Textos com a Tag 'Criador'

O Milagre Da Criação

Dr. Michael LaitmanAté que a Luz se propague no desejo de receber através das quatro fases de HaVaYaH , a força criativa não se revelará na criatura. Portanto, o autêntico desejo de prazer não será revelado, o qual, de outro modo,permite a determinação do que esta criatura é, o que ela quer, e como responde ao Criador.

Assim, HaVaYaH é considerado o nome sagrado do Criador. Por que ele é sagrado, se um nome é sempre o que a criatura atribui? Este nome é sagrado porque somente desta forma, depois de todas as quatro fases do impacto da Luz sobre o desejo, é que as qualidades do Criador se revelam na criatura, as quais afetam e imprimem Sua forma nela. É por isso que é chamado de nome do Criador. Esta impressão, deixada pela Luz dentro do desejo, transmite desejo com a forma da Luz.

A Luz não tem forma, e não há como descrever o que ela é e como se parece. Ela é algo transitório e desconhecido, certo tipo de forma abstrata. Como, então, pode a criatura aprender alguma coisa sobre ela, conectar e trocar impressões, criar um relacionamento com ela?

Para que isso ocorra, o Criador, “a ponta da letra Yod”, a principal força criativa, dirige sua influência à matéria criada por Ele “a partir da ausência” e começa imprimindo-Se nela. Por conseguinte, semelhante à massa de modelar ou argila, esta matéria começa a mostrar o carimbo da Luz. A matéria começa a demonstrar-nos o que a Luz é, a qual não pode se revelar.

Todas as forças do mundo estão relacionadas com a Luz. Ela percorre tudo como a electricidade, os ímãs, as reações nucleares e sub-nucleares. Nós pensamos que há uma variedade de forças no mundo, mas, em essência, tudo é sustentado por esta força única da Luz que não podemos ver. Nós a vemos apenas em ação, e quando as ações da Luz são reveladas na matéria, ela é descrita como o nome do Criador, a expressão da própria Luz na matéria.

Essa é uma maravilha que nós somos incapazes de compreender. Como a forma do Criador, a Sua própria qualidade, pode se desdobrar na matriz de HaVaYaH, a sua criação? Para tornar isto possível, a criatura tem que atravessar todas as quatro fases de desenvolvimento. Somente na quarta e última fase ela pode começar a entender e se reconhecer.

Mas como ela se reconhecerá? Quando ela vir a conhecer o Criador, e é isso que a criatura é.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/05/11, Talmud Eser Sefirot

Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 3

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Amor ao Próximo é o Meio para Alcançar o Amor ao Criador

Ambos os estágios da correção do egoísmo, a correção em relação ao amigo e em relação ao Criador… perseguem a mesma meta, ou seja, executam ações em prol do Criador. Não faz diferença se a pessoa trabalha pelo amigo ou pelo Criador. Isso ocoore porque… qualquer coisa além de seus próprios interesses parece irreal.

– Baal HaSulam, “O Amor Pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”

O imperativo do “ama ao próximo como a si mesmo” é a meta final de todas as ações…É impossível estar enganado na sua realização, uma vez que nós sabemos que se nós colocamos as necessidades de nossos amigos diante das nossas próprias, isso é doação.

Assim, a meta não é “amar ao Senhor seu Deus com todo seu Coração e com toda a sua Alma” pois é completamente equivalente a “ama ao próximo como a si mesmo”. …Com relação ao Criador, a pessoa pode se enganar a si mesma; e com o amigo isso está sempre aberto diante de seus olhos.

– Baal HaSulam, “O Amor ao Criador e o Amor pelos Seres Criados”

Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 2

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Amor ao Próximo é o Meio para Alcançar o Amor ao Criador

A pessoa começa a correção do egoísmo com a intenção “para si mesma”. Então, sob a influência da Luz que corrige, ela adquire a intenção “em prol do Criador”. Tentando alcançar a doação ao seu amigo, a pessoa alcança a doação e o amor ao Criador, uma vez que não faz diferença se ela trabalha para o seu amigo ou para o Criador. Isso porque qualquer coisa que esteja fora do desejo do homem, fora do benefício egoísta, parece ser irreal.
– Baal HaSulam, “O Amor Ao Criador & O Amor Às Criaturas”

A impressão que chega à pessoa quando ela doa ao Criador é completamente a mesma que a impressão que fica quando ela dá ao próximo. Em ambos os casos, ela está envolvido na doação, sem qualquer esperança de receber alguma recompensa. Assim, no ato de doação, o amor do Criador e o amor ao seu amigo unem-se e se tornam um.
– Baal HaSulam, A Arvut (Guarantia Mútua), intem 22

A correção do homem consiste de duas partes: Ao corrigir sua relação com o amigo, a pessoa ganha a capacidade  necessária para corrigir sua relação com o Criador.
– Baal HaSulam, “Um Mandamento”

O Programa Superior Antecipa A Sua Entrada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o Criador tem certo programa do nosso desenvolvimento, por que deveríamos estar interferindo nele, tentando contorná-lo?

Resposta: Existe um programa natural da evolução considerado “natureza”. A natureza tem um motor próprio que gira e desenrola todo o desenvolvimento, enquanto que nós o seguimos obedientemente por centenas de milhares de anos. E assim tem sido ao longo da história humana na terra.

Mas, ao mesmo tempo, o programa estipula que o homem gradualmente atinge um estado em que ele vai começar a participar no seu próprio trabalho. A força subjacente à natureza continua a influenciar e desenvolver o desejo. E dentro do desejo também cultiva o ponto que tem origem na da raiz da alma. Em um determinado momento, além do desejo de receber prazer, eu começo a ouvir a voz desse ponto no coração. A hora chega quando ele se faz conhecido e exige que o homem o realize.

A realização do ponto ocorre acima do desejo. Assim, o homem sente-se dividido em dois e se vê diante de uma escolha: seguir o seu ego, que é seu desejo corporal (tais como comida, sexo, família, riqueza, poder e conhecimento), ou continuar a elevar esse ponto espiritual e obter as respostas para as perguntas: Quem sou eu?Onde eu comecei? Onde está a força superior? O que é esta vida? Qual é o propósito da existência?

O ponto no coração começa a fazer estas perguntas e mergulha numa confusão. Em seguida, a pessoa de alguma forma encontra a sabedoria da Cabalá, o que também está programado! A vida não é acidental; tudo o que acontece neste mundo desce até nós desde o mundo superior. Se você escolher o segundo caminho ou não, obtiver todas as oportunidades para tê-lo atualizado, isso também é assunto para o mesmo programa da criação.

Hoje, você vem estudar não pela sua própria vontade. É que havia forças que trabalharam em você e fizeram você perceber que deveria vir. A sua liberdade só começa onde você está claramente diante de uma escolha: entrar num grupo Cabalístico ou não; e mesmo no nível mais profundo dentro de você, você está disposto a sacrificar seu ego para que possa tornar-se parte vital dele ou não.

A escolha fica somente entre dois desejos: um voltado para si mesmo e outro dirigido para fora. Aqui é onde você realmente tem que escolher. O desejo dirigido a si mesmo é o AHP (parte inferior do Partzuf). O desejo voltado para o exterior é Galgalta ve Eynaim (GE), a parte superior do Partzuf. E no meio deles reside uma área considerada como “Klipat Noga“, onde você parece estar fazendo essa escolha. No entanto, uma nova questão surge: Em que se baseia a sua escolha e como você está sendo manipulado de Cima para que você faça isto e não tome outra decisão?

O mesmo programa impõe-nos a disseminar a Cabalá em todo o mundo. Sem ela, o mundo não alcançará a correção, pois ele segue somente o programa natural de desenvolvimento, assim como todos os outros níveis da natureza. Precisamos usar corretamente esses níveis, o que significa que temos de usar – em pensamento, ação e intenção – o resto da humanidade, bem como a natureza animal, vegetal e inanimada, a fim de juntá-los a nós mesmos e, em conjunto, como uma criação, ascendermos do nível deste mundo para o mundo superior.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 27/05/11, “Introdução Geral ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 1

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Amor ao Próximo é o Meio para Alcançar o Amor ao Criador

O primeiro estágio é o amor entre amigos. Assim, eles podem alcançar o amor do Criador.
– Rabash, Os Degraus da Escada, ” Qual é a Substância da Calúnia e Contra Quem?”

A atitude para com os amigos é mais importante que a atitude para com o Criador, porque doar aos amigos leva a pessoa a doar ao seu Criador.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 19

Nós devemos estudar a essência do amor pelo Criador com base no estudo do amor pelos amigos… já que as qualidades do amor pelos outros só foram impressas nos seres humanos para alcançar o amor do Criador.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item 69

O Jogo “Desleal” Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe uma área no nosso cérebro onde podemos sentir o prazer de estar de acordo com o grupo e revelar o Criador nele, tanto quanto apreciamos comida, sexo e família?

Resposta: O cérebro, assim como o desejo, não se importa com a origem do prazer que recebemos. Porém, o Criador está disputando um jogo “desleal” conosco. Ele colocou uma condição para nós: se neste mundo, nesta vida, você deseja tirar prazer de doçuras, você pode fazê-lo, por enquanto.

É semelhante ao modo como tratamos nossos filhos. Eles têm que crescer para se tornarem adultos. Assim, dia após dia, durante os primeiros 18 anos, damos-lhes tudo o que for possível. A criança quebra os brinquedos, desobedece, faz coisas erradas, enquanto você continua tratando-a gentilmente. Que outras opções você tem? É difícil criar os filhos. Tudo que você pode fazer é continuar dando-lhes o que precisam.

Claramente, a natureza também dá tudo aos seus filhos: o desejo, a força e a vontade de crescer. Eles correm, brincam e estão sempre em movimento. Tudo é feito de modo a dar à pessoa a chance de crescer. Você já cresceu? Agora, é sua vez de trabalhar e servir no exército. Isso é tão diferente de sua vida anterior! A infância acabou e agora você é um adulto.

No mundo espiritual, o Criador nos coloca numa condição semelhante. Você recebe a oportunidade de começar a crescer na espiritualidade em um estado pequeno (Katnut) e recebe tudo o que precisa exatamente como as crianças neste mundo. No entanto, à medida que você cresce, você é colocado em condições cada vez mais difíceis. Você tem que dar mais, pagar e amar para receber algo em troca.

A Luz permanece em repouso absoluto. O desejo quer desfrutar da Luz. Mas no meio, há uma condição, como a que existe para um adulto neste mundo: se você deseja continuar se divertindo, você tem que pagar, preencher o seu desejo, o vaso que recebe a Luz. O prazer é o mesmo, mas, devido à regra acima, você não pode apreciá-lo. Portanto, não temos escolha: temos de chegar à doação.

Nós dizemos: “Mas eu quero sentir o prazer diretamente. Coloque-me em Malchut do Infinito! Dá-me prazer agora. Preencha-me!”. Mas, não, nos é dito: “Malchut do Infinito? Claro que sim! Mas tudo que você encontrará lá é um terrível vazio”. Como assim? Devido a mesma condição: a Primeira Restrição. Se você não é semelhante à Luz em suas qualidades, você não sentirá além da escuridão.

Assim, todos os prazeres se expandem da Luz. Mesmo que alguém goste de matar, isso também é derivado da Luz. Não há nenhuma outra fonte de prazer. No entanto, há uma condição: se você deseja conhecer os prazeres eternos e verdadeiros, você deve recebê-los no desejo de doar. Você não tem escolha: essa é a regra.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, Explicação do Artigo, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Quem Causa a Oração?

Rabash, Shlavey HaSulam (degraus da escada), no artigo “Quem faz a Oração” Nesse estado de reflexão, quando sente-se o quão remoto está de qualquer reverência à obra do Criador, começa-se a despertar e pensar: “Algo precisa ser feito. Eu não posso ficar nesse estado baixo para o resto da minha vida.

“Certamente,este é o momento quando uma pessoa começa a orar ao Criador para trazê-lo para mais perto de si, para receber ajuda do alto, como nossos sábios disseram:” Aquele que vem será purificado é ajudado.”

“Uma pessoa sabe que ela tem que vir a sentir que o Criador é “bom e faz bem” e unir-se a Ele. Isso significa que nosso objetivo é revelar o Criador. Caso contrário, não vamos alcançar o que fomos destinados.

Esta tarefa pode ser realizada somente se houver equivalência de forma. Assim, uma pessoa sofre já que ela ainda não chegou à fé, a propriedade de doação, onde poderia encontrar o Criador e lhe agradecer. Ou seja, ela não busca essa revelação egoísta, mas apenas para que ela realmente possa atingir a grandeza do Criador.

Então, ela vê as “nações do mundo” dentro dela discutindo com o seu “Israel” parte que aspira para o Criador. Até agora, um não pode vencer o outro, a vontade de doar não pode derrotar o desejo de receber.

Entretanto, o homem não tem poder sobre seus pensamentos e sentimentos. Ele não escolhe o que a mente e o coração experimentam. Cada estado é formado a partir do alto, ou seja, não por uma pessoa em si, mas pela força superior que a coloca em uma situação específica e espera uma determinada ação, algum tipo de resposta para o que ela fez. Isso é chamado de “Eu sou o primeiro”.

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Da primeira parte da Lição Diária de Cabalá de 24/05/11 , Escritos do Rabash

Material relacionado:
Aprender A Ver O Bem

Os Dois Lados Do Pensamento Da Criação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre o Pensamento da Criação e o Criador?

Resposta: Tudo o que dizemos é em referência (relação) a nós. Nós não sabemos nada, exceto as coisas que acontecem dentro do nosso desejo. E mesmo quando revelamos a existência da Luz (“a existência a partir da existência”), que criou o desejo (“a existência a partir da ausência”), também baseamos isso no desejo que nos revela o que supostamente aconteceu diante de nós desta maneira. Todas as nossas conquistas vêm da sensação da matéria em nosso desejo.

Por esta razão, quando falamos de percepção, uma sensação dentro do desejo, dividimos toda a nossa percepção em três componentes:

  • aquele que percebe (eu sou o sujeito que percebe),
  • o que está sendo percebido ( o que eu percebo do Criador),
  • de quem isso está sendo percebido (a origem da sensação, o Criador).

À medida que eu descubro a minha capacidade de mudar a percepção do Criador, a quem eu sinto em termos daquilo que Ele quer com base em uma conexão comigo, eu começo a ter um vínculo com Ele e mudo o nosso relacionamento. Como sei que estou mudando? Isso vem das minhas sensações. Como eu sei o que Ele sente e como Ele reage ao mesmo tempo? Isso também vem das minhas sensações. Tudo é baseado apenas em minhas sensações; eu não tenho nenhuma outra qualidade de percepção. Tudo existe apenas dentro do desejo.

É por isso que dizemos que HaVaYaH (o nome de quatro letras do Criador , “Yod-Key-Vav-Key“) são os quatro estágios do desenvolvimento do desejo. A revelação do Criador no homem (Criador ou ” Bo-Reh” refere-se a “venha e veja”) ocorre apenas depois disso.

Os mundos também existem apenas em nossa percepção, sob a forma de revelações e ocultações (“mundo” ou ” Olam” vem da palavra “Alama” ou “ocultação”). A escada de níveis espirituais também existe dentro do homem. O grupo, a humanidade, toda a realidade, o mundo do Infinito, tudo está dentro de nós.

Mas o que eu alcanço através de todos os meus esforços em querer saber quem sou e o que sou, quem é o Criador, o que Ele quer de mim, e qual é a minha conexão com Ele? Como resultado de todos estes esforços e de uma longa jornada, quando nos damos conta de todas as possibilidades que recebemos, nós alcançamos uma percepção única, um entendimento único, uma sensação única, chamada de “o Pensamento da Criação é dar alegria às criaturas”. Este plano inclui tudo: Quem é Aquele que agrada as criaturas, que tipo de prazer é esse, quem são estas criaturas, tudo.

O estado em que atingimos o Pensamento da Criação é chamado “o ponto de adesão” ou “uma gota de adesão”, porque em nossa percepção tudo se concentra em um ponto do Pensamento da Criação. Nós o alcançamos através de nossos esforços, à medida que desejamos unir-nos com o Criador, e é por isso que chamammos de “uma gota de adesão”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, Talmud Eser Sefirot

Aprender A Ver O Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Cabalá ensina que o Criador é bom e faz o bem, mas como conciliar isso com a vida cheia de problemas e dor?

Resposta: O Criador é bom e faz o bem, mas a pessoa tem que chegar a esta conclusão, chegando a semelhança de propriedades com Ele. No entanto, se eu sou um filho mau e desobediente, e não quero ouvir o que minha mãe me diz, ela grita e depois castiga-me. E eu digo que minha mãe está zangada, como uma criança repreendida normalmente pensa.

Seus gritos e palmadas foram de propósito, porque ela queria que eu me portasse bem. Como posso ver que por trás de tudo o que me acontece está uma boa atitude em relação a mim, mesmo se eu a perceber como má, como faz a criança? Como posso entender que onde eu me sinto mal, eu preciso  completar a mim mesmo e a minha atitude para com a natureza, a humanidade, o grupo: para corrigir o meu ego, para sentir que isso é bom?

Aquele que se esforça para realizá-lo o mais rapidamente possível e está pronto para localizar o lugar que dentro de si mesmo precisa de correção, começa a ver que o mundo é realmente  bom e que o Criador é bom. Exatamente no mesmo lugar onde nos encontramos agora neste mundo, nós começamos a sentir a revelação das forças da natureza que permeiam tudo e conectam todas as partes da criação:inanimada, vegetal, animal, e falante.

De repente, começamos a ver o mundo espiritual, em vez deste! Começamos a revelar mais e mais  forças: as forças eternas que regem nossa existência. Então, este mundo parece estar a desaparecer, torna-se transparente, trêmulo. Mesmo agora, ele é “virtual” e só existe na minha mente, e só me parece como se eu o visse de fora . Isto é como nós corrigimos a nossa percepção.

Acontece que todos os seus problemas e dificuldades são uma indicação de suas falhas; elas apontam para o local avariado, dizendo: “Corrija aqui! E ali também!”. Se você fizer isso rapidamente, você certamente irá corrigir a imperfeição.

Se você não sabe a quem recorrer, procure o grupo. Se você se conectar com o grupo e estiver pronto a dar o que eles precisam para a unidade, estiver pronto para ser influenciado por eles, você nunca vai errar.

Da 1ª Lição na Convenção de Roma, em 21/05/11

Precursores Da Crise Moderna: Um Breve Estudo Desde O Início Da Criação

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá falá-nos sobre a realidade inteira. Começando no início do desenvolvimento, leva-nos através de todas as suas etapas até a conclusão.

O ponto inicial é a força superior chamada “natureza” ou “o Criador”. Não tendo nenhuma idéia sobre o que a precedeu, passamos a conhecê-la como uma mãe. Não havia nada antes delea. Nossa história começa a partir do momento em que a força superior começou a criar os níveis de matéria:inanimada, vegetal, animal e falante.

Em primeiro lugar, ela usou sua própria força para formar a forças de suporte que a compõem e criam. Estas forças imediatamente dividiram-se em duas: a matéria da criação e a força do Criador, em outras palavras, mais e menos, luz e escuridão que afectam a matéria para a desenvolver. Sob a influência dessas duas forças, a matéria começou a reagir, responder, experimentar sensações, e assim evoluir.

Uma dessas duas forças, chamada “linha direita”, é preenchida com a natureza do Criador (amor e doação)e, como resultado, é capaz de dar vida à matéria. A outra força é a força do egoísmo, oposta ao Criador e agindo de tal forma, a despeito Dele. No entanto, na realidade, ambas as forças operam de acordo com o programa superior.

O Criador age de cima com a sua única força que está dividida em duas: as forças de doação e recepção. Nossa matéria está entre elas. Assim, estas duas forças colocam-nos em movimento. Elas afetam a matéria e estimulam o seu desenvolvimento nos niveis inanimado, vegetal, animal e falante.

No início, este desenvolvimento afeta apenas as forças que gradualmente formam a matéria, até que a matéria não atinja a fase final. Então, a matéria explode. Graças a esta explosão, um único evento ocorre. As duas forças, pólos positivo e negativo, misturam-se. Anteriormente, elas trabalhavam na matéria de ambos os lados, e agora alcançam a quebra, tornam-se incluídas uma na outra e coexistem na matéria, misturadas de tal forma que é impossível distingui-las, como numa grande confusão.

Até agora, o processo ocorreu apenas no nível das forças, do pensamento e do programa. No entanto, agora a força transforma-se na matéria deste mundo. Primeiramente, o lugar para o nosso espaço surgiu como resultado do Big Bang. Anteriormente, não havia espaço para o nosso universo. Depois, a matéria começou a desenvolver-se a partir da centelha de energia espiritual, a partir de um pequeno ponto de Luz. Essa minúscula partícula de Luz espiritual foi suficiente para criar a matéria para todo o universo.

Além disso, durante o seu desenvolvimento, a matéria criou as galáxias, o Sistema Solar, e a Terra, onde estamos crescendo no mesmo sentido, nos niveis inanimado,vegetal, animal, e falante, paralelamente ao desenvolvimento espiritual.

Como resultado, no quarto nível de desenvolvimento, a força do Criador e a sua força oposta finalmente misturam-se, e encontramo-nos na situação atual.

A preparação está concluida. A partir de agora, temos que verificar o que fazer a seguir. Temos duas forças misturadas uma com a outra. Elas completaram o seu desenvolvimento e chocam-se entre si dentro de nós, tanto que não sabemos o que fazer. Sentimo-nos mal.

Aqui, encontramos a sabedoria da Cabalá, o método que nos permite equilibrar e unir estas duas forças, que estabelece o equilíbrio e a harmonia entre elas.

Da 2ª Lição na Convenção de Roma, em 21/05/11