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O Que Faz A Roda Girar

Dr. Michael LaitmanO Criador deixa vago um lugar para Si dentro de nós, dando-nos uma sensação de frieza. Mas, essencialmente, isso não é frieza ou distanciamento. Nós estávamos num estado de coesão no nosso pequeno grupo. Agora, o Criador estendeu este círculo, e nós sentimos que não temos controle sobre o vazio que é criado.

Antes, nós só sentíamos a nós mesmos dentro do nosso círculo, onde o sentido da Convenção reinava. Agora, depois que a Convenção acabou, nós sentimos este lugar vazio que cresce cada vez mais a cada dia.

Se ele continuar desta forma, em última análise, todas as memórias do passado vão desaparecer e vamos voltar novamente ao estado bestial. Por que o Criador faz isso? Para que agora, quando estamos sentindo de que modo Ele está se afastando de nós e como o sentimento da nossa unidade se dissolve, nós desejemos preencher esse lugar vazio com o Criador. Porque nós entendemos que não estamos prontos para reter e manter os sentimentos calorosos que existiam lá com nossas próprias forças e que nos afastamos cada vez mais. É assim que o Criador esvazia um novo lugar dentro de nós, onde a Sua presença e Seu controle devem ser sentidos.

A primeira coisa é que queiramos voltar ao sentimento de conexão. A segunda coisa é que, a fim de permanecer nele, nós precisamos do controle do Criador, em vez do vazio que foi criado.

Nosso objetivo é a conexão, e os meios para alcançá-la é o Criador. Agora nós temos que mudar os seus lugares, o Criador torna-se o objetivo e a conexão torna-se o meio. Assim, nós fazemos um novo esclarecimento o tempo todo e implementamos o oposto.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/07/13

O Que Falta É Sobretudo O Criador!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de um vazio e como podemos obrigar o Criador a controlá-lo?

Resposta: Um vazio significa que eu não o controlo. O controle pode ser meu, como diz o Faraó: “Eu vou governar”, ou pode ser o controle do Criador. É um dos dois e não há uma terceira opção.

E vazio completo significa que eu me rendo, não posso fazer nada. Isto é o que aconteceu na Convenção, onde havia um sentimento especial de unidade, conexão e poder. Era um sentimento muito agradável de euforia, como se fosse espiritual. Mas, de repente, nós começamos a entender que era apenas uma sensação corporal que era simplesmente bonita e agradável.

É verdade que essa sensação foi interessante e poderosa e que sentimos juntos e todo mundo parou de sentir a si mesmo e desfrutou a sensação de ser incorporado nos outros, mas onde está a espiritualidade em tudo isso? A partir do novo estado, nós começamos a examinar as coisas e ver que talvez não houvesse nada de espiritual nisso, mas que estávamos apenas nos divertindo.

Isso significa que agora nós sentimos o estado anterior como um vazio, um vazio qualitativo. Nós entendemos que ele não era muito espiritual, já que a unidade de “Israel, a Torá e o Criador” estava ausente nele e, especialmente, o Criador. Nós descobrimos que devemos trazer a presença do Criador para este estado e preencher com Sua presença todos os espaços vazios que são revelados.

É como uma criança que recebe jogos cada vez mais complicados e desafiadores que a forçam a pensar e entender, conhecer e fazer perguntas. Ela deve desenvolver e penetrar as coisas e esclarecer o que está faltando e como preenchê-lo. Esta é a forma como ela avança.

Assim, uma queda não é uma descida, mas a revelação de áreas que são destinadas à satisfação espiritual. Nós temos que trabalhar para satisfazê-las. Primeiro nós temos que ver que não podemos controlar o sentimento nesses lugares de regressão. Mas antes disso temos que fazer todos os esforços possíveis, a fim de descobrir que somos impotentes. Se a conexão ainda for importante para nós, nós sentiremos que precisamos da ajuda do Criador.

Existem vários níveis aqui. Será que nós ansiamos pela mesma conexão que tínhamos antes ou somos gratos que nós não sentimos isso agora, pois precisamos da revelação do Criador agora?

Mas o que a “revelação do Criador” significa para nós? Será que nós a percebemos como a força de doação que nos obriga a ser mais dedicados aos demais, uma vez que por esta devoção nós damos mais prazer ao anfitrião? Este já é o processo de esclarecimento. Nós estamos num bom estado e temos que entender o processo. A principal coisa é ser tão grato pelo mal como pelo bem.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/07/13

Seus Próprios Olhos Verão O Criador

Dr. Michael LaitmanRabash: “Apressa-te Meu Amado”: Portanto, quando a pessoa ora pelo geral, com esta oração ela se ocupa da doação. E quanto mais ela ora, mais o vaso de doação é formado na mesma medida, de modo que a Luz de doação, chamada de “misericórdia”, possa ser revelada.

Nós não sabemos como isso acontece. Nós só temos pensamentos perturbadores sobre nós mesmos e não podemos pensar em outra coisa. Nós lemos e ouvimos que temos que pensar no grupo, no ambiente, nos amigos, mas não temos o poder de fazê-lo.

Às vezes nós conseguimos, mas geralmente não. Nós podemos lembrar alguns minutos que devemos pensar nos outros, mas depois, de repente, encontramos algum problema pessoal que nos perturba mais do que qualquer outra coisa e nos desvia do amor do amigos, do Criador, e do mundo vindouro.

Nós vemos que o que nós passamos agora neste mundo, a necessidade de resolver um determinado problema que surgiu, é a coisa mais importante para nós. Às vezes, nós não conseguimos nos livrar de tais pensamentos por meses e às vezes estamos ocupados com eles há anos e eles nos causam muita dor.

É assim que o Criador nos ensina e revela o nosso verdadeiro estado. Ele nos dá o padrão exato com o qual podemos avaliar o estado em que nos encontramos: Que pensamentos e desejos nós temos, de que matéria eles são feitos, isto é, o que é exatamente o desejo de receber. Assim, nós aprendemos sobre a nossa matéria e quão profundamente imersos nós estamos em pensamentos perturbadores sobre nós mesmos que surgem um após o outro e constantemente nos ocupam. Nós continuamos nos voltando para eles e não podemos fazer nada sobre isso.

Às vezes, eles nos ocupam cada vez mais e nós estamos totalmente imersos em nossa preocupação com nós mesmos. Às vezes, essa pressão diminui e nós entendemos que todos esses problemas foram dados a nós de propósito, a fim de nos ensinar a resistir a eles e não para dedicarmos toda a nossa vida a eles. Às vezes, nós sentimos que todos estes problemas devem nos empurrar para outros pensamentos: sobre o objetivo da vida e seu significado, em vez de ficarmos imersos em nossas pequenas preocupações sobre a nossa existência corpórea. Afinal, nenhum desastre verdadeiro acontece.

Ainda assim, nós não podemos nos livrar desses pensamentos egoístas. É assim que o Criador ensina a pessoa e é sobre isso que se diz “apressa-te, meu amado”. Nós não sentimos mais a importância do Criador, a grandeza da meta. Nós acordamos preocupados no meio da noite com os nossos eternos problemas pessoais e não conseguimos nos livrar deles. Eles simplesmente não nos dão descanso.

Nós pedimos ajuda ao grupo, aos amigos, e não sabemos o que mais podemos fazer. Graças ao fato de que estamos entre amigos e participamos de suas atividades, finalmente compreendemos, depois de todos esses esforços, que tudo o que acontece é um jogo de Cima, por que temos que aprender que jogam conosco de Cima. Nós vemos que o Criador nos treina e quer nos revelar a importância suprema do desenvolvimento espiritual por fazê-lo.

De repente nós começamos a sentir que os pensamentos sobre os amigos são mais importantes para nós do que todos os pensamentos preocupantes sobre nós mesmos. Na base desses pensamentos nós podemos examinar e medir o quão importante é a meta espiritual, ou seja, a doação aos outros, pensar nos amigos e se preocupar com toda a humanidade. Isso é comparado aos pensamentos perturbadores que temos a oportunidade de avaliar se pudermos nos manter acima deles, na mesma medida, e nos preocupar com o bem dos outros e do Criador.

Nós entendemos que esse processo é essencial para que possamos, finalmente, compreender a importância de nosso progresso espiritual, da meta espiritual. Afinal de contas, a espiritualidade não tem forma, imagem; nós formamos o mundo espiritual por nós mesmos, como uma embalagem que é feita da intenção para doar acima da nossa vida corpórea. É como se nós mudássemos o mundo num mundo oposto e, assim, construíssemos o mundo espiritual.

É como se o mundo espiritual não existisse antes de nós o construirmos no que diz respeito à pessoa que o alcança. Acontece que é realmente acima dos pensamentos egoístas preocupantes sobre nós mesmos e lutando com os problemas que nós temos a chance de construir a forma espiritual que se realiza em nós. É por isso que se diz que “seus próprios olhos vão ver e não os olhos de um estrangeiro”. Só então aqueles que podem enfrentar todos os obstáculos e superá-los – e por eles aprender a construir a cobertura de doação acima de toda a nossa realidade corporal – irão transformar isso em nossa espiritualidade para ver o Criador.

Então, nós vemos que a vida não tem sentido por si só. Este mundo é apenas uma ilusão que foi criada de propósito para que fôssemos capazes de construir o verdadeiro e eterno mundo espiritual acima dela.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 17/07/13

Causa E Efeito Trocam De Lugar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos imaginar corretamente a necessidade da presença do Criador no vazio que se formou entre nós?

Resposta: É essencial que Ele controle esse vazio. Continuem explorando o espaço vazio e entrem nele mais profundamente. Se o Criador não controlar esse vazio, sem dúvida escaparemos de qualquer conexão com os amigos, de qualquer forma de doação.

Esta é toda a diferença entre as dez Sefirot do nível inferior e do nível superior. O que costumava ser a causa no nível inferior se torna o meio no nível superior. No estado anterior nós sentíamos conexão e união com os amigos, mas agora não sentimos isso. Portanto, nós precisamos que o Criador nos conecte. No próximo nível superior, vai acontecer o oposto: aqui eu preciso do Criador para permanecer conectado, de modo que Ele manterá o estado da Convenção para mim, e mais tarde toda a Convenção e todo o estado vazio que foi criado somente serão designados para revelar o Criador.

Esta é uma diferença qualitativa entre os níveis, quando Malchut do superior se torna Keter do inferior. É uma mudança de causa e efeito, o que significa que a razão com que a faço muda. É como uma criança que usa seus pais quando é jovem e quando cresce, usa a si mesma para ajudá-los. Outro exemplo é o convidado e o anfitrião, quando o anfitrião tenta fazer tudo por mim e me serve diferentes aperitivos, e se eu, o convidado, subo para um nível superior, retribuo ao anfitrião por toda sua bondade. A causa e o efeito trocam de lugar.

É por isso que nós nos sentimos vazios agora após o estado agradável que sentimos durante a Convenção. Lá, nós sentimos a conexão com os amigos e isso foi bom e agradável. Agora esse sentimento se foi, e nós queremos voltar para a mesma sensação. Mas o que pode nos ajudar aqui quando não podemos trazê-lo de volta e este sentimento esfria e desaparece. Somente o Criador pode preservá-lo, mas onde está Ele? Nós devemos sentir Sua presença.

Então, nós começamos a entender que não se trata de atrair o Criador para o nosso estado, para que Ele possa corrigi-lo, mas de usar este estado da revelação do Criador para dar satisfação a Ele. Nós não esperamos mais que Ele nos traga satisfação, mas usamos este vazio a fim de pedir que o Criador se revele, de modo que seremos capazes de dar satisfação a Ele.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/07/13

Por Que Você Precisa Deste Problema?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz:” Os anjos perguntaram ao Criador: “O que é o homem, para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Por que você precisa deste problema?”…

Há uma alegoria sobre um rei que tinha uma torre cheia de coisas boas, mas sem convidados. Que prazer tem um rei em sua torre cheia?

“Anjos” representam a essência das forças da natureza, como a gravidade, a força eletrostática, magnética, etc. E a questão é clara: “Se toda a realidade é Suas forças, isto é, Sua manifestação perante a matéria do desejo, como é que esta matéria se beneficia de tudo o que Você faz com ela, movendo-a de um estado para outro?”.

O Criador responde: “Eu quero criar um homem como uma fusão de elementos, como uma combinação de princípios para que sua conexão produza algo novo, que não seja Minha consequência direta”.

O nível humano (Adão) está acima dos “anjos”, acima das leis da natureza que não deixam espaço para o livre arbítrio. O ser humano está sobre eles, ele é capaz de ter livre escolha. “Anjos” não entendem a sua criação, porque são apenas forças do Criador atuando na criação. Mesmo nisso, em Suas derivativas, imutáveis e ​​subordinadas leis, um ponto especial de liberdade é revelado.

Isso decorre do Criador e chega à criatura. Isto significa que, nesta criação Ele cria algo autônomo, independente – em primeiro lugar de Si mesmo…

Portanto, como? Pode um desejo independente, separado Dele, oposto a Ele, e igual em poder, enfrentar o Criador? Afinal de contas, isso vai levar a um conflito, a uma colisão, a um “desastre”. “Anjos” não entendem como o Criador, o Bom que faz o Bem, pode permitir isso.

E o Criador respondeu-lhes que, de fato Ele tinha uma torre cheia de coisas boas, mas só esta humanidade foi convidada para isso.

Em outras palavras, apenas com a condição de que se as pessoas passem por problemas e dificuldades, que as incentivarão a pensar e a obter um desejo independente, elas serão capazes de participar daquilo que Ele preparou para elas.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/07/13, Escritos do Baal HaSulam

Esclarecendo A Vontade Superior

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo”, 21:13: Todavia, se não o fez intencionalmente, mas Deus o permitiu, designei um lugar para onde poderá fugir.

Nos tempos antigos descritos na Torá, havia seis assentamentos para onde escapavam as pessoas que feriam “acidentalmente” outras.

Por que elas correriam para qualquer lugar se o seu supremo tribunal justificava suas ações através da emissão de avisos legais (indulgências) que claramente afirmavam: “Eu matei um ser humano involuntariamente, e todo mundo sabia disso?”. Quem iria persegui-las se suas ações fossem aprovadas pela lei aceita pela sociedade?

Qual seria sua punição? Elas são penalizadas com a privação da liberdade e vivendo entre aqueles que tentavam se corrigir.

Por que o Criador as regulava para que através delas fosse feita a punição de outros? Por que alguém feria acidentalmente um vizinho ou matava inadvertidamente alguém? Digamos que eu estava dirigindo meu carro e de repente bati no gramado do meu vizinho. Quem inseriu este programa dentro de mim?

Nós entendemos claramente que é o Criador quem faz isso conosco. As regras da Torá contêm um capítulo especial que explica as formas que o Criador nos usa, sem a nossa participação consciente, e conduzi Suas ações através de nós, a fim de impactar um terceiro.

É possível obter esclarecimentos, se todo mundo entende quem é o roteirista? Por outro lado, nossas tentativas de elucidar essas questões podem nos ajudar a perceber a verdade. Como podemos descobrir que não somos nós, mas o Criador quem nos usou ​​para Suas ações? Pode o juízo superior fazê-lo por nós? Em que nível deve estar o juiz para definir que foi uma ação do Criador?

Pergunta: Realmente, quem está na posição de considerar nossas ações como sendo ações do Criador?

Resposta: Passo a passo, vamos esclarecer isso.

Nós devemos parar de mentir para nós mesmos. A pessoa deve examinar a si mesma e descobrir se tem alguma coisa em comum com os outros ou não, e se existem relações espirituais entre o seu ambiente e o ambiente do outro. Se não, então por que eles são colocados no mesmo sistema? Se houver ligações espirituais envolvidas, a pessoa deve pensar em como melhorar este contato.

Comentário: Portanto, isso significa que a pessoa que cometeu um assassinato não intencional e que se exilou voluntariamente para uma colônia deve estar num nível cognitivo muito alto.

Resposta: Ninguém a julga, nem ela está condenada a viver numa colônia onde ela deve se reportar à delegacia de polícia todas as manhãs. Não há nada como isso! Ela vê que o superior vai dirigi-la lá, e ela vai para esse lugar para esclarecer a vontade superior. Depois de um tempo, quando o sistema superior ao qual ela está conectada conclui os seus trabalhos, ela está autorizada a voltar.

De Kabt TV “Segredos do Livro Eterno” 11/03/13

Olhar Para Nós Mesmos Desde O Nível Do Criador

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é a psicologia espiritual máxima. Ela acrescenta uma dimensão a cada movimento que fazemos, a cada intenção, desejo e ação… Isso é algo que a psicologia deste mundo não tem. A psicologia materialista fala sobre muitas coisas, mas elas “pairam” no ar.

É impossível medir, tocar, tirar notas precisas, dimensionar nossos desejos, intenções e interações, já que para ser capaz de fazê-lo, nós devemos atingir um nível de desenvolvimento mais elevado e subir do nosso estado atual para o do Criador.

Conforme a nossa equivalência com o Criador, nós começamos a nos considerar a partir do Seu nível. Então, nós podemos medir a nós mesmos e nossos sentimentos com uma “sonda” que “colocamos dentro de” cada um de nossos desejos, propriedades, intenções, direções, etc. Nós adquirimos uma oportunidade não só para medi-los, mas também para tomar notas precisas, transferir, permutar, comparar os dados que recebemos, e nos conectar com o outro… Em outras palavras, nós adquirimos um sistema de comunicação.

No entanto, é possível agir assim somente se atingimos o nível superior; não há outra maneira de alcançá-lo. Da mesma forma, os seres humanos estão num nível de desenvolvimento mais elevado do que a eletrônica e outros mecanismos automáticos que eles criam.

Quando se trata de filosofia, nós devemos ter em mente que se refere às especulações sobre o reino mais elevado a partir de pessoas que ainda estão no estado inferior, material. Todas as tendências filosóficas são infundadas. No entanto, quando a pessoa se eleva a um nível mais avançado e fala sobre algo que é inferior a ela, ela adquire uma posição que é semelhante ao das relações entre as raízes e os ramos. Os ramos não podem refletir sobre as raízes, uma vez que não têm qualquer ideia sobre o que elas são.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/03/13

E Não Se Esqueça…

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 19:  No entanto, a pessoa precisa saber em seu coração que o Criador a persegue tanto quanto ela persegue o Criador. Ela nunca deve se esquecer disso, mesmo com o maior anseio.

A pessoa deve ter uma carência, uma vez que sem um vaso o Criador não pode despertar em sua direção. A Luz só pode doar em resposta a algum anseio por parte do vaso, por parte da alma. Assim, a pessoa é levada desde o início à Cabalá pelo Alto, sem realmente despertar para ela. Há apenas uma centelha de despertar que permanece nela após a quebra, como nos níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, que existem e se desenvolvem sem livre arbítrio.

Mas a pessoa deve começar a trabalhar e a executar ações independentes de acordo com o seu livre arbítrio. É por isso que ela é levada à sabedoria da Cabalá, a um grupo, e recebe um maior livre arbítrio.

“Ao lembrar que o Criador sente falta e persegue a pessoa para se agarrar a ela tão intensamente quanto ela mesmo deseja, então ela sempre vai com uma força cada vez maior, com anseio e desejo, numa união sem fim, em direção à completa perfeição da alma”.

Não importa o estado em que a pessoa esteja, contanto que ela se lembre, pense, e ainda sinta que tudo o que acontece vem de uma raiz superior, do Criador. O Criador age nela como uma mão humana dentro de um fantoche. Se a pessoa sente ou sabe disso ou busca isso durante toda a sua vida, isso se chama fusão contínua com o Criador.

A pessoa constantemente busca e esclarece como o Criador a conduz. Nós temos que sentir pelo menos isso, e pensar sempre que tudo o que acontece conosco vem do Criador. Nós devemos constantemente aprofundar esse pensamento até começarmos a senti-lo. É até melhor pedir para sentir que tudo dentro de mim age sob a direção da força superior. Tudo o que eu digo, penso, sinto, ou qualquer movimento que faço agora não sou eu quem faz; tudo vem de cima.

Eu devo entender que sou conduzido de Cima e que não decido nem faço nada no momento.

“Ela sempre vai com cada vez mais força, com anseio e desejo, numa união sem fim, em direção à completa perfeição da alma. Enfim, ela é dotada do arrependimento pelo amor”.

Este é um processo que nós temos que passar. Não há nada, exceto a busca pelo Criador, mas cada vez numa resolução maior e mais profunda, por ações mais amplas até a profundidade dos mundos, até que todo o desejo de receber seja revelado. A pessoa começa a entender como o Criador a conduz, e ela vê de uma extremidade da criação a outra. Ela descobre as ações do Criador em todos os detalhes da criação e descobre o Criador em cada detalhe.

Assim, a pessoa pode se aderir a todos. Ela não consegue se aderir ao seu amigo a menos que determine que a mesma força superior aja tanto nela como em seu amigo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/13, Escritos do Baal HaSulam

Aderir-se Face A Face

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu descubro o jogo que Criador joga comigo se não entendo nada e examino Seu comportamento com base no meu egoísmo?

Resposta: Em cada momento da minha vida, eu preciso avaliar meu estado não como ele é percebido em meus sentidos, mas pensar como o Criador age dentro de mim, como a mão dentro de uma luva ou de um fantoche. Isso significaria que eu me conecto com o Criador, o escravo com o mestre e quero revelar a força que age no escravo. Essa força superior é o Criador.

Eu me esforço para revelá-Lo não a partir da curiosidade inútil, como um pesquisador, e nem por ganância, como um ladrão. Eu quero ter certeza de que Ele age em tudo para o meu benefício. E se eu acho que alguma coisa não é assim, então eu tenho que corrigir a minha atitude. Assim, eu chego à adesão com Ele.

Nós temos que estar constantemente dentro dos dois princípios ao mesmo tempo, “Ninguém vai me ajudar exceto eu mesmo” e “Não há outro além Dele”. Eu executo todas as ações, e não há outro além Dele que está dentro de mim. Sua mão controladora me move desde dentro e me dirige em tudo.

Mas, ao mesmo tempo, enquanto eu obedeço a Ele em tudo, eu sou como um cavalo que é como um com o cavaleiro, e executo o meu trabalho por mim mesmo. Eu tenho muitas perguntas, pensamentos e dúvidas que me lançam de um lado para o outro, mas nós com o Criador, eu tenho que alcançar o estado no qual não interferimos um com o outro. Ele vai me manejar com Sua mão da maneira que Lhe agrada, e eu me sentirei completamente livre como se Ele não me controlasse.

Nós achamos difícil de entender como esta separação é possível, mas não há nenhuma distância entre estes dois conceitos. Portanto, você deve entender o que significa união. Eu atuo 100% por mim mesmo, o Criador atua 100% em mim e, ao mesmo tempo, não interferimos um com o outro e participamos juntos em cada ação, sincronizados de forma ideal. Isso é chamado de adesão.

Eu não estou desistindo dos meus sentidos e mente, mas utilizo-os plenamente, com todo meu julgamento crítico. Eu não me anulo para que o Criador faça comigo o Ele quiser. Só então é chamado aderir-se face a face.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/13, Escritos do Baal HaSulam

A Porta Fechada Como Desculpa Para Entrar

Dr. Michael LaitmanMesmo se nós soubéssemos que há apenas uma força que age em nossas vidas, apesar de tudo isso, se nós víssemos alguma coisa que não gostamos, nós experimentaríamos algo indesejável, esquecendo imediatamente que nossa visão, nossos pensamentos, nossos desejos e nossas emoções são gerenciados e moldados pelo Criador. Pelo contrário, nós pensamos que somos independentes.

Algum sentimento, ação ou pensamento que seja excepcional e não corresponda às minhas expectativas, é suficiente para que eu não mais esteja pronto para ligar o evento ao Criador. Eu só posso manter a conexão com Ele se eu pensar bem Dele, e inversamente, no momento em que penso mal Dele, isso nos separa; então eu penso em outra força e atribuo isso a outras pessoas, a mim mesmo, à natureza, mas não à Fonte única.

No entanto, mais tarde eu volto novamente a pensar no único poder que atua em tudo. Assim é como nós aprendemos a conectar todos os estados e tudo ao Criador. Ele desperta vários estados desagradáveis dentro de nós, para que, apesar ou acima da separação, nós nos conectemos a Ele, para que não sejamos dependentes de nossos sentimentos, de nossa compreensão, mas desejemos nos conectar à Sua emoção e poder.

Uma pessoa não tem outra correção, exceto atribuir todos os momentos pelos quais ela passa agora e no futuro diretamente ao Criador. Desta forma, ela justifica a criação, porque todos os mundos e todos os tempos foram criados apenas para dar forma dentro dela ao sentimento do Criador. Tudo é concebido apenas para nos dirigir à descoberta do Criador.

Nós supomos que a realidade atual oculta o Criador de nós. No entanto, isso não é assim, porque, se nos relacionamos corretamente com tudo o que está acontecendo, em vez de com uma realidade que se oculta, nós vemos uma realidade que se revela. Tudo depende especificamente do nosso relacionamento para com isso. É precisamente através da ajuda dos poderes da repulsa que podemos avançar.

Por conseguinte, a sabedoria da Cabalá divide as pessoas em “ímpios” e “justos”. Sempre que o ímpio rejeita, o justo avança, porque ele quer justificar que tudo o que acontece com ele é feito para o seu avanço.

O objetivo principal de uma pessoa é chegar à sensação da realidade do Criador que preenche tudo, a única força que atua em todo o sistema, em toda a realidade. Cabe à pessoa investir toda sua energia nisto sem envolvimento em qualquer outra coisa, sem se confundir com outras metas.

Sentir o Criador significa adquirir a força de doação. Assim, não vale a pena pensar em mais nada, porque a recompensa por todos os nossos esforços ao longo da vida é que em cada momento nesta realidade nós temos o privilégio de estar com o poder de doação, através do qual podemos começar a compreender e sentir o Criador. Nós O vemos como o doador.

Para que a pessoa aborde esta questão corretamente, ela não existe sozinha. Em vez disso, ela se encontra no âmbito dos sistemas sociais que irão ajudá-la. Não é por acaso que, ao longo da história, as pessoas se reuniram em vilas, cidades e nações; e hoje elas estão misturadas em determinadas unidades sociais.

No entanto, existe um tipo de conexão que nós devemos construir artificialmente. Ao contrário de outras formas, ela não é derivada do processo evolutivo natural, embora sem ela, o progresso seja impossível. Nós estamos falando de uma única sociedade ou grupo em que, especificamente, dentro dele, nós precisamos ver as mudanças pelas quais passamos no caminho para o Criador.

Além disso, Rabash escreve que, apesar de eu ver os rostos das pessoas ao meu redor, eu devo crer que o Criador está por trás deles, que Ele faz todas essas ações, obrigando-as a fazer o que estou vendo. Algumas sorriem, choram, gritam ou dão gargalhadas para mim; isso não importa. Cabe a eu ver o Criador em tudo isso, apresentando-Se a mim desta forma. Na vida normal, através do ambiente, eu devo penetrar através deles na fonte que os governa.

O Criador faz tudo, escreve Rabash, mas a pessoa julga de acordo com o que seus olhos veem, de acordo com o comportamento, de acordo com as faces, de acordo com as leis da natureza e assim por diante, e não de acordo com sua crença.

Estando entre bilhões de pessoas, eu devo entender que tudo o que está acontecendo, desde as notícias mundiais até os eventos menores a minha volta, é uma apresentação do Criador para mim. Isso é o que eu preciso entender e aceitar, para tentar descobrir a boa vontade por trás das “cortinas”, para me aproximar Dele, para descobri-Lo apesar de todo este “teatro”.

Rabash continua e diz que alguém que vê o rosto de seu amigo está, na verdade, vendo o Criador. Fora do seu corpo, existe somente o Criador. Então, nesse sentido, a pessoa é a verdadeira criatura.

Especificamente, eu sou a criatura, e tudo o mais é a parte do Criador que quer que eu me sinta separado de Sua realidade através disso. No entanto, além de mim, só Ele preenche tudo. Dessa forma, eu vejo diante de mim o Criador, a Luz superior, e todas as formas que Ele recebe são desenhadas pelo meu ego, dividindo-O em partes com diferentes formas e tamanhos. No final, eles retratam diante de mim as várias partes da natureza: inanimada, vegetal, animal ou humana.

Além disso, o Criador preenche tudo, e, portanto, se eu estou mentindo para um amigo, eu estou mentindo para o Criador. Se eu machuco um amigo, eu machuco o Criador. Se me relaciono com os amigos substantivamente, eu posso avançar rapidamente para uma correta compreensão. O mundo inteiro será visto por mim como inteiro, perfeito e sujeito a uma maior orientação, de que tudo é direcionado para me levar à Raiz.

Se for assim, então não há realmente quaisquer outras pessoas em toda a realidade. Há apenas eu e o Criador. Todos os outros componentes agem na capacidade de um elo, um “intermediário”, um adaptador entre nós.

Portanto, Baal HaSulam escreve que, antes de cada ação, eu devo dizer a mim mesmo que estou agindo de forma independente e que o sucesso depende de mim, e após a ação, eu devo compreender e me responsabilizar pelo que aconteceu. Eu devo tentar compreender que tudo foi construído desde o início pelo Criador. O resultado era conhecido desde o início. Portanto, depende de mim aceitar tudo incondicionalmente, pois isso foi estabelecido desta forma desde o início.

No entanto, é proibido declarar que tudo era conhecido desde o início e que não há nenhuma necessidade em fazer algo. Se nós aceitamos a conduta do Criador sem realizar as ações, apenas porque é possível atribuí-las a Ele, então nós não mudamos. Assim, nós vemos o mesmo resultado em uma forma diferente, pois se eu não estou mudado, eu me sento com os braços cruzados ou faço algo sem ligação com a minha independência e sigo o “redirecionamento” do Criador; seguindo, então eu avanço através do sofrimento e golpes.

No entanto, se por trás da conduta do Criador, eu dedico tempo para agir por conta própria, e depois levo tudo de volta à “autoridade suprema”, ao Criador, se eu ajo a fim de igualar a minha participação a participação Dele, então assim, eu sou mudado. Num salto, eu me elevo a um novo nível por meio do “eu vou acelerá-lo”.

Esta é toda a diferença. O mundo passa por muito sofrimento porque quer mudar algo por conta própria. A mudança é necessária, mas a outra metade está faltando, e isso é o que nós queremos explicar à humanidade.

Da Convenção em Nova Jersey 11/05/13, Lição 3