Textos na Categoria 'Percepção'

O Mundo Na Luz Refletida

O Zohar, “Capítulo VaEra (E Eu apareci),” Item 6: … cada nível compreende GAR e ZAT, que é ZA, e existe apenas em ZA realização de cada nível, mesmo em ZA de [da] GAR, chamado DAAT . No entanto, ninguém pode alcançar GAR de cada grau, mesmo no GAR do patamar de Assiya.

Percebemos tudo dentro de Malchut. Malchut é chamada de “imagem do Criador.” Hoje não vemos a verdadeira imagem do mundo, mas apenas o que percebemos através dos nossos cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato) que é apresentado no nosso cérebro. Nós recebemos uma impressão a partir da informação que nos foi entregue pelos nossos sentidos,  percebemos a realidade que aparentemente existe a nossa frente formada fundo do nosso cérebro.

O mesmo acontece com Malchut. Baal HaSulam explica na “A Introdução do Livro do Zohar“, que juntamente com Malchut, existem nove primeiros Sefirot, no entanto, Malchut não sabe o que eles são. Ela atinge esses Sefirot depois as inclui dentro de si, percebendo-as como algo que aparece diante dela. [Leia mais →]

Não Bata No Computador, É Inanimado!

Uma pergunta que recebi: O que significa que o Criador se irrita? Se estamos falando acerca de leis espirituais invariáveis, por que o Zohar retrata o Criador como alguém que possui qualidades humanas, tais como raiva, inveja, etc?

Minha Resposta: A Torá usa a linguagem do homem para nos dizer o que sentimos e atribuímos ao Criador. Costumo usar um computador como um exemplo disto. Por que ficamos com raiva de um computador quando ele não é nada além de pedaços de metal e plástico? Ele não tem inteligência, mas apenas executa seus comandos programados perfeitamente. Todas as suas ações estão corretas.

Se você pressionar a tecla errada, ou se lhe falta o conhecimento de como funciona o programa, você pode quebrar o teclado devido a  sua frustração, mas o computador continua a responder com o mesmo erro a cada momento. Uma pessoa não é um computador que pode mudar o seu comportamento. Um computador é inanimado, e não pode mudar. Porém, você ainda se relaciona com ele como se ele fosse uma pessoa, questionando-o com raiva: “Por que você não está fazendo o que eu quero que você faça?” [Leia mais →]

Um Vaso Espiritual Real


Uma questão que eu recebi: O que é o verdadeiro receptor espiritual (Kli)?

Minha Resposta: O Kli verdadeiro é um desejo que está pronto para a correção. Minha tarefa é totalmente discernir qual a parte do meu desejo que eu posso corrigir em prol da doação, e a parte que eu não posso corrigir e devo apenas restringir.

Suponhamos que me seja dado um desejo e eu percebo que eu possa corrigir 20% do mesmo para doação, e que eu tenho que restringir os outros 80% dele, fazendo Sof fora dele, o que significa o fim do Partzuf. Isso significa que eu corrigi todo esse desejo. Ambos tipos de desejos estão sempre presentes, e eu tenho que entender o que fazer com eles. [Leia mais →]

Veja Seu Mundo Nesta Vida


Tudo consiste em apenas dois componentes – o desejo e realização. Na Cabalá, a realização é chamada Luz. É tudo ao redor e dentro de nós, ilimitado no espaço. Estamos nela como em um oceano. Todas as mudanças na forma como percebemos a nós mesmos e nosso meio ambiente depende da mudança do nosso desejo. O nosso desejo, por sua vez, quer mudanças sob a influência da Luz ou sob a influência de nossos esforços. O desejo é chamado de um vaso e o cumprimento é chamado Luz. A Luz é constante, e a única coisa que muda é o desejo ou kli, a sua alteração muda a Luz constante que se percebe.

Cabalá nos ensina a mudar a nossa vontade para que nós sintamos um mundo espiritual adicional dentro de nós. Este é o significado do versículo: “Você vai ver o mundo nesta vida.” Isto acontece quando uma pessoa cria um desejo mais interior. Dentro dela, ela sente o Mundo Superior e, em seguida, mesmo quando o desejo que ela sente neste mundo desaparece, ela não influencia seu desejo e sensação no Mundo Superior. [Leia mais →]

A Vida É Fusão Com O Criador

A ciência da Cabalá define a vida e a morte só no que diz respeito à fusão com o Criador. Um estado semelhante ao Criador é chamado de vida, enquanto aquele que está oposto a ele é a morte. Portanto, os desejos egoístas (Klipot) são considerados mortos, ao passo que o veneno da “morte” refere-se a força que separa a criatura do Criador.

A morte não é uma perda de existência, como observamos o desaparecimento de uma forma no mundo (em nosso nível). Tudo que é criado (desejo) apenas muda em relação à aproximação ou afastamento do Criador em sua intenção de doar; em relação ao resto (no seu desejo), a criatura permanece a mesma. Então o distanciamento do Criador, a perda do estado de adesão com Ele, é chamado de “morte”, enquanto a adesão com Ele, a aquisição da qualidade de doação, é chamado de “vida”. [Leia mais →]

Não Existe a Morte, Apenas Um Novo Nível

Uma pergunta que recebi: Na Torá, muito está escrito sobre a morte. No entanto, a Torá e o Criador são eternos e perfeitos, a realidade que Ele criou é eterna e perfeita. Portanto, parece que “a vida e a morte” são os estados do processo eterno.

Minha resposta: Nós vemos como objetos inanimados perdem a sua forma, animais e plantas perdem a sua vida. Eles também são nascidos em uma nova forma. Nós aprendemos que nada desaparece, tudo o que existe só muda forma. Desde que nós não percebemos algumas das formas, nós imaginamos que elas desapareçam ou não existem mais. [Leia mais →]

O Acelerador Interior de Partículas

Recebi uma pergunta: Existe uma chance de se fazer algo além das fronteiras do filme no qual vivemos? Podemos melhorar o script?

Minha resposta: À parte do script, existe uma oportunidade de ir mais profundamente para dentro da “ciência interna” estudando por você mesmo. Nós não podemos limitar nossos estudos às “ciências externas”, como a psicologia, a cultura, a sociologia, ou a política. Todas elas são “formas externas” pelas quais nós percebemos o mundo. Elas, na verdade, não nos dizem muito sobre esse mundo, que é a razão pelos muitos erros que cometemos. Essas ciências não derramam nenhuma luz sobre as leis desse mundo, nem nos mostram a direção das mudanças pelas quais precisamos passar.

Psicólogos, sociólogos, políticos e outros descrevem um quadro “externo” que eles percebem de acordo com seus padrões e metas pessoais, seus próprios pontos de vista. Por isso nós precisamos desesperadamente da sabedoria da Cabalá uma vez que ela nos permite ir mais profundamente dentro de nós mesmos, ao nível das “partículas básicas”, e estudar o material autêntico do qual somos construídos; isso está mais perto da verdade do que nossas subjetivas psicológicas fantasias.

Nós iríamos parar de cometer erros se fôssemos capazes de ir mais fundo dentro de nós mesmos e começássemos a perceber o que está nos acontecendo lá dentro, no mais profundo nível; se nós rompêssemos todas essas cascas nas quais estamos vestidos, como as camadas de uma cebola, através de várias formas de perceber o mundo externo, poderíamos aprender a confiar em nós mesmos e entender o que está se passando e por que, o que nos permitiria avançar, ao que é benéfico ou nocivo.

Isso se torna possível somente se a pessoa obtém a habilidade de ver dentro de si. Para alcançar esse resultado dentro das fronteiras das “ciências externas”, temos que construir um acelerador de partículas usando nossa visão interna. O acelerador de partículas está dentro de mim. Eu preciso alcançar o grau de precisão que me permita sentir as forças que atuam dentro de mim, que executam o trabalho de um acelerador.

É isso que sabedoria da Cabalá nos permite alcançar. Somente chegando a esse ponto seremos capazes de entender a origem da criação, nosso lugar nela, aonde somos conduzidos, e quando iremos chegar – nosso Caminho inteiro. Ao fazer isso, seremos capazes de nos direcionar corretamente e parar de cometer erros.

Selecionando As Profundezas Da Realidade

Durante a leitura do Zohar,  imaginamos, como em uma tela, um retrato de um mundo detalhando vários assuntos e imagens, palavras e ações materiais. Isso ocorre porque nosso desejo mantém-se apenas no material.

Exigimos que o Zohar nos traga a Luz que ilumina uma profunda tela similar a uma tela de computador onde diferentes janelas estão escondidas uma atrás da outra. Temos que tentar ver a propriedade espiritual por trás de cada palavra com a melhor de nossas habilidades.

Quando obtemos a visão espiritual, naturalmente começamos a ver uma imagem totalmente diferente por trás das palavras, podemos ler: forças, conexões, relações, propriedades e qualidades.  Esta nova imagem é absolutamente desconectada das que estavamos acostumados a ver antes. A forma anterior desaparece e as transições para uma tela mais “Interna” que está segurando as nossas sensações, sensibilidades, e toda a nossa vida surgem. Temos de nos esforçar para chegar a esse estado. [Leia mais →]

Escriba Da Torá


Do livro Shamati, o artigo 197: Livro, Autor, História. Um livro é considerado [estado] antes da [criação] plano. O autor é o proprietário do livro. A unificação do autor e do livro assume a forma de uma “história”, isto é, a Torá, juntamente com o doador da Torá.

Nos percebemos dentro de algum tipo de realidade, e temos que fazer uma pesquisa para descobrir: qual é o seu significado? É apenas uma ilusão ou a verdade? Ou talvez ambos sejam a mesma coisa? Algum programa está funcionando dentro de mim ao longo de uma série de causas e efeitos. Mas quem é seu autor? Serei capaz de reconhecer o autor da história que eu leio dentro de mim?

O livro (esta realidade inteira) já existia antes que eu comecasse a ler e revelá-la. No entanto, todas as revelações ocorrem dentro de mim porque eu estou lendo esta história enquanto eu leio o livro do começo ao fim e recebo uma impressão do seu fluxo. [Leia mais →]

Liberdade: Alcançar a Eternidade

Laitman_058O Baal HaSulam inicia o artigo “A Liberdade” com as palavras “‘Harut (Entalhado) nas pedras; não pronuncie Harut (Entalhado), mas sim Herut (Liberdade), para mostrar que eles são libertados do anjo da morte “. O que será que a pessoa precisa neste mundo, enquanto ainda for incapaz de sentir o mundo espiritual Superior e apenas se preocupar com sua vida, como qualquer outro animal? Neste momento, a principal preocupação da pessoa é a questão da vida e da morte. Há uma razão para estar escrito que liberdade significa a libertação do anjo da morte. A ciência Cabalística é o método de conquista da eternidade, e ela é de fundamental importância para todos.

Subconscientemente, a humanidade esconde a questão da morte de si mesma; esse problema não tem solução, mas reduz a todos nós a um nível de seres inúteis. Tudo o que fazemos neste mundo (cultura, educação, trabalho) é feito para ocultar a certeza da morte. Nós tentamos empurrá-la ainda mais longe e não pensarmos nisso, como se não existe. No entanto, se esta questão surge dentro de uma pessoa, ela se sente totalmente impotente, já que nada pode ser feito para impedir uma pessoa de morrer. Nós podemos lidar com qualquer coisa e conseguir qualquer coisa, exceto uma coisa – a vida eterna.

A inevitabilidade da morte anula o ser humano em mim. Portanto, tudo que a humanidade se ocupa, subconscientemente vem desse único pensamento. Nós não entendemos em que medida veríamos a vida de forma diferente se fôssemos imortais. Toda a nossa atitude em relação à nossa existência, à realidade, às outras pessoas, e a nós seria completamente diferente.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/10, Artigo “A Liberdade”