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Um Workshop Interminável

Dr. Michael LaitmanPergunta: No workshop, eu senti a interação entre as partes masculina e feminina. Este foi um sentimento totalmente extraordinário! Agora, uma intensificação precisa ocorrer que seja amplificada não dez vezes, mas cem vezes. De onde eu posso obter esta adição, esta intensificação? O que precisa ser feito, e por quem, agora ou no próximo workshop?

Resposta: O workshop não deve terminar. O workshop é um pequeno degrau intermediário para o próximo nível. Não devemos esquecer este estado, mas mantê-lo dentro de nós. Se sairmos ou nos sentarmos para uma refeição, nós mantemos o mesmo estado como agora.

A refeição deve prosseguir com calma. Não perturbe a pessoa sentada ao seu lado com perguntas estranhas. Deve haver mínima discussão.

Eu não estou dizendo que você deve se voltar para si mesmo, de jeito nenhum. Mas cada um deve sentir que tem tempo para pensamentos e sentimentos. A coisa mais importante é preservar o que sentimos agora. Este é o estado que precisamos alcançar.

Depois da refeição, tentem preservar este estado ainda mais, porque todos os distúrbios precisam estar conectados para o fortalecimento do nosso sentimento atual.

Tudo precisa passar suavemente de um para outro. Praticamente todo o congresso é uma única ação. Em princípio, isso deve ser acompanhado de um movimento firme com uma ascensão constante.

Eu estou pedindo para você não perder o que está recebendo, junte-o pouco a pouco, do mesmo modo que uma criança acumula conhecimento e habilidades e se torna grande. É por isso que todas as perturbações devem ser imediatamente ligadas ao movimento para frente. Você vai ver como elas são frutíferas. É graças a elas que nós avançamos. Está escrito que o egoísmo é uma “ajuda contra você”. É contra, mas é de fato ajuda.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Workshop 2

Penetre No Mundo Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em sua opinião, foi importante ter manifestado a nossa exigência comum durante o workshop? Eu tive a sensação de que em algum momento você estava empurrando o foco do grupo para expressar “Criador, preencha-nos! Estamos prontos. Mude-nos”. Essas palavras devem ser ditas em voz alta? Ou talvez apenas “Eu sentia. Eu percebi…?”.

Resposta: Não. Nós temos que avançar por meio das fontes Cabalísticas. Nós precisamos ler artigos, analisá-los, e precisamente através destes artigos penetrar no mundo do Criador cada vez profundamente.

Nós só podemos revelá-Lo se houver uma fonte Cabalística primária diante de nós. Sob nenhuma circunstância você deve confiar em seus pensamentos e desejos! É necessário seguir o texto. Se você não gosta de um texto, pegue outro, você pode alterá-los.

Eu abro um livro, digamos o Shamati, em qualquer página e começo a fazer um trabalho espiritual com ele. Se eu perceber que a página que abri não está certa e não corresponde exatamente ao meu estado, eu posso virar outras 15-20 páginas – isso não é importante. Então, eu começo a ler e trabalhar aqui. Mesmo assim, eu trabalho como o que quer esteja escrito no livro.
Afinal, um Cabalista descreve as ações sequenciais de causa e efeito que gradualmente o fazem avançar.

E se você estiver construindo as coisas com base nessa massa de pensamentos e sentimentos que surgem dentro de você, quem sabe aonde isso vai lhe levar. Quando pequenos, nós aprendemos a ser assim com crianças mais velhas, e elas nos dizem o que fazer, como e por que. Portanto, nós devemos continuar estudando assim, progressivamente.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Workshop 2

Como Iniciar Um Workshop?

Dr. Michael LaitmanAo iniciar um workshop (seminário, oficina), nós precisamos nos concentrar e pensar apenas naquilo que nos une: nossos pontos no coração. Nós precisamos unificá-los. Depois, cada um de nós, e o grupo como um todo, terá muito mais força.

Mais importante ainda, esta força será dirigida à conexão com os amigos, e será capaz de evocar a Luz superior, que começará a se manifestar nesta conexão. Nós precisamos sentir que na conexão entre nós, a Luz comum é revelada.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Workshop 4

A Camada Informativa Da Realidade

Dr. Michael LaitmanO homem, por natureza, não deseja simplesmente viver a sua vida, mas quer entender: O que o dirige, através de qual o programa, e com que propósito nos conduz? É por isso que ele estuda a vida, ou, em outras palavras, estuda a Natureza.

Eu habito no mundo e estou exposto à influência de vários fatores. No entanto, como eu estou sendo governado é desconhecido para mim. A criança é movida por impulsos internos, e podemos ver claramente como a natureza inata a põe em movimento. Porém, nos adultos isso é menos aparente.

A questão é que você só pode pesquisar algo se você estiver ao menos um degrau acima dele. Então, é como se eu “absorvesse” o objeto de investigação em mim mesmo, realizasse uma análise e síntese, e tirasse conclusões. Isto é possível porque a minha percepção racional e emocional é maior do que o objeto do meu estudo.

Mas e se eu estou dentro da Natureza, que age em mim e é a fonte dos meus pensamentos e desejos? Neste caso, eu não sei o que vai acontecer comigo no momento seguinte, como a minha vida vai se desdobrar, o que vai acontecer com o mundo no qual dependo de todos. Há informações aqui que eu não posso trazer à minha razão, à minha sensação.

Como posso manter tudo isso sob controle? Afinal, eu estou totalmente confuso, eu não estou tirando da vida tudo de bom que poderia ser extraído. Nós vemos isso pela primeira vez na humanidade, a qual não sabe por que vive, como ou por quê. Mesmo pessoas inteligentes e proeminentes acabam no final acompanhando sua própria rotina.

Assim, nós só podemos examinar realmente a nossa vida com a condição de que vamos estar acima dela. Mas como isso pode ser feito? Aqui nós temos alguns meios de ascensão acima de nossa natureza. Então, enquanto ainda permaneço como eu, eu irei ao mesmo tempo olhar para mim mesmo de cima, a partir da natureza universal, a partir desse reino onde todos os pensamentos e desejos são gerados.

Existem essas pessoas no mundo que realmente sentem o que vai acontecer amanhã ou mesmo daqui a alguns anos. Hoje, os cientistas também estão reconhecendo a presença de certa camada informativa em nossa realidade. Dentro dela, os destinos de cada um de nós e do mundo como um todo estão previstos, todo o programa pelo qual nos desenvolvemos. No entanto, somos incapazes de estabelecer uma conexão com ela por conta própria, e é por isso que até mesmo o futuro imediato é desconhecido para nós. E o mais importante, nós não sabemos como agir corretamente hoje, a fim de garantir esse futuro.

Nas gerações passadas, nós não estávamos particularmente atraídos em conhecer a “camada do programa”. A vida ainda não era tão complicada e confusa, por isso ela era suficiente para nós. Está escrito: “Pois com muita sabedoria vem muita tristeza…”. Hoje, no entanto, por fazermos vista grossa em relação ao que está acontecendo, nós não temperamos o nosso sofrimento; pelo contrário, nós o fortalecemos. Eu tenho um problema: eu não sei o que vai acontecer amanhã e no dia seguinte, como se comportar para que tudo dê certo – e ainda assim, sabendo que isto é absolutamente necessário em nossos dias.

O curso de desenvolvimento nos trouxe a esta fase em que temos que revelar o programa de vida. Sem isso, nós estamos enfrentando a ameaça de perigos e de muito sofrimento. De qualquer maneira, nós amadurecemos o suficiente e evoluímos de tal forma que esta questão nos atormenta e pede nossa intervenção no programa. No final, nós estamos simplesmente sendo obrigados a revelar toda a Natureza, subindo para a camada informativa integrada dentro dela. Só assim nós estaremos tomando decisões e lidando com problemas de acordo com os conhecimentos adquiridos e vamos garantir a boa continuação do caminho.

Da Palestra na Colômbia 29/04/12, “Desenvolvimento Espiritual e em Grupo”

A Lei Do Equilíbrio Universal

Dr. Michael LaitmanPor que a Natureza me obriga a aprender suas leis? É só para que eu saiba como cometer menos erros, como me divertir, e como evitar preocupações e problemas?

Ou talvez, por meio de dificuldades e problemas, a Natureza quer me elevar ao nível do conhecimento e controle sobre mim mesmo, ao nível do controle sobre o mundo? Este é um nível completamente diferente de existência e da consciência.

Aparentemente, nós estamos confundindo causa e conseqüência. Hoje, os problemas nos forçam a olhar para as possibilidades a fim de garantir nosso sucesso hoje e amanhã. Eles são a razão pela qual nós entendemos a Natureza. No entanto, isso não é realmente verdade. Os problemas só nos empurram por trás para nos dirigir ao conhecimento, e aprender sobre a Natureza universal irá abrir para nós horizontes completamente novos, uma nova dimensão.

Vamos sentir uma nova realidade, não a que percebemos hoje em nossos cinco órgãos sensoriais como os animais. Em última análise, nós apenas os ultrapassamos um pouco em inteligência e esperteza; nós podemos construir casas confortáveis, cozinhar alimentos, nos vestir, poré,, os animais não têm tanta coisa para cuidar em sua existência.

Nossa vantagem é diferente: nós podemos subir ao nível onde viveremos não para cuidar da nossa vida corporal. Pelo contrário, cuidar da vida física nos levará a uma compreensão da natureza geral, e de lá, vamos avançar em outra dimensão, sentindo a realidade não através da nossa natureza animal, mas através de uma consciência maior, por meio do programa da informação que se revelará em nós. Este grau não tem relação com a existência atual: é muito maior.

Hoje, muitos cientistas falam sobre isso, como muitos sábios de gerações passadas. A única questão é como podemos conseguir isso? Nós podemos revelar a realidade mais elevada? Como podemos atingir o nível da Natureza universal e senti-la do jeito que ela é?

Primeiro, precisamos entender o que é a Natureza. Por suas ações, vemos que ela nos controla duas forças: prazer e dor. Elas são como duas rédeas que constantemente nos obrigam perseguir os prazeres e fugir dos golpes.

Por exemplo, eu assumo a posição mais confortável possível nas circunstâncias actuais. Eu processo uma grande quantidade de dados: o estado de saúde, a forma de uma cadeira, o estado das pessoas em minha volta, etc; como resultado, o corpo é oragnizado com o maior conforto possível. Isso acontece a cada segundo da minha vida – nos desejos, pensamentos e ações. Como posso superar esse controle?

Explorando a natureza, eu descubro que há uma única lei agindo nela: a lei do equilíbrio universal. A natureza se esforça para o equilíbrio e, gradualmente, traz todas as suas partes ao equilíbrio, para a tranquilidade, para um estado de repouso. Tudo leva à maior ordem possível, de acordo com relações globais: desde o Big Bang através da conexão de células em formas de vida altamente organizadas.

Toda a natureza vive em equilíbrio, e só o ser humano começou a violar esse quadro a cerca de três mil e quinhentos anos atrás. Ele começou a aplicar a sua mente para usar os outros, para governá-los, e isto viola o equilíbrio com a Natureza.

No entanto, podemos compensar esta força maligna de desenvolvimento com a força boa, que vamos revelar na mesma natureza. A força negativa age instintivamente em nós, e além do nosso controle: nós temos que contrabalançar isso com a força positiva, que vamos obter de forma consciente. Isto é possível devido à influência do ambiente, porque desejando ser melhor e mais elevado do que o resto, eu sou dependente da sociedade. Além disso, eu dependo dela para satisfazer as minhas necessidades básicas. Assim, eu tenho que usar o ambiente, estabelecer contato com ele, para que ele me traga a força positiva. Então, eu vou controlar minha vida.

Assim, não é por acaso que um ser humano não tenha sido criado sozinho, mas como um ser colectivo, e colocado no ambiente com outras pessoas. Através delas, ele pode ser criado. Na verdade, ao contrário dos animais, que não exigem educação, uma pessoa deve aprender muitos fatores com o ambiente, além daqueles que ela nasceu. O ambiente acrescenta a força positiva ao meu egoísmo, e nós podemos gerenciar nossa vida, nosso destino, com facilidade e conforto.

Quando começarmos a nos relacionar adequadamente com as possibilidades existentes, o programa da Natureza, o seu plano inicial sobre nós será revelado. Assim, nós ascendemos a um novo grau de conhecimento e consciência, que se situa acima da nossa vida atual. Separados da existência corpórea, nós ascendemos em nossos desejos e pensamentos ao fluxo eterno da informação, e vamos viver nele. Não importa o que aconteça com meu corpo, eu vou viver neste fluxo de consciência característico da Natureza e todos os seus níveis de desenvolvimento.

Este é o grau do Ser Humano (Adam), que é semelhante (Domeh) ao Criador. Afinal, o Criador é o grande programa que existe acima de nós e que nós continuamos a atingir, subindo cada vez mais.

Da Palestra na Colômbia 29/04/12, “Desenvolvimento Espiritual e em Grupo”