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Levar Em Consideração O Mundo Inteiro

Dr. Michael LaitmanÀ medida que nós investigamos o universo, descobrimos que todos os seus sistemas são interdependentes. Os planetas giram em torno do sol, enquanto seus satélites giram em torno desses planetas. Quanto mais investigamos esse enorme sistema, mais claro vemos que todos os seus componentes existem num movimento interdependente e se influenciam mutuamente. A lua acima da Terra influencia tudo o que acontece na superfície da Terra: nossa saúde, sentimentos, correntes oceânicas profundas, e assim por diante.

O sol também nos influencia: nós percebemos até mesmo as menores chamas solares que acontecem lá. Dizem até que alguns fenômenos no sol podem ameaçar a própria existência da Terra, à medida que são capazes de, literalmente, incinerá-la. Naturalmente, isso afeta todos os sistemas eletrônicos. O mundo em si é um “caldeirão fervente”, e nós estamos vivendo na superfície de uma esfera, que internamente está ardendo em chamas. Tudo isso existe num equilíbrio instável.

Os biólogos, zoólogos e botânicos nos dizem que o surgimento da vida na Terra só foi possível devido às condições absolutamente especiais que não existem em nenhum outro lugar no Universo. Até hoje, elas não foram descobertas em nenhum lugar, e é altamente duvidoso que elas existam. Uma vez que a origem da vida requer que muitas condições relacionadas com parâmetros (tais como a força gravitacional, quantidade de água, pressão, temperatura, e assim por diante) sejam satisfeitas simultaneamente, segue-se que todos estes parâmetros compreendem uma fórmula gigante. E só se fizermos um cálculo muito preciso de acordo com esta fórmula, seremos capazes de aprender quais são condições propícias para o surgimento da vida.

Nos noticiários geralmente nos dizem como estará o tempo nos próximos dias. Os meteorologistas podem preparar uma previsão do tempo para a próxima semana, mas não mais. Por que isso?

As previsões de temperatura, umidade ou velocidade do vento são baseadas em cálculos realizados através de fórmulas extremamente complexas e computadores potentes, levando em consideração as condições climáticas no planeta inteiro. Em resumo, as conexões entre esses parâmetros são tão multifacetadas, profundas e ricas, que mesmo uma única previsão para a temperatura do ar amanhã, a altura das ondas, e outros fatores que precisamos para planejar os vôos de avião, rotas de navios e todos os tipos de outros fins, fala da interligação de todas as partes da natureza, de como a natureza ainda influencia o vegetal, o vegetal influencia o animal, e o animal influência o homem, enquanto o homem, em resposta, influencia todos eles.

A nossa vida depende da natureza inanimada, visto que vivemos sobre a terra e extraímos todos os recursos necessários de suas profundezas. Nós dependemos muito da natureza vegetal, pois é nela que a nossa agricultura se baseia, e também da natureza animal, uma vez que estes são produtos alimentares necessários para a nossa existência. Acima disso, não seremos capazes de manter uma vida normal, a não ser numa sociedade onde cada um ocupe o seu canto correspondente dentro dela, executando alguma função particular.

Quanto mais nós progredimos ao longo da história, mais complexa a nossa sociedade se tornou, e mais dependentes nos tornamos uns dos outros. Hoje nós fazemos operações e transferimos dinheiro de banco para banco; enviamos navios com diferentes cargas de um continente para outro. E se considerarmos as roupas que vestimos, podemos dizer com certeza que não foi apenas um só país que esteve envolvido na sua fabricação. Alguém produziu a matéria-prima, alguém a processou, outros costuraram, e mais outras pessoas se ocuparam do marketing e vendas. Isso só enfatiza como somos dependentes uns sobre os outros.

Nós já estamos acostumados com essa interdependência e a tomamos como garantia. Só que isso é uma dependência totalmente comercial e financeira, e que nunca precisou de qualquer envolvimento emocional nosso. Mas, ultimamente, nós vemos que a conexão entre nós atingiu tais proporções que exige de nós uma cooperação mais profunda, mais estreita e próxima.

Além disso, ela se manifesta de tal forma que o que acontece num país afeta diretamente os eventos em outros. Não é por acaso que hoje vemos como um país pode intervir no negócio do outro, até mesmo mudando o regime e invadindo a sua independência. Um exemplo claro é que os protestos na Síria, onde os representantes de diferentes países estão expressando suas queixas sobre o fato de que muitos civis pacíficos estão sendo mortos. E o embaixador sírio não tem como responder a isso. Ele está agindo como se esse não fosse seu país e ele não tivesse nada a ver com isso. Assim, essa dependência obriga todos nós.

Nós vemos que estamos tão interconectados que agora exigimos vários mecanismos de governança internacional, sem os quais não podemos existir normalmente. Afinal, se quisermos ter comércio, desenvolver a ciência e cultura, se quisermos uma vida próspera, precisamos desenvolver sistemas muito semelhantes de educação cultura e abordagem da vida.

Durante as últimas décadas o turismo floresceu no mundo. Ao visitar diferentes países, podemos ver como durante este período os países se aproximaram uns dos outros em termos do nível de qualidade de vida das pessoas e sua capacidade de perceber seus arredores. Afinal, nós assistimos televisão, ouvimos as notícias, nos conectamos virtualmente através da Internet. Em breve, esta nossa conexão nos ajudará a eliminar todas as barreiras linguísticas: novas máquinas irão automaticamente fazer traduções para nós, e alguém que não sabe falar Inglês, que hoje é a língua internacional, terá a capacidade de estar conectado com todos.

De acordo com modernas pesquisas, parece que uma pessoa comum está conectada ao mundo inteiro através de quatro de seus conhecidos. Nós estamos nos tornando mais próximos uns dos outros, de tal forma que, por assim dizer, estamos dando as mãos. Hoje, nenhum país pode perfurar poços profundos, mesmo em seu próprio território, porque através disso, pode perturbar o equilíbrio na crosta terrestre, e tudo o que acontece num país terá conseqüências não apenas para seus vizinhos, mas para o resto do mundo também.

Nós assinamos acordos internacionais sobre diferentes esferas de atividades humanas que podem causar dano a outros, como, por exemplo, os acordos que estabelecem quotas de pesca. Cada país tem seu próprio limite sobre as emissões de elementos nocivos na atmosfera ou na extração de recursos naturais das profundezas da terra. Nós estamos começando a sentir, cada vez mais, que vivemos num planeta e que ele é nossa casa comum. De fato, aqui somos todos dependentes uns dos outros e não podemos simplesmente fazer o que quisermos.

Infelizmente, ainda estamos nos desenvolvendo egoisticamente e isso não nos permite levar o outro em consideração. Nós ainda preenchemos o espaço exterior, enviando foguetes lá fora, de modo que, neste momento, uma grande quantidade de satélites, bem como milhões de seus fragmentos, pequenos e grandes, circundam a Terra. E se algum tipo de acidente ocorre na estação espacial, todos os seus fragmentos podem cair em qualquer lugar e em qualquer um.

Nos também temos sido testemunhas desses fenômenos desagradáveis como a erupção de um vulcão na Islândia, que afetou toda a Europa, todo o caminho para a Sibéria, paralisando as operações de muitos aeroportos. E o tsunami no Japão, que foi provocado por um terremoto e causou danos a uma usina de energia nuclear, forçando muitos países a pensar que talvez valha a pena suspender o desenvolvimento da energia nuclear.

Nós vemos que uma única nação não pode construir a sua política interna e externa sem considerar dezenas e até centenas de fatores externos. Em cada movimento que faz, ela precisa levar o mundo todo em consideração. E isto se refere até mesmo aos forte países líderes que aparentemente não têm que se justificar a ninguém. No entanto, eles devem considerar os outros, porque somos todos dependentes uns dos outros, e quem sabe como até mesmo a menor mudança ocorrida num dos países terá impacto sobre os outros.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 02/01/12

Generação Net: Os Jovens Preferem Suas Vidas Virtuais Ao Mundo Real

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do Daily Mail): “As crianças estão geralmente mais felizes com suas vidas online do que com a realidade, revelou uma pesquisa.

“Elas dizem que podem ser exatamente quem elas querem ser – e, tão logo algo não seja mais divertido, elea podem simplesmente apertar o botão “fechar”.

“Cerca de 47 por cento das crianças disseram que se comportavam de maneira diferente online do que faziam em suas vidas normais, com muitas afirmando que isso as fez se sentir mais fortes e confiantes.

“O [Psicoterapeuta Peter Bradley disse:] ‘Estas descobertas sugerem que as crianças vêem o ciberespaço como desprendido do mundo real e um lugar onde elas exploram partes de seu comportamento e personalidade que possivelmente não mostrariam na vida real. Não podemos permitir que mundos cibernéticos sejam lugares mais felizes do que as nossas comunidades reais, caso contrário, estaremos criando uma geração de jovens que não agem adequadamente em nossa sociedade’.

“Nós ficamos alarmados com o número de riscos que estão sendo tomados por adolescentes, enquanto on-line”, disse ele. ‘Comportamento on-line seguro é ensinado nas escolas, mas os adolescentes parecem ser incapazes de relacionar os riscos a si mesmos’”.

Meu comentário: O desenvolvimento não pode ser interrompido e, portanto, apenas corrigindo a pessoa é que podemos tornar o ciberespaço útil. Tudo repousa sobre a educação integral.

Em geral, a humanidade está em transição para o espaço virtual. Ela está se afastando dos portadores de sensações, energia e informação físicas, e está entrando no espaço das forças e qualidades. A matéria perderá gradualmente a sua firmeza em nossas sensações até desaparecer como uma ilusão.

Amor Dos Amigos (3)

Dr. Michael Laitman“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é a principal lei da natureza integral na sociedade humana. Ao observá-la, nós observamos todas as leis da natureza, ou posto de forma diferente, todas as leis da natureza estão incluídas nessa lei. Isso significa que não há nada mais para fazermos, exceto isso?

O objetivo da natureza é trazer todas as suas partes à total harmonia e equilíbrio. Isto permite que a pessoa atinja o estado mais confortável. Todas as ocorrências que devemos percorrer são realizadas apenas para que nós, conscientemente, atinjamos este estado.

Nós temos que pesquisar e seguir o objetivo da natureza e o caminho para alcançá-lo. Esta é a garantia de uma vida de sucesso para nós. Ao apoiar constantemente este princípio cientificamente, nós ganharemos a confiança no caminho e no fato de que temos o apoio das leis da natureza. Esta consciência do sucesso no caso de realizarmos a lei da natureza, ou de infortúnios no caso de não ser sentido por nós como terror e medo. Isso nos garante um bom caminho.

Para isso nós devemos estar conscientes das leis da natureza como sendo objetivas e obrigando-nos a executá-las conscientemente. Precisamente a execução consciente dessas leis é a característica que distingue o nível “humano” do desenvolvimento, em oposição ao nível “animal”. Afinal de contas, nós passamos inconscientemente por todos os nossos níveis anteriores de desenvolvimento, impulsionados pelo desenvolvimento do egoísmo dentro de nós. Mas hoje, a natureza está nos obrigando a desenvolver de forma independente, consciente, acima do egoísmo, adquirindo a qualidade de doação e amor, que é oposta ao egoísmo.

Portanto, como pode uma pessoa adquirir esta nova qualidade, o desejo de doar, e, ao mesmo tempo, a compreensão de que o desejo de receber para si mesmo é muito prejudicial a ela? Afinal, isso é contraditório à natureza do homem, à medida que ele não pode fazer nada que não lhe traga lucro pessoal.

Há apenas uma solução: para várias pessoas que têm uma aspiração para sair do poder do egoísmo, estas devem se reunir num único grupo, onde cada membro se iguala em relação aos outros. Uma vez que cada membro deste grupo tem uma aspiração de alcançar a qualidade de doação e amor, e tudo o que falta é a força para realizá-lo, unindo-se num grupo e suprimindo seu egoísmo em relação aos amigos, eles criam uma nova substância. Por exemplo, se existem dez membros do grupo, esta substância terá uma força dez vezes maior do que cada pessoa tinha individualmente.

No entanto, isto só irá acontecer se aqueles que se reúnem no grupo pensarem em como reprimir seu egoísmo em vez de pensarem em como satisfazê-lo. Devido à sensação do amor dos amigos, cada pessoa será capaz de sentir uma aspiração para realizar a lei da natureza porque assim ela traz toda a natureza ao equilíbrio e harmonia.

(Com base no artigo do Rabash “Amor dos Amigos”, 1984, # 6)

O Começo De Todos Os Começos

Pergunta: Qual é o quinto ou estágio zero do desenvolvimento evolutivo?

Dr. Michael LaitmanResposta: Nós vemos que todas as leis da natureza são originárias de uma única lei do sistema fechado, e assim assumimos que o estágio zero do desenvolvimento evolutivo é o que existia antes do Big Bang ou durante o Big Bang como o Pensamento da Criação.

Pergunta: Ou seja, tudo o que acontece conosco é um determinado programa que está sendo realizado agora?
Resposta: Se ao estudar o ambiente e nós mesmos, nós descobrimos relações, lógica, e certas leis, isso sugere que nós existimos dentro de um sistema de leis e interações. Se nós não conseguirmos ver algumas delas, ou vemos e não podemos conectá-las, este é o nosso problema.

Porém, a cada dia nós descobrimos dependências mais abrangentes, ricas e interconectadas.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 12, 16/12/11

Quando Surge A Tranquilidade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: As transições anteriores do desenvolvimento humano, por exemplo, do nível vegetal ao animal, também foram acompanhadas por crises e sofrimentos?

Resposta: As transições anteriores foram mais suaves, mais prolongadas. O primeiro período (inanimado) foi o mais longo, porque a quantidade de natureza inanimada é muito maior do que a vegetal.

Há um tipo de projeção de um nível da natureza para o próximo, mas ela retém as suas proporções. É por isso que o nível inanimado do desenvolvimento humano durou dezenas de milhares de anos, o vegetal durou milhares de anos e o animal durou centenas de anos, talvez cinco séculos ou até menos. Nosso período deverá ser superior em apenas algumas décadas.

A Natureza dirige todas as suas partes desde o Big Bang, que começou tudo, até o repouso absoluto, a plena correspondência com o outro. Esta tranquilidade ocorrerá quando o homem alcançar seu nível mais elevado e concluir toda a imagem integral.

Nós não estamos falando de estrelas, galáxias, e assim por diante. Isso não importa. O que importa é que no nível mais elevado, o homem estará completamente fechado em seu interior, incluindo tudo dentro de si. Este é a exigência da natureza. Sua lei mais importante é a lei do equilíbrio de todas as suas partes. Qualquer ação tende ao equilíbrio, para gastar a menor quantidade de energia, a mínima entropia, distúrbio mínimo.

Aqui nós encontramos o homem, que causa o maior transtorno. Ele é o único elemento da natureza que tem livre-arbítrio. Isso significa que devido ao livre arbítrio ele deve entender que precisa disso apenas para alcançar o equilíbrio, a harmonia com a natureza.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 12, 16/12/11

O Movimento Para A Integração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são as principais características do quarto nível integral do desenvolvimento humano, o nível de Adão?

Resposta: Esse nível tem uma característica: o movimento para a generalização, no sentido de uma humanidade comum, para a fusão mútua, a integração de tudo o que faz em todos os níveis: cultura, ciência, todos os tipos de interações industriais, financeiras, econômicas, e assim por diante.

Com a ajuda da educação e formação integral, nós precisamos chegar a um estado tal em que seremos capazes de eliminar todas as fronteiras e tornar uma pessoa totalmente livre, quando ela compreende e percebe que precisa trabalhar só para sustentar sua existência normal e dar tudo o mais para a ascensão integral, porque sente um conforto absoluto e harmonia nela. Isso se torna a coisa mais importante para ela e define a sociedade do futuro.

No entanto, agora nós não devemos pensar e falar sobre tal sociedade, mas sobre a transformação em direção a ela, porque, se não quisermos voluntariamente superar o egoísmo, esta passagem pode acontecer por meio de grande sofrimento. Isso significa que forças opostas conflitantes podem surgir, o que pode levar a uma guerra mundial. No entanto, isso pode ser feito por meio de um trabalho explicativo, que é o que estamos tentando fazer.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 12, 16/12/11

Os Quatro Estágios Do Desenvolvimento Humano

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podem ser caracterizados os níveis inanimado, vegetal e animal do desenvolvimento humano?

Resposta: O nível inanimado é o período em que a pessoa tem um egoísmo muito pequeno que ainda não a desperta para se conectar com os outros. Ela existe passivamente na natureza, sem mudar praticamente nada em torno de si, apenas trabalhando a terra um pouco com as mãos e ferramentas primitivas (na verdade, mesmo isso ainda não existe) e conseguindo comida para si mesma. Este é o nível do desenvolvimento inanimado, ou seja, que ela não se aperfeiçoa e permanece no mesmo nível o tempo todo; ela ainda não está crescendo, como o próximo nível.

O nível vegetal é caracterizado pelo fato de que a pessoa já está “crescendo”, mas, como dizemos, “ela ainda é uma planta”. Isso significa que ela ainda não tem movimento, não é capaz de grandes realizações ou de várias transformações. Ela organiza o espaço em torno de si, mas como uma planta que espalha suas raízes e absorve um pouco de tudo. Ela conquista algo, mas de uma forma muito limitada já que seu egoísmo, sua capacidade não está deixando-a “engolir” o que conquistou. É por isso que não faz sentido arriscar, esforçar-se e sofrer.

O nível animal é, antes de tudo, o desenvolvimento da tecnologia, isto é, o que está fora do homem. Nós começamos a desenvolver instrumentos que nos ajudam a conquistar o mundo até o espaço. Esta etapa começou na Idade Média com a invenção das máquinas de impressão e outras novidades.

Na verdade, a Idade Média não é um simples nível de desenvolvimento. Ela foi um período agitado concebido de forma um tanto interna. No entanto, quando se estuda o processo de evolução nós entendemos que, naquela época, processos de concepção muito interessantes, poderosos, embora ocultos, da fase seguinte estavam ocorrendo.

Deve-se ressaltar que isso não foi observado nas fases anteriores, porque há muito pouca diferença entre a terra e uma planta, e sua conexão é muito forte. Elas contêm uma a outra, elas transformam uma na outra, e assim por diante. Enquanto que há uma enorme diferença entre o vegetal e os estados animais: no livre-arbítrio, movimento, espaço pessoal, conquista do espaço, e assim por diante.

O desenvolvimento humano interno continua de acordo com isso. As pessoas literalmente correram para conquistar a natureza e as áreas, e para descobrir novas terras. Tudo mudou: trabalhar a terra, a agricultura, as ocupações, as cidades, a divisão das pessoas em grupos e clãs, e assim por diante. Então, o movimento por um parlamento começou, por liberdade, e assim por diante. A humanidade tornou-se mais ativa em todos os níveis relativos a estados passados, e esta atividade tem crescido cada vez mais.

Durante o último século, ela alcançou a união. Nós chegamos à integração, à interação egoísta. Isto se tornou o pressuposto para a concepção do novo nível, que começou a se manifestar em meados do século XX. O Clube de Roma, o acadêmico Vernadsky na Rússia, e várias organizações internacionais começaram a notar que um nível holístico da natureza está sendo revelado e que influencia a sociedade nesse sentido. Se não o seguirmos, vamos sofrer com o desequilíbrio com a natureza.

Naquela época, muitas pessoas começaram a escrever e falar sobre isso. Cada uma em seu nível: no nível da biologia, sociologia, ciência política, mineralogia, desenvolvimento social, ou mesmo no desenvolvimento econômico e financeiro (economia e finanças são duas funções diferentes do homem). Tudo isso vem se acumulando gradualmente e levou ao surgimento de pré-requisitos para passar ao próximo nível. No entanto, o surgimento desses pré-requisitos, como qualquer movimento no desenvolvimento, inicia-se com pequenas revoltas que estão em constante crescimento até atingirem estados onde é impossível parar, permanecer no estado anterior, e, em seguida, um novo estado nasce em um salto.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 12, 16/12/11

Amor dos amigos (2)

Vamos lançar luz sobre várias questões relacionadas com a noção do “amor dos amigos”:

1. Qual base existe lá para a necessidade de alcançar o amor dos amigos?
2. Devo escolher os amigos, e eles devem escolher-me?
3. Deverá cada amigo expressar abertamente seus sentimentos para com os outros membros do grupo, ou é o suficiente ele sentir amor por eles em seu coração, sem expressar este sentimento externamente? Deverá ele permanecer modesto e não se gabar de sua realização?

Certamente, cada pessoa deve expressar abertamente o amor pelos amigos que está em seu coração, porque a livre expressão deste sentimento pode despertar os corações dos amigos para o mesmo. Como resultado, os sentimentos dos amigos que se unem em um sentimento comum, será muito maior que a soma aritmética.

Assim, cada membro do grupo receberá um forte sentimento do amor pelos amigos e também irá sentir uma necessidade de expandir este sentimento. Por outro lado, se os membros do grupo não expressar abertamente os seus sentimentos, eles não poderão ser imbuídos com a força coletiva comum e superar seu egoísmo pessoal.

Neste caso, é muito difícil ver o amigo sob uma luz positiva. Cada pessoa pensa que ela é a única justa e que só ela ama seus amigos, enquanto eles não retribuem seus sentimentos. [Leia mais →]

Amor Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanUma pessoa em nosso mundo é semelhante a uma pessoa que perdeu seu caminho num campo. Nos dias de hoje, a humanidade inteira também pode ser comparada a uma grande massa de pessoas que, tendo perdido todos os pontos de referência, está vagando no escuro ao redor do enorme campo da vida.

A saída para esta situação, que surgiu como resultado do nosso desenvolvimento egoísta, reside na criação de uma sociedade integral. Ou seja, reside na busca de pessoas que perceberam que a situação atual está num impasse e que a única solução é estabelecer uma conexão integral entre as pessoas.

Neste caso, o campo da vida se transforma de um campo selvagem e vazio num campo de vida abençoado, porque as pessoas que estão nele desejam trabalhar em seu egoísmo para atingir a qualidade de doação mútua e, assim, tornar-se equivalente à Natureza. Neste caso, seu caminho é chamado de “caminho da doação”.

Como a nossa natureza egoísta é completamente contrária a este caminho, há apenas uma maneira de definir esse caminho: estar grupo de educação integral que trabalhe no desenvolvimento do “amor dos amigos”, onde cada um pode ajudar seu amigo a progredir exatamente neste caminho.

(Com base no artigo do Rabash “Amor dos Amigos”)

O Propósito De Se Criar Um Grupo

Dr. Michael LaitmanÀ medida que o homem passa por uma evolução, todo o seu desenvolvimento ocorre por meio do desenvolvimento do desejo de receber prazer, chamado amor próprio ou egoísmo. Portanto, se a pessoa não sente que vai receber alguma coisa, ela é incapaz de fazer qualquer ação. Internamente, ela sente isso como uma falta de motivação ou energia, que são necessárias para ela fazer um movimento interno ou físico.

Mas, a Natureza é a qualidade do altruísmo, doação e amor, oposta ao egoísmo. Ela impulsiona o homem a adquirir esta qualidade desenvolvendo-o através de um sofrimento cada vez maior, que ele gradualmente começa a perceber como um derivado do seu próprio egoísmo e do egoísmo geral de toda a humanidade. Em outras palavras, o objetivo que a Natureza estabelece para o nosso desenvolvimento é para que o homem alcance a equivalência com ela. Este objetivo destina-se expressamente para o homem, porque o egoísmo está ausente nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, que são governados e existem instintivamente, simplesmente obedecendo a sua natureza.

Uma vez que suprimir o egoísmo é contrário a nossa natureza e a todo nosso ser, nós precisamos de um grupo de pessoas com um só objetivo, que nos dê uma força maior para suprimi-lo. É por isso que precisamos de um grupo que una pessoas com o mesmo desejo: conseguir subir acima do egoísmo e da repulsa mútua, e se elevar ao amor mútuo.

O resultado da união em direção ao objetivo comum é que em vez de sermos totalmente fracos e incapazes de resistir ao nosso egoísmo, cada um de nós adquire uma grande força que ajuda o homem a subir acima do seu egoísmo, em direção à união.

Esta grande força surge como resultado da união de nossas pequenas forças individuais, ou melhor, nem mesmo forças, mas apenas desejos. Essas nossas pequenas forças vão se combinar e multiplicar, permitindo a cada um de nós subir acima do seu pequeno egoísmo para a união. É assim que cada pessoa adquire um tremendo desejo de subir acima do seu próprio egoísmo e alcançar um objetivo único.

Mas, para que isso aconteça, cada membro do grupo tem que suprimir ou reduzir seu “eu” em relação aos outros. Isso só pode ser feito ao não se perceber as falhas do amigo e prestar atenção somente a suas boas qualidades. Se um membro do grupo se considera um pouco melhor do que os outros, ele não é mais capaz de se unir verdadeiramente com eles.

Durante o compromisso do grupo na educação integral (unificação), nós temos que ser sérios e não nos desviar do objetivo para o qual nos reunimos aqui: a conquista de um desejo único de doação mútua e amor, como a equivalência com a Natureza nos exige.

Mas, com as pessoas de fora, devemos nos comportar de uma forma simples, com cortesia, tomando cuidado para não impor-lhes a ideia de união, doação mútua e amor. Isso porque os esforços para subir acima do egoísmo individual não podem ser feitos em encontros casuais, mas somente num grupo constante de amigos, sob a orientação de um instrutor. Durante seu trabalho no grupo, e em geral na vida, os membros do grupo devem tentar barrar a instabilidade de seus desejos, porque o comportamento imprudente ou mesmo pensamentos destroem todos os esforços pessoais e do grupo de se unir.

Mas, se um estranho acidentalmente encontrou o seu caminho numa sessão realizada pelo grupo, é necessário primeiro eliminar educadamente a sua presença para só depois continuar os estudos.

(Basedo no artigo do Rabash “Propósito da Sociedade (2)”