Textos com a Tag 'Criador'

No Lugar Certo, Na Hora Certa E Com O Objetivo Certo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado das palavras do Criador: “Eu gostaria que eles pudessem me deixar e minha Torá se manteria”?

Resposta: Isso significa que o homem faz os esforços errados, no lugar errado, na hora errada, e pelo motivo errado. Existem muitas condições que devem estar reunidas.

Em primeiro lugar, a pessoa deve organizar um grupo. Sem um grupo a pessoa não sabe como sair do seu ego. Ela pode falar sobre isso com palavras bonitas, mas na realidade, não vai perceber nada.

Além disso, a pessoa precisa ser paciente, entender que este é um processo acumulativo onde todos os nossos esforços são adicionados, os quais nos trarão resultados. É comparável a um medidor, no qual há rodas girando, e num determinado momento, de repente, o número no visor muda e surge um “1” em vez de “0”. Então, mais uma vez as rodas giram por um longo tempo até novamente o número mudar para “2” e assim por diante.

Nós temos que entender que semanas ou meses poderiam passar até que o medidor mude para o próximo número. Mas as semanas não passam se, naquele momento, não investirmos esforços. Aqui, a pessoa começa a entender que não tem força ou desejo, que não é capaz de fazer algo, e só quer abandonar tudo. O corpo lhe puxa para questões vazias, e o principal é não sentir seu estado como sendo difícil.

Nós já entendemos como isso acontece. Aqui, a pessoa precisa encontrar apoio para si, “Apoio da Luz”. Isto significa os amigos que se ajudam mutuamente. Nosso ponto fraco é que não há nenhuma ajuda mútua, e tudo é construído apenas sobre ela. A força está apenas na conexão, e se a conexão parar, ninguém terá força.

A Luz ilumina do outro lado e aumenta lentamente o meu desejo de receber em apenas um grama, e eu imediatamente caio. Eu estou pronto para esquecer tudo, deitar e não fazer nada, apenas para ser deixado sozinho. Pelo menos do ponto de vista físico é proibido deixar-nos cair desta maneira. O ambiente deve colocar pressão sobre mim, eles devem me chamar se eu não for à aula, e eles devem me acordar em casa.

Eu devo fazer esses arranjos com o meu ambiente, de modo que ele atue sobre mim. Também em casa, eu construo tal sistema que não vai me deixar perder a lição matinal. Eu faço o mesmo com os amigos. Eu me preparo de tal forma que a minha consciência vai sofrer se eu não chegar à lição.

Mas eu tenho que preparar tudo isso com antecedência e não no momento da descida. Eu devo me preocupar com antecedência para que algo me obrigue a ir à aula, mesmo quando me falta força. Eu organizo tudo desta forma para que não consiga ficar em casa; caso contrário, o que a minha família vai dizer? Eu não posso dar desculpas a cada dia que não me sinto bem. E os amigos começariam a chamar e perguntar o que aconteceu comigo, aonde desapareci, e isto me envergonharia.

Eu recebo uma carga do coração. Somente estas medidas agirão em mim. Nesses momentos, eu mesmo não sou capaz de fazer nada, mas sinto que preparei um apoio para mim e por isso este também está ao meu favor.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/13, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Nós Precisamos De Palavras, Se O Criador Está No Coração?

Dr. Michael LaitmanPergunta: A oração é a nossa aspiração pelo Criador a cada momento? A oração não é palavras, não é?

Resposta: Claro que não. Por que precisamos de palavras, se o Criador existe em meu coração, cria-o, e exige dele uma resposta consciente, uma reação a Ele?

Ele existe nas profundezas do meu coração. Eu sinto o que Ele está fazendo dentro de mim e tenho que responder a isso ali mesmo, no coração. O grupo, a humanidade, o mundo, minha família, e tudo o mais, só existem para que no fundo do meu coração, onde Ele está dizendo alguma coisa para mim, eu responda a isso.

Assim, não há necessidade de palavras aqui. No entanto, a minha reação correta ao que Ele está iniciando dentro de mim significa conectar-se e fundir-se com Ele.

Eu crio a minha resposta ao Criador por meio do grupo, da humanidade, de tudo o que acontece conosco.

Portanto, o mundo é chamado de “ocultação” (Olam). Ele vai começar a ser revelado quando minhas propriedades se tornarem completamente equivalentes às suas, quando eu começar a agir juntamente com Ele no nível em que Ele me desperta. Como se diz: “Eu sou pelo meu Amado, e o meu Amado é por mim”.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 5

A Porta Para O Território Do Criador

Dr. Michael LaitmanA coisa mais incomum na sabedoria da Cabalá ocorre quando um iniciante ouve a mensagem sobre “amor, união e inclusão mútua”, que é totalmente contrária aos nossos desejos naturais. No início, a Cabalá nos parece uma ciência convencional, dura: “Eu quero entender o sistema, estudar fenômenos por trás da fachada da natureza, compreender a força superior e os princípios do seu trabalho, aprender as leis do universo e encontrar as causas ocultas da história…”. Em outras palavras, a pessoa tende a estudar fórmulas concretas, e, em seguida, ela descobre que é tudo sobre o amor.

Há alguém que aborda seriamente este assunto? Hollywood? Pessoas sérias estão sentadas em Wall Street, enquanto que o amor é um domínio para companheiros estranhos e “boêmios…”.

Demora muito tempo para começar a entender a mensagem do amor. Levam-se anos para fazer essa informação “mergulhar sob a pele” e atingir o coração. Nosso egoísmo não está disposto a aceitar coisas como o amor, nem permite a mensagem de que somente através da união nós revelamos uma nova realidade e que somente devido ao amor que nós subimos ao nosso estado mais elevado, nos tornamos mais bondosos e revelamos novos mundos. Nossa experiência material não fornece todos os exemplos acima, nem prova estas declarações de forma alguma.

Algumas pessoas são mais propensas a aceitar essas ideias; para outras, essa mensagem é realmente difícil de apreender. Depende da disponibilidade de nossas almas e da “profundidade” do desejo (Aviut). Isso também requer persistência, diligência e uma sensação de absoluta necessidade para atingir esse estado. Se ambos os fatores, uma forte rejeição e uma atração irresistível, nos obrigam a permanecer no nosso caminho, a qualquer preço, então, mesmo antes de chegarmos ao amor, ainda descobrimos que tudo depende de nossas qualidades. A Luz superior nos influencia e provoca várias impressões em nós; assim, nós começamos a perceber que nossas mudanças internas fecham ou abrem a imagem do mundo superior para nós.

Algo “clica” dentro de nós e começamos a ver muito mais e ter sensações mais aguçadas do que nunca. Nós continuamos penetrando a estrutura da realidade; nós adquirimos uma compreensão mais clara e mais ampla dela… Tudo depende do nosso coração. É o lugar onde podemos sentir e distinguir entre tudo e todos  o que está dentro do campo de nossa visão e sensações.

Em seguida, fecha-se a “porta”, como se uma nuvem negra descesse sobre nossos sentimentos e intelecto, e agora novamente, nós paramos de compreender e sentir qualquer coisa, como se estivéssemos andando num sonho e dificilmente conseguíssemos lidar com nossas responsabilidades. O tempo passa, a porta se abre novamente e, em seguida, ela se fecha novamente. Assim, gradualmente, nós começamos a perceber que tudo depende do nível de abertura ou fechamento de nossa mente e sentidos.

Então, nós penetramos mais fundo no núcleo do mecanismo que fecha e abre as portas. Depois de passar por todos esses estados muitas vezes, nós percebemos que a “porta” nos leva não apenas para algum lugar fora de nós, mas para os outros. Quando nos sentimos extremamente perto deles, nossos olhos e ouvidos se abrem e avançamos. Quando estamos longe deles, tudo se fecha.

Esta é a maneira que a Luz nos afeta, formando gradualmente a conexão entre nossos sentimentos e mente, e pela construção de nossa atitude para com os nossos amigos, adicionando mais cuidado mútuo, sensações de aprofundamento e abertura para o outro, tornando-nos familiarizados com o mundo superior e o estado superior. Nesta fase, a pessoa percebe que este mundo não é um lugar nas nuvens, nem que está atrás do horizonte, mas que está concretamente em nossas sensações: quanto mais nos abrimos aos outros, mais alto podemos subir.

Gradualmente, nos aproximamos dos “limites” e começamos a distinguir os detalhes do nosso desejo de receber. Nós o separamos em etapas e níveis; em vista disso, construímos os desejos perto da mente.

Isso leva tempo. Nós temos que nos incluir no grupo tanto quanto pudermos; literalmente “nos atiramos” no grupo como no mar; “nos perdemos” nele, nos dissolvemos em nossos amigos. Devido a este tipo de “auto-aniquilação”, a pessoa se “impregna” nos outros e percebe que “não importa o que conseguimos com esta conexão e inclusão mútua”. Tudo o que vem de nossos amigos é o território do Criador. Tudo o que está em mim é o território da inclinação ao mal, o “anjo da morte”.

Quando ela percebe tudo isso, surge a exigência de “amar os amigos”. Ela sente que precisa deles e se esforça para se relacionar com eles como se estivesse muito perto deles, como uma mãe que abraça permanentemente seus filhos internamente, a fim de protegê-los do perigo.

A partir de agora, fica muito mais fácil avançar, pois a pessoa já construiu seu caminho corretamente: ela já sabe que tudo está dentro dela, dentro de suas sensações, em sua atitude para com seus amigos e próximos, que na verdade são as partes de sua alma. Ela entende que, em vez de ver a externalidade na forma da natureza inanimada, vegetal e animal, ela tem que observar detalhes “externos” que são produzidos pela sua mente e sentidos, como algo que pertence a ela, mas que ao mesmo tempo está separado por uma “nuvem” e “poeira” que cobrem a sua percepção do mundo. Isso significa que ela deve retornar a uma imagem clara, mesmo que haja uma confusão criada pela inclinação ao mal; ela tende a se fundir com a imagem correta do mundo e se torna uma sensação unificada e intelecto.

Esta é a essência do nosso trabalho. Se conseguirmos fazê-lo, subiremos gradualmente a escada dos mundos. Conforme a nossa capacidade de retornar nossas partes “externas”, nós as sentimos como sendo preenchidas com a Luz superior.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/01/13, “Amor dos Amigos”

Uma Taxa Para Cada Momento

Dr. Michael LaitmanNo artigo, “A Paz”, Baal HaSulam escreve sobre a citação: “Tudo está em depósito, e uma fortaleza se espalha por toda a vida. A loja está aberta e o lojista vende a crédito, o livro está aberto e a mão escreve”, (ou seja, o Criador grava tudo que acontece). “E todos os que desejam tomar emprestado podem vir e tomar emprestado”, (o acesso é livre e a pessoa pode tomar qualquer coisa que queira) “e os cobradores retornam regularmente, dia-a-dia, e recolhem da pessoa consciente e inconscientemente. E eles têm em quem confiar”, (ou seja, que tudo está documentado) “e o julgamento (a decisão sobre o que a pessoa é acusada) é verdadeiro, e tudo está pronto para o banquete”.

Esta é a forma que os Cabalistas expressam a essência da nossa relação com o Criador.

Por um lado, “tudo está em depósito”, ou seja, que não recebemos nada de graça. É a lei da natureza em que vivemos, onde todas as suas partes estão claramente ligadas nas relações de causa e efeito.

Nós julgamos a natureza de acordo com nós mesmos, e por isso achamos que pode haver certas imprecisões, confusões e coisas complicadas. Mas toda vez que nós realmente exploramos a natureza, descobrimos que as leis são incrivelmente precisas e nos maravilhamos com a sabedoria e a interligação da natureza.

Atualmente, os cientistas reconhecem que existem outros universos e dimensões além da nossa.

Quando eu era criança, na escola, fomos informados de que o nosso universo é infinito e eterno. Depois, soube-se que ele se originou há 14 bilhões de anos, e se estamos falando do tempo, há um começo e um fim do universo. Esta descoberta foi feita pelo cientista americano Hubble, que dá o nome ao telescópio.

Mais tarde, os cientistas descobriram que o nosso universo não está apenas se expandindo (ele surgiu de um ponto), mas também desaparece, como evidenciado pelos buracos negros, etc.

Isso aponta para o fato de que tudo é predeterminado e definido de acordo com as leis de conservação; tudo está distribuído de forma absoluta e clara.

Por isso, diz-se, “o julgamento é verdadeiro, e tudo está pronto para o banquete”, ou seja, para o estado final corrigido.

No entanto, “uma fortaleza se espalha por toda a vida”. O Criador preparou uma armadilha elaborada para a humanidade, onde a força superior garante que todos irão, no final, voltar ao estado corrigido, mas em algum momento da viagem nós recebemos a liberdade de escolha. Atualmente, nós estamos completamente em falta da compreensão deste fato. Nenhuma ciência apreende isto porque a ciência existe num plano, uma linha; não há dualidade.

Quando confrontada com a dualidade a ciência fica presa. A ciência revela certas propriedades da natureza, em oposição à nossa, mas nunca compreende a dualidade. Hoje, apenas a física quântica se aproxima deste fenômeno. É por isso que ela é considerada como a física “fora deste mundo” e nada mais.

Nós devemos mudar a nós mesmos, nossa mente, nossos sentimentos, e daí seremos capazes de sentir por trás disso uma barreira potencial, o limite entre as fases: não importa como você chama isto. Para nós, esta é a transição da Machsom (barreira).

A lei da natureza diz que “o livro está aberto e a mão escreve… e os cobradores retornam regularmente, dia-a-dia, e recolhem da pessoa consciente ou inconscientemente” (de acordo com a decisão do tribunal superior), ou seja, que todo o sistema está num estado de forma precisa e selada.

No entanto, nós temos dois caminhos a seguir: ir à loja e levar o que quisermos sabendo que tudo é registrado e que teremos que pagar a taxa, ou sem saber ou sequer pensar nisso. Se a pessoa não tem consciência dessas coisas, isso significa que ela ainda está numa fase diferente de desenvolvimento; neste caso, ela não está sendo “cobrada” demais, apenas de acordo com seu nível de desenvolvimento.

As pessoas que estudam Cabalá já entendem que estão num estado onde tudo o que pedimos emprestado deverá ser pago e elas automaticamente assinam seus nomes no livro do lojista. Então, no momento em que recebemos qualquer coisa, temos que começar a pensar seriamente em como encontrar o proprietário, como devolver a dívida, e como pagá-la.

Cada momento de nossas vidas está gravado em Seu livro, cada respiração, batimentos cardíacos, e ação, porque tudo o que temos, nós recebemos Dele. “Não considere nenhum momento insignificante”, cada momento da vida tem que ser pago.

Mas nós não temos absolutamente como manter isso em mente, nem podemos contar com os lembretes para nos fazer sentir que estamos realmente marcados em Seu livro e que cada um de nós vai ter que pagar, uma vez que estamos em débito e que a nossa dívida constantemente cresce e se acumula. E a cada momento seguinte, nossas obrigações tornam-se mais exigentes e rigorosas.

Nós chegamos a uma fase interessante, onde temos que aprender esta lei e conhecer sua origem. Nós somos levados até lá gradualmente, como crianças pequenas. Esta lei do desenvolvimento nos trata com cuidado e nos dá a chance de nos acostumarmos com isto.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 5

Ajudar As Crianças Amadas Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: A quem eu devo aspirar a dar alegria: ao grupo ou ao Criador?

Resposta: Você não pode dar alegria ao Criador sem dar alegria ao grupo. Esta é uma condição necessária. Caso contrário, você estará enganando a si mesmo de que está aspirando à doação, quando na realidade você se preocupa com seu próprio bolso em vez de se preocupar com o benefício dos outros.

Imagine isso de modo que você possa agradar ao Criador sob a condição de que você dá alegria a Seus filhos, que na verdade é o grupo. Você não pode fazer nada por Ele, pois todos os Seus desejos estão focados apenas na criatura.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/13, TES

Apenas Ele Comanda O Desfile

Dr. Michael LaitmanNo processo do trabalho espiritual, nós começamos criticando nossos amigos. Devemos parar de fazer isso imediatamente e reconhecer que o Criador faz isso conosco de propósito. Ele endurece nossos corações e prepara situações ruins para que possamos ficar desesperados e apelar a Ele por assistência e solicitar a ajuda dos nossos amigos, aumentando assim nossas ligações e a intenção de nos unirmos com os outros.

Portanto, devemos estar preparados para o bloqueio permanente da conexão com os outros e lembrar constantemente disso, porque nós passaremos por milhares de distrações em nosso caminho. Devemos ter em mente que é o Criador que nos perturba agindo através de outras pessoas.

Nós sempre devemos ficar atentos ao “Não há outro além Dele”. Ao mesmo tempo, devemos continuar trabalhando de acordo com o nosso próprio sistema. Devemos perceber que trabalhamos contra o Criador e que é Ele quem nos conduz permanentemente. Da mesma forma, nós colocamos uma criancinha no chão a fim de ensiná-la a andar. Ela chora porque tem medo de dar o primeiro passo, mas continuamos a empurrá-la adiante. Assim, ela finalmente aprende a andar.

A fim de revelar a propriedade de doação do Criador, nós precisamos ter a intenção natural de nos conectar com outras pessoas. Se nos rebelarmos contra isso, devemos reconhecer que esta sensação provém exclusivamente Dele e que Ele quer que apliquemos mais esforço. Quanto mais esforços nós fazemos para avançar, mais obstáculos em nosso caminho Ele cria. Ele endurece nossos corações e prepara os obstáculos.

Assim, quando olharmos para os nossos amigos e vermos muita negatividade, devemos entender que é Ele que desenha esta imagem para nós. Ele faz isso de propósito, para que possamos superar nossas sensações e começarmos a justificar, amar e apreciar nossos amigos, independentemente de nossas idéias e pensamentos negativos. Nós sempre devemos ter isso em mente!

O mesmo se aplica ao grupo. Quando nós pensamos no grupo de modo desdenhoso, “Por que eu preciso deles”, significa que é hora de lembrarmos que é o Criador quem nos controla.

Da Lição Virtual 23/12/12

Trabalhando Na Fazenda Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a intenção correta pode ser alcançada?

Resposta: Para a intenção correta, primeiro você tem que se atar ao mundo inteiro, o que é um resultado de ações do Criador. Por este mundo, o Criador mostra Suas ações, de modo que através da correta relação com o mundo, você seja capaz de se aproximar Dele.

Suponha que eu seja o dono de uma grande fazenda onde tenho terras e cavalos. Eu levo você para trabalhar na fazenda, porque vejo que você me trata bem e vai ser um trabalhador leal ou até mesmo um escravo fiel. Acontece que eu verifico você não de acordo com a sua atitude em relação a mim, mas em relação a minha propriedade, de acordo com o modo que você cuida da minha casa, dos meus campos e jardins, ou seja, o “meu mundo”.

Da mesma forma, nós também viemos, e graças ao desejo que recebemos de Cima, queremos nos tornar trabalhadores do Criador. Enquanto esse desejo não despertou em nós, nós vivemos como os cavalos nesta fazenda. E aqueles a quem o Criador dá este desejo se tornam trabalhadores na fazenda. E há diferentes trabalhadores: há trabalhadores leais que são totalmente dedicados ao Criador, como escravos, e há trabalhadores que não são tão leais.

O Criador encontra a pessoa em quem o ponto no coração foi despertado que quer se aderir ao Criador, mas ela não pode ser elevada imediatamente à posição de ministro. Por isso, Ele dá à pessoa todos os tipos de oportunidades, empregos menores, através dos quais ela sobe muito lentamente. Essa oportunidade é dada exatamente para nós agora: pelas ações que nós realizamos em nós mesmos, podemos mostrar ao Criador o quanto queremos nos aproximar Dele, nos aderir a Ele, e viver com Ele num pensamento e intenção, numa ação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/01/13, O Zohar

Voltar Para O Abraço Do Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 25: Diz-se no Zohar que a Santa Shechiná é revelada à pessoa que é recompensada com o arrependimento, como uma mãe amorosa que não via seu filho há muito tempo, e eles fizeram muitos esforços para ver um ao outro, e por essa razão encontraram grande perigos, e, finalmente chegaram a essa liberdade tão esperada e foram recompensados a ver um ao outro. Em seguida, a mãe cai sobre seu pescoço, o beija e conforta, e fala com ele todo o dia e toda a noite, contando-lhe sobre seus anseios e perigos que ela havia encontrado no caminho até esse dia, e como ela sempre esteve com ele, e não o tinha abandonado, mas sofreu com ele onde quer que ele fosse, mas ele não podia ver isso.

A julgar pelo que nos dizem os Cabalistas, o Criador, a Shechiná, faz grandes esforços por nós, pelas almas, ajudando-nos a despertar e gradualmente chegar mais perto de subir a escada espiritual, de modo que, no final, seremos incorporados na Shechiná e conectados a ela. Na verdade, não há mudanças na realidade. Todas as mudanças são apenas na nossa compreensão, na nossa percepção, até que descobrimos a Providência superior boa e estável, que não nos deixa por um momento e que nunca muda.

No final, a pessoa descobre que toda a realidade está em repouso absoluto. Tudo que nasce em seus sentimentos é a revelação dos vasos que devem ser corrigidos. Todas as mudanças são apenas a aparência dos vasos corrompidos, um por um. A sensação da criatura nos vasos que não são corrigidos é o que mostra a imagem do mundo corrompido para ela, e da Providência má, ou seja, o que não é eterno e é incompleto.

Porém, se a criatura avança corretamente, ela entende que tem que construir um apoio externo para si na forma do grupo e do professor, como se diz: “Faça-se um Rav e compre um amigo para si, e julgue todas as pessoas à escala de mérito”. Este ambiente constantemente a influencia e atrai. Ele vai sacudi-la e não deixá-la esquecer que tudo o que acontece num determinado momento é a revelação e a realização de novas Reshimot (genes espirituais) através dos quais a pessoa vê o mundo, e tem que corrigir estas Reshimot .

O ambiente vai ajudá-la a não se esquecer, e isso vai ser constantemente reforçado por ele. Assim, “aquele que escolhe um ambiente melhor”, segundo as Reshimot que podem ser reveladas nele, a fim de ser corrigido, não vai esquecer por um momento o objetivo de sua vida. Ele tem que descobrir a atitude certa e então será capaz de avançar para a correção até abraçar o Criador.

O ponto de encontro entre a pessoa e o Criador é chamado de Santa Shechiná. A criatura prepara os desejos, seus vasos, segundo os quais o Criador é revelado. Assim nós alcançamos a adesão que é o objetivo da criação.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/01/13

Como Você Pode Mentir Para O Criador?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito num dos artigos do Shamati, que você não deve mentir; mas para nos unir, muitas vezes usamos um jogo e até mesmo esses truques como se mentíssemos para o Criador ou uns aos outros.

Resposta: Isso não é uma mentira, mas brincar de estar no próximo estado. Pense nisso: como posso ser bom para alguém se ainda sou um completo egoísta?

Nós sabemos que os alunos do Rabi Shimon, sendo grandes Cabalistas, antes de começar a escrever O Livro do Zohar, cada vez sentiam que chamas de ódio rugiam entre eles, e eles estavam prontos para transformar os outros em cinzas.

Então, o que devemos fazer: pegar nossos amigos e realmente “transformá-los em cinzas”, ser verdadeiros e fiéis aos nossos desejos? Ou, por outro lado, devemos começar a nos elevar acima deles pela fé acima da razão, entendendo que o Criador aumenta nosso egoísmo, e nos elevar acima dele?

Como podemos fazer isso se não temos ainda a força para subir? É por isso que no nosso mundo nós recebemos o estado animal quando estamos no corpo humano/animal, em relações com outros animais, e ao mesmo tempo, nossos pontos no coração estão num estado de aproximação ou de rejeição mútua.

O fato é que estamos simultaneamente em dois planos: no mundo inferior, que existe na forma material e física, e no mundo superior, na forma da conexão dos pontos. Nosso coração está no nível mais baixo e os pontos no coração estão no nível superior. Mas nós queremos sentir e determinar a nossa existência não no nível mais baixo, mas no nível superior.

É por isso que no nosso mundo nós recebemos um sentimento de oposição aos amigos, relutância em estar com eles. Assim, nós temos que nos elevar e brincar que estamos nesse nível superior onde aparentemente já estamos unidos e desejamos revelar um novo estado entre nós. Isso não é mentira, mas uma tentativa, como crianças tentando ser adultos.

Nós realmente não escondemos nossa ambivalência uns dos outros. Diz-se que todos os alunos do Rabi Shimon sentiam tremendo ódio mútuo e, em seguida, trabalhando em si mesmos, eles se corrigiram e alcançaram essa realização que depois descreveram no Livro do Zohar.

Da Lição Virtual 23/12/12

Igualdade E Contrariedade Tudo Em Um

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma vez que atingimos o estado do Gmar Tikkun (a correção final), será que a sensação do Criador como o maior vai permanecer porque nos aderimos a Ele num todo e nos tornarmos iguais?

Resposta: O método especial da Cabalá é que na adesão com o Criador os nossos sentimentos de contrariedade a Ele não são perdidos.

Por um lado, nós nos tornamos mais opostos ao Criador, nos distanciamos Dele porque durante a ascensão espiritual nosso egoísmo cresce. Mas, ao mesmo tempo, nos aproximamos mais Dele, acima do nosso egoísmo crescente, e é por isso que nossa oposição a Ele não evapora, não desaparece.

Isto é, no Gmar Tikkun nós descobrimos que somos totalmente opostos ao Criador em nosso desejo, e totalmente iguais, como Ele, em adesão com Ele, em nossa intenção.

Da Lição Virtual 23/12/12