mesma.

Mas nós abordamos a questão de uma forma totalmente diferente. A pessoa deve preservar tudo que está nela, e avançar por suas qualidades acrescentando discernimentos positivos (bons atributos) aos atributos negativos. Equilibre-se, não destruia. Ao destruir, você se torna um “reformador do mundo”, na verdade isso é duplamente ruim, porque a pessoa se torna um destruidor do mundo.

Nós temos que equilibrar todo fenômeno sobre nós mesmos, mas não apagá-lo. Caso contrário, perturbamos o equilíbrio geral. Da mesma forma, tentamos equilibrar a pressão arterial e outros problemas fisiológicos, bem como os problemas da sociedade e da família.

Nós não devemos oprimir nada. Afinal, não é por acaso que o desejo de receber foi criado desta forma. Ele se origina de dentro e é revelado em nossas Reshimot (genes informacionais), que não podemos apagar. Sua cadeia continua evoluindo, e a única coisa que podemos fazer é equilibrá-las, corrigir o fenômeno utilizando-as corretamente e revelando seu lado positivo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/12, “A Paz”

Assim Seja

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que lhe faz ter certeza que a educação integral ajudará as pessoas a se unir corretamente? Parece bastante irreal.

Resposta: Eu ajo conforme uma única premissa: a natureza nos forçará a isso. E por nossos esforços, nós queremos realizar isso antes que ocorra uma grande perda. Nós desejamos o bem às pessoas e queremos que elas alcancem a meta que a natureza nos apresenta de uma forma suave. Nós temos que alcançar este objetivo não sob a grande pressão da natureza, nem sob a influência de grandes problemas ecológicos, guerra mundial, e assim por diante, mas com poucas perdas ou mesmo sem sofrimento. Isso depende do quanto nós entendemos que não temos outra escolha.

Eu acredito na vitória desta idéia (se é que posso usar palavras tão elevadas), porque ela vem da natureza, não das pessoas. De qualquer forma, a natureza nos forçará a fazê-lo. Assim, nós devemos usar a nossa mente para suavizar as forças evolutivas que nos empurram para a frente, e atingir a meta da natureza de forma mais suave. Afinal, é melhor fazer um pouso suave numa nova plataforma integral de harmonia. Espero que assim seja.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 4, 13/12/11