Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Quando O Coração É Pesado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como alguém pode aceitar com alegria o peso (no coração) que o distancia do grupo e da meta?

Resposta: Aproximando-se e não distanciando-se. Em hebraico, “oferenda” significa “proximidade” (קרבן – קרוב). É outra camada do desejo não corrigido que está oculta em mim, que eu não tinha consciência e com a qual não podia trabalhar. Agora, ela se manifestou.

O que é revelado como escuridão, como peso no coração é a parte implantada em mim que agora emergiu. Eu posso receber uma Luz adicional nela, uma nova compreensão e sensação.É por isso que nós nos alegramos com isso.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 9/02/11, Escritos do Rabash

Reunião Em Malchut

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se Malchut é o desejo de receber prazer, como ela reúne todas as almas sob suas asas?

Resposta: Malchut é o desejo de desfrutar. Ela costumava incluir todo desejo de receber criado pelo Criador. Depois, ela foi quebrada para dar a este desejo a capacidade de conhecer a si e o Criador, e, baseado nesse conhecimento, realizar ações autônomas. Em outras palavras, ela se quebrou em várias partes que sentem ódio e desconexão.

Malchut é o ponto onde todas as partes costumavam viver. Agora, por seu próprio livre-arbítrio e esforço, estas partes fragmentadas estão gradualmente voltando à união na mesma Malchut, em sua raiz.

Isso pode ser descrito em outras palavras: a criatura, em sua experiência e percepção, é dividida em várias partes que parecem estranhas entre si. Essas partes devem manter-se unidas até sentirem-se conectadas. Um exemplo de tal união é o superior, Zeir Anpin, que se manifesta de acordo com o esforço delas.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 6/01/11, Escritos do Rabash

O Paradigma Da Aceleração

Dr. Michael LaitmanQuando Zeir Anpin se revela diante de Malchut, nós podemos acelerar a velocidade do nosso desenvolvimento. Até agora, tendo avançado no curso da história nos níveis inanimado, vegetal, e animal, nós não fomos capazes de acelerar o tempo. Nós não sabemos nada sobre o estado que estávamos e que processo vamos passar.

Mas agora, tendo entrado no período de correções, nós possuímos o livre arbítrio. Nós podemos acelerar o curso dos eventos sem ter que esperar pelo fim do sexto milênio. Tudo depende de nós. Com nossos esforços, nós podemos incluir as qualidades de Zeir Anpin em nós antes dos seis mil anos. Afinal de contas, nós estamos falando de níveis espirituais, e não de datas no calendário. É por isso que somos capazes de acelerar a ascensão ao nível do sétimo milênio.

O Baal HaSulam escreve sobre o novo desenvolvimento na “Introdução ao Livro ‘Da Boca de Um Sábio'”. Esses também são níveis espirituais, já que o Shabat (sábado), o sétimo milênio, é as Sefirot HGT-NHY-M. Além disso, existem mais três níveis chamados de “cabeça”. Nós entramos neles depois dos sete mil anos, e isso está além do nosso alcance atual, uma vez que envolve receber no Kli que já completou suas correções e tornou-se semelhante ao Criador em suas qualidades.

Em nenhum outro lugar está escrito sobre isso. Os livros Cabalísticos contém apenas poucas pistas desses estágios. Nós também esperamos alcançá-los rapidamente.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 6/01/11, Escritos do Rabash

A Luz Dos Mundos Superiores E Nossa Vida Neste Mundo

Dr. Michael LaitmanAo estudar as propriedades e estruturas espirituais, descobrimos agrupamentos, combinações e características muito peculiares dessas forças. Elas agrupam-se entre si. Cada força e propriedade agrupa-se com outras por Sefirot e Partzufim.

O Partzuf é um sistema que espalha sua influência descendente sobre a nossa projeção correspondente aqui, neste mundo. E os Partzufim juntam-se em fusões completas e mais globais denominadas mundos. Assim, no mundo superior, existem mundos, Partzufim e Sefirot.

As Sefirot são as empresas e associações menores. O Partzuf é uma mais global. E o mundo é uma grande fusão global. Os mundos compõem um único mundo superior. E tudo isso a fim de canalizar a singular Luz Superior, a Luz do Criador, para nós, aqueles que residem aqui, no fundo, no nosso mundo.

Portanto, ao estudar a Cabalá, podemos imaginar qual é a melhor maneira de se organizar para construir a nossa sociedade, nossa família, casa, educação, relações entre marido e mulher, homem e mulher em geral, as nações e o mundo corretamente.

O que podemos fazer para corresponder e nos adequar às nossas raízes? Na medida em que somos equivalentes a elas, nos sentimos mais confortáveis em nosso mundo. E se conseguirmos certa correspondência geral em relação ao mundo superior, o Partzuf superior (embora não com a humanidade inteira, mas com determinado grupo ou associação, por agora), então vamos começar a sentir o mundo superior e a nós mesmos como um todo. Isso é considerado como a subida ao mundo superior.

Como só há uma força que nos influencia, ela afeta praticamente o mundo inteiro ao mesmo tempo. Portanto, quanto mais próximos estão todos os componentes do nosso mundo e mais harmoniosamente eles interagem entre si, mais próximos estamos indo em diração a essa força integral. Esta é a regra geral.

Da Lição 5 da Convenção de Berlim 29/1/11

O Triângulo Amoroso Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa se envolver, inserir-se no grupo?

Resposta: Por um lado, os amigos e eu nos sentimos iguais em relação ao Criador, uma vez que também desejamos alcançá-Lo. Mas nós mesmos estamos divididos pelo ódio. Neste caso, a forma como cada um trata os demais é a forma como a pessoa trata o grupo. A fim de participar do grupo, a pessoa deve transformar o ódio em amor.

O grupo é definido por dois parâmetros:
1) Ele é composto por amigos que anseiam conhecer o Criador, assim como eu; no entanto,
2) Eu odeio eles.

Se ambas as condições forem satisfeitas, então o caminho para a espiritualidade está diante de mim. Afinal, como pode existir esse triângulo: eles buscam a espiritualidade, mas eu os odeio; se for assim, como é possível que eu também deseje o Criador? E se eu me esforço por Ele, como eu posso odiá-los, em primeiro lugar?

Da 4ª parte da Lição Diáia de Cabalá 06/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

A Eterna Luta Pelo Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qualquer investigação científica inclui três etapas: 1) uma hipótese que tem que ser comprovada, 2) materiais para experimentar, e 3) o próprio processo, pelo qual a hipótese é testada. Como isso pode ser aplicado na Cabalá?

Resposta: Ela também é uma experiência científica. Você começa com uma pergunta sobre o propósito da vida. Os Cabalistas fazem uma sugestão a você: “Prove e veja por si mesmo como o Criador é bom”. Realize este ato, e você obterá o resultado.

Nós existimos em um sistema muito simples. Ao meu lado, há o meu nível espiritual mais elevado considerado como o “grupo”. Eu preciso incorporar-me nele, e se eu me conectar ao grupo, eu começo a sentir a Luz dentro de mim. Não há nada irreal ou fictício nisso.

A fim de ascender ao nível do grupo, eu tenho que realizar o meu gene informativo, a Reshimo 0/1 (Shoresh de Aviut e Aleph de Hitlabshut). Eu mesmo sou esta Reshimo “0/1”, que eu gostaria de inserir no grupo, na qual a Luz influencia-me a partir do meu nível avançado e corrigido, ao elevar-me até ele.

Todos estes meus estados já estão presentes, até o último deles, e eu me esforço em direção ao meu futuro. Neste futuro, eu estou unido a todos aqueles que estão no grupo em um só coração, através da garantia mútua. Se eu quero alcançar este estado, a Luz me afeta desde lá, uma vez que lá eu já estou presente. A Luz altera minhas qualidades e me puxa para dentro, como em uma corda, de modo que eu me conecte exatamente com meu ponto de onde a Luz chega a mim.

E quando eu entro no grupo no meu nível superior, de repente eu percebo que ele está lá comigo: é tudo eu, apenas uma nova pessoa, “o segundo Eu”. Em relação ao grupo, ele está acima, no próximo nível, e é aí que existe o meu próximo estado.

Em outras palavras, me é mostrado diferenças ainda maiores, uma força maior de desejo, o maior ódio entre nós, e eu preciso trabalhar da mesma forma novamente, a fim de inserir-me no grupo por completo. Todas as dez Sefirot do inferior devem entrar em Malchut do Partzuf superior, porque não há nada além das dez Sefirot.

Da 4ª parte da Lição Diáia de Cabalá 06/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Como Pedir

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu sei que o meu pedido ao Criador vem do lugar certo? Será que eu estou realmente lá, onde é permitido pedir?

Resposta: O meu pedido é válido se eu sentir que ele é contra o meu desejo, se posso elevar-me acima dele e pedir do fundo do meu coração, e se posso apreciar a ação, que é contra o meu desejo inicial.

O acoplamento por golpe (Zivug de Hakaa) ocorre no estado em que eu, internamente, sinto que quero agradar a mim mesmo, mas acima dele sinto que a minha ação se opõe a esse desejo. Eu desfruto da minha capacidade de resistir a ele. Então, esse prazer não é para mim, como se eu me recusasse a roubar. O que importa aqui é até que ponto eu me associo com os amigos e, através deles, em conjunto, com o Criador.

Se eu estou disposto a realizar tal ação interna, então eu estou perto do ato de doação, e é isso que me traz satisfação, a qual, certamente, não é dirigida a mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/02/11, Escritos do Rabash

Conectar-se Com Os Amigos É Conectar-se Com A Meta

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu preciso fazer para aplicar os conhecimentos da Cabalá no meu cotidiano? Eu percebo uma grande discrepância entre o que aprendo e o que sinto.

Resposta: Há apenas uma solução: acelerar o seu desenvolvimento. Para isso, será preciso mais estudo e uma maior conexão com seus amigos. Não se exige riqueza, honra, poder, ou algum outro esforço, somente o pensamento de nunca esquecer isso.

A chave é a nossa interconexão. Apesar da relutância da pessoa, ela quer se esforçar e manter a conexão com os amigos, a fim de ter uma consciência contínua da importância da meta. E quando ela alcança isso, ela “passa adiante”, isto é, dissemina aos outros.

Da 1ª parte da Liçõa Diária de Cabalá 04/02/11, Escritos do Rabash

Fique do Lado Da Sua Evolução

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu devo reagir às sensações que surgem como resultado das ações do Criador?

Resposta: Elas são o resultado do contato com a Luz Superior, com o Criador. Mas, novamente, deve-se lembrar que o Criador é imutável e só eu mudo, como resultado das Reshimot (genes informacionais) que se revelam em mim continuamente.

Portanto, eu só posso me esforçar em mudar as Reshimot. Ao fazer isso, eu acelero o desenvolvimento delas e vejo isso como desejável. Eu não sou contra o meu desenvolvimento; eu sou tudo para ele, apesar de eu perceber que não ele é fácil e exige um esforço, como em qualquer desenvolvimento. Eu estou disposto a fazer isso.

Então, como eu me desenvolvo? Entrando no grupo. Com a ajuda do grupo, eu começo a perceber a importância do meu desenvolvimento; eles me dão força para suportar isso. Isso é o que chamamos de consciência da meta. Afinal, se a meta for tão grande aos meus olhos, eu estarei pronto para ela, apesar da resistência do meu corpo. A importância me dá força.

Se eu realmente me incorporo nos desejos dos meus amigos, eu não tenho problema em acelerar o meu desenvolvimento. Eu não avanço por meio do sofrimento, quando, devido à minha disparidade com a Reshimo, isso me causa dor.

Da 1ª parte da Liçõa Diária de Cabalá 04/02/11, Escritos do Rabash

A Aurora Do Despertar

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que o Criador quer de mim quando Ele “brinca” comigo?

Resposta: O Criador não quer nada. Ele é bom e faz o bem. Com base no plano da criação, para benefíciar a criatura, Ele realizou apenas uma ação: criou o desejo de receber. Além disso, este foi criado como perfeito desde o início. Como descreve a “Introdução ao Livro do Zohar”, o estado inicial e final estão em união perfeita.

No entanto, a fim de saber onde estamos, como e por que Ele nos criou inicialmente, nós retomamos gradualmente a consciência e dissolvemos o estado no qual estamos. Afinal, tudo se passa em relação a nós, na nossa percepção. Nada muda, exceto o meu entendimento e conscientização.

Portanto, o Criador não quer nada de nós. Ele simplesmente nos deu a oportunidade de conhecer conscientemente o estado em que fomos criados como perfeitos, eternos e semelhantes a Ele. É isso que devemos realizar, tendo passado por várias etapas. Primeiro, nós nos desenvolvemos inconscientemente, nos níveis inanimado, vegetal e animal dos desejos. No último nível, o falante (humano), chegamos à consciência e atingimos o nosso verdadeiro estado. Nós estamos vivendo na época em que essa transição está sendo feita.

Anteriormente, outras pessoas também atingiram a espiritualidade, mas apenas alguns indivíduos. Com relação a hoje, este processo envolve todas as almas que começam a sentir e perceber onde realmente estão.

Da 1ª parte da Liçõa Diária de Cabalá 04/02/11, Escritos do Rabash