Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Não Minta Para Si Mesmo

A cada passo, devemos exercer uma abordagem equilibrada para os eventos ocorridos e não nos enganemos com a forma como nós percebemos a realidade. Se, agora, o Criador e o Governo Superior não existem nos meus olhos, então é um dos estados obrigatórios no meu caminho ao progresso. Afinal, a Torá é um método prático baseado no que eu vejo com meus próprios olhos.

Em meus sentimentos, posso ou não ver o Governo Superior, mas eu não sou obrigado a acreditar na palavra de alguém. Se um novo desejo egoísta ultrapassa uma pessoa, então ela se coloca em primeiro lugar, tal como o faraó: “Por que eu deveria escutar o Criador? Por que eu deveria ouvi-Lo, se Ele não existe?

“Sem mentir para mim mesmo, devo admitir que estou neste estado e me examino de perto. Que instrumentos vão permitir-me revelar o Governo Superior nestas circunstâncias, para revelá-lo com todo o meu ser para que o desejo corrigido traga a imagem do Criador dentro de mim?

Então eu vou ver por mim mesmo que o Governo Superior existe e que o Criador me tinha dado o estado onde eu senti que eu era o único poder. De acordo com a lei da equivalência das formas, a Força Superior será revelada para mim. E graças à vontade corrigida para receber, a Força Superior vai surgir em mim, e o Criador e vou existir em Zivug (aderência).

Então eu vou ver que Ele é o primeiro e Ele é o último, que me garante que eu tenha concluído o ato e corrigir o (desejo) partido de receber  que certamente me foi dado por ninguém mais, mas o Criador.
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Da primeira parte da Lição Diária de Cabala de 21/10/10: :”Eu sou o primeiro e Eu Sou o Ultimo”

Grau De Morte Espiritual

Pergunta: Em seu artigo “A Questão das Calúnias”, Rabash descreve que o estado de Lo Lishma (não por causa Dele) leva à morte. No entanto, também sabemos que Lo Lishma é um muito importante e grau necessário de transição para a intenção altruísta. O que está acontecendo aqui?

Resposta: No estado de Lo Lishma,minhas intenções ainda são destinadas ao ganho pessoal material ou espiritual. Este, como tal, é a morte de fato. Eu não estou me movendo em direção à morte, eu estou nela, no desejo de receber para mim. Abaixo desse estado, resido no nível animado e não existimos no sentido espiritual. Por outro lado, Lo Lishma é um estado novo que é minha relação com a espiritualidade: eu quero aproveitá-lo.

Nós estamos falando sobre as etapas do desenvolvimento deste mundo, a preparação(Lo Lishma),a intenção altruísta (Lishma) em a categoria de Hafetz Hesed (não querer nada para si mesmo) e, finalmente, o nível do amor.

A intenção do Lishma durante a fase de preparação já está boa. Nós a adquirimos a partir do zero e terminamos em 100%, onde temos totalmente preparado nós mesmos. Neste ponto, tenho que entender que na medida em que eu me faço depender do grupo determina o quão bem eu progrido em direção Lishma.

Uma pessoa por si não receberá nada que possa levá-la diretamente ao pedido correto, não nos livros, nem de Cima. Afinal, Lishma é um pedido de unidade. somente na unidade, a partir da equivalência das propriedades, uma pessoa pede para contatar com a Luz, a doação, o doador.

E aqui está uma oportunidade para o exame específico e preciso: Se virmos as coisas pelo prisma do grupo, a unidade, e Arvut (garantia mútua), encontramos neles a Torá, a Luz que Reforma. Esse é o lugar exato onde cada um recebe o presente da Torá, e depois uma pessoa penetra cada vez mais profundamente, tornando-se mais perto em suas propriedades do Criador.
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Da primeira parte da Lição Diária de Cabala de 20/10/10, “A Questão das Calúnias”

Sobre Fraldas e Eternidade

Pergunta: Ao formar um grupo, temos que prestar muita atenção às coisas externas, como se estivéssemos cuidando de um bebê. Como podemos evitar perder a essência interior durante este processo?

Resposta Cada grupo encontra esse problema e cada membro do grupo faz esta pergunta.

Vivemos em um mundo de ações materiais. Quantas horas por dia eu gasto com satisfação das minhas necessidades naturais, tais como dormir, comer e lavar? Quantas horas por dia tenho que trabalhar, assumir responsabilidades em casa, e assim por diante? E quanto tempo eu tenho deixado para mim e para meu desenvolvimento espiritual? Eu tenho talvez uma ou duas horas por dia se eu conseguir separar tudo de alguma forma.

É assim que nossa vida está organizada. Quem arranjou as coisas desta maneira? Poderia ser realmente o Criador? Por que Ele nos afoga nesse material, a existência animada? Por que ele não nos torna como os anjos, nos aliviado das preocupações sobre o nosso corpo, casa e filhos, então a única coisa que tínhamos que fazer é construir conexões com o outro? [Leia mais →]

“A Multidão Mista” Em Uma Pessoa, Nação e do Mundo

No Zohar,o capítulo”Beshalach (E o Faraó Mandou)” Item 37: Por causa da multidão mista, eles não eram chamados de “os filhos de Israel”, ou “Israel”, ou “Meu povo”, mas simplesmente, “o povo.” Quando eles subiram do Egito e a multidão mista não se uniu bem com eles, Ele os chamou de “os filhos de Israel. “Quando a multidão mista se uniu com eles, Ele os chamou de “o povo”.

Falando do que ocorre em uma pessoa, a “multidão mista” (ErevRav) é os desejos que parecem estar seguindo um caminho espiritual escolhido, pensando que é a nabeura para avançar. No entanto, cada vez que eles decidem avançar, decidem usar o criador, a luz superior para si mesmos, para a recepção.

Esta é a mais traiçoeira e força impura (Klipa, shell). Eles querem usar a Torá para atender diversas demandas do egoísmo em sua vida corporal. Todos os problemas da nação ocorrem por causa desse Klipa considerada como a “multidão misturada”. [Leia mais →]

O que é um Congresso?

Pergunta: Como um congresso é relacionado à idéia de um vestido em forma de matéria? Não é uma ilusão do mundo?

Resposta Um congresso é o meio de ajuda no qual queremos criar um poderoso, enorme desejo (Kli, receptor). Todos os que fazem parte deste Kli terão prazer na Luz, que será revelada nele. Ter prazer significa usar essa Luz para correção.

O que é um congresso? Um congresso é a criação do sistema onde todas as peças estão ligadas umas as outras. Desejamos criar uma conexão entre nós, e nela vamos descobrir a equivalência com a Luz, o Criador. Cada pessoa vai sentir isso no ponto de estar ligados a este Kli, e que se tornará sua revelação espiritual.

A criação do Kli coletivo depende de todos. Também depende de como toda a gente está incorporada no Kli coletivo porque mais tarde, cada pessoa recebe a sensação da Luz revelada dependendo do seu nível de participação pessoal.

Todos beneficiam do desejo coletivo na medida em que nele participam. Esta é a lei de interação entre o indivíduo e o grupo, e é uma ação real.
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Da  4 ª parte da Lição Diária de Cabala de 20/10/10 l,”O Ensino da Cabala e sua Essência”

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Presentes Da Convenção
A Convenção Contém Grande Força

Espiritualidade é a Medida da Minha Equivalência com o Criador

Pergunta: Quando eu entrar na espiritualidade, eu serei capaz de visualizar os meus estados mais avançados?

Resposta: O problema reside principalmente nos estados atuais. Em proporção à minha aquisição da tela, a Luz pinta os quadros para mim. O mundo espiritual é uma imagem da minha equivalência com o Criador.

Atualmente, não percebo o mundo espiritual, porque eu não possuo um grau adequado de equivalência com o Criador. Entre mim e ele há uma tela. E nesta tela, ao invés da minha equivalência com o Criador, eu vejo o mundo, a minha projeção, uma impressão das minhas propriedades não corrigidas, e minha inadequação com o Criador.

Quando eu for corrigido, uma nova imagem se desdobrará para mim, que é chamada “eu corrigido”, “o Criador me ilumina”, ou “o mundo onde o Criador e eu estamos juntos.” Todos eles são um e o mesmo quadro, dependendo de como o vemos.

A espiritualidade é uma imagem da forma da minha equivalência com o Criador.
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Da 4a. parte da Lição Diária de Cabala de 20/10/10  “O Ensino da Cabala e sua Essência”

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Não Imagine a Espiritualidade Com Formas Corporais

O Sexto Sentido Independente

Dr. Michael LaitmanPrimeiro, nós precisamos nos sintonizar com o grupo e encontrar aí o Kli (Vaso) independente, o sexto sentido. Da mesma forma, o sexto dia da semana ergue-se em relação aos outros cinco dias e os prepara para o sábado. Nós também precisamos preparar todos os nossos sentidos e, acima do seu egoísmo, construir um novo sentido com base na tela e na Luz refletida.

A pessoa se anula, une-se com os amigos, e, assim, constrói o Kli através do qual consegue perceber a realidade. Neste Kli ela revela os 613 desejos, a construção da alma. Neste Kli, em sua conexão com os outros, ela descobre uma rede, e nela todos os variados desejos e relações.

À medida que ela os reune e organiza, ela percebe como eles se transformam nas dez Sefirot, os desejos de sua alma. Nessa estrutura, ela começa a revelar a Luz, ou o Criador, na Luz direta, refletida, interior e circundante por todos os lados. A pessoa continua a desenvolver este Kli, este sentido, a fim de verificar e mergulhar nele, ascendendo pelos graus de auto-rejeição e interação.

Seu Kli torna-se cada vez mais complexo, mais perfeito, até que a pessoa percebe o princípio de amar ao próximo como a si mesmo. Este amor constrói e forma o Kli, unindo suas partes, devido a que a pessoa revela diferentes formas de conexão e as constrói de acordo com a doação mútua.

Lá, neste Kli, nestas dez Sefirot, ela “atrai” a imagem do Criador, a força universal de doação. Esse é o nosso trabalho, e nós sempre o conduzimos em um ambiente que se torna o grupo, a alma, e toma a forma do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 28/10/10: “Sobre O Que é Explicado Sobre o Ama ao Próximo Como a Ti Mesmo”

Dúvidas Na Zona Da Penumbra

Pergunta: Por que a zona do livre arbítrio, as Klipot (cascas), se localizam entre a sensação da Luz Interna e a Luz Circundante?

Resposta: A Luz Interna é a luz que entra em mim. A Luz Circundante é a luz da qual eu tenho consciência, consciência que ela existe, mas não de forma clara que a pessoa possa saber o que está acontecendo. A pessoa se sente como se estivesse na zona de penumbra (“twilight zone”) onde ela não pode reconhecer uma imagem familiar ou distinguir um amigo de um estranho. (Um amigo é o desejo atado a você, e um estranho é o desejo com o qual você não pode trabalhar; todavia, especificamente desde esses estados, mais tarde, nós ganhamos a oportunidade de correção).

Durante o dia, nada precisa ser feito; tudo já está claro. À noite, não há nada a fazer também uma vez que eu não posso ver nada. Ambos estados foram compreendidos, mas é o “entardecer” que dá a oportunidade para trabalhar, um lugar onde os desejos podem se misturar (“Erev” – entardecer deriva da palavra “Meurav” – misturar).

Depois da quebra, todos os desejos se misturaram uns com os outros, mas quando algumas partes desses desejos quebrados caem no estado do entardecer e nos alcançam, nós podemos discernir e uni-los ao “dia”. Dessa maneira, nós gradualmente estudamos nossos desejos. Assim, os maiores discernimentos acontecem no limite entre a Luz Interna e a Circundante.

Da 3a parte da Lição Diaria de Cabala, 26/10/10, “Beit Shaar Ha-Kavanot”

Presentes Da Convenção

Pergunta: Por que o senhor disse que a participação na convenção dá à pessoa avanço espiritual igual a no mínimo meio ano de trabalho?

Resposta: A convenção é o lugar onde nos todos caímos sob o impacto concentrado de uma força espiritual elevada. Evidentemente, ela nos afeta muito. A Luz habita lá “vestida na sociedade”, e se eu me anulo ante essa sociedade, eu recebo seus desejos (vasilhas espirituais), entusiasmo, e aspiração para a doação.

Assim, a Luz começa a me afetar através deles, através de suas vasilhas. Resulta que eu avanço ao receber suas vasilhas e a Luz.

Esperemos que todos experimentem isso; eu também estou procurando por isso! Todos se beneficiam disso, sendo um iniciante ou um Cabalista com alcance uma vez que a Luz Superior não conhece limites “O Criador habita entre Seu povo”, e se tal imensa massa de pessoas se junta e deseja revelar a espiritualidade, então graças a suas grandes qualidades e a despeito de seu pequeno desejo, todos podem ganhar a força da vida!

Da 4a parte da Lição Diaria de Cabala, 18/10/10, “O Ensino da Cabala e sua essência”

Poderosas Fraquezas

Dr. Michael LaitmanNo caminho espiritual, existem dois obstáculos extremamente sérios ou duas questões levantadas pelo próprio Faraó:

1 – “Quem é o Criador para que eu O ouça?”. Em outras palavras, o que há de tão importante, que está oculto na qualidade de doação, para que eu me submeta a ela?

De fato, essa rebeldia de nossa natureza nos ajuda, porque ao superá-la, nós podemos continuar a exaltar aos nossos olhos a importância da doação sobre a recepção. O crescente egoísmo nega continuamente a importância da doação, e nós temos que manter o fortalecimento de nossa conexão com o grupo para que comecemos, sob sua influência, a aspirar novamente à realização das qualidades de doação dentro de nós.

2- “O que resta para você nesse trabalho?”. O egoísmo nos mostra que somos fracos e incapazes de alcançar o que desejamos. “O que você tem com isso?”. Sua meta pode ser bonita, mas quem é você para alcançá-la?

Quando somos dominados por essas duas fraquezas, devemos entender que não podemos nos libertar desse aprisionamento por nós mesmos. A única chance de fazer isso é se os amigos vierem nos salvar. Somente no grupo eu encontrarei forças para avançar, na conexão entre nós. Lá, eu revelo a minha natureza e compreendo que lhe falta a doação.

Então, eu experimento angústia entre esses dois pólos: por um lado, existe a importância da doação e por outro lado, a minha insignificância. E eu adquiro ambos os fatores graças ao ambiente.

Agora, tudo está corretamente organizado: eu sou fraco, a meta é exaltada e profunda, e eu tenho os meios para alcançá-la. Nesse momento, surge um sentimento de certeza que nós chamamos de Arvut (garantia mútua). Depois de tudo, eu sei que através do grupo eu receberei toda a força necessária.

Como eu sei disso? De fato, o ambiente correto é a estrutura criada pelo Criador e infundida com Seu atributo. Portanto, se nós nos aproximamos uns dos outros por meio de laços de amor, a doação começa a reinar entre nós.

Acontece que, na realidade, eu não estou usando o poder do grupo, mas a qualidade da doação que está oculta em nossa interconexão. Ela não pertence a ninguém individualmente, pois ela é a força do Criador, que se revela entre nós. Essa força particular é que faz todo o trabalho.  

Assim, o coração do Faraó está nas mãos do Criador. O Faraó é a força da recepção criada pelo Criador para que nós construamos a forma da doação exatamente por cima dela.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 19/10/10, “Ele Que Fortalece Seu Coração”