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Os Judeus Foram, São E Serão Culpados Por Tudo

Dr. Michael LaitmanDe M. Brushtein:

Durante esses últimos dias de calor, os mísseis do Hamas, acompanhadas por alarmes, visitaram regularmente todo o território da nação de Israel. Enquanto isso, o sistema antimíssil, a cúpula de ferro, foi bem sucedido em interceptar os hóspedes não convidados. Em seguida, o IDF (Força de Defesa Israelense) iniciou uma operação terrestre.

Junto com isso, no fundo de nossos corações, todos entenderam que não havia solução militar, política ou outra solução racional para este problema. Foi possível tentar diminuir o problema na agenda, confundir todo mundo ou fingir que ela não existia, mas não havia nenhuma solução verdadeira, e não haverá.

Por que é impossível convencer, relaxar, ou, em última instância, aniquilar aqueles que odeiam Israel? É porque todo mundo sente, ou pelo menos assume, que Israel e os Judeus são sempre os culpados por tudo.

Os judeus foram, são e serão culpados por tudo. Todos eles são os culpados, mesmo aqueles que estão apenas prestes a nascer. Os judeus são os culpados pelo estabelecimento da polícia soviética, e também são culpados por destruir esta polícia. Os judeus que saem são os culpados por sair, e os judeus que ficam são os culpados por ficar. (V. Boinovich, autor russo, poeta e dramaturgo)

Há aqueles que pensam que o povo aprendeu uma lição no Holocausto. Certamente agora, todo mundo odeia os sionistas e não os judeus. Eles odeiam Israel e tudo relacionado a ele.

Pouco tempo atrás, a Liga Anti-Difamação (ADL) publicou um relatório estatístico sobre o nível de antissemitismo. De acordo com os dados, mais de um quarto da população do globo sente grande hostilidade para com os judeus. Em palavras simples, eles são antissemitas. As estatísticas estão erradas, porque há muito mais antissemitas. Simplesmente, alguns admitem isso e alguns ainda não.

Todas as pessoas entre as quais vivemos, todas juntas e cada uma separadamente são antissemitas, expressos ou implícitos. (Chaim Weitzmann, primeiro presidente da nação de Israel).

Tanto os judeus como os que não são judeus devem, em última análise, reconhecer que a fonte desta atitude para com os judeus está além de toda compreensão racional.

Quem, por exemplo, no final dos anos quarenta, pregaria de forma séria e aberta que o ódio dos judeus seria semelhante ao que está acontecendo hoje na Alemanha? (Coleção Literária Histórica).

Adivinhe quando estas linhas foram publicadas. Foi no ano de 2014? Talvez tenha sido em 1980, mas não, foi no ano de 1880. Além disso, há cem anos, e mil anos atrás, a atitude em relação aos judeus não mudou. Na melhor das hipóteses, as pessoas toleravam eles, e, na pior das hipóteses, os aniquilariam. Por trás de todas as nossas tentativas de encontrar uma razão lógica para o ódio para com os judeus se oculta a esperança de encontrar uma solução racional para o problema.

Vale a pena parar de procurar por soluções lógicas e, pelo contrário, tentar procurar algo ilógico.

O antissemitismo é irracional e não está sujeito aos ditames da razão “(George Orwell, autor inglês e jornalista).

No ano de 1940, a primeiro (e, evidentemente, a última) edição do jornal, A Nação, foi publicado. Um trecho do artigo:

“Este jornal A Nação é uma nova criação. É um tipo de criatura que nasce nas angústias, nas difíceis e terríveis dores de parto: do veneno do ódio que se autorizaram as nações do mundo para nos aniquilar da face da terra, a ameaça de extinção de milhões de nossos irmãos, e ainda as suas mãos estão estendidas – esta criação sádica neles não conhece satisfação. E mais, o desastre duplica; não podemos nos iludir de que tudo isso é apenas um fenômeno passageiro temporário”. (Baal HaSulam).

E isso é o que o autor escreve sobre a solução para o problema:

“Portanto, eu disse que nós precisamos organizar uma única instrução para nós mesmos através de uma ampla campanha, para inserir em cada um de nós sentimentos de um toque de amor nacional de um indivíduo para com outro e destes indivíduos para com o todo, para restaurar e revelar o amor nacional que foi implantado entre nós quando estávamos em nossa terra como uma nação entre as nações. E este trabalho vem antes de qualquer outra coisa, pois além de ser fundamental, ele também dá estatura e sucesso a todos os tipos de atividades que queremos fazer neste campo”. (Baal HaSulam).

Uma solução como esta irá confundir qualquer pessoa normal. Qual é a conexão entre o que aconteceu com os judeus da Europa e a educação para o amor nacional entre os judeus que vivem na terra de Israel? É verdade que nós não vemos uma conexão direta, e, por outro lado, dizemos que não há nenhuma conexão direta e racional com o problema judaico.

A pessoa que sugeriu essa solução ilógica, Baal HaSualm (Rabino Yehuda Ashlag, 1884-1954), foi o maior Cabalista do século XX. Ele escreveu o comentário sobre O Livro de Zohar. É interessante que uma solução semelhante para o problema tenha sido sugerida não só pelos Cabalistas, mas por antissemitas.

“Uma obrigação é imposta ao povo judeu para cumprir as profecias antigas que estabelecem que todas as nações do mundo serão abençoadas por eles, e para isso eles são obrigados a começar a realizar este novo serviço”. (Henry Ford, fabricante de automóveis americano, imprimiu e distribuiu o “Protocolos dos Sábios de Sião”)

E assim nós somos obrigados a esclarecer que profecias ele está falando.

“Porque Eu vos tomarei dentre as nações, e vos reunirei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. E Eu espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Um novo coração também Eu vos darei, e um espírito novo porei dentro de vós; e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e Eu vos darei um coração de carne”. (Ezequiel 36: 24-26)

Seja o que for, a nossa experiência histórica mostra que o problema do antissemitismo existiu e ainda existe. Não só os nossos vizinhos, mas todas as nações do mundo não vão nos deixar em paz. A solução racional é a paz para o território em troca de outra coisa que não vamos aceitar, que todo mundo sabe. Talvez valha a pena tentar resolver este problema de forma irracional, como Baal HaSulam escreve? Se outros acreditam nisso, por que não devemos acreditar?

“Eu acredito que um futuro maravilhoso será revelado aos judeus, e não como uma nação gerida por alguém, mas como a realização de grandes ideais da nossa civilização”. (Harry Truman, 33 º Presidente dos Estados Unidos).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Shamati # 5

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 67

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Capítulo 5. Amarrados por Uma Rede

Tudo o que existe está conectado entre si de modo que um segue o outro e, além disso, um vem e nasce do outro. Tudo está amarrado num nó e é um ser total, que pode só atingir a perfeição se tem absolutamente todos os detalhes.

Unidade é o Objetivo da Natureza

Todos os líderes se voltam para seu povo com ideias de unidade. Estas ideias são sempre bem-vindas por todos. O problema é que a unificação que eles oferecem é muitas vezes visando derrotar alguém ou superar algo. O que há de errado com isso?

O fato é que ao derrotar alguém ou superar algo, nós chegamos à desunião e ou desintegração em outros níveis. Os exemplos não são difíceis de encontrar. Qualquer guerra, mesmo a mais libertadora, provoca vítimas. É assim que tem sido e também está acontecendo hoje. Nós não somos capazes de prever as consequências de nossa unificação.

Nós somos unidos pela Natureza de acordo com o seu próprio programa. Este processo iniciou-se após o Big Bang, e continua até hoje. A tendência de unir permeia toda a humanidade. Isso é conhecido por muitas pessoas; Fala-se muito sobre isso, especialmente hoje em dia, mas nós não tiramos conclusões e não queremos tirá-las.

“Com todas as opções, nós que temos a tendência inexorável da evolução humana a desde a era das sociedades até a era das supersociedades”. (Alexander Zinoviev, Rumo à Supersociedade)

Nós continuamos a viver de acordo com os nossos próprios interesses, que não são necessariamente os mesmos, se assim posso dizer, que os interesses da Natureza. De onde vem essa confiança? Tudo é muito simples. Nós nunca tentamos levar em conta esses “interesses naturais”. Na verdade, que interesses pode ter a Natureza? Não é só bobagem falar, mas mesmo pensar.

Nós devemos nos unir, porque esta é a diretriz da Natureza, e a própria Natureza tem que nos ajudar com isso. Na segunda parte do livro, nós discutimos em grande detalhe o método da unidade, que é baseado nas leis da Natureza. Agora, vamos colocar a pergunta sem rodeios: Por que precisamos nos unir? Onde podemos ver os benefícios de tal unidade na vida?

Nós podemos aprender algo sobre os benefícios da unidade com uma história que aconteceu em 1968.

Naquela época, o submarino nuclear americano Scorpion desapareceu em circunstâncias estranhas. O último contato via rádio com o Scorpion ocorreu no dia 21 de maio, quando o submarino foi localizado a 400 km a noroeste dos Açores, cinco dias antes de seu retorno programado para a Estação Naval de Norfolk. Havia 99 tripulantes a bordo.

Foi realizada uma busca num raio de 20 milhas e a uma profundidade de mais de mil metros.

Um dos oficiais da Marinha, John Craven, propôs a aplicação de uma maneira incomum de calcular as coordenadas do submarino. Ele reuniu um grupo formado por matemáticos, mergulhadores, socorristas e outros profissionais.

O grupo recebeu toda a informação conhecida sobre o submarino. A informação era muito escassa e ninguém sabia o principal: o que aconteceu com o barco, qual era a sua velocidade e qual o curso que ele tomou.

A essência da técnica de Craven foi a seguinte: o grupo organizou discussões em conjunto, onde simularam vários cenários sobre o que tinha acontecido.

Na fase final de discussão, cada participante apresentou sua versão do que aconteceu. Craven reuniu todos os cenários e montou uma previsão coletiva das coordenadas do submarino, que, aliás, não coincidia com qualquer cenário.

Cinco meses se passaram. O submarino afundado foi descoberto a uma profundidade de 3.000 metros. A localização do barco acabou por ser apenas 183,4 metros de distância do ponto que o grupo de Craven indicou.

Conclusão: individualmente, cada membro não sabia nada, e, ao mesmo tempo, o grupo sabia tudo. A consciência coletiva do grupo é maior do que a consciência de um único indivíduo.

“Os enigmas desconcertantes que na Natureza nós chamamos de capricho, e na de vida humana de chance, são estilhaços de uma lei revelada a nós em vislumbres”. (Victor Hugo, O Homem Que Ri)

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 6

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o povo alcançou o nível do Templo, como pode a memória de uma conexão tão elevada desaparecer de repente?

Resposta: O amor passa e o ódio vem. A força da Luz que sustenta esse estado altruísta, esta conexão, desaparece.

Ela foi atingida com a ajuda da Luz, e no momento em que esta deixa de iluminar, a descida e a queda são imediatas e não nos lembramos de nada, como se isso nunca tivesse existido.

Esta é a descida e a queda depois da destruição do Primeiro Templo. Primeiro começa o exílio babilônico e depois Nabucodonosor vem e leva as dez tribos, de modo que apenas duas tribos são deixadas.

Pergunta: Por que ele as leva? Por que essas dez tribos desapareceram?

Resposta: Isso, em princípio, será descoberto no futuro, mas, de qualquer forma, é essencial que elas se dissolvam totalmente na humanidade. Elas carregam sem saber o princípio do “ama teu amigo como a ti mesmo”, e elas vão voltar. Nestas centelhas foram semeadas as sementes do amor que foram plantadas na humanidade e vão se espalhar por toda a terra, bem como nos babilônios.

Pergunta: Portanto, novamente há um encontro entre Abraão e Nimrod com a Babilônia.

Resposta: Sim, mas não é o mesmo Abraão. Ele caiu ao nível da Babilônia e, portanto, eles podem se conectar a ele. É aí que reside o potencial espiritual nele que gradualmente leva ao desenvolvimento das pessoas e ao desenvolvimento das nações no nível corpóreo normal.

Não é apenas um processo técnico, mas também científico, artístico, pedagógico e literário. Em suma, isso afeta todos os processos da sociedade. As dez tribos colocam em movimento este processo, uma vez que após a queda do nível espiritual, elas ainda têm o desejo de avançar e se desenvolver. Assim, elas desenvolvem toda a humanidade.

Mas elas a desenvolvem de uma forma muito interessante. Nós podemos encontrá-las entre os grandes inquisidores, os grandes líderes religiosos, e entre os grandes cientistas que aparentemente não têm conexão alguma com os judeus. Nós apenas precisamos cavar um pouco mais fundo.

Os babilônios ainda existem de acordo com o princípio simples de “deixem-me viver em paz”. Permitam-me ligar meu aparelho de TV no meu apartamento e me deem algo de comer e pronto, eu não preciso de mais nada.

Esta é a Babilônia. No entanto, os estímulos de invocação que não vão deixar a pessoa chafurdar-se é o resultado das dez tribos que se espalham por todo o mundo.

Não pode ser de outra maneira. De onde surgirá o progresso se não de uma vontade que é visa ascender? A inclinação à ciência, à literatura, à arte e à autoexpressão também decorre do desejo de alcançar o Criador, mas através de um desejo egoísta não focado no amor e na doação além do ego, mas que se expressa pelo amor próprio.

Após a destruição do Primeiro Templo, as dez tribos começaram a fazer o seu trabalho no nível geral aceito e as duas tribos que restaram, que simbolizam a nação de Israel, continuaram a avançar em sua ascensão acima do ego.

De KabTV ” Babilônia Ontem e Hoje”, 03/09/14, Parte 5

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 66

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

O Amor Derrotará a Crise

3. No planeta, existe um povo “estranho” que foi criado durante a primeira crise. O princípio do “ama teu próximo como a ti mesmo”, com base no qual este povo foi criado, todo mundo gosta, mas ninguém pode compreendê-lo.

Sobre as leis, não há nada mais a acrescentar. Elas falam por si, pois são visíveis em sua própria natureza e parecem ensinar não a impiedade, mas a piedade mais verdadeira no mundo. Elas não fazem os homens se odiarem, mas incentivam as pessoas a comunicar o que elas têm entre si livremente; elas são inimigas da injustiça, cuidam da justiça, banem a ociosidade e a vida cara, e instruem os homens a se contentarem com o que têm, e a serem laboriosos em sua ocupação; proíbem os homens de fazer a guerra a partir de um desejo de obter mais, mas tornam os homens corajosos na defesa das leis; elas são inexoráveis ​​em punir malfeitores; elas não admitem nenhum sofisma de palavras, mas sempre são estabelecidas pelos próprios atos, cujas ações nós já propomos como manifestações mais certas do que o que está contido apenas por escrito: em cuja conta eu sou tão ousado a ponto de dizer que estamos nos tornando os professores de outros homens, com o maior número de coisas. (Flávio Josefo, historiador judeu, Contra Apion)

Esta nação tem uma identidade nacional e autoestima; não perde o ânimo e trabalha, e quer viver como os outros, em estreita amizade fraterna com todos”. (Maxim Gorky, escritor soviético)

A eles nós devemos a ideia de igualdade perante a lei, tanto divina como humana; da santidade da vida e da dignidade da pessoa humana; da consciência individual e também da redenção pessoal; da consciência coletiva e, portanto da responsabilidade social; da paz como um ideal abstrato e amor como o fundamento da justiça, e muitos outros itens que constituem a mobília moral básica da mente humana. Sem judeus poderia ter sido um lugar muito mais vazio. (Paul Johnson, jornalista inglês e historiador popular, A História dos Judeus)

4. Antissemitismo – uma aversão às pessoas “estranhas” – é um fenômeno que não tem explicação racional.

“Basta se ver como um judeu num sonho para fazer o assunto mais alegre tremular de pavor e enviar maldições impotentes ao destino” (Mikhail E. Saltikov-Shchedrin, 1826-1889, um dos maiores satíricos da Rússia).

O antissemitismo está contido nos genes. Cientistas alemães descobriram que o nível de antissemitismo em alguns estados da Alemanha não mudou ao longo dos séculos.

O maior percentual de sentimentos anti-judaicos hoje – é compartilhado por 30-38% da população – é notado onde os pogroms mais fortes ocorreram nos séculos XIX e XX, e em 1938 (7Kanal, Israel).

O ano de 2012 foi chamado no relatório: o “ano de violência sem precedentes contra os judeus na França”. Houve 614 incidentes antissemitas, em comparação com 389 desses casos em 2011 (7Kanal, Israel)

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 65

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

A Crise Não Pode Ser Acidental

Então, o que aprendemos? Teses iniciais:

  1. Nós vivemos num mundo que é “acidental”, continuamente integra [Referências] ou, se você quiser, comprime a humanidade.
  2. Acidentalmente e ao mesmo tempo periodicamente a humanidade se encontra em crises.
  3. No planeta, existe um povo “estranho” que foi criado durante a primeira crise. O princípio do “ama teu próximo como a ti mesmo”, com base no qual este povo foi criado, todo mundo gosta, mas ninguém pode compreendê-lo.
  4. Antissemitismo – uma aversão às pessoas “estranhas” – é um fenômeno que não tem explicação racional.

Agora, os detalhes de cada item de

1. Nós vivemos num mundo que é “acidental”, continuamente integra1 ou, se você quiser, comprime a humanidade.

“A história do mundo seria realmente muito fácil de fazer, se a luta fosse retomada apenas sob a condição de chances infalivelmente favoráveis. Seria, por outro lado, de natureza muito mística, se ‘acidentes’ não tivessem qualquer papel. Estes acidentes caem naturalmente no curso geral de desenvolvimento e são compensados ​​novamente por outros acidentes”. (Karl Marx, Carta ao Dr. Ludwig Kugelmann, 1871)

“Toda a história da ciência tem sido a realização gradual de que os eventos não acontecem de forma arbitrária, mas que refletem certa ordem subjacente, que pode ou não ser divinamente inspirada”. (Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo)

“Nada na natureza pode acontecer por acaso. Tudo está sujeito a leis fixas. Essas leis são apenas a conexão necessária de certos efeitos com suas causas. Um átomo de matéria não pode encontrar outro por acaso; este encontro é o efeito de leis permanentes, que faz com que cada ser necessariamente aja como ele age, e o imoeça de agir de outra forma, em determinadas circunstâncias. Para falar do concurso fortuito de átomos, ou atribuir alguns efeitos ao acaso, é simplesmente dizer que nós somos ignorantes das leis, pelas quais os corpos agem, se encontram, se combinam, ou em separam”, (Paul-Henri Thiry, Barão d’Holbach, autor franco-alemão, filósofo, enciclopedista e figura proeminente no Iluminismo francês)

2. Acidentalmente e ao mesmo tempo periodicamente a humanidade se encontra em crises.

“Basta mencionar as crises comerciais que, por seu retorno periódico, colocam a existência da sociedade burguesa em julgamento, de forma cada vez mais ameçadora”. (Karl Marx, Manifesto do Partido Comunista)

“Parece que as crises, como as doenças, é uma das condições da existência dessas sociedades onde o comércio e a indústria são predominantes. Pode-se prevê-las, aliviá-las, atrasá-las até um determinado momento, pode-se facilitar a recuperação das actividades econômicas; mas voltou a ser impossível eliminá-las, não obstante todos os métodos possíveis que foram aplicados”. (Clément Juglar, médico e estatístico francês)

As crises acompanham toda a história da sociedade humana. No início, elas se manifestaram como crises de subprodução de produtos agrícolas, do meio do século XIX, como “subconsumo”, associadas a um desequilíbrio entre a produção industrial e a demanda efetiva.

Até o século XX, a crise estava confinada a um, dois ou três países. Mais tarde, ela começou a adquirir um caráter internacional, como por meio da competição e da reciprocidade, o desenvolvimento do comércio criou condições favoráveis ​​para a propagação. (Dicionário Econômico)

(Continua no próximo segmento)

1 Integração (do latim Integer – completo, inteiro, intacto): é um processo ou ação que resultou na integridade, associação, união, restauração da unidade (Dicionário Filosófico)

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 64

Do livro: O Segredo Essencial Dos Judeus, M. Brushtein

A Crise Está De Acordo Com Um Padrão Consistente

O fato de que a crise é uma coisa regular tem sido conhecido há muito tempo. Os estudos de Nikolai D. Kondratiev são amplamente conhecidos.

Ondas de Kondratiev são longos ciclos de atividade econômica, cuja existência foi prevista pelo economista russo Nikolai D. Kondratieff (1892-1931), que foi morto durante os expurgos de Stalin.

A duração do ciclo é definido como tendo cerca de 40 anos. A última queda na produção foi responsável pela depressão na década de 1930. (Dicionário Acadêmico)

É interessante que, de acordo com as observações de Kondratieff, ciclos consistem de quatro fases. Por sua vez, os ciclos de Kondratieff, eles mesmos, são parte de outros quatro.

Ciclos econômicos:

Ciclo Kitchin 2-3 anos;

Ciclo de Juglar 6-13 anos;

Ciclo de Kuznets 15-20 anos;

Ciclo Kondratieff 50-60 anos.

A propósito, vamos recordar o que falamos sobre as quatro fases de desenvolvimento no Capítulo 2.

Precisamos dizer o seguinte em relação aos ciclos. A questão não é em que ordem e como as crises econômicas passam. O problema é que mesmo o estudo mais profundo da crise não nos aproximou de uma compreensão de suas causas. Por que precisamos saber quando a próxima crise virá? Seria melhor que isso absolutamente não acontecesse.

“Uma pessoa inteligente resolve um problema. Uma pessoa sábia o evita”. (Albert Einstein)

O fato é que as causas das crises estão na relação incorreta entre as pessoas, disse Abraham uma vez. Hoje, estamos finalmente começando a entendê-la.

Nós não nos desenvolvemos harmoniosamente e nosso desenvolvimento espiritual está tão para trás que somos vítimas de uma avalanche do crescimento tecnológico. Não podemos sair deste fluxo, mesmo que queiramos.

Como resultado, quando a humanidade tinha uma necessidade por uma nova energia para o desenvolvimento tecnológico, quando descobriu esta energia, então, moralmente ela não estava pronta para usá-lo para sua vantagem.

Então, em termos de desenvolvimento histórico, começamos a desconfiar tanto uns dos outros, não acreditando que podemos ajudar uns aos outros (embora tudo tenha sido feito para sobrevivermos juntos) que cada um de nós, pessoalmente, na verdade, não participa da vida pública (Andrei A. Tarkovski, cineasta russo, escritor, editor de cinema, teórico de cinema, teatro e diretor de ópera).

Não sabemos como resolver este problema. Abraão resolveu este problema.

“Ele (Abraão) conseguiu criar uma grande nação da descendência. Unificada, apesar de todas as mudanças de lugares e vicissitudes”. (Johann Wolfgang von Goethe, escritor alemão e estadista).

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Material Relacionado:
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 63
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 62
O Segredo Essencial dos Judeus, Parte 61

No The New York Times: “O Que Os Judeus Devem Ao Mundo”


Meu segundo artigo, “O Que Os Judeus Devem Ao Mundo”, foi publicado no The New York Times dia 10 de outubro de 2014:

O Que Os Judeus Devem Ao Mundo

Por: Michael Laitman

Comprando Nosso Próprio Céu

O dia mais sagrado do ano para os judeus é o Yom Kippur (Dia do Perdão), quando eles jejuar e oram. Uma parte essencial da oração é ler o livro do profeta Jonas. Curiosamente, muitos judeus praticantes acreditam que comprar o privilégio de ler o livro vai torná-los bem-sucedidos para o resto do ano.

Naturalmente, apenas os mais ricos na comunidade podem se dar ao luxo de competir por isso. As quantias variam de acordo com a riqueza da comunidade, e em alguns casos, o privilégio é vendido por bem mais do que meio milhão de dólares.

Decifrando o Código

O que as pessoas não estão cientes, no entanto, é a verdadeira razão pela qual o livro de Jonas é tão importante. Os Cabalistas determinaram que essa leitura é a mais importante do ano, porque ela detalha o código para salvar a humanidade, e isso, aos olhos dos Cabalistas, é mais importante do que qualquer coisa.

A história de Jonas é especial porque fala de um profeta que primeiro tentou se esquivar de sua missão, mas finalmente se arrependeu. Outro aspecto especial da história de Jonas é que a sua missão não era para advertir o povo de Israel, mas para salvar a cidade de Nínive, cujos moradores não eram judeus. À luz do atual estado precário do mundo, nós devemos dar uma olhada mais atenta nesta história e o seu significado para cada um de nós.

Tome Jeito ou Saia Daqui

Deus ordena Jonas a dizer ao povo de Nínive, cujos habitantes se tornaram muito maus uns aos outros, para corrigir as relações entre si se quisessem sobreviver. No entanto, Jonas caiu fora de sua missão e foi para o mar, num esforço de escapar da ordem de Deus.

Como Jonas, nós judeus temos fugido de nossa missão nos últimos 2000 anos. No entanto, não podemos nos dar ao luxo de continuar evitando-a. Nós temos uma tarefa que foi passada para nós quando Abraão nos uniu numa nação baseada no amor ao próximo, e é nosso dever dar o exemplo de unidade para o resto do mundo. Abraão queria unir toda a humanidade, mas na época ele só conseguiu estabelecer um pequeno grupo. (Para saber mais sobre isso, veja o meu artigo, “Quem É Você, Povo de Israel”, publicado dia 20 de setembro de 2014, no The New York Times).

Esse grupo, ou seja, o povo de Israel, ainda deve se tornar um modelo para o mundo. Rav Avraham Itzhak HaCohen Kook (o Raiah), o primeiro rabino-chefe de Israel, coloca isso poeticamente em seu livro, Orot Kodesh (Luzes Sagradas), “Visto que fomos arruinados pelo ódio infundado, e o mundo foi arruinado conosco, vamos ser reconstruídos pelo amor infundado, e o mundo será reconstruído conosco”.

Dormindo no meio da Tempestade

Na história, a fuga de Jonas de sua missão através do navio fez o mar rugir e quase afundou o navio. No auge da tempestade, Jonas foi dormir, desprendo-se do tumulto e deixando os marinheiros se defenderem sozinhos. Aos poucos, eles começaram a suspeitar que alguém entre eles foi a causa da tempestade. Eles tiraram a sorte e descobriram que era Jonas, o único judeu a bordo.

De muitas maneiras, o mundo de hoje é semelhante ao navio de Jonas: ele se tornou uma aldeia global, como se todos nós estivéssemos no mesmo barco, e o mar que nos rodeia está furioso. E os marinheiros – toda a humanidade- estão culpando os judeus a bordo por todos os seus problemas.

Como Jonas, nós estamos dormindo. Embora nós estejamos começando a despertar para a existência do ódio contra nós, ainda temos que perceber que não realizar a nossa missão, assim como Jonas, é a razão para o ódio. Se não acordarmos logo, os marinheiros nos lançarão ao mar, como fizeram com Jonas. Nas palavras do Rav Yehuda Ashlag, autor do Comentário Sulam (Escada) sobre O Livro do Zohar: “Cabe a nação de Israel qualificar a si mesma e o resto das pessoas no mundo… evoluir para assumir este trabalho sublime de “amor ao próximo” (“O Arvut” [Garantia Mútua]).

Chamado para Despertar

Os marinheiros no barco de Jonas fazem uma tentativa desesperada de acalmar o mar, e por ordem de Jonas, o jogam ao mar. Uma vez que ele está na água, a tempestade se acalma, mas uma baleia vem e engole Jonas. Durante três dias e três noites, ele faz uma introspecção em seu abdômen. Ele implora por sua vida e promete realizar a sua missão.

Como Jonas, cada um de nós carrega internamente algo que está atiçando o mundo. Nós, o povo de Israel, carregamos um método para alcançar a paz através da conexão. A unidade é a própria raiz do nosso ser. Este DNA é o que nos torna um povo, e hoje é preciso reacendê-lo, porque onde quer que vamos, esse poder inexplorado está desestabilizando o mundo à nossa volta, para nos obrigar a unir.

A unidade entre nós vai inspirar, mesmo obrigar, o resto das nações a seguir o exemplo, assim como a separação vigente entre nós projeta a separação de toda a humanidade. Esta é a razão para todos os nossos problemas, incluindo o anti-semitismo. Quando nos unirmos, vai dotar a humanidade com a energia necessária para alcançar a unidade em todo o mundo, onde todas as pessoas vivem “como um homem com um coração”. Assim, a única questão é se nós assumimos nossa responsabilidade, ou preferimos ser jogados ao mar, apenas para acordar posteriormente para realizar nossa tarefa.

Na verdade, se quisermos acabar com os nossos problemas e nos livrar do antissemitismo, se quisermos transformar o julgamento em misericórdia e ter uma vida segura e feliz, temos que nos unir e, assim, dar um exemplo de unidade para todas as nações. É assim que vamos trazer paz e tranquilidade ao mundo. Caso contrário, o ódio das nações em nossa direção vai continuar crescendo. Agora nós podemos ver por que as pessoas estão dispostas a pagar muito para ter o privilégio de ler o livro de Jonas no Yom Kippur.

Eu gostaria de concluir este ensaio com outra citação do Rav Kook (o Raiah): “Qualquer turbulência no mundo vem apenas para Israel. Agora nós somos chamados a realizar uma grande tarefa de bom grado e conscientemente: construir a nós mesmos e todo o mundo arruinado junto conosco”(Igrot [Cartas]).

A Geração De Buscadores

Dr. Michael LaitmanA pessoa enfrenta muitas perguntas a respeito de como agir, trabalhar e acelerar o seu desenvolvimento, ou seja, acelerar a revelação do Criador. Revelar o Criador, a força que gerencia toda a realidade e a nossa parte nisso, é a única coisa que uma pessoa pode fazer neste mundo.

A fim de conseguir isso, nós seguimos os conselhos de pessoas que já passaram por esse processo e que alcançaram a revelação do Criador. Esta é a razão que nós estudamos a sabedoria da Cabalá, que, por definição, é o método da revelação do Criador aos seres criados neste mundo. Tudo o que nós temos a fazer é cumprir e implementar o que os Cabalistas dizem.

É claro que, quanto mais próximo um Cabalista está do nosso tempo, mais útil é o seu conselho para nós, porque ele nos entende melhor, uma vez que vive o mesmo estilo de vida é e como nosso contemporâneo.

Assim, nós começamos a estudar o sistema que inclui não só o sistema de ocultação entre nós e o Criador, mas também o sistema onde os Cabalistas estão, aqueles que atingiram o Criador. Eles revelaram o Criador durante a sua vida neste mundo, o que significa que eles removeram a ocultação.

Eles não estão mais nesse mundo, mas os frutos do seu trabalho não são perdidos, e ao usá-los, nós podemos desenvolver um sentido especial e reconhecimento acima dos nossos sentidos físicos comuns e mente.

Nossa percepção física do mundo é ainda mais limitada do que a dos animais. Todos os animais podem sentir um tsunami quase três dias de antecedência e fugir para as montanhas. Só os humanos não suspeitam de nada. Nós sequer sentimos a natureza e estamos mais longe em comparação com todos os animais. No entanto, não se trata da existência do corpo físico, mas da nossa atitude para com a força superior.

O desejo de alcançar a força superior desperta apenas no homem e mesmo isso não acontece com todos. Porém, em cada geração, desde a existência da humanidade. há pessoas em quem tal necessidade de revelar o Criador desperta e preenche este desejo.

Além de revelar o Criador, elas também nos deixam seus escritos por meio de livros, cartas e artigos. Cada uma escreve em seu próprio estilo sobre como remover a ocultação, o sistema de ocultações, e como usar o sistema.

É porque ele não é revelado de uma só vez e não totalmente, mas progressivamente. Assim, nós temos que passar por certas ações. Os Cabalistas nos dizem como ajudar uns aos outros a fazer isso se houver pessoas na nossa geração com o mesmo desejo de revelar o Criador.

Houve muitas gerações de Cabalistas desde o primeiro homem (Adão), que foi o primeiro Cabalista a alcançar o Criador e que removeu a ocultação. Nós podemos usar o seu legado, e além de seus escritos, também podemos usar a sua ajuda.

Quando nós entramos num sistema onde o Criador está presente, mas invisível, nós podemos usar a ajuda de Cabalistas que já tenham completado a Sua revelação. Eles estão ativamente incorporados dentro deste sistema e o mantêm num determinado nível de revelação e realização, aproximando-nos e ajudando-nos a ser incorporados dentro dele.

Nós só precisamos atingir a sensibilidade e o reconhecimento necessário para revelá-lo para que possamos utilizar o sistema corretamente, com a ajuda dos Cabalistas.

Nós também temos que realizar todas as suas recomendações neste mundo. Na nossa geração, há muitas pessoas que querem revelar o Criador. Nós estamos vivendo um momento especial quando há permissão para revelar a sabedoria da Cabalá a todos. Qualquer um que queira revelar o Criador pode ir e revelá-Lo.

Assim, nós temos uma oportunidade única. Se nos unirmos na nossa busca pelo Criador, será como procurar juntos por alguém que está perdido na mata. Todos nós podemos sair juntos, muitas pessoas, e procurar por toda a floresta. Todo mundo pode ir e gritar: “Ei, onde você está?!”, Assim, ajudando um ao outro, acabaremos por encontrar o que está perdido.

Da mesma forma, nós podemos procurar o Criador juntos. Tal busca coletiva é muito mais fácil do que procurar individualmente. Na verdade, é impossível encontrar o Criador sozinho, mas, juntos, vamos fazer isso de forma rápida e fácil.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/10/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 63

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Se você cavar mais fundo em busca dos autores do crime, o círculo de suspeitos começa a se estreitar. É claro que é os judeus. Existe realmente um candidato melhor?

Por exemplo, o famoso compositor grego Mikis Theodorakis tem certeza disso.

Os judeus americanos estão por trás da crise econômica mundial que também atingiu a Grécia. (The Global Jewish News Source)

Pesquisas realizadas na Europa indicam isso. Em sete países europeus, foram entrevistadas 3500 pessoas. Cerca de um terço dos entrevistados, 31%, respondeu que os autores da crise financeira são os judeus. (Lenta)

Pesquisas, feito nos EUA têm mostrado os mesmos resultados.

“A fim de avaliar o preconceito explícito em relação aos judeus, nós perguntamos diretamente aos entrevistados ‘Quanto se deve culpar os judeus pela crise financeira?’… Entre os entrevistados não judeus, uma impressionante alta de 24,6% dos americanos culparam os judeus uma quantidade moderada ou mais e 38,4% atribuíram pelo menos algum nível de culpa ao grupo”.(Boston Review)

Um paradoxo surpreendente. Por um lado, os judeus são acusados ​​de todos os pecados mortais, e, por outro lado, “O judeu é um pioneiro da cultura. Desde tempos imemoriais, a ignorância era impossível na Terra Santa, mais ainda do que hoje em dia na Europa civilizada. Além disso, no momento em que a vida e a morte de um ser humano não valia nada, o rabino Akiva falou contra a pena de morte, que agora é considerada uma punição aceitável nos países mais civilizados”. (Leo Tolstoy “O que é um Judeu?”)

Adicionalmente,

“Eu admiro a firmeza espiritual da nação judaica, seus idealismos viris, a sua fé inquebrantável na vitória do bem sobre o mal, na possibilidade de felicidade na terra.

“Os judeus – velho e forte fermento da humanidade – têm sempre exaltado o seu espírito, trazendo ao mundo ideias nobres e inquietas, incitando os homens a embarcar numa busca de valores mais finos” (Maxim Gorky, Sobre os Judeus)

E, finalmente,

“Algumas pessoas gostam dos judeus e outras não; mas nenhum homem pensante pode duvidar do fato de que eles são sem dúvida a raça mais formidável e marcante que já apareceu no mundo”. (Winston S. Churchill, “A Luta pela Alma do Povo Judeu“)

É tudo isso coincidência? A crise foi um acidente? São os judeus culpados pela crise, por acaso? Os comentários elogiosos sobre os judeus são aleatórios? Talvez, um tijolo cai na cabeça de alguém por acidente?

“‘Um tijolo não é aqui nem lá’, o estranho interrompeu de forma persuasiva. ‘Um tijolo nunca cai na cabeça de alguém. Você em particular, eu lhe asseguro, não está em perigo do que isso. Sua morte vai ser diferente'”. (Mikhail Bulgakov, O Mestre e Margarita)

Eu posso tomar muito tempo para provar que não existem coincidências, e essa é uma atividade sem sentido. Vamos nos concentrar agora no compromisso proposto por um dos grandes nomes. Um acidente é uma regularidade não compreendida.

O Diagnóstico E O Poder De Cura Da Torá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o feriado de Simchat Torá (Regozijo com a Torá) vem imediatamente depois de Sucot?

Resposta: Durante os sete dias de Sucot, quando estou na Sucá, o que significa cercado pela Luz circundante, eu estou sendo corrigido. Esta Luz me alcança através da Scach (ramos que cobrem a Sucá), que por sua vez, é um mecanismo espiritual completo.

Eu tenho convidados todas as noites, tais como Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Aarão, José e Davi; cada um deles simboliza um atributo especial numa pessoa. Em outras palavras, trata-se de forças que corrigem meus atributos, transformando-os de mal em bem.

Eu executo o trabalho interno em todo o caminho para a perfeição e uso a Torá como a força de correção, e graças a isso, sou capaz de identificar o mal dentro de mim e identificá-lo de tal forma que, no final, não resta ninguém.

Após este diagnóstico, a Torá transforma o mal em mim em bem e eu me assemelho ao Criador, a bondade absoluta. Eu sou preenchido de amor e doação pelos outros e através deles pelo Ele, pois é realmente a mesma coisa. Assim eu descubro o que é chamado de “o mundo inteiro está cheio de Sua honra”. Ele está em tudo o que me parece externo.

Pergunta: O feriado de Simchat Torá simboliza alegria. Com o que a pessoa está realmente feliz neste feriado?

Resposta: É que ela usou a Torá corretamente e corrigiu-se em equivalência com o Criador.

Pergunta: Por que é tão agradável se assemelhar ao Criador?

Resposta: Visto que nós chegamos à adesão e equivalência de forma com Ele, agora podemos doar a Ele, assim como Ele doa a mim. É assim que somos feitos e não há um estado mais sublime para nós.

Pergunta: Ainda assim, o que se esconde por trás disso?

Resposta: Eu fui criado como um desejo de receber prazer. Portanto, num estado de completa equivalência de forma com o Criador, eu recebo prazer dele. Ao transformar todo o mal em bem, em equivalência com o Criador, eu começo a receber todo o bem e abundância infinita Dele. É porque eu também quero doar abundância infinita.

Assim, o simbolismo festivo do mês de Tishre descreve o caminho para o fim da correção, o que resulta no oitavo dia, o Shmini Atzeret, depois do qual não há mais nada para corrigir. A palavra “Atzeret” deriva da palavra hebraica “parar – atsar“, que simboliza o fim da correção.

Nós comparamos este estado perfeito a uma romã. Todos os meus 613 desejos são as sementes da romã que finalmente mudaram de mal em bem.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/10/14