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Cabalistas Sobre O Propósito Da Criação, Parte 20

Dr. Michael LaitmanCaros Amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Comentários entre parêntesis são meus.

O Governo do Criador é Proposital

Para entender essas questões e perguntas (para compreender o Pensamento da Criação e o que acontece conosco) a única tática é examinar a conclusão do ato, isto é, o propósito da Criação. Pois nada pode ser entendido no meio do processo, mas apenas no seu final.
– Baal HaSulam “Introdução ao Livro do Zohar“, item 4

“Deus é o (qualidade do) Bem Absoluto, e … Ele (essa qualidade, força) vigia-nos na benevolência completa sem uma pitada de maldade, e no governo proposital (e absoluto). Isso significa que seu governo nos obriga a atravessar (conscientemente , isto é, com o mesmo amor e apreço) uma série de fases, através de causa e efeito, antecedente e resultante, até que estejamos qualificados a receber (por nós mesmos) a bondade desejada. Então, nós alcançaremos o nosso propósito (compartilhado), como uma fruta madura e com boa aparência .
– Baal HaSulam, Artigo “A Essência da Religião e Seu Propósito”

O Retorno Do Ari

Baal HaSulam, Carta # 39: Itzhak Cohen, um dos alunos do Ari, disse que entrou no quarto do Ari quando este estava morrendo e começou a chorar, porque os alunos estavam perdendo a esperança que tinham durante a vida do seu professor, de ver um mundo cheio de bondade, sabedoria, e a  Luz do Criador durante a sua vida. O Ari respondeu: “Se houvesse pelo menos um homem justo e completo entre vocês, eu não seria levado deste mundo antes do meu tempo”.

O aluno perguntou-lhe: “O que devemos fazer depois?”. Ao qual o Ari respondeu: “Diga aos amigos, em meu nome, que a partir deste dia, eles não devem estudar a ciência que eu vos ensinei, pois vocês não a entenderam corretamente. Portanto, somente Chaim Vital continuará a estudá-la em silêncio e em segredo”.

O aluno exclamou: “Então, não temos qualquer esperança?”. E o Ari respondeu: “Se vocês a merecerem, eu v irei até vocês e ensinarei”.

O aluno contestou: “Como você virá para nos ensinar, se você já está deixando este mundo?”. O Ari respondeu: “O que você entende dos segredos ocultos e dos caminhos da minha volta a vocês!”. Com estas palavras, ele imediatamente faleceu para entrar na vida do mundo vindouro…

Na verdade, este é um retrato triste. Tudo foi organizado do Alto para que durante a morte do Ari o seu grupo de alunos não estivesse ao seu lado. Apenas um aluno estava presente, Itzhak Cohen. Mesmo Chaim Vital, o aluno líder do Ari, a quem o Ari transferiu os caminhos da sabedoria, não estava presente ao lado de seu professor naquele momento.

Aparentemente, Itzhak Cohen não possuía grande realização nesta época já que ele nem sequer compreendia o que estava acontecendo e perguntou: “Como você virá para nos ensinar?!”. Isso significa que ele ainda não entendia que não há diferença entre os mundos, e que o Nível Superior é sempre capaz de descer e manifestar-se sobre os níveis mais inferiores, sempre estes estiverem prontos para aceitá-lo!

O Ari nos diz: “Assim que vocês se esforçarem e estiverem prontos, eu farei contato com vocês! Assim que vocês se elevarem ao nível espiritual, nos encontraremos imediatamente e lá receberão toda a ajuda e realização de mim!

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 15/07/10, Escritos do Baal HaSulam

Do Jardim Do Éden E De Volta a Ele

O Criador criou o desejo de receber da “existência desde a ausência” e o desenvolveu através de quatro fases de exposição à Luz Direta. Quando o desejo de receber chegou à última fase de desenvolvimento e se tornou tão grande quanto a Luz que o preenchia, a Luz passou todas as suas propriedades para o desejo de receber. Então, na última camada (Dalet de-Dalet, a 4ª parte de 4ª fase), a criatura se enxergou como receptora.

Isso despertou uma vergonha ardente na criatura, pois ela viu em que medida ela era oposta ao Criador, Aquele que Doa. Como resultado, ela se restringiu a si mesma e se recusou a receber. Essa sensação horrível de vergonha é chamada “o brilho de Malchut”. Ela é a escuridão que é impossível de se suportar, o “vácuo” onde nenhuma Luz pode brilhar. Nesse ponto, a 4ª parte da 4ª fase, a restrição (Tzimtzum) ocorreu. Todas as fases prévias podem adquirir a semelhança com a Luz pois elas não são completamente opostas a ela.

A pergunta é: o que fazer com essa 4ª parte? Ela não pode ser eliminada ou descartada porque ao fazer isso a criatura cessaria de existir. A criatura que não é “plugada” ao Criador e é oposta a Ele em suas propriedades não pode existir. A 4ª fase, o ponto de independência, deve ser preservado na criatura como seu fundamento. De fato, se não fosse pela vergonha, a criatura (o convidado) se tornaria completamente subordinada ao Criador (o Anfitrião) e faria o que o Criador quisesse dela tal como acontece nos níveis inanimado, vegetativo e animado da natureza, tal como um animal de estimação é leal ao seu dono.

Assim, quando é que a criatura se torna um “convidado”? Quando é que aquela pessoa sente a si mesma como estranha e oposta ao anfitrião? E quando é ela sente, como convidada, que o anfitrião está feliz e excitado de ter um convidado e que o anfitrião está constantemente perguntando o que mais pode oferecer para agradá-la? Quando é que o convidado ouve o anfitrião dizer: “Sirva-se! Tudo é seu!” e quando é que convidado responde: “Não meu, mas Seu!” O convidado não pode evitar, mas sente essa vergonha na fase “Dalet de-Dalet”; a criatura deve manter a sensação de vergonha para preservar-se como criatura.

Assim, se nós residimos no Jardim do Éden, isto é, em pura doação (Bina), ainda é o nível dos anjos e não aquele dos verdadeiros humanos. Até que sintamos esse impressionante vácuo que não pode ser preenchido, o homem não está pronto para sua missão. O vácuo não pode ser preenchido até que toda a vergonha seja revelada o que nos faz sentir a necessidade de nos cobrir com “roupas”, o que significa que precisamos de correção.

Então, para ajudar o “homem”, a “mulher” deriva dele e se desapega dele. Essa é sua “esposa” (Nukva) que é “feita da sua costela”. É ela que transmite esse vácuo para ele e juntos, eles (Zeir Anpin e Malchut, Adão e Eva) sentem a necessidade por “roupas” (A Luz Retornante, a intenção de doar). Eles sentem como o convidado em relação ao Anfitrião. Desse maneira eles podem alcançar a correção, isto é, eles agem somente para doar ao Anfitrião e mudar a vergonha em dignidade e honra.

Esse caminho é longo e complicado. Todos sabem a história de Adão e Eva, embora ninguém entenda o que ela oculta.

Respostas As Suas Perguntas, Parte 15

Por que o Criador foi oculto do homem?

Pergunta: Por que o Criador se ocultou do homem?

Minha resposta: Para nos dar a livre escolha, pois de outra forma Sua aparente grandeza nos governaria completamente.

Pergunta: A ocultação do Criador… poderíamos já estar em doação, poderíamos já estar dando prazer ao Criador, somente está oculto do egoísmo para assim não dar a ele satisfação?

Minha resposta: Tudo é medido somente em relação a nós. Se você descobre a Fonte do seu prazer e se torna completamente satisfeito por ela, significa que você alcançou a meta.

Respostas Às Suas Perguntas, Parte 14

Dr. Michael LaitmanPorque Está O Criador Oculto Do Homem?

Perguntas sobre a publicação  “Cabalistas sobre o Propósito da Criação, Parte 17”

Uma pergunta que recebi: Os Cabalistas afirmam que o Criador quis “…criar criaturas para que Ele pudesse ser benevolente para com elas, dado que se não há receptor para bondade, não há benevolência”. Também, não há Benfeitor.

Parece que todas as realizações da Força Superior e Suas qualidades ocorrem relativamente à criação, ao homem que alcança ou sente. Como é que todo o Pensamento da Criação se parece relativamente ao Criador que não consegue sequer se definir a Si Mesmo sem que alguém O sinta? Somos nós (humanos) como receptores de Alguém que se alcança a Si Mesmo?

Minha Resposta: É exactamente como você o descreve. O resto pode ser encontrado em O Estudo das Dez Sefirot, Parte Um, Histaklut Pnimit.

Cabalistas Sobre O Propósito da Criação, Parte 17

Dr. Michael LaitmanCaros Amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Comentários entre parêntesis são meus.

Por que Está O Criador Oculto Do Homem?

Tivesse Ele lhes contado sobre as coisas maravilhosas na essência da recompensa [ao nos fundirmos com Ele através de nossa similaridade na propriedade de doação e amor], eles necessariamente usariam e [involuntariamente] assumiriam Seu trabalho [doar com intenção] de forma a obter essa maravilhosa recompensa para eles mesmos. Isto seria considerado trabalhar para si mesmos, por amor próprio. Isso, por sua vez, falsificaria todo o propósito [do Criador nos fazer similares a Ele, eternos, livres, independentes d’Ele, e perfeitos].
– Baal HaSulam, Artigo “Arvut” (Garantia Mútua), Item 29

O Senhor é a [propriedade da] meta absoluta e benevolente. Conseqüentemente, é a lei do benevolente de fazer o bem, e isso é o que Ele desejou – de criar criaturas para que Ele pudesse ser benevolente para com elas, dado que se não há receptor da bondade, não há benevolência. Certamente, de forma a que a benevolência seja completa, Ele sabia na Sua sublime sabedoria que é vantajoso para os receptores a receberem de sua própria labuta. Apenas então eles teriam essa bondade, e nenhuma vergonha permaneceri,a pois eles receberiam a bondade, como se ele fosse a receber caridade de outrem.
– Ramchal, Klalei Pitchei Hochma ve Da’at (As Regras dos Portões da Sabedoria e Conhecimento), Item 18

Nós Viemos À Cidade Do Rei Juntos

Dr. Michael Laitman“Nós viemos à cidade do Rei [este mundo] juntos”. Os que trabalham fielmente para o Criador transformam Seu “pó mágico” em tempero doce e tempero. E os que não fazem o trabalho continuam a provar o pó amargo, e não conseguem desfrutar Seu banquete.

Tudo depende somente do esforço correcto de uma pessoa. Existem muitos que vêem estudar Cabala, colocam um monte de esforço nisso, mas finalmente partem. Eles percebem que este banquete não satisfaz seus gostos, e em vez de se culparem a si mesmos, culpam o Rei, pensando que o método da Cabala, assim como o grupo e amigos lhes dão um sabor amargo. Como resultado, eles partem pensando que podem encontrar mais prazer em outro lugar, recebendo-o de forma fácil ou usando outra metodologia.

Tudo depende de se a pessoa percebe em que “local de trabalho” ela entrou, que responsabilidade repousa sobre ela, e a que deve ela se dirigir neste trabalho de forma a provar o sabor doce. O banquete está colocado perante nós! Está escrito: “Prove e veja que o Senhor é bom!”. Nós precisamos apenas de O “provar”, isto é, nós devemos preparar nosso recipiente (vaso) para Sua Luz e receber este “suplemento,” o sabor doce.

Mas as pessoas não trabalham no lugar certo, e mais tarde elas olham para o relógio para ver quanto tempo elas perderam e avaliam quanto esforço exerceram. Mas elas não colocaram seu esforço no trabalho mais importante: unir-se com outras almas. É por isso que o trabalho não tem um gosto bom para elas. Para dizer a verdade, o sabor doce só vem através da conexão, que é esse mesmo recipiente onde a Luz é revelada.

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Sintonizado Com O Comprimento De Onda Do Criador

Dr. Michael LaitmanTudo que os Cabalistas nos contam ocorreu em suas sensações. Contudo, isso está também a acontecer dentro de mim, dentro da minha matéria (Kli), embora eu não o percepciono! Eu preciso de receber as propriedades dos mesmos processos que eu desejo percepcionar, e então eu serei capaz de os sentir.

Todas as acções descritas em O Estudo das Dez Sefirot ocorrem dentro de nós; um número infinito de acções ocorrem a cada momento. Todavia, nós não as percepcionamos pois existimos “sem consciência (espiritual)”. Do mesmo modo, no mundo corpóreo, eu sou invadido por incontáveis ondas. Transmitidas por numerosos dispositivos electrónicos, milhões de conversas telefónicas e todos os canais de televisão e radio passam precisamente através de mim. Nós podemos reconhecer estas frequências com a ajuda de vários dispositivos.

Similarmente, nós residimos no ambiente espiritual onde actividades descritas pelos Cabalistas estão constantemente a ocorrer. Nós temos de aprender a as percepcionar. Nós temos de desenvolver uma habilidade em direcção à doação. Nós precisamos de ser capazes de determinar o que isso é, a quem doar, baseado em quê, que recompensa vem com isso, e se é vantajoso o fazer ou não.

Se eu o começo a analisar, eu irei desenvolver um sensor dentro de mim mesmo que será capaz de reconhecer as propriedades de doação. Como resultado, eu irei começar a “escutar” frequências de doação como ondas de rádio. Eu irei “fazer crescer” um transmissor capaz de receber vários tipos de frequências de doação que são chamadas as Luzes. Através destas Luzes, eu irei começar a percepcionar as fontes de onde elas vêem, para onde elas se dirigem, e para que propósito. E para terminar, eu virei a saber que esta estação de transmissão que está a gerar estas ondas é oCriador! Mas isso irá tornar-se possível apenas se eu construir um receptor (“rádio”) dentro de mim, que possa “ler” tais propriedades.

Para dizer a verdade, de acordo com a lei da equivalência de forma (ressonância), de forma a receber estas frequências, eu tenho de criar uma similar dentro de mim mesmo. Nestas ondas internas e externas, há uma característica comum: “a onda transportadora”. Na onda externa, contudo, há mais uma onda, acompanhante, que está embebida na principal; é a última que transporta a informação até mim.

Ao criar uma onda da mesma frequência (por exemplo, 93 MHz) na sua “rádio” (sua alma), você será capaz de receber o sinal externo (o Criador), para discernir o “sinal válido”: uma onda (uma voz, canção, ou mensagem do Criador).

A rádio espiritual funciona sobre o mesmo princípio que a corpórea, uma vez que a natureza não muda. Nós e o Criador precisamos de um terreno comum, esta onda de frequência (93 MHz), a força de doação, sobreposta com um minúsculo sinal para a sua recepção. Este sinal entra em si, e você recebe-o. Quando você se alinha a si mesmo com a onda vindoura na sua propriedade de doação, ela trás-lhe um atributo adicional menor para a sua habilidade de receber, a  Luz de Hochma que o preenche.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 8/07/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Por Que É Que Tudo Existe?

Dr. Michael LaitmanToda a nossa realidade é dividida em duas partes: a parte revelada, que temos consciência, e a oculta, sobre a qual não sabemos nada. Através do avanço da ciência convencional nós podemos realmente ampliar o nosso conhecimento da parte revelada da realidade, mas somente através da purificação dos mesmos cinco órgãos sensoriais que sempre tivemos e nada mais. No entanto, isso não nos permite dar um salto quântico e descobrir uma nova dimensão.

A Cabalá nos diz que podemos desenvolver um sentido adicional que nos permitirá perceber a realidade mais distante. No entanto, nós devemos estar cientes de que vamos achá-la oposta àquela que vemos hoje. Atualmente, a nossa percepção da realidade depende da nossa capacidade de absorvê-la por meio de nossos cinco órgãos sensoriais do corpo: visão, audição, paladar, olfato e tato. As sensações fornecidas por esses órgãos são chamadas de nosso mundo.

Mas nós temos a capacidade de desenvolver percepções adicionais. Isso não significa receber mais braços, pernas, gostos, ou algo assim, mas sair fora de nós mesmos através do desenvolvimento de outros cinco órgãos de percepção : Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut. Nestes órgãos adicionais de percepção, que são completamente opostos aos corporais, nós começamos a perceber tudo o que acontece fora de nós.

Isso significa que a nossa percepção se torna ilimitada e que nós saímos para um espaço infinito e aberto. Nós percebemos todos os mundos. A nossa capacidade de percebê-los depende unicamente do quão desenvolvidos estão os nossos órgãos espirituais de percepção. Nós não estamos limitados ao nosso corpo, o qual está vinculado ao quanto somos capazes de consumir até ficarmos saciados. Agora, tudo depende do quão longe podemos expandir.

Então, nós começamos a compreender todas as forças, pensamentos, desejos, tarefas e o propósito da criação: o mundo que nos rodeia. Nós começamos a compreender o que está acontecendo dentro de nós. Em contrapartida, sem este conhecimento, nós nunca entenderemos o que está acontecendo ao nosso redor, no mundo ou em nós mesmos, e como isso tem impacto sobre nós.

A ciência que ensina a sair de si mesmo e desvendar a vida na dimensão superior é chamada de sabedoria Cabalística. Quando nós finalmente saímos do nosso ego e começamos a explorar o universo, descobrimos o propósito da criação, porque tudo existe.

Quando saímos de nós mesmos, nos libertarmos das limitações do nosso minúsculo corpo e nos elevamos acima do tempo, movimento e espaço; isto é, nos elevamos acima da percepção corporal da realidade em seus três eixos de coordenadas: acima-abaixo, esquerda-direita, para trás-para frente. Nós deixamos de vivenciar o tempo porque não há tempo nesta realidade. Nós percebemos outras causas e efeitos, ou seja, nós realmente recebemos novas qualidades e capacidades, fora da conexão com o nosso corpo animal.

Da mesma forma que somos capazes de ver, sentir e entender uma pessoa a nossa frente, nós temos de conhecer e compreender toda a realidade chamada o Criador ou a Força Superior. Por isso, nós nos sentiremos piores e mais limitados em nossa realidade limitada, até encontrarmos uma maneira de sair dela para o mundo livre!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 9/07/10, Artigo, “A Sabedoria da Cabalá e Sua Essência”

Nascer No Prazo

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Em nosso mundo, o embrião deve crescer dia-a-dia na velocidade correta, a fim de nascer no prazo. Se ele vier mais cedo ou mais tarde, isso será prejudicial para ele. Como nós podemos saber que o nosso ponto no coração está crescendo na velocidade correta e que seu nascimento espiritual ocorrerá no prazo?

Minha resposta: A velocidade correta significa procurar constantemente a meta. A meta é crescer e amadurecer, a fim de nascer na espiritualidade e continuar a evoluir até tornar-se totalmente equivalente ao Criador, como Aba ve Ima, Hochma e Bina.

Você está evoluindo na velocidade correta se você mantém esta meta singular, organiza todas as suas intenções e desejos somente em relação à ela, e os utiliza como meio para se aproximar dela. Entretanto, se você retirar a meta, você paralisará a sua evolução. Na espiritualidade, o tempo é a quantidade de ações que você realizou, e não um medidor mecânico.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 7/7/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot