Textos na Categoria 'Educação'

Uma Doença É Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em psicologia, uma crise é descrita como um fenómeno doloroso, mas se uma pessoa o ultrapassa e não desiste, ela passa para um novo nível, onde uma maior quantidade de energia é liberada e a pessoa começa a viver uma nova vida.

Resposta: Mais que isso, qualquer doença é também um acto de cura. Suponha que ocorreu algum problema. Agora está a ser corrigido, compensado de alguma forma. E o prazo em que é compensado e corrigido, nós consideramo-lo como sendo uma doença. Na realidade, contudo, isto já é uma correcção.

Nós vacinamo-nos propositadamente; injectamos uma micro-doença no organismo de forma a estimular a sua reacção positiva, para preveni-lo de influências externas ameaçadoras.

Se nós recolhermos todos estes sintomas críticos, dolorosos, descobriremos que precisamos nos relacionar com eles como com o nascimento de um novo estado, como com a melhoria da saúde, com a correcção, com o nosso ajuste, e com a nossa ascensão ao nível seguinte.

Da “Conversa Sobre A Educação Integral” #13, 18/12/11

Sentindo Um Ao Outro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que no processo de interação com uma pessoa, eu sinta uma sensação desagradável vindo dela. Isso poderia ser um convite para eu me esforçar em me conectar a ela?

Resposta: Você tem que se conectar com ela. Primeiro coloque-a diante de si e, depois, como se ela estivesse no seu lugar. Este é o seu trabalho interno. Mais uma vez, isso depende em que nível ele é realizado. Às vezes, nós temos que especificamente nos opor uns aos outros, a fim de cavar mais fundo, entrar em maior contato. Basicamente, precisamos da contradição para sentir melhor um ao outro.

Contato não significa desfocar a imagem. Pelo contrário, esta imagem se tornae mais clara. Eu tenho que ver tudo na pessoa à minha frente e, ao mesmo tempo, seu desejo de estar comigo. Quando colocamos um em cima do outro, temos um dipolo: as qualidades opostas com as qualidades positivas acima delas. Esta estrutura dipolar dá perfeição e aguça os sentidos, a percepção e a adesão.

Esta contradição é oposta às reações normais do nosso mundo porque nós adicionamos um nível positivo aqui. Isso não existe em nosso mundo.

Em nosso mundo, nós estamos dispostos a aceitar alguns acordos e concessões, mas eles são realizados num único nível: o egoísta. Aqui, nós tentamos dar o nosso melhor para levar a nós e o outro para o próximo nível de coordenação mútua, sem remover ou apagar de modo algum nossas qualidades negativas iniciais. Elas continuam a se desenvolver em nós rapidamente.

Acontece que o grupo onde os membros têm uma boa conexão com o outro está avançando, se desenvolvendo e descobrindo dentro dele qualidades visivelmente selvagens e instintos originais: ódio, inveja e ciúme, e é tudo por nada, como eles dizem. Nós entendemos que tudo isso é para nós subirmos acima e usá-los corretamente. Assim, a Natureza nos ajuda no nosso desenvolvimento interior.

Por outro lado, o grupo que compreende pouco os materiais e coloca pouco esforço na conexão com o outro não descobre resistência e novas qualidades negativas em seus esforços de união. Assim, os dipolos são pequenos.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 13, 18/12/11

Dois Pontos De Vista Da Crise

Dr. Michael LaitmanPergunta: A informação sobre a crise, que entrou agora numa fase activa de desenvolvimento, é negativa ou não?

Resposta: Temos atravessado o período de desenvolvimento intrauterino do feto. Agora, vem o período do nascimento: contracções, eventos dramáticos, e até mesmo risco para a mãe e para o seu bebé. Contudo, acreditamos que isto é necessário para o nascimento, para a aparição de um novo ser humano no nosso mundo aparentemente de outro mundo, de um estado que é completamente oposto ao nosso. Porque devemos nós considerar isto uma crise?

Se você fosse mostrar a uma criatura de outro planeta o que ocorre com uma mulher grávida, como algo nasce dela, com gritos, dores de parto e pessoas movimentando-se à sua volta, ela pensaria que a mulher estaria a morrer, que algo lhe estava a acontecer, e que não tem prazer nisso. Contudo, um marido com flores e familiares esperam atrás da porta. Há algo estranho nesta imagem.

Portanto, nós relacionamo-nos com a crise como o marido com as flores. Outros relacionam-se com a crise como o extraterrestre.

Comentário: Quando você começa a revelar a verdade a uma pessoa, é doloroso para ela receber essa informação.

Resposta: Contudo, não é por acaso que a natureza apague as memórias do nascimento do filho à mulher e o quão difícil foi. As mulheres estão prontas para passar por isto de novo.
Vemos que existe um processo pelo que temos de atravessar, e nada pode ser feito. Assim, de acordo com a nossa experiência, devemos engrandecer o próximo nível: o que alcançamos através da crise.

A própria palavra “crise” significa nascimento. Assim, devemos trata-la como tal.

Da “Conversa Sobre A Educação Integral” #13, 18/12/11

O Grupo É O Terreno Para A Revelação Dos Segredos Da Natureza

At the Arava ConventionA sabedoria da Cabalá é o método que está sendo revelado agora para a nossa realização, para compreendermos o sistema unido da estrutura, governança e programa do universo, que vai nos ajudar a superar todos os problemas e infortúnios. O programa da Natureza nos influencia propositadamente, de tal forma que iremos adotar e realizar todo o volume no qual estamos dentro. Esta é a razão pela qual estudamos a sabedoria da Cabalá. Basicamente, a natureza tem nos empurrado em direção a este estado por milhões de anos.

Apesar de não sentirmos ainda este volume do universo, hoje nós temos os materiais que nos falam sobre ele, e os grupos, dentro dos quais podemos começar esta realização. Dentro de um grupo podemos construir certa equivalência com o universo, um micro-cosmos.

Se nós nos uníssemos de tal forma que dentro de nós, dentro da nossa união, houvesse forças de interação acima do nosso egoísmo, então, gradualmente, seríamos capazes de chegar a um estado onde criaríamos uma área de testes distinta, um lugar como num laboratório de pesquisa. Estudando a nós mesmos e a nossa conexão com os outros, derivadas das ações corretas entre nós, começaremos a sentir a manifestação da força superior e, gradualmente, a revelaremos neste laboratório, nesta conexão entre nós.

Nós a descobriremos da mesma forma que os físicos descobriram os segredos da natureza com a ajuda de enormes dispositivos, instrumentos e aceleradores. Só que este acelerador, este instrumento, deve ser nós mesmos, a nossa união, nosso grupo, onde criamos as condições para a força superior se manifestar e, a partir do estado oculto, ela se tornar revelada.

Basicamente, é isso que estamos fazendo, e nós somos pioneiros nisto. O resto do mundo sente que algo deve acontecer consigo, que deve chegar a algo, que está se deparando com algo que não tem uma solução racional em nossas qualidades e instrumentos comuns.

Hoje, nós não podemos resolver nenhum problema do mundo ou até mesmo um problema particular, pessoal. Por um lado, isso demonstra o quanto os problemas estão todos interligados. Mas, por outro lado, eles não podem ser resolvidos no nosso nível terrestre.

É por isso que é tão importante para nós adotarmos a sabedoria da Cabalá mais rapidamente, realizá-la em grupos separados e no nosso grupo comum, a fim de revelar a força superior, começar claramente a interagir com ela e a “empurrar” este método para o mundo. Assim, nós vamos saber como introduzí-la melhor, apresentá-la e revela-la ao mundo, de modo que ela não ficará simplesmente sem nenhuma prova.

Nós sentimos e entendemos um pouco como fazer isso, porque temos uma predisposição interna particular para isto. Nós já a desenvolvemos. Nós nascemos com tal predisposição, com o ponto no coração. O resto da humanidade não o tem. É por isso que precisamos demonstrar o método da Cabalá para ela no seu nível.

Só então seremos capazes de levar o mundo inteiro com a gente; caso contrário, haverá um dramático caminho de busca. É por isso que a nossa aspiração à união é a aplicação prática do nosso estudo.

De KabTv “Fundamentos da Sociedade Integral” 5/2/12

Além Das Palavras Certas Deve Haver Intenções Certas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje, a questão do cancelamento dos graus tornou-se relevante e há muita conversa sobre isso, porque as pessoas entendem que os graus causam danos e tornam nossos filhos tecnocratas.

Resposta: Como em qualquer crise, o dano é evidente, mas ninguém sabe como corrigir a situação. No final, um dano, será ocultado por outro: os graus serão cancelados, mas novas estruturas serão construídas e, então, nem teremos o que tínhamos antes. Atualmente, se considerarmos a falta de compreensão das verdadeiras razões do que está acontecendo, mais não é necessariamente melhor. Todas essas adições não estão adaptadas à natureza. Se acabarmos de dar mais liberdade às crianças, isso não vai acrescentar nada. Sem a aprendizagem integral, que está adaptada à natureza, nada de bom sairá dessas mudanças.

Pergunta: Mas os especialistas estão certos, eles dizem que nós mudamos e que o mundo agora está mutuamente conectado, que devemos trabalhar em grupo, cooperar, desenvolver a criatividade das crianças, seu pensamento criativo, a sua capacidade de estudar e investigar as coisas e desenvolver o ser humano nelas; como isso é diferente?

Resposta: Em termos Cabalísticos isso é chamado de “casca”. Isso significa que é impureza. Os especialistas estão sugerindo que nós usemos o potencial de nos tornarmos igual ao Criador a fim de ganhar pessoalmente. No momento em que eles se aproximarem disso, eles vão encontrar muitas crises que serão piores do que a situação anterior. Tais tendências podem ser comparadas à “conexão do mal” que é ruim para eles e para o mundo.

Se o objectivo não for a união com o Criador, o resultado será o mesmo que na Rússia, onde as tentativas em atingir a união conduziu a resultados opostos. No final, isso também vai nos trazer a solução desejada, mas será um caminho longo e difícil. Eles podem tentar novas maneiras, cancelar os exames e ter crianças sentadas em círculo, mas de uma forma ou de outra, se eles não receberem um kit de ensino de nós, mas agirem de acordo com seu entendimento egoísta sem conexão com o Criador, os resultados serão negativos. No final, tais criminosos vão sair das escolas que, em comparação a eles, os diplomados de hoje vão parecer anjos.

A idéia toda é usar o princípio Divino, o princípio espiritual para o benefício pessoal. Se nós levamos ao mundo o nosso método, será totalmente diferente. Então, o princípio do Rambam, de acordo com o qual devemos desenvolver as “mulheres e crianças” gradualmente até que elas adquiram conhecimentos, será promulgado porque o método certo os fará avançar. Mas, se elas decidirem usar suas próprias forças, espera-se que falhem depois de um tempo.

É verdade que os especialistas começaram a penetrar na essência do problema recentemente e a expressar idéias maravilhosas. Mas não há escolha: se as pessoas não têm a intenção correta, elas estão todas condenadas.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/03/12, O Estudo das Dez Sefirot

Ama O Teu Próximo Como A Ti Mesmo

Dr. Michael LaitmanEssa regra, conhecida por todos, inclui as correções de todos os desejos (coração) e pensamentos (mente) do homem. Por outro lado, apenas corrigindo todos os seus desejos e pensamentos é que o homem atinge a qualidade do amor pelas pessoas, por toda a humanidade e a natureza.

O amor de cada pessoa para com o próximo é muito fraco e, portanto, não é expresso de forma explícita. Assim, se vários indivíduos se unem num grupo e cada um deles suprime seu egoísmo em relação aos outros, então cada um deles receberá as forças de todos os outros. Nesse caso, todas as forças separadas dos membros do grupo serão ampliadas numa grande força e eles ganharão a capacidade de realizar a lei da natureza do “amarás o teu próximo”. A discrepância surge aqui: o indivíduo deve corrigir todas as qualidades egoísticas para alcançar o amor ao próximo, ou ele só precisa ter amor por seus amigos no grupo para alcançá-lo?

Normalmente as pessoas se unem em um grupo para melhorar a sua situação em alguns aspectos, e cada uma faz um cálculo do quanto dá aos outros e quanto recebe, uma vez que este tipo de grupo baseia-se no egoísmo. Se um membro de tal grupo sente que pode receber mais fora do grupo do que dentro dele, ele se arrepende de estar no grupo. Este tipo de sociedade distancia a pessoa de subir para o nível “humano”.

De fato, atingir o amor só é possível corrigindo todos os desejos egoístas e pensamentos. Porém, ao unir os pequenos desejos de cada pessoa através do amor, nesta união, juntas, elas criam uma força nova, comum e grande, que cada membro do grupo pode usar para alcançar o amor dos amigos e, depois, alcançar o amor pela humanidade e a Natureza.

Mas tudo isso só pode acontecer com a condição de que cada pessoa suprima seu egoísmo em relação à outra. Se uma pessoa está separada do amigo pelo seu egoísmo, ela não pode receber dele a força do amor ao próximo. Assim, a pessoa só pode receber a força do amor dos amigos conforme a sua própria anulação diante deles.

Isto é semelhante à inscrição dos números: se você escrever primeiro o número 1 e depois o 0, você vai ter 10, ou seja 10 vezes mais. E se você escrever dois zeros depois de um, você vai receber 100, ou seja, 100 vezes mais. Isto significa que se o amigo é um e a pessoa é zero, ela recebe 10 vezes mais do amigo. E se ela diz que é dois zeros em relação ao seu amigo, ela vai receber 100 vezes mais dele.

E vice-versa, se ela é um e seu amigo é zero, isto equivale a 0,1, de modo que ela é 10 vezes menor do que o seu amigo. E se ela pode dizer que é um, e tem dois amigos que são dois zeros em relação a ela, então ela é igual a 0,01 em relação a eles. Assim, quantos mais zeros ela coloca sobre o valor de seus amigos, menor ela mesma será.

No entanto, mesmo que você já tenha as forças para amar ao próximo e pode realmente expressar esse amor, e sente que o auto benefício só lhe prejudica, mesmo assim não acredite em si mesmo e tenha medo de que você possa parar no meio do caminho e cair no egoísmo. Você tem que ter medo de receber tais prazeres egoístas, os quais você não será capaz de resistir e irá apreciá-los ao invés do amor ao próximo. É exatamente o medo de cair no egoísmo que dá à pessoa as forças para observar a lei da natureza, a lei de doação e amor.

(Basedo no artigo do Rabash “Conforme O Que é Explicado sobre o ‘Ama o Teu Próximo Como a Ti Mesmo’”)

Uma Vida Boa Para Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O desenvolvimento da chamada boa vida para os desempregados é o propósito do curso sobre educação integral?

Resposta: Em geral, nós pretendemos criar uma vida boa para todos.

Nós queremos fazê-lo de tal forma que as pessoas desempregadas (digamos, um bilhão de pessoas) tenham algo para fazer. Nós queremos distribuir o trabalho entre todas as pessoas segundo as suas habilidades, de modo que todas trabalhem de duas a três horas por dia e se sintam obrigadas e capazes de dar à sociedade. Mas, o resto do tempo, as pessoas ficariam no sistema de educação e formação integral.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 12, 16/12/11

Nenhum Sentimento – Nenhuma Discussão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que eu me tornei integral e, depois, outro estágio de desenvolvimento se revela na natureza. Eu tenho que me reajustar novamente ou este é o último estágio de desenvolvimento?

Resposta: Ninguém sabe. Eu não posso lhe dizer isso.

Que tipo de pessoa séria pode falar sobre algo que não se enquadra em sua estrutura de sensações e estudo? Imaginando algo? Isso não é sério. Só os filósofos e místicos são capazes disso.

Nós lidamos com ciência e repousamos apenas sobre dados científicos. Nós não discutimos e levamos em consideração nada que não descobramos na natureza. Assim, só há espaço para a experiência.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 12, 16/12/11

Levar Em Consideração O Mundo Inteiro

Dr. Michael LaitmanÀ medida que nós investigamos o universo, descobrimos que todos os seus sistemas são interdependentes. Os planetas giram em torno do sol, enquanto seus satélites giram em torno desses planetas. Quanto mais investigamos esse enorme sistema, mais claro vemos que todos os seus componentes existem num movimento interdependente e se influenciam mutuamente. A lua acima da Terra influencia tudo o que acontece na superfície da Terra: nossa saúde, sentimentos, correntes oceânicas profundas, e assim por diante.

O sol também nos influencia: nós percebemos até mesmo as menores chamas solares que acontecem lá. Dizem até que alguns fenômenos no sol podem ameaçar a própria existência da Terra, à medida que são capazes de, literalmente, incinerá-la. Naturalmente, isso afeta todos os sistemas eletrônicos. O mundo em si é um “caldeirão fervente”, e nós estamos vivendo na superfície de uma esfera, que internamente está ardendo em chamas. Tudo isso existe num equilíbrio instável.

Os biólogos, zoólogos e botânicos nos dizem que o surgimento da vida na Terra só foi possível devido às condições absolutamente especiais que não existem em nenhum outro lugar no Universo. Até hoje, elas não foram descobertas em nenhum lugar, e é altamente duvidoso que elas existam. Uma vez que a origem da vida requer que muitas condições relacionadas com parâmetros (tais como a força gravitacional, quantidade de água, pressão, temperatura, e assim por diante) sejam satisfeitas simultaneamente, segue-se que todos estes parâmetros compreendem uma fórmula gigante. E só se fizermos um cálculo muito preciso de acordo com esta fórmula, seremos capazes de aprender quais são condições propícias para o surgimento da vida.

Nos noticiários geralmente nos dizem como estará o tempo nos próximos dias. Os meteorologistas podem preparar uma previsão do tempo para a próxima semana, mas não mais. Por que isso?

As previsões de temperatura, umidade ou velocidade do vento são baseadas em cálculos realizados através de fórmulas extremamente complexas e computadores potentes, levando em consideração as condições climáticas no planeta inteiro. Em resumo, as conexões entre esses parâmetros são tão multifacetadas, profundas e ricas, que mesmo uma única previsão para a temperatura do ar amanhã, a altura das ondas, e outros fatores que precisamos para planejar os vôos de avião, rotas de navios e todos os tipos de outros fins, fala da interligação de todas as partes da natureza, de como a natureza ainda influencia o vegetal, o vegetal influencia o animal, e o animal influência o homem, enquanto o homem, em resposta, influencia todos eles.

A nossa vida depende da natureza inanimada, visto que vivemos sobre a terra e extraímos todos os recursos necessários de suas profundezas. Nós dependemos muito da natureza vegetal, pois é nela que a nossa agricultura se baseia, e também da natureza animal, uma vez que estes são produtos alimentares necessários para a nossa existência. Acima disso, não seremos capazes de manter uma vida normal, a não ser numa sociedade onde cada um ocupe o seu canto correspondente dentro dela, executando alguma função particular.

Quanto mais nós progredimos ao longo da história, mais complexa a nossa sociedade se tornou, e mais dependentes nos tornamos uns dos outros. Hoje nós fazemos operações e transferimos dinheiro de banco para banco; enviamos navios com diferentes cargas de um continente para outro. E se considerarmos as roupas que vestimos, podemos dizer com certeza que não foi apenas um só país que esteve envolvido na sua fabricação. Alguém produziu a matéria-prima, alguém a processou, outros costuraram, e mais outras pessoas se ocuparam do marketing e vendas. Isso só enfatiza como somos dependentes uns sobre os outros.

Nós já estamos acostumados com essa interdependência e a tomamos como garantia. Só que isso é uma dependência totalmente comercial e financeira, e que nunca precisou de qualquer envolvimento emocional nosso. Mas, ultimamente, nós vemos que a conexão entre nós atingiu tais proporções que exige de nós uma cooperação mais profunda, mais estreita e próxima.

Além disso, ela se manifesta de tal forma que o que acontece num país afeta diretamente os eventos em outros. Não é por acaso que hoje vemos como um país pode intervir no negócio do outro, até mesmo mudando o regime e invadindo a sua independência. Um exemplo claro é que os protestos na Síria, onde os representantes de diferentes países estão expressando suas queixas sobre o fato de que muitos civis pacíficos estão sendo mortos. E o embaixador sírio não tem como responder a isso. Ele está agindo como se esse não fosse seu país e ele não tivesse nada a ver com isso. Assim, essa dependência obriga todos nós.

Nós vemos que estamos tão interconectados que agora exigimos vários mecanismos de governança internacional, sem os quais não podemos existir normalmente. Afinal, se quisermos ter comércio, desenvolver a ciência e cultura, se quisermos uma vida próspera, precisamos desenvolver sistemas muito semelhantes de educação cultura e abordagem da vida.

Durante as últimas décadas o turismo floresceu no mundo. Ao visitar diferentes países, podemos ver como durante este período os países se aproximaram uns dos outros em termos do nível de qualidade de vida das pessoas e sua capacidade de perceber seus arredores. Afinal, nós assistimos televisão, ouvimos as notícias, nos conectamos virtualmente através da Internet. Em breve, esta nossa conexão nos ajudará a eliminar todas as barreiras linguísticas: novas máquinas irão automaticamente fazer traduções para nós, e alguém que não sabe falar Inglês, que hoje é a língua internacional, terá a capacidade de estar conectado com todos.

De acordo com modernas pesquisas, parece que uma pessoa comum está conectada ao mundo inteiro através de quatro de seus conhecidos. Nós estamos nos tornando mais próximos uns dos outros, de tal forma que, por assim dizer, estamos dando as mãos. Hoje, nenhum país pode perfurar poços profundos, mesmo em seu próprio território, porque através disso, pode perturbar o equilíbrio na crosta terrestre, e tudo o que acontece num país terá conseqüências não apenas para seus vizinhos, mas para o resto do mundo também.

Nós assinamos acordos internacionais sobre diferentes esferas de atividades humanas que podem causar dano a outros, como, por exemplo, os acordos que estabelecem quotas de pesca. Cada país tem seu próprio limite sobre as emissões de elementos nocivos na atmosfera ou na extração de recursos naturais das profundezas da terra. Nós estamos começando a sentir, cada vez mais, que vivemos num planeta e que ele é nossa casa comum. De fato, aqui somos todos dependentes uns dos outros e não podemos simplesmente fazer o que quisermos.

Infelizmente, ainda estamos nos desenvolvendo egoisticamente e isso não nos permite levar o outro em consideração. Nós ainda preenchemos o espaço exterior, enviando foguetes lá fora, de modo que, neste momento, uma grande quantidade de satélites, bem como milhões de seus fragmentos, pequenos e grandes, circundam a Terra. E se algum tipo de acidente ocorre na estação espacial, todos os seus fragmentos podem cair em qualquer lugar e em qualquer um.

Nos também temos sido testemunhas desses fenômenos desagradáveis como a erupção de um vulcão na Islândia, que afetou toda a Europa, todo o caminho para a Sibéria, paralisando as operações de muitos aeroportos. E o tsunami no Japão, que foi provocado por um terremoto e causou danos a uma usina de energia nuclear, forçando muitos países a pensar que talvez valha a pena suspender o desenvolvimento da energia nuclear.

Nós vemos que uma única nação não pode construir a sua política interna e externa sem considerar dezenas e até centenas de fatores externos. Em cada movimento que faz, ela precisa levar o mundo todo em consideração. E isto se refere até mesmo aos forte países líderes que aparentemente não têm que se justificar a ninguém. No entanto, eles devem considerar os outros, porque somos todos dependentes uns dos outros, e quem sabe como até mesmo a menor mudança ocorrida num dos países terá impacto sobre os outros.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 02/01/12

Generação Net: Os Jovens Preferem Suas Vidas Virtuais Ao Mundo Real

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do Daily Mail): “As crianças estão geralmente mais felizes com suas vidas online do que com a realidade, revelou uma pesquisa.

“Elas dizem que podem ser exatamente quem elas querem ser – e, tão logo algo não seja mais divertido, elea podem simplesmente apertar o botão “fechar”.

“Cerca de 47 por cento das crianças disseram que se comportavam de maneira diferente online do que faziam em suas vidas normais, com muitas afirmando que isso as fez se sentir mais fortes e confiantes.

“O [Psicoterapeuta Peter Bradley disse:] ‘Estas descobertas sugerem que as crianças vêem o ciberespaço como desprendido do mundo real e um lugar onde elas exploram partes de seu comportamento e personalidade que possivelmente não mostrariam na vida real. Não podemos permitir que mundos cibernéticos sejam lugares mais felizes do que as nossas comunidades reais, caso contrário, estaremos criando uma geração de jovens que não agem adequadamente em nossa sociedade’.

“Nós ficamos alarmados com o número de riscos que estão sendo tomados por adolescentes, enquanto on-line”, disse ele. ‘Comportamento on-line seguro é ensinado nas escolas, mas os adolescentes parecem ser incapazes de relacionar os riscos a si mesmos’”.

Meu comentário: O desenvolvimento não pode ser interrompido e, portanto, apenas corrigindo a pessoa é que podemos tornar o ciberespaço útil. Tudo repousa sobre a educação integral.

Em geral, a humanidade está em transição para o espaço virtual. Ela está se afastando dos portadores de sensações, energia e informação físicas, e está entrando no espaço das forças e qualidades. A matéria perderá gradualmente a sua firmeza em nossas sensações até desaparecer como uma ilusão.