Textos com a Tag 'Criador'

Suba Um Degrau Em Direção Ao Criador

O Zohar, “Capítulo Vayikra (O Senhor Chamou),” Item 83: … como está escrito: “Eis o teu rei virá a vós”, certamente, não você a Ele. Ele virá a você para aplacá-lo, Ele virá a você para levantá-lo, Ele virá a você para complementá-lo em tudo, Ele virá a você para levantar-lhe a seu palácio, de se relacionar com você em ligação eterna, para todos os tempos, como está escrito: “E eu vou desposar-te a Mim em fidelidade.”
Devemos levantar Malchut das cinzas por nossa conta, ou o Criador Misericordioso levanta a tenda caída de Davi para nós? Precisamos esperar no exílio e tudo será revelado do Alto? Ou será que temos de reconhecer que o Rei chegou, fez seu trabalho, estende-se a nós, e nós precisamos nos agarrar a Ele e evoluir?

Há pessoas que dizem que tudo o que virá e se revelará a partir do Alto, que o Terceiro Templo vai “cair” do céu, e não precisamos fazer nada, mas apenas continuar esperando. Este é o “Galut” (o tempo do exílio) o tipo de pensamento. [Leia mais →]

Andando Na Corda fina Diretamente Ao Criador

Todo o mal foi preparado para nós o Alto durante a quebra dos kli (recipientes). Então, como podemos dizer que a criatura peca se isso é feito pelo Criador, do resultado das suas ações? Qualquer coisa que o homem fizer será a conseqüência das ações do Criador. Podemos sempre apontar para a fonte da qual tudo surge. Mesmo Ele reconhece a criação do mal e nada mais que o mal, mas: “Eu criei a má inclinação” (“Barati Yetser Ara”).

O único livre arbítrio que nos permite escolher entre o bem e o mal e exige a correção do mal dentro de nós que é realizada com a ajuda do meio ambiente.  A medida que uma pessoa se une ao grupo, ela descobre um “espaço vazio”, Klipat Noga, que não pertence nem ao Criador, nem a criatura. O bem ou o mal é determinado lá apenas pelo livre abítrio da pessoa.

Enquanto você trabalha com o grupo, começa a ver que o Criador deixou-lhe uma coisa sobre a qual você pode tomar uma decisão. Este é um ponto especial da sua independência. Se você começar a criar a imagem do Criador, a partir desse ponto “vazio” e livre, e decidir que você quer ser como Ele, você será referido como “humano”. [Leia mais →]

O Zohar: Adam HaRishon e Abraão

O Zohar, Sobre as Principais Correções

Adam (O primeiro homem) foi a primeira pessoa a revelar a ordem das ações que levam ao sucesso espiritual. Ele transmitiu a sua sabedoria aos seus discípulos de “boca a boca.” E toda a pessoa pode fazer o mesmo com o seu amigo (Baal HaSulam, “O Ensino da Cabala e sua essência”).

Um: O Criador é um, toda a realidade está incluída Nele e em todos os momentos; tudo que provém Dele e Ele é perfeito, apesar da aparente imperfeição da criação. Os cabalistas chamam esse inquérito de “Um”.

Abraão estabeleceu as bases da investigação. Em seu Livro da Criação, ele chegou à conclusão de que não há duas autoridades diferentes do bem e do mal, mas tudo é regido apenas pelo bem (Baal HaSulam, “O caráter da Cabalá“).

O Livro do Zohar, Prefácio ( abreviado)

[Leia mais →]

Luz Infinita Ou Escuridão Infinita?

Ao estudar a Cabalá, entramos em contato com a própria Luz. Ao unir-se com outros que desejam o mesmo objetivo e estudarmos juntos, em sintonia, ativamos Malchut do Mundo do Infinito onde todas as pessoas existem em sua unidade interna, como um todo. À medida que desejamos realmente existir neste estado, chamamos a Luz oculta desse estado perfeito para nós, assim acelerando o nosso desenvolvimento espiritual. Isto é chamado a tornar-se Isra-El, aspirar “diretamente ao Criador”, aquele que “acelera o tempo”, que chama a Luz para si próprio através de seus estudos e O obriga a ser revelado. Significa, também, aquele que “ilumina a tempo”, significando aquele que quer a Luz para dirigi-lo a doação (Santidade é a qualidade de doação).

Acontece que estudar em um grupo de cabalistas nos dá as “rédeas “ou o “volante” através do qual podemos controlar a nós mesmos – nossas formas de desenvolvimento e sua velocidade – como se tornar independente da Luz. No entanto, por outro lado, a Luz é muito poderosa e tem um programa de desenvolvimento para cada pessoa, assim como para todas juntas. Portanto, quando tentamos acelerar o nosso desenvolvimento por nossa conta, de repente, começamos a sentir como somos dependentes desta Luz, do seu despertar. Só com  a sua ajuda podemos avançar. [Leia mais →]

Letras São Qualidades

As letras são qualidades que o nosso desejo aceita sob a influência da Luz Reforma. O Criador criou a matéria, ou seja, o nosso desejo de receber prazer. Sob a influência da Luz, esse desejo toma diferentes formas ou qualidades semelhantes às da Luz.

Por si só, o assunto é o desejo de receber prazer, o desejo de realização. Mas com a ajuda da Luz, ela adquire formas mais elevadas que são opostas à sua natureza, as qualidades de amor e doação. Nós nos referimos a essas qualidades como formas porque emanam do desejo e as projetam para o exterior. O desejo adquire uma forma exterior que pode ser reconhecida. Se fosse simplesmente uma questão, eu não seria capaz de percebê-la. Eu reconheço, porque ela tem uma certa forma como um círculo, quadrado ou retângulo. Eu não iria reconhecê-la sem um forma. [Leia mais →]

Uma Infusão Maravilhosa

Quando lemos o Livro do Zohar, devemos esperar pela salvação. Baal HaSulam escreveu na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 155: “Na verdade, existe uma grande e maravilhosa qualidade escondida nos livros cabalísticos, digna de ser divulgada.” Em outras palavras, ao estudar o Zohar, podemos unir-se com a Fonte, o Criador, que existe em outra dimensão.

Nós existimos na nossa dimensão, na separação de Deus, enquanto que o Zohar cria uma conexão entre nós e Ele, a dimensão mais elevada. De lá, a ponto da nossa aspiração, recebemos a Luz, o remédio que flui em nós uma gota de cada vez, como uma infusão.

A Torá não exige nada de irreal. Afinal, o Superior nos conhece melhor do que nós mesmos, o que é esperado de nós é medido de acordo com a forma como somos criados. A um é dito: “Sente-se com um livro. Você deve conectar-se com o seu meio ambiente, porque essa é a sua forma espiritual”. [Leia mais →]

Conectando-se Com O Diretor De Toda A Realidade

À medida que a pessoa sobe de um nível para o outro e atravessa vários estados, ela não deve esquecer que há apenas uma única força na realidade. Não é ela ou o ambiente, mas apenas a Força Superior, a Natureza geral, o Criador, que organiza todos estes estados para ela, e ela existe em conexão com Ele.

É verdade que eu tenho de me rebaixar perante o ambiente e tenho de estudar os livros que foram escritos por pessoas sábias, os Cabalistas, e que devo continuamente me construir de novo. Mas através de todos estes meios, este invólucro, este teatro inteiro, eu estou conectado com o único Diretor que ordena tudo pela regra, “Tu me cercaste por trás e pela frente”.

Então eu não atravesso simplesmente níveis e estados, ou construo um relacionamento com o grupo, mas estou sempre conectado com Ele através de todos os meios que Ele colocou entre nós. Eles são como adaptadores que me ajudam a revelá-Lo. Gradualmente, à medida que eu os estudo, eu vejo que todos estes obstáculos e graus de ocultação entre eu e Ele são dirigidos a me ajudar a mudar para que eu me torne mais e mais similar a Ele, ao Diretor que organiza tudo para mim.

Então eu começo a perceber a vizinhança, a atmosfera, os amigos, os estudos, e o professor, como Seus representantes. Eu paro de atribuir qualquer significância ou existência a eles por si mesmos, e eles desaparecem gradualmente aos meus olhos. Eu não mais os vejo como tendo suas próprias forças, poder, e influência.

Eu relaciono-os ao Criador mais e mais, e a este grau eu justifico-os e ao Criador, que age desta maneira comigo. É assim que eu adquiro uma conexão com Ele. Então, eu amo todos, dado que eles me ajudaram a alcançar a adesão com Ele. Assim, o mundo inteiro é chamado “a Shechina Sagrada” – um desejo, dentro do qual a Luz preenche tudo. E este desejo é meu.

Da 8ª lição na  Convenção Mundial Zohar 09/05/10

Uma Deficiência Sem Uma Deficiência

Laitman_170Uma pergunta que recebi: Como podemos sentir a deficiência pela doação se esta deficiência não existe no Criador?

Minha resposta: O desejo do Criador de doar vem da perfeição. No entanto, se nós quisermos permanecer criaturas e divergirmos do Criador, a doação dentro de nós não pode vir da perfeição. Portanto, a nossa necessidade de doação deve vir da sensação de deficiência.

No entanto, a necessidade de amar baseada na sensação de deficiência não é boa, pois parece que eu quero amá-Lo para criar uma situação melhor para mim. Portanto, nós temos que construir dentro de nós uma necessidade que não seja baseada na deficiência, mas sim para estarmos acima de nossa natureza em prol da doação. Assim, o desejo de receber deve permanecer em mim, mas acima dele eu tenho que construir o desejo de doar.

O Criador é perfeito e Seu amor vem da perfeição. O amor da criatura não pode vir da perfeição; então, que tipo de amor é esse? A pessoa precisa atingir a sensação de “uma deficiência sem uma deficiência”, isto é, “um vaso duplo (desejo)”, para que, da mesma forma, o nosso amor venha aparentemente da perfeição. Assim, o nosso amor será realmente puro.

Todo o processo já está determinado pelo estado final – o único estado que existe e que foi criado pelo Criador. No entanto, em relação a nós, ele se desenvolve numa seqüência de estados, como um tapete que estão sendo enrolado escada a baixo em nossa direção.

Da terceira parte da Lição Diária de Cabalá 03/05/10, Artigo “Matan Torah”

Amor Que Transforma A Recepção Em Doação

Laitman_166Uma pergunta que recebi: Está escrito que o prazer está na realização das qualidades do Criador. Consequentemente, nós tiramos prazer da recepção?

Minha Resposta: O prazer está em se tornar semelhante ao Criador. A acção em si mesma – recepção ou doação – não importa assim tanto. O objectivo é a adesão ao Criador. Ela é o derradeiro nível que eu estou a tentar alcançar. A adesão é alcançada através da minha doação a Ele e Sua doação dar a mim.

Contudo, para doarmos uns aos outros, nós precisamos receber uns dos outros. Caso contrário, não haverá uma conexão entre nós. De forma que nós tenhamos uma conexão com recepção e doação mútua, nós precisamos do amor mútuo. O amor é o meio. A recepção e a doação são também meios. Todos eles são meios para se alcançar a adesão.

A acção em si mesma não importa. Quando eu amo alguém e esta pessoa me ama, importa se doamos um ao outro ou recebemos? Nós simplesmente gostamos um do outro! A mãe recebe tanto prazer de uma criança que recebe dela. É claro que ela lhe dá, mas ela dá-lhe tanto mais. O que lhe dá ela? Ela exige apenas, grita, e suja fraldas. Todavia ao mesmo tempo, ela dá-lhe a oportunidade de desfrutar. Todos compreendem isto muito bem, não há necessidade de explicar isto.

O mundo espiritual é caracterizado por acções de certa forma similares que nós observamos no mundo material. Contudo, seu significado inteiro reside na intenção: porquê faço eu todas estas coisas. A acção em si mesma, doar ou receber, não importa de todo.

Um exemplo ainda melhor: uma pessoa pega uma faca e corta o estômago de alguém. Sua intenção determina tudo. Se ela o faz pelo interesse de outrem, suas acções são as de um médico; se ela é conduzida por seu próprio interesse, ela age como um ladrão ou um assassino. Esta é toda a diferença.

Uma acção pode apenas ser avaliada de acordo com sua intenção: por que foi ela feita, qual foi seu propósito? Você continua a discutir se recebe ou doa. Qual é a diferença? O que importa é porque é que você o faz, queira você dar prazer ou recebê-lo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 04/05/10, Artigo “Matan Torá”

Como Uma Mãe Amorosa Que Concede à Sua Criança

O Criador é um puro desejo de doar. Ele recebe prazer da doação. Ele cria a criatura, o desejo de receber, de modo a doar a ele. Será que o Criador sente prazer em doar? Sim! Será que Ele concede, a fim de sentir prazer? Não! Ele recebe o prazer do fato de que Ele quer oferecer. Nós dizemos que ele sofre por causa da nossa relutância em receber o prazer, mas é apenas a nossa percepção limitada pela qual percebemos o seu “sofrimento “em relação a nós mesmos.

Nós, por outro lado, somos o desejo de receber, e a nossa alegria reside unicamente na recepção. Esse desejo não pode ser apagado dentro de nós, ele só precisa ser corrigido. O desejo corrigido terá prazer em ser realizado, mas a sua realização virá na realização do outro. [Leia mais →]