Textos na Categoria 'Educação'

Equilibre-se, Não Destrua

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos falando sobre a necessidade de equilíbrio. Exatamente como devemos atingir o equilíbrio?

Resposta: O que em mim não são apenas pensamentos, desejos e desvios? Eu posso cortar tudo isso de mim? Não. Posso suprimir todos eles? Não é uma boa idéia, seria necessário um grande esforço e muito tempo, e finalmente eu veria que meus atributos inatos não desapareceriam mesmo depois de 50 anos.

Então, que tipo de educação estamos falando? O que significa “ser humano?” Como eu posso transcender a mim mesmo?

Nós temos que tomar todos os nossos atributos e simplesmente equilibrá-los. Eu não preciso lamentar algo de ruim em mim; eu só preciso equilibrá-lo com algo bom.

Eu não preciso apagar nada; isso já me acalma: afinal de contas, eu não preciso me sentir culpado porque sou assim. Se eu apagar algo em mim, com o que vou ficar? Tudo o que restará é colocar um fim à minha vida. Isto é o que empurra as pessoas a cometer suicídio: elas descobrem que não há nada de bom nelas. Pode haver várias razões externas, mas a conclusão é a mesma.

Mas nós abordamos a questão de uma forma totalmente diferente. A pessoa deve preservar tudo que está nela, e avançar por suas qualidades acrescentando discernimentos positivos (bons atributos) aos atributos negativos. Equilibre-se, não destruia. Ao destruir, você se torna um “reformador do mundo”, na verdade isso é duplamente ruim, porque a pessoa se torna um destruidor do mundo.

Nós temos que equilibrar todo fenômeno sobre nós mesmos, mas não apagá-lo. Caso contrário, perturbamos o equilíbrio geral. Da mesma forma, tentamos equilibrar a pressão arterial e outros problemas fisiológicos, bem como os problemas da sociedade e da família.

Nós não devemos oprimir nada. Afinal, não é por acaso que o desejo de receber foi criado desta forma. Ele se origina de dentro e é revelado em nossas Reshimot (genes informacionais), que não podemos apagar. Sua cadeia continua evoluindo, e a única coisa que podemos fazer é equilibrá-las, corrigir o fenômeno utilizando-as corretamente e revelando seu lado positivo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/12, “A Paz”

Assim Seja

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que lhe faz ter certeza que a educação integral ajudará as pessoas a se unir corretamente? Parece bastante irreal.

Resposta: Eu ajo conforme uma única premissa: a natureza nos forçará a isso. E por nossos esforços, nós queremos realizar isso antes que ocorra uma grande perda. Nós desejamos o bem às pessoas e queremos que elas alcancem a meta que a natureza nos apresenta de uma forma suave. Nós temos que alcançar este objetivo não sob a grande pressão da natureza, nem sob a influência de grandes problemas ecológicos, guerra mundial, e assim por diante, mas com poucas perdas ou mesmo sem sofrimento. Isso depende do quanto nós entendemos que não temos outra escolha.

Eu acredito na vitória desta idéia (se é que posso usar palavras tão elevadas), porque ela vem da natureza, não das pessoas. De qualquer forma, a natureza nos forçará a fazê-lo. Assim, nós devemos usar a nossa mente para suavizar as forças evolutivas que nos empurram para a frente, e atingir a meta da natureza de forma mais suave. Afinal, é melhor fazer um pouso suave numa nova plataforma integral de harmonia. Espero que assim seja.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 4, 13/12/11

Entrando Numa Nova Era

Dr. Michael LaitmanDe acordo com a pesquisa científica, a tendência do nosso desenvolvimento é determinada por uma lei geral que nos desenvolve e nos leva a única forma. Nós teremos que conseguir uma conexão entre nós que nos permita sentir que toda a humanidade é interdependente.

Muitos cientistas concordam que esta é a tendência geral do nosso desenvolvimento. A razão pela qual nós não estamos prontos a aceitar esta lei é porque ela entra em conflito com a nossa natureza.

Cada pessoa está acostumada a pensar só em si e não entende que depende dos outros. No entanto, se a pessoa percebesse, sentisse e visse com seus próprios olhos que depende de outras pessoas, a sua primeira prioridade seria garantir o bem-estar dos outros para que eles pudessem fazer o mesmo, por sua vez!

O nosso problema é que não vemos como o mundo é redondo e o quanto tudo está interligado. Basicamente, é por isso que nós estamos na situação que estamos hoje. Nós estamos num estado de crise, que nos afasta com força da vida que estamos acostumados nas últimas décadas.

Nós estamos acostumados a trabalhar muito, ganhar muito e gastar muito. Nós produzimos coisas úteis e inúteis apenas por uma questão de vendê-las. Todos nós tentamos adquirir um cinto de segurança: uma conta bancária, fundo de aposentadoria, seguro médico, boa casa e todas as coisas que proporcionam à pessoa a sensação de segurança que ela e seus filhos serão atendidos até o fim de suas vidas. Esta era a nossa meta.

Agora, parece que a nossa armadilha estava errada! A Natureza está acabando com todos os nossos planos. Agora, até mesmo as pessoas ricas, sem falar do resto da população, a suposta classe média e os pobres, são incapazes de obter este sonho.

A natureza está nos levando em direção ao estado oposto, onde em vez de perseguir a boa vida para nós mesmos, nós iremos adquirir confiança, prosperidade, desenvolvimento e bem-estar a partir da conexão entre nós.

Nós somos capazes de ver tudo isso graças à crise geral, que está quebrando todas as regras do passado. Agora, nós estamos entrando numa nova era!

Do Episódio do Kab TV “A Nova Vida” Episódio 4, 04/01/12

A Fascinação Do Mistério

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que a criatividade depende do contato direito com o ambiente?

Resposta: Poder e criatividade dependem do quanto a pessoa identifica formas mais avançadas de desenvolvimento em seu caminho e descobre os meios pelos quais aumenta-las.

A cada instante, como uma criança pequena, ela procura por novas formas, a fim de descobrir o mundo, e não este mundo prosaico, mas o mundo oculto e misterioso.

Afinal, aos olhos de uma criança tudo parece misterioso e ela procura novas oportunidades para descobrir o mundo cada vez mais. Para ela o mundo é dividido em revelado e oculto: ela vê uma coisa e outra coisa ela não percebe, ouve uma coisa e outra coisa só passa por seus ouvidos. Às vezes, ela pega apenas algumas palavras do que está sendo dito, às vezes ela se concentra em algo e tudo o mais permanece fora de sua visão. Ela constantemente tenta descobrir o que está escondido dela.

Isto é o que nos falta… Nós provemos as crianças com jogos e os meios necessários, e temos que cuidar de nós mesmos por nós mesmos. Nosso meio é o ambiente, e graças a ele nós avançamos. O ambiente deve ser a imagem do próximo nível para mim. Eu não concordo com o que vejo, mas estou incorporado ao grupo e obrigo todos os amigos a assumirem formas novas e mais avançadas. Este é todo o nosso trabalho.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/1/12, “A Liberdade”

A Educação Marcada

Dr. Michael LaitmanA educação moderna “molda” todos de acordo com um modelo fixo. Não podemos nem mesmo chamá-la mais de “educação”, porque nós não descobrimos a criatividade nas pessoas e não as ajudamos a se desenvolver individualmente.

Ser original faz a pessoa parecer “estranha” e o sistema educacional destrói essas “excentricidades”. A criança vem para a escola e recebe um material padrão, um padrão de perguntas, um padrão de problemas… Finalmente, nós recebemos um padrão, a forma marcada, como bolos de lama na caixa de areia, independentemente de suas tendências individuais.

A nossa educação trata de uma pessoa como uma máquina que precisa executar determinadas funções na sociedade e no trabalho. Isso se reflete também na ciência: poucos cientistas se tornam verdadeiros pioneiros. Afinal, uma personalidade única é necessária para isso, uma nova perspectiva, uma nova percepção, como Einstein ou Friedman.

Hoje, existem milhões de cientistas e no passado não havia mais de uma dúzia. A questão é que o cientista de hoje é um “técnico” que realiza uma série de experiências até que se depara com algo novo. Ele não penetra a natureza da criação, não vê como as coisas crescem desde dentro, e não descobre as novas camadas e novas dimensões como resultado de uma visão especial.

Não, ele simplesmente executa experimentos. Ele tenta uma coisa e outra, e, no final, obtém algum resultado. Claro, o pensamento científico é necessário aqui, mas ele não é descoberto no verdadeiro sentido. Estes não são resultados dos esforços intelectuais de uma pessoa interna. Geralmente, eles são apenas sucessos estatisticamente previsíveis de uma rotina de laboratório repetida.

Portanto, nós devemos traçar uma linha clara entre a educação atual das massas e a verdadeira educação que molda o ser humano em nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/1/12, “A Liberdade”

A Pessoa Não Pode Ser Educada Sem Conexão Com A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o sistema de ensino não evoluiu com o mundo em mudança? Por que nós ensinamos as crianças da mesma forma que fazíamos uma centena de anos atrás?

Resposta: Porque, na realidade, a humanidade não mudou. Só que agora ela alcançar a realização do mal, e só com a nossa ajuda.

Muitos críticos censuram apaixonadamente a educação, mas nada acontece. Na verdade, eles simplesmente afirmam que se sentem mal, mas não vêem o motivo real. Isso porque para vê-lo, eles precisam ser capazes de comparar uma com a outra. Aqui, nós precisamos da Luz que Reforma.

Em nosso mundo, nós revelamos apenas o mal, mas não sua relação com o bem. Esta ainda não é a realização do mal; outra coisa é exigida como critério. Sim, eu me sinto mal, mas não consigo detectar a razão, porque para isso nós precisamos atrair a Luz que Reforma.

Como resultado, as pessoas têm falado sobre os problemas da educação há menos 50 anos, e até agora nada foi resolvido. Esta área consome enormes orçamentos e recursos e envolve um grande número de pessoas. Pais sofrem, os professores sofrem, os alunos sofrem e todos são impotentes.

Na verdade, o próprio sistema é bastante conservador e não quer mudar. No entanto, mesmo sabendo que eles precisam de mudanças, ninguém pode realizá-las. Não há nenhum programa de ação moderno, claro e preciso. Em contrapartida, não se exige muito para simplesmente destruir o que existe. Hoje, é claro que é necessário criar uma criança como um ser humano. Para fazer isto, existem muitas técnicas diferentes: parece que estamos quase lá, mas onde estão esses seres humanos?

No final, nós não conseguimos sem a Luz que Reforma. Mas como uma pessoa pode obtê-la sem ter o ponto no coração? Para fazer isso, ela precisa estar conectada com aqueles que o têm. Portanto, só nós podemos trazer um novo método de educação para o mundo. Nada mais vai ajudar; deve haver conexão com a Luz que atua nos desejos.

Da 4ª parte da  Lição Diária da Cabalá  10/01/12, “A Liberdade”

Escolha Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante um dos programas, ao falar sobre o sistema de ensino superior, você enfatizou que é muito importante para um indivíduo participar de vários cursos pessoalmente e escolher aquele que ele sinta mais próximo de si.

Digamos que no curso de formação integral nós formemos grupos com base nas propriedades internas das pessoas. Nós devemos proporcionar-lhes a oportunidade de visitar outros grupos e encontrar o que realmente lhes convém? Ou, inversamente, devemos definir uma condição desde o início que seja melhor para ele estudar precisamente num determinado grupo e não em outro?

Resposta: Eu acho que a composição de grupos físicos para estudos presenciais deve ser fixa. Mas, claro, também é possível haver casos especiais quando uma pessoa muda de um grupo para outro.

Mas eu duvido que a transição para um grupo diferente seja fácil para uma pessoa que já aderiu e está interagindo com um grupo onde os estudos são combinados com a prática, discussões e exercícios de interações. Ela não seria capaz de fazer isso até começar (o qual levará certo período de tempo) a entender a integralidade, e a interação correta e fácil com os outros, independente de seu nível de percepção, seja ele emocional ou intelectual.

Eu acho que a fase inicial, que dá à pessoa a liberdade de seu próprio eu através da influência do grupo, deve ser rigorosamente fixa.

Da “Discussão sobre Educação Integral”, 13/12//11

Os Elementos Da Formação Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante um dos programas anteriores, você mencionou que é melhor começar um curso sobre educação integral com a história do desenvolvimento do egoísmo e só depois introduzir os cursos sobre percepção da realidade e psicologia. Do seu ponto de vista, em que ordem essas disciplinas devem ser adicionadas?

Resposta: Eu acho que isso também depende das pessoas que se inscreverem. Devemos organizar esses grupos por tipos. Afinal, uma massa de pessoas tem suas próprias leis: um indivíduo influencia o outro. Às vezes, uma pessoa entre cinquenta poderia facilmente quebrar todo o nosso sistema com suas observações e desviar todos para uma direção completamente diferente, seja com o niilismo, o fanatismo, ou qualquer outra coisa.

Isto é, inicialmente, devemos formar grupos de pessoas, considerando quem elas são, sua visão geral do mundo, a compreensão da vida e a filosofia. Elas poderiam ser simples pessoas comuns, donas de casa, engenheiros e técnicos, cientistas ou pessoas das artes.

É por isso que os grupos precisam ser organizados de acordo com a composição das pessoas e sua percepção inicial do mundo, embora essa percepção seja imposta, evocada e acumulada nas pessoas através de relações distorcidas em sua ocupação, sociedade, e assim por diante. Mas precisamos levar isso em conta, porque é o material que temos para trabalhar. Nossa tarefa é levá-las a um denominador comum já que, em última análise, esperamos que todas essas pessoas estejam conectadas através de uma base comum de conhecimentos, sentimentos e compreensão.

No final, teremos vários protótipos de grupo, que precisamos para ter um tipo de forma comum através do processo de estudos. E cada um desses grupos terá o seu próprio caminho para esse denominador comum.

Naturalmente, alguns grupos perceberão o material de estudo de forma mais emocional, enquanto outros de forma mais árida, científica e técnica. Alguns grupos vão percebê-lo no nível do seu desenvolvimento egoísta, sem transcender sua referência atual (embora de forma alguma eu queira dizer para diminuir essa parte da humanidade), enquanto outros grupos se esforçarão exatamente para análise, obtenção e realização deste processo ao máximo, tanto em si mesmos e nos outros.

Ou seja, o conjunto de disciplinas deve ser praticamente o mesmo para todos os grupos, mas em grupos diferentes cada disciplina precisa ser desenvolvida com uma profundidade variável. Os cursos precisam seguir um ao outro, com exceção do curso sobre o desenvolvimento do egoísmo, que continuará durante todo o estudo, até o seu fim e permanecerá com a pessoa após a conclusão dos estudos.

Depois que a pessoa é “liberada” para a vida, ela não vai parar de trabalhar com as informações que recebeu, o que significa que é como se ela ainda continuasse o nosso curso. Estes cursos são praticamente infinitos, porque temos que chegar a uma união completa com a natureza. O trabalho da pessoa em si mesma não se restringe a um segmento definido de tempo, onde ela apenas passa nos exames e pronto. Ela está realizando exames a cada minuto de sua vida, tentando encontrar o ponto de equilíbrio consigo mesma, seu ambiente e natureza, onde ela sente um completo conforto.

Nós precisamos ajudar continuamente a pessoa e acompanhá-la toda a sua vida através da mídia, da educação por meio de sistemas virtuais, televisão e rádio.

É por isso que não eu não posso nomear a sequência exata na qual organizar os cursos e em que medida cada um deles deve ser sujeito à elaboração ou truncamento, por exemplo, um curso sobre psicologia ou sobre a mecânica de desenvolvimento egoísta. Deve haver apenas um resultado: uma forma comum em cada grupo que inicialmente seja composto de pessoas que são mais ou menos semelhantes em seu nível social, desenvolvimento e atitude para com o mundo em que se encontram.

Naturalmente, mesmo dentro dessa comunhão elas ainda vão se diferenciar com base no nível de sua participação no processo integral de unificação e apoio mútuo. Existem grupos menores que participam num pequeno nível egoísta e, consequentemente, pequeno nível emocional e mental de desenvolvimento. Há grupos mais avançados. Então, não podemos excluir a existência de tais grupos que poderiam ser considerados não só pelo seu nível de egoísmo, mas também por sua sensibilidade e inteligência.

Nós temos um monte de trabalho de estatística e de diagnóstico à nossa frente na análise e síntese de todos os grupos. Em si mesmo, este é um desafio psicológico muito interessante. Eu acredito que um dia este grande campo será incluído na ciência da concórdia integral da humanidade.

Da “Discussão sobre Educação Integral”, 13/12/11

Lições Sobre Um Novo Mundo: Conectar Todo O Conhecimento Em Um

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde nós podemos encontrar especialistas que irão conectar diferentes assuntos em conjunto, tais como psicologia, sociologia, e assim por diante? Nós podemos convidar um psicólogo que vai falar sobre seu assunto, mas onde podemos encontrar pessoas que conseguirão ver todo o quadro e serão capazes de conectar todos os temas juntos?

Resposta: Eu acho que um aluno que estude esses assuntos simultneamente vai começar a conectá-los em um só. No entanto, é claro, deve haver um outro assunto que conecte tudo em um, especialmente através da discussão.

Eu acho que nós podemos adaptar os artigos do Baal HaSulam, omitindo tudo que tenha a ver com a Cabalá ou religião, de modo que tenhamos uma grande quantidade de material que conecte tudo num único quadro. Ele conteria tal poder interior que permitisse que a pessoa aplicasse todos os conhecimentos adquiridos anteriormente.

A mesma coisa acontece quando eu uso todo o conhecimento que adquiri anteriormente, embora eu estudasse sem saber nada sobre a Cabalá. Agora, usando as ferramentas dadas pelo Baal HaSulam, eu vejo os mesmos princípios na eletrônica, física, química e medicina. Isso me permite conectar todas estas ciências juntas. Eu acho que nós podemos conseguir isso simplificando nossos materiais.

É claro que se um capítulo de um livro sobre educação integral é dedicado a história, é preciso duas pessoas para trabalhar nele: um historiador, um especialista neste assunto, e um Cabalista, alguém que possa ver toda a imagem. Todos os materiais de estudo e os programas devem vir de nós.

Mesmo um curso de fisiologia e psicologia devem ser estudados na estrutura estabelecida por nós, porque ninguém precisa estudar o esqueleto humano simplesmente por conhecimento. Nós devemos extrair apenas o conhecimento básico, geral dessas ciências.

De “Lições Sobre um Novo Mundo” 01/12/11

Não Tenha Vergonha De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A pessoa moderna acumulou uma riqueza com várias limitações: ela foi impedida de expressar seus sentimentos, eles foram banalizados, e assim por diante. É por isso que sua reação normal a algo novo é negativa. Inicialmente, uma batalha dentro da pessoa sempre ocorre, entre um interesse por algo novo e um medo dele. Como nós podemos manter o interesse da pessoa apesar de seu medo e resistência?

Resposta: Quando começarmos a falar de uma pessoa, sua fisiologia, psicologia, sociologia, relações familiares e assim por diante, nós precisaremos fazê-lo objetivamente, de forma abstrata, e não em relação à própria pessoa. Somente depois devemos gradualmente incluir exemplos: aqui está um homem, uma mulher, uma criança; aqui está uma pessoa como ela é, ela reage a si mesma de certa maneira e é composta de certas imagens de percepção, visão e assim por diante. Em outras palavras, nós começamos a falar de algum objeto abstrato e, gradualmente, trazemos esse objeto para a própria pessoa. Acho que desta forma não vamos ter problemas.

A questão é que a pessoa moderna não sabe nada disso. Nós escondemos nossa natureza, temos vergonha de nós mesmos, vergonha diante dos outros, temos medo de mostrar qualquer tipo de fraqueza, porque pensamos que os outros poderiam tirar vantagem disso. Eu tenho que mostrar que estou firme como uma parede atrás de minhas opiniões imutáveis, as quais eu realmente não tenho de todo.

Quando nós gradualmente revelamos o que significa o homem, a sociedade e a natureza em sua forma global e geral, pouco a pouco nós nos acostumamos com o fato de que somos da maneira como somos criados: não sou eu, e tudo em mim funciona independentemente de mim.

Então, o que exatamente é esse “eu”? O “eu” é só aquele que pode pesquisar o que é criado nele pela natureza.

Como médicos que não têm vergonha na frente uns dos outros ou de seus pacientes, ou psicólogos que podem expressar os seus próprios sentimentos, e os de outras pessoas, sem constrangimento, entendendo que tudo isso é uma realidade objetiva, nós, também, somos da maneira que somos. Da mesma forma, nós também precisamos levar a pessoa a tal estado.

Tudo precisa ser baseado precisamente no fato de que a próxima etapa do nosso desenvolvimento é a integração completa de todos em tudo, quando todas as partes da natureza são incorporadas na pessoa, a pessoa dentro delas, e as pessoas umas nas outras, e junto com a natureza nós representamos um todo orgânico.

Nesse caso, não há nada aqui que eu tenha que esconder, me envergonhar, ou tentar ocultar dos outros. Eu devo finalmente chegar a um estado onde, ao contrário, sou obrigado a me revelar totalmente e estar conectado a todos.

É como uma criança que está nos braços de sua mãe: ela não é ninguém, mas concentra toda a atenção da mãe sobre si, e do ponto de vista da natureza, em relação à sua mãe, ela não tem absolutamente nenhuma barreira, fronteira ou tela; pelo contrário, existe uma ligação completa. Nós também, como resultado da nossa educação e criação integral, precisamos alcançar uma conexão no futuro.

É por isso que o nosso fluxo no ensino, experimentando esses cursos, em sua estrutura e interconexão (onde um curso começa e outro termina, ou alguns deles vão em paralelo) precisa ser estruturado precisamente assim: ao longo do eixo do tempo. Os cursos devem se complementar e seguir de forma consecutiva ou sobrepor-se uns aos outros para que as pessoas desenvolvam gradualmente uma atitude correta consigo mesmas, com outros alunos estudando em grupo, e com o mundo inteiro.

Da “Palestra sobre a Educação Integral”, 13/12/11