O Criador Não Poderá Recusar Você

213Pergunta: Você disse que precisamos mudar nossa natureza de recepção para doação. Isso significa que, para cada desejo de receber que surgir em mim, preciso me unir aos meus amigos e doar a eles?

Resposta: Acho que sim.

Pergunta: Nessa ação, quando me conecto com o desejo do meu amigo e doo a ele, como posso fazer com que o Criador aja?

Resposta: Quando você se une ao seu amigo e se torna um, ambos se voltam ao Criador como uma única pessoa, e o Criador não poderá mais recusá-la.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá de 22/06/25, “Vencendo a Guerra”

Campo De Batalha Espiritual

528.01Pergunta: O que devo fazer se não sinto minha inclinação ao mal ou, pelo contrário, a sinto, mas não me importo, gosto dela e quero receber mais e mais?

Resposta: Você deve conduzir sua análise interna. Tudo o que está em você e o impulsiona em direção ao objetivo da criação é a inclinação ao bem. Tudo o que o isola do objetivo da criação é a inclinação ao mal.

Todas as vezes, da manhã à noite, e ao final do dia, imagine-se sob o poder da inclinação ao bem. É isso que você faz durante o dia, é isso que você luta.

Pergunta: Você disse que as aulas matinais são um campo de batalha. Mas, além delas, durante o dia também temos workshops no campus, reuniões de amigos e eventos em grupo. Este também é o nosso campo de batalha?

Resposta: Sim, este é o seu campo de batalha. Não é necessário enfrentar o inimigo, pois vocês se unem para que todos revelem qualidades negativas ainda maiores em si mesmos. Este é o campo de batalha.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá de 20/06/25, “Vencendo a Guerra”

Desperte A Força Do Bem No Grupo

528.04Pergunta: Permanecer em silêncio e se conter é uma oportunidade de entrar em um diálogo interno com o Criador. O que acontece com o meu desejo quando me vejo nesse diálogo: ele diminui ou aumenta, ou se contrai como se adquirisse maior densidade?

Resposta: Devemos tentar abandonar o nosso desejo de receber, elevar-nos ao desejo de doar e unir-nos a outros desejos semelhantes de amigos. À medida que o desejo cresce e se intensifica, serei capaz de pensar cada vez mais em como despertar a força do bem no grupo e, assim, ajudar os amigos a ascenderem junto comigo.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá de 19/06/25, “Vencendo a Guerra”

Mostre Ao Criador A Prontidão Para Se Unir

938.04Pergunta: A “mão forte” se refere aos golpes que caem sobre o Faraó?

Resposta: Geralmente, depende de quem interpreta esses golpes de uma forma ou de outra. Mas o principal é que queremos mostrar ao Criador o quanto estamos prontos para superar nossa inclinação ao mal que nos separa e nos unir. É isso que realmente nos ajuda.

Pergunta: A “mão forte” pode ser revelada sem oração?

Resposta: Não, você não sentirá que ela é forte, exceto de acordo com a medida de sua oração.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá de 23/06/25, “Vencendo a Guerra”

Unidos Em Prol Do Criador

943Pergunta: Se chegarmos ao ponto de autoanulação completa, revelarei o Criador em vez dos meus amigos?

Resposta: Você revela seus amigos e, dentro deles, revela o próximo nível, a conexão com o Criador. Este é o ponto exato da oração em que a dezena deve se unir.

Devemos nos unir em prol do Criador para que tenhamos um Kli no qual possamos revelá-Lo. Afinal, este é o nosso verdadeiro objetivo, na medida em que podemos nos unir, apesar do nosso egoísmo, para revelá-Lo. Este é o nosso trabalho.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá de 25/06/25, “Vencendo a Guerra”

Somente Em Prol Da Doação

608.02Pergunta: Se tudo é controlado de cima e uma pessoa não tem poder próprio, podemos dizer que fazer concessões não é uma ação, mas a percepção de que não tenho uma forma separada?

Resposta: Não, você deve fazer concessões, não porque ainda não tenha sua própria forma, que aparecerá mais tarde. Afinal, subir a escada inteira, do nosso lugar ao infinito, até o degrau mais alto, é sentir a anulação do nosso egoísmo e usá-lo apenas para doação.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá de 25/06/25, “Vencendo a Guerra”

O Caminho Para A Revelação Do Criador

528.03Quando lemos o Livro do Zohar, buscamos criar um espaço comum onde desejamos unir todos os nossos pontos no coração dentro dele; é isso que significa estudar a Torá. Sem tal intenção, não há estudo da Torá.

O ponto no coração é Israel (Yashar-El), que significa o desejo direcionado ao Criador. Através do estudo, nos esforçamos para alcançar a Torá, a luz que nos reforma. Então, dentro da conexão entre nós, revelamos o Criador.

Dentro desta conexão entre nós e, portanto, dentro da revelação do Criador, existem 125 graus, ou 5 mundos, as 5 luzes de NRNHY.

A completa ausência de conexão a partir da qual iniciamos nossos esforços de união é chamada de este mundo. O ponto final de união entre nós é chamado de mundo do infinito.

É assim que todo o sistema da Alma coletiva é revelado, chamado Adam HaRishon, Shechina, ou Malchut do infinito. A forma deste vaso espiritual (Kli) é chamada de Criador (Kadosh Baruch Hu), a qualidade de doação e amor que revelamos.

Tudo existe dentro deste sistema. Toda a sabedoria da Cabalá fala apenas de como revelar o Criador de acordo com a lei da equivalência de forma, como está escrito: “Do amor das criaturas ao amor do Criador”. Ao nos conectarmos, formamos um sistema de conexão entre nós que é semelhante à força superior de doação.

Esta imagem deve estar sempre diante dos nossos olhos enquanto lemos o Livro do Zohar. Eu devo examinar constantemente onde estou nesta escada de conexão entre nós, sobre o que O Zohar está falando neste momento, se desejo me conectar com os outros ou resisto a isso, e o que me impede.

Devo pensar constantemente apenas nisso: como eu (Israel) estou conectado aos outros pela força que nos une (Torá), e como dentro de nossa conexão correta, a qualidade original de doação (o Criador) é revelada.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 14/09/10, O Livro do Zohar

A Base Para A Unidade Do Povo De Israel

267.02Pergunta: Qual é a base para a unidade do povo de Israel?

Resposta: Em primeiro lugar, as pessoas sentem, em um nível animalesco, que o mundo inteiro as odeia. Portanto, devemos explicar que o mundo inteiro as odeia porque o Criador está descontente com elas, que Ele está por trás de todas as nações do mundo e as trata dessa maneira. Devemos explicar que Ele não gosta delas em seu estado atual. Elas são o povo de Israel. A ênfase principal deve ser nisso.

Para o mundo, a explicação deve ser um pouco diferente, sobre qual é a verdadeira razão do seu sofrimento e a saída. Nesse caso, a explicação deve ser mais geral.

No que diz respeito a Israel, a explicação é mais simples. Eles têm um problema direto com o Criador. Não se esforçam para se unir a Ele; esta é a fonte do problema.

Em relação ao mundo, o problema é duplo. Cada vez que recebem um golpe, Israel não se corrige e não recebe a abundância do Criador.

Aqui, a explicação deve ser mais moderada, com a abordagem correta, para que não seja distorcida e se transforme em um antissemitismo ainda maior, o que não só não ajudará, como também dificultará o desenvolvimento correto, e então nem nós nem o mundo inteiro seremos dignos do bem. A explicação deve ser abrangente. A razão e a solução devem ser explicadas com muita clareza para que não possam ser interpretadas de forma diferente.

Ou seja, a explicação deve ser abrangente e verdadeira. Não é fácil.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam “O Arvut (Garantia Mútua)”

Como Explicar A Lei Do Universo

269Como se pode explicar racionalmente a lei geral do universo? A partir de duas direções. A primeira é a do lado humano e social da vida. Aqui, podemos contar com cientistas e filósofos de todos os tipos, que chegam a conclusões semelhantes por meio de suas pesquisas.

Eles chegam a resultados muito próximos da ideia de que existe uma força superior no mundo que possui razão e livre-arbítrio, e que há mudanças individuais em relação a nós que dependem exclusivamente dela. Ou seja, não se trata de uma natureza cega, mas sim de algo chamado de pensamento superior.

Os cientistas descobrem isso até mesmo através do estudo da natureza. Eu os entendo muito bem nisso porque, de certa forma, eu também vim dessa direção.

Da nossa parte, devemos, na medida do possível, explicar a sabedoria da Cabalá e purificá-la de todo o lixo que a ela se prendeu. Devemos, na medida do possível, apontar às pessoas o que está escrito nas fontes verdadeiras e antigas. Ninguém as desconsideraria. Elas podem ser temidas, mas ninguém as descarta completamente.

Seria bom se conseguíssemos apresentar essas fontes de tal forma que, além de citações diretas, também fornecêssemos uma explicação muito simples e fácil, que pudesse ser absorvida por qualquer pessoa de forma rápida e sem esforço.

Deve ser algo que seja compreendido instantaneamente, mesmo por uma pessoa com pouco entendimento. Afinal, as pessoas hoje em dia não têm tempo, não conseguem permanecer imersas em um pensamento por mais de alguns segundos e seu nível de percepção é muito limitado.

O que significa “rápido e fácil”? Significa o mais próximo possível de seus Kelim (vasos), de acordo com a lei da equivalência de forma. Deve ser assim: para que percebam uma ideia, pouco esforço é necessário; cada vez que precisam se esforçar ou superar algo para apreender a ideia, esse esforço é muito pequeno, um leve reflexo, e elas a captaram e, com um pouco de reflexão, a absorveram.

Exatamente assim. Basta um pequeno esforço, e o que eu pretendia transmitir já está nelas.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Uma Nação Contraditória

963.5Pergunta: Se nos dirigirmos ao público em geral, precisaremos levantar o tópico do grupo e mostrar que é um conceito muito mais geral?

Resposta: Acho que o tema do grupo é, na verdade, muito fácil de explicar ao público. Afinal, o povo de Israel não é uma nação no sentido usual da palavra.

Em sua fundação, é um grupo de Cabalistas estabelecido por Abraão. A nação existe como um grupo, em responsabilidade coletiva, em relações de igualdade por nascimento, sempre com uma atitude de desprezo em relação ao dinheiro e às honrarias.

Ao longo de todas as gerações, os valores da nação eram espirituais. Se somarmos a isso o antissemitismo e o ódio generalizado do mundo, fica claro que, tanto do lado do bem — o lado espiritual — quanto do lado do mal — o lado corpóreo, a nação inteira é impelida por duas direções para existir como um grupo.

Portanto, essa abordagem, quando falamos sobre nós mesmos e incluímos toda a nação nesse processo como um grupo, é muito positiva e realmente repercute.

No coração de cada pessoa, existe algo raramente encontrado em outras nações: um sentimento de dependência mútua. Ao mesmo tempo, a nação está dividida em facções que se tratam de maneiras extremas, com ódio, com inveja, algo não visto em outras nações.

Uma nação pode ser dividida em várias religiões ou partes que nem sequer interagem, mas que se permitem a coexistência. Mas aqui, esse não é o caso. Não há tolerância para a divisão dentro da nação em facções.

Precisamos explicar que, na verdade, é isso que traz todo o mal que existe, que somos todos responsáveis uns pelos outros “como um homem com um coração”. As pessoas já têm uma certa prontidão para isso: elas entendem que isso é prejudicial, mesmo em um nível corporal, e também podem vir a perceber que, espiritualmente, isso é prejudicial.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”