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Um Passo À Frente

79.01Pergunta: Como uma pessoa percebe que seus vasos de doação não estão corrigidos? De que forma isso se expressa?

Resposta: Isso se expressa no fato de uma pessoa pedir ao Criador por correção. E o Criador entende que essa é a Sua parte na correção de toda a criação e, portanto, a corrige.

Então a pessoa já ascende a um degrau superior. É assim que acontece.

Da Lição Diária de Cabalá de 20/12/25, “Chanucá”

O Início Do Desejo Pela Espiritualidade

239Pergunta: Se concordo plenamente com o Criador, onde posso encontrar uma demanda pela luz que retorna à fonte? Afinal, concordo até mesmo com o fato de não ter essa demanda.

Resposta: Isso mesmo. Este é precisamente o início do desejo que devemos alcançar.

Comece a desenvolvê-lo a partir deste ponto. Ou seja, quero estar conectado com os amigos, com o Criador, com todos os nossos estados, e conectado de tal forma que me sinta desapegado de todos os outros desejos e objetivos.

Então poderemos erguer nossos olhos para Ele e clamar: “Salva-nos!”

Afinal, o mais importante a que devemos chegar não é receber o que estiver ali, em alguma prateleira, mas sim perceber que tudo isso está no poder do Criador.

A qualidade da doação, a qualidade do amor, a qualidade da conexão estão em Seu poder, e somos obrigados a implorar que Ele nos ajude. Isso é precisamente o que constitui a revelação do Criador a uma pessoa.

Da Lição Diária de Cabalá, 20/12/25, “Chanucá

Chanucá: Festa De Inauguração No Mundo Superior

235Pergunta: Eu cresci em Israel e, para mim, Chanucá é uma festa muito infantil, com donuts e o dreidel. De repente, ouço de você que o Chanucá tem um significado espiritual. Como devo encarar o acendimento das velas para que essa ação não seja meramente externa?

Resposta: Esta é uma ação espiritual. Não há nada nos feriados israelenses que não esteja ligado à espiritualidade. Afinal, existimos apenas para alcançar nossa alma, o que é chamado de mundo futuro, mundo superior, dimensão superior, que devemos atingir.

No momento, vemos a imagem deste mundo: casas, céu, mar, pessoas, tudo ao nosso redor. Por trás dessa imagem, precisamos encontrar uma fresta para o mundo superior, ampliá-la, abrir os horizontes e perceber que estamos localizados apenas em uma esfera muito pequena, em uma minúscula parte de um mundo muito maior, mais espaçoso e infinito.

Todo o nosso universo está contido em nosso mundo atual. Mas também devemos revelar o mundo além dele. É para isso que nós, seres humanos, existimos. Pois não pertencemos aos níveis inanimado, vegetativo e animado que estão ligados à natureza, mas sim ao nível humano.

Em hebraico, “ser humano” é “Adam“, derivado da palavra “domeh“, semelhante ao Criador. Não apenas somos capazes de alcançar tal estado, como também temos a obrigação de atingi-lo, para revelar toda a verdadeira realidade que reside além daquilo que agora nos parece este mundo.

Então revelaremos não apenas espaços infinitos, mas também a nós mesmos, existindo em uma forma infinita e perfeita, dentro desta vasta, expansiva e luminosa realidade que nos é revelada.

A sabedoria da Cabalá visa isso. Todas as festividades, incluindo Chanucá, nos falam sobre como começamos a nos abrir para o mundo superior, expandir nossos órgãos de percepção e realidade e, então, emergir de todas essas limitações estreitas e amargas.

Tudo isso está diante de nós. Mas tudo depende da união entre nós, porque a união é precisamente a ação que começa a abrir as fronteiras da realidade presente. E as pressões que sentimos hoje têm o propósito de nos impulsionar a acelerar e revelar o mundo verdadeiro.

Portanto, ao acendermos as velas de Chanucá — com canções de Chanucá, brincadeiras com as crianças usando o dreidel e deliciosos donuts — pensemos que a verdadeira Chanucá é como uma festa de inauguração de uma casa, pois estamos abrindo um novo mundo para nós mesmos ao nos unirmos uns aos outros.

Da Rádio 103FM, 06/12/15

A Coisa Mais Importante Em Um Casamento

506.3Pergunta: Qual é a família do futuro?

Resposta: É quando marido e mulher são companheiros muito próximos. Quando sentimos que estamos fazendo algo agradável, nos aproximamos. Quando sentimos que pode haver algum problema, nos distanciamos. Agimos de forma seletiva. Então tudo ficará bem para nós.

Pergunta: Mas nós não fugimos uns dos outros? É isso que significa construir uma família?

Resposta: Não pensamos constantemente em “construir”. Simplesmente sentimos onde podemos ajudar nosso parceiro e onde não devemos interferir.

Comentário: E isto, você diz, é chamado de “companheirismo”.

Minha Resposta: Sim.

Comentário: Você usa a palavra “companheirismo”. É uma palavra calorosa e muito familiar para todos.

Minha Resposta: Essa é a coisa mais importante no casamento.

Pergunta: Essa é a coisa mais importante no casamento. E depois tudo o mais acontecerá?

Resposta: Sim.

Pergunta: E o resto, como o amor?

Resposta: Existe amor entre mãe e filho. E existe amor entre uma pessoa e o Criador. Entre pessoas, não há amor. Existe a possibilidade de criar uma conexão muito afetuosa, próxima e mútua, mas mesmo isso ainda não é amor.

O amor aparece, se manifesta, é criado, nasce onde existe um vínculo natural, como o de uma mãe com seu filho, e como o vínculo que surge entre uma pessoa e o Criador.

Isso é uma conexão natural. Isso é o que pode ser chamado de amor. Mas simplesmente entre um homem e uma mulher, mesmo que eles entendam a importância um do outro e tentem se complementar de alguma forma, isso não é amor; ainda é companheirismo.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 12/12/25