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A Oposição Ao Criador É O Relacionamento Com Ele

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Mistério da Letra Kaf na Palavra Anochi (Eu)”: Malchut, vestida nos mundos, é chamada de “Eu” e distribuída ao mundo de Assiya. Precisamente, é a divisão em que todo homem se sente existindo como ele é.

Desenvolvendo-se, o homem quer conquistar o mundo inteiro para o seu próprio benefício e prazer. Esta é a força da quebra no mundo da Assiya, como é dito (Profetas, Melachim (Reis), I, 1:5): “Eu vou ser rei”, por causa das centelhas espirituais que ainda não foram reveladas.

Nós devemos entender que o desejo de receber, separado do Criador, que se sente como oposto a Ele e procura dominar tudo, é artificial em sua essência. Isso não existe, na realidade, é criado como algo imaginário por estar em oposição ao Criador.

Isso existe apenas como parte da percepção, a fim de criar um sentimento de oposição ao Criador. Somente nisso deve ser dada importância: é importante só porque nos permite sentir em oposição à doação e não por outro motivo. Com base nisso, nós podemos construir um relacionamento com o Criador.

Agora nós não tocamos Malchut, como tal, a extremidade da linha do infinito, no centro do círculo. Nós vamos tocá-la somente se nos apresentarmos diante do Criador. O desejo de receber não existe até que o coloquemos em oposição ao Criador. Só então ele existe para mim e existe o Criador, e alguma linha é esticada entre nós, a ligação, a partir da qual é possível começar o caminho.

Este ponto fica em oposição a Ele em todas as suas propriedades e se esconde, e ele começa a ser revelado conforme a minha capacidade de imaginar o Criador como o seu oposto. Caso contrário, ele não me mostra nada exceto problemas, ou seja, não a si mesmo, mas suas manifestações externas. Mas, aos poucos, ao contrário do mundo inteiro, eu me aproximo de sua essência interna, distingo-a diante do Criador, e começo a minha própria linha.

Assim, é importante lembrar: nós não eliminamos este ponto; nós entendemos que precisamos dele. No entanto, devemos sempre entrar nele cada vez mais. Se nós queremos conhecer a materialidade, nós temos que compará-la com a espiritualidade, colocar o ponto Malchut diante do Criador. Um não pode existir sem o outro neste conjunto.

Se eu imagino determinada realidade sem o Criador, oposta a Ele, então eu vivo num mundo imaginário.

Esta é a diferença entre o estado mais inferior que precede o primeiro grau espiritual, o estado em que me oponho ao Criador, e o mundo imaginário, que não conecto com o Criador em nossa compreensão.

O verdadeiro “eu” só aparece quando a propriedade completamente oposta a mim, o Criador, está diante de mim. Assim, ao confrontá-Lo eu “reivindico o trono”, que se manifesta de várias formas. Por exemplo, eu posso admitir que Ele é eterno e poderoso, que Ele determina e fornece tudo, e mesmo assim, como uma criança pequena, eu quero tudo de outra maneira; eu quero tomar o Seu lugar. Isso também está incluído no âmbito das reivindicações, “Eu vou ser o rei”.

Assim, o que importa não é o poder em si, mas o desejo. Se eu quiser tomar o poder em minhas mãos, pelo menos em alguma coisa, isso já é o meu verdadeiro Eu. Afinal, a questão é: quem é o chefe, quem decide? E se está claro para mim que isso é entre eu e o Criador, então eu já entrei no relacionamento com Ele, mesmo que ainda não de uma forma espiritual.

Como posso chegar a isso? É muito simples: eu começo a perceber que o Criador me governa completamente. Inclusive a minha oposição a Ele, Ele cria de propósito para me avançar no caminho do desenvolvimento. Como resultado, eu incluo os dois opostos e começo a construir um relacionamento correto entre eles.

Baal HaSulam ilustra isso com o exemplo: Indo para o trabalho de manhã, a pessoa é guiada pelo princípio, “Se eu não fizer, quem fará por mim”. E no final do dia, ela admite que não há outro além do Criador.

Na primeira fase do processo, eu me conscientizo de que não há outro além Dele. Eu percebo isso em relação a mim em todos os meus desejos e pensamentos, nos sentimentos e na mente (e não tenho mais nada); o Criador tem poder absoluto.

Quem sou eu então? Um detalhe mais profundo de percepção, um nível espiritual mais elevado. Uma vez que Ele reina em mim totalmente, eu afirmo isso com base num novo ponto. Assim, cada vez eu revelo um “eu” mais profundo, até a quarta etapa, onde ocorre a força da quebra.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/07/13, “Do Ódio ao Amor pela Luz que Reforma”

O Criador É Sempre O Bem Absoluto

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Essência da Religião e Seu Propósito”: … O Criador é, em Si mesmo, completo e não precisa de ninguém para ajudá-Lo a completar, uma vez que precede tudo. Portanto, é claro que Ele não tem qualquer desejo de receber. E como Ele não tem desejo de receber, Ele é fundamentalmente desprovido de um desejo de prejudicar alguém; simples assim.

Além disso, é completamente aceitável para a nossa mente como o primeiro conceito, que Ele possui um desejo de doar bondade aos outros, ou seja, às Suas criaturas. E isso é evidentemente demonstrado pela grande Criação que Ele criou e pôs diante de nossos olhos. Porque neste mundo há seres que inevitavelmente experimentam um sentimento bom ou ruim, e esse sentimento vem necessariamente a eles do Criador. E uma vez que é absolutamente claro que não há nenhum objetivo de prejudicar na natureza do Criador, isto exige que as criaturas recebam apenas bondade Dele, pois Ele as criou apenas para lhes doar.

Assim, nós aprendemos que Ele tem apenas o desejo de doar bondade, e é absolutamente impossível que qualquer nocividade possa permanecer em Seu domínio, que possa irradiar Dele. Por isso é que temos definido Ele como “o Bem Absoluto”. E depois que nós aprendemos isso, nós vamos dar uma olhada na realidade atual que é guiada por Ele, e como “Ele doa apenas bondade a eles”.

Nós não vemos dessa forma. Para nós, parece que tudo está de cabeça para baixo neste mundo. Comparado à natureza inanimada, vegetal e animal, o nível falante sofre muito mais do que os outros. Quanto mais avançada for a pessoa, maiores serão suas angústias. Então, onde é que vamos ver o “Bem Absoluto” aqui?

Isto se aplica a outro nível de existência, a um plano de vida diferente. Aqui, não há vestígios do Bem Absoluto, nem podemos esperar que, em algum momento, as coisas se tornem melhores. Pelo contrário, ao longo da história, nós avançamos unicamente pelo mal. A verdade é que nós nos desenvolvemos a fim de compreender a nossa inclinação ao mal, que é construída em nossa natureza, nossas propriedades. Não importa exatamente onde, porque dá no mesmo. É por isso que é inútil ter esperança ou esperar por coisas positivas neste mundo.

Quanto ao Bem Absoluto (o Criador) e nossa conexão com Ele, nós somos incapazes de sequer fantasiar sobre isso, uma vez que somos limitados por nossos limites atuais. Isso não tem absolutamente nada em comum com este mundo. Não há nenhuma ligação entre este reino e a força superior. Tudo o que temos aqui é o desejo de receber que continua a mudar. No entanto, não há nenhum “Bom que faça o bem”, nenhuma “Benevolência Absoluta”, nenhum Criador!

O objetivo deste mundo é revelar o fato de que não podemos tolerar este reino por mais tempo. O truque é que devemos revelar este fato e divulgar as razões que causam este estado. Não só eu estou com dor e clamo por isso. Esta dor deve explicar por que passo por isso e como me livrar disso.

Caso contrário, eu vou controlar a minha dor para chegar a um estado melhor. Isso não significa que não haverá dor na minha vida, embora eu vá chegar a um nível diferente, mais elevado de conhecimento, compreensão e percepção, que me permitirá me controlar usando minha aspiração ao deleite e à aflição como as rédeas para o autocontrole. Nesta fase, eu não quero me livrar do sofrimento ou me divertir. Eu começo a entender e a esclarecer exatamente o que deveria aspirar. Independentemente da minha aversão à aflição e do meu desejo de ser feliz, eu ainda quero me comportar corretamente. Gradualmente, ao perseguir este caminho, eu provo o que significa “corretamente”.

Este tipo de análise inicia no nosso estado atual e continua de um estágio para o outro. Gradualmente, nós começamos a reconhecer as características potenciais do Bem Absoluto. Leva muito tempo e uma grande quantidade de esclarecimento. É um processo que torna isto possível para nós, para definir o que é bom e o que é ruim.

Então, nós consideramos estes conceitos não apenas com base no que sentimos, mas propositadamente. Assim, nós podemos avançar. Nós subimos acima da análise “animal” do que é bom e o que é ruim, que é baseada em nossas sensações positivas ou negativas. Em vez disso, nós mudamos para uma análise humana que relaciona tudo à meta superior. Nós colocamos a meta superior à frente de tudo. Somente através da meta superior nós podemos distinguir entre o bem e o mal.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/13, “Não Há Outro Além Dele”

Ver O Criador E Familiarizar-se Com Ele

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” , item 42: Na verdade, você deve saber a razão da nossa grande distância do Criador, e que somos tão propensos a transgredir a Sua vontade apenas por uma razão, que se tornou a fonte de todo o tormento e sofrimento que sofremos, e por todos os pecados e erros em que fracassamos. Certamente, removendo essa razão, nos livraremos imediatamente de qualquer tristeza e dor. Nós receberemos imediatamente a adesão com Ele em coração, alma e força. E eu vos digo que a razão preliminar não é outra senão a falta de nosso entendimento em Sua providência sobre Suas criações, que não O compreendemos corretamente.

Nós não entendemos o Criador. Nós estamos simplesmente no escuro imaginando tudo o que temos vontade, criando diferentes crenças e métodos em nossas imaginações da alma e do próximo mundo, etc.

Nós não podemos sequer imaginar o mundo corporal adequadamente, uma vez que toda esta realidade também está oculta de nós. Nós estamos num estado de sonolência absoluta, e é como se nós estivéssemos sonhando totalmente desconectados, não só do mundo superior, mas também da realidade atual.

O problema é que não conhecemos o Criador, ou seja, a Luz superior que age em toda a realidade. Nós não vemos que Ele é bom e benevolente. Além do mais, não percebemos, compreendemos, sentimos ou identificamos Suas ações e Sua essência.

É por isso que precisamos da sabedoria da Cabalá, a fim de conhecer as ações e cumprir o princípio de “nós O conheceremos a partir de Suas ações”. Então, nós conhecemos o Criador e Sua natureza e que Ele é bom e benevolente. Nós também conhecemos a meta da criação, que é fazer o bem às Suas criaturas. Nós também estamos incluídos nisso pela Luz que Reforma.

A revelação do Criador à criatura é vital para que O justifiquemos e estejamos aderidos a Ele, o que significa fazer o que quer que devamos fazer. Assim, a sabedoria da Cabalá é a única ferramenta que pode ajudar a pessoa a subir da realidade fictícia e imaginária para a única e verdadeira realidade que existe.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/13, “Não Há Outro Além Dele”

Ver A Unicidade Do Criador

Dr. Michael LaitmanO tema da primeira aula da Convenção em São Petersburgo é “Não há outro além Dele”. Este é o tópico principal que nós sempre estudamos.

Em princípio, nós estamos numa realidade especial chamada “Criador” e temos que revelá-Lo. O “Criador” (Bore) significa “venha e veja” (Bo-re em Hebraico). Se nós já habitamos Nele, na Luz branca superior, então só Ele age e não há outro além Dele. Apenas Ele nos “delineia” e nos forma; Ele é o primeiro e Ele é o último. Todos os nossos pensamentos e atos decorrem das ações desta Luz superior. Não existe nada exceto Ele.

Nós observamos as formas inanimadas, vegetativas e animadas nas quais o Criador age de forma plena, obrigando-as a fazer todos os movimentos. Elas não têm nenhum livre arbítrio, estão inteiramente sob Sua influência direta.

Por outro lado, nós temos certo ponto, criado por Ele, aparentemente existente fora Dele. Este ponto nos dá a oportunidade de conhecer o Criador, o único que nos afeta. Na verdade, desta forma nós não vamos a algum lugar lá fora, não nos tornam distantes Dele e não violamos quaisquer das Suas ações. A realidade permanece a mesma: não há outro além do Criador. No entanto, devido a este ponto que parece ser abstraído Dele, eu posso analisar a mime mesmo e a Ele, eu posso deliberadamente e conscientemente chegar ao único estado existente no qual não há outro além Dele.

Eu alcanço o Criador devido a este trabalho. Eu atribuo cada fragmento de realidade à Sua unidade, e assim eu alcanço todos os Seus atos, todos os passos, diretos e opostos a Ele, que Ele dá. Assim, retornando ao estado de unidade e unicidade do Criador, eu fico em todo o poder que Ele tem me dado e percebo que realmente não há outro além Dele.

Assim, eu dou prazer a Ele, e este é o maior prazer que posso Lhe dar, isto é, eu mesmo. Afinal, não há outro além Dele.

Portanto, agora nós precisamos, contra nossa vontade, nos tornar incluídos razoável e deliberadamente no conceito: “Não há outro além Dele”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/13, Preparação para a Convenção em São Petersburgo

De Agora Em Diante O Cálculo É Somente Com Relação Ao Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como pode a criatura anular sua vergonha diante do Criador?

Resposta: Estas são as mesmas correções que realizamos nos mundos de BYA quando os elevamos à Atzilut. Atzilut (da raiz hebraica que significa “com Ele” – “ITZLO“) é o lugar do amor do Criador e os mundos de BYA são o lugar onde a criatura existe.

Todos os esclarecimentos dos resultados da quebra são apenas esclarecimentos de amor. Sem a quebra não seríamos capazes de entender esse amor. Isso se tornou possível somente porque a quebra revelou o ódio, os desejos quebrados que nos impedem de ficar junto com o Criador. Nós queremos responder mutuamente ao Seu amor na “fé acima da razão”.

Imagine que eu estou disposto a dar tudo o que tenho desde que eu possa expressar o meu amor em resposta ao seu amor. Eu não quero nenhum cálculo do tipo “toma lá da cá” entre nós: “Você é para mim e eu sou para você”, mas só o amor mútuo que está acima de qualquer ganho, que é chamado de um emparelhamento perfeito.

Esta é a razão para a propagação dos mundos de cima para baixo e para a nossa subida de baixo para cima. Na verdade, não há para cima ou para baixo nos mundos superiores. “De cima para baixo” significa a preparação mecânica de emparelhamentos aonde a Masach (tela) e a Luz de Retorno participam no Zivug de Haka’a (acoplamento de golpe). Mas de “cima para baixo” é apenas cálculos de amor e não sobre a quantidade e a qualidade da Luz, o que significa que não se trata de satisfação, mas de seus derivados, o que eu recebo além de todos os presentes.

Nosso único trabalho é o de estabelecer o sentimento de amor pelo Criador em nós. Mas nós descobrimos o oposto total do amor em todos os nossos desejos, ou seja, o ódio. Mas isso já é uma revelação do amor, já que descobrimos a sua contrariedade, o que já é uma grande conquista.

A quebra nos permite compreender o que é o amor! Uma pessoa que não tenha experimentado a quebra não sabe amar e não sabe como odiar e realmente não sente nada. A quebra nos leva a um estado muito grave; ela nos obriga a esclarecer as coisas com muita precisão no que diz respeito ao amor. Nós não medimos a temperatura, a pressão arterial, ou o peso da Luz e o tamanho do vaso; apenas medimos o amor que depende de determinadas condições ou não depende de nada.

Este é o resultado da quebra, a qual nos dá essas incríveis oportunidades. Assim, torna-se muito claro por que era necessário que a descida dos mundos fosse de cima para baixo, até este mundo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/13, Talmud Eser Sefirot

O Imperceptível Mensageiro Do Criador

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Introdução, “O Condutor de Burros”: O condutor de burros que está conduzindo os burros por trás deles é a assistência às almas dos justos, que é enviada a eles de Cima para elevá-los de um nível para o outro. Se não fosse por essa ajuda, que o Criador enviou para os justos, eles não conseguiriam se elevar do seu grau e subir mais alto. Daí o Criador envia uma alma elevada de Cima de acordo com o mérito e o grau de cada justo e o auxilia em seu caminho.

Pode-se dizer que esta assistência é a mesma Luz que Reforma. E o “Criador” é a Luz geral do Infinito que envia os vasos (desejos) à pessoa. Afinal, subir ao próximo nível requer novas “vestes”, que em nosso caso, vêm através do professor.

De qualquer forma, cada pedido sobe ao infinito e a Luz vem só de lá, mesmo para as menores correções. Não há nada nas etapas intermediárias porque todas elas, todos os mundos, estão em estado de Hafetz Chessed.

Quanto àqueles que elevam seu pedido, eles são chamados de “justos” e recebem ajuda de uma alma superior especial: do “condutor de burros”, ou seja, dos desejos.

Assim, um justo é a pessoa que deseja subir do estado atual para um estado de maior de doação. Dependendo do seu nível, ele recebe uma alma especial para ajudá-lo, destinada especificamente para esta ação. Outros mensageiros vêm do Criador para outros fins. Os Cabalistas metaforicamente descreveram isso como “letras” ou propriedades que o Criador substitui para executar uma tarefa especial.

Em todo caso, “o condutor de burros” é uma alma elevada pela qual o poder dos desejos do justo de realizar uma ascensão é combinado com a essência qualitativa desta ascensão, com o nível onde o trabalho é realizado. É por isso que cada vez é enviada uma alma diferente à pessoa. Cada mensageiro serve para determinada ação.

No início, o justo não reconhece esta alma. Parece-lhe que é uma alma muito baixa que o acompanha em seu caminho. Isto é chamado de “a impregnação da alma do justo”.

Parece-nos que o grupo e o professor não são tão importantes. Nós os negligenciamos, em outras palavras, nós ignoramos o único meio especial que nos foi enviado de Cima. Com o tempo, esse meio está mais perdido aos nossos olhos; ele parece mais primitivo e insignificante. Na verdade, quem considera algum condutor? O que nos interessa um condutor de táxi que nos conduz a um evento importante?

Somente mais tarde nos tornamos conscientes do seu papel…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/13, O Zohar

Tudo Para O Bem Dos Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em uma das lições você disse que o Criador vai ser revelado em nós quando não quisermos isso. O que isso significa?

Resposta: Sobre o que foi dito, que o Criador é descoberto quando a pessoa não quer, a intenção é que a pessoa recusa qualquer resultado que possa ser para o seu eu, e assim chegamos a um ponto além da “Machsom“.

Da Convenção em Krasnoyarsk 14/06/13, Lição 4

Por Que O Criador Não Me Escuta?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu entendo que “não há outro além Dele”, eu sinto Sua presença, e entendo que é um jogo. Mas por que eu sinto dor e sofrimentos, por que estou doente?

Resposta: A pessoa tem que agir no estado que se encontra. Por que você recebe esses estados? Se você fosse saudável, bonita, e tudo estivesse bem, você ainda não estaria aqui.

Pergunta: Onde está o manual? Eu quero descobrir isso! Eu não entendo a linguagem do Criador!

Resposta: A linguagem do Criador é a natureza, é tudo o que o rodeia. Comece a ver somente o Criador em tudo o que acontece.

Quando seus filhos eram pequenos, você organizava diferentes jogos para eles, organizava os brinquedos e tentava mantê-los ocupados de alguma forma, em diferentes situações, de modo que eles estivessem fazendo algo e se mantivessem ocupados.

Isso é exatamente o que o Criador faz com a gente, assim como você pensava no que dar aos seus filhos e para onde queria levá-los, do mesmo modo Ele se relaciona com cada um de nós.

Resolver os Seus enigmas como um filho sábio resolve o que seus pais concebem: Por que a mãe organiza os brinquedos desta forma, por que ela me dá essas fotos, por que ela está tocando essa música, por que ela liga a TV neste canal em particular, etc.? Há um indício sutil de tudo isso na resposta que ela espera de seu filho.

Portanto, procure a resposta para a pergunta: “Qual é a resposta que o Criador espera de mim para cada um dos estados que constantemente surgem?” Na própria questão, procure as respostas nas questões reais. Exija que Ele lhe dê as respostas: “O que Você quer de mim?”.

Pergunta: Eu exijo, mas ele não escuta.

Resposta: Ele não escuta?! Você não escuta, uma vez que o ouvido é realmente egoísta, seu coração é egoísta, caso contrário, você iria ouvi-Lo.

Quando você quiser ouvir não para si, mas para trazer alegria a Ele, você vai imediatamente começar a ouvir e todos os seus sentidos se abrirão. Em vez dos cinco sentidos corporais (visão, audição, olfato, paladar e tato), os sentidos internos se abrirão: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut.

Mas para fazer isso eu tenho que me preocupar constantemente em: ​​”Como Ele sente a minha resposta? Como devo responder para que Ele fique feliz? Como posso fazer isso? Será que isso O faz feliz? Talvez eu devesse tentar isso em meus amigos”.

Você vai chegar ao entendimento de que o Criador o quebrou de propósito em um bilhão de partes, para que você seja capaz de aguçar seus sentidos pelo ódio, raiva, amor, inveja, medo, etc., para com os outros, e todos eles foram criados para afiar seus sentidos em relação a Ele.

Comece concentrando-se em trabalhar desta forma com o ambiente, para depois se voltar ao Criador. Mas para fazer isso você deve primeiro amar o próximo: “Do amor ao próximo ao amor do Criador”. Você pode começar a trabalhar com o próximo, experimente e veja se ele escuta você ou não.

Deste modo, você vai gradualmente alcançar o reconhecimento da importância do grupo. Caso contrário, você não irá sintonizar-se como um instrumento musical, a fim de sentir o Criador.

Da Convenção em Krasnoyarsk 14/06/13, Lição 3

Diretamente Ao Criador Através Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanO tópico da lição é “Como podemos alcançar o amor do Criador a partir do amor dos amigos”. Nosso principal objetivo, e realmente o único, é alcançar o amor do Criador, que é o atributo de doação. Todos os outros objetivos são apenas a base para alcançar o único objetivo e compreendê-lo.

“Amar o atributo de doação” significa estar constantemente nesse atributo, querendo e ansiando por este amor. Então, como é possível ansiar pelo atributo de doação e amá-lo da mesma forma que atualmente estamos, inconsciente e instintivamente, atraídos a receber, a sentir a satisfação dentro de nós?

Eu constantemente sinto que algo está faltando. Eu escolho automaticamente a posição mais confortável e adequada; entre de todas as condições possíveis, eu escolho receber o máximo prazer na vida que minimize esforço. Isto é como nós estamos programados, e assim o nosso corpo e cada célula do nosso corpo constantemente trabalham de acordo com este princípio. Portanto, como nós podemos chegar à mesma situação, mas na sua forma oposta, receber o prazer do atributo de doação e escolher automaticamente como dar o nosso melhor e trazer satisfação ao Criador o tempo todo?

Isso só é possível se eu amo muito alguém. Então eu estou constantemente focado apenas em dar-lhe tanto quanto possível. Como uma mãe que tem seu bebê e pensa somente em como pode dar-lhe mais, constantemente verificando o que ele precisa. Nós podemos observar como uma mãe constantemente olha para seu filho, e todos os seus pensamentos concentram-se apenas nele. Esta é a atitude que devemos ter no que se refere ao atributo de doação, ao amor geral.

Não importa quanto eu tento me convencer de que as pessoas ao meu redor são eu, partes da minha alma, que são intencionalmente descritas para mim como “criaturas” estranhas; eu não as percebo como algo que eu preciso e que pertence a mim. O atributo de doação é percebido como um conceito abstrato, obscuro. A sabedoria da Cabalá nos diz que o atributo de doção não tem forma e não é sentido em si mesmo, mas é revelado apenas em relação à outra pessoa.

Nós somos os portadores deste atributo! Portanto, como nós podemos expressá-lo? Como podemos sentir que apreciamos doar ao outro e que não há nenhum outro prazer para nós?

Se eu sentisse prazer toda vez que doasse ao outro, seria muito mais fácil doar, então seria doar a fim de receber, o que significa que o ego está disfarçado, recebendo escondido, e nada me deixaria sair de mim. As pessoas doam muitas coisas em suas vidas a fim de receber prazer. Nós nos sustentamos constantemente a fim de trocar o fruto dos nossos esforços pelo prazer e diferentes satisfações e confortos.

Mas como eu posso me elevar acima disso e doar a fim de doar, de modo que a verdadeira ação também ocorra no outro e o prazer seja sentido nos outros e não em mim, não no meu ego, não nos meus desejos, como se eu entrasse no outro? Isso é possível? Não, é impossível! Nós não podemos alcançar isso por nossa natureza, e a fim de fazê-lo é preciso a intervenção e a cooperação do atributo superior de doação que é externo a nós e está desconectado do nosso ego.

A força superior chamada de Criador deve me ajudar a me separar de mim mesmo e começar a sentir as ações, o resultado e também a satisfação do resultado, que é tudo externo a mim. Eu permaneço apenas com minhas Reshimot (genes espirituais), com o ponto no coração. Meu ego não será mais satisfeito e permanecerá vazio. Apenas a lei da “primeira restrição” age nele, segundo a qual os desejos egoístas não podem ser satisfeitos.

Isso significa que eu tenho que desistir totalmente do desejo de sentir prazer dentro de mim e passar para a sensação de prazer nos outros, transformá-la em minha própria. Eu não quero enfraquecer você, mas a pessoa fica geralmente com medo quando, de repente, compreende até que ponto isso é da nossa realidade egoísta.

Da Convenção em Krasnoyarsk 16/06/13, Lição 5

Eu Aceito As Regras Do Jogo

Dr. Michael LaitmanNão há nada exceto dar-se aos amigos e encontrar o atributo geral de doação ou o Criador no que lhe foi dado. Mas você descobre uma nova dimensão, um novo mundo nesse atributo, o mundo superior que é baseado no atributo de doação e que, portanto, não é temporário, mas eterno, constantemente em desenvolvimento e infinito. Você sente que está neste mundo eterno.

Se tudo terminasse aqui, nós permaneceríamos nesse estado eterno e nos sentiríamos realmente desconectados do nosso corpo. Afinal, o corpo, isto é, nosso desejo, ficaria totalmente vazio. Nós não nos identificamos com qualquer outra coisa, exceto com o desejo; portanto, pessoas que sentem o vazio total neste mundo cometem suicídio, já que não sentem que há qualquer razão para continuar.

Mas a questão é que se trata de apenas uma pequena parte do nosso ego comparado a isso. O Criador, a força de doação, quer que O alcancemos totalmente, e assim Ele imediatamente acrescenta um novo ego de um tipo totalmente diferente. Este não é o ego corporal, como no primeiro nível do qual tivemos que subir, mas um ego espiritual chamado de “casca”. Nele nós já começamos a receber sérias perturbações espirituais.

Nesse ego nós começamos a sentir o mundo espiritual negativo. É o verdadeiro mundo egoísta em que teremos de trabalhar mais uma vez, como no passado, com os amigos. Mas entre eles eu já entendo (esqueço, então, me lembro novamente) como deveria me satisfazer de acordo com o princípio exato do primeiro nível. Mas agora os meus desejos são muito mais egoístas. Eu vou começar a vê-los mais profundamente e entender mais profundamente os meus atributos positivos e negativos.

Isto significa que a luta se torna essencialmente diferente, mas eu tenho que agir de acordo com o mesmo princípio: transferir-me para os amigos, sentir-me neles, estar contente neles e cobrir-me totalmente das implicações de minhas boas ações de qualquer tipo. Eu constantemente invisto apenas neles.

A sensação de que eles são a minha alma, que eu alcancei no primeiro nível, desaparece e, mais uma vez, eu penso, “Por que na terra essas pessoas que estão tão distantes de mim e que me irritam, têm que ser parte da minha alma?” No primeiro nível, eu era simplesmente indiferente a elas e elas pareciam até mesmo agradáveis, mas agora eu começo a odiá-las. Suas ações e palavras parecem repulsivas; suas palavras parecem uma mentira total e suas ações parecem orgulho. Tudo o que elas fazem é um tipo de representação.

Em outras palavras, novas perturbações gigantescas, muito sérias, profundas e reais chegam, e são absolutamente justificadas pelo meu pensamento racional. É muito mais difícil para mim do que era no primeiro nível, que agora parece brincadeira de criança. Então nós simplesmente jogamos juntos e agora é como se elas fossem transparentes: eu vejo sua desonestidade, seu orgulho, seu ego terrível. Apesar de tudo eu tenho que subir, ou seja, tenho que encontrar certas oportunidades de agir pelo bem delas, sentir alegria porque faço alguma coisa por elas, pelo seu sucesso e seus prazeres.

Eu tenho que ver meu sucesso só em vê-las satisfeitas, por mim ou pelos outros. Não importa sequer quem as satisfaz, contanto que elas estejam satisfeitas. Se no primeiro nível eu fiquei contente que as satisfazia, e que de alguma forma conseguia conectar isso a mim, agora isso não é mais assim! Eu posso trabalhar através dos outros e assim satisfazer os amigos de forma oculta, contanto que eles se sintam bem. Isso significa que eu sinto que estou mais desapegado dos resultados do meu trabalho e que eles não são mais tão importantes para mim. A principal coisa é que eles irão apreciar e estar satisfeitos.

Eles podem olhar para mim com desrespeito, não querer estar conectados a mim e pensar que sou um egoísta e que não avanço, mas eu não me importo, contanto que eles se sintam bem. Imagine quantas perturbações mútuas há aqui, com respeito mim e a eles. O Criador joga com a pessoa de forma surpreendente. Mas se a pessoa consegue fechar seus olhos com força e não olhar para o seu ego, para o seu coração e sua mente, e agir como um homem cego, apesar de tudo, ela ganha.

Isso é chamado de “fé acima da razão,”, ou seja, que eu digo ao Criador: “Eu aceito o Seu jogo! Você está rindo de mim, mas eu aceito as regras do jogo e estou jogando contra você”. Acontece que o meu adversário é o Criador! Ou é o meu ego, o que é a mesma coisa, já que “não há outro além Dele”. Ele é o único que joga comigo e corrige todos esses truques sujos.

Eu tenho que me agarrar ao ponto principal que é determinado por quem eu gosto: nos outros ou em mim mesmo. Assim, aos poucos, nós descobrimos o Criador ao trabalhar com os amigos no grupo.

Da Convenção em Krasnoyarsk 16/06/13, Lição 5