Dinheiro E Felicidade

627.2Comentário: Após entrevistar 1,7 milhão de pessoas em 164 países, psicólogos americanos determinaram quanto dinheiro uma pessoa precisa para se sentir feliz. Acontece que existe um limite de renda a partir do qual a sensação de felicidade começa a declinar.

A renda ideal para um indivíduo é, em média, de US$ 60.000 a US$ 75.000 por ano. “Agora entendemos”, dizem os pesquisadores, “que a felicidade tem um limite”.

Minha Resposta: Na verdade, eles estão falando sobre o limite da felicidade que o dinheiro pode comprar. Mas a felicidade em si não tem limite. Basta equilibrar adequadamente “apetite” e “comida” quando há felicidade, mas falta um pouquinho. Aí tudo se encaixa.

Quanto ao dinheiro, ele é uma ferramenta para atingir objetivos em nosso mundo material. Para um objetivo espiritual no mundo superior, um tipo diferente de dinheiro é necessário. Lá, o dinheiro se transforma em um meio de elevação, um meio de doação. Esse é o verdadeiro sentido da vida.

Uma pessoa rica em espiritualidade é aquela que constantemente tem a oportunidade de preencher os outros na medida de sua conexão com o Criador.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 27/08/24

Perguntas Nunca São Velhas…

231.01Pergunta: Como você tem força e paciência para responder às mesmas perguntas que lhe são feitas repetidamente?

Resposta: Em primeiro lugar, existe um grande amor por uma pessoa que pede sinceramente e quer crescer. Ela não entende, então pede novamente. Ela ainda não entende e pede mais uma vez.

Para outros, pode parecer que se trata da mesma pergunta sendo repetida. Mas não é bem assim! Cada um de vocês pode fazer a mesma pergunta, mas desperta em mim desejos completamente diferentes, diferentes deficiências de realização.

Se estou sozinho, não tenho nada a dizer. Preciso absolutamente de uma plateia e de uma pergunta vinda das pessoas. Chego a uma palestra, sinto a plateia e, naquele momento, sei o que dizer.

Às vezes, subo no palco diante de milhares de pessoas e, até o último minuto, é como se eu estivesse em um nevoeiro e não soubesse o que dizer. Posso folhear livros com antecedência, planejar temas para a palestra, mas nunca consigo dizer com antecedência sobre o que vou começar a falar.

Então, de repente, o contato com o público acontece, e pronto, eu captei a necessidade deles, o desejo deles, e trabalho com esse desejo.

Então, quando milhares de pessoas me fazem a mesma pergunta, cada uma é movida por um desejo diferente. Percebo o desejo de uma, de outra e de uma terceira, sinto que vem de um lugar diferente, e é por isso que não me irrita. Porque cada vez é como se uma nova pergunta me surgisse.

Da Lição Diária de Cabalá de 25/03/10, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 131


Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 131

Como os estados de masculino e feminino são sentidos antes da barreira?

A quantidade de discernimentos espirituais sobre os quais o Rabash escreve existe dentro de nós como uma cópia. Mesmo antes da barreira, podemos imaginar vários estados espirituais. É verdade que eles existem apenas na imaginação, mas já experimentamos certas sensações sutis. Ainda não temos sentimentos plenos, e o que imaginamos é impreciso, mas há uma sombra de verdade.

Em outras palavras, dentro do ponto no coração, já existe algum volume, um espaço para cada conceito, sensação e para as relações entre eles. Há uma certa distância, uma espécie de vazio, entre cada definição dentro do ponto no coração. Podemos sentir que algo pertence ao lado direito e outra coisa ao lado esquerdo. Uma coisa parece um pouco mais próxima, outra mais distante. Temos uma sensação interior correspondente a essas, embora ainda não seja um sentimento real, apenas uma leve sensibilidade, como se pudéssemos “cheirar” a coisa real. Devido à quebra dos vasos, há centelhas deixadas em seu interior, que permitem alguma forma de percepção.

Como podemos sentir algo através das centelhas? Se trabalharmos com o ponto no coração, atraímos várias luzes ao nosso redor. A luz que surge durante o estudo não é uniforme; ela carrega consigo muitas possibilidades, dependendo do vaso. É luz simples (Ohr Pashut), não luz interior (Ohr Pnimi) ou luz circundante (Ohr Makif) no sentido pleno, mas uma iluminação sutil que nos envolve constantemente. Dependendo de como trabalhamos com o ponto no coração, como o desenvolvemos e fazemos discernimentos dentro dele, a luz circundante atua de forma diferente nesses discernimentos, vez após vez.

Embora esta luz ainda não seja como a clara luz interior NRNHY (Nefesh, Ruach, Neshama, Chaya, Yechida), que está distintamente ligada a graus específicos como Chassadim, Chochma e assim por diante, ela ainda contém nuances e matizes. Portanto, ela não apenas desenvolve a sensibilidade dentro do ponto no coração, mas também o faz inchar e o prepara para o crescimento de futuros órgãos, como uma célula-semente. Podemos ter uma certa sensibilidade de que dentro dessa célula-semente existem pequenos pontos, sementes minúsculas, a partir das quais o futuro corpo da alma se desenvolverá. Mesmo antes da barreira, podemos ter tais sensibilidades.

Claro, ainda é apenas uma semente, uma gota. Devemos, portanto, nos preparar para essa gota, desejando que ela desenvolva órgãos e diferentes partes e relações com o Criador. Os órgãos — “mão”, “pé”, “fígado”, “cabeça” etc. — representam diferentes relacionamentos decorrentes de nossos diversos desejos em relação ao Criador. Desejamos que assim seja, mas ainda não encontramos esses desejos e discernimentos dentro de nós; ainda assim, buscamos por eles e buscamos como podemos nos relacionar com o Criador por meio deles.

Quando completamos essa busca, esse esforço (quando exatamente está nas mãos do Criador), somente então o Criador dá Sua resposta: Ele reaviva a semente, e ela começa a se desenvolver. Em outras palavras, devemos fazer metade do trabalho com nossos próprios esforços e, depois de dedicar todo o nosso esforço e completar a nossa parte, o que se chama “preencher a nossa medida”, recebemos do alto.

Sede De Arvut

938.07Arvut é uma força que concede a capacidade de anular a si mesmo, isto é, subjugar o desejo de receber e aceitar a opinião do grupo.

Pergunta: Mas como alguém pode chegar ao Arvut sem primeiro realizar a anulação?

Resposta: Em mim e no grupo não há poder para aceitar essa força chamada Arvut. Mas, através do nosso esforço para fazê-la acontecer, atraímos a luz circundante de cima sobre nós.

De onde a extraímos? Daquele estado em que já estamos unidos uns aos outros ao final da correção, estejamos no primeiro ou no terceiro estágio. Através do nosso anseio, a luz circundante vem precisamente de lá. E somente com a sua ajuda começamos a ascender.

Naturalmente, nem no indivíduo nem no grupo existe tal força. É por isso que falamos de uma “prontidão” para que isso aconteça, e então a luz brilha a partir daí.

Pergunta: Arvut significa que somos fiadores uns dos outros por meio do Criador?

Resposta: É claro que o Arvut é concedido pelo Criador. É isso que distingue um grupo que avança em direção à correção de um grupo que pode se assemelhar a Sodoma ou outros tipos de comunidades.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Como Um Kli Comum É Criado

938.02Arvut (garantia mútua) ocorre quando cada pessoa deseja apaixonadamente retornar ao estado corrigido. Isso significa estar conectado com os outros como um só homem com um só coração.

Os Cabalistas nos aconselham a nos dedicarmos ao estudo, à disseminação e ao trabalho em grupo com a intenção de atrair a luz circundante, avançar e nos aproximar do Criador. Tudo isso é feito unicamente para ganhar força e correções pessoais, a fim de nos integrarmos com os outros e formarmos um Kli (vaso) unificado.

Não temos mais nada em que pensar, exceto a correção do Kli. Sua correção significa conexão com suas outras partes. A luz está em repouso absoluto, e apenas o Kli precisa ser corrigido.

O resultado do nosso trabalho pessoal deve ser a inclusão no Kli geral e nos tornarmos parte inseparável dele, onde todos estão incluídos em cada um e cada um em todos. Quando chego à necessidade de realizar isso com precisão, isso se chama meu progresso pessoal.

E a correção geral se realiza através da conexão de todos. Devemos concordar com isso porque, ao implementarmos Arvut na prática, nos tornamos um Kli para a luz habitar. A luz começa a se revelar dentro de nós. Isso se chama atravessar o Machsom (barreira), e na medida em que o Arvut se estende entre nós, revelamos os graus espirituais.

Quanto mais unido o Kli se torna, mais partes se juntam a ele, maior o desejo, o ego dentro dele cresce e, ao mesmo tempo, o Arvut, a inclusão mútua e a devoção de um ao outro, aumenta, o Kli se torna mais forte e mais eficaz em sua intenção de doação.

Então uma luz maior é revelada dentro dele, que é definida como graus espirituais ascendentes.

O que significa ascender? Não há movimento para cima e para baixo! Quando revelamos cada vez mais o desejo de receber entre nós, e contra esse pano de fundo revelamos a unidade, Arvut, é isso que cria o Kli.

Da Lição Diária de Cabalá de 06/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Fazer Uso Do Mérito Dos Pais

234Pergunta: Pelo que Baal HaSulam escreve no artigo “O Arvut (Garantia Mútua)”, parece que a espiritualidade é transmitida geneticamente. Antigamente, graças aos méritos dos antepassados, seus filhos a recebiam, e agora nós também. O que significa “o mérito dos pais”? É algo transmitido por meio dos genes?

Resposta: A atração pela espiritualidade não é hereditária. Está claramente afirmado que a Torá não é herdada. Então, qual é o mérito dos pais?

O mérito dos pais significa que dentro de uma grande Aviut (espessura do desejo egoísta), há centelhas através das quais até mesmo uma pessoa imersa em profundo egoísmo sente atração pelo que está acima do ego.

Se uma alma está em um estado de Aviut de grau zero (Aviut de Shoresh), ela naturalmente se sente atraída pela espiritualidade, pelo Criador, pela adesão, pela busca por garantia mútua, por conexão. De onde vem isso? Da proximidade das propriedades dos Kelim (vasos) às luzes.

Neste caso, nenhuma ação prévia ou limitação especial é necessária porque é claro que sob tais condições recebemos a Torá, a vida espiritual, e alcançamos a doação, que é sentida como algo especial e exaltado em um vaso puro.

Mas quando o Kli (vaso) possui um alto grau de Aviut, ou seja, seu desejo de receber é mais desenvolvido, torna-se difícil compreender como a doação poderia preencher o Kli e trazer satisfação. É difícil imaginar que a condição de Arvut — sair de si mesmo para servir ao outro, unir-se a ele, conectar-se especificamente com seus vasos a fim de preenchê-los em vez dos próprios desejos — possa ser algo bom ou elevado. Isso não é sentido como algo real em um Kli espesso.

Entretanto, se este Kli espesso é resultado do desenvolvimento de vasos “refinados”, então ele contém uma parte pura que realmente esteve próxima da luz e cumpriu a condição de Arvut no nível de Aviut zero.

E mesmo que o Kli agora tenha uma Aviut de primeiro grau (Aviut Alef), ele ainda tem uma base fundamental chamada “os pais dentro dele”. Ele pode ser despertado por meio de certas ações ou, alternativamente, suprimido, como se estivesse retornando a Aviut zero.

Isto é o que significa “fazer uso do mérito dos pais”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 08/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Palestras Sobre Os Degraus da Escada, Parte 130


Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 130

Como podemos nos preocupar em melhorar a sociedade?

Por mais que dependa de nós, precisamos nos preparar e agir. Devemos ser sensíveis ao que acontece entre nossos amigos. Talvez tudo o que lhes falta já esteja entre eles, mas eles não veem nem sentem, como um gato andando entre as pernas das pessoas, alheio às mudanças de estado ao seu redor. Portanto, antes de mais nada, precisamos despertar nossa sensibilidade para tudo o que acontece em nossa sociedade, nos impressionar com nossos amigos e não ignorá-los.

Precisamos garantir que nossos receptores sensoriais sejam altamente sensíveis a coisas que possam despertar admiração na sociedade. Para isso, devemos:

1) Despertar-nos lendo textos Cabalísticos, ouvindo música Cabalística e assim por diante.

2) Exigir da sociedade que, apesar da nossa sensibilidade, os amigos “atuem” para nós, isto é, ajam de uma forma que estimule os nossos sentidos, para que possamos perceber as suas ações através dos nossos sentidos, para que possamos vê-las e ouvi-las, e que os amigos não permaneçam como justos ocultos. Ao tornar as suas ações visíveis, podemos ser impressionados por elas.

De fato, essa performance é um tanto mentirosa, mas por meio dela alcançamos o objetivo. Portanto, não importa se as pessoas agem na frente umas das outras. No judaísmo e na Hassidut, é costume que todos demonstrem aos seus amigos como oram e como se comportam, pois aprendem uns com os outros dessa forma. No entanto, na Cabalá, isso é feito com o objetivo de atingir um estado interior.

Não Pensar Em Si Mesmo É Possível

938.02Pergunta: Além do trabalho espiritual, que não pode ser verificado, o que deveríamos fazer: pensar em garantia mútua, conversar sobre isso?

Resposta: Conversem sobre isso, verifiquem e meçam o quanto cada um está avançando na compreensão de que, sob a influência do grupo e da força superior, com as subidas e descidas, o sentimento desperta cada vez mais na pessoa: não pensar em si mesma é possível. A pessoa se tornará livre para pensar nos outros.

Pergunta: Se falarmos sobre isso o tempo todo, isso não será desvalorizado?

Resposta: Não será desvalorizado porque está diante de nós. Além disso, não se trata de uma meta distante (a correção final ou nossa adesão ao Criador), mas de uma quebra do desejo de receber, chamada de saída do Egito. Esta é a primeira ação; ao realizá-la, entramos na espiritualidade.

Diz-se que não é um anjo nem um mensageiro, mas o próprio Criador, que conduz o povo de Israel para fora do Egito. Devemos nos unir, encontrar a força de Moisés dentro de nós, que será capaz de falar com o nosso Faraó, convencer-nos, sentir que estamos em escravidão, na escuridão, e desejar que a força superior nos influencie e que o Criador nos conduza para fora do Egito. Tudo isso é o processo pelo qual alcançamos a garantia mútua.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá, 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Uma Pequena Vela Em Um Espaço Escuro

276.02Pergunta: O que é a “voz interior”, a “mão orientadora do Criador”?

Resposta: A fonte dos pensamentos corretos em uma pessoa — chamemos-lhe “o representante do Criador dentro da pessoa” — é o ponto no coração . É chamado de “uma parte do Criador vinda de cima”, uma centelha que caiu no vaso como resultado da quebra da alma.

Antes da quebra da alma global, a luz, as centelhas e os vasos existiam em um estado corrigido: o desejo de receber com uma tela e a luz preenchendo-o. Mas, quando se quebraram, misturaram-se; as luzes ascenderam à fonte, para onde a alma reside, enquanto os vasos e as centelhas caíram.

Portanto, a tarefa de uma pessoa é revelar a centelha que existe dentro de si. Quando ela começa a se manifestar, ela deve prosseguir com essa centelha como se estivesse levando uma pequena vela para um espaço escuro, vazio e vasto, do desejo de receber e começar a descobrir quem e o que ela é, a se examinar, mas apenas com essa vela, com essa centelha.

Então, gradualmente, a pessoa encontra uma maneira de se segurar, com a ajuda desta vela, em meio a todos os 620 desejos quebrados, que compõem o espaço escuro da alma, até que ela seja capaz de conectá-los à vela como o óleo a uma lâmpada, para que, a partir da vela, uma chama possa se espalhar por toda a alma.

Isso é chamado de “a escuridão brilhará como luz”.

Baal HaSulam dá o exemplo de um pavio e óleo que produzem luz. Quando a Aviut (a espessura do desejo) se junta a essa centelha, um verdadeiro fogo se acende, pois se transforma em uma intenção para doação, conferindo-lhe a mesma natureza da luz, transformando Aviut (densidade) em Zakut (pureza).

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

No Ponto Central Do Grupo

938.03Na Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, item 17, é dito: “Portanto, o estudante se compromete, antes do estudo, a fortalecer-se na fé no Criador…”

Abro o livro para receber o poder da fé, o poder da doação, o poder que me permite estar acima do meu desejo de receber. Ou seja, para me conectar com outras almas e cumprir a condição da garantia mútua.

Se pensarmos que algum dia seremos capazes de cumprir o princípio “ame o próximo como a si mesmo” em um pequeno grupo, mesmo que seja apenas eu e outra pessoa, isso certamente parece irreal. É impossível que alguém tenha conseguido isso. E de fato é assim.

Mas podemos tomar a decisão de que queremos que isso aconteça, e queremos atingir uma demanda tal que, como escreve Baal HaSulam, giremos em torno dela dia e noite. E isso basta.

A cada segundo devemos verificar até que ponto estamos na força que nos puxa em direção ao centro do grupo, para que tudo o que é externo fique para trás, e tudo o que é interno se una no centro do grupo.

Cada um discerne isso dentro de si. Como posso me controlar e como o grupo pode se controlar? Somente de acordo com a quantidade e a qualidade com que uma pessoa se importa em ver a si mesma e aos outros conectados no ponto central do grupo.

Da Lição Diária de Cabalá de 10/05/2025, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”