Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Governo Coletivo E Individual

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o governo coletivo e individual?

Resposta: Na realidade, nós vivenciamos a essência do que é o desejo de desfrutar, a força da recepção. Além disso, a força da doação, a força da Luz, age nesta realidade.

Qual é a fórmula de sua interação? Suponha que uma força é X e a outra Y, e ambas são equilibradas por um quociente K. Na verdade, a fórmula é esta: As duas variáveis, X e Y, são o desejo de receber e doar prazer, respectivamente, e a tela, K, está entre elas.

No princípio da nossa realidade, o desejo de receber prazer (0) se opõe ao desejo de doar (1). No entanto, no final, após a conclusão da 125ª ação espiritual, eles se tornam iguais (1-1).

 Assim, a fórmula é simples: a partir da oposição mútua, nós temos que levar esses desejos à equivalência das qualidades. O desejo de receber tem que adquirir o atributo de doação.

Agora, nós conhecemos a regra e o seu resultado. A questão é que duas forças opostas, mas que atuam uma sobre a outra, agem na realidade, e cada instante de sua interação deve levar ao resultado final, da forma mais eficiente.

Portanto, a Natureza age em tudo o que existe de acordo com a regra da “mínima entrada com a máxima saída”. Este mecanismo nos afeta, e ao sofrer os efeitos do seu impacto, nós os consideramos como “governo”.

O governo pode ser individual ou coletivo. O indivíduo se dedica à cada célula do organismo e define como certa parte deve avançar, adquirindo sua forma individual para ajustar o avanço do sistema coletivo. Nós podemos ver este tipo de governo no exemplo da formação gradual dos órgãos de um embrião. Seu corpo cresce de acordo com o governo coletivo, o qual estabelece a ordem de desenvolvimento de todas as outras partes.

Assim, a partir do governo geral, os laços do indivíduo se ramificam, conectam-se com cada parte em seu respectivo lugar, de acordo com o seu papel no processo da evolução coletiva. Desse modo, o programa comum de desenvolvimento direciona os programas individuais que nos governam.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/11/10, “A Essência da Religião e Seu Propósito”

Uma Balança Para Recompensa E Castigo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se não existe recompensa e castigo nesse mundo, onde eles existem?

Resposta: Existe recompensa e castigo em nosso mundo, gente boa e má, e tudo o mais que você vê e entende. Está escrito: “O mundo se comporta de acordo com leis fixas”. Dentro do âmbito do nosso mundo, cada sociedade, país, e civilização têm suas próprias leis.

Se você vai a um jardim de infância, a uma escola, ou a alguma instituição para adultos, em cada lugar você irá encontrar leis específicas de comunicação, e recompensa e castigo para sua observância. Para onde quer que você vá, irá existir um estatuto de leis para um grupo de pessoas, seja uma sociedade ou uma nação.

Mas, com respeito a ganhos e perdas relativas ao mundo espiritual, suas ações corporais não têm influencia no nível espiritual. Elas afetam as futuras reencarnações da alma, mas não na revelação do Criador às criaturas, a revelação do mundo espiritual, que é descrita como “veja seu mundo nessa vida”. E, como explica a Torá, a pessoa que só executou ações corporais é considerada como não tendo feito nada.

Nós estudamos que a sua única ação livre nesse mundo é o esforço em unir-se ao grupo; todas as suas outras ações não são suas. Nós somos avaliados somente com respeito à escolha do melhor ambiente a cada momento, de modo a alcançar o propósito da criação.

Da  Lição 2, Convenção Mundial de Cabalá 2010, 09/11/10

Eu Quero Cruzar A Machsom!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós atravessamos a Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade), nós fazemos isso juntos ou cada um a seu tempo?

Resposta: A Machsom é uma fronteira potencial. Se eu aspiro à união com os amigos, e da separação entre nós desejo alcançar uma maior proximidade, se tento aniquilar essa distância o máximo possível, mas sou incapaz de fazê-lo, então eu apelo ao Criador, a Luz, e atravesso a Machsom. Em outras palavras, o meu ego permanece, mas eu desejo subir acima dele, apesar do fato de que em estágios anteriores eu não desejei especialmente isso e aceitava sua presença em mim.

Assim era antes da Machsom. Porém, acima dela, existem duas formas de conexão; “doar para doar”, o nível de Bina, e “receber para doar”, o nível de Hochma e Keter.

Portanto, onde eu percebo a Machsom? Na conexão entre nós. Nela, eu não estou sujeito às nossas ações externas com respeito um ao outro e às expressões de gostos pessoais. Aqui, eu preciso trabalhar somente dentro de mim.

Eu tenho que sentir uma capacidade interna de me conectar com eles dentro de mim, em nossos desejos, para que assim todas as nossas centelhas de doação se conectem. Tão logo eu comece a desejar isso, eu cruzo a Machsom. Mesmo assim, todos os nossos atributos egoístas permanecem.  Afinal, nós não corrigimos o nosso ego, mas subimos acima dele, ávidos em unir nosso desejo apaixonado pela espiritualidade, a qualidade de doação.

Se as nossas centelhas de doação se unem, elas formam o vaso para a Luz de Hassadim (Misericórdia), porque tal vaso já tem o atributo de Hafetz Hesed (agir acima do egoísmo). É quando a pessoa começa a perceber a Luz Superior governando tudo que existe.

Abaixo da Machsom, a mesma Luz Superior preenche toda a realidade, mas nós não a percebemos. Tão logo nossos pontos nos corações começam a se conectar, numa união, densidade e compressão entre eles, eu subitamente começo a sentir a Luz que permeia tudo. Porém, as centelhas já “encontraram” a Luz e se tornaram seu “medidor”.

Agora, nós estamos na mesma condição, e não precisamos voar para outra dimensão ou  galáxia. A Luz reside entre nós, e só nos falta a sensibilidade a ela, um órgão de percepção. Quanto mais perto os nossos corações chegam, mais descobrimos a Luz que habita entre nós. Nós chegamos a isso na doação mútua e desejamos que isso aconteça.

Da  Lição 2, Convenção Mundial de Cabalá 2010, 09/11/10

Um Vigarista Em Meu Próprio Direito

A percepção da realidade, como a sabedoria da Cabala nos ensina, é muito subjetiva. Realidade é percebida apenas em relação a nós e aos nossos órgãos sensoriais. Mas fora deles, não há nenhuma realidade, ela não existe. Nós a recebemos como uma imagem na tela localizada na “parte” de trás do nosso cérebro, como se a realidade existisse independentemente de nós, do lado de fora.

Enquanto o livro do Zohar explica, que eu vejo partes do meu desejo de receber, na medida em que difere da Luz, à medida que o meu desejo de receber varia entre o atributo de doação que caracteriza a Luz.

Nosso desejo coletivo, a única criatura, estava inicialmente no estado do “Infinito”. Em seguida, ele desceu do estado do “Infinito” para o do “nosso mundo” experimentando a quebra, ou seja, alterando sua propriedade de doação para a recepção. [Leia mais →]

Existe Alguém Mais Lá Fora?

Pergunta: Se não há ninguém além de mim, então por que eu tenho que vir à Convenção, unir-se com todos, e amá-los?

Resposta: Você tem que começar a perceber a verdadeira realidade em suas sensações. Portanto, você tem que vir e ver que todos nós existimos, e você tem que executar todas as ações para que pudéssemos “deixar de existir.”

Pergunta.: Mas você disse que não há mais ninguém aqui?

Resposta: Mas sou eu quem disse isso! E você tem que alcançar tal realização por conta própria. Você tem que provar para si mesmo que não há ninguém aqui, exceto Malchut do Mundo do Infinito.
[26529]

Da Lição da Convenção Mundial de Cabala de 10/11/10

O Criador Saboroso!

A pergunta “Para que eu vivo?” é o início do desejo de revelar o Criador. Eu quero saber Quem me gerou, minha raiz, onde resido, e Quem me governa. Quem criou tudo isso, e por que Ele me criou “embrulhado” dentro deste mundo tão grande? O que Ele quer de mim a cada momento, dando-me não um momento de repouso e me empurrando em direção a algo desconhecido?

Quando essas perguntas vêm a mim, elas envenenam toda a minha vida, e eu não posso mais viver sem revelar o Criador. É assim que fui programado porque eu fui criado pela Luz, que imprimiu em mim, em todos os meus desejos.

Todos os meus desejos são como um molde, a impressão revertida da Luz, até eu chamar a Luz e encher-me com ela, não vou descansar, até o ponto onde essa vida vai se sentir pior que a morte. Eu vou estar pronto para fazer qualquer coisa para sentir pelo menos uma gota dessa realização.

Portanto, minha tarefa é a de esclarecer a forma de revelar o Criador, a Luz, e a forma em que eu possa me satisfazer com ela. Na verdade, esta não é uma tarefa simples e é por isso que a sabedoria da Cabala é chamada “Hochmat HaKabbalah (sabedoria de recepção).”

Não é como no nosso mundo onde só precisamos abrir a boca para saciar nossa sede. Um desejo espiritual não pode ser saciado diretamente. Pelo contrário, deve ser esclarecido pela primeira vez já o Criador não me dá uma vontade pronta adequada para a Luz. Ele quer que eu verifique o que é que eu desejo, que é a Luz, e para perceber que ela é a maior de todas as realizações possíveis. Ele quer que eu tente todos os desejos e todas as realizações, a fim de verificar por mim mesmo, e dizer: “Não, eu quero só isso!”

O Criador é extremamente ciumento e caprioso. Ele quer que eu ame-o somente e nada além, e Ele verifica isto, revelando em mim todas as coisas possíveis. Devo responder: “Não, Você ainda é maior do que todas as realizações de todos os prazeres! Você é o mais saboroso!  Está escrito:” Prove e veja que o Senhor é bom “, porque este tipo de entendimento é chamado sabor.
[26423]

Da Lição 7 do Congresso Mundial de Cabala de 11/11/10

Permissão Para Revelar a Cabala

Estamos constantemente procurando formas de melhorar a nossa vida, e todos os nossos pensamentos e desejos são destinados a isso. O Criador sempre nos revela novos desejos e um vazio interior que nos remete no sentido inverso, forçando-nos a fugir desse vazio.

Ele revela algo ruim para mim, e eu começo a fugir disso, na direção oposta, para algo bom. No entanto, nesse momento, Ele revela ainda um outro vazio dentro de mim, e eu mudo meu caminho novamente. É assim que somos governados de Cima.

Cada instante, nós experimentamos um novo desejo e instintivamente tentamos cumpri-lo com o melhor da nossa capacidade. Desta forma, o Criador nos leva em direção ao objetivo de se tornar como Ele. Embora uma pessoa seja totalmente oposta ao Criador (uma vez que o Criador é amor absoluto e doação, e o homem é a força do ódio e da recepção), ainda assim, gradualmente ela torna-se habilitada para ver sua natureza antagônica e se corrige.
[Leia mais →]

A Primeira Peste do Egito

Pergunta: Qual é o maior mal que devemos revelar dentro de nós para que a Luz nos ilumine?

Resposta: Temos a convicção de que nossa natureza inata, é o Faraó (ego) que não nos permite superar a nós mesmos. Devemos odiá-lo, mas nós ainda o amamos; continuamos gostando de viver nele. Quando, semelhante à nossa situação atual, nós começamos a receber golpes, ficamos desapontados com a nossa natureza e entendemos que não podemos alcançar a espiritualidade.

Então, pela primeira vez, conseguimos ver a nossa natureza, como a inclinação ao mal, como o nosso rival, que é o oposto ao Criador, à espiritualidade. Esta é considerada a primeira praga do nosso Faraó.

Quanto as outras nove pragas, eu não acho que vamos precisar de mais nove convenções. Nós vamos ser capazes de nos submeter à nossa conexão mútua diariamente durante nossas aulas. Nós vamos passar por elas rapidamente, porque a chave em cada etapa espiritual é o seu primeiro grau.

Mais tarde, tudo vai ser apenas uma rotina até que uma determinada fase esteja concluída. Por exemplo, agora, estamos tomando consciência do nosso próprio mal, e nós começamos este processo. Da próxima vez, iremos escapar do Faraó, o êxodo do Egito, e é isso que é chamado de nascimento espiritual.
[26429]
Da lição sobre a Parte Semanal da Torá de 12/11/10

Uma Onda Quente De Amor

Pergunta: Muitos recém-chegados mencionaram que no segundo dia, eles não tinham nem força nem o desejo de ir à Convenção. No entanto, quando eles chegaram lá, eles sentiram que uma onda quente de amor, que de repente os engoliu. O que aconteceu com eles?

Resposta: Isso é chamado “adoçar” que ocorreu, embora ainda não tenhamos chegado a um estado perfeito. O fato é que cada linha também é composta por três linhas. Apesar de termos revelado apenas a linha esquerda ela também tem as linhas direita e de centro dentro dela. Isso é o que os pegou. Em outras palavras, o segundo dia da Convenção viu-se uma revelação do lado direito da linha esquerda.

Pergunta: Muitas pessoas me disseram que sentiram algo especial no terceiro dia da Convenção. Elas não sabem o que era, mas isso mudou completamente sua percepção interna do evento

Resposta.: Verdade. Embora a linha do meio pertença à linha de esquerda e apesar do fato de que ainda não tenhamos atingido a revelação, essa linha ainda nos trouxe uma certa iluminação de Cima. É por isso que muitas pessoas a sentiram. Contudo, não devemos super estimar o que aconteceu foi afinal, uma pequena iluminação. Juntamente com o nosso grupo principal, um monte de gente nova também participou da convenção, por isso foi um pouco difícil. No entanto, chegamos a uma significativa mudança no caminho que estamos progredindo.  Que, por sinal, foi uma entrada efetiva na “A Escada de Jacó”, apenas do seu lado esquerdo, no entanto.

Afinal, temos que reconhecer o mal, percebendo que somos incapazes de alcançar espiritualidade nos nossos desejos egoístas, que vai contra nossa natureza, mas não sabemos como quebrá-lo ainda. Ainda assim, isso já é um começo, e a partir de agora, seremos capazes de usar conceitos completamente diferentes.
[26435]
Da lição sobre a Trecho Semanal da Torá Parcela de 12/11/10

Aprendendo A Usar O Faraó

Pergunta: Eu tentei muito atravessar a Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade), mas o Faraó sempre vence. A certa altura, eu perco a fé e me uno com o grupo apenas por hábito, não tenho aspiração genuína. Isso me deixa irritado. O que devo fazer agora? Pedir ao Faraó que me deixe passar para o Criador?

Resposta: Não, você deve vencê-lo. Ele te odeia e não o deixará passar para o Criador. Ele está de pé entre vocês dois.

É preciso entender que o próprio Criador pôs o Faraó diante de você. A fim de desenvolver um desejo correto e forte em você, ele colocou um obstáculo especial em seu caminho. Este obstáculo, o egoísmo, o próprio Faraó, “esculpe” você faz um novo tipo de luta, uma nova aspiração poderosa para o mundo espiritual fora de você. Se não fosse pelo Faraó, você não buscaria a espiritualidade. Você desejaria a realidade corporea assumindo que é a “espiritualidade”. [Leia mais →]