Textos com a Tag 'Criador'

As Centelhas De Doação Errantes

Dr. Michael LaitmanDesde os tempos da antiga Babilônia, há pessoas que pertencem a “Isra-El“, isto é, que têm um desejo pelo Criador. O seu número está aumentando ao longo da história, porque suas almas estão se incorporando umas nas outras. É por isso que agora existem tantas pessoas buscando a redenção espiritual, ou seja, desejando abandonar a qualidade de recepção egoísta e alcançar a doação.

Há uma luta interna dentro de cada um de nós entre o desejo de “Isra-El“, que se esforça para alcançar o amor e a doação, e todos os nossos outros desejos que ainda não querem ouvir falar de doação e união. Desta forma, o homem se equilibra constantemente entre os dois lados, as duas forças.

Quando o desejo for realmente para doar, quando há uma centelha espiritual remanescente da quebra, a pessoa não será capaz de ficar submersa no seu egoísmo, nos seus desejos das “nações do mundo”. Centelhas espirituais sairão necessariamente de lá.

Primeiro, elas caíram e misturaram-se com este enorme desejo egoísta, como se tivessem sido jogadas em um “caldo” e “se impregnado”, e, em seguida, retiradas junto com o desejo (Aviut ou espessura) que tinham “se impregnado”. Em outras palavras, a centelha (GE) retorna ao seu lugar, mas agora é cercada pelos desejos que se uniram a ela. Eles são chamados de AHP de Aliyah (de elevação).

No entanto, enquanto Israel, o desejo do Criador, estiver submerso no desejo das “nações do mundo”, ele não encontrará a paz e continuará sendo empurrado para fora por elas como um corpo estranho, a fim de ascender e realizar a correção. Estar nas mãos desses desejos é referido como o exílio, enquanto que a subida e a correção é referido como a redenção.

Da 4ª  parte da Lição Diária de Cabala 02/11/10, “Exílio e Redenção”

Não Há Nada Mais Doce Do Que Sentir O Abraço Do Criador

Dr. Michael LaitmanO Criador deseja que recebamos prazer Dele. Este é o plano da criação. Uma vez que Ele é Bom e faz o Bem, a única coisa que Lhe falta é alguém a quem fazer o bem. É por isso que Ele nos criou a partir de um material chamado “o desejo de desfrutar”.

Mas o que nós devemos desfrutar? Justamente Ele. Quando o nosso desejo sente que o Criador está próximo, que Ele o preenche e está unido a ele, ele experimenta o prazer. Por outro lado, quando ele se distancia do Criador, sente-se pior em relação a Ele, a ponto de sofrer e sentir-se vazio. No entanto, nós sempre sentimos apenas o Criador!

A nossa matéria é sensível à sensação e à presença do Criador. Se ela sente mais o Criador, percebe-O como prazer, e se sente menos, percebe-O como sofrimento. Isso acontece até que o desejo de desfrutar o Criador cresça cada vez mais distante dele, chegando finalmente ao estado de perder completamente o contato com Ele. Então, o desejo de receber prazer encontra-se neste mundo, onde não há conexão com o prazer ou sua fonte.

Esta separação é necessária para que pudéssemos desejar unir-nos com Ele e desfrutá-lo por nossa própria vontade, e entender que não há nada mais doce e melhor do que estar unido com Ele. Esta ação recíproca é chamada de “Zivug“(união espiritual), quando nos tornamos incluídos um no outro, de tal forma que é impossível distinguir e separar-nos. Essa é a união que devemos alcançar. E se adquirirmos a necessidade correta para isso, começaremos a sentí-Lo, uniremo-nos a Ele, e sentiremos  Seu abraço.

Da palestra em 02/11/10

O Criador e Israel No Exílio

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Behukotai (Nos Meus Estatutos)”, item 50: “E eu o castigarei, para ir ao exílio. E se você disser que eu o abandonarei, eu, também, estou com você”.

Mesmo que estejamos falando sobre ações que não foram feitas visando à recompensa, na verdade, tal ação não pode existir na natureza. Nós sempre exigimos uma recompensa como combustível para nossa ação. Afinal, somente pessoas doidas e criancinhas agem sem propósito.

Porém, nossa meta é alcançar a revelação, ver o verdadeiro estado, entender suas razões, e compreender qual é o nosso lugar. Nós precisamos de toda a extensão da verdade, aqui e em todos os mundos.

A revelação dessa verdade é a revelação do Criador. Essa é a nossa recompensa. Assim é que a ciência da Cabalá é definida: ela é a revelação do Criador às criaturas nesse mundo.

Nós aspiramos à mais alta recompensa, embora não a adquiramos na forma de satisfação egoísta, mas na nossa aspiração da falsidade à verdade. Toda a minha vida pode parecer luxuosa que de tão doce parece nauseante. Porém, ao mesmo tempo, eu me sinto vazio, porque não há verdade nela. Então, eu mudo minha meta: ao invés de receber prazer direto com doçuras, eu quero adquirir a totalidade da verdade.

Não é fácil alcançar isso. Em hebraico a palavra verdade consiste de três letras – אמת. Alef é a primeira letra do alfabeto, Mem significa Bina, a qualidade da doação, e Tav é a última letra do alfabeto. Em outras palavras, todas as minhas qualidades precisam se reunir em volta de Bina, a intenção pela doação, e depois, eu entenderei o que é isso e revelarei o Criador.

A verdade é o padrão do meu exílio. Se eu vejo que estou em exílio em relação à verdade, isso significa que estou em exílio em relação ao Criador. No estado final desejável nós estamos unidos, misturados e fundidos em um Zivug perfeito e incessanteE isso significa que agora mesmo nós estamos ambos em um estado indesejável. Em outras palavras, ambos, eu e Ele, estamos em exílio.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 03/11/10, “O Criador e Israel Foram Para o Exílio”

Um Mini-Mundo Do Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu recebo do Criador conforme a minha equivalência com Ele?

Resposta: No nível da minha semelhança com o Criador, eu recebo Sua mente e sensação. Eu conecto-me  com Ele através da mente e do sentimento e obtenho a mesma sensação de unidade, plenitude e eternidade que existe Nele. No meu vaso em forma de “linha” eu recebo vasos em forma de “círculos”.

O Sistema  Superior foi construído de modo que de cada “círculo” expandisse uma “linha” (desejo restringido pela tela), seguido por um “círculo” e uma “linha” novamente. Conforme o meu esforço “de baixo para cima”, eu me esforço e subo ao primeiro círculo, que é considerado como a primeira revelação do Criador e o primeiro nível de equivalência com Ele. Eu me esforço novamente e O revelo mais no próximo círculo.

A cada novo nível, eu trabalho com ZAT de Bina (sete Sefirot inferiores de Bina), e o nível superior para mim é GAR de Bina (as três primeiras Sefirot de Bina) com o qual não posso trabalhar e que recebo do Alto como resultado da adesão. Dessa forma, eu subos os 125 níveis da escada espiritual.

“Na linha reta”, eu me esforço, anulo-me, trabalho com as telas anti-egoístas, e conecto-me com outras pessoas. Conforme eu tiver concluído esse trabalho, eu alcanço a revelação do Criador, o estado de “círculo”, a perfeição, um mini-mundo do Infinito.

Da 4ª  parte da Lição Diária de Cabala 28/10/10, “A Mente Atuante”

Alcançar A Mente Do Universo

Dr. Michael LaitmanA mente é o instrumento que conecta o Criador e a criatura, o grau de conexão entre eu, como a criatura e Ele como o meu Criador. A mente está localizada no meio, entre nós, e não pertence nem a mim nem a Ele.

Possuir uma mente deve ser uma ação que se conecta Àquele que age. Eu O alcanço ao atingir Suas ações sobre mim, através desta conexão entre a ação e Aquele que age.

Afinal, o Criador é chamado de “Bo-Re“(“venha e veja”). Em outras palavras, eu nunca alcanço Sua essência, mas apenas a atitude Dele para comigo, como está escrito: “Por suas ações, nós O conheceremos”. Eu estudo o que está acontecendo dentro de mim. Eu procuro o Criador por trás dessas ações e, assim, começo a conhecê-Lo.

Ou seja, eu preciso revelar a raiz de cada uma das minhas qualidades e estados e chegar a entender que “Não há ninguém além Dele”, e que tudo vem do Criador, “o Bom que faz o bem”. Quando eu revelo que tudo vem Dele e que tudo tem um propósito bom (independentemente de quão ruim pareça), isso significa que eu atingi a raiz. O mesmo acontece em cada estado.

Assim como os objetos materiais nos permitem compreender o pensamento do artesão, a finalidade e o usuário pretendido das coisas que ele fez, da mesma forma, podemos examinar a criatura, que contém todas as informações sobre o Criador. Isto porque Ele materializou tudo que planejou em Sua mente, e nós podemos alcançar Sua mente através das diferentes formas de matéria. A conexão da nossa mente e da mente Dele é chamado de união da criatura com o Criador.

Isto significa que a Luz de Hochma (Sabedoria) se veste na Luz de Hassadim (Misericórdia), na medida em que corrigimos a nós mesmos, a fim de receber a Luz Dele, sem as interferências e distorções provenientes do nosso egoísmo. Quando nós banhamos o nosso desejo egoísta na Luz da Hassadim, a Luz de Hochma (mente do Criador) pode vestir nele. Isto é, ela entra nestes desejos puros e corrigidos, e nós alcançamos Sua mente.

Da 4ª  parte da Lição Diária de Cabala 28/10/10, “A Mente Atuante”

Aproximando A Realidade Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que tipo de percepção da realidade o Criador tem?

Resposta: O Criador não tem nenhuma percepção da realidade, porque Ele tem apenas uma qualidade: o desejo de doar, a doação. O Criador não tem realidade. Ele mesmo é a realidade perfeita.

Quando nós percebemos e retratamos a realidade à nossa volta, alcançamos estados que se aproximam cada vez mais Dele. Portanto, a melhor forma do mundo surge quando corrigimos a nós mesmos conforme criamos ou projetamos para nós a realidade: o Criador. Este é o estado que nós alcançamos.

Quando nós passamos por todos os filmes, imagens e formas durante a nossa correção, nós aproximamos tudo isso, de forma gradual, passo a passo, de tal realidade em que só o Criador existe, como é dito, “Ele e Seu nome são um” e “Não há outro além dele”.

De Cabalá para Principiantes, “Percepção da Realidade” 26/10/10

Você Recebeu, Então Passe Adiante!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos nos tornar como o Criador, cuja qualidade é doar, mesmo tendo sido criados com o desejo de receber e permanecido sempre com ele?

Resposta: Se você começar a doar aos outros através do seu desejo de receber, você só aumentará a sua doação.

Existem duas naturezas:
1. A Luz = a Fonte de Luz =  o Criador = o Doador,
2. O desejo = o receptor =  a criatura.

A criatura sempre recebe, nunca pode dar. Quando nós lemos que a criatura torna-se como o Criador, isto se refere à “recepção em prol da doação”, ou seja, receber e passá-la adiante!

Mas eu não posso passar a Luz do mesmo modo que um elemento pode ser passado no nosso mundo de uma pessoa para outra. Então, como isso funciona? Como eu posso dar-lhe alguma coisa? Eu recebo do Criador e não pode ser de outra maneira, porque eu sou o desejo de receber prazer.

O desejo de receber não pode doar; isso não existe na natureza. A nossa natureza funciona apenas para consumir e absorver. Esta é uma lei da natureza que não pode ser quebrada. Então, como é que eu posso doar a você, um estranho? Uma ação especial ocorre aqui.

A Luz Circundante vem desse mesmo Criador, e essa Luz Corrige. Esta Luz faz uma correção e conecta-nos juntos. Assim, eu não dôo a você, eu recebo, mas recebo em seus desejos. É isso o que significa eu doar a você.

Eu conecto o “corpo” inteiro da alma coletiva a mim, tudo isso se torna meu, e então eu recebo por ele, mas isso é referido como a minha doação a este “corpo”. Esse é o truque maravilhoso que acontece aqui. Quando eu percebo outra pessoa como parte minha, eu recebo por ela, e é como eu estivesse doando. Você pode questionar: Que tipo de doação é essa, é a mesma recepção!

Digamos que exista alguém para quem eu não queira dar nada, e, de repente, eu descubro que ele é meu filho. Então, eu estou pronto a dar-lhe tudo, porque o percebo como parte minha. No entanto, nós realmente podemos chamar isso de doação? Por exemplo, se eu tivesse dado a ele antes que soubesse alguma coisa sobre ele, então certamente que sim. Mas agora, que tipo de doação é esta, quando este é o meu próprio filho? É o mesmo que dar para si mesmo.

Tudo isso seria verdade se eu revelasse que outras pessoas são sem dúvida partes de mim. Mas o problema é que o ódio permanece entre nós. Este é um grande trunfo, e nós devemos amá-lo. A outra pessoa continua sendo estranha a mim, mas a Luz Circundante vem e cria uma atitude de amor sobre o meu ódio. Amor e ódio permanecem como duas linhas: direita e esquerda, comigo no meio delas. É por isso que isso é ainda chamado de “doação”.

Na linha da direita, eu percebo o outro como alguém próximo a mim, como parte minha, como alguém por quem estou pronto a sacrificar tudo, porque ele pode muito bem ser eu. Na linha da esquerda, eu o odeio e estou pronto para destruir cada pedaço dele. E essas duas linhas existem simultaneamente e se unem na linha média.

Isso continua até o fim da correção, o Gmar Tikun. E ninguém sabe o que virá depois.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 29/10/10, “A Liberdade”

Como Aceitar O Governo Do Criador

Dr. Michael LaitmanNenhuma alteração ocorre do lado do Criador. Tudo muda em nós, gradualmente, através das Reshimot (registros espirituais, genes) que se intensificam das mais leves às mais pesadas. Desta forma, passo a passo, nós aprendemos a tratar de forma correta tudo que sentimos. Todas as lições da vida são lições sobre a correta atitude em relação ao Governo Superior.

Toda a natureza se desenvolve através dos níveis “inanimado”, “vegetal”, “animal”, e “falante” (humano). Cada nível tem os mesmos quatro níveis de desenvolvimento. Nos três primeiros graus do nível “humano”, nós não estamos prontos a aceitar a idéia do desenvolvimento causal. Este nível é caracterizado pela ausência de perguntas, e por isso, o Governo Superior só existe sob a forma de religião.

No entanto, existe um quarto nível de desenvolvimento em nós, quando as Reshimot em relação à Fonte, ao Criador, despertam na pessoa. Obviamente, de vez em quando, a pessoa se desconecta disso e “esquece” ou “cai” sob a influência de preocupações ou prazeres.

No entanto, com a ajuda do ambiente, lhe é dada a oportunidade de conectar-se ao Governo Superior, independentemente de quaisquer influências ou interferências acidentais. Então, a pessoa correlaciona as interferências com o Criador, a quem ela também pode pedir a correção, ao invés da bondade e do cancelamento dos obstáculos.

Se a pessoa imagina que há uma causa no mundo, o destino, alguém que faça mal e alguém que possa enviar-lhe bem, então ela adora dois “ídolos”. Ela tem medo do mal e pede pela bondade. Isso geralmente acontece com as pessoas, tanto laica quanto religiosa.

Todas estas fases de desenvolvimento de uma atitude em relação à Força Superior devem levar a pessoa a um estado de “Não há ninguém além do Criador”. Isso cria uma abordagem completamente diferente em relação o Governo. Acontece que ambas as forças, a má e a boa, vêm de uma Fonte única. E isso significa que nós precisamos justificar de alguma forma o sofrimento, pois como algo ruim pode vir de um tipo de Deus?

Isso leva a pessoa à conclusão e à realização do fato de que não há uma separação em duas forças, uma boa e uma má. O Criador simplesmente a trata como um pai trata um filho e lhe ensina através de cada passo.

Desta forma, o Governo Superior – a educação que a pessoa recebe do Criador – é revelado em sua vida. E ela é assistida pelo ambiente, os outros “filhos” da mesma “escola maternal”, sendo cuidado pelo mesmo instrutor.

Todos nós nos ajudamos mutuamente e cultivamos a atitude certa em relação à Força Superior, que controla e nos ensina a nos tornarmos grandes, a fim de alcançá-la.

Da 1ª primeira parte da Lição Diária de Cabala 14/10/10, “E Jacó Sentou na Terra Onde Seu Pai Morava”

O Que É O Compromisso Mútuo?

Dr. Michael LaitmanEm essência, o compromisso mútuo (penetração mútua – Hitkalelut) é o ato mais profundo; e não há nada que se compare com seu valor. Isso deriva do Plano da Criação. O Criador, a Luz Superior, cria o desejo de receber prazer, que visa unicamente preencher-se com absolutamente tudo que a Luz contém. Ele é literalmente um escravo da Luz, pois a experimenta como o prazer, a própria vida.

De tal forma, esse desejo ainda não pode ser chamado de criatura, pois ele ainda não tem autonomia e é totalmente dependente da Luz. Assim, como uma criatura, ele não existe, semelhante a uma sombra que não pode existir separadamente de uma pessoa ou de algum objeto que a molda.

Mas o Criador deseja que a criatura se torne autônoma, como Ele. Para isso, a criatura precisa trilhar um caminho muito longo, muito maior do que a gota de sêmen atravessa antes de se transformar em um organismo vivo. Afinal, a criatura é criada como a sombra da Luz, como a sua marca, o seu oposto. Mas, gradualmente, sob a influência da Luz, ela começa a evoluir.

E o restante do seu desenvolvimento no processo das quatro fases de expansão da Luz Direta e do surgimento dos mundos de Adam Kadmon, Atzilut, Beria, Yetzirah, Assiya, o nosso mundo, a descida das almas no mundo corporal e sua ascensão à fonte, ocorre com base no compromisso mútuo do desejo e da Luz. Ao mesmo tempo, a criatura absorve todas as qualidades do Criador e se torna como Ele.

Além disso, devido ao fato de que ela adquire uma estrutura interior mais complexa, ela tem a oportunidade de aprender todos os detalhes da criação em toda a sua profundidade. Dessa forma, a criatura começa a conhecer o que o Criador fez nela. A aprendizagem em si é uma descendência da Luz Superior e a criatura passa a conhecer o Criador. Isso é descrita como “De Suas ações Eu te Conhecerei”. E tudo isso graças ao ato considerado como um compromisso mútuo.

Do Programa de TV Cabala para Principiantes 27/10/10

Venha E Veja Seu Criador!

Dr. Michael LaitmanNós atribuímos às Luzes os nomes dos vasos: NHY, HBT ou HGT. Por que nós não podemos simplesmente nós referir às Luzes com seus nomes permanentes: Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya e Yechida? A verdade é que não há Luz fora do vaso! Nós não podemos dizer nada sobre a Luz. A Luz é uma impressão no interior do vaso. Eu sinto alegria ou medo proveniente dela, e essa alegria não existe sem mim.

Portanto, o Criador é chamado “Bo-Re” (“venha e veja”); ele é percebido apenas dentro do vaso (desejo). Nós só podemos falar sobre a matéria e a forma vestida na matéria, enquanto que a forma abstrata é inatingível para nós. Portanto, os vasos (desejos) e as sensações neles são da maior importância.

Além disso, a sensação depende somente da percepção do próprio Kli (vaso). Nós não sabemos o que realmente acontece; mas sim, nós aprendemos apenas a nossa reação às ocorrências. No entanto, nós não sabemos que fenômeno ocorre fora do vaso.

Algumas Luzes fluem através do meu vaso, e a minha alma treme. Então, uma Luz diferente flui através de mim, e eu sou preenchido com prazer. Então, qual é a diferença? A diferença está apenas no próprio vaso. Eu não sei que tipo de Luz flui através dele, e eu nunca serei capaz de dizer algo sobre isso; eu só posso falar da minha reação.

Entretanto, é a mesma Luz que flui através de mim o tempo todo. Ela não muda?! Eu não sei sobre isso, não posso medir nada Nela. Eu só meço o meu vaso, suas impressões e alterações. Mas o que faz com que o meu vaso mude de repente? Ele muda sob a influência dos genes espirituais (Reshimot) e por conta própria. Eu nem sei por quanto certo e devido a que ele muda.

No entanto, eu sempre falo somente sobre o meu vaso, e isso é muito importante, pois determina o princípio geral de perceber a realidade que está dentro de nós, em vez de em algum lugar lá fora. Portanto, “a pessoa julga de acordo com suas falhas”, e todos os esclarecimentos ocorrem nos desejos, enquanto que a Luz é a sensação dentro do vaso.

Todo o nosso trabalho ocorre apenas dentro do nosso desejo, e a nossa sensibilidade à Luz depende apenas de nós. Se eu elevar a minha sensibilidade, eu subo através dos níveis espirituais deste mundo para o Mundo do Infinito. Toda a diferença entre os níveis consiste na minha sensibilidade ao que está acontecendo. Na verdade, eu estou no Mundo Infinito até mesmo agora; então, por que eu percebo este mundo horrível?

A única razão é a minha falta de sensibilidade. Eu preciso de óculos mais nítidos, depois de binóculo, de um telescópio, e eu verei um mundo diferente. Toda a realidade consiste de sensações dentro de mim. Portanto, a Cabala é chamada de ciência interior, uma vez que revela apenas o que está escondido dentro de nós. “Venha e veja” (Bo-Re) seu Criador dentro de você!

Todas as religiões, metodologias e sistemas de crenças insistem que precisamos nos corrigir em relação ao mundo exterior. No entanto, na ciência Cabalística nós só corrigimos a nós mesmos: o grupo, bem como todo o mundo, tudo existe dentro de mim. É inaceitável pensar de outra forma, visto que o princípio acima me obriga a corrigir-me exclusivamente. Eu não perderei meu tempo e energia cometendo erros ao tentar corrigir o mundo e outras pessoas.

Este princípio age em relação a toda a humanidade em geral, bem como em relação ao grupo em particular. Consequentemente, nós revelamos gradualmente a verdade: a pessoa só necessita corrigir a si mesma; então, o mundo inteiro será corrigido, dos círculos mais internos para os mais externos. “O ser humano é um mundo pequeno”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 13/10/10, Talmud Eser Sefirot