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Que Oração O Criador Responderá?

942O desejo de espiritualidade que nos é dado inicialmente é o ponto no coração da pessoa. Portanto, a pessoa em quem esse desejo desperta precisa começar a trabalhar com ele e moldá-lo para que se torne semelhante ao desejo pela luz.

A luz desce até nós através de 125 graus dos mundos: 5 mundos com 5 Partzufim (grandes degraus), cada um dos quais possui 5 Sefirot, num total de 125.

Em nosso mundo, nós a recebemos na forma de uma luz muito pequena, Nefesh. “Nefesh” vem da palavra “Nefesha”, que significa inativa, existindo passivamente, vivificando no nível mais mínimo e nada mais.

Antes de começarmos a trabalhar em nós mesmos, a revelar nosso desejo, a moldá-lo (como, digamos, fazemos doces com massa) e dar ao desejo uma forma e direção específicas, é necessário compreender o que devemos almejar. Diz-se: “Faça com que seu desejo se assemelhe ao desejo do grau superior (o Criador), para que ele possa refazê-lo à sua semelhança”.

O problema é que não sabemos como alcançar isso. Para esse propósito, nos foi dado o nosso mundo, no qual podemos nos moldar corretamente com a ajuda do trabalho com nossos amigos em oração unida, em um desejo mútuo, unido e bem sintonizado.

Ao nos esforçarmos para nos unirmos, falamos sobre nos aproximarmos, buscarmos o equilíbrio mútuo, a realização mútua e o apoio mútuo, a fim de nos unirmos em torno de um desejo comum, uma intenção comum, um objetivo comum.

Dessa forma, formamos um único desejo correto a partir de todos, que corresponde plenamente às aspirações de cada um de nós e que é aceito por todos no grau em que estamos. Só então ele receberá uma resposta divina.

E se o Criador não atender às nossas orações, isto é, se a luz superior não começar a ser sentida em nosso desejo, isso significa que ainda não há união. A luz reage somente ao desejo comum e ao pedido de dez pessoas unidas. Então, o desejo delas não se dirige a si mesmas, mas à doação mútua, a todos juntos, e de todos juntos ao Criador.

Tal desejo é imediatamente seguido por uma resposta da luz superior, que é imediatamente sentida no grupo que começa a descobrir por si mesmo a oração correta.

Da 3ª Lição do Congresso de Cabalá de Moscou, 02/05/16

Com Que Propósito Foi Criado O Mundo Material?

926.02E qual é o propósito para o qual Ele criou toda essa realidade diante de nós, nos mundos superiores e nos mundos inferiores?…

No entanto, devemos compreender esta questão levantada por nossos sábios, que a indagaram: “Se o propósito da criação dos mundos era deleitar os seres que Ele criou, por que Ele criou este mundo corpóreo, turvo e atormentado?”

Sem ele, Ele certamente poderia deleitar as almas o quanto quisesse, então por que trouxe a alma para um corpo tão obscuro e impuro? (Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, Vol. 1, Parte 1, “Observação Interior”).

Existem 125 graus de realização do Criador. Cinco Sefirot formam um Partzuf, cinco Partzufim formam um mundo, e existem cinco mundos no total. Conclui-se que cinco Sefirot multiplicadas por cinco Partzufim e cinco mundos resultam em 125 graus.

Para alcançá-los do zero à correção final (infinito), eu preciso, como pessoa em quem ainda não há nada de espiritual, subir essa escada de fora para dentro.

Ao ascender ao primeiro grau, começo a adquirir um vaso espiritual, uma alma (Neshama).

Antes de subir na escada espiritual, eu represento um desejo de receber material (animal), e depois de subir, um desejo de receber com intenção.

Tendo atingido um certo nível, volto a um estado animalesco para ascender ao próximo. Só assim! Não tenho outra escolha senão fazer esse “ciclo” a cada passo.

Pergunta: Por que, além do estado animal, do desejo de receber, existe o estado proteico, o nosso corpo?

Resposta: Parece-lhe que a matéria existe porque, enquanto você não tiver alcançado a iluminação espiritual, sentirá o desejo de receber. A matéria precisa existir de alguma forma nos níveis inanimado, vegetal e animado. E o que lhe diz respeito como ser humano são apenas os seus desejos. Se eles têm alguma relação com a matéria, é apenas porque estão revestidos dela. Mas, em princípio, isso não importa.

Pergunta: Qual o propósito de estarmos na ilusão de que temos corpos?

Resposta: Esta é uma condição necessária para a sua presença constante no desejo.

Pergunta: O que significa “trazer a alma para o corpo”?

Resposta: A alma é o desejo de receber com a intenção correta. Mas, às vezes, a alma implica a luz que entra no desejo. Então acontece que a alma entra e sai.

Da Lição de Cabalá em Russo, 15/04/18

A Fórmula Para Reduzir O Sofrimento, Parte 2

224Através do sofrimento, movendo-nos apenas por meio de golpes, não chegaremos a lugar nenhum. Ainda teremos que nos desenvolver no caminho da luz, enquanto os golpes apenas prolongam o tempo. Apenas prolongamos nosso sofrimento e retardamos nossa percepção de sua origem. Em última análise, de uma forma ou de outra, teremos que descobri-la e começar a trabalhar com ela.

Por outro lado, se seguirmos o conselho dos Cabalistas, podemos usar imediatamente o sistema superior e exigir da fonte de luz que ela nos influencie.

Se começarmos a nos organizar em círculos à semelhança da alma corrigida, se construirmos conexões corretas e nos esforçarmos para transcender nosso egoísmo, a luz superior responderá aos nossos esforços, perceberá nossa conexão e brilhará dentro dela. Isso é chamado de revelação do Criador aos seres criados neste mundo.

É exatamente isso que a ciência da Cabalá aborda: um método para revelar o Criador às criaturas deste mundo. Ao fazê-lo, reduzimos consideravelmente nosso tempo e sofrimento, pois nos dirigimos imediatamente à fonte da luz que criou nosso egoísmo e exigimos que essa luz corrija tudo. Portanto, precisamos despertar a nós mesmos em vez de sofrer.

No caminho do sofrimento, caminhamos gradualmente em direção ao caminho da luz, mas de forma extremamente lenta. Os profetas descrevem o caminho do sofrimento porque ele é claramente definido; é um programa existente. Os profetas, que eram Cabalistas, perceberam o sistema superior e a oposição entre as forças da direita e da esquerda nele, e, portanto, compreenderam o sofrimento que nossos desejos devem atravessar para alcançar a correção final.

Eles escrevem que mães misericordiosas cozinhariam e comeriam seus próprios filhos. Seriam tempos horríveis. É-nos mostrado o que acontecerá se não seguirmos o caminho da luz, pela aceleração do tempo, que terrível sofrimento físico seria necessário para nos levar a construir um vaso no nível do curso natural da evolução.

Os profetas podem descrever esse cenário porque ele decorre de uma fórmula geral: a quantidade de sofrimento multiplicada por sua qualidade. Este é o caminho natural, pois está inteiramente nas mãos do céu. Mas os profetas não sabem quanto de nossos próprios esforços adicionaremos a esse processo. Ninguém pode saber isso de antemão, pois nos foi dado o livre-arbítrio nisso.

Da Lição Diária de Cabalá, 15/07/16, Rabash, Artigo 16, “Mas Quanto Mais Os Afligiam”

Desejo, Pensamento E Razão

121Pergunta: Como confiar nos sentimentos e desejos que existem em um mundo egoísta, em um corpo egoísta? Como descobrir a veracidade dos desejos e sentimentos que emergem?

Resposta: Não há verdade em nossos desejos. Todos os sentimentos e pensamentos são egoístas.

Portanto, devemos nos empenhar apenas em atrair a luz superior, que gradualmente revelará a depravação de cada sentimento e de cada pensamento, e, nessa medida, seremos capazes de corrigi-los. Uma pessoa não pode, nem mesmo segundo sua natureza egoísta, reter dentro de si aquilo que lhe é prejudicial.

Pergunta: Qual a relação entre desejo, pensamento e razão?

Resposta: A base da nossa natureza é o desejo (o coração). O pensamento (a mente) existe apenas para classificar e direcionar corretamente os nossos desejos. É por isso que somos compostos de coração e mente. A inteligência é necessária para lidar adequadamente com os desejos.

Existe o desejo de desfrutar e a reflexão sobre como realizar esse desejo.

O desejo (coração) é primário, o pensamento (mente) é secundário. A razão serve ao desejo.

Da Lição de Cabalá em Russo, 13/05/18