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Uma Alternativa Judaica Do Século 21

Pergunta: Você diria que a fonte do anti-semitismo é o ódio pela unidade?

Resposta: Não, se os judeus mostrassem e “irradiassem” unidade, se eles a explicassem, se eles falassem alto sobre a sua missão, sobre o que eles foram chamados a dar ao mundo, então a atitude para com eles seria completamente diferente.

Uma vez, durante o tempo de Abraão, Isaac e Jacó, o povo judeu era “bom aluno” do progresso espiritual. No entanto, por várias etapas, eles tiveram que revelar o Egito, o Faraó, ou seja, o estado de descida, o qual pôde ser corrigido mais tarde, a fim de aumentar o grau do Primeiro Templo.

No entanto, eles não conseguiram preservar esse nível: divergências internas começaram e estas levaram ao exílio babilônico. Este foi seguido por um novo nível de unidade e de revelação e de ascensão ao Segundo Templo. Então ódio infundado jogou as pessoas para o último exílio.

Todas essas quedas no caminho eram necessárias, e os resultados da última imergiram num período de “latência” com uma certa dose de sofrimento, que não parou até à era do ARI. Desde aquela época, a recuperação começou no mundo, principalmente na Europa: o Renascimento, o Iluminismo, a emancipação parcial, e assim por diante.

No entanto, em todo esse tempo, o povo Judeu foi lento na correção. Chaim Vital, um discípulo do ARI, escreveu sobre isso. Os Judeus não podiam ser despertos. Eles continuavam a estar imersos na sua existência habitual.

No início do século 20, a situação ficou tensa. Importantes zonas das nações do mundo encontraram-se em uma grave rutura e não sabiam de que modo podiam desenvolver-se mais. Na verdade, se os judeus tivessem revelado o método de correção, de modo prático, naquela época, antes da Segunda Guerra Mundial, eles a teriam evitado. Foi possível chegar, em teoria, ao necessário reconhecimento do mal, que é muito mais eficiente do que a morte de dezenas de milhões de pessoas. Correção espiritual a um grau mais elevado teria dado resultados completamente diferentes. Assim, mesmo uma pequena compreensão vale uma enorme perda material.

Em seguida, veio o século 21. Efetuará o povo judeu a correção, completando o programa de criação até ao nível necessário? De fato, na sua inação, pode chegar a um completo fracasso e será forçado a ir para o exílio novamente. Além disso, há a questão de quem vai dar-lhe refúgio desta vez. Durante o Holocausto, ninguém estava disposto a aceitar refugiados judeus, e tudo isso está de acordo com o programa superior a partir do qual não há escapatória.

Na Idade Média, os judeus foram convidados porque eles poderiam promover o desenvolvimento. No entanto, desde o tempo do ARI, eles não são desejados porque o mundo não precisa do que eles oferecem. O mundo precisa do método de correção, em vez de um sistema bancário e de indústria como no passado. Está o povo judeu pronto para dar às nações do mundo o que estas realmente precisam hoje?

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabala 08/04/13, “Dia da Lembrança do Holocausto”

O Significado Inesperado Da Vida

Antes da ascensão espiritual da humanidade ,esta passa por um período de preparação, sem compreender as leis da evolução. Há várias teorias sobre isso, mas vemos que o processo é conduzido apenas pela evolução do nosso desejo egoísta que opera apenas para nosso benefício. É especial para cada pessoa e determinou o nosso comportamento ao longo das eras da evolução da humanidade.

Na humanidade, há várias civilizações pendentes , cada uma das quais se tem desenvolvido á sua própria maneira, no seu próprio ritmo, e na sua própria direção. Durante os tempos da antiga Babilônia e da Torre de Babel, uma certa parte da humanidade se separou do resto e começou a avançar de uma forma especial, pois, além do desejo de receber, o desejo de alcançar a meta da realidade também foi evocado neles.

Este desejo precisa de um método para ser cumprido e isso criou um problema. É porque uma pessoa realmente quer saber por que e para que está a viver, qual é o objetivo da sua vida . Mas, de repente, descobre que a resposta a esta pergunta é cumprida de acordo com o princípio de “ama o teu amigo como a ti mesmo.”

Acredita-se geralmente que o sentido da vida é para ser revelado após a morte do corpo ou em alguma realidade mística que está além da natureza corpórea. Mas, de repente me falaram sobre o amor dos outros e que se eu começar a amar o outro como eu me amo a mim mesmo e desenvolver tais relações, eu vou descobrir o mundo superior, toda a realidade, toda a profundidade da criação e também da eternidade, toda a força oculta chamada Criador.

Eu não entendo isso. É isso suficiente para amar qualquer pessoa que eu vejo? Eu tenho que dominar o Ego e anular-me para que não veja diferenças entre nós? Isso é chamado “para doar a fim de doar.” Então, eu também vou adquirir a deficiência do outro e ter cuidados com ele como se fosse eu ,a minha própria alma, porque na verdade, ele faz parte de mim.Disseram-me que, graças a esse amor eu vou encontrar e cumprir o objetivo da minha vida. A principal coisa é fazer o bem aos outros.

Mas isso é totalmente contrário à minha visao! O que pode ser mais repugnante do que isso?!

Eu exagero e enfatizo este ponto de propósito, mas é realmente assim. Uma pessoa precisa de tempo para entender que esta é a sua auto-realização. É nas relações com os outros, sobre o nível atual, quando nós odiamos o outro ,o desrespeitamos ,cuspimos sobre ele, matamos, sem pensar duas vezes e além disso também desfrutamos em prejudicar o meio ambiente; é aqui que a profundidade infinita do mundo espiritual é revelado para nós, a verdadeira realidade. A principio, é simplesmente incompreensível.

Portanto, é um caminho longo. Um pequeno grupo começou a cumprir o método na antiga Babilônia e teve que passar por muitos altos e baixos, enquanto os outros continuaram a avançar no caminho egoísta.

Eventualmente, uma pequena parte da humanidade atingiu o ego final através da quebra, com a destruição do Templo, enquanto a maioria da humanidade avançou linearmente dentro do ego. No caminho, as duas partes estão integradas e alcançam a fase atual, que exige o cumprimento final da correção.

Assim, a preparação começa em corrigir a distância. Um pequeno grupo chamado “nação de Israel” passa por estados especiais, cai a partir dos níveis espirituais, e depois passa por correções graduais que são profundas e lentas. Isso corrige seus vasos quebrados, desejos, e isso exige uma preparação, que exige a transição da intenção de “a fim de receber” (Lo Lishma) para a intenção de “a fim de doar” (Lishma) e da intenção de doar a fim de doar , para receber a fim de doar. Todas as etapas ao longo do caminho são graduais e organizadas, e a nação de Israel se corrige pela Luz que Reforma, que é chamada a “Torá”.

Por outro lado, as partes do vaso geral chamadas “as nações do mundo”, não foram quebradas, e assim elas não precisam da correcção gradual. Na verdade, elas não têm nada a corrigir. A nação de Israel tem que levantar todos os vasos quebrados de volta para a espiritualidade a partir do degrau do qual eles caíram, a fim de colocá-los novamente juntos nas 10 Sefirot, cada uma separadamente, e todos elas juntas, para reconstruir a realidade da alma comum. Para todos os outros, é muito mais simples, pois eles recebem uma iluminação que lhes proporciona uma Masach (tela), que é a sua correção. Eles participam do processo e se conectam a Israel para se corrigirem gradualmente através de muitas dificuldades.

Eventualmente, os vasos das nações do mundo chegam ás correções em um nível tal que eles levam os filhos de Israel em seus “ombros” e trazem-nos para o “Templo”, a nação de Israel não pode subir para estes níveis, por si só, mas as nações do mundo podem, porque elas não têm vasos quebrados.

Assim, a última fase de correção é cumprida, não simplesmente com as nações do mundo, mas graças a sua ajuda e suporte “nos seus ombros.”

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 09/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Onde Quer Que O Destino Te Ponha…..

Pergunta: Como pode um estudante que mora longe, em outro país receber a mesma força especial sentida no grupo que está fisicamente ao seu lado?

Resposta: Eu quero esclarecer essas dúvidas de uma vez por todas .Se um aluno está 10.000 quilómetros de distância daqui, em algum lugar no Chile, por exemplo, e recebe uma impressão de “1 Kg” durante a aula, é igual em valor a estar aqui na sala de estudos e receber uma impressão de “100 Kg “.

É o mesmo. Simplesmente não se está a levar em conta a influência que se sente aqui. Lá, é cem vezes mais fraca do que aqui. E quando vens aqui, parece que te estás a esforçar por 1 g, mas aqui todos se esforçam por 100Kg. Vês que aqui a tensão é cem vezes maior, e assim preocupas-te com o que deves fazer.

Mas não está a levar em conta que a força do campo magnético opera em ti, mesmo à distância, mas apenas mais fraca. Ao mesmo tempo, tu esforças-te mais em comparação com aqueles que estão aqui no centro. Assim, embora possa parecer que te está perdendo alguma coisa, não estás perdendo nada.

O Criador recebe o esforço de uma pessoa tendo em conta o estado que ela está. A questão é saber se estás a construir o teu ambiente corretamente onde quer que estejas. Faz o melhor no teu grupo, anulando-te diante deles, diante do Criador, e através disso chega á revelação da força de doação , a fim de trazer contentamento ao Criador. Se fizeres isso, estejas onde estiveres, então nada mais é exigido de ti.

Se estás a pensar em mudar-te para um lugar onde a maior impressão é sentida, não estou certo de que isto é o melhor a fazer. Porque exercendo-se em outro lugar de acordo com as diferentes condições, é igual ao esforço de uma pessoa aqui, sob as condições que eu forneço para o meu grupo. Assim, podes muito bem ganhar mais em estar longe do que estar aqui.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 09/04/13, Escritos de Baal HaSulam

A Crise Não É Financeira, Mas Evolutiva

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Stratfor): “A crise financeira global de 2008 tem lentamente dado lugar a uma crise de desemprego global. Esta crise de desemprego vai, rapidamente, dar lugar a uma crise política. A crise envolve todos os três principais pilares do sistema global – Europa, China e Estados Unidos. O nível de intensidade difere, a resposta política difere e sua relação com a crise financeira difere. Mas há um elemento comum: o desemprego está cada vez mais substituindo as finanças como o problema central do sistema financeiro. …

“Considere a geografia do desemprego. Apenas quatro países na Europa estão com menos de seis por cento de desemprego: os países geograficamente contíguos da Alemanha, Áustria, Holanda e Luxemburgo. A periferia imediata tem desemprego muito maior: Dinamarca (7,4%), o Reino Unido (7,7%), França (10,6 %) e Polônia (10,6%). Na periferia mais distante, a Itália está com 11,7%, a Lituânia com 13,3%, a Irlanda com 14,7%, Portugal 17,6%, a Espanha 26,2% e a Grécia 27%. …

“Uma regra que eu uso é que para cada pessoa desempregada, três outras são afetadas, sejam cônjuges, filhos ou outros. Isso significa que quando você alcança 25% de desemprego, praticamente todos são afetados. Aos 11% de desemprego cerca de 44% são afetados.

“É importante compreender as consequências deste tipo de desemprego. Há o desemprego de longa duração da classe mais baixa. Esta onda de desemprego atingiu os trabalhadores das classes média e média-alta. A pobreza é bastante difícil de gerir, mas quando ela também está ligada à perda de status, a dor é agravada e um poder politicamente potente surge…

“O fascismo teve suas raízes na Europa em enormes fracassos econômicos, nos quais as elites financeiras falharam em reconhecer as consequências políticas do desemprego. Elas riram de partidos liderados por homens que tinham sido vagabundos vendendo cartões postais na rua e prometendo milagres econômicos somente se os responsáveis ​​pela miséria do país fossem eliminados. Homens e mulheres, mergulhados na vida confortável da pequena burguesia, não riram, mas responderam ansiosamente àquela esperança. O resultado foram governos que fecharam suas economias ao mundo e manipularam o seu desempenho através de ordens e extorção.

“Isto é o que aconteceu depois da Primeira Guerra Mundial. Isso não aconteceu após a Segunda Guerra Mundial porque a Europa estava ocupada. Mas quando olhamos para as atuais taxas de desemprego, as diferenças entre as regiões, o fato de que não há nenhuma promessa de melhoria, e que a classe média está sendo arremessada ​​para as fileiras dos despossuídos, podemos ver os padrões se formando”.

Meu comentário: Na medida em que o progresso técnico e tecnológico continuarem, o desemprego vai aumentar. Além disso, os desejos humanos crescem não só em tamanho, mas também em qualidade: a pessoa não quer trabalhar e comprar, para ser escrava de quem fica rico por causa disso. Os desejos mudam. A era da sociedade de consumo está terminando por várias razões.

Uma nova era está à frente: a transição da massa de desempregados para trabalhar em si mesmos, para construir uma nova sociedade integral. Esta fase é precedida pela fase de educação integral, treinamento, formação, e mudança do ser humano, e a sua transformação consciente do mundo. Trabalhar em escritórios e fábricas será transformado em ir para escolas de educação integral, cursos de reciclagem de pessoas, que, assim, vão criar novas relações públicas: o consumo racional numa comunidade integral unificada.

Uma Guerra De Amor

Dr. Michael LaitmanDa Carta No 5 do Rabash: …Você deve fazer mais no amor dos amigos É impossível alcançar o amor duradouro, a não ser através da Dvekut [adesão], o que significa que você vai unir os dois em você com um vínculo muito forte. E isso só pode ocorrer se você tentar “despir” a vestimenta na qual a alma interior é colocada: a vestimenta chamada “amor-próprio”…

E quando vocês sentirem que estão em guerra, cada um de vocês vai saber e sentir que precisa da ajuda de seu amigo, e sem ele, sua própria força também irá enfraquecer. Então, quando vocês entenderem que devem salvar suas vidas, cada um de vocês vai esquecer que tem um corpo que deve manter, e ambos estarão amarrados pelo pensamento de como usar o inimigo.

O amor dos amigos é atingido por meio de uma guerra em seu benefício. É impossível atingir a adesão, que indica amor constante, sem se esforçar em deixar a vestimenta da inclinação ao mal em que a alma está vestida. Deixar essa vestimenta do amor-próprio só é possível se você trocá-la pelo amor ao próximo, pela tela e a Luz de Retorno.

Isso, especificamente, é o que temos que alcançar. Quando nós começamos a procurar como fazer isso, sentimos que tudo depende, basicamente, da nossa relação com os outros, coisas que são tão desprezíveis em nosso mundo. Todos os relacionamentos no mundo são estabelecidos de acordo com leis, protegendo os direitos do indivíduo, da democracia. No entanto, quando vemos um pouco da verdade por meio da influência da Luz Circundante, então nós entendemos que é especificamente através da conexão com o outro que percebemos todo o programa de criação.

O outro, seja um amigo ou o Criador, é a mesma coisa; não há diferença. Se eu quiser subir acima de mim mesmo e alcançar o Criador, é exatamente aí que eu vejo que preciso da ajuda de um amigo. Enquanto todos os amigos não vierem em meu auxílio, de acordo com o quanto eu me entrego a eles, eu não posso fazer nada.

Nós precisamos da cooperação mútua, onde dependemos um do outro. Quanto mais eu me entrego aos outros, em tal medida eles conseguem me ajudar, e quando eles vêm me ajudar, eu paro de pensar em mim mesmo. Apesar de mim, eu subo acima de mim mesmo.

No entanto, os amigos só podem vir me ajudar se eu me subjugar a eles. Com isso, eu os obrigo a se preocupar comigo. Isso significa que tudo depende do trabalho do indivíduo com relação ao seu ambiente. Quanto mais eu me subjugo e estou pronto a me aderir ao ambiente, ao professor, aos livros, à aprendizagem, à disseminação, ou seja, a todos os meios para atingir a meta, confiando como uma criança, entregando-me ao menor nível, eu chego perto da minha realização espiritual.

Eu tenho que começar a minha ascensão espiritual do zero. Quanto mais eu me aproximo do zero com meus pensamentos, desejos e ações, mais eu realizo a adesão ao grupo e o obrigo a se preocupar comigo. Eu começo a receber a influência correta de dentro do grupo. Não importa qual o nível em que ele se encontra no momento. Esta influência possibilita que eu anule o meu amor-próprio, saindo da casca egoísta (Klipa), da inclinação ao mal, e inicie o trabalho espiritual.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/04/13

Livre Com Um Jugo No Pescoço

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 59: O Zohar diz, “Cada um é o que supõe seu coração. Nessa medida, a Luz do Criador ilumina sobre ele e isso é chamado de fase da fé”.

Aqui nós falamos sobre o nível humano, o qual valoriza a grandeza do Criador no coração. Nessa medida eu adquiro o nível de equivalência com o Criador, e descubro a Luz superior em mim.

Primeiro, nós estamos todos no desejo egoísta, e por um longo tempo assumimos que podemos alcançar algo. Este período é chamado de “os sete anos de saciedade”. Depois, nós começamos a entender que o ego não nos dará nada, e ao nos decepcionarmos com isso nos voltamos para o desejo de doar.

Essa já é uma grande revolução, “e um novo rei surgiu no Egito”. Em outras palavras, o desejo egoísta, no qual eu via tudo o que é bom, agora jorra golpes em cima de mim. O que são esses golpes? Se olharmos para o mundo moderno, vemos que ele está cheio de abundância em tudo. Da mesma maneira, os filhos de Israel não careciam de nada, eles tinham mais do que “carne” suficiente. Então, qual era o problema? O que estava faltando? O que é esta nova dominação?

A questão é que eu começo a entender e a sentir que o meu ego não sou eu. Ele se torna um novo rei cruel para mim. Eu não me identifico mais com ele e procuro algo acima dele, mas ele se agarra em mim e não me deixa ir…

Hoje, mesmo os pobres vivem muito melhor do que a maioria das pessoas vivia há dois séculos. Um trabalhador simples aprecia o que costumava ser luxo para poucos no passado. Mas o problema é que eu me sinto mal e não consigo fazer nada com relação a esse sentimento.

No momento em que nós sentimos este novo domínio, nós começamos a procurar uma saída, uma vez que este tipo de vida é sem sentido. Mas acontece que não conseguimos escapar. Eu odeio a minha vida, eu me sinto impotente, no exílio, preso. Eu sinto que eu sou “encurralado” pela minha família, meu trabalho, minhas dívidas, e pelo consumismo. Do nascimento até a morte, eu sou um escravo que imagina estar livre e ao mesmo tempo descobre o jugo no pescoço.

Eu quero fugir dessa escravidão, mas encontro uma questão ainda mais difícil: “Para que estou vivendo?”. Os prazeres simples deste mundo e sua existência “animal” não me satisfazem mais, e assim eu olho para cima para ver se há algo lá.

Então, eu recebo a oportunidade de me elevar acima desta vida. Eu começo a entender e sentir que estamos realmente vivendo numa realidade diferente, e que a percepção atual é simplesmente irreal. Este é o lugar onde o trabalho começa, a busca, graças a qual nós descobrimos que a única maneira de abrir amplamente nossos olhos e emoções, a fim de abrir a porta para a vida real, é através da unidade.

Existe a perspectiva pessoal individual e existe a perspectiva geral que passa pela conexão geral. Ao nos conectarmos, nós descobrimos uma imagem totalmente diferente, mas é muito difícil discernir esta imagem. Depois de tudo, eu tenho que me anular, e reorientar a minha percepção do mundo e a minha atitude perante a vida, a fim de ver tudo através do grupo, do conjunto de pessoas cujas opiniões e desejos se tornam uma “lupa”, uma “lente”, através da qual eu vejo a realidade.

É muito difícil baixar a cabeça diante dos amigos, reconhecer o fato de que eles são grandes, e permitir-lhes formar a imagem do mundo para mim, em minha mente e coração. Se nós realizamos estes exercícios com uma frequência suficiente, de acordo com o método que temos, nós vemos os resultados, e é como se recuperássemos nossa visão, o que significa que começamos a ver o sistema atual em que vivemos, um sistema que anteriormente estava fora da minha vista.

Portanto, a correção inicial durante a fase de preparação começa quando eu “baixo a cabeça” perante os outros. A primeira fase da anulação é chamada de “êxodo do Egito”. Se antes o ego me subjugou e me impediu de conectar, agora eu deixo a sua dominação e já consigo me conectar. Assim eu escapo do ego, me separo dele e o abandono.

Mas, por enquanto, isso é apenas uma fuga. Mais tarde eu realizo maiores esforços para anular a mim mesmo, e no tempo de “pequenez”, durante a “contagem do Omer“, eu sou pequeno e só quero me conectar com os amigos, tanto quanto posso com todas as minhas forças.

Isto é o que nós estamos passando agora. Se tentarmos, vamos chegar à entrega da Torá, ou seja, a Luz que Reforma. Mesmo se não virmos nada e se não entendermos, mas nos esforçarmos, querendo conectar acima do Faraó, acima de tudo o que está em nós, vamos atingir a conexão onde o Criador é revelado. Isso é chamado de entrega da Torá. Então nós continuamos a nossa conexão na prática.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/04/13, Escritos do Rabash

Carta Do Rabash Para Nós

Dr. Michael LaitmanCarta do Rabash (Nº 8): …No fim das contas, este é um grupo de pessoas que se reuniram num determinado lugar, sob um determinado líder, para estar juntas. Com uma coragem sobre-humana elas enfrentam todos aqueles que se levantam contra elas.

Na verdade, são bravos homens com um espírito forte, e eles estão determinados a não recuar um centímetro. Eles são lutadores de primeira classe, guerreando contra a inclinação até a sua última gota de sangue, e seu único desejo é ganhar a batalha pela glória do Seu nome.

Estas palavras falam sobre a guerra interna que ocorre dentro de nós, como está escrito: “Haverá sempre uma luta entre as inclinações boas e más”. Quanto mais acendermos essa batalha interna, mais cedo vamos entender que temos que sair do nosso ego, dominá-lo, escapar dele, e subir acima da materialidade que sentimos agora.

Não há outra forma de escapar deste mundo e alcançar o nível mais elevado, senão estando sob constante pressão, temor, e problemas que nos levam a uma condição que é definida como o “êxodo do Egito”. Nós começamos revelando estas qualidades em nós, e elas nos fazem “sair de nossa pele”, ou seja, deixar nossos corpos.

Apenas estas condições nos permitem crescer. Isso acontece por uma única circunstância: nós devemos manter e trabalhar com nossas propriedades internas que são opostas por natureza. A pessoa não escapa subindo para a espiritualidade. Não podemos fazê-lo flutuando no céu ou deixando este mundo material abaixo, nem se trata de se desprender desta corporeidade. Ao mesmo tempo, nós não devemos submergir a este reino ou considerar este mundo como algo que existe por si só.

Nós temos que ficar no meio e perceber que ambas as formas são dadas a nós pelo Criador, e que devemos combiná-las. De forma alguma devemos fugir ou se esconder do desejo de ser satisfeito, mas sim, acima desse desejo, nós temos que ficar confiantes de que é a Força Superior que governa tudo em torno de nós. É uma abordagem única e complicada, que precisa de uma disponibilidade interna inata que é chamada de “a raiz da alma”. Da mesma forma, nós também precisamos de um grupo que esteja pronto para seguir este caminho, como está escrito na carta do Rabash: No fim das contas, este é um grupo de pessoas que se reuniram num determinado lugar, sob um determinado líder, para estar juntas.

Não há muitos grupos assim. Pelo contrário, quanto mais avançamos, mais serão os apoiadores ao nosso redor e menos as pessoas dentro do grupo. Quanto mais preciosa é uma qualidade, menos ela é encontrada na natureza. Nosso objetivo é subir a um “nível sobre-humano”.

Nós só podemos conseguir isso realizando uma guerra impiedosa contra os nossos egos. Esta guerra é chamada de “Guerra Santa”, ou seja, a “guerra em prol do Criador”. Para realizar esta guerra, nós devemos conectar os dois mundos com o Criador, concordar em viver em dois mundos paralelos, e agradecer a Ele por tudo o que Ele nos envia. Nós devemos entender que tudo se origina num único lugar e é dado a nós para nos fazer crescer.

Rabash nos escreve sobre estas questões: … No fim das contas, este é um grupo de pessoas que se reuniram num determinado lugar, sob um determinado líder, para estar juntas. Com uma coragem sobre-humana elas enfrentam todos aqueles que se levantam contra elas… Isto implica nossos problemas internos. Na verdade, são bravos homens com um espírito forte, e eles estão determinados a não recuar um centímetro…, ou seja, eles não vão se mover em direção à materialidade. Eles são lutadores de primeira classe, guerreando contra a inclinação até a sua última gota de sangue, e seu único desejo é ganhar a batalha pela glória do Seu nome.

Isso explica por que temos que nos fortalecer; se conseguirmos alcançar tudo o que falamos e alcançarmos os estados que passamos durante essa Páscoa, não há dúvida de que vamos acabar chegando à porta que já está na nossa frente.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/04/13

O Esforço Sobre-Humano

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa o esforço sobre-humano?

Resposta: O esforço sobre-humano é aquele que não é dirigido no sentido humano natural, em benefício pessoal. Ele é revelado no seio do grupo, na dedicação ao seu ambiente, e isto está além dos esforços humanos, pessoais. Além de que, quando uma pessoa revela isso, ela se vê incapaz de fazer tais coisas. É por isso que ela se vira para o Criador com um pedido para ajudá-la a fazer tal esforço.

Diz-se, “Pelo bem dos meus irmãos e dos meus companheiros, direi, ‘A Paz esteja com vocês’!”. É impossível se voltar ao Criador com um pedido que não esteja dirigido ao benefício do próprio Criador, mas abaixo Dele. Mas ao ser humano é permitido pedir ajuda ao Criador na construção do seu vaso. Esta é a única oração justificável.

Da 3ª parte da lição diária de Cabalá 09/04/13, Escritos do Rabash

Fechando O Círculo

Closing the CircleO que nós alcançamos na Convenção Europeia? Em primeiro lugar, criamos entre nós certa compreensão mútua.

Nós nos reunimos como um grupo europeu. Não importa que as línguas e em parte também a mentalidade nos separem. É como a Babilônia há 3800 anos, quando ela se desintegrou em partes separadas. Hoje, nós estamos nessa mesma Babilônia e nos reunimos novamente, mas não é para continuar o sofrimento babilônico. Pelo contrário, é para nos unirmos de acordo com o método revelado ao mundo naquela época.

É como se estivéssemos fechando o círculo, retornando ao mesmo estado. Não importa que em vez de três milhões de Babilônios hoje tenhamos sete bilhões. É simplesmente uma divisão da alma geral, de modo que para cada um de nós seja mais fácil corrigir sua pequena partícula. Basicamente, nós representamos a parte da Babilônia que está pronta para esta correção. Todo o nosso Kli mundial (vaso ou desejo) é especificamente o “creme” que sobe ao topo e precisa ser reunido e unido, e, então, a correção do mundo inteiro será realizada.

Eu acho que aqui nós alcançamos essa compreensão mútua, e agora temos um trabalho sério a fazer: realizar a nossa missão.

Vocês vão ver como cada um vai alcançar uma grande demanda, como cada um pode se tornar um professor, um educador. As pessoas vão se agarrar a vocês como tábuas de salvação uma vez que elas não entendem a situação em que se encontram e, em particular, o método de correção que subitamente vão descobrir: “Como podemos nos unir? Como nos sentamos num círculo? Do que devo falar? Como interagimos entre nós? Como descobrimos o contato entre nós?”.

Aqui nos referimos aos detalhes finos que sentimos internamente porque nós os vivenciamos, enquanto que explicar a alguém numa maneira sistemática ou científica é muito complexo e difícil. Todos entendem que uma coisa é a pessoa sentir algo interno, mas quando ela começa a passar isso para outras pessoas, que não entendem ou sentem isso, que repetem apenas de forma mecânica, é completamente diferente.

Assim, cada um de vocês vai ser muito requisitado. Comecem se envolver na educação integral e virtual e vocês vão ver como as pessoas serão atraídas a vocês. Cada um de vocês vai valer seu peso em ouro.

O Criador vai se voltar para nós apenas quando tivermos uma passagem para o mundo externo, e não de outra forma. Está escrito sobre isso em cada livro de Cabalá. É assim que a natureza é criada: através de um sistema de disseminação aberto e completo. E se através de nós, houver um canal aberto ao mundo externo, então, através dele, a Luz superior vai passar e brilhar ao mundo. Ela não vai parar em qualquer lugar, apenas circular e se tornar revelada. Se não impedirmos isso, mas sim deixarmos um canal aberto, a Luz irá fluir através de nós.

Da Convenção Europeia na Alemanha 24/03/13, Lição 6

Aprendam Com Os Macacos

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Phys.org):“‘Os macacos-verde nos mostram que a tolerância e a paciência com os membros do grupo, enquanto outros estão aprendendo como podem melhorar as coisas individualmente, pode ser um progresso na solução de problemas de coordenação’, disse Ronald Noë da Université de Strasbourg, na França.

“No estudo, os pesquisadores tinham grupos de macacos-verdes, dois vivendo livremente num parque sul-africano e outro num cativeiro na França, e jogaram um jogo social sem lhes oferecer qualquer treinamento sobre o jogo ou como jogar. Em cada experimento de ‘círculo proibido’, uma fêmea solteira de classe inferior foi treinada para abrir um recipiente segurando uma grande quantidade de alimentos somente quando outros macacos dominantes a ela ficassem fora de um círculo imaginário. Se alguém estava prestes a pegar seus petiscos, todos tinham que descobrir as regras e mostrar suficiente contenção em segui-las.

“E como previsto, os macacos o fizeram. Um por um, sem qualquer orientação de seres humanos, os macacos dominantes aprenderam a se controlar. Assim que todos eles mostrassem contenção, o macaco provedor no meio abria a caixa de alimentos imediatamente, economizando um tempo precioso a todos.

“Surpreendentemente, cada macaco-verde aprendeu a ‘jogar’ por si próprio, em ordem de dominância e por tentativa e erro. Macacos hierarquicamente superiores descobriram as regras mais rapidamente porque seu status lhes permitia atingir primeiro o dispensador de comida e ver a resposta do provedor que suas ações provocavam. Com as regras de ‘ recuar ‘ compreendidas, aqueles indivíduos mais dominantes assistiam pacientemente até que cada um de seus pares seguisse o processo. Os macacos não mostraram nenhuma evidência de comunicação ou coerção.

“Noë disse que os resultados representam habilidades que os macacos-verdes provavelmente usam o tempo todo, na coordenação de movimentos para a proteção do grupo ou de seu território, por exemplo. Seu comportamento mostra que maiores processos cognitivos, como o insight sobre os pensamentos dos outros e linguagem complexa, não são sempre necessários para resolver enigmas sociais complexos. ‘Estas capacidades nos ajudam muito, é claro, e o fato de que os seres humanos são muitas vezes confrontados com tais problemas [coordenação] pode muito bem explicar a evolução da linguagem e a maior capacidade cognitiva’, disse Noë. ‘Mas a aprendizagem individual, e um pouco de paciência enquanto os outros aprendem, também pode ajudar muito'”.

Meu comentário: Como adultos e crianças se comportariam nessa situação? Nosso egoísmo nos torna diferentes dos primatas; ele nos deixa cegos! Quanto sofrimento será que teremos que suportar antes de aceitar as ordens da natureza superior?