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A Fundação Ilógica

Dr. Michael LaitmanGraças a sua energia e criatividade, o povo judeu sempre se encontra nas primeiras fileiras do desenvolvimento social e tecnológico, aparentemente mostrando ao mundo em que direção ir. No entanto, a tarefa e missão dos filhos de Israel é completamente diferente. Se soubéssemos exatamente qual era, alcançaríamos a paz e a felicidade para todos e levaríamos o mundo ao estado ideal.

De uma forma ou de outra, nós somos o povo de uma ideia, indivíduos que são professores. Tudo gira em torno disso, e nos impulsiona a mudar as coisas. Na Torá se diz que seremos uma nação de sacerdotes. Em outras palavras, serviremos como um elo, de tal forma que através de nós o conhecimento do sistema geral de criação será transmitido ao mundo.

Até hoje, nós sentimos essa irracionalidade oculta a partir da qual não há escapatória. O problema latente nisso é que não estamos ensinando a humanidade a maneira correta de viver. Dentro da nossa natureza, há os brotos dessa estrutura interna, necessários para transformar a humanidade num todo único e torná-la uma sociedade harmoniosa.

Ninguém mais tem isso, apenas os judeus. Isso é porque eles já passaram por isso uma vez e, portanto, podem voltar a isso novamente. Além do mais, eles devem voltar a isso diante de toda a humanidade.

Esta experiência anterior foi marcada neles para sempre, e, como resultado, toda a humanidade sente que eles são estranhos, estrangeiros, e sentem que os judeus: “Têm algo que não está em nós e não pode estar”.

Mesmo se eles passassem por mais 2000 anos, tudo seria o mesmo. Os judeus são separados e todo o resto está separado deles. Não importa o quanto eles tentem, eles não se misturam com os outros. É como uma suspensão (uma solução contendo substâncias que não podem ser misturadas umas com as outras). Você pode dissolvê-las, espalhá-las, sacudi-las, fazer o que quiser, mas essa característica essencial não será misturada. Apesar de tudo isso, através das gerações, eles ainda vão se desenvolver no estado original em que foram criados.

Isto porque o que está latente neles é irrelevante aos fatores mundanos. Integre-os com quem quiser no nível material, substitua todos eles por outros, este ponto irá aparecer neles novamente. É ilógico. Ele não pertence à natureza do nosso mundo, aos corpos físicos. Em todos os casos, ele vai brotar em seus descendentes na mesma forma como hoje. Tudo vai sair como se nada tivesse acontecido.

Vamos fazer um cálculo grosseiro, somente para ilustração geral. Antes de 700-800 A.C., com a destruição do Primeiro Templo, o povo judeu perdeu dez tribos, cinco vezes mais do que as duas tribos restantes. Ao longo de todo o tempo que se passou de lá para cá, essas duas tribos cresceram, digamos, para 15 milhões de pessoas.

Considerando-se o extermínio em massa de judeus em toda a história, este número teórico chega a 20 milhões. Segue-se que os descendentes do resto das tribos, que eram cinco vezes mais, totalizaria 100 milhões. Esta é uma soma bastante considerável, certo?

Assim, num determinado período de tempo, veremos que estes 100 milhões, de repente, serão descobertos como se do nada. Será descoberto que eles são judeus em diferentes nações com costumes e características completamente diferentes, não importa o quê e onde. De repente, será descoberto que eles estão aqui, ali e em toda parte. Além disso, quando eles forem descobertos com seus traços judaicos, esse mesmo ponto ilógico será encontrado neles. Novamente, a imagem familiar será repetida: as nações vão olhar para os judeus e ver que há algo neles, mas o que é, não está claro. Mesmo que eles tenham a forma e o caráter dos moradores locais, isso não importa.

Pode ser um americano, um australiano, um europeu, mas você vê que este é um judeu. É como se ele chegasse do espaço sideral, se instalasse aqui entre os habitantes da terra e vivesse em suas roupas, enquanto seu interior é diferente. Vivendo nele está uma centelha que o conecta com o mundo superior. Esta centelha permanece; é impossível ser libertada dela.

Hitler tentou exterminar todos os judeus, mas é impossível exterminar este ponto espiritual através da aniquilação física. De qualquer forma, ele vai crescer em outras pessoas sem qualquer conexão com a genética ou as gerações que foram aniquiladas.

Repito: a fundação ilógica que existe nessas pessoas não pode ser aniquilada. A própria história é prova disso.

Assim, o estoque que é composto das dez tribos que existem em algum lugar entre os outros povos ainda deve se revelado.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

Tabela Periódica Da Natureza

Laitman_709Pergunta: Desde os anos 30 do século passado, o mundo se tornou uma grande aldeia. Será que a partir desse momento nós deveríamos nos relacionar com a humanidade como uma família, com um único governo, um “Ministério da Saúde” mundial?

Resposta: Isso deveria ter sido feito antes mesmo dessa época, a partir dos anos 20! A Primeira Guerra Mundial foi uma reação ao nosso desrespeito pelo regime geral que conecta todos juntos.

Não importa que existam regiões na América do Sul, África e Ásia, onde se vive como se fosse mil anos atrás. Numa família há tanto adultos como crianças, menos desenvolvidos e mais desenvolvidos de acordo com a idade. Mas a nossa atitude em relação a todos deve ser igual.

Essa unidade deveria ter sido alcançada pela humanidade no início do século XX, mas não foi. Assim, ela recebeu a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais e a atual epidemia de Ebola.

Pergunta: E se nos relacionássemos com o mundo inteiro como uma única família, o vírus não se espalharia? Como isso está conectado, e como funciona o sistema de relações entre pessoas, países e nações? Como o vírus Ebola sabe quando precisa se ​​espalhar e quando não?

Resposta: Uma epidemia viral é o resultado de um desequilíbrio. Nós violamos o equilíbrio no sistema, e em cada um de seus níveis surge algum tipo de desvio em relação ao equilíbrio que devemos reconciliar à força. Para reconciliar à força a falta de equilíbrio e restaurar o sistema para um estado de equilíbrio, a epidemia de Ebola surgiu.

O nível humano está acima de todo o sistema, sendo esta a relação entre as pessoas individuais, nações e países. E seu maior estrato é determinado pelo equilíbrio entre o povo de Israel.

Israel se encontra na parte mais alta da pirâmide humana no sentido em que está no interior dela e requer equilíbrio em primeiro lugar; particularmente no Estado de Israel o equilíbrio é necessário. Assim, a remoção do desequilíbrio e, consequentemente, da praga do Ebola é principalmente dependente do povo de Israel.

Pergunta: O que não está claro é qual a relação entre o nível superior, onde nos comunicamos uns com os outros como uma família ou como estranhos, e algum lugar abaixo como ele está infestado de vírus?

Resposta: Bem, este é um sistema unificado que inclui no seu interior todos os níveis inanimado, vegetal, animal e falante. Toda a natureza é um único sistema, fora do qual não há nada.

A Natureza inclui vários níveis da matéria, começando no nível inanimado, onde os átomos se conectam uns com os outros e formam os elementos químicos: carbono, oxigênio, cobre, prata, ouro e afins. Depois vem o nível vegetal com a miríade de diferentes plantas, depois o nível animal, e, depois, o nível humano.

O nível humano não se refere a um mamífero bípede, mas sim à inteligência, o conhecimento, a evolução e a consciência do ser humano, que lhe permite ver que ele pertence inteiramente a um único sistema. O homem começa determinando que ele se encontra dentro de um sistema único e unificado da natureza, que ele depende de tudo e tudo depende dele.

Ele vê que ele percebe um nível superior e através de seu comportamento e relacionamento com as pessoas ele determina tudo o que acontece a todo o resto dos níveis da natureza.

Quando sobe e desce, o ser humano eleva e abaixa toda a natureza inanimada, vegetal e animal junto com ele.

De KabTV “Uma Nova Vida” 19/10/14

O Papel Da Nação De Israel

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o papel de Israel hoje e dos judeus em particular?

Resposta: O papel de Israel foi descoberto pela primeira vez na antiga Babilônia, quando um dos grandes sábios daquela geração, o sacerdote babilônico Abraão, proveu uma resposta para o que estava acontecendo lá.

Naquela época, a Babilônia estava passando os mesmos processos que o mundo está passando hoje: uma pequena sociedade de três milhões de pessoas, que era quase a civilização do mundo na época, de repente começou a se afundar em ódio mútuo por causa da erupção repentina do ego.

Até então, os babilônios viviam como uma pequena sociedade entre os rios Tigre e Eufrates, e tudo estava bem. Porém, quando o grande ego entrou em erupção, descobriu-se que, por um lado, eles estavam integralmente conectados entre si, e por outro lado, não poderiam existir em conjunto egoisticamente. Portanto, o termo da Torre de Babel simboliza o ego que, literalmente, cresceu para o céu.

Isto é o que está acontecendo hoje. Por um lado, nós descobrimos que as pessoas estão mutuamente conectadas entre si e, por outro lado, se odeiam. As duas forças que operam mutuamente dentro de nós precisam de uma solução, pois, caso contrário, vamos chegar a um beco sem saída.

Uma dessas duas forças, a força da natureza, nos une e nos mostra a globalização e a conexão mútua entre todos e para com todos. Essa força nos fecha integralmente e nos mostra que somos um corpo inteiro. A segunda força é a força humana egoísta que nos separa desde dentro, nos separa, e não nos permite ser um todo.

Estas duas forças foram estudadas pela primeira vez na antiga Babilônia e houve duas respostas à pergunta “o que devemos fazer?”.

A primeira resposta foi dada por Nimrod, o rei de Babilônia, que decidiu que os babilônios não tinham escolha, exceto se separar e se afastar uns dos outros. Ele desintegrou seu reino temendo que seus súditos começassem a se destruir mutuamente. Este é o lugar de onde vem o conceito da construção da Torre de Babel, e seu resultado foi a dispersão das pessoas e a mistura das línguas, que era um sinal de que as pessoas deixaram de se entender.

Essa foi a maneira de resolver o problema, mas hoje, os babilônios modernos não têm para onde ir, pois não temos outro planeta. Por isso, nós lidamos com a questão que temos que responder.

A segunda solução foi dada por Abraão, um dos principais sacerdotes na antiga Babilônia. Abraão entendeu que o ego nos separa do interior, enquanto as forças externas da natureza, que nos aproximam, foram dadas a nós de propósito para que possamos subir acima delas e nos assemelhar à natureza. Isso significa que vamos trabalhar contra o nosso ego na conexão entre nós.

Como isso pode ser feito? Como a pessoa pode se opor à sua própria natureza? Abraão sugeriu a organização de pequenos grupos de pessoas que começariam a se conectar, e em suas tentativas de se conectar, iriam extrair a força externa da natureza que seria revelada internamente entre elas, corrigindo e elevando-as acima de si mesmas.

O principal objetivo da natureza é levar a humanidade ao estado de “Ama teu amigo como a ti mesmo”, quer gostemos ou não. O problema da separação deve ser resolvido imediatamente, e somente desta maneira.

Cerca de cinco mil seguidores se juntaram a Abraão. O grande filósofo do século XII, Rambam, escreve sobre isso, e isso também está contido em escritos anteriores, como no Midrash Raba e outras fontes.

O Sefer Yetzirah (Livro da Criação) é o único livro remanescente escrito por Abraão, e ele nos fala sobre todo o sistema da natureza que afeta toda a sociedade humana.

Liderados por Abraão, 5000 pessoas deixaram a Babilônia e foram para a terra de Canaã, a terra da Israel moderna. Abraão ensinou-as a subir acima do ego na conexão entre si de acordo com os antigos mandamentos judaicos de “ama teu amigo como a ti mesmo”, “não faça aos outros o que é odioso para você” e “ser como um só homem em um coração “, etc. Este grupo é conhecido pelo nome de Israel, o que significa Yashar-El, direto ao Criador, assemelhar-se à natureza. Afinal, o Criador não é um quadro na parede ou um vovô sentado numa nuvem. O Criador é a natureza! Toda a natureza é chamada de Criador.

As 5000 pessoas que deixaram a Babilônia com Abraão foram chamadas de nação de Israel, decorrente da palavra “Yashar-El“, direto ao Criador. É uma nação que não cresceu como resultado das raízes biológicas como todas as outras nações, mas de acordo com uma ideologia, um propósito que define para onde ela está indo e como ela vai estabelecer uma sociedade.

Apesar de sermos os descendentes biológicos das pessoas, infelizmente não nos parecemos com elas, porque perdemos essa ideologia. Portanto, nosso estado atual é chamado de exílio do nível espiritual que elas tinham alcançado.

Quando o povo judeu deixou o Egito e vagou pelo deserto, ele trabalhou constantemente em sua conexão. Seu ego continuou crescendo, assim como o ego da humanidade cresce de geração em geração (que é o que nos torna diferentes dos animais), e as pessoas trabalharam nele.

Isto continuou até que o ego de repente explodiu na medida em que se desenvolveu. Foi o que aconteceu na véspera da destruição do Segundo Templo, no último ano A.C.. As pessoas não podiam subir acima dele na boa conexão entre si e caíram no nível egoísta.

O Templo se refere à santidade, doação, amor ao próximo e à incorporação de todos num todo. Quando a nação judaica caiu desse nível, ela determinou o resto de sua história de 2000 anos de exílio.

Da entrevista com V.Kanevsky em Toronto, 05/08/14

O Dilúvio E Outros Desastres Naturais

Dr. Michael LaitmanTudo sobre o que a Torá escreve acontece em um nível espiritual, mas seus personagens eram Cabalistas e realmente existiram. A Torá fala apenas sobre a entrada de uma pessoa no mundo espiritual. Ela não descreve fenômenos e acontecimentos na vida física, mas apenas o caminho interno de uma pessoa para alcançar o Criador.

Nesse sentido, Adão e Noé eram pessoas reais, que uma vez viveram na terra, ensinaram as pessoas nas suas escolas Cabalísticas, e as chamaram de seus filhos ou descendentes.

Visto que os eventos descritos na Torá aconteceram em um nível espiritual, é impossível dizer que todos aconteceram na vida física.

Por exemplo, houve realmente um dilúvio? Por milhares de anos de desenvolvimento humano, houve certamente todos os tipos de desastres naturais. Mas a história do dilúvio fala sobre duas características do grande poder da água, sobre a boa característica de doação que a água simboliza (o lado direito) e o poder ruim da água que afoga, destrói, causa tsunamis e afins (o lado esquerdo).

A história de Noé é especificamente sobre isso e não se trata de algum desastre natural global no nosso mundo.

A Torá fala sobre como a pessoa compreende a maneira que deve crescer acima da característica de julgamento, o poder que existe na água, e, através de algum tipo de relacionamento com esse poder, ela pode se realizar dentro dele corretamente, deve construir uma arca, o correto ambiente fechado, no qual as características da água serão boas para ela, e não cruéis ou letais.

No seu nível contemporâneo de conhecimento sobre o sistema de supervisão, Noé fez uma tremenda descoberta para as gerações futuras de Cabalistas que deixou bem claro como é possível a passagem das forças da natureza mais cruas, poderosas, e mais ameaçadoras para aquelas forças boas e úteis.

Isto é porque antes de Noé, as pessoas eram impotentes quando confrontadas com a natureza, como crianças. E seu método possibilitou domar o poder ameaçador da natureza. Portanto, o nível de Noé era necessário para o caminho da humanidade no sentido da realização e controle de todo o sistema de supervisão.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Cuidar Dos Negócios

Taking Care Of BusinessPergunta: Quando o povo de Israel caiu do grau do Templo, eles se moveram como ovelhas que ficam juntas em face do perigo. Este perigo foi despertado pelo antissemitismo, que nos seguiu por toda parte. Por que foi assim?

Resposta: Isso começou quando caímos do grau do Primeiro Templo. O antissemitismo surgiu quando, tendo construído o primeiro templo, deste ponto mais alto, os filhos de Israel despencaram.

Mas isso se manifestou muito lentamente – na medida em que desciam. No começo não havia nenhuma oposição óbvia, e ainda assim, o antissemitismo já estava se manifestando durante os tempos do exílio babilônico entre o Primeiro e o Segundo Templos, na época de Nabucodonosor, a rainha Ester e Hamã.

Naquele tempo, eu diria que ele se manifestava no plano ideológico, no nível dos sacerdotes, a nível governamental, mas não no nível das pessoas comuns que ainda não entendiam essa oposição, não a viam, como podemos ver no livro de Ester.

Porém, na medida em que descemos e ficamos mais distante do princípio do “ama teu próximo como a ti mesmo”, o antissemitismo continuou a aumentar e se espalhar através das nações do mundo.

Parece que o antissemitismo é irracional em sua natureza. O povo judeu sobreviveu apesar das provações, humilhação e destruição. A tendência de assimilar não funcionou: mesmo que muitos quisessem ser como todo mundo, ainda assim não foram capazes de se tornar como os outros. Também os intelectuais nos países da diáspora eram frequentemente mais antissemitas do que as pessoas normais.

Aqui nós devemos entender que as pessoas educadas lideram o movimento antissemita, porque entendem e percebem a diferença entre as ideologias, a diferença na abordagem da vida na profundidade da realização e percepção. Eu iria inclusive mais longe falando sobre a diferença na filosofia interna do povo judeu e as outras nações.

Uma pessoa normal não pode dizer a diferença. Ela pode dizer: “Ed aí que eles são mais espertos, mas eles são mais fracos. Eles não são como nós”. Afinal de contas, há diferenças entre todas as nações e, em geral, as pessoas comuns não têm uma compreensão especial sobre estes assuntos. Mas é possível assustá-las através de insinuações contra os judeus, o que tem acontecido até mesmo em nosso tempo.

Tudo isso é muito irracional. Uma vez eu disse a uma mulher idosa na Sibéria que eu era judeu, e ela não acreditou em mim: “Os judeus têm chifres”, disse ela. E o interessante é que eu não tinha nada a dizer. Ela disse isso de uma forma tão ingênua e honesta que eu só ficava quieto. Então, se eu não tenho chifres, eu não sou um judeu.

Mas não é disso que se trata. O antissemitismo é uma consequência da descida do povo judeu do nível de sua maior conquista, o grau do “ama a teu próximo como a ti mesmo”. Se tivéssemos ficado lá em cima, ninguém teria problema conosco, não haveria nada, exceto a inveja, o bom tipo de inveja. Eles desejariam aprender conosco.

Mas assim que começamos a cair a partir deste nível, negligenciando esta altura, descendo, o antissemitismo apareceu de imediato.

Portanto, a solução é a seguinte: se nós desconsideramos a condição do “ama o teu próximo como a ti mesmo”, que devemos levar ao mundo, as pessoas começam a nos odiar conforme a nossa negligência dessa condição. Elas querem nos ver realizar este mandamento e ensiná-las.

Se nós mostrar a eles que nós observamos essa condição e que estamos preparados para ser seu professor, veremos que qualquer nação do mundo está preparado para ser nosso aluno. Esta é uma parte da natureza, não há nada que pode ser feito sobre isso. Esta preparação está enraizada neles, ea única coisa que está faltando é a nossa confiança e altura espiritual. Temos de subir para o nível de amor teu próximo como a ti mesmo e ensiná-la às outras nações. Ensine-os a amar em vez de ensiná-los a viver.

O mundo não precisa de mais nada – só deste conhecimento, desta capacidade de estar juntos devidamente interligados entre todos.

Mas, em vez disso, nós ensinamos aos outros como viver, entramos em seus negócios: ciências, arte, cultura, apesar de nenhum deles, essencialmente, ser o nosso negócio. É por isso que eles não gostam de nós, não nos querem, nos pressionam, perseguem. Esta é a forma como todo este sistema de forças funciona; na verdade, eles nos afastam inconscientemente: “Vá cuidar de seu negócio”.

Se desde o momento da nossa chegada a Israel, nós cuidássemos do nosso negócio, trabalhássemos para atingir o grau de “amar ao próximo” e iluminássemos a humanidade, todas as nações se tornariam nossos alunos leais. E não é tarde demais para começar.

De KabTV “Babilônia, Ontem e Hoje” 24/09/14

Histórias Curtas: De Noé À Antiga Babilônia

Laitman_703_03Dez gerações se passam de Noé até Abraão (dez sempre se refere ao nível total de reconhecimento, desenvolvimento e crescimento completo). Durante este tempo, os alunos de Noé dominaram e assimilaram o seu método, o que significa que eles podiam controlar o atributo de doação, o atributo de Hesed, que simboliza a água.

A água é a fonte da vida de tudo neste planeta. Um embrião no ventre de sua mãe é cercado por água. A água é a principal força em nosso mundo. Toda a Terra é realmente coberta pela água. Os continentes simplesmente se destacam um pouco acima da água. A quantidade de água no interior do planeta Terra e na parte externa é indescritível! Quando estudamos outros planetas, antes de tudo, tentamos descobrir se existe água e oxigênio lá. Mas também o oxigênio é parte da composição da água.

A adaptação do atributo da água (o atributo da misericórdia) permitiu que as pessoas se conectassem mais corretamente e vivessem em paz na antiga Babilônia. Entre os babilônios havia a unidade de uma nação, uma única família, pessoas que se entendiam.

Quatro mil anos atrás, quando dez gerações depois de Noé aprenderam e cumpriram o atributo de Hesed, uma comunidade da antiga Babilônia foi criada, um protótipo da nossa civilização atual.

Na verdade, é graças ao fato do povo da Babilônia ter atingido boas e corretas relações mútuas num estado de paz que o próximo salto foi necessário a fim de continuar o seu desenvolvimento. Por causa de Adão e as vinte gerações depois dele (dez gerações de Adão até Noé, e dez gerações de Noé até Babilônia) descobriram o que a humanidade precisava para atingir a semelhança completa e equivalência de forma com o Criador. A próxima fase da subida ocorreu na Babilônia.

De KabTV “Histórias Curtas” 15/10/14

Transformar Para Se Tornar Uma Parte Ativa Do Sistema Geral

laitman_249-01Pergunta: Nós temos conexões com várias organizações de jovens judeus. Quão atual é estar envolvido com disseminação num ambiente judaico em nossa nação e como nós abordamos isso?

Resposta: Eu não acho que existam pré-requisitos para isso na Rússia e na Ucrânia. O estrato judaico da população ainda não está preocupado com questões de sua nacionalidade.

Enquanto a população do entorno não tiver tocado esta questão, eles não se preocupam com nada. Mas, quando uma onda de antissemitismo alcança-los, então pode ser que as condições para sair apareçam.

O fato é que o Criador vai despertar completamente o antissemitismo em todas as partes do mundo em suas maiores profundidades e não vai deixar nenhum judeu viver em paz, de modo que eles vão entender que a perseguição física está condicionada a levá-los a realizar a sua missão espiritual.

Afinal, sem a participação de todos os judeus do mundo, a correção da humanidade é impossível. Nós precisamos acostumá-los à disseminação, estudo e implementação deste programa. Caso contrário, não haverá sucesso.

Quando nós estamos falando de uma rede geral onde cada um de nós é um nó numa conjuntura particular na rede, os judeus são especificamente esses pequenos nós (elos, ligações) que têm participado ativamente nos trabalhos desta rede por quase dois mil anos. Eles pertencem ao grupo de Abraão; eles trabalhavam corretamente dentro do sistema desde o início, mas depois caíram deste nível, que por si só provocou tudo isso.

Agora, este grupo deve criar a si mesmo novamente. Ao restabelecer a conexão correta, eles vão atrair todo o resto dos pequenos elos diante deles. E sem a correção das partes da rede que foram uma vez ativas, não podemos chegar ao trabalho correto e harmonioso de todo o sistema chamado de “alma”, no qual revelamos o Criador.

Quando o sistema é despertado, ele procura o problema. Então, surge o antissemitismo. A rede de conexão sente que suas partes ativas estão agindo de forma negativa e trabalhando contra ela.

Assim, os antissemitas estão certos quando veem que os judeus, que são a parte interna do sistema, são a fonte de seu mau funcionamento. A associação negativa dirigida aos judeus em todo o mundo deve trazê-los a uma consciência de sua função dentro do sistema, e, assim, eles vão começar a ser corrigidos contra a sua vontade.

O grupo Bnei Baruch foi criado entre essas partes que estavam agindo de forma incorreta, tentando participar corretamente no trabalho do sistema. Segue-se que os antissemitas vão pressionar os judeus do mundo por todos os lados, e de dentro de nós começaremos a explicar-lhes como eles devem ser corrigidos para se transformar em partes positivas e ativas para todo o sistema, ou seja, para toda a humanidade. Assim, com a ajuda de ambos, o trabalho será realizado para a correção de toda a rede conectada.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Escritos do Rabash

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 68

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Seis Passos

Não podemos nem imaginar como nós, povo do planeta Terra, estamos próximos uns dos outros.

Você sabe quantas pessoas existem, por exemplo, entre um tecnólogo da Índia e um arquivista da Estónia? Apenas seis.

Em 2002, o sociólogo americano Duncan Watts e seus colegas conduziram um experimento impressionante.

Uma tarefa foi dada a mais de 98000 voluntários. Através de seus conhecidos, espalhados por todo o mundo, eles tinham que enviar uma mensagem de e-mail para um destinatário desconhecido, escolhido arbitrariamente para esta finalidade.

A lista de destinatários continha um professor universitário, um arquivista da Estónia, um engenheiro da Índia, um policial australiano, um veterinário do exército norueguês, e outros. Havia dezoito pessoas ao todo.

A experiência mostrou que, em média, foi necessário transmitir seis vezes a mensagem para que ela chegasse ao seu destino.

“Esta progressão de seres humanos de tal condição aparentemente anárquica para agregações cada vez maiores e ordenadas – de bandos, aldeias, cidades e estados – pode, de fato, ser entendida como um aumento gradual no tamanho e complexidade das redes sociais. E hoje esse processo continua a se desdobrar na medida em que nos tornamos hiperconectados”. (Nicholas Christakis e James Fowler, Conectados)

Nós estamos conectados através de uma rede. Nós influenciamos uns aos outros, direta ou indiretamente. Por exemplo, o café colhido no Brasil, como a vodca produzida na Rússia, as pessoas bebem em todos os lugares, com todas as consequências positivas e negativas que se seguem. Pode-se dizer que essa é uma ligação direta entre os países.

Relações indiretas incluem todas as que se relacionam com o desperdício associado com a produção do mesmo café e vodca, bem como a produção de energia necessária para isso. Tudo isso tem sido conhecido por um longo tempo.

“A humanidade, como uma substância viva, está intrinsecamente ligada com os processos materiais-energéticos do envelope geológico específico da Terra – sua biosfera. Ela não pode ser fisicamente independente dela por um minuto”. (Vladimir I. Vernadsky, “Algumas Palavras Sobre a Noosfera”)

Tendências para a unidade e a interdependência estão aumentando a cada ano, quer queiramos ou não. Quer estejamos conscientes disso ou não. O termo “globalização” há muito tempo se tornou uma palavra diária em todas as línguas. O embaixador Wu Jianmin, Presidente da universidade de Negócios Estrangeiros da China, diz o seguinte sobre isso:

“O mundo do século XXI é diferente daquela em que vivíamos antes. Nós passamos da destruição mútua assegurada à interdependência econômica.

Quer você goste ou não, a globalização está ganhando força e torna o nosso mundo profundamente interdependente. Um exemplo notável é a relação entre a China e os Estados Unidos…

Em 1972, o volume de comércio entre os dois países totalizou 5 milhões de dólares, e em 2012 chegou a 500 bilhões de bilhões

Em 1972, os investimentos norte-americanos na economia chinesa foram zero, e agora eles são de até 60 bilhões de dólares”. (Assuntos Globais).

Interconexões são uma coisa boa. É difícil argumentar. No entanto, uma consequência direta de tais relacionamentos profundos é a interdependência. Ela é carregada de consequências, e nem sempre agradável. É devido a essa relação e interdependência que a crise financeira eclodiu em 2008.

O que podemos fazer, como podemos conectar o que aparentemente não pode ser conectado? Nós precisamos de alguma metodologia especial para resolver este problema aparentemente insolúvel. Mas esta metodologia tem circulado por um longo tempo. Com a sua ajuda, Abraão conectou pessoas completamente diferentes numa única nação com um destino único.

“O conflito entre o bem e o mal que prossegue incessantemente no seio da humanidade em lugar algum atinge tal intensidade como na raça judaica. A natureza dual da humanidade em lugar algum é mais fortemente ou mais terrivelmente exemplificada”. (Winston S. Churchill,” A Luta pela Alma do Povo Judeu”)

Histórias Curtas: De Adão A Noé

Adão foi o primeiro a alcançar o sistema de criação e descobriu que o objetivo final da evolução humana é a obtenção do estado superior, a subida ao nível do Criador, que todas as futuras gerações devem alcançar.

Assim, ele imediatamente começou a disseminar a sabedoria da cabalá, estabelecendo três grupos de estudantes a quem chamou de “seus filhos”.

Eles não eram filhos corporais, mas espirituais que estavam em um nível inferior ao de seu professor e que aprendiam com ele a subir para o próximo nível. Portanto, os termos, “pai” e “filho”, na Torá, referem-se a dois níveis. Não existem relações de parentesco entre eles, mas apenas uma continuação espiritual.

Depois de Adão, houve três linhas que se originaram de seus alunos.  Sem, Cam e Jafé. A linha que resultou de Sem desenvolveu-se, e as outras duas linhas acabaram em um “beco sem saída”. Mas elas também eram necessárias, a fim de expressar, destacar, e estabilizar a linha do meio.

Assim, uma cadeia gloriosa de cabalistas e suas escolas desenvolveram-se por muitos anos, desde Adão até o tempo da antiga Babilônia: dez gerações de cabalistas até Noé e dez gerações seguindo-o.

Cada geração simboliza sua determinada fase na revelação de uma ligação cada vez mais forte com o Criador e o reconhecimento da rede de forças que gerem o nosso mundo.

Nos tempos de Noé, o esclarecimento e a purificação do sistema de conhecer o Criador e ficar mais perto Dele continuaram, e é descrito na história da Arca de Noé.

Depois que todos os alunos de Noé subiram para o nível de unidade no atributo de doação e equivalência com o Criador, através do manejamento para ligar as partes da natureza inanimada, vegetativa, animada e falante, dentro deles, em uma cápsula (a arca), eles conseguiram superar o nível chamado de “inundação”. Em vez de afogamento, eles absorveram todos os atributos da água, os atributos da vida, o atributo de doação.

A quebra que ocorreu neles era o começo de um novo mundo. Noé simboliza este momento decisivo, quando as pessoas que estudam cabalá adquirem o atributo de doação, que é metaforicamente representada pela água. Tendo experimentado uma revolução interna, eles começam a usar esse ponto corretamente e continuam seu desenvolvimento.

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De Kab TV “Histórias Curtas” 15/10/14

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O Mundo Tornou-se A Arca De Noé
“Noé Andava Com Deus”

Como Ovelhas Diante De Lobos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Depois que o Primeiro e o Segundo Templos foram destruídos, será que o povo judeu sentia e lembrava a sua fundação criada por Abraão? Será que os filhos de Israel se lembravam em torno do que eles foram criados e consolidados? Será que esta fundação vivia entre eles?

Resposta: Sim e não.

Após a destruição do Segundo Templo, o povo caiu de ver a imagem interna da realidade, as forças governantes, tudo o que acontece no mundo, e, novamente se encontrou em ódio mútuo, rejeição mútua e distância mútua entre si, com uma indiferença que nos caracteriza até hoje.

Exilados da terra de Israel, nós passamos por muitas terras e nos voltamos para o oeste, para a Europa, para o leste, para as nações árabes, e começamos a afundar em apatia. Desde então, o que nos manteve juntos não é o poder do amor, nem pertencer a uma ideia, nem reciprocidade, conexão e ajuda mútua, nem qualquer cálculo, mas apenas o desejo de sobreviver. Nós ficamos presos um ao outro como ovelhas num rebanho diante de lobos, mas não nos mantivemos juntos.

Basicamente a nossa situação tem sido assim durante todo o exílio até o dia de hoje, que é todo os dois mil anos.

Pergunta: Que papel a religião cumpriu nisso?

Resposta: A religião ajudou as pessoas neste estado de absoluto desprendimento das fontes espirituais, da compreensão, de tudo. Ela simplesmente reforçou e os apoiou neste estado baixo e abjeto para que as pessoas pudessem estar envolvidas na realização de algum tipo de atividades mundanas, também chamado de Mitzvot, e, assim, manter-se desta maneira. A religião é o que resta e o que foi dado ao povo depois da destruição do Templo, em vez da sabedoria da Cabalá.

A sabedoria da Cabalá abre os céus, revela o Criador, e revela o poder da unidade ao povo. Ao realizá-la entre eles, eles descobrem o Criador, que é encontrado entre eles e que torna possível para eles viverem dentro de uma sensação de uma realidade completamente diferente.

E quando tudo isso se perdeu, nós adquirimos nossa forma atual. Isto diz respeito a todos, com exceção de alguns Cabalistas em cada geração que escreveram livros e desenvolveram esse método, e que continuaram a trabalhar para alcançar o Criador e a unidade entre nós.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14, Parte 7