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O Canal da Luz do Criador


Pergunta: O que significa ” alegrar-se com a alegria do amigo e chorar com seu sofrimento,” e como vamos conseguir isso?

Resposta: Se alegrar com a alegria do amigo é sentir-se feliz que nós alcançamos nosso objetivo espiritual juntos, que estamos no caminho juntos. É quando sinto o anseio dos amigos dentro de mim e não sinto a minha própria presença ou vontade pessoal em direção à meta, mas sim como eu aspiro com eles. Na verdade, o meu “eu” desaparece, se dissolve no outro. É assim que eu alcanço a vida eterna, também.

O “eu” da pessoa não existe mais. Ele funciona apenas como um canal de Luz do Criador para todas as outras pessoas. Assim, verifica-se que todos os nossos “eus” desaparecem. E em vez deles, surge um todo integral, multiplicado pelo número de “eus” que existe para ser usado.

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Da Lição 1 em Moscou de 14/01/2011, “Introdução do Livro do Zohar”

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A Natureza dos Níveis Espirituais

No começo do nosso caminho, ao longo de milhares de anos, de acordo com o tempo do nosso mundo corpóreo, temos evoluído influenciados  pelo Reshimot (genes espirituais), que despertam em nós e nos obrigam a realizá-los.

Relativo à natureza, nós residimos em um estado considerado “este mundo” e devemos passar por esse nível. Com cada nova encarnação, um outro desejo maior, para desfrutar o despertar em nós, que é um Reshimo mais exaltado que devemos efetivar tentando cumpri-lo ao máximo.

Quando todos os genes informacionais (Reshimot), que pertencem à parte do caminho chamado “mundo” expirarem,  começarmos a experimentar um outro tipo de Reshimot. O tal primeiro Reshimot é chamado “o ponto do coração”.  Neste
momento, estamos realizando este suposto Reshimot baseado nas novas condições, um novo modelo: não de acordo com o desejo de desfrutar deste mundo, mas de acordo com o desejo de doar, que agora está despertando na humanidade. Desta forma, nós avançamos, sempre contra a nossa vontade, sob a pressão dos genes (Reshimot) despertado em nós.

Uma pessoa não pode fazer nada mais, exceto o que exige a sua alma, já que seu Reshimot são pré-programados com tudo o que irá ocorrer . Quanto a nós, somos um mero desejo, que é totalmente regido por estes genes (Reshimot), semelhante a um computador que é programado com software e dados.

Mas a natureza dos passos espirituais em nós permanecem constantes. A nossa vontade de desfrutar está dividida em 125 partes ou níveis que subimos. E até que tenhamos terminado de corrigir cada porção anterior do desejo de desfrutar, por ter feito todas as transformações necessárias em um determinado grau, é impossível avançar para o próximo.

A natureza dos degraus espirituais é uma lei rigorosa, e não há truques que nos ajudem a fugir e esconder-se ou cortar uma folga. Depende unicamente de como estamos ansiosos para conhecer as suas condições.

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Da parte 4 da Lição Diária de Caabala de 20/01/2011, “A Qualidade da Sabedoria Oculta – em Geral”
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Plante-se em Solo Fértil e Você Irá Crescer

A pessoa não cresce pelo seu próprio esforço, mas devido à influência do meio ambiente. Para isso, ela tem que interagir com o grupo de uma forma espiritual eficaz.

Uma pessoa deseja que o grupo lhe fertilize com o amor das outras, a intimidade e a conexão com tudo o que está fora do seu egoísmo. Ela deve ver que está “além do egoísmo”, a realidade como mais importante que o “egoísmo dentro” de sí.

Somente após esse cálculo, quando o ambiente se torna mais importante para mim que eu posso começar a absorver as forças da vida, em vez de fechar a atenção para mim. E então, eu começo a crescer.

Este trabalho é constante. Constantemente surgem novos Reshimot (genes espirituais informativos, registros), desejos e pensamentos numa pessoa. Ela tem que ser capaz de lidar com eles a cada segundo, continuamente retornando à análise e compreensão do que realmente importa: Externalidade ou internalidade. [Leia mais →]

125 Realizações Da Perfeição

Dr. Michael LaitmanNós existimos na única realidade criada pelo Criador, mas somente a descobrimos a medida que correspondemos e somos similares a ela em nossas qualidades. A realidade em si é imutável e constante, e é chamada de mundo do Infinito.

Enquanto isso, nós existimos no desejo de desfrutar, a qualidade oposta ao mundo do Infinito: a intenção de receber em vez de doar. Nós podemos nos corrigir realizando de forma contínua várias correções, 125 vezes. Toda a nossa correção se traduz interiormente por uma nova realização, e é assim que avançamos.

Este é um avanço gradual que age de acordo com a lei da equivalência de forma, e não há lugar para um acordo aqui: nós estamos em um sistema que funciona como um organismo vivo. Se você concordar com ele, você recebe na mesma proporção, e se você não fizer isso, receberá de acordo com esta falta de correspondência. Você interage constantemente com a natureza conforme a equivalência e resistência das forças com as quais você se aproxima dela.

Se nada mudasse em nós, nós permaneceríamos no mesmo estado. Mas como as Reshimot (dados ou genes informacionais) estão constantemente crescendo e mudando em nós, nós nos tornamos cada vez mais opostos à natureza e diferimos dela mais e mais. É exatamente isso que nós sentimos como a acumulação e a manifestação de vários desejos e problemas não realizados.

É assim que nós sentimos as forças que estão nos pressionando cada vez mais forte desde o lado do mal. Essas forças vão inevitavelmente obrigar-nos a nos mover para o bem, ou seja, para buscar como alcançar a euiqvalência com a natureza.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/1 , “A Qualidade da Sabedoria Oculta – em Geral”

Definições Úteis Para O Estudo Do TES

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é “Zivug?”.

Resposta:Zivug ” é uma conexão conforme a equivalência de forma, a semelhança das qualidades. Esta ação não é baseada no que cada um de nós costuma ser, mas em quão semelhantes nos tornamos após as correções.

No início, nós éramos completamente distintos e opostos. Depois, realizamos correções, e conforme essas correções, chegamos a um “Zivug” (adesão, unidade).

Pergunta: O que é “Parsa“?

Resposta: Parsa” é uma divisão que separa os desejos de recepção dos de doação, pela força de Bina. A própria pessoa deve desejar que tal divisão ocorra dentro de si. Assim, ela atrai a força de Bina (doação), a força do Criador, de modo que ela a protegerá e salvará, separando a doação da recepção dentro dela. Isso é chamado de “distinguir o dia da noite, a luz da escuridão”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/1/11 , Talmud Eser Sefirot (TES)

As Dez Pragas Do Egito Redefinidas

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que sente uma pessoa que experimentou as dez pragas, foi para o deserto, e entrou na terra de Israel? Eu acho que qualquer um pode imaginar golpes.

Resposta: Não, esses golpes são completamente diferentes. Estes não são golpes com os quais estamos acostumados. Um golpe não é algo que nos faz sentir mal; todos nós podemos imaginar sentindo-se desse jeito. Em vez disso, um golpe é algo que me faz entender que o meu egoísmo (minha natureza) é mau. Esta realização é chamada de praga. Nada mais pertence às dez pragas.

Se eu apenas me sinto mal, isso não é um golpe. Eu sofro não porque estou me sentindo mal, mas porque sinto o mal do meu desejo de receber prazer, do meu egoísmo. Um golpe me mostra a causa do mal. Ele, por si só, não é mau.

Na realidade, esses golpes não causam tanto sofrimento. As pessoas sofrem muito mais em nosso mundo. O mais importante é que a pessoa sinta uma conexão direta entre o sofrimento e suas qualidades egoístas: “Você sofre por causa do que você é. Você não vai sofrer se você se livrar dessas qualidades e superá-las”.

A pessoa se esforça para escapar desse sofrimento, mas não porque ela só quer parar de sentí-lo. É porque ela sente a sua insignificância, o mal em si, especialmente em relação aos que a rodeiam.

Há vários termos aqui: o Criador, o homem, o Faraó, a sensação do mal, e a razão para a sensação do mal versus o bem. O homem não quer fugir dos golpes. Este não é o problema. Os golpes o ajudam a descobrir as verdadeiras causas, e ele já não quer apenas escapar dos golpes; ele deseja elevar-se acima deles em direção à qualidade de doação.

Ele quer atingir uma conexão com o Criador, quer desconectar-se do Faraó, e não da sensação ruim. Em outras palavras, ele passa da avaliação conforme o princípio do “amargo e doce” para a avaliação conforme o “verdadeiro e falso”. Ele quer se agarrar à verdade, e é por isso que as dez pragas o levantam e o tiram do Egito.

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá  6/01/11

Como Lidar com Os Socos

Pergunta: A lei do “Geral e do particular é igual” significa que a pessoa pode passar por dez golpes ambos individualmente e no grupo, ou isso é um processo exclusivamente interno e pessoal?

Resposta: Sim e não. Como regra, todos os Cabalistas vão através dessa individualidade; eu conheço isso por experiência própria. A pessoa se sente tão desesperada em seu egoísmo que ela se desliga dele e não pode mais usá-lo.

Não há dúvida que é mais fácil fazer isso enquanto se está no grupo, mesmo se o último não sabe nada sobre ele. Pode ser um grupo pequeno em termos de número de membros e nível de avanço, mas sua atmosfera geral, sua determinação e aspiração à meta ajuda a pessoa e não a deixa escapar desse processo. A pessoa se segura intacta na hora em que está recebendo o golpe, o que é o que mais importa, e ela passa através dele.

Porém, mesmo que ela diga a si mesma: “É isso aí, eu desisto! Eu não posso aguentar mais isso! Eu quero viver somente para doar”, ela eventualmente descende mais profundamente no desejo egoísta e é revisitada por aqueles pensamentos e discernimentos internos. Ela vê que no nível profundo e interno, ela ainda está grudada no seu desejo de receber onde ela ainda não tomou a final e irreversível decisão que ela deseja subir acima disso tudo. [Leia mais →]

A Função De Um Cabalista

Um Cabalista tem duas funções: uma relativa ao Criador e outra relativa aos seres criados. Em muitos casos, elas estão interconectadas e uma afeta a outra, mas elas ainda são duas diferentes missões. Com relação ao Criador, um Cabalista tem um tipo especial de trabalho dentro do sistema ao qual pertence. Lá, ele é conectado com os Cabalistas de todas as gerações que vivem nesse sistema como almas corrigidas. Ele compreende sua designação na raiz de sua alma, no lugar ao qual ele pertence dentro do sistema. Ao revelar o Criador, ele O deleita.

Com relação aos seres criados que ainda não chegaram ao alcance individual, com a melhor de sua habilidade, ele divide seu conhecimento da sabedoria da Cabalá e os ajuda a se aproximarem do sistema superior, a conscientemente entrar nele, e a fazer parte da correção.
Para cumprir isso, os Cabalistas escrevem livros. Um livro é a revelação. Cada geração precisa de novos livros uma vez que a cada nova encarnação as almas tornam-se renovadas. Elas são caracterizadas pelo grande egoísmo e por um novo tipo de percepção. Além disso, mesmo em nosso mundo corporal, as condições para a revelação do Criador também estão mudando.

Desta forma, os Cabalistas têm que continuar melhorando o método da Cabalá. Esse é o mesmo método que foi revelado por Adão, mas em cada geração, ele tem que ser compatível com o desejo coletivo. Como o desejo cresce, as condições entre o Criador e nós muda, e é sobre isso que os Cabalistas escrevem.

Quando nós tentamos penetrar na profundidade de um texto Cabalístico, vemos que não são simplesmente letras e palavras, mas um mecanismo que trabalha em nós enquanto falamos. O texto é um programa que é colocado na pessoa para trabalhar com seu desejo para que assim comece a ter correspondência com o sistema superior. É quando a pessoa se torna parte dele.

Através dos livros, um Cabalista passa aos estudantes como construir a intenção, como agir e se interconectar. Além disso, ele passa adiante a força interna do sistema espiritual. Ele entra na pessoa enquanto ela está lendo, mas a afeta somente com a condição de que ela deseje mudar para ser como o Cabalista cujas palavras ela está lendo e que ela deseje penetrar no texto para revelar o que está sendo descrito.

De Cabala para os Iniciantes “Quem é um Cabalista?” 13/12/2010

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Como Satisfazer Os Desejos Dos Outros?

Tornando-se O Criador Para Os Outros

Pergunta: Suponha que eu alcance a doação completa e a harmonia com o Criador. Como eu faço com que esse estado continue e trabalhe mais e mais?

Resposta: No momento em que você sente que você é neutro e trabalha com o Criador em total colaboração, começa imediatamente a procurar: “Onde eu posso encontrar desejos diferentes para começar a trabalhar junto com o Criador, a agir do jeito que Ele age? Deixe que Ele me mostre como me relacionar com os outros!” E você imediatamente presencia como Ele satisfaz a todos.

Seus olhos de repente se abrem e você vê: todos nesse mundo Infinito, completamente satisfeitos. Na realidade, os pobres gritam que eles não têm nada, e eles amaldiçoam tudo. E você os vê como absolutamente satisfeitos, absolutamente espirituais.

Isto é, no próximo estágio você começa a trabalhar como o Criador, no mesmo sistema, estando à frente d’Ele e desejando atuar no lugar d’Ele. Você se torna parceiro d’Ele. Você faz isso. Você até O pega pela mão e o puxa, como a uma criancinha puxa um adulto, pedindo a Ele que ponha isso em prática. Você adiciona seus desejos a isso. Você sente a dor dos outros, e você O força a satisfazê-los.

Da aula 1 em Moscow, 14/1/2011, “Introdução ao livro do zohar”

Sua Majestade A Doação

Pergunta: Quem ou o que é a “Luz que Reforma”? Ela é o Criador?

Resposta: A Luz, o Criador, a Força Superior, todos eles são um e o mesmo: a força integral de doação que governa o mundo, a enorme esfera dentro da qual todos nós vivemos. Hoje, ela está progressivamente se contraindo acima de nós, nos afetando com seu poder.
Ela é considerada como Natureza ou o Criador uma vez que em Hebreu, o equivalente numérico (Gematria) dessas palavras é o mesmo, e a emanação que se expande desde ela é definida como a Luz Superior ou doação.

Da aula de apresentação em Netanya, 12/12/2010