Textos na Categoria 'Percepção'

Óculos Milagrosos

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Como eu faço para reconhecer de que modo estou sendo ensinado pelo Alto?

Minha resposta: A ciência Cabalística fala de coisas muito lógicas e revela uma grande quantidade de novos conhecimentos acerca do homem neste mundo e a força que rege todos nós. Ao fazer isso, a Cabalá complementa nosso conhecimento sobre a psicologia humana e nossa visão geral sobre o mundo.

No entanto, a ciência Cabalística é para aqueles que já sentem a espiritualidade e têm cinco “órgãos de percepção” espirituais: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut. Até que a pessoa adquira esses órgãos superiores de percepção, a Cabalá não é uma ciência para ela, mas sim uma mensagem codificada, um livro de mistérios.

O que eu posso fazer se sou incapaz de entender uma única palavra que li? Eu não existo na realidade que converte cada palavra que li numa sensação concreta. Se eu não tenho essa conexão com o mundo sob investigação, isso não é considerado ciência. Somente quando eu tenho todos os dados da pesquisa e posso experimentá-los, isso se torna uma ciência.

Portanto, no início nós não estudamos Cabalá para aprender esta sabedoria, mas para obter as ferramentas (Kelim) para alcançá-la, de modo que possamos começar a perceber o objeto de nossa investigação. Se minha visão é ruim, então, para ser capaz de ver, eu primeiro preciso arranjar um par de óculos. Eu ganho dinheiro para comprar os óculos, colocá-los, e só então eu começo a ver claramente. Só então eu começo a ouvir as explicações e entendo sobre o que estou sendo informado.

É por isso que existe o “tempo de preparação“, durante o qual nós trabalhamos em nós mesmos, a fim de entrarmos no mundo espiritual. Nós começamos a senti-lo na medida em que adquirimos suas propriedades. Mais tarde, à medida que eles surgem e se desenvolvem dentro de nós, continuamos com a investigação do novo mundo, como uma criança que cresce por causa das novas propriedades que surgem nela.

Na fase inicial do desenvolvimento das novas propriedades dentro de nós, nós não temos nada a perguntar, porque não temos a capacidade de compreender. Apenas uma pergunta é apropriada neste momento: Estamos nós nos alinhando corretamente, a fim de atrairmos a Luz Superior que forma novas propriedades dentro de nós? O nosso sucesso e futuro dependerão das ações da Luz.

Da Lição Noturna do Zohar 29/04/10

O Mundo Na Luz Refletida

O Zohar, “Capítulo VaEra (E Eu apareci),” Item 6: … cada nível compreende GAR e ZAT, que é ZA, e existe apenas em ZA realização de cada nível, mesmo em ZA de [da] GAR, chamado DAAT . No entanto, ninguém pode alcançar GAR de cada grau, mesmo no GAR do patamar de Assiya.

Percebemos tudo dentro de Malchut. Malchut é chamada de “imagem do Criador.” Hoje não vemos a verdadeira imagem do mundo, mas apenas o que percebemos através dos nossos cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato) que é apresentado no nosso cérebro. Nós recebemos uma impressão a partir da informação que nos foi entregue pelos nossos sentidos,  percebemos a realidade que aparentemente existe a nossa frente formada fundo do nosso cérebro.

O mesmo acontece com Malchut. Baal HaSulam explica na “A Introdução do Livro do Zohar“, que juntamente com Malchut, existem nove primeiros Sefirot, no entanto, Malchut não sabe o que eles são. Ela atinge esses Sefirot depois as inclui dentro de si, percebendo-as como algo que aparece diante dela. [Leia mais →]

Não Bata No Computador, É Inanimado!

Uma pergunta que recebi: O que significa que o Criador se irrita? Se estamos falando acerca de leis espirituais invariáveis, por que o Zohar retrata o Criador como alguém que possui qualidades humanas, tais como raiva, inveja, etc?

Minha Resposta: A Torá usa a linguagem do homem para nos dizer o que sentimos e atribuímos ao Criador. Costumo usar um computador como um exemplo disto. Por que ficamos com raiva de um computador quando ele não é nada além de pedaços de metal e plástico? Ele não tem inteligência, mas apenas executa seus comandos programados perfeitamente. Todas as suas ações estão corretas.

Se você pressionar a tecla errada, ou se lhe falta o conhecimento de como funciona o programa, você pode quebrar o teclado devido a  sua frustração, mas o computador continua a responder com o mesmo erro a cada momento. Uma pessoa não é um computador que pode mudar o seu comportamento. Um computador é inanimado, e não pode mudar. Porém, você ainda se relaciona com ele como se ele fosse uma pessoa, questionando-o com raiva: “Por que você não está fazendo o que eu quero que você faça?” [Leia mais →]

Um Vaso Espiritual Real


Uma questão que eu recebi: O que é o verdadeiro receptor espiritual (Kli)?

Minha Resposta: O Kli verdadeiro é um desejo que está pronto para a correção. Minha tarefa é totalmente discernir qual a parte do meu desejo que eu posso corrigir em prol da doação, e a parte que eu não posso corrigir e devo apenas restringir.

Suponhamos que me seja dado um desejo e eu percebo que eu possa corrigir 20% do mesmo para doação, e que eu tenho que restringir os outros 80% dele, fazendo Sof fora dele, o que significa o fim do Partzuf. Isso significa que eu corrigi todo esse desejo. Ambos tipos de desejos estão sempre presentes, e eu tenho que entender o que fazer com eles. [Leia mais →]

Veja Seu Mundo Nesta Vida


Tudo consiste em apenas dois componentes – o desejo e realização. Na Cabalá, a realização é chamada Luz. É tudo ao redor e dentro de nós, ilimitado no espaço. Estamos nela como em um oceano. Todas as mudanças na forma como percebemos a nós mesmos e nosso meio ambiente depende da mudança do nosso desejo. O nosso desejo, por sua vez, quer mudanças sob a influência da Luz ou sob a influência de nossos esforços. O desejo é chamado de um vaso e o cumprimento é chamado Luz. A Luz é constante, e a única coisa que muda é o desejo ou kli, a sua alteração muda a Luz constante que se percebe.

Cabalá nos ensina a mudar a nossa vontade para que nós sintamos um mundo espiritual adicional dentro de nós. Este é o significado do versículo: “Você vai ver o mundo nesta vida.” Isto acontece quando uma pessoa cria um desejo mais interior. Dentro dela, ela sente o Mundo Superior e, em seguida, mesmo quando o desejo que ela sente neste mundo desaparece, ela não influencia seu desejo e sensação no Mundo Superior. [Leia mais →]

A Vida É Fusão Com O Criador

A ciência da Cabalá define a vida e a morte só no que diz respeito à fusão com o Criador. Um estado semelhante ao Criador é chamado de vida, enquanto aquele que está oposto a ele é a morte. Portanto, os desejos egoístas (Klipot) são considerados mortos, ao passo que o veneno da “morte” refere-se a força que separa a criatura do Criador.

A morte não é uma perda de existência, como observamos o desaparecimento de uma forma no mundo (em nosso nível). Tudo que é criado (desejo) apenas muda em relação à aproximação ou afastamento do Criador em sua intenção de doar; em relação ao resto (no seu desejo), a criatura permanece a mesma. Então o distanciamento do Criador, a perda do estado de adesão com Ele, é chamado de “morte”, enquanto a adesão com Ele, a aquisição da qualidade de doação, é chamado de “vida”. [Leia mais →]

Não Existe a Morte, Apenas Um Novo Nível

Uma pergunta que recebi: Na Torá, muito está escrito sobre a morte. No entanto, a Torá e o Criador são eternos e perfeitos, a realidade que Ele criou é eterna e perfeita. Portanto, parece que “a vida e a morte” são os estados do processo eterno.

Minha resposta: Nós vemos como objetos inanimados perdem a sua forma, animais e plantas perdem a sua vida. Eles também são nascidos em uma nova forma. Nós aprendemos que nada desaparece, tudo o que existe só muda forma. Desde que nós não percebemos algumas das formas, nós imaginamos que elas desapareçam ou não existem mais. [Leia mais →]

O Acelerador Interior de Partículas

Recebi uma pergunta: Existe uma chance de se fazer algo além das fronteiras do filme no qual vivemos? Podemos melhorar o script?

Minha resposta: À parte do script, existe uma oportunidade de ir mais profundamente para dentro da “ciência interna” estudando por você mesmo. Nós não podemos limitar nossos estudos às “ciências externas”, como a psicologia, a cultura, a sociologia, ou a política. Todas elas são “formas externas” pelas quais nós percebemos o mundo. Elas, na verdade, não nos dizem muito sobre esse mundo, que é a razão pelos muitos erros que cometemos. Essas ciências não derramam nenhuma luz sobre as leis desse mundo, nem nos mostram a direção das mudanças pelas quais precisamos passar.

Psicólogos, sociólogos, políticos e outros descrevem um quadro “externo” que eles percebem de acordo com seus padrões e metas pessoais, seus próprios pontos de vista. Por isso nós precisamos desesperadamente da sabedoria da Cabalá uma vez que ela nos permite ir mais profundamente dentro de nós mesmos, ao nível das “partículas básicas”, e estudar o material autêntico do qual somos construídos; isso está mais perto da verdade do que nossas subjetivas psicológicas fantasias.

Nós iríamos parar de cometer erros se fôssemos capazes de ir mais fundo dentro de nós mesmos e começássemos a perceber o que está nos acontecendo lá dentro, no mais profundo nível; se nós rompêssemos todas essas cascas nas quais estamos vestidos, como as camadas de uma cebola, através de várias formas de perceber o mundo externo, poderíamos aprender a confiar em nós mesmos e entender o que está se passando e por que, o que nos permitiria avançar, ao que é benéfico ou nocivo.

Isso se torna possível somente se a pessoa obtém a habilidade de ver dentro de si. Para alcançar esse resultado dentro das fronteiras das “ciências externas”, temos que construir um acelerador de partículas usando nossa visão interna. O acelerador de partículas está dentro de mim. Eu preciso alcançar o grau de precisão que me permita sentir as forças que atuam dentro de mim, que executam o trabalho de um acelerador.

É isso que sabedoria da Cabalá nos permite alcançar. Somente chegando a esse ponto seremos capazes de entender a origem da criação, nosso lugar nela, aonde somos conduzidos, e quando iremos chegar – nosso Caminho inteiro. Ao fazer isso, seremos capazes de nos direcionar corretamente e parar de cometer erros.

Selecionando As Profundezas Da Realidade

Durante a leitura do Zohar,  imaginamos, como em uma tela, um retrato de um mundo detalhando vários assuntos e imagens, palavras e ações materiais. Isso ocorre porque nosso desejo mantém-se apenas no material.

Exigimos que o Zohar nos traga a Luz que ilumina uma profunda tela similar a uma tela de computador onde diferentes janelas estão escondidas uma atrás da outra. Temos que tentar ver a propriedade espiritual por trás de cada palavra com a melhor de nossas habilidades.

Quando obtemos a visão espiritual, naturalmente começamos a ver uma imagem totalmente diferente por trás das palavras, podemos ler: forças, conexões, relações, propriedades e qualidades.  Esta nova imagem é absolutamente desconectada das que estavamos acostumados a ver antes. A forma anterior desaparece e as transições para uma tela mais “Interna” que está segurando as nossas sensações, sensibilidades, e toda a nossa vida surgem. Temos de nos esforçar para chegar a esse estado. [Leia mais →]

Escriba Da Torá


Do livro Shamati, o artigo 197: Livro, Autor, História. Um livro é considerado [estado] antes da [criação] plano. O autor é o proprietário do livro. A unificação do autor e do livro assume a forma de uma “história”, isto é, a Torá, juntamente com o doador da Torá.

Nos percebemos dentro de algum tipo de realidade, e temos que fazer uma pesquisa para descobrir: qual é o seu significado? É apenas uma ilusão ou a verdade? Ou talvez ambos sejam a mesma coisa? Algum programa está funcionando dentro de mim ao longo de uma série de causas e efeitos. Mas quem é seu autor? Serei capaz de reconhecer o autor da história que eu leio dentro de mim?

O livro (esta realidade inteira) já existia antes que eu comecasse a ler e revelá-la. No entanto, todas as revelações ocorrem dentro de mim porque eu estou lendo esta história enquanto eu leio o livro do começo ao fim e recebo uma impressão do seu fluxo. [Leia mais →]