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Podemos Confiar Nos Robôs?

laitman_600_04Pergunta: Cientistas americanos descobriram que em situações extremas as pessoas confiam mais em robôs que em seu senso comum ou manuais.

Pesquisadores do Georgia Technological Institution pediram que 30 estudantes voluntários executassem uma determinada tarefa em uma sala de tamanho médio. De repente, o alarme de incêndio disparou e o salão se encheu de fumaça. Os alunos tiveram uma escolha de deixar a sala, usando a porta por onde vieram, ou deixar a sala por uma pequena porta lateral, para a qual um robô apontou, intencional e erroneamente. Descobriu-se que a maioria dos voluntários, 26 dos 30, obedeceu ao robô e foi em direção ao beco sem saída.

Por um lado, isso é um progresso, uma vez que nós mesmos estamos criando essas máquinas avançadas, mas, por outro lado, nós obedecemos aos nossos robôs e nos tornamos tão tolos como eles. Você poderia explicar esse paradoxo?

Resposta: Eu não entendo a experiência real. Como você pode não acreditar num sensor que mostra exatamente para onde você deve correr numa emergência? A quem uma pessoa pode obedecer? Ao seu próprio instinto? Mesmo que a pessoa soubesse onde estava a porta de saída porque entrou por ela, talvez houvesse um incêndio lá e o robô indicasse outra saída e determinasse a forma mais segura de sair. Então, por que a pessoa não deveria confiar nele? Eu também obedeceria às ordens do robô.

Comentário: Parece que também havia outras pessoas que mostravam aos estudantes qual caminho percorrer e ainda assim eles confiaram no robô. Muitas vezes, quando usamos um sistema de navegação, por exemplo, sentimos que é o caminho errado, mas ainda seguimos as instruções cegamente.

Resposta: Isso é natural, porque começamos a respeitar estes instrumentos nos quais a nossa lógica confusa e as dúvidas não existem. Portanto, eu também iria confiar mais em tais instrumentos. Nós lançamos satélites que orbitam a Terra, voamos e mergulhamos em águas profundas, tudo graças a esses instrumentos. O fator humano pode desempenhar um papel muito negativo aqui. Esta é a razão de eu acreditar que devemos confiar mais nos instrumentos do que nas pessoas.

Comentário: Nós também não confiamos totalmente nas pessoas, mesmo na vida cotidiana.

Resposta: Por que deveríamos confiar nelas? Na verdade, é por causa do fator humano que há explosões em centrais nucleares.

Comentário: Muitos dizem que os robôs se tornarão mais fortes do que nós.

Resposta: Tolice. Somente povos primitivos que não entendem como funcionam os sistemas mecânicos podem dizer isso. Um sistema mecânico nunca pode ser mais inteligente ou mais forte do que a pessoa que o criaram, mas em situações críticas é mais seguro, uma vez que não tem dúvidas pessoais.

Pergunta: Será que as relações pessoais entre as pessoas são capazes de existir na presença de tal tecnologia?

Resposta: Nós estamos avançando em direção a essas tecnologias não para nos comunicar uns com os outros. Quem precisa de comunicação mútua nos dias de hoje? Mesmo quando ouvimos um ao outro no computador, não nos comunicamos realmente um com o outro; lemos ou vemos algo na tela e pronto.

Nosso ego em desenvolvimento empurra a pessoa para ser um individualista que está isolado de todos. Se fornecermos a uma pessoa as necessidades básicas e a trancarmos em uma sala com um computador, ela não vai precisar de nada, absolutamente nada. Mesmo se ela estiver na prisão em condições confortáveis para viver sozinha, ela não vai precisar de qualquer outra pessoa.

Esta tendência continuará até que as pessoas sintam isso, apesar desta conveniência ser como se estivessem mortas. Por um lado, é muito confortável para o nosso ego, mas, por outro lado, é a morte. Nós estamos em tal estado que quando estamos separados uns dos outros, estamos confortáveis. Por outro lado, nos afastamos uns dos outros e desconectamos os laços entre nós e assim sentimos que não podemos viver sem o outro. Este é o paradoxo, como entre dois amantes que se amam e se odeiam.

Este paradoxo continuará na sociedade humana, enquanto as pessoas estiverem afastadas umas das outras. Isso vai nos levar a uma contradição e contrariedade que não vamos ser capazes de resolver de forma alguma, mas apenas de acordo com a regra bíblica “O amor cobre todas as transgressões”.

Em outras palavras, quando houver enormes distâncias egoístas entre nós, seremos capazes de construir uma ponte de amor mútuo, cooperação mútua e respeito, acima delas. Egoísmo e altruísmo não funcionarão em um nível, mas em dois níveis. Na verdade, a combinação entre esses dois níveis de amor e ódio é que falta nos casais. Nós temos que nos certificar de que o amor permanente vai vencer o ódio.

Quanto maior a distância entre estes dois níveis paralelos, maior será o amor do que o ódio, e mais forte a conexão. O amor é realmente construído na reciprocidade quando há uma oposição abaixo e uma conexão acima.

Pergunta: A tecnologia vai nos ajudar aqui?

Resposta: Nada vai nos ajudar, exceto a sabedoria da Cabalá. Esta é a única coisa que nos permitirá estabelecer uma conexão; esta é a tecnologia.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/03/16

Um Novo Desastre Global

Laitman_703_03Nas Notícias (washingtonpost.com): “Os maiores aquíferos subterrâneos do mundo – uma fonte de água potável para centenas de milhões de pessoas – estão sendo devastados em taxas alarmantes, de acordo com novos dados de satélite da NASA que fornece a imagem mais detalhada até o momento das reservas vitais de água escondidas sob a superfície da Terra.

“Vinte e um dos 37 maiores aquíferos do mundo – em locais da Índia e da China até os Estados Unidos e França – ultrapassaram seus pontos de inflexão de sustentabilidade, o que significa que mais água foi removida do que substituída durante o período de estudo de uma década, anunciaram na terça-feira os pesquisadores. Treze aquíferos diminuíram a taxas que os colocavam na categoria mais problemática. Os pesquisadores disseram que isso indicava um problema de longo prazo que provavelmente vai piorar na medida em que a dependência dos aquíferos cresce”.

Meu Comentário: Através das relações egoístas no nível de Adão (Homem), as pessoas causam um desequilíbrio nos níveis mais baixos da natureza: inanimado, vegetal e animal. E isso leva à ameaça de autodestruição.

A solução não pode estar no nível inanimado, vegetal e animal, mas especificamente no nível humano, por meio do equilíbrio das relações entre as pessoas e levando-se a humanidade a uma boa conexão mútua. Portanto, nós devemos implementar a educação mundial.

Armamento Nuclear É Bom

laitman_547_06Pergunta: O que você acha da crescente presença de armas nucleares em diferentes nações?

Resposta: Isso é muito bom. Se não houvesse armas nucleares, Rússia e EUA estariam em guerra há muito tempo, em vez de não guerrearem desde a Segunda Guerra Mundial. O que os impediu foi apenas o armamento nuclear, porque eles entenderam o seu significado. Pela primeira vez na vida dos militares, para quem a guerra sempre promoveu o poder, eles têm medo da guerra, de uma guerra nuclear.

Todo mundo tem medo de uma guerra nuclear, portanto, as pessoas que “detém o botão em suas mãos”, entendem que não se deve brincar com ele. Há limites em relação aonde podemos lutar um pouco, principalmente em países do terceiro mundo: eu dou uma rasteira em você, você me dá um tapa, etc.

Bater um no outro em um lobby político ou através do terceiro mundo é entendido por todos e é percebido como normal. Se cem pessoas morrem aqui e cem lá, isso não é levado em conta. Em contraste, todos entendem que uma guerra nuclear é imprevisível, a tal ponto que seria impossível controlá-la.

Pergunta: E se cada pequena nação tivesse armamento nuclear?

Resposta: A Arábia Saudita é uma grande nação? É uma nação rica que pode comprar qualquer coisa.

Comentário: Mas você não acha que alguma pessoa maluca poderia apertar o botão?

Resposta: Eu não creio que há muitas pessoas malucas no mundo, só nos parece assim. O Gaddafi não era maluco, como agora entendemos. Nem o Fidel Castro é, nem o atual líder da Coreia do Norte.

O líder da Coreia do Norte é um homem inteligente e se ele faz algum ruído com a ajuda do armamento, é para um único propósito, “Dê-nos comida”, porque eles estão morrendo de fome. Gradualmente, nós os alimentamos, acalmamos, e sequer sabemos disso. Mesmo os americanos, diretamente ou através de um terceiro país, e também a Rússia e a China. O que você pode fazer? Todos se entendem perfeitamente.

Portanto, eu não acho que haja qualquer incerteza aqui. Quando você entende que tem um sério trunfo e o outro também, e que ambos estão agarrando a garganta um do outro, isso é tudo. Portanto, eu acho que o armamento nuclear é um excelente meio para dominar e deixar a humanidade sóbria do comportamento infantil. Eu espero sinceramente que no futuro o cuidado e a sabedoria prevaleçam.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 26/02/16

A Favor De Manter A Família Unida

Laitman_507_05Pergunta: Será que a sabedoria da Cabalá tem a fórmula para uma vida familiar feliz?

Resposta: É claro. Afinal, a sabedoria da Cabalá nos fala sobre a unidade do povo e o nível privado da unidade é a família.

Pergunta: Você quer dizer que as pessoas que educam a sociedade de acordo com a sabedoria da Cabalá podem substituir psicólogos familiares? Afinal, preservar a integridade da família hoje é um grande problema: existem dificuldades domésticas diárias, a vida não é fácil, e o núcleo familiar está começando a desmoronar.

Resposta: As famílias não estão acabando por causa dos problemas diários, mas porque é do interesse de industriais, anunciantes e outros afins. Enquanto um casal precisa de um apartamento, um casal divorciado precisa de dois apartamentos. A economia global de hoje está interessada em ter mais consumidores, e o divórcio dobra o número de consumidores. Além disso, a elite não precisa de milhões de pessoas que procriam.

Comentário: Mas os industriais também vivem em famílias.

Resposta: Eles são apenas 1% da população mundial e não têm necessidade de todo o resto. Por que eles precisam de sete bilhões de pessoas! No que diz respeito a eles, é melhor reduzir a população mundial, mesmo sem guerras, simplesmente reduzindo a procriação. Assim, eles serão capazes de reduzir a população mundial pela metade durante uma geração.

Pergunta: Será que a sabedoria da Cabalá sabe como manter a família unida?

Resposta: Não é simples. A sabedoria da Cabalá gradualmente diz às pessoas como interagir corretamente entre si.

Comentário: Eu ouvi em uma de suas palestras que se um parceiro estuda a sabedoria da Cabalá, enquanto o outro parceiro está longe dela, eles não têm muitas chances de manter a família unida.

Resposta: Claro que existem problemas. Se um dos parceiros é muito interessado na vida no nível espiritual e o outro está interessado na vida no nível corpóreo, há divergências e conflitos e eles sentem que têm diferentes impulsos. Mesmo assim, ninguém disse que eles devem se divorciar. Pelo contrário, é necessário manter a família unida, não importa o quê.

É preciso atrair de alguma forma a segunda metade para fazê-la entender que, por exemplo, o marido tem um sonho, que há um hobby muito sério. Se for correto, aja com sabedoria: nós podemos atrair o cônjuge por sua paixão, porque ao participar da Cabalá a pessoa realmente começa a revelar o sentido da vida. De alguma forma, isso é ao menos interessante para todos.

Nós tentamos fazer isso de todas as formas. Eu entendo que isso não é fácil hoje. Ainda assim, é melhor manter a família unida, especialmente se houver filhos. Em primeiro lugar, eu sou contra o divórcio. Em segundo lugar, deve-se de alguma forma cativar seu parceiro e fazê-lo compreender que você tem um sonho, algo que você está realmente interessado. A coisa certa a fazer é cativar seu parceiro na sua área de interesse, uma vez que através do estudo da sabedoria da Cabalá, a pessoa começa a descobrir o verdadeiro sentido da vida.

Todo mundo está interessado nesse assunto até certo ponto.

Do Webinar no site www.zahav.ru 10/02/16

Notícias Sangrentas

Laitman_182_02Comentário: Um blogueiro famoso escreveu que está se tornando cada vez mais difícil surpreender as pessoas com notícias sobre o que está acontecendo no mundo. As pessoas digerem as frequentes notícias de terror, do jovem que pode esfaquear um homem, e não lamentam mais as baixas porque você teria que fazer isso todos os dias.

Resposta: Nós temos tido a sede de tais visões desde os tempos antigos, quando se costumava matar e mutilar pessoas, organizar batalhas, etc. A humanidade não pode prescindir disso. Não é só a necessidade do homem moderno, mas a necessidade humana de sangue.

Nós estamos passando por uma grave crise de consciência e está ficando claro que somos uns “nadas” miseráveis. De alguma forma isso tem que quebrar. Portanto, a Internet, os diferentes problemas, o ISIS e as organizações islâmicas radicais empurram rapidamente o mundo para a frente. Essas são forças vitais em nossa evolução. As mudanças ocorrem muito intensamente e estamos começando a perceber e compreender tudo muito rapidamente. Se no passado as pessoas ficavam presas em um único ponto por muito tempo, hoje elas passam por muitas coisas numa geração.

Pergunta: Para onde esse sentimento nos levará?

Resposta: Ele nos levará a um grande clamor decorrente do reconhecimento do significado da nossa existência. Nós não vamos sequer ser capazes de escolher se queremos viver ou não, se deixamos essa vida ou não, pois somos controlados por nossa natureza egoísta. Além do fato de existirmos, nos foi dada uma mente para entendermos que somos miseráveis ​​e sem valor, e que existimos sem qualquer razão ou propósito.

Esse clamor incerto será revelado na humanidade, e nós Cabalistas seremos capazes de dizer: “Nós sabemos o que fazer nessa situação. Estamos inclusive esperando por isso há quase 6.000 anos, e hoje podemos dizer-lhes como transformar esse terrível e profundo grito desesperado num suspiro de alegria, uma alegria que não tem limites. Isso é possível. Ficaremos muito felizes em compartilhar essa oportunidade com vocês”.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 26/02/16

O Que Fez As Pessoas Espalharem-se Por Todo O Globo?

laitman_746_03Nas Notícias (openquaternary.com): “As explicações para uma rápida dispersão dos humanos modernos após 100.000, antes da presente data, permanecem enigmáticas. Populações de humanos modernos tomaram novas rotas – que atravessavam barreiras topográficas e ambientais significativas, incluindo fazer grandes travessias marítimas, e movendo-se para dentro e através de ambientes arriscados e difíceis. Nem o aumento da população, nem mudanças ecológicas fornecem uma explicação adequada para um padrão de movimento rápido, incluindo saltar para novas regiões (eventos de saltos). Aqui argumenta-se que a dinâmica estrutural de colaboração emocionalmente complexa e compromissos morais profundos, geram eventos de expulsão regulares de populações originais. Esses eventos de expulsão fornecem uma explicação para o ainda esquivo elemento à dispersão. Ao lado da complexidade cognitiva e cultural devemos reconhecer a influência da complexidade emocional emergente, sobre mudanças comportamentais significativas, no Paleolítico”.

Meu Comentário: Sem dúvida, o egoísmo cresceu em cada geração, despertando cada vez mais problemas entre pais e filhos, e entre uma pessoa e a sociedade. Isto exigiu uma necessária correção, ou seja, conexão e unidade em oposição ao egoísmo.

Mas visto que a sabedoria da Cabalá, o método para se unir acima do ego, ainda não tinha sido revelado naquelas gerações, por causa de sua pequenez e falta específica da capacidade de determinar o egoísmo individual como o mal, as pessoas preferiram ficar longe uma da outra para atenuar a hostilidade.

E só na antiga Babilônia o egoísmo mostrou-se como o único problema da humanidade. Mas, mesmo assim, apenas um pequeno grupo de pessoas aceitou o método de unidade acima e contra o ego e começou a chamar-se um povo, não com base na sua origem local, mas ideológica e livremente escolhido por eles.

E em nosso tempo, devemos, finalmente, escolher a unidade como o princípio de uma nova sociedade, especialmente em contraste com o egoísmo global e a conexão global involuntária entre nós. Equilibrar tendências opostas é possível somente quando elevamos a conexão global acima do ódio mundial.

Material Relacionado:

Comunidade Como Um Desafio Ao Capitalismo

Os Limites Da Egoística Integração

Nova Vida # 616 – A Crise Dos Refugiados Na Europa

Nova Vida # 616 – A Crise Dos Refugiados Na Europa

Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

Qualquer um que afirma que devemos ajudar os refugiados é bem-vindo para abrir sua casa para eles. Palavras não vão ajudar aqui. Não só a Grécia está em apuros, mas países fortes, como a Alemanha e a França, também não conseguem lidar com a crise dos refugiados.

Porque isso está acontecendo hoje? Porque o mundo está assumindo uma nova forma sem fronteiras; tudo está envolvido e tudo é redondo. Imagine encontrar estranhos em sua cozinha; alguém dormindo em sua cama. É assustador! Não há para onde correr. Não há lugar no mundo onde você possa estar sozinho, nem mesmo 10 metros quadrados de tranquilidade.

Por que nos sentimos assim? Para reconhecer a nossa obrigação de mudar a nossa natureza e quebrar nossos limites internos. A natureza nos obriga a nos desenvolver a um nível onde vamos sentir que somos todos um só coração, um só corpo e um só pensamento. As correções que não fizemos em nossas relações são forçadas sobre nós agora pelo rolo compressor do desenvolvimento.

Na verdade, os Europeus individualistas é que recebem uma situação tão urgente com os refugiados. A natureza nos obriga a mudar a nossa atitude para com os estranhos, como se fossem nossos filhos, para o “ama teu amigo como a ti mesmo”. Além disso, haverá também golpes financeiros e diferentes desastres naturais que nos ensinam que estamos no mesmo barco e pronto! Então o mundo vai exigir uma solução de Israel porque a solução está na sabedoria da Cabalá, a sabedoria da conexão.

A crise de refugiados na Europa não é uma onda passageira, mas parte de uma série intencional de golpes que forçará todos a se corrigir. A mistura das populações do mundo vai lavar o mundo: os sul-americanos vão inundar a América do Norte e os muçulmanos estarão em toda parte no mundo.

Os europeus vão sentir que não podem continuar assim, a menos que mudemos nossa atitude para com os outros. Então, eles serão dignos da correção da natureza humana e vão sentir que o povo de Israel tem o método de correção. Quando desenvolvermos a capacidade de sentir que somos todos uma família, a vida no nosso mundo se tornará o céu.

De KabTV “Nova Vida # 616 – A Crise Dos Refugiados Na Europa”, 27/08/15

Unidade Para O Bem Da Sociedade

Laitman_120Pergunta: Há membros de diferentes grupos no mundo que se unem para ajudar os outros. Essas organizações querem ajudar as crianças ou contribuir para aliviar o sofrimento das pessoas. De que forma a sua unidade é diferente daquela que comumente vemos?

Resposta: De fato, há muitas organizações no mundo que se unem para o bem dos outros, mas eu não vejo quaisquer resultados positivos de suas ações. Não importa a quantidade de comida e água fornecida por elas ou se elas se certificam que as pessoas tenham roupas para vestir, ainda existem tantas pessoas com fome no mundo e tanto sofrimento que só aumenta a cada dia. Nós vemos que tais ações não são um método de correção do mundo.

A sabedoria da Cabalá oferece um método de organização da situação no mundo através do seu sistema de liderança. Em vez de executar algumas pequenas ações que possam beneficiar as pessoas, nós precisamos realizar mudanças radicais através da liderança superior, trazendo à humanidade abundância, energia, alimentos e saúde: tudo. Isso é possível. Nós só precisamos aprender como isso é feito e implementá-lo juntos.

As pessoas que dão tudo hoje, que aparentemente amam os outros e estão prontas para chegar ao fim do mundo para ajudar a humanidade, precisam começar a se envolver no estabelecimento da conexão mútua correta com os outros. Então, a força do bem surgirá no mundo e ajudará a todos nós.

Da Lição de Cabalá em Russo 27/12/15

Não Vamos Esperar Pela Má Sorte

Laitman_049_01Pergunta: A humanidade deve primeiro passar por uma quantidade suficiente de aflições para o despertar e renascimento espiritual. Isso significa que quanto pior se tornar as coisas, mais cedo as pessoas estarão prontas para o despertar e renascimento espiritual?

Resposta: Por que devemos esperar a revelação externa do mal? Vamos olhar para dentro de nós mesmos e descobrir tanto mal lá que bastará ascender, de modo que não precisamos esperar pela má sorte.

Pergunta: Será que isso significa que quando descobrirmos o nosso próprio mal, vamos querer fugir dele?

Resposta: Claro, uma criança, por exemplo, pode esperar até ser punida e só então começar a fazer sua lição de casa. Mas ela pode perceber que é melhor fazer a sua lição de casa imediatamente, de modo que não será punida e, assim, estará livre para correr e brincar.

Da Lição de Cabala em Russo 27/12/15

Educar Crianças Através Do Whatsapp? Isso Não Funciona!


Artigo do Ynet: “Nas últimas semanas, muito tem sido dito sobre o “estado da juventude”. De acordo com os dados das autoridades que combatem o abuso de álcool e drogas, crianças nos graus 7 – 11 participam de festas onde o álcool flui como água e nas quais também se envolvem em sexo livre. ‘A combinação de álcool, hormônios, puberdade, e a ausência de um adulto responsável é muito perigoso’, diz o Dr. Yossi Harel Fish, cientista-chefe da Autoridade Antidrogas israelense e especialista na área de comportamentos de risco das crianças. ‘Se no passado os adolescentes saíam para se divertir e também bebiam pouco, hoje o propósito do entretenimento é do beber em si”.

“‘Mais tarde, à noite, as roupas são retiradas conforme essas crianças se embebedam e logo a atmosfera se intensifica. Essas festas ocorrem nos quartos com jacuzzi, em lofts de luxo ou em florestas distantes. Na maioria dos casos os pais não sabem o que está acontecendo ou talvez prefiram não saber”. Isto pode ser parte da explicação de por que eles não perguntam…

Se você também leva em conta as palavras da moda sobre a juventude atual, tais como “eles são indiferentes, frios e alienados” ou “os jovens de hoje são superficiais”, juntamente com termos como “a geração da tela”, você obtém uma combinação que, segundo estudos recentes realizados pela Universidade de Michigan, há um declínio de 80% na capacidade dos jovens de hoje de se sentir empatia para com o outro. “Nossos filhos são menos humanos, e nós não percebemos isso”, disse o antropólogo Tamir Leo recentemente. Leo está certo, mas somente quanto à segunda parte da frase; na verdade, nós não percebemos o que está acontecendo com os jovens de hoje.

Os jovens não são o problema

Nós somos o problema: os pais, e não a juventude. Nada neste mundo acontece por si só. Não existe tal coisa como “juventude boa” ou “juventude má”. Cada geração é produto de sua educação. E nossa geração é o resultado direto de nossa negligência. Nós atraímos esse trabalho sobre nós mesmos por nossas próprias mãos.

Nós podemos construir o mundo que queremos para nós mesmos. Nós temos dedicado nossas vidas à busca de uma vida confortável, uma carreira de sucesso e realização pessoal, construindo nosso status e acumulando bens materiais, e ao longo do caminho temos abandonado nossos filhos. Onde estávamos quando eles abandonaram as pracinhas, os jogos de bola e os passeios na natureza e caíram na dose venenosa das telas, sexo, álcool e drogas e rolaram para um estado onde não sabem como se comunicar, senão através da tela?

Em vez de lhes preparar a infraestrutura para uma vida feliz, nós os enviámos para a escola na esperança de que algo de bom acontecesse com eles lá. Mas o que pode acontecer num sistema cujo único objetivo é fornecer informações? Um sistema cujo único objetivo é prepará-los para ganhar dinheiro, para ter sucesso, para tornar-se famoso, mas não para o que eles realmente precisam na vida. Nós criamos uma realidade distorcida para eles, que é tudo, menos o que a vida realmente é. Ele inclui infinitas conexões entre uma pessoa e uma máquina e zero conexões entre as pessoas e entre um coração ao próximo. A escola hoje é um dos piores lugares que uma pessoa pode estar, a fonte da maior parte dos “vírus” que afetam nossos filhos.

Do Ministério da Informação ao Ministério da Educação

O que vai acontecer na próxima geração? Numa década, em duas décadas? Quando nossos filhos vão gerir o mundo? Se continuarmos assim, o futuro não parece tão brilhante.

Se quisermos dar aos nossos filhos um cartão de entrada para a vida, devemos tornar a educação, e não o ensino da informação, uma importante missão nacional. O Ministério da Educação, e as escolas como suas instituições líderes, precisa de uma reformulação. Em vez do envolvimento obsessivo em informação, notas e testes de desempenho internacionais, as escolas devem se concentrar na construção do ser humano na criança. Ela tem que lidar com a maior causa de angústia que a juventude sente hoje: a sua incapacidade de falar, de se abrir, e, especialmente, a sua incapacidade de se conectar corretamente com o ambiente.

A pesquisa mostra que as crianças e adolescentes simplesmente não sabem como conversar entre si. Essa é uma das razões para eles beberem ou fumarem: beber embota a dor e preenche o vazio interno.

Essa meta vem junto com uma das habilidades mais altamente exigidas no mercado de trabalho de hoje, que é o trabalho em equipe. Quanto mais global o mundo se torna, mais nós precisamos saber como trabalhar juntos, como construir a relação correta entre nós, desenvolver relações de confiança e cooperação. Mas, em vez de se concentrar em tais habilidades, o sistema de ensino se concentra numa linha de montagem de químicos, matemáticos ou outros tecnocratas.

Um tipo diferente de educação

Educação significa prover um jovem com as ferramentas certas para compreender a si mesmo e aos outros, compreender os impulsos que ele e os outros têm, ensiná-lo a construir um relacionamento com um parceiro e ter uma família, e como tornar o mundo um ambiente aconchegante e humano. Uma criança precisa sentir que a escola lhe ensina como viver e prepara-la para a vida real no complicado século XXI.

Dinâmicas sociais, que devem resultar de workshops, jogos e atividades durante o dia na escola, devem transformar a criança em seu próprio “psicólogo”. Ela tem que estudar e explorar a sua natureza, descobrir a si mesma, e, assim, ser capaz de lidar com a vida com sucesso.

Os jovens de hoje estão enfrentando uma realidade distorcida de normas e comportamentos que veem nas telas. Eles veem padrões artificiais do que é considerado bonito e esperam que as cenas que eles veem se realizem na vida. A escola deve se tornar um mediador que está ciente da montanha-russa hormonal que esses jovens experimentam e ajudá-los a aprender sobre o mundo interior de ambos os sexos, respeitando os outros e ser sensível a eles. Em última análise, a maioria dos problemas decorre da falta de compreensão mútua.

Os adolescentes precisam sentir que têm alguém com quem falar e que vai ouvi-los. Eles devem sentir que o que acontece com eles também acontece com os outros, e, portanto, não há nenhuma razão para se sentir envergonhado ou esconder nada. Esse processo deve ser acompanhado pela correta orientação profissional, mas o ponto principal é que a criança tem um mundo interior inteiro ao qual a escola não se refere de forma alguma, e assim não entende por que está lá e só se torna cada vez mais frustrada com o passar dos dias.

Minha sala privada

Na verdade, é dessa geração aparentemente indiferente que todas as questões sobre o sentido da vida vão irromper e que vai abrir a porta para um mundo que é muito mais profundo do que o que estamos acostumados. Mas até que isso aconteça, nós temos que explicar o que está acontecendo com eles, qual é a razão do seu desenvolvimento, o que eles passam e de onde vem a sua incapacidade de se satisfazer. Nós também precisamos estudar um pouco mais sobre a vida e o propósito da vida, a fim de fazer isso.

O que está acontecendo entre os jovens e também entre nós hoje é uma fase natural do nosso desenvolvimento. O ego humano está mudando e essa é a razão para a diferença entre gerações. É o ego que nos torna insensíveis e indiferentes, viciados em tecnologia, fechados em nossa pequena concha, em nossa sala privada.

Mas essa é apenas a fase intermediária, uma paragem ao longo do processo do nosso desenvolvimento interno. Nós não viemos a esse mundo para se comunicar através de um teclado ou uma tela de toque, mas para romper todas as partições que nos mantêm separados, e para comunicar de um coração para outro numa dimensão de sentimentos e mente que transcende a nossa realidade corporal.

Do Artigo do Rav Laitman no YNet