Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

A Mudança De Paradigma

Eu descubro a união agindo diretamente e indiretamente. Agindo diretamente, eu me preocupo com os amigos, dou-lhes assistência, faço café e chá para eles, os sirvo. Em outras palavras, eu me uno a eles. Isso é costume no mundo corporal: nós nos tornamos próximos das pessoas lhes dando presentes.

Quanto às ações espirituais, eu preciso ver meus amigos como as maiores pessoas da nossa geração. Eles estão unidos como um, mas eu estou de fora da sua união e inclino minha cabeça para me tornar um único todos com eles. Eu especialmente anseio por essa correção enquanto estudo.

Como resultado dos meus esforços – internos e externos, em ato e intenção – a iluminação do grau Superior que eu vejo como corrigido vem até mim. Eu visualizo que naquele nível todos nós estamos e, juntos, descobrimos a Luz entre nós, de acordo com a equivalência de forma.

Meu trabalho é agora renunciar a mim mesmo e evocar a influência do Superior. A chave é não interferir, mas somente conectar. Esse período é chamado “três dias de aderência do sêmen ao útero”. Tudo que preciso é ser absorvido dentro dele, mais e mais profundamente, constantemente me anulando sobre o egoísmo para não me tornar um objeto estranho dentro do Superior. De outra forma, um envenenamento irá ocorrer.

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A Convenção Reviverá Nossa Alma Coletiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que consiste o trabalho das pessoas que estarão reunidos na próxima Convenção? Qual é o nosso papel na unificação do mundo global, de modo que possamos nos tornar o povo através do qual a sabedoria será derramada sobre as nações do mundo?

Resposta:  Este trabalho é exemplificado pela lei que rege a existência de qualquer organismo vivo. Digamos que os receptores do sistema nervoso são colocados ao longo do corpo. Da mesma forma, os sistemas linfático, vascular, e outros se disseminam por todo o organismo. Do mesmo modo, pessoas de todo o mundo estão chegando à Convenção. Por um lado, todas elas pertencem a um sistema, o sistema de Israel. Por outro lado, todas vivem em países diferentes, localizados em vários cantos do globo e que parecem pertencer a nações diversas e estrangeiras.

Cada lugar onde elas residem é afetado por forças espirituais diversas. O mundo inteiro e cada uma de suas partes são afetados por certa Força Superior “responsável” pelo continente, país ou nação. Portanto, uma pessoa que pertença ao sistema de Israel e está chegando de algum outro país ou lugar do mundo é, de certa forma, nosso representante no sistema coletivo.

Por exemplo, tomemos o sistema nervoso, cujos receptores existem nas áreas da perna, peito, braço, e barriga. Agora, essas partes do nosso sistema (por assim dizer) que estão localizadas em diferentes países estão chegando, e nós vamos nos unir. Acontece que, juntos, nós despertamos o nosso sistema coletivo, por exemplo, o sistema nervoso da alma coletiva chamada de Adão. Então, através dos nossos amigos que vivem em vários lugares do mundo, nós, juntos, despertamos o mundo todo.

Nós percebemos que depois de nossas convenções, ocorrem despertamentos em lugares nunca vistos, e pessoas que nunca ouviram falar começam a se juntar a nós. Cada uma delas é uma força capaz de despertar bilhões de pessoas. Afinal, na espiritualidade, se o contato for feito, a Luz atinge imediatamente o órgão em que esta alma pertence.

Assim, nós observamos que a nossa alma coletiva se expande por todo o mundo e existe em toda a humanidade. E a resposta dessa alma coletiva revestida de toda a humanidade é surpreendente. Nós começamos a sentir que esta é, de fato, a humanidade global e integral, começando a compreender pela primeira vez que todos nós dependemos uns dos outros.

Assim, por meio desses encontros, quando nos unimos com nossos amigos (o sistema integrado de Israel em todo o mundo), revivemos assim todo o sistema de almas individuais que estão mutuamente conectadas não pelo princípio egoísta, mas pelo princípio de Isra-El (aspirar diretamente ao Criador).

Isto é o que se chama de disseminação interna e correta da sabedoria da Cabala em todo o mundo. Unindo-nos, nós cumprimos nosso papel de Israel em relação a todas as nações do mundo. Graças a isso, nós seremos finalmente agraciados com a união e o Criador residirá na união das nossas almas.

De Cabala para a Nação – Série de Palestras Introdutórias – “Israel e as Nações do Mundo” 26/10/10

Um Aviso Muito Importante!

Dr. Michael LaitmanEu gostaria de avisar-lhes que todos os textos Cabalísticos devem ser percebidos apenas em seu sentido interior. Eles não discutem o mundo corpóreo, mas a correção do desejo do homem.

O desejo de receber é dividido em “Isra-El” (direto ao Criador) e “as nações do mundo” (desejos que não visam o Criador). Tais desejos existem em cada um de nós: alguns (por enquanto, apenas o “ponto no coração”) visam ao propósito da criação, enquanto outros (chamados de “as nações do mundo”) não visam alcançar este objetivo.

O “exílio” é o exílio da Luz, do mundo espiritual, ou seja, da qualidade de doação. A “redenção” é o surgimento da força de doação, de união com os outros, de amor, dentro de mim. “O Criador” ou “a Luz” é a qualidade de amor e doação.

Esta é a única maneira de ver todos os textos Cabalísticos: apenas dentro de si mesmo e somente para a autocorreção. Caso contrário, você se afogará em imagens corpóreas (idolatria) e começará a desenvolver novas religiões baseadas na Cabala.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 02/11/10, “Exílio e Redenção”

“Animais” Não Fazem Parte Da Casa

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós devemos fazer com nossos desejos “animais”? Nós devemos desfrutá-los ou limitá-los?

Resposta: Não faça nada com eles. Só os deixe em paz. Deixe o animal pastar na grama como lhe aprouver. Se ele deixar o humano em mim agir de acordo com minha missão, então a pessoa irá usar a parte inanimada dela corretamente sempre que necessário, e deixá-la com seus próprios mecanismos o resto do tempo.

Eu me separei do “burro” e, enquanto isso, eu cuido dos meus assuntos. O ser humano em mim precisa estabelecer uma conexão com outras pessoas. Eu estou trabalhando para elevá-lo e fazê-lo ascender. Virá o tempo quando eu irei dirigir minha atenção ao animal em mim, mas agora eu simplesmente dou a ele o que é necessário.

Afinal, eu não trato uma vaca com bifes e saladas. Ela tem sua pastagem e lá ela come feliz. Se nós tratamos nosso corpo animal corretamente, ele não irá precisar de nenhum excesso. Pelo contrário, qualquer excesso irá prejudicá-lo. Um animal precisa somente de coisas que sustentem seu equilíbrio com a natureza.

Assim, abasteça-o com as necessidades vitais e “deixe-o no pasto”. Se sua cabeça deseja os “céus”, a conquista espiritual, então seu animal não exigirá nada extra de você e não arrebentará a cerca. Afinal, agora para você todos os excessos pertencem ao grau humano.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 03/11/10, Escritos do Rabash

Esteja Preparado Para Fugir

Dr. Michael LaitmanNós estamos fora do mundo espiritual, na mesma escravidão do Egito descrita na Hagadá da Páscoa. Portanto, nós precisamos fazer uma auto-análise e perceber o quanto estamos preparados para a oportunidade de escapar, a qual pode ser apresentado a nós a qualquer momento. Será que nós seremos capazes de fugir?

Por enquanto, os trabalho espiritual nos parece seco e insípido como Matzot (pão ázimo). Além disso, o amor dos amigos tem gosto amargo, e nós não queremos isso. Tudo isso significa que estamos no exílio da espiritualidade. Nós sentimos que o mundo espiritual é muito mais exaltado, mas eu estou exilado, porque sou incapaz de apreciar e compreender o quão bom ele é. Em meus órgãos sensoriais, eu o experimento como ruim, o que significa que estou no escuro.

Não é o Egito em si que é escuro; o Egito, como tal, é um império enorme e rico, fascinante e abundante. A escuridão resultada da minha busca espiritual enquanto eu estou no Egito. Eu me sinto exilado em relação à espiritualidade, e para mim ela é o “pão da aflição”.

Eu só experimento esse estado se desejo sair do Egito, e devo concordar em comer tal pão simples, a fim de preparar-me para fugir. Eu concordarei em fugir se sentir que o Egito ameaça-me com suas pragas, e que não posso suportar tal estado por mais tempo. Eu sinto que realmente desejo unir-me com os outros, mas o Faraó não vai me deixar.

Eu quero avançar ao menos um pouco e a partir dessa escravidão egoísta alcançar algum tipo de doação. Eu sinto que só existe vida na doação, mas por enquanto, eu estou em Lo Lishma (não em Seu Nome), no egoísmo, e gostaria de usá-la para vencer, para escapar do Faraó, que me traz desgraças.

Tal atitude deve ser criada no grupo de modo que possamos começar a clamar com tal trabalho duro, Moshe (Moisés) nos empurrar adiante, e o Faraó mostrar-se com plenitude, deixando-me saber que o uso do egoísmo não nos promete mais nada de bom no futuro. Afinal, o ponto no coração alcançou tal oposição em relação ao egoísmo que não podemos mais suportar isso.

Nós nos conectamos uns aos outros e elevamos a importância da meta espiritual a uma altura tal que não conseguimos permanecer no nosso ego. Nós queremos romper com isso. No futuro, deixe-me comer o pão da aflição; isso não importa. Eu devo estar em doação. Todas as satisfações que o Egito me concede estão no nível animal, mas eu não quero viver apenas para o meu estômago e alimentar a minha parte animal. Eu quero viver uma vida humana para a parte Humana em mim.

Todos esses cálculos levam-me a fugir, mas a fuga em si é um milagre do Alto.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 31/10/10, “Isto é Para Judá”

Sua Própria Hagadá Da Páscoa

Dr. Michael LaitmanSair do exílio é sair do nosso desejo egoísta, ascender dele por meio da fé acima da razão, de Lo Lishma (para si mesmo) à Lishma (para o Criador), do amor próprio ao amor pelos outros. O que nós passamos durante a preparação para esse êxodo e a fuga do nosso “desejo de receber” para o “desejo de doar?”. Para nós é essencial sabermos isso, já que agora estamos nos aproximando deste estado.

“Aqui está o pão da aflição comido pelos nossos antepassados na terra do Egito” (Hagadá da Páscoa). Quando nós vivemos em nosso ego, comemos o “pão da aflição do pobre “, porque somos mendigos em relação à espiritualidade e recebemos apenas um pouquinho de Luz, uma mínima centelha de vida (Kista de Hayuta) ou também chamada de ” iluminação tênue” (Ner Dakik), que traz à vida todos do nosso mundo.

Este não é o “pão” comido no Egito. No Egito, há muita comida. O nosso ego nos dá tudo: por favor, divirta-se! No entanto, logo que começamos a desejar o mundo espiritual, muito antes de sairmos do “Egito” egoísta, começamos a provar o “pão da aflição”, já que não entendemos como alguém pode chegar à doação e o que há de bom nela.

Eu não sinto nenhum gosto nele. Tudo é seco e sem graça, como este simples biscoito feito de farinha e água. É assim como o mundo espiritual que estou buscando me parece. Será que eu tenho que fugir do Egito próspero, de todos os prazeres (panelas cheias de peixe e carne, ricas e deliciosas), a fim de viver com o pão da aflição no deserto? É isso que eu anseio?

No entanto, é realmente assim. É por isso que está escrito que “o mandamento de comer o pão ázimo (Matzot, o pão da aflição) foi dado aos filhos de Israel muito antes do seu êxodo do Egito, como um símbolo de libertação, que acontecerá às pressas”.

“Às pressas” significa que de outra forma é impossível sair do egoísmo. A espiritualidade desestimulante e repulsiva, que sair dela deve ser rápido, devido à agressiva força de atração externa proveniente do egoísmo. Eu, pessoalmente, sou incapaz de sair deste mundo maravilhoso como parece-me no meu desejo egoísta.

Quanto ao mundo espiritual, ele parece uma escuridão para o meu ego. Não há nada de atrativo lá para o meu egoísmo, e eu não quero vê-lo. Portanto, a fuga só pode ser feita “às pressas”; eu sou jogado para fora de lá abruptamente. Esperamos que o mesmo seja feito conosco.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 31/10/10, “Isto é Para Judá”

Um Mini-Mundo Do Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu recebo do Criador conforme a minha equivalência com Ele?

Resposta: No nível da minha semelhança com o Criador, eu recebo Sua mente e sensação. Eu conecto-me  com Ele através da mente e do sentimento e obtenho a mesma sensação de unidade, plenitude e eternidade que existe Nele. No meu vaso em forma de “linha” eu recebo vasos em forma de “círculos”.

O Sistema  Superior foi construído de modo que de cada “círculo” expandisse uma “linha” (desejo restringido pela tela), seguido por um “círculo” e uma “linha” novamente. Conforme o meu esforço “de baixo para cima”, eu me esforço e subo ao primeiro círculo, que é considerado como a primeira revelação do Criador e o primeiro nível de equivalência com Ele. Eu me esforço novamente e O revelo mais no próximo círculo.

A cada novo nível, eu trabalho com ZAT de Bina (sete Sefirot inferiores de Bina), e o nível superior para mim é GAR de Bina (as três primeiras Sefirot de Bina) com o qual não posso trabalhar e que recebo do Alto como resultado da adesão. Dessa forma, eu subos os 125 níveis da escada espiritual.

“Na linha reta”, eu me esforço, anulo-me, trabalho com as telas anti-egoístas, e conecto-me com outras pessoas. Conforme eu tiver concluído esse trabalho, eu alcanço a revelação do Criador, o estado de “círculo”, a perfeição, um mini-mundo do Infinito.

Da 4ª  parte da Lição Diária de Cabala 28/10/10, “A Mente Atuante”

Alcançar A Mente Do Universo

Dr. Michael LaitmanA mente é o instrumento que conecta o Criador e a criatura, o grau de conexão entre eu, como a criatura e Ele como o meu Criador. A mente está localizada no meio, entre nós, e não pertence nem a mim nem a Ele.

Possuir uma mente deve ser uma ação que se conecta Àquele que age. Eu O alcanço ao atingir Suas ações sobre mim, através desta conexão entre a ação e Aquele que age.

Afinal, o Criador é chamado de “Bo-Re“(“venha e veja”). Em outras palavras, eu nunca alcanço Sua essência, mas apenas a atitude Dele para comigo, como está escrito: “Por suas ações, nós O conheceremos”. Eu estudo o que está acontecendo dentro de mim. Eu procuro o Criador por trás dessas ações e, assim, começo a conhecê-Lo.

Ou seja, eu preciso revelar a raiz de cada uma das minhas qualidades e estados e chegar a entender que “Não há ninguém além Dele”, e que tudo vem do Criador, “o Bom que faz o bem”. Quando eu revelo que tudo vem Dele e que tudo tem um propósito bom (independentemente de quão ruim pareça), isso significa que eu atingi a raiz. O mesmo acontece em cada estado.

Assim como os objetos materiais nos permitem compreender o pensamento do artesão, a finalidade e o usuário pretendido das coisas que ele fez, da mesma forma, podemos examinar a criatura, que contém todas as informações sobre o Criador. Isto porque Ele materializou tudo que planejou em Sua mente, e nós podemos alcançar Sua mente através das diferentes formas de matéria. A conexão da nossa mente e da mente Dele é chamado de união da criatura com o Criador.

Isto significa que a Luz de Hochma (Sabedoria) se veste na Luz de Hassadim (Misericórdia), na medida em que corrigimos a nós mesmos, a fim de receber a Luz Dele, sem as interferências e distorções provenientes do nosso egoísmo. Quando nós banhamos o nosso desejo egoísta na Luz da Hassadim, a Luz de Hochma (mente do Criador) pode vestir nele. Isto é, ela entra nestes desejos puros e corrigidos, e nós alcançamos Sua mente.

Da 4ª  parte da Lição Diária de Cabala 28/10/10, “A Mente Atuante”

O Construtor De Sua Alma: “Faça Você Mesmo”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa pensar sobre a união durante a leitura do Zohar , a fim de ter todo o grupo atravessando o “Mar Vermelho” e entrando no mundo espiritual?

Resposta: O Zohar revela o que acontece a partir da perspectiva dos vasos espirituais (desejos), ou seja, dos diferentes tipos de conexão. Ele não descreve a imagem a partir da perspectiva da Luz. Existem livros Cabalísticos que contêm descrições da perspectiva da Luz: de que modo diferentes Luzes chegam e como elas se espalham. É como nós estivéssemos sendo informados do que está representado em uma determinada imagem.

No entanto, fornecer uma descrição a partir da perspectiva dos desejos, é explicar como a imagem foi elaborada, não o que realmente está desenhado. É como dizer que cores a pessoa precisa, como elas são misturadas, como aplicá-las na tela, ou o que técnica e pincel usar.

Acontece que uma imagem espiritual não é feita simplesmente desenhando-se livremente o que eu quiser, como da perspectiva da Luz. Não. Num primeiro momento, tudo precisa ser organizado como se você estivesse usando uma régua e outras “ferramentas” (Kelim, vasos) gráficas; tudo precisa ser calculado. Isso porque isso vem do lado dos desejos, os vasos espirituais, e eles precisam estar bem preparados, em primeiro lugar.

Este é o estilo de narrativa do Zohar e de toda a “Cabala” prática que surge do lado dos seres criados: a profundidade (Aviut, aspereza) do desejo que é necessário, as telas, as diferentes ações incluindo as telas, e aquilo que será, por conseguinte, revelado. Nós precisamos usar essa descrição e desenhar a imagem de nós mesmos, ao invés de simplesmente aproveitá-la.

Se nós já estivéssemos nesses estados, seríamos capazes de apreciar a imagem de uma maneira diferente. Nós leríamos e receberíamos as explicações da imagem que já estivéssemos vendo. No entanto, até agora, não somos capazes de ser impressionados pela imagem. Nós chegamos pelo lado dos desejos e aprendemos a desenhar a imagem. O Zohar nos diz passo a passo onde precisamos chegar e nos alcança os instrumentos que precisamos para criar esta “tela”.

Nós criamos essa imagem no grupo, na união entre nós, e todos os nomes, linhas e objetos apenas representam diferentes tipos de interconexões dos desejos. Uma vez que você os conecta e cria até mesmo uma mínima conexão inicial, você atingirá o primeiro nível espiritual, e a imagem será revelada.

É essencial compreendermos a forma como tudo funciona, a maneira como tudo precisa estar conectado para que o sistema funcione. É como construir um veículo, conectando todas as partes e o fornecimento de energia, colocar combustível, óleo, todos os fluidos necessários, concluir a construção, ligar a ignição e, voilà, o carro arranca! Este é o resultado que precisamos alcançar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 27/10/10, O Zohar

Aproximando A Realidade Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que tipo de percepção da realidade o Criador tem?

Resposta: O Criador não tem nenhuma percepção da realidade, porque Ele tem apenas uma qualidade: o desejo de doar, a doação. O Criador não tem realidade. Ele mesmo é a realidade perfeita.

Quando nós percebemos e retratamos a realidade à nossa volta, alcançamos estados que se aproximam cada vez mais Dele. Portanto, a melhor forma do mundo surge quando corrigimos a nós mesmos conforme criamos ou projetamos para nós a realidade: o Criador. Este é o estado que nós alcançamos.

Quando nós passamos por todos os filmes, imagens e formas durante a nossa correção, nós aproximamos tudo isso, de forma gradual, passo a passo, de tal realidade em que só o Criador existe, como é dito, “Ele e Seu nome são um” e “Não há outro além dele”.

De Cabalá para Principiantes, “Percepção da Realidade” 26/10/10