Textos com a Tag 'Criador'

Manter-se A Salvo Do “Mau Olhado”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós realmente nos dirigimos ao Criador, sem criar um ídolo para nós mesmos?

Resposta: O homem cria um ídolo para si em vez do Criador, porque é mais fácil para ele dessa forma. O egoísmo está sempre tentando mudar a meta, os meios e os valores com os quais seria muito mais simples para ele. Ele procura por algum tipo de satisfação para o seu orgulho, uma satisfação ou compensação rápida.

O nosso ego está inconscientemente evitando o sofrimento, o qual é imperceptível para o homem que é incapaz de pegá-lo pelo rabo. E se ele já ficou preso nele, não pode tirar conclusões corretas.

Este é um problema. Só se o homem recebe as definições corretas do ambiente, dos amigos e dos livros, e ouve os conselhos do professor, possivelmente pode ser capaz de se manter a salvo do “mau olhado”. Está escrito que na maioria dos casos, a morte vem do mau olhado, o que significa que quando o homem olha para a espiritualidade, ela não se parece com um olho bom, mas com um olho mal, egoísta, transformando-a em seu benefício. Isso indica que ele é incapaz de purificar-se de seu interesse próprio e, assim, “enterra” a si mesmo.

Assim, como alguém se salva do mau olhado, que mata o homem? Tente olhar o mundo com os olhos do outro, ou seja, com os olhos dos amigos. Então você vai vê-lo objetivamente, independentemente do seu ego.

Da Lição sobre a Carta de Baal HaSulam, 8/8/12

 

Dançar o Tango Com O Criador

Dr. Michael LaitmanA única coisa que temos de alcançar é que “não há ninguém além Dele”. Isto é alcançado somente pela oposição, por aquilo que é chamado de “ajuda em contra”. O Criador nos envia diferentes interrupções, que parecem vir de diferentes forças, que são estranhas e opostas ao Criador e ao acaso. Parece que as interrupções são aleatórias: a força de impureza, Faraó, todo esse mundo. Pensamos que estas fontes estranhas são a causa de todos os nossos problemas.

Mas temos que superar este sentimento e aferrar-nos constantemente ao pensamento de que temos que revelar o Criador em tudo que acontece. Se nós O vemos em cada incidente neste mundo, começamos a ver a origem neles, a forma do Criador e Sua atitude. Assim, o Criador nos ensina mostrando quem Ele é em formas muito secretas e astutas.

O Criador está brincando conosco quando se oculta e se revela alternadamente, uma e outra vez. Quando Ele está oculto, sentimos esta ocultação como eventos desagradáveis nesta vida. Mas nós temos que descobrir que é simplesmente um show de marionetes e que tudo é gerenciado por um grande diretor. Só os bonecos parecem reais: a natureza inanimada, vegetal e animal, e as pessoas que vivem neste mundo. Parece que eles estão vivos e que podem se mover por si mesmos, que têm livre arbítrio e que agem de forma independente. Mas se olharmos para este mundo como um embrulho sem vida e que só a força superior lhe dá vida, nós vamos chegar mais perto da revelação do Criador.

Este trabalho não é simples e só é possível ao se superar as dificuldades. Para fazer isso precisamos do apoio dos amigos, a garantia mútua que não deixa a pessoa esquecer este trabalho e que a mantém constantemente no pensamento de que “Não há ninguém Dele”.

Quando uma pessoa sente fraqueza e desespero, ela tem que entender que esses sentimentos também foram enviados pelo Criador, que está brincando com ela agora. A pessoa deve imediatamente iniciar um diálogo com Ele e começar os esclarecimentos internos, que são mais diretos, à medida que estamos nos deparando diretamente com o Criador. No final, todos estes esforços levam a pessoa ao “portão das lágrimas”. Isso significa que, embora ela seja controlada por muitos outros desejos, em algum lugar no seu centro surge por um breve momento um desejo de se superar e atingir o amor e o temor do Criador,. O Criador se manifesta entre todos os pensamentos e situações estranhas que realmente O ocultam.

A pessoa tem que fazer o seu melhor para ver a força do Criador em toda forma de vida imaginária, que parece real e independente a ela, e entender por que o Criador fez isso. Para fazer isso, ela tem que examinar o que está acontecendo e descobrir tudo isso. Afinal, o Criador tem apenas uma intenção: ser revelado à pessoa.

Graças a estes esforços, a pessoa aprende sobre a natureza da atitude do Criador para com ela, visto que ela O conhece a partir de Suas ações. O Criador se oculta através da ocultação e é como se Ele estivesse brincando com a pessoa a fim de ensinar como ela também deve se ocultar e se revelar a si mesma. Quando o Criador é revelado, a pessoa tem que se esconder para que ela não pense que atingiu esta revelação por si mesma. Assim, ela tem que se cobrir com uma Masach (tela).

Quando o Criador está oculto, a pessoa tem que ansiar por descobri-Lo. Assim, no trabalho mútuo, à medida que cada um dá um passo à frente e, depois, um passo para trás, é como se eles estivessem dançando um tango juntos, como se eles criassem a ocultação e a revelação, uma vez para o lado do Criador e outra vez para o lado da criatura; eles constroem uma Masach estável entre eles.

O ego da pessoa está oculto atrás da Masach, enquanto ela, os desejos em seu coração, sobem acima do ego, acima da Masach e são revelados diante do Criador. Em seguida, o Criador também pode ser revelado da mesma forma diante da pessoa.

No momento em que isso acontece, os portões das lágrimas se abrem, depois que a pessoa entende essa brincadeira, ela aceita e é feliz, quando vê a grande importância Daquele com o qual está em contato. Então, ela pode aceitar todos os eventos da vida com prazer, não importa quão difíceis eles sejam e quão confusos possam parecer. Afinal, é graças a eles que ela consegue construir uma grande conta de todos os seus esforços, centavo por centavo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 03/08/12

Pedir Ao Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa pedir ao Criador?

Resposta: Pedir ao Criador significa que você está ciente do poder que age em toda a criação. Você percebe que depende dele, e ninguém exceto Ele age. Você começa a sentir que esse poder realmente existe, age e gerencia tudo; então você tem a quem recorrer e com o quê.

Para fazer isso, você precisará revelar que não é você que age, mas Ele, para o bem ou para o mal; onde Ele age, Ele faz o que você precisa que Ele fizesse. E Ele lhe causa todo o mal possível, para que você preste atenção a quem você é, até que ponto você não é capaz de nada. Isto é o que é revelado ao mundo na crise atual.

Então, você começa a avançar nessa consciência e aprender sobre o que você realmente depende até revelá-Lo, primeiro como o mal, porque você se sente mal. Depois, você se move lentamente para frente e começa ficar mais sábio e percebe que tudo isso é para seu próprio bem, e mesmo que você se sinta mal, você sabe que Ele age em você para de levá-lo ao bem, como um professor. Embora nos sentimentos materiais você não ache isso bom, você começa a reconhecer suas propriedades, torna-se consciente de suas ações e entende que elas são boas.

Você se identifica com Ele apesar do mau pressentimento. E isso lhe dá uma nova mente e sentimentos, uma espiritual, em vez da material. Embora o corpo esteja sofrendo, você quer se aderir ao plano da criação, a esse fim mais do que ao seu corpo. Então, você pede a Ele para elevá-lo, você realiza tais atos, de modo que superior lhe dá novos valores para que você alcance a adesão a Sua mente e sentimentos, ao Seu plano, a tudo o que Ele faz em vez de permanecer em seu desejo de desfrutar. Na medida em que você está perguntando isso, o valor da doação e amor torna-se maior do que a recepção e a rejeição dos outros. Assim, você está avançando cada vez mais.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/08/12, O Livro do Zohar

Quando Os Contos De Fadas Viram Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que consiste os meus esforços se tudo o que preciso é pedir ao Criador para fazer tudo?

Resposta: Nisso se resume os seus esforços: revelar que não há “nenhum outro além Dele”, que Ele age em tudo, que Ele é o primeiro e Ele é o último, que o mundo é pleno com Ele, e nós apenas não sentimos esta força já que estamos em ocultação.

Você existe em algo que age, atua, se move, transforma tudo, e você não vê nada disso. Você não reconhece isso, e há escuridão e silêncio em torno de você.

Portanto, o que resta a fazer? Antes de tudo, revelar que mecanismo fascinante, em que sistema perfeito você vive, como você está conectado a ele, e como agora você pode participar apenas um pouco de seu governo e, depois, cada vez mais, a tal ponto que você vai participar e executar todo este sistema. Por enquanto, você está totalmente alheio ao que está acontecendo nele, e este sistema está influenciando você gota a gota, apenas para apoiar a sua existência.

Tente imaginar esse quadro. Veja com o que você está começando e o que você vai conseguir. Hoje, você é como uma mosca sonolenta que rasteja num canto escuro do enorme castelo do Rei, não sabendo nada sobre ele. Você está sendo despertado gradualmente, até que você acorde, até que você cresça e perceba. Então, de repente, a Luz se acenderá, e você começará a ver o que está acontecendo ao seu redor, assim como num filme de conto de fadas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/08/12, O Zohar

O Criador Não Precisa Do Nosso Sofrimento

Dr. Michael LaitmanDa carta do Baal HaSulam (No. 8): Nós vemos, dos tempos antigos até hoje, quantas pessoas têm envenenado suas vidas com todos os tipos de sofrimento e auto tortura, e tudo para encontrar algum tipo de significado no serviço ao Criador, ou para vir a conhecer o governante do mundo! E todos eles têm desperdiçado a sua vida em vão, e deixaram este mundo como vieram, sem ter conseguido nada, e por que o Criador não respondeu a todas às suas orações? Por que Ele se orgulha diante deles? Por que, realmente, Ele não se move em direção a eles? E é nisso que Ele é chamado de “O mais orgulhoso de todos os orgulhosos”.

Na raça humana, vive-se uma ilusão amarga que obriga as pessoas a ir pelos caminhos errados na busca de maior vigor para as razões das suas vidas ruins. Esta busca não é correta porque não precisamos procurar no meio do mal, mas esclarecer onde a fonte do bem está e se esforçar em direção a Ele, para chegar à equivalência com Ele, em vez de esperar em seu estado atual e exigir Dele melhorar sua vida no mesmo lugar, onde você está agora.

É por isso que o Baal HaSulam escreve em sua carta que: Nós vemos, dos tempos antigos até hoje, quantas pessoas têm envenenado suas vidas com todos os tipos de sofrimento e auto tortura, e tudo para encontrar algum tipo de significado no serviço ao Criador. Mas que serviço é este para o Criador, se o homem sofre e é atormentado, e ao mesmo tempo busca algum tipo de significado elevado? Este não era o objetivo.

Em tal abordagem, há várias concepções distorcidas e, portanto, todos os que a seguiram desperdiçaram sua vida em vão. Um tentou torná-la melhor para si mesmo, sem mudar nada. Outro procurou saber como controlar o Criador para o seu próprio benefício. O terceiro contou com a aproximação em relação ao Criador por meio do sofrimento, para receber uma recompensa pelo fato de que ele sofreu. E está mesmo escrito que: “O sofrimento suaviza o egoísmo, como o sal faz com a carne”. Disso derivaram-se jejum e orações em todas as religiões.

E todos eles têm desperdiçado a sua vida em vão, e deixaram este mundo como eles vieram, porque essa não era a abordagem correta. O Criador não quer o nosso sofrimento. Ele não precisa de nada de nós além da realização de Sua grandeza e fusão com Ele, ou seja, atingir a mesma altura.

Todas as nossas ações, além daquelas que visam a atingir equivalência com o Criador, são completamente inúteis e não vão levar a nada. E mais ainda, não assuma que o sofrimento é parte do caminho para o Criador. Se o homem sofre, é sinal de que ele está desconectado do Criador, e não simplesmente distante dele, mas ele também está se afastando na direção oposta.

Enquanto a “gota de unidade”, o ponto de fusão, só é alcançada por meio do homem se esforçar constantemente em direção à equivalência com o Criador, como é dito: “Do amor das criaturas, ao amor do Criador”. Todos os outros caminhos não são corretos.

Baal HaSulam escreve sobre isso com grande dor, arrependendo-se que isso aconteça assim ao longo de toda a história humana até hoje. Mas o que pode ser feito? Tendo a chance, nós precisamos tentar explicar a todos o que é a verdade.

Da Preparação para a Lição 29/07/12

O Workshop Deve Acender a Centelha Da Vida

Estamos todos conectados/ligados, pois não se pode ser impressionado sem os outros. Suponha que eu não ainda tenho duas Sefirot para completar as dez Sefirot, e estou totalmente fechado, sentindo absoluta escuridão. Se eu adicionar os atributos que eu preciso, tudo é, de repente, revelado e iluminado.

É suficiente incluir um item que está ausente no sistema para que comece imediatamente a operar, embora seja um de um milhar de itens idênticos. Se a impressão colectiva atingir o nível de ligação necessário, esta determina o nosso próximo nível, um novo mais elevado.

Num ponto muito elevado, um grande número de desejos deve ligar em maior mutualidade, numa grande impressão colectiva através da Luz. De que é feita essa impressão coletiva? Eles estão impressionados com a ligação entre eles, pela unidade e os benefícios que recebem dessa cooperação mútua. Todos dão a vida aos outros: a luz de Ruach.

Nenhum de nós tem essa luz, ela é criada como um resultado de nossa conexão. É o Criador (Boreh) que nós revelamos, é por isso que Lhe chamamos de “vem e vê” (“Bo-reh”).

A vida é criada pela ligação de células mortas. Se elas se conectam corretamente, de repente ganham vida. Há uma certa força a partir do interior que impele à vida, mas em si é invisível. Nós descobrimos essa força superior apenas se nós “viermos e vermos” o Criador entre nós.

Espero que durante os workshops comecem a descobrir esta impressão interior na ligação entre vocês. As palavras por si só têm pouco sentido, a chave está na ação da Luz que Reforma. A história por si só inspira para nos conectarmos, para pesquisarmos, não mais do que isso.

Queremos atingir a impressão pela conexão. Esta emoção é chamada Luz que irá fluir entre nós, nesta conexão correta, num círculo. Então este círculo vai se transformar num mecanismo que gera Luz, vida!

 

Nós, sendo assim tão diferentes uns dos outros, ligamo-nos num sistema, tal como um sistema eléctrico com um cabo, uma resistência, um íman, e uma bateria que gera a tensão em circuito. Se todas as partes não se conectarem umas com as outras, o sistema não funciona. Quando essa cadeia está ligada corretamente, começa a gerar a força da vida nela. Começamos a descobrir que existe vida: a Luz da NRNHY!

A Luz geral NRNHY é o Criador, “vem e vê”, a Sefira superior, Keter. Quando alcançamos vida, alcançamos a sua fonte, o elemento da vida chamado o Criador. Ele é revelado no sistema através da conexão correta entre nós.

Isto é o que eu espero dos Workshops e vamos conseguindo chegar lá gradualmente. Enquanto isso, tendemos a discutir diferentes coisas teóricas. Mas com a ajuda das passagens que eu leio, eu quero trazê-los para a impressão emocional. Às vezes peço uma questão teórica, mas em qualquer dos casos, espero que vocês se conectem. Este é o único resultado do workshop – até que ponto conseguimos nos conectar através do processo pelo qual passamos.

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A partir da 3 ª parte da Lição Diária da Cabala 7/30/12, TES

A Era Da Última Geração

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, p. 57: Se os adoradores do Criador tivessem pelo menos se engajado na internalidade da Torá e estendido a completa Luz de Ein Sof, toda a geração os teria acompanhado. E todos teriam a certeza de seu caminho, de que não cairiam. Mas se mesmo os servos do Criador se distanciaram dessa sabedoria, não é de admirar que toda a geração esteja falhando por causa deles. E por causa da minha grande tristeza, não posso acrescentar detalhes a isso!

Se as massas que estudam a Torá entendessem o que é o verdadeiro ensinamento… É assim que elas chamam a sabedoria da Cabalá, mas elas não querem aprender. Além disso, se elas tivessem tomado essa ciência, é claro, poderíamos ter feito grandes correções, tanto quantitativas como qualitativas. Então, hoje a nossa situação seria diferente.

Quem está mais consciente desta diferença entre o desejado e a realidade do que Baal HaSulam, quando ao invés da internalidade estamos preocupados com a externalidade? O final do século XIX, quando o retorno à terra de Israel foi permitido, foi o marco mais recente. Em geral, este período dura desde o tempo do Ari, o Messias, filho de José.
O rabino Abraham Ben Mordechai Azulai escreve na “Introdução ao livro, Ohr HaChama [Luz do Sol]” 81:

A proibição de Cima para abster-se do estudo aberto da sabedoria da verdade foi por um período limitado, até o final de 1490. Posteriormente, considera-se a última geração, onde a proibição foi levantada e a permissão foi concedida de se ocupar com O Livro do Zohar. E desde o ano de 1540, tem sido uma grande Mitzva (mandamento) para as massas estudar, jovens e velhos. E já que o Messias é obrigado a vir como conseqüência, e não por outra razão, é inapropriado ser negligente.

Disso, nós podemos entender pelo menos um pouco o quanto perdemos, porque ainda negligenciamos a ciência da Cabalá, e que mal isso transmitiu às pessoas até este dia. Em essência, nós fazemos uma grande ofensa.

Pergunta: Baal HaSulam escreve que: “A geração inteira teria nos seguido”. Isso significa que todos devem aprender a sabedoria da Cabalá?

Resposta: Ele não está habituado a falar no modo subjuntivo, e ainda: se as pessoas religiosas nessas gerações estudassem a Cabalá e acrescentassem a parte oculta – os escritos do Ari e o ensinamento do Baal Shem Tov – à parte explícita, ao longo do tempo nós teríamos corrigido nós mesmos. Primeiro de tudo, nós teríamos sentido a realidade corretamente. As pessoas não teriam abandonado a religião; o tempo da “Haskalah” (Idade do Iluminismo), causado pela separação da direção certa no desenvolvimento humano, não teria chegado.

Depois de completar o período de exílio espiritual, no século XV, o povo judeu continuou em direção à salvação e ascensão.

Foi a partir desse momento que “a era da última geração” começou. Mesmo assim nós tivemos que nos empenhar na Cabalá, isto é, o método de correção que leva a Luz que Corrige a todos, e a todos nós juntos. Então, as nações do mundo receberiam a iluminação através de nós, o que teria mudado sua atitude.

No entanto, não nos empenhamos na parte interna da Torá, a ciência da Cabalá, e, portanto, não temos a conexão com a Luz. Isso nos afetou à sua maneira, de acordo com a nova época, e isso tornou o nosso caminho mais difícil. Em vez da Luz, o mundo ficou escuro porque não fomos capazes de aceitá-La. A escuridão é a mesma Luz que não conseguimos discernir em nossos desejos corrompidos. Se tivéssemos corrigido nós mesmos, teríamos sentido Sua abordagem como algo desejável. No entanto, tudo foi ao contrário; nós não queremos a Luz, e Ela se transforma em escuridão para nós, um sofrimento terrível.

Esse é o problema: Até agora, as pessoas empenhavam-se na Torá apenas externamente, nos estudos. “Externamente” significa não para corrigir a alma. O exílio em que nós estamos foi causado pelo fato de que não nos corrigimos, mas estudamos sem avançar. Antes, nós tínhamos que agir dessa maneira, mas este período cronologicamente terminou no século XV. Nós estamos 500 anos atrasados.

Pergunta: Hoje, verifica-se que a parte secular (laica) da população está mais próxima da Cabalá.

Resposta: Certo. Vamos torcer para que essa situação mude. Entretanto, a parte religiosa está passando pela fase da consciência do mal em si e nos eventos contemporâneos. Pouco a pouco, de diferentes formas, ela começa a perceber isso. E isso vai acontecer em um par de anos.

De qualquer forma, nós não vamos corrigir ninguém, exceto nós mesmos. Quem quiser participar do processo de correção é bem-vindo. No sistema geral, nós estamos todos interligados; por isso, vamos esperar que isso afete a todos.

Se o público religioso começasse a estudar Cabalá, obviamente teríamos chegado rapidamente à correção geral. No entanto, tais são as condições, as propriedades inerentes ao desejo de receber.

Além disso, nós devemos entender que o que enfrentamos é uma consequência da quebra e do exílio. Esta parte das pessoas deve se comportar dessa maneira. Na verdade, nós somos todos levados pela natureza, e não há nada além do seu alcance. Durante o exílio, a pessoa está na natureza do desejo de receber; ela não sente a sua conexão com o Criador.

Luz superior e o Criador não são revelados a ela e não há nenhuma conexão. Por outro lado, ela se contenta com o estudo da Torá e dos Mandamentos na sua forma atual. É por isso que, amarrada pela linha esquerda, ela simplesmente não consegue sair deste estado.

Este é o resultado do caminho que temos percorrido, e não podemos acusar ninguém de nada. Nós olhamos para estes eventos sociais como pesquisadores, objetivamente, lembrando que “não há outro além Dele”. Portanto, isso tinha que acontecer.

Quanto às correções práticas, nós precisamos entender que agora tudo depende de nós. Nós não exigimos nada de ninguém além de nós mesmos. Esta é a nossa abordagem para cada parte da sociedade humana e para todos: nós temos que dar-lhes a melhor explicação, e esta a sua livre escolha.

Da 4ª parte da Lição Diária dé Cabalá 01/08/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Todos Têm A Ponta Da Corda

Dr. Michael LaitmanNós só recebemos o reconhecimento do mal do Criador; na verdade, Ele criou apenas o desejo de receber. A Luz, o meio que nos ajuda a corrigir o nosso estado, nós temos que encontrar dentro do ambiente.

A questão é que a ação do lado do Criador é nos dar o reconhecimento do mal, e a ação do lado da criatura é pedirpela correção depois de alcançar o reconhecimento do mal. Este é o trabalho.

Eu não preciso de nada do Criador, só que Ele me revele que eu existo dentro do mal. Mas é só no verdadeiro mal, “na qualidade”, que eu preciso entender que não me falta o atributo de doação e me sentir mal por causa disso. Todo o resto vai passar por si só: claro que eu vou correr para buscar ajuda, eu vou chorar, pedir e exigir, até que eu o force a me corrigir.

Assim, a tarefa do Criador é revelar o mal, e minha tarefa é exigir que Ele transforme o mal em bem.

Pergunta: Como é possível aumentar a intensidade do meu pedido ao Criador?

Resposta: A intensidade depende de como você se sente mal em seus atributos egoístas. Tudo se move somente após o sentimento; o intelecto é inútil aqui. Assim, eu preciso traduzir a situação para o sentimento: eu me sinto mal por existir no desejo de receber.

Por exemplo, eu sinto vergonha quando as pessoas ao meu redor me olham com desprezo. Eu simplesmente só posso pensar: “Como posso ir em frente? Na verdade, amanhã, vou precisar vê-los novamente”. Então, quando eu me sinto mal, eu procuro uma saída.

Mas se você se sentisse bem e não sentisse nenhuma vergonha, você não seria capaz de se aproximar da correção. O ego é certamente previsto e a fala de alguém lá fora não me diz respeito.

Palavras em si mesmas são impotentes. Eu preciso transferi-las para esse nível interno, onde elas vão causar uma resposta de mofo que eu realmente me sinta mal sobre o modo como se relacionam comigo. A influência do ambiente precisa controlar meu próprio poder de auto-persuasão. Em suma, eu preciso sentir vergonha. Isso me traz a “restrição”, um pedido, tudo o que virá depois.

Pergunta: Como a pessoa pode ampliar essa vergonha?

Resposta: Através do poder do pensamento.

Pergunta: Como a pessoa pode ampliar o pensamento?

Resposta: Pelo poder da persistência, usando a perseverança.

Pergunta: Como a pessoa pode aumentar a persistência?

Resposta: Peça aos amigos para ajudar a lembrar a pensar nisso e na consciência da importância.

Pergunta: E se eu me esquecer de pedir isso a eles?

Resposta: Escreva um e-mail com antecedência para que eles o apoiem.

Pergunta: E se eu me esquecer de escrever o e-mail?

Resposta: Não pode ser que a pessoa receba uma oportunidade e não lhe seja dado o fim da corta. Ela é sempre capaz e precisa começar seu caminho a partir de alguma coisa.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

O Grupo Não É Um Meio, O Grupo É O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso determinar que O Zohar está me influenciando?

Resposta: Os sinais aparecem quando eu começo a sentir o quão importante o grupo se torna para mim, como é essencial a preocupação com os amigos, para a sua existência, e a conexão com eles torna-se para mim como o objetivo em si, pois é por este meio que alcançamos o objetivo.

Isto significa que não há um objetivo que seja revelado dentro dos meios como podemos pensar agora. Afinal, o Criador (Boreh) é “Venha e Veja” (Bo reh). A ordem correta da conexão entre as almas, que nós descobrimos, é a imagem do Criador.

Isto significa que o grupo não é o meio para a revelação do Criador. O próprio grupo se torna o Criador. Ele é revelado como “Ele e Seu nome são um”, em adesão um com o outro, onde é impossível distingui-los.

E lá nós não temos como diferenciar “eu” do “grupo”. É nessa unidade que você se funde e deixa de existir. E a ordem correta da nossa conexão nos conecta para formar uma rede e criar um esquema dos mundos superiores e transforma tudo em Malchut de Ein Sof (Infinito). Assim, nós subimos os níveis da revelação da Luz, a força de doação que flui dentro do sistema como um fluxo eterno de vitalidade e energia.

Um não pode existir sem o outro, uma vez que todos os fenômenos da Luz são os mesmos vasos que agem desta forma desde dentro. Não há nenhuma Luz que aparece como algo estranho no sistema. Pelo contrário, o próprio sistema começa a se iluminar, como se diz: “A escuridão deve iluminar como a Luz”. Isso é chamado de Luz. Nada vem de fora. São as ações corretas dos vasos que iluminam. Não há Luz fora do vaso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/07/12, O Zohar

Olhando Para O Criador Com Lente De Aumento

Dr. Michael LaitmanTudo foi criado pela Luz que age dentro do desejo de receber, o qual foi criado como algo a partir do nada (existência a partir da ausência). O desejo torna-se mais espesso, enquanto a Luz age nele como fermento na massa.

A diferença entre as diferentes fases do desejo — fase da raiz, e primeira, segunda, terceira e quarta fases — decorre dos diferentes níveis de doação da Luz no ponto do algo a partir do nada que existe nas verdadeiras raízes, até que seus atributos se tornam totalmente opostos à Luz. Isso indica que a Luz tornou o desejo tão espesso quanto o último nível, o quarto nível.

Na verdade, toda esta espessura é criada pelos atributos da Luz que se transformam em sua forma oposta à medida que ele se quebra internamente pelo ponto do algo a partir do nada. A escuridão é uma réplica da Luz. Na verdade, a escuridão é a mesma Luz, mas sua parte posterior.

É por isso que, em aramaico, “noite” é chamado de “orta” (que se assemelha à palavra “ohr“, que significa luz em hebraico). À noite, tudo é igual ao dia. A única diferença é que o ponto básico inverte a Luz, transformando-a em seu oposto.

É como se uma lente de aumento quebrasse os raios e virasse tudo de cabeça para baixo. De um lado, há luz, e, do outro lado, há escuridão. Esta lente de aumento é o mesmo ponto do algo a partir do nada.

Assim, verifica-se que não há nada em Malchut que não exista em Keter, mas apenas sob a forma oposta. Esta oposição é chamada de algo a partir do nada. O Criador criou uma réplica, uma impressão de Si mesmo, chamada “criatura”, Adão e Eva, um selo e sua impressão, e assim por diante.

Nós devemos usar tudo que existe no nosso desejo de receber, mas de forma oposta, para invertê-lo, para inserir o “nada” nele em vez do “algo”. Quando queremos atingir esta oposição, anulamos o ego natural em nós e nos tornamos semelhantes à Luz mais uma vez.

Todas as formas do desejo vêm da Luz que se imprimiu no ponto central da criatura. No entanto, essas formas são opostas a ela, de modo que nesta oposição nós seremos capazes de alcançar o Criador.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/12, O Estudo das Dez Sefirot