Textos com a Tag 'Criador'

Examinando A Exatidão Do Caminho

Dr. Michael LaitmanÉ muito fácil determinar se o caminho é espiritual: tudo aquilo que nós concordamos não se relaciona com a espiritualidade! Especificamente as contradições que a nossa mente e os sentidos não aceitam, as quais são indesejáveis e repulsivas para nós, dizem respeito à espiritualidade. São elas, em particular, que devemos trabalhar.

Se eu sinto que determinado estado não me trará qualquer benefício em meus sentidos ou mente, elevando-me acima desse estado particular eu posso começar a construir a espiritualidade. Provavelmente, nesse estado será impossível “comprar” a mim, e eu não buscarei um lucro egoísta; ao contrário, eu precisarei da ajuda do Criador, a fim de elevar-me acima dele. Em outras palavras, eu me auto-analiso constantemente: quanto o meu corpo resiste ao meu trabalho. E para mim este é o sinal do meu correto progresso espiritual.

Mais adiante, eu preciso analisar para que estou fazendo isso. Talvez eu queira me superar e buscar alguns objetivos pessoais. Talvez eu queira encontrar o amor do Criador, que é repulsivo para o meu “corpo”, para a minha sensação e mente egoísta. Eu estou buscando o amor que é construído sobre o ódio, em relação aos pensamentos e desejos egoístas sobre si mesmo.

Muitas vezes, porém, nós não tentamos transcender nossos corpos e lamentamos que somos incapaz de trabalhar de acordo com nossa mente e sentimentos contidos no corpo. Em vez de buscarmos um estado que esteja além de nossas sensações e mente, nós queremos estar dentro dele.

Em primeiro lugar é preciso “derrubar” o corpo, junto com seus sentimentos e mente, estar acima deles, e não levá-los em conta. Isto é, eu os levo em consideração, mas apenas para elevar-me acima deles. Então, isso é chamado de fé acima da razão. Mas em vez disso, eu lamento: por que nem tudo é revelado dentro da minha razão, para que eu possa agir como uma pessoa sensível e saiba que tenho inteligência e força pessoal para avançar corretamente…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 30/08/10 “Quando A Pessoa Sabe O Que É O Temor De Deus”

O Tempo de Maturação Do Fruto

Dr. Michael LaitmanA Klipa, como uma casca que protege o fruto até que ele amadureça, funciona da mesma forma conosco o tempo todo, até alcançarmos a correção. Ela nos preserva até estarmos prontos e maduros. Desta forma, nós seremos capazes de nos libertar e perder a casca.

No entanto, até então nós não sentimos que existe uma casca, como uma maçã verde, onde não há diferença entre a parte interna e a casca: tudo é igualmente azedo e verde. Quanto mais o fruto cresce, maior a diferença entre a casca e o conteúdo interno. Primeiro, a casca é firme, mas gradualmente se separa do fruto, e quanto mais ela se desenvolve, mais fina se torna a casca. Se nós deixarmos a casca intacta, a fruta vai finalmente explodir e se desprender de sua casca.

Quase da mesma maneira, a pessoa cresce até atingir a maturidade. Quando todas as nossas qualidades estão prontas, nós jogamos fora e nos livramos da Klipa.

Até agora nós éramos constantemente atraídos por algo diante de nós e progredíamos na vida como um burro atraído por uma cenoura. Agora, no entanto, todo este sistema parou de funcionar. Não há nada mais que ele possa fazer, pois nós já fomos preparados por ele. As Klipot são as assistentes leais do Criador; elas nos educaram e nos permitiram amadurecer. É por isso que elas deixaram de nos atrair. Você acha que o Criador esgotou-se de cenouras? Ele tem uma infinidade de outros tipos de iscas, mas nós não precisamos mais delas. Nós alcançamos o limite superior do nosso nível e agora precisamos subir para o próximo.

Portanto, nada mais nos atrai daqui para frente, não há nada mais a ser perseguido; nós nos sentimos vazios e o futuro não nos atrai. Nós precisamos sair dessa casca (Klipa) para o Mundo Superior, como um verme que sobe em direção à luz de um rabanete amargo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 14/07/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Do Que A Klipa Nos Protege?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Do que a Klipa (casca, força impura) nos protege?

Resposta: A Klipa protege-nos do Criador! Enquanto nós existimos em nosso orgulho, nós não podemos nos unir a Ele e sempre nos desenvolvemos devido a duas forças: uma força nos desenvolve desde dentro com a ajuda da Luz, e a outra nos impede e restringe, levando-nos a permanecer dentro do nosso desejo de desfrutar para nosso próprio benefício, o qual é de fato a Klipa.

No entanto, quando nós nos elevamos para o próximo nível, nós precisamos remover e jogar fora a Klipa, de modo que possamos usar o “fruto” maduro como “alimento” para o homem que está dentro de nós. Portanto, é costume remover a casca da fruta e não usá-la como alimento.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 14/07/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Um Guia Do Livro do Zohar: O Caminho Para A Revelação do Criador

Trechos do meu próximo livro, Um Guia Para o Livro do Zohar

A correção das atitudes em um grupo de Cabalistas do amor por si mesmo ao amor aos outros só é possível com a ajuda da Força muito Superior que criou “a inclinação ao mal:” o nosso egoísmo. Somente esta força pode transformar a má inclinação para o bem, como está escrito: “Eu criei a má inclinação, e entreguei a Torá para a sua correção uma vez que a Luz que Reforma”, isto é, que nos une em amor.

Na verdade, até agora, existimos na realidade perfeita. Estamos firmemente ligados uns aos outros como partes de um corpo no amor mútuo e adesão com a Força Superior que nos criou e nos encheu com amor e abundância. Nós só precisamos despertar para o sentimento e a consciência desta realidade, da mesma forma como uma pessoa que está inconsciente tem que acordar para se sentir viva.

Esse despertar, a força de ressurreição da Luz que Reforma, pode ser sentida apenas quando ficamos juntos. No grupo, tentamos ser unidos com o amor entre nós e superar as nossas emoções egoístas instintivas. Juntos, podemos ler o livro do Zohar.

Este livro fala sobre a unidade entre nós e nosso estado corrigido da existência. Portanto, a nossa leitura coletiva do Livro do Zohar, com a intenção de atingir a unidade e desperta a Luz que nos traz de volta do esquecimento. Aos poucos, começamos a sentir a conexão e dentro dela, o Criador. Ao fazer isso, nós conseguimos concretização da essência da Ciência da Cabala: a revelação do Criador para os seres criados.

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A Unificação Com O Grupo Nos Conduz Ao Criador

Cabalistas sobre Cabalistas, Parte 4

Caros amigos, por favor façam perguntas sobre as passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Quem é um cabalista?

Se não fosse por sábios [aqueles que alcançaram o Criador por equivalência de forma], as pessoas [os que ainda não chegaram a Ele] não saberiam o que é a Torá [metodologia da correção ] e quais são as mitzvot (mandamentos) do Criador [única força governante], e não haveria nenhuma diferença entre o espírito do homem e o espírito de uma besta [em seu estado final].

– O Livro do Zohar com o Sulam (Escada ) Comentário “, capítulo “Shemot” (Êxodo), Item 84

Mistérios e segredos da Torá não serão revelados como resultado de poderes terrestres de uma pessoa, mas apenas graças à Luz Superior [correção e realização] que decorre da Altura da Sua Divindade [do Mundo do Infinito] com a ajuda dos Seus mensageiros e os anjos ou profeta Elias [a força da criação]. – Chaim Vital, “Introdução à Shaar HaHakdamot”

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Cada Dia Traz Uma Nova Revelação

Torne-se Seu Próprio Criador!

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nos ajudará a olhar para o grupo e sermos capazes de ver apenas os pontos fortes dos amigos e não suas falhas ?

Resposta: O grupo serve como uma lupa ou óculos, sem os quais é impossível ver o Criador. Eu só serei capaz de vê-Lo através do grupo. Ele é o meu vaso espiritual e o instrumento para a revelação do Criador.

Só o amor ajudará aqui. O amor anula o nosso ego, e ele começa a atuar em sua forma oposta: como o desejo de sentir prazer sendo usado em prol da doação. Portanto, a atitude da importância dos amigos é fundamental.

Na vida corpórea, quando a pessoa cria um objetivo egoísta, ela trabalha num lugar, é paga em outro, e compra algo em um terceiro lugar. Nenhum desses lugares estão conectados. Na espiritualidade, tudo se reune em um só lugar: o esforço, a recompensa, o objetivo em si, e o resultado são partes de um todo. É por isso que temos dificuldade em compreender a espiritualidade, uma vez que estamos acostumados com o mundo material, onde tudo está separado.

No entanto, nós temos que entender que o amigo e eu, o Criador e eu, aqueles que estão longe e perto, pequenos, grandes, e iguais em relação a mim, todos constituem meu Kli espiritual, dentro qual eu revelo tudo, até eu mesmo! Até que este Kli torne-se revelado, eu não existirei. Não serei eu, mas uma fraude total, um pedaço de egoísmo com o qual me identifico. Quando nós descobrimos o que significa a alma coletiva ou o grupo, nós revelamos a nós mesmos e o restante em seu interior.

Por enquanto, eu só tenho o ponto da quebra, a restrição e a expansão que existem fora da espiritualidade e do Criador. Nós recebemos a sensação de estar fora da verdadeira realidade, em um mundo dos sonhos imaginário. Apesar de estar em um sonho, se eu consigo construir a verdadeira realidade, que inclui a sociedade, o Criador, e o meu eu verdadeiro, eu serei capaz de entrar nela. Entretanto, eu só estou imaginando a minha vida.

Toda esta realidade futura é o grupo que eu preciso construir. Sou eu que construo o meu mundo espiritual, a minha alma. Na verdade, é a minha alma que estou montando a partir desta realidade ilusória, deste estado de sonho em que tenho estado submerso, a fim de tornar-me o meu próprio Criador . Ao fazer isso, eu, o grupo, e o Criador nos unimos, e atingimos a união e a adesão absoluta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 15/08/10” Com Respeito à Importância dos Amigos”

A Gota De União É Inestimável

Dr. Michael LaitmanTudo o que aconteceu conosco, todo o sofrimento que passamos ao longo de toda a nossa história foi para nosso próprio bem. O Baal HaSulam escreve na Carta nº 23 que a pessoa que revelasse uma gota de união com o Criador ficaria feliz em cortar os braços e as pernas várias vezes por dia, apenas para sentir o gosto da união com o Criador pelo menos uma vez na vida!

E isso não é exagero. Se a pessoa pudesse considerar o quanto de Luz uma única gota de união traz a ela em comparação aos piores sofrimentos deste mundo, ela sentiria que isso supera tudo!

Nós não entendemos o que é a Luz Superior que se reveste na alma. Nós pensamos que é simplesmente algo agradável que nos faz sentir bem. Nós não sentimos o verdadeiro significado das palavras “eternidade, perfeição e harmonia”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 17/08/10, Introdução ao livro, Panim Meirot uMasbirot

Aquele Que Justifica O Criador É O Justo

Dr. Michael LaitmanÀ medida que a humanidade progride, a nossa vida material torna-se mais confortável, mas o “ser humano” dentro de nós sente-se cada vez mais insatisfeito. Como resultado, nós somos considerados “pecadores”, porque quando sofremos culpamos o Criador por isso. Somente se nós sentimos que o Criador nos dá prazer, podemos justificá-Lo. Os sábios disseram: “Justo é o que justifica o Criador e diz que Ele dá somente bondade ao mundo”.

Em outras palavras, nós temos que nos corrigir ao ponto de sentir que a Força Superior governante nos traz o bem e não o mal que sentimos agora. Nossa vida é constituída de duas partes: a vida do corpo animal e a vida do ser humano como parte da sociedade à sua volta. E nós podemos nos corrigir a tal ponto que podemos experimentar uma vida perfeita em todos os seus aspectos.

A pessoa que corrigiu sua percepção é considerada como justa, uma vez que justificará o Criador, vendo a bondade de Seu governo. Este governo era bom e justo desde o início. No entanto, nós fomos criados como egoístas e percebemos tudo de forma negativa, com um sinal “negativo” (apesar do fato de estarmos cercados pelo campo positivo da doação, o Criador), porque estamos em oposição a Ele. O nosso trabalho é corrigir a nós mesmos, tornando nossa percepção positiva. Trabalhando desta forma nós ampliamos nossa percepção de um pequeno “positivo” para um grande, até que se torne um “positivo” infinito como o próprio Criador.

Os níveis da minha aproximação em relação a Ele na sensação de um bom governo do mundo (de acordo com suas qualidades, quantidades, volumes e forças) são os passos da ascensão, os níveis da justiça. O Baal HaSulam escreve na carta 59: “O justo sente prazer contínuo, louvando o Criador que criou para ele um mundo tão bom e alegre”.

Em outras palavras, é impossível sentir-se mal e justificar o Criador ao mesmo tempo! A Cabala não pede nenhuma restrição. Tudo é definido apenas pelas sensações trazidas dentro do coração da pessoa. Se ela sofre, inevitavelmente condena o Criador, e se está feliz, irá abençoá-Lo.

Portanto, nós temos que nos corrigir, de modo a sentirmos toda a Sua bondade e doação; como resultado, nós nos tornaremos justos, sem dúvida. O justo não é aquele que sofre em silêncio e de bom grado, mas o que se corrigiu a fim de sentir a verdade!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 13/08/10, Shamati # 34

Nós Existimos No Mundo Do Infinito

Dr. Michael LaitmanNós existimos em um oceano de Luz do Infinito que contém todos os nomes sagrados do Criador. Esses nomes devem ser revelados em nossos desejos, na medida de sua equivalência com uma qualidade especial do Criador incluída nesta Luz Infinita. Esta força geral (a Luz) é chamada de “Torá”. Naturalmente, hoje nós somos incapazes de valorizar e saber disso. Isto está além de nossas capacidades e desejos.

No entanto, é isso que nós podemos fazer: se nós desejamos nos equivaler à iluminação que chega até nós a partir desta Luz infinita, nós podemos alcançar certa equivalência parcial e sentí-la dentro de nós como a revelação do “nome sagrado do Criador”. A Santidade está acima do “corpo”; ela é a doação ou a qualidade de Bina. Afinal, o “nome do Criador”é um vaso espiritual, um “Kli“, ou um desejo corrigido (ou seja, o desejo com a intenção de doar).

Devido à força da Luz, o nosso desejo adquire uma tal forma (intenção) que pode estabelecer uma conexão com o Criador, ou seja, com a Luz ou a Torá (os nomes do Criador). Desta forma, ao sermos influenciados pela Ohr Makif (a Luz Circundante), nós revelamos gradualmente qualidades e ações separadas dentro de nós que são semelhantes à Luz ou a Torá.

Tudo isso é percebido e mensurado dentro de nós e em relação a nós (os receptores), na medida em que somos semelhantes às qualidades da Luz, isto é, de acordo com a lei da equivalência de forma. Apenas ao nos tornarmos equivalentes à Luz é que seremos capazes de sentí-la.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 11/08/10, “Você Sempre Deve Discernir Entre a Torá e o Trabalho”

Um Guia Para O Livro Do Zohar: Prove O Gosto Da Vida

Trechos do meu próximo livro, Um Guia Para O Livro do Zohar: Para sentir o que está descrito aqui vamos olhar o seguinte exemplo: Suponha que eu visite a casa de uma pessoa muito proeminente. O anfitrião hospitaleiro me oferece a mais fina iguaria, me convida para jogar uma partida de golfe, e ouve alguma música clássica. Porém, eu sou um homem simples e não tenho interesse em fazer nada daquilo porque eu não tenho nenhuma conexão com aqueles prazeres. Eu nunca os experimentei na vida e por isso eu não os desejo.

Eu olho surpreso para o anfitrião e digo: “O que você quer de mim? Eu não vim aqui para receber prazer em coisas que você gosta. Eu quero ter prazer com coisas que eu gosto!” O anfitrião responde:”Meu querido amigo, eu quero dar a você tão incríveis prazeres. Você nem pode imaginar o quanto eles são maravilhosos. Tente se acostumar com eles um pouquinho e você irá desvendar prazeres infinitos e mais altos que são incomparáveis àqueles com os quais você está acostumado”.

Assim, o que vou fazer? Eu posso confiar no anfitrião e deixar que ele me ensine novos sabores mesmo que eu não esteja acostumado a eles e, portanto, não me sinta atraído por eles. Ou, eu posso dizer ao anfitrião “Sabe de uma coisa? É difícil para mim me acostumar com esses paladares e com tão difíceis condições e esquecer todos os meus hábitos do passado. Eu não posso fazer isso. Deixe-me em paz e me deixe voltar para minha vida simples”. O que o anfitrião me diria então? “Claro, vá em frente”.

Porém, quando eu volto para minha vida regular, eu começo a experimentar estados desagradáveis. Até que eu me lembro das palavras do anfitrião descrevendo outros sabores mais altos, então eu volto a ele. Esse processo pode se repetir várias vezes enquanto eu volto à minha vida passada e então, de novo volto ao anfitrião.

No final, eu irei compreender que não existe outro jeito: eu simplesmente preciso retornar ao anfitrião para que ele possa me ajudar a substituir meus gostos pelos dele para sempre. Eu sei agora que neles eu irei provar o sabor da vida.