O Que É Inclusão Mútua?
Em essência, a inclusão mútua (hitkalelut em hebraico – interpenetração) é a ação mais importante, e não há nada que possa se comparar a ela em importância. Isso decorre do plano da criação.
O Criador, a luz superior, cria um desejo de receber prazer, que visa apenas se preencher com tudo o que carrega a luz. Ele é literalmente escravizado pela luz e a sente como prazer, como vida.
Nessa forma, esse desejo nem pode ser chamado de criação porque lhe falta qualquer independência; ele é inteiramente dependente da luz. Portanto, como uma criação, ele ainda não existe, como uma sombra que não pode existir independentemente de uma pessoa ou de qualquer objeto que a projete.
Mas o Criador quer que esta criação se torne independente como Ele. Para isso, a criação precisa passar por um caminho muito longo, muito mais longo do que aquele que uma gota de sêmen passa para se transformar em um organismo vivo.
Afinal, a criação foi criada como uma sombra da luz, como sua impressão, como seu oposto. Mas gradualmente, sob a influência da luz, ela começa a se desenvolver.
E todo o seu desenvolvimento posterior através do processo de expansão das quatro fases da luz direta, o surgimento dos mundos AK (Adam Kadmon), Atzilut, Beria, Yetzira e Assia, deste mundo, a descida das almas ao nosso mundo e sua subida de volta ocorre devido à interconexão do desejo e da luz.
Ao mesmo tempo, a criação absorve todas as qualidades do Criador e se torna como Ele. Além disso, como ao mesmo tempo adquire uma estrutura interna mais complexa, ganha a capacidade de compreender todos os detalhes da criação em toda a sua profundidade.
Dessa forma, a criação revela o que o Criador fez nela. Ao entender a si mesma como um derivado da luz superior, a criação vem a conhecer o Criador. Isso é chamado de “Das Tuas ações eu Te conheço”.
E tudo isso é possível pelo que é chamado de inclusão mútua.
De KabTV, “Cabalá para Iniciantes”, 27/10/10