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Meu Grão De Areia Favorito No Universo Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em sua carta nº 29, Baal HaSulam escreve que “a proibição é o mesmo que permissão, visto que a chave que é boa para fechar também é boa para abrir”. Que tipo de “chave” ele quer dizer?

Resposta: A chave é a Luz de Hassadim, a intenção de doar. Por um lado, nós podemos nos fechar com esta chave e, assim, impedir a Luz de entrar em nossos desejos egoístas. Por outro lado, podemos nos abrir para a Luz que se veste de intenção de doar. Sob esta condição, a Luz tem permissão de entrar no desejo de receber. Bina se recusa a receber; portanto, Bina é contra a Luz de Hochma. Como é que ela se abre para a Luz de Hochma após a restrição? Ela se transforma numa “vestimenta para a Luz”, numa condição. Nós estamos prontos para receber guloseimas da mesa do anfitrião sob a condição de que Ele nos permita pensar Nele, e não nos nossos estômagos.

Se nós continuamos pensando no Criador enquanto continuamos recebendo prazeres, se O sentimos e entendemos que ele gosta de nós, então nossas sensações se tornam um milhão de vezes maior do que aquelas que recebemos de uma autoindulgência direta. Nós multiplicamos o prazer porque entendemos o significado do Anfitrião e sentimos amor por Ele. É assim que ficamos prontos para aceitar as guloseimas.

Portanto, Bina bloqueia apenas uma pequena quantidade de Luz (Nefesh de Nefesh) que poderia ter recebido diretamente no desejo de receber. Ela se abre para a Luz de NRNHY, a Luz infinita do Criador. Isso implica que a chave que fecha a porta também abre. Como se diz: “Abra um pequeno espaço do tamanho de um buraco de uma agulha para Mim e Eu vou abrir os portões por onde carros e carruagens entram”.

Nós não podemos receber diretamente mais do que um fino raio de Luz que sustenta a vida de todos nós e revive todo o mundo. A intenção de doar multiplica a pequena centelha viva e a expande até o tamanho do Criador, se nós nos esforçamos em doar a Ele.

Nós “usamos” o Criador como uma lupa e amplificamos o fino raio que formou toda a criação, toda a matéria. Nós temos que aumentar tanto a matéria quanto o prazer proporcionalmente à grandeza do Criador aos nossos olhos. Essa oportunidade é concedida a nós por uma “ferramenta” chamada de “intenção de doar”.

É chamada de “doação”, mas devido a ela nós recebemos a oportunidade e adquirimos a capacidade de aumentar nosso desejo de receber que foi moldado pelo Criador “a partir do nada”. É semelhante a um minúsculo grão de areia, uma ponta da agulha, que podemos multiplicar proporcionalmente à “escala” do Criador, para que possa ser preenchido com a Luz que é tão poderosa quanto o próprio Criador.

Isso acontece porque temos que começar a trabalhar em doação “na ponta de uma agulha”, num “minúsculo grão de areia”, de um desejo de receber que foi criado por Ele. Nós recebemos um grama de prazer e simplesmente não conseguimos “nos encaixar” mais neste pequeno desejo que é tão pequeno quanto um grão de areia. No entanto, se conseguirmos expandi-lo em prol da doação, é crucialmente importante em prol de quem fazemos isso. Assim, nós multiplicamos nosso desejo e o prazer proporcionalmente à escala de Seu amor por nós, como uma criança que sorri para sua mãe e, portanto, causa enorme alegria nela.

É a “patente” que usamos, a oportunidade milagrosa que nos foi concedida pelo Criador. Nós usamos seu poder e a força do Seu amor por nós ao expandir-nos com a sua ajuda. Caso contrário, seríamos as menores criaturas do mundo. Todos os outros níveis da natureza (inanimado, vegetal e animal) se satisfazem diretamente, enquanto que, pelo simples fato de que nascemos como pessoas, passamos por todos os níveis anteriores (inanimado, vegetal e animal) e só há uma coisa deixada para nós, um ponto no coração que está completamente vazio de qualquer satisfação.

Como somos tão infelizes, uma pequena centelha desperta em nós. É o desejo de receber prazer no nível falante que agora permanece vazio em nós. Se não formos capazes de receber o poder do Criador e não tirarmos “vantagem” do Seu amor e de Sua gentil atitude em relação a nós, usando-a para “engrandecer” a nós mesmos com esta qualidade, nós ficaremos com um desejo escasso e oco. Mesmo a morte é melhor do que esse tipo de vida…

Felizmente, nós recebemos a oportunidade de receber o poder do Criador se tratarmos cada um de forma correta. É por isso que aconteceu a quebra e todos os outros tipos de preparações do Alto, de modo que as pessoas possam sentir a necessidade de amar, ou pelo menos perceber a necessidade de se unir.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/02/13, Escritos do Baal HaSulam , “Carta 29”

Uma Voz Chamando Na Floresta Escura

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, artigo 241, “Chame-O Enquanto Ele Está Perto” (Isaías 55:6): Nós temos que entender o que significa “enquanto Ele está perto”, uma vez que “toda a terra está cheia da sua glória”! Assim, Ele está sempre perto. Então, o que significa “enquanto Ele está perto”? Parece que há um tempo em que Ele não está perto. …

Da mesma forma, aquele que perdeu o bom caminho e entrou num lugar ruim, e já se acostumou a viver entre os animais, a partir da perspectiva do desejo de receber, nunca lhe ocorreu que deveria voltar para um lugar de razão e santidade. No entanto, quando ele ouve a voz chamando-o, ele desperta e se arrepende.

Assim, quando o Criador deseja tirá-lo da floresta densa, Ele lhe mostra uma Luz remota, e o indivíduo reúne o resto de sua força para caminhar no caminho que a Luz lhe mostra, de forma a atingi-la.

Mas se ele não atribui a Luz do Criador, e não diz que o Criador o está chamando, então a Luz é perdida, e ele permanece na floresta. …

Tudo depende da nossa preparação, na medida em que ansiamos em descobrir o atributo de doação, que é chamado descobrir o Criador. Nesta medida, nós começamos a ouvir a voz do Criador nos chamando e convidando-nos a Ele, dando-nos diferentes sinais de Sua aproximação de nós. No entanto, a pessoa só pode senti-los quando imagina corretamente o objetivo que quer atingir, o atributo de doação que está acima de seu atributo de recepção, e não outra coisa. Isso é chamado de ter “fé acima da razão”.

No entanto, se a pessoa ainda não se corrigiu, ela não pode sentir ou acreditar que é o Criador que a chama, e acha que essas são coincidências ou que simplesmente despertou sozinha. Ela não entende que é a voz do Criador chamando-a, atraindo-a ao atributo de doação.

Tudo é determinado pela preparação da pessoa. Se a preparação foi correta e suficiente, se a pessoa se esforçou bastante e encheu sua medida, ela começa a sentir como o Criador a convida em todas as oportunidades que encontra.

Se a pessoa se esforça, ela finalmente percebe que o Criador está esperando por ela em cada esquina, convidando-a até Ele ao dar diferentes sinais e pistas. Assim, conexões entre eles são formadas, e a pessoa se torna parceira do Criador. Na medida em que o Criador é atraído à pessoa, ela também é atraída ao Criador, à doação mútua, até que ambos se encontram e se abraçam.

Aqui, tudo depende da preparação da pessoa. Primeiro ela nem sente que está perdida na floresta escura. Ela está olhando para o lugar errado e acha que pode avançar e alcançar o que deseja sozinha. Ou ela pode simplesmente esperar que alguém venha salvá-la: há também esta fase ao longo do caminho. Leva tempo até que ela consegue identificar a voz do Criador e entender que é realmente o Criador chamando-a.

Assim, eles se conectam e o Criador salva a pessoa, porque ela já entende qual é a verdadeira salvação.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 27/02/13

O Comandante Geral Na Guerra Do Criador Contra Amaleque

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Escritos do Baal HaSulam, Carta 17: Isto é porque há aquele que anda, que é pior do que aquele que está sentado de braços cruzados. É ele quem se desvia da estrada, pois o caminho da verdade é uma linha muito fina que a pessoa caminha até chegar ao palácio do rei.

A pessoa que começa a andar no início da linha precisa de um grande cuidado para não se desviar para a direita ou para a esquerda da linha tanto quanto um fio de cabelo. Isto é assim porque, se no início o desvio é como um fio de cabelo, mesmo que ela continue completamente em linha reta, é certo que não chegará ao palácio do rei, pois não está pisando na linha da verdade…

Pergunta: O que devemos fazer para nos defender e permanecer no caminho certo se estamos totalmente nas mãos da força superior?

Resposta: Na verdade, se eu estou no mundo que é governado pela força superior, então por que eu deveria estar cuidando de mim mesmo? Esta força não pode cuidar de mim? Diz-se que o Criador coloca a mão sobre a boa-fé e diz: “Escolha-a”! É Ele que nos traz para o grupo, o professor e os livros. De quem devo me defender se “não há ninguém além Dele”?

No entanto, a fim de esclarecer o ponto de adesão, para me tornar sábio, sensível, e realizado de acordo com o nível do Criador, eu tenho que lutar contra todas as forças que são aparentemente opostas a Ele. Eu tenho que elucidá-las, classificá-las e descobrir quais agem “a favor” e quais “contra”. Nesta guerra, entre “aliados” e “adversários”, eu tenho que chegar à conclusão de que não sou capaz de lidar com isso sozinho, mesmo que eu tenha sentimentos, cérebro e certa experiência.

Eu ainda preciso do Criador ao meu lado, independentemente da minha mente e sentimentos que me ajudam apenas no início e depois apenas interferem. Isso explica por que eu peço a ajuda do Criador e luto apenas junto com Ele, o que se chama lutar pelo “poder da fé”.

Isso me torna um juiz, um comandante geral na guerra do Criador contra Amaleque, ficando entre os dois. Toda esta guerra se desenrola de acordo com meus esclarecimentos e solicitações. Esta é a forma que avançamos.

Há “erros” fatais que são difíceis de explicar. A fim de compreendê-los, a deve ver o sistema como um todo. Ela comete um pequeno erro insignificante no início de sua trajetória nas situações que entende e, portanto, perde o caminho e não consegue voltar a ele.

Em uma de suas cartas o Baal HaSulam descreve uma pessoa que recebeu a sorte grande de chegar ao Jardim do Éden. Lá, ela sente que o Criador está bem atrás dela. Ela se vira e segue o Criador, e, de repente, percebe que não conseguiu dizer o lugar onde o Jardim do Éden terminava e o inferno, que é logo depois dele, atrás do muro, começava. Ele sai do Jardim do Éden e recebe de volta à sua vida normal. O Criador permanece no jardim e fecha a porta no muro até a próxima vez, talvez depois de um par de círculos de vida.

Claro, não podemos avançar sem cometer erros. Diz-se: “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e não peque”. No entanto, diz-se sobre outros erros que nós cometemos quando o Criador nos ensina e nos obriga a errar, de modo que entendamos profundamente o básico onde nunca devemos cometer erros.

Em cada etapa há um erro que o Criador me traz. No entanto, Ele me segura pela mão, como um adulto segura a criança, leva-me a este erro, e diz: “Veja, você poderia ter caído aqui, este lugar é perigoso”. Ele me ajuda a sentir lugares problemáticos. Eu sou como uma criança nas mãos de um adulto que me carrega e ensina. Portanto, eu não estou com medo e me sinto confiante em Suas mãos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/02/ 13, Escritos do Baal HaSulam

O Criador Está Em Foco

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos nos tornar semelhantes ao Criador se às vezes pensamos que suas ações estão erradas?

Resposta: Não às vezes, mas constantemente! O que há de bom neste mundo? Mesmo os piores vilões não conseguem suportar o que está acontecendo nele. Ainda assim, este mundo é criado por Ele.

O fato é que consideramos este mundo como sendo 100% oposto ao Criador. Por quê? Porque somos opostos a Ele. O Criador brilha dentro de nós e Sua Luz é a bondade absoluta. Mas quando a Luz cai no nosso “filme sensível à luz”, faz um negativo que é oposto ao original. Assim, quanto mais Luz recebemos, maior se torna a escuridão e vice versa. Esta é a forma como vemos o mundo.

A Luz desenha várias formas na tela do nosso desejo de receber, e todas elas são desenhadas no negativo. Elas são opostas à Luz. Assim é como o mundo é descrito dentro de nós.

Como poderemos alcançar similaridade com o Criador? De que forma, como resultado de nossa oposição, podemos vê-Lo e não um retrato imaginário? Para isso, temos que transformar o “quadro” e inverter a sua gama de contraste. E se fizermos isso com o primeiro “quadro”, alcançaremos o primeiro grau espiritual. Então, vamos trabalhar com o segundo, com o terceiro e com todos os “quadros” subsequentes.

Assim, a Torá inteira correlaciona-se com uma pessoa e vive dentro dela. Cada pessoa é um pequeno mundo.

Desta forma, tudo tem a ver com a “tecnologia”: como trabalhar internamente para transformar a escuridão imaginária em luz, e a imaginária luz em escuridão. Para isso, eu preciso transformar minhas propriedades em seu oposto: transformar o negativo em positivo. Esta transição interna é a Torá, a Luz que Reforma. Isso é o que eu preciso.

Sinto o Criador dentro de mim. Mesmo agora eu O percebo nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza e nas pessoas. Tudo ao meu redor é o Criador, que Se “traduz” para mim e copia a Si mesmo dentro de mim. Eu só tenho que decodificar esta imagem.

Eu trabalho não com o mundo, os amigos, ou o Criador, mas comigo mesmo, dentro de mim. Enquanto isso, eu estou autorizado a usar as formas, aparentemente externas, a fim de decodificar a imagem original.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/01/13, “Discurso Para a Conclusão do Zohar

O Que Você Faz Quando O Criador Está Em Toda Parte?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por um lado, está escrito: “Não há outro além Dele”, mas por outro lado, a pessoa se pergunta: “Se não há outro além do Criador, se tudo depende Dele, então o que eu posso fazer?”…

Resposta: “Não há outro além Dele” significa que tudo vem do Criador para que eu revele isso de verdade e fique com Ele em adesão. Ele me deixa espaço para fazer o meu trabalho, ele não me bloqueia de todos os ângulos, mas me dá a oportunidade de me tornar como Ele.

Mas em todos os outros aspectos, é verdade que “não há outro além Dele.” Eu não deveria pensar que não há mais ninguém perto de mim. Vendo a multiplicidade de fatores que me influenciam, eu preciso entender que, basicamente, todos esses fatores são apenas Ele sozinho.

Às vezes eu sinto positividade vindo Dele, e às vezes negatividade; além disso, esses prós e contras podem assumir várias formas. Mas, no final, eu digo a mim mesmo: “Não, Ele é sempre um grande positivo, e Ele só me influencia através de vários tipos de positivos”. Enquanto isso, às vezes eu os percebo como pontos positivos e às vezes como negativos. Assim, eu devo mudar para que tudo se torne positivo para mim. “Então, Ele e eu vamos ser iguais, e este estado será chamado de adesão”.

Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/02/13 “Artigo para a Conclusão do Zohar

Como Podemos Chegar A Conhecer O Criador?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Discurso para a Conclusão do Zohar“: A alma também é assim: depois que adquiriu a equivalência com Ele, ela conhece novamente Seus pensamentos, como conhecia  antes da separação Dele devido à dispriadade de forma do desejo de receber .

Pergunta: Quais são os pensamentos do Criador?

Resposta: Como está escrito, “Por suas ações, O conheceremos”, ou, em outras palavras, a partir de minhas ações, eu conheço o Criador.

Eu tento agir a fim de “doar”, realizar ações de doação, mas não posso. Peço ajuda, e a recebo. Há mudanças em mim, cuja essência e raiz eu não entendo. Eu me esforço e me torno como Criador de acordo com meu entendimento das fontes e os exemplos que o grupo apresenta para mim. Assim, estudo a Torá, que significa o método, o sistema, as ações do Criador ocultas na Torá. Imitando suas ações, vou começar a conhecê-Lo, conhecer seus atributos de amor e doação.

Hoje, eu interpreto as palavras de acordo com meu entendimento, sem saber seu real significado. Então, através de meus desejos corrigidos, realmente vou conhecer o Criador. É porque o desejo corrigido sente uma espécie de despertar interior chamado “Luz”. Em geral, tais desejos criam a imagem do Criador para mim de certa forma. Não é uma figura e não é um desenho, não é uma forma, mas eu simplesmente compreendo o que é o atributo de doação, o atributo do amor. Eu entendo isso como resultado de minhas ações corrigidas.

Portanto, está escrito: “Por suas ações O conhecemos”. Por minhas ações corrigidas destinadas à doação, eu percebo o conceito do “Criador”. Nesse sistema, eu estou conectado e, mais tarde, me uno a Ele; assim, “Israel, a Torá e o Criador são um”. “Israel” se refere à pessoa que anseia por doar. “Torá” refere-se ao meu sistema interno de conexão, o sistema da alma, seus 613 desejos corrompidos que eu devo corrigir através das Luzes que o evocam. Em seguida, os vasos e as Luzes trabalham juntos. Quando o vaso e a Luz se igualam no sentido da doação, isso significa que a Torá é revelada em mim.

Eu trabalho sistematicamente sobre os cinco níveis de Aviut (a “espessura” do desejo) e passo por fases de alcance da Torá, a partir de Sod e terminando em Pshat, quando tudo é revelado e tenho não só as Luzes de NRNHY, mas também a Luz de Yechida, não diferentes tipos de vasos, mas o vaso de Keter. Com isso, eu volto à adesão completa, mas volto por mim mesmo com a Luz que é 620 vezes maior do que a Luz inicial e, assim, eu corrijo meus vasos. Eu os aumento 620 vezes, e, com isso, conheço o Criador. Primeiro, eu estava Nele, sob a forma de um ponto que Ele criou como “algo a partir do nada” e agora, com a ajuda que vem como resultado do meu questionamento eu mesmo desenvolvo este ponto a partir da “gota” e fico em Seu lugar, igual a Ele no nível de Adam (ser humano).

Pergunta: O Criador tem um pensamento, o que significa que eu devo ser incorporado em todos e inserir neles o único pensamento que é dirigido a Ele.

Resposta: Caso contrário, eu não serei capaz de unir a minha alma. Isso inclui todas as outras almas. Eu sou apenas um ponto, e, a fim de construir a minha alma, eu preciso anexar todos a ele.

Pergunta: O que está oculto em minha alma que está dirigido ao Criador?

Resposta: Por enquanto, eu tenho uma Reshimo quebrada (gene espiritual), uma centelha, a parte posterior de Nefesh de Kedusha, ou seja, um desejo benéfico. O início da conexão anterior com o Criador foi revelada a mim de forma quebrada. Eu quero ganhar a Suas custas, para usá-Lo.

Assim, o despertar espiritual aparece numa pessoa. Eu quero ganhar alguma coisa, e, até certo ponto, não consigo encontrar nada satisfatório em todo o mundo. Quanto tempo você pode brincar nessa “caixa de areia”? Eu quero crescer e fazer coisas reais e, em seguida, procurar egoisticamente uma parceria com o Criador em igualdade de condições. “Você é para mim e eu sou para Você. Eu sei que devo pagar. Está bem! Eu concordo, mas o que recebo em troca”? Este já é um estado de Lo Lishma (não por Sua causa).

Pergunta: Portanto, qual é nosso pensamento geral corrigido?

Resposta: É uma identificação total com o Criador, um “abraço”, um “beijo,” “acoplamento”, que, em geral, é chamado de adesão.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/02/13, “Discurso para a Conclusão do Zohar

A Razão De Se Voltar Ao Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se uma pessoa deve estar disposta a permanecer num estado de “pequenez”, onde ela consegue o desejo e a motivação para avançar?

Resposta: Mas eu quero avançar a fim de ser mais parecido com o Criador! O Criador é um exemplo de humildade para nós. Devo chegar a um estado em que me sinto como se não existisse, tal como o Criador não existe para mim agora. Assim, me torno como Ele.

Parece que eu realmente devo lutar sozinho para atingir isso, mas esta é uma guerra maravilhosa, já que nela eu preciso do Criador, de modo que Ele vai lutar no meu lugar. Se eu lutasse sozinho nesta guerra, eu ficaria numa situação crítica.

No entanto, já que eu preciso da ajuda do Criador, isso me deixa extremamente feliz. É porque agora eu tenho a razão para me voltar a Ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalaá 05/02/13, Escritos do Baal HaSulam

Com O Grupo Até A Montanha Do Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar“: Se a intenção da pessoa na Torá e Mitzvot não for para beneficiar o Criador, mas a si mesma, não só a natureza do desejo de receber nela não será invertida, como o desejo de receber vai ser muito maior do que o que ela recebeu pela natureza de sua criação.

Pergunta: O Baal HaSulam está falando sobre nós aqui?

Resposta: Sim e não. Primeiro, o desejo de receber deve ser revelado em sua plenitude. Isto é porque a pessoa só pode corrigir as falhas que estão nela. Mas até que a pessoa adquira uma Masach (tela), o desejo cresce de diferentes maneiras: seja pelo prazer ou pela dor. No segundo caso, ela cresce querendo evitar a dor, e esta pressão dirige seu crescimento numa determinada direção, na direção que é “anti-sofrimentos”. Quanto ao prazer, ele cresce ao “engoli-los” e permanece sempre numa deficiência dupla.

Assim, durante o tempo de preparação, quando ansiamos por conexão e amor, o desejo cresce em direção oposta, a fim de constantemente fornecer material para correção. No geral, o crescimento do desejo não para ou recua, ele sempre se move para frente.

Pergunta: Qual é a diferença entre o desejo que cresce oposto à meta e o desejo que cresce de forma orientada à meta?

Resposta: Suponha que exista um lugar agradável onde todos tenham presentes. Há uma estrada de ferro que chega a este lugar e eu posso chegar lá de trem.

Eu posso estar me movendo para trás, enquanto acredito que é bom (!), até atingir algo e descobrir que escolhi o caminho errado. Ao descobrir algo negativo (-), resta-me uma pergunta (?): O que devo fazer agora? Então, eu começo a avançar gradualmente. Este é o longo caminho do sofrimento. Depois de tudo, eu faço um desvio antes de descobrir que tenho ido na direção errada. No entanto, no processo, o meu desejo de receber cresce.

Eu posso ser puxado para frente através dos 125 degraus; mais uma vez, o meu desejo de receber cresce tornando o caminho cada vez mais difícil. Digamos que não é mais uma via férrea plana, mas a subida de uma montanha que se torna cada vez mais íngreme. Lá, no topo da montanha, está o palácio do Rei, e o caminho para ele pode ser difícil, mas ele se move em linha reta sem quaisquer desvios.

Pergunta: Portanto, com quais parâmetros eu verifico a mim mesmo? Como eu sei que estou indo para a montanha e não na direção oposta?

Resposta: Os parâmetros são o grupo, e, dentro dele, a auto-anulação e conexão. Em termos práticos, não há outros meios pelos quais você possa certamente verificar e medir seus passos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/13, ” Um Discurso para a Conclusão do Zohar

Tornar-Se Um Gerente No Lugar Do Criador!

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Inside Science): “Quando as formigas são confrontadas com uma sobrecarga de informação e enfrentam muitas decisões (sobre onde morar, por exemplo), elas voltam para a sabedoria da multidão”.

“As próprias colônias não são muito grandes, geralmente algumas centenas de trabalhadoras, disse o professor associado de biologia Stephen C. Pratt, e se um animal rouba uma colônia, o teto desaba, ou se precisar de mais espaço, as formigas têm que se mover”.

“Mas as formigas vivem em áreas em que o número potencial de possíveis locais de ninho é esmagador. Uma formiga não pode lidar com tomada de decisão. Ninguém é responsável num formigueiro”.

“Eles distribuem a tarefa entre os membros da colônia. É aí que entra a massificação”.

“De acordo com Pratt e Sasaki, as formigas enviam olheiros para verificar potenciais locais de moradia. Os batedores olham para coisas como o tamanho da entrada e quão grande é a cavidade. Se a formiga gosta do que vê, ela volta para a colônia”.

“Ela envia uma mensagem de feromônio, ‘Siga-me’, e outra formiga vai se juntar a ela no que é chamado de “tandem running” (recrutamento por contato físico). Ela leva seu colega para ver o local potencial”.

“Se a segunda formiga gosta do que vê, ela volta e repete o processo, trazendo de volta outra formiga. Se ela não gosta, ela simplesmente retorna para a colônia. Se várias formigas gostam do lugar, a colônia atinge quórum, basicamente escolhendo o novo lar”.

“Os batedores pegam seus companheiros no ninho e os levam para suas novas casas, geralmente levando a rainha do ninho junto com eles”.

“Sasaki construiu um experimento em que uma formiga teve que tomar a decisão a partir de dois locais possíveis e depois de oito. Metade dos locais potenciais era inadequado em ambos os experimentos. Ele estava forçando as formigas em laboratório a fazer o que as formigas na natureza não fariam: ‘enviar uma formiga para tomar a decisão pela colônia’, disse Pratt”.

“Formigas individuais, confrontadas com duas opções, não tinham problemas em escolher o local mais adequado. No entanto, quando confrontada com a escolha entre oito locais, uma formiga muitas vezes escolhia o lugar errado”.

“Os dois pesquisadores testaram uma colônia inteira com as mesmas escolhas, deixando que elas enviassem mais de um olheiro. As colônias, atuando como uma multidão, deram-se igualmente bem em ambos os experimentos, escolhendo locais adequados 90 por cento do tempo. …

“Parte da vantagem do sistema de colônia, teorizaram Sasaki e Pratt, é que cada olheiro visitou apenas alguns locais possíveis, minimizando a informação que deveria processar, enquanto uma formiga individual, designada a fazê-lo sozinha, tinha que visitar todos eles e foi vítima de sobrecarga cognitiva”…

“‘Sobrecarga cognitiva é um problema crescente para a tomada de decisão no ser humano, como o acesso sem precedentes a dados lança novos desafios às habilidades individuais de processamento’, escreveram Pratt e Sasaki em seu artigo de jornal. ‘Os grupos humanos também resolvem melhor problemas difíceis quando cada membro do grupo tem acesso limitado à informação’”.

Meu comentário: A mente individual de pássaros “migradores” e animais de “pastoreio” possui uma força e capacidade mínima, a inteligência coletiva é usada para todas as ocasiões, o poder do coletivo. Assim, a natureza mantém conserva “em si mesma” o inanimado, vegetal, e o animal.

O ser humano deve conscientemente, pela necessidade percebida e contra a sua natureza individualista, fazer um trabalho coletivo e unificado em si mesmo e nos demais egoístas, e daí ele vai subir para o grau de “Adão” (humano), vai sentir e compreender a unidade e integralidade do sistema da natureza, e será capaz de existir de forma inteligente e ativa no nível de Adão. Ele não terá o corpo animal porque ele só é necessário para subir do nível do animal (natureza completamente controlada) para o nível de Adão (que controla a própria natureza, ao invés do Criador).

Espere, Ele Pode Vir Hoje

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso examinar cada ação que faço de forma mais eficaz, a fim de descobrir a razão para o despertar do Alto que causou isso?

Resposta: Deixe-me dar um exemplo. Suponha que o telefone toque de repente e uma voz desconhecida diga: “Espere, eu estou indo para acertar a minha conta hoje com você”, e desliga como em filmes de terror. Você não sabe quem acaba de ligar e do que se trata! Você começa a olhar para todos que você encontra de forma desconfiada e temerosa. Você verifica e analisa tudo o que acontece.

É exatamente assim que devemos olhar para o Criador. Nós precisamos da preocupação, da ansiedade, do medo, da insegurança e do desamparo que força a pessoa a permanecer sensível e alerta e a verificar tudo o que surge em seu caminho.

Se a meta é muito importante para mim, mas eu não vejo que avanço em direção a ela, eu me preocupo com o que está acontecendo e tenho que descobrir o que está no meu caminho. Qual é a meta exatamente e talvez eu não a esteja imaginando corretamente. Quais são os meios para alcançá-la?

Aqui eu descubro que o meu problema é que simplesmente tenho que inverter o meu ódio em amor. Eu tenho que verificar o meu estado e minha intenção e ceder onde eu atualmente não consigo ceder. Eu tenho que prestar atenção ao que eu desrespeito e considero como sem importância agora e tentar senti-lo. Então eu vou recuperar a consciência e, de repente, ver o mundo superior. Eu não o vejo agora só porque não quero vê-lo!

Tudo depende de mudar os princípios pessoais, de acordo com os quais a pessoa se relaciona com a realidade. Eles determinam como será a realidade de uma pessoa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/13, Escritos do Baal HaSulam