Textos na Categoria 'Educação'

As Chaves Da Vida Que Passamos Aos Nossos Filhos

Dr. Michael LaitmanÉ obrigação do adulto ensinar a criança e dar-lhe toda a preparação necessária para a vida adulta durante a infância. O mesmo ocorre no mundo espiritual: o nível superior dá ao nível inferior todas as “chaves”, todos os meios para continuar a construir a si mesmo.

O nível inferior só tem que descobrir tudo isso e fazer uma escolha livre para seguir adiante. Não há mais nada a fazer exceto isso. Todas as forças já estão à nossa disposição.

Portanto, o estado de pequenez (Katnut) é considerado fundamental, enquanto o estado de grandeza (Gadlut) é um acréscimo que às vezes aparece e às vezes desaparece, dependendo dos esforços do inferior. Mas ele sempre mantém o estado de pequenez, que serve como uma base boa e saudável para criar o próximo estado de grandeza, que é novo a cada vez.

Portanto, o nível de pequenez, chamado de Hafetz Hesed (aquele que deseja a misericórdia), temor do Criador, o nível de Bina (“arte” ou fé), é o que deve ser transmitido ao próximo estado, dos pais para os filhos, do nível superior da escada espiritual ao nível inferior.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/11/11, Escritos do Rabash

Amor Não É Indulgência

Pergunta: Como é que se doa para o mundo?

Resposta: Você toma os desejos de todos e os enche tanto quanto puder. Isso se chama amor. Que é o ato de amor.

Pergunta: Quais desejos devo tomar?

Resposta: Se você os ama, você preenche apenas os seus desejos necessários. Você não vai comprar alimentos pouco saudáveis ​​para o seu filho. Você compra algo saboroso, mas o principal é que ele seja saudável

Pergunta: Mas e se ele quer especificamente “fast food”? ((comida rápida))

Resposta: Se você ama, você não pode preencher os desejos que são ruins para ele. Afinal, você não daria a seu filho uma faca para ele brincar mesmo se ele pedisse. Não é que a mesma coisa que fast food?

Um relacionamento verdadeiro, um amor real lhe fortalece. A pena que você sente agora é realmente pena egoísta; você sente pena de si mesmo, não dele. Se você realmente tivesse pena dele, você daria apenas o que é saudável para ele, só o que beneficia seu desenvolvimento e nada mais.

A criança vai se acostumar com isso muito rapidamente. Se você se comportar dessa maneira desde o início, ela não vai pedir-lhe coisas que são prejudiciais.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabala de 26/10/2011, “O Amor do Criador e o Amor pelos Seres Criados

Um Cálculo Transparente

Dr. Michael LaitmanNo artigo “Paz no Mundo”, o Baal HaSulam examina a essência da próxima transição que elevará a humanidade a um novo nível:

À primeira vista, o plano parece imaginário …Mas quando nos aventurarmos a fundo, descobriremos que a contradição da recepção para si mesmo em relação à doação aos outros não é senão uma questão psicológica … embora a auto-recepção se manifeste em nós de várias maneiras … todas essas são definidas por um nome: “prazer”.

Isso já está claro hoje. Nossa essência, a mente, o sentimento e cada célula do nosso corpo aspiram à realização. Isso pode ser sentido simplesmente como uma onda de energia, ou pode assumir outras formas até atingir o nível psicológico, onde nós o definimos como prazer. Se minha mão repousa sobre a mesa, não é a minha mão que gosta do que faz, mas eu. De uma forma ou outra, a realização para nós é sempre um prazer. É o que todos nós desejamos.

Suge uma questão: se a minha matéria só quer se satisfazer a fim de experimentar prazer, será que eu sou capaz de manter uma conexão com os outros? Será que eu sou capaz de participar da vida do sistema comum como a natureza exige e desfrutá-lo ao mesmo tempo? Se isso for possível, se o Baal HaSulam diz que isso é um aspecto psicológico, talvez eu seja capaz de me confundir ou me enganar ao fazê-lo? Afinal, a psicologia é um assunto de todos os dias, por assim dizer. Como resultado, através da realização da exigência da natureza, eu vou desfrutar e fazer os outros felizes num novo nível global de ser.

… O que a pessoa recebe durante a vida? Se assumirmos que ela obtém vinte por cento de prazer durante sua vida e oitenta por cento de dor, se nós colocarmos um diante do outro, ainda haveria sessenta por cento de sofrimento não recompensado.

Se a pessoa fizesse o cálculo certo, ela não seria capaz de suportar esta vida. Da maneira mais natural, ela imediatamente decidiria acabar com sua vida. A matemática é simples: “prazer menos sofrimento é igual a ….”. O qual é seguido de uma decisão e sua realização imediata. No entanto, nós não fazemos um cálculo preciso e, portanto, continuamos vivendo.

Mas tudo isso é um cálculo particular, como quando alguém trabalha para si mesmo. Mas num cálculo global, o indivíduo produz mais do que toma para seu próprio prazer e sustento. Assim, se a direção fosse para mudar de auto-recepção para doação, o indivíduo desfrutaria toda a produção daquilo que ele produz sem muita dor.

Se fizermos um cálculo do quanto podemos receber do mundo inteiro em troca do que damos a ele, então realmente vale a pena viver.

Assim, tudo depende de um cálculo claro, preciso e transparente: o que eu recebo da recepção e da doação? O Baal HaSulam fala apenas do cálculo material aqui, deixando o cálculo espiritual nas entrelinhas. Em nosso mundo, de uma forma ou de outra, todo mundo sofre e aceita. No entanto, se nós mostrarmos claramente a uma pessoa toda a sua “renda” e “despesas”, ela entenderá que está sendo roubada até o osso. Por outro lado, no sentido espiritual, ela pode registrar a vida eterna em sua conta, que é incomparável à mesquinha existência animal.

Assim, nós estamos diante de um problema psicológico, e temos que ver a correção do mundo nesse sentido. Todos esses cálculos, bem como as oportunidades que se revelaram em virtude do método Cabalístico, caracterizam-se pela educação. Isso significa que nós temos que criar um sistema de educação e formação, onde o mundo, que está numa situação desesperadora, entenderá que está realmente no ponto de partida, no limiar de um novo começo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/10/11, “Paz no Mundo”

Semeando Uma Terra Nova

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ontem, nós realizamos uma mesa redonda em Afula, que contou com a presença do prefeito da cidade, do chefe do conselho regional e dos maiores especialistas em educação. A discussão foi sobre o sistema de educação no século XXI. Nossa mensagem é que as crianças têm de estar preparadas para a vida num novo mundo, firmemente interligadas. Os participantes da discussão não se opuseram, mas a impressão era de que nós estávamos tentando semear terrenos baldios. Será que as pessoas vão ser capazes de compreender os desafios enfrentados pela humanidade, antes que seja tarde demais?

Resposta: Se não forem, então o sofrimento irá forçá-las a isso. Um exemplo vivo é a Europa, que está afundada em dívidas. Seus líderes não sabem o que fazer, mas sentem e entendem que a divisão implicará uma catástrofe muito séria. Por outro lado, eles não sabem como se unir. Mesmo parcelas bilionárias de ajuda não lhes garantem um futuro brilhante.

Seria bom pagar uma vez e se livrar do problema. Isso não acontece na vida: você faz uma concessão e tira um grande fardo de sua consciência. No entanto, neste caso, nada está funcionando. O problema da Europa é a falta de comunicação.

Muitas pessoas já estão dizendo que é necessário criar um governo único ou pelo menos numa agência financeira única.

Mas como? Afinal, nesse caso, seria necessário não apenas cancelar os limites governamentais, mas também todos os outros limites, anular todas as diferenças. Um sistema financeiro comum significa previdência social comum e regimes de aposentadoria para todos, fundos comuns e condições… Dito de outra forma, isso requer a mesma atitude para com todos, o que significa que haverá uma nação européia e um limite ao redor de toda a Europa, onde todos serão iguais.

Inicialmente, esta concepção é assustadora, porque nunca aconteceu algo assim na história. As pessoas ainda não entendem que a solução só pode ser encontrada na união. A pessoa é impulsionada por aquilo que ela, pessoalmente, não tem, e a união não está nessa lista. Apenas grandes problemas podem empurrar as pessoas para isso. É possível avançar sob golpes, ou seja, sofrimentos, ou pelo senso comum, seja por uma vara batendo em você por trás ou por uma cenoura seduzindo-o pela frente. Portanto, escolha uma das duas.

Por enquanto, nós somos conduzidos pela vara, o que é especialmente difícil para os europeus. Mas logo os americanos também vão sentir seus golpes.

A única coisa que podemos fazer é explicar ao mundo o que está acontecendo, apresentando os fatos. Um perito experiente vê e entende os problemas. Da mesma forma, todas as pessoas têm de ver com seus próprios olhos o que ainda não percebem. É necessário usar vídeos, filmes, músicas e outras mídias para informá-las do que está acontecendo no mundo hoje. Mesmo que a pessoa esteja longe disso, ela deve, no entanto, aprender sobre isso, pelo menos um pouco.

É assim que vamos melhorar a situação, transformando cada pessoa num especialista em algum sentido, de modo que ela vai ser cautelosa em ações negligentes e estará disposta a cooperar. Além disso, em virtude disso nós iremos gradualmente fazer com que as autoridades se conscientizem da necessidade de organizar um ambiente que ofereça às pessoas uma educação.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/10/11, “Paz no Mundo”

Crise E Solução

Dr. Michael LaitmanExistem doenças que ocorrem em toda parte, incluindo os casos ameaçadores que se expressam de forma espontânea e descontrolada, e ninguém pode prever o resultado do que está acontecendo. Assim como a própria crise, suas ondas estão agindo sobre todos e ninguém é deixado em paz. Os ricos como que forçados a ajudar os pobres, enquanto os pobres manipulam a dependência dos ricos sobre eles…

Cada economista no mundo tem sua própria opinião sobre as razões da crise econômica que está ocorrendo. Mas nós estamos esquecendo que a crise não é econômica, mas da civilização: não há uma área da atividade humana que não esteja passando por uma crise.

A crise está acontecendo em todos os sistemas sociais que criamos: saúde, assistência pública, casamento e família, educação e formação… Sem dúvida, todos começaram a prestar atenção na crise quando ela se expressou na esfera econômica e financeira, porque nossa sobrevivência depende diretamente disso. Mas para revelar suas causas, temos que analisá-la como um todo, como uma crise da civilização.

A razão para a crise é apenas uma coisa: a cada dia, o mundo está cada vez mais interconectado e interdependente desde dentro, naturalmente, e, portanto, a cada dia está se tornando mais e mais oposto às conexões externas e à cultura que temos imposto sobre ele na forma de países e sociedades separadas, sistemas opostos, e assim por diante. Exatamente a diferença entre a união do mundo, que cresce a cada dia, e a cultura de separação que criamos, é a crise que está piorando.

Nós somos incapazes de parar a expressão da globalização e integralidade interna do mundo. Isso vem de sua natureza original, que somos incapazes de influenciar.

Nós também não podemos observar a oposição constantemente crescente entre a estrutura interna do mundo, onde sua união está sendo revelada, e a externa (a humanidade), onde as suas divisões e contradições estão sendo expressas. Isso está evocando uma crise complexa dentro de nós.

A única solução para o problema da crise em desenvolvimento, a nossa crescente oposição à natureza, encontra-se na conquista gradual da união da humanidade (a garantia mútua), do equilíbrio entre a humanidade e a natureza (o consumo razoável). No entanto, isto contradiz nossa natureza egoísta e, portanto, só é possível quando o ambiente exerce uma influência positiva e sadia sobre cada pessoa.

Para isso é necessário formar uma nova consciência social, pessoal, que pode ser alcançada através da educação e formação do mundo inteiro a respeito da conexão global e integral entre todas as pessoas que está sendo expressa no mundo. Para conseguir isso, cada país tem que decidir formar um ambiente em torno de sua sociedade, um cenário de influência educacional.

A criação de um sistema de mídia de massa que envolva cientistas e especialistas que expliquem o novo mundo global, suas novas leis sociais, a necessidade de segui-las por uma questão de sobrevivência, é a parte educacional. A criação de grandes conexões virtuais e não virtuais que atrairão as pessoas, dando-lhes um exemplo de união e alegria, é a parte da formação.

Sem dúvida, ao dar os primeiros passos nessa direção, nós imediatamente sentiremos a crise recuar.

A Era Da Educação Global

Dr. Michael LaitmanEu preciso criar um tipo de ambiente e atmosfera em torno de mim que sempre me convença do fato de que estar interconectado e compatível com os outros me levará a uma vida mais segura e melhor. A vida onde eu me sentirei bem.

Você pega a fórmula da interconexão total entre todos os elementos na natureza e a revela para as pessoas de uma forma que elas possam entender. Você explicará a elas que é bom cuidar umas das outras, porque é desta maneira que você se torna semelhante à natureza que o rodeia. Ao fazer isso, você beneficia uma grande quantidade, porque você alcança harmonia com a natureza. Então, todas as forças da natureza, ocultas e reveladas, serão benevolente para conosco, e nos beneficiaremos em todos os sentidos.

Vamos realizar uma experiência e ver o quanto nós teremos sucesso nos negócios e na economia se começarmos a tratar o outro com mais compaixão, como membros de uma família. Isto é difícil. No entanto, se começarmos a convencer um ao outro sutilmente, sem qualquer pressão, certamente ninguém perderá.

Eu ensino os meus filhos a não brigar, não provocar os outros, ser educado, a dizer por favor e obrigado, compartilhar e fazer amigos. Eu ensino a eles estas coisas porque sei que este comportamento lhes proporcionará a máxima segurança. Eu não ensino meus filhos a bater nas pessoas ou roubar, porque, em primeiro lugar, eu quero que eles estejam seguros na vida. Se eles forem gentis com as pessoas, eles sempre encontrarão uma condição mais ou menos normal na qual existir.

Por que não podemos estabelecer estas relações em todo o mundo? Nós já consideramos tudo isso antes: em nossas visões de sociedades utópicas.

Nós temos que esclarecer as pessoas sobre a época em que estamos entrando. Todos devem entender que vivemos na época em que tudo está interligado, onde todos são como parte de uma só família, e todos são dependentes uns dos outros. Esta é a época em que nos reeducamos para nos tornar um elemento global e integral da sociedade, a época em que cada pessoa compreende sua singularidade, sua própria contribuição ao mundo, e por isso deve se sentir responsável pela sua parte. Cada pessoa tem que se sentir assim em relação a todos os outros.

Da Discussão sobre Educação Global 07/09/11

Um Retrato Detalhado Da Nova Economia

Dr. Michael LaitmanNós temos que criar um sistema de propaganda gigante e, antes de tudo, em Israel. Temos que disseminar  nossos materiais com tudo que temos e estabelecer uma base sólida para a noção de garantia mútua na internet e nos meios de comunicação em massa. Temos que sair para o mundo com esta noção e, em Israel, temos que transformá-la numa “superpotência” do nosso pequeno mundo virtual de língua hebraica.

Logo, muitos países europeus serão envolvidos por distúrbios graves. Os processos estão se desenvolvendo muito rápido e isso nos obriga a agir. No entanto, além de explicar as causas e os objetivos, temos que falar sobre a economia do período de transição. O sistema do mundo tornou-se global, mas os especialistas ainda o descrevem usando a terminologia da economia egoísta e consumista. Portanto, temos que introduzir um novo formato ao descrever a situação atual numa nova ótica.

Depois disso, vamos aplicar esta nova visão de mundo para descrever o estado final: uma economia equilibrada de necessidades básicas, onde as pessoas recebem seus excessos no nível “humano” de desenvolvimento. No nível “animal” nós fornecemos todas as necessidades: moradia, alimentação, saúde e assim por diante. A pessoa vive com todas as suas necessidades previstas, sem se preocupar com nada. Este é o nível básico. Enquanto isso, seus desejos “humanos” continuam em direção à realização espiritual.

É assim que nós designamos o estado almejado e estendemos uma “ponte” até ele – formamos o processo de transição. Esta transição não é fácil e não fazeremos isso sozinhos. No entanto, já há especialistas que entendem que não há outra solução. Aos poucos, eles concordarão em se juntar a nós, entenderão o significado de nossas explicações, enquanto que nós compreenderemos suas declarações. É assim que vamos trabalhar juntos, descrevendo uma fase após a outra.

Primeiro, nós vamos formular o objetivo geral e, depois, vamos reduzi-lo aos detalhes, prosseguindo em direção à realização passo-a-passo. Vamos criar esquemas e explicar os aspectos particulares, e como resultado, chegaremos a conclusão clara do que temos que fazer hoje como um primeiro passo.

É assim que vamos mudar a interconexão que permeia o mundo, toda a ordem de fios conectando as pessoas. A economia é um sistema de conexões entre nós. A Torá declara: “Vá e ganhe um do outro”. Em outras palavras: ao se unir, vocês alcançarão a realização. Esta já é a ciência da Cabalá em ação. Afinal, ela explica como corrigir o mundo, ou seja, como corrigir as conexões entre nós a partir da conexão material, egoísta e consumista, canalizada através do “sonho americano” para a verdeira conexão que leva a um tipo diferente de sonho. Nisso se resume o nosso trabalho.

No entanto, não podemos simplesmente avançar de imediato. A única coisa que temos que fazer imediatamente é ajudar aqueles que estão morrendo de fome. Isto é necessário, enquanto todo o resto tem que ser feito de forma pensada. É aí que reside o problema: as pessoas ainda não entendem que basta apenas começar a se mover na direção certa, mesmo que você não tenha realmente feito nada na prática – e as Luzes imediatamente expressam benevolência em sua direção.

Neste caso, você já não é hostil à natureza. Você não se opõe ao sistema integrado com a sua natureza discreta e individualizada. Ao contrário, você se concentra nas mudanças dentro de você; seus desejos e intenções já estão destinados a essas mudanças, e isso é suficiente. A Luz começa a agir em você e você já começa a entender, a ter um maior desejo de mudança, e a corresponder mais às mudanças necessárias.

Imagine o que acontecerá quando uma enorme massa de pessoas concordar com o fato de que não há outra solução e tivermos que fazer estas mudanças acontecerem. Então, nós ganharemos uma força enorme e realizaremos nos nossos planos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/10/11, “Paz no Mundo”

Uma Mensagem Carregada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje a crise atingiu todos os cantos do mundo e ninguém vê uma solução para ela. Por que não examinamos o sistema econômico de forma análoga ao nosso sistema de educação, e o oferecemos ao mundo?

Resposta: Nós podemos fornecer uma descrição maravilhosa da economia no período da correção final: uma sociedade equilibrada, o consumo dentro dos limites da necessidade razoável, a conservação da natureza e do homem, o desenvolvimento exclusivo de projetos que economizam tempo e energia e benefíciam a saúde das pessoas… Tudo isso é lógico e fácil de teorizar, se você não estiver teorizando sobre a gratificação egoísta, mas sobre a necessidade básica, a harmonia entre nós e a natureza.

Mas como podemos fazer a transição para esta fase? Como podemos explicar isso aos magnatas modernos que, basicamente, são os únicos a decidir o destino do mundo? Eles manipulam os governos, que por sua vez manipulam as pessoas. Então, como podemos apresentar esta meta final a eles? Como podemos dizer-lhes sobre as fases no caminho para isso? Eles vão perguntar: “O que será deixado para nós?”. O que nós vamos dizer-lhes em resposta?

“Vocês vão receber exatamente o mesmo valor que uma dona de casa normal, e seus bilhões serão devolvidos às necessidades da natureza a fim de corrigir a bagunça que vocês fizeram por proliferar o consumo excessivo no mundo. Além disso, vocês poderão desfrutar interna e espiritualmente. Vocês deixarão de ser ‘os maiores galos do galinheiro”, orgulhosamente desfilando nos poleiros. Vocês vão amadurecer e isso vai deixar de lhes dar prazer. Pelo contrário, vai evocar desprezo. Vocês serão satifeitos com a conquista de um nível mais elevado”.

Será que você será capaz de explicar tudo isso a um magnata, de modo que ele seja seduzido pela idéia da vida eterna, perfeita? Será que ele desejará entrar na eternidade da própria natureza, juntar-se a ela e revelar nela um nível mais elevado de existência?… “Você vai viver lá como um magnata respeitável. Mesmo quando o corpo animal morre, ele não é realmente você. Afinal de contas, você vai se tornar humano, no sentido verdadeiro, espiritual…”.

Isso só funciona para pessoas refinadas, enquanto que outras podem entendê-la agora mesmo. É por isso que hoje nós estamos disseminando a força da garantia mútua para o mundo inteiro, e não estamos abordando os magnatas, mas o povo. “Para nós vale a pena nos aproximar um do outro de modo que a vida fique melhor”. Entretanto, com uma visão no futuro, nós injetamos Luz nessas pessoas, a força da união. Uma vez que elas são preenchidas por esta força, elas começam a entender mais e concordar conosco, vendo um benefício real na garantia mútua. É assim que elas avançam.

O caminho para o coração não é através da mente. Você não consegue persuadir a sua mente com isso, porque ela corresponde ao nível do desejo que ela serve. A mente nunca pode elevar-se acima do desejo. Enganados pelas ilusões, nós podemos olhar para baixo em nosso ser animal, mas a mente parece ser o ápice da criação para nós. No entanto, na realidade, nossa mente é ainda menor do que o desejo animal, sendo um simples servo dele.

Portanto, a única oportunidade que temos é a de mudar o desejo das pessoas, o qual só pode mudar sob a influência da Luz. Isto é o que temos de fornecer-lhes. Suas conclusões lógicas por si só não vão ajudar. As pessoas não vão entender você e vão pensar que você é simplesmente um idiota ou um místico, ou, na melhor das hipóteses, um cara legal sonhando com paz e amor no planeta.

Só há uma solução: unir-nos e dar às pessoas a força da união. Apenas isso irá elevá-las a um novo nível de compreensão, percepção e concordância conosco. Além disso, mais tarde, uma vez que elas concordarem, elas vão perceber que vale a pena nos seguir, porque não conseguem entender plenamente a nossa mensagem. Ao adquirir a força da união, elas se elevarão a um nível onde ficará claro que elas têm que se segurar em nós, como está escrito na Torá: Eles vão “agarrar suas roupas”, ou seja, a vestimenta, os vasos externos, e dirão: “Leve-nos lá!”.

Obviamente, você está certo quando diz que devemos falar um pouco sobre a economia, a educação e o mundo do futuro, para não afastar as pessoas no início. Mas a coisa mais importante é transmitir-lhes sa força de união . Esta é a disseminação. Na Introdução ao Panim Meirot UMasbirot, o Baal HaSulam escreve que quando os filhos de Israel forem preenchidos com esta força de união, ela será derramada deles para todos os outros. Nós precisamos estar prontos para receber essa força e, depois, ela realmente vai se espalhar para as pessoas, que serão receptivas à influência da Luz de Hassadim, entregando-se a ela de todo coração.

Da lição em 24/10/11

O Que Se Exige De Nós Na Disseminação?

Dr. Michael LaitmanNós devemos criar nossa própria agência de mídia educativa: televisão, rádio, jornais e internet. Nós temos que construir um sistema para a educação das crianças, bem como a organização das mulheres. As mulheres estão prontas para trabalhar. Eles sentem os problemas que estão sendo revelados mais do que os homens. Elas têm uma enorme força de influência que não está sendo aproveitada corretamente. Isto é muito importante.

Nós precisamos nos voltar aos governos. Os contatos que existem hoje com a ONU, a UNESCO e outras organizações não são suficientes. Nóa precisamos fazer isso de forma maciça, apoiando-se nas palavras dos cientistas.

Há muitos planos, mas não podemos realizá-los, porque as nossas forças criativas são limitadas. Nós precisamos escrever artigos diários e distribuí-los na Internet. Nós precisamos criar clipes curtos com animação atraente, que explicarão vários aspectos da nossa mensagem de uma forma simples. Mas isso não existe. Nós precisamos de muitas pessoas, com cada uma delea criando certa influência em relação ao exterior.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/09/11, Um Mandamento”

O Instituto ARI Na Conferência ICSSPE Sobre Desportes


O Instituto ARI participou da Conferência Internacional ICSSPE sobre Desportes para o Desenvolvimento e Paz, que aconteceu no Instituto Wingate em Israel, com participantes de 32 países, incluindo uma delegação de 30 da Jordânia. O tema foi Desportes como um mediador entre as culturas.

O gerente, Dr. Gilad Shadmon, Membro da Junta Executiva do ARI , e o Diretor de Projetos Especiais e Pesquisas Educacionais, Dr. Eli Vinokur, conversaram com o ministro de Israel da Cultura e dos Desportes, Limor Livnat, UNESCO, e representantes das Nações Unidas, e representantes de governos europeus.

A apresentação do Instituto ARI foi bem muito bem recebida. A LIGAÇÃO DAS CRIANÇAS ATRAVÉS DOS JOGOS ESPORTIVOS (PDF ligado à apresentação).

1) As crianças aprendem através de jogos mais do que com qualquer outro meio.

2) Os jogos devem conectar as crianças e não causar divisões.

3) Competitividade deve ser contra o relógio ou outras realizações, mas não um contra o outro.

4) Ganhar é só no seu conjunto e não por conta própria. Unidade que se consegue é o verdadeiro prêmio!

5) Alterar as regras dos jogos convencionais para que eles sejam sobre a unidade e união. Por exemplo, os nossos filhos mudaram as regras do futebol:

A) Uma criança que marcar dois gols vai para a outra equipe.

b) Você não pode marcar, até ter passado a bola três vezes.

c) A cada quinze minutos um ou dois jogadores chave mudam de lado.

6) O propósito dos jogos de esportes é aumentar a adesão das crianças e da unidade, bem como a interdependência.

Dr. Gilad Shadmon com Assessor Especial do Secretário-Geral sobre o Desporto para o Desenvolvimento e Paz do Sr. Wilfried Lemke.

Dr. Eli Vinokur com a Sra. Elizabeth Longworth, Vice-Diretora-Geral Adjunta de Ciências Sociais e Humanas, da UNESCO.