Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

A Linguagem Universal Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós devemos nos sintonizar quando lemos os livros que revelam a “física” do mundo espiritual: Beit Shaar haKavanot (Os Portões das Intenções) ou TES (O Estudo das Dez Sefirot)?

Resposta: A minha principal tarefa é tornar-me semelhante ao Criador, para ascender a Ele. Por isso, eu preciso repetir Suas ações e atitudes: se o Criador trata o grupo como o “Bom que faz o Bem”, isso significa que eu deveria tratá-lo com o mesmo tipo de bondade.

É por isso que eu preciso primeiro cuidar da minha atitude para com os amigos, os quais recebo como trabalho, de modo que nos tornemos um todo em união e amor. Se eu alcanço esse estado, eu começo a tratá-los como o Criador o faz, e neste ponto eu começo a sentir o Criador. Afinal, nós nos tornamos íntimos Dele, segundo a lei de equivalência de forma, e sentimos uns aos outros. Desta forma, eu alcanço a adesão com Ele. Esta é a única coisa que devemos pensar.

Basta olhar em um livro e ouvir, contanto que este seja uma fonte primária genuína e verdadeira. Você pode até não conhecer a língua, isso é irrelevante; você não entenderá nada mesmo.

Você só precisa lembrar que agora está recebendo o remédio que pode curá-lo! Ele deve revelar um sentido adicional em você; assim, você sentirá o mundo espiritual e entenderá sem palavras, já que a sensação não pode ser expressa em palavras. Nenhuma palavra é necessária para se sentir. As palavras só são necessárias para contar essa sensação a alguém, mas, dentro da sensação em si, não existem palavras. 

A pessoa deve esperar que a sensação espiritual se revele dentro dela sem qualquer palavra. Esta é a verdadeira ciência da Cabala: ela ajuda você a alcançar essa percepção!

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/10, Beit Shaar haKavanot

A Datação Dos Estados

Dr. Michael LaitmanO Zohar, “Introdução do Zohar”, Capítulo “BeLaila De Kala (Noite da Noiva), “Item 135: No décimo quinto dia de Nissan, David convocou todo Israel para ir à guerra. Eles estavam com Yoav no sétimo dia de Sivan, e foram e destruiram a terra dos filhos de Amom. Eles aguardaram ali através dos meses de Sivan, Tamuz, Av e Elul, e o que aconteceu com Bat Sheba foi no vigésimo quarto dia de Elul. E, no Yom Kipur (Dia do Perdão), o Criador perdoou sua iniqüidade.

É claro que não estamos lidando com as datas aqui, mas com níveis espirituais. O ciclo anual é dividido em 12 meses, de acordo com os quatro estágios de HaVaYaH multiplicado por três linhas. As quatro estações, a ordem dos meses, e os feriados são determinados pela inclusão mútua das Luzes de Hochma (Sabedoria) e Hassadim (Misericórdia).

O calendário judaico é baseado nos ciclos solar e lunar. O calendário solar é a parte que pertence a Zeir Anpin, e os meses lunares são a parte que pertence à Malchut.

Estas são as descrições das correções espirituais, dependendo do tipo de forças e influências que estão em jogo. Ou Malchut influencia Zeir Anpin ou Zeir Anpin influencia Malchut. Como resultado da correta conexão que eles estabelecem entre si, eles sobem e se prendem à Bina, sua mãe sublime, que os corrige.

Assim, todas as datas no ciclo lunar têm seus próprios significados espirituais. Todo mês começa com uma lua nova e termina antes da próxima lua nova. Trata-se de trinta Sefirot de HaBaDHaGaTNHY, cada uma incluindo as três linhas. Os estados deste sistema podem ser subdivididos e sistematizados por suas Sefirot particulares descendo até “horas”, “minutos”, e “segundos”.

Isso esclareceria quais correções específicas Bat Sheba teria sofrido com Davi e Urias, e porque estas teriam caído nessas “datas”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/10, “Hakdama, BeLaila De Kala ( Noite da Noiva)”

De Volta Ao Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanNós recebemos a sabedoria da Cabala para corrigir o nosso estado. Tendo descido do Mundo do Infinito (Ein Sof) até o mundo corpóreo, nós podemos subir de volta ao Mundo do Infinito, utilizando o método da Cabala. Quando podemos fazer isso? Assim que a usarmos como ela foi concebida.

No Infinito, todos estão ligados entre si, como um homem com um coração. Nós estamos unidos pelos corações, independentemente dos corpos. O “coração” deve ser visto como os desejos, as intenções, e até mesmo os pensamentos. Afinal, o pensamento serve para amplificar e classificar o desejo; ele serve de ferramenta para se trabalhar sobre o desejo.

Por isso, não é dito: “Como um homem com um coração e uma mente”, mas sim, apenas “um coração”, pois é o suficiente. Nós temos que ligar nossos desejos para se tornarem um. Que tipo de desejos? Os desejos que visam o propósito da criação. São esses que nós devemos juntar. Eles se expandem do Infinito para que possamos unir e corrigí-los.

Todo o nosso problema foi causado pela quebra dos Kelim (vasos) e da separação, o distanciamento desses desejos ou centelhas entre si. Dessa forma, a correção é a sua aproximação e a conquista da adesão total. Isso se realiza por meio de nossos esforços, quando desejamos nos unir ao ler as principais fontes autênticas, os trabalhos escritos pelos Cabalistas que estavam na realização da união e da correção.

Com esta intenção, nós devemos nos voltar ao Livro do Zohar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/10, “Hakdama, BeLaila De Kala ( Noite da Noiva)”

Separe-se Do Resto!

Dr. Michael LaitmanA nossa união deve acontecer em um novo nível quantitativo. Nós precisamos nos unir de forma que cada um se envolva internamente dentro de todos os outros, deixando o seu desejo egoísta de fora. A pessoa deve trazer apenas o seu desejo pela espiritualidade, chamado centelha de Luz.

Com essa centelha, a pessoa mergulha no grupo, desconectando-se de suas emoções e do resto que não faz parte dela. Como resultado, as centelhas de todas as pessoas se juntam.

Essa separação permite-me conhecer o desejo de receber prazer coletivo, que reside fora do meu ego, e nele eu descubro a capacidade de perceber o Mundo Superior e o Criador.

Da Lição sobre o artigo do Rabash em 11/05/10

O Mundo É Um Raio-X De Você

Dr. Michael LaitmanO trabalho em grupo acontece em dois planos: 1. a grandeza do grupo, dos amigos, ou do Criador (que é a mesma coisa), e 2) a sua própria insignificância em relação ao grupo e ao Criador. Se eu me oriento dessa maneira, eu recebo o desejo correto, que permite com que eu me anule e passe a fazer parte do grupo.

Quando eu realmente faço parte dele como um único ponto, eu começo a sentir que sou um embrião espiritual imerso na Luz que preenche o grupo.

Os rostos dos amigos que vemos ao nosso redor não são chamados de “grupo”. O grupo é o desejo comum das almas, unidas entre si, e que me foi dado como o lugar onde eu encontro o Criador. Eu tenho que trabalhar em relação a este “lugar”, porque sou um desejo ou vaso, e este lugar é o desejo ou vaso com o qual eu trabalho, a fim de fazer parte dele, aderir-me a ele e expandir-me. Eu posso trabalhar com ele porque nós temos a mesma natureza!

No entanto, eu não posso trabalhar com o Criador, pois Ele é luz. Ele é a qualidade que eu revelo dentro do nosso vaso comum (o “lugar”), conforme eu entro e participo nele. Agora, esse lugar parece-me preenchido por partículas separadas (almas). Porém, se eu visse o verdadeiro estado interior, eu veria todas elas como almas especiais e Partzufim espirituais unidos por uma rede de conexão, um desejo.

Eu tenho que corrigir minha atitude para com elas, a fim de vê-las como conectadas, e isso constitui a minha correção! O grupo é Malchut do Mundo do Infinito. Não há uma pessoa no mundo que não esteja conectada com outras e não esteja no Fim da Correção.

No entanto, agora eu vejo um mundo diferente, devido à minha visão não corrigida, como está escrito: “Cada pessoa julga conforme seus próprios defeitos”. Quando eu exijo uma maior inspiração e energia para avançar a partir delas, eu me dirijo ao meu próprio reflexo no espelho!

Foi assim que o Criador organizou o mundo que vemos a nossa frente. Ele é uma cópia minha, com a qual eu trabalho. Conforme eu exijo esse trabalho em grupo e união, isso me influencia de volta, da mesma maneira. Em essência, eu trabalho comigo mesmo, como se estivesse diante de um espelho, fazendo diferentes faces de eu mesmo!

Foi para realizar isso que o Criador dividiu minha percepção do mundo em duas partes: eu e tudo fora de mim, para que eu tivesse a oportunidade de trabalhar e alcançar a sensação interior. Caso contrário, eu nunca seria capaz de sentí-Lo. Eu nem mesmo entenderia que algo pudesse existir além de mim.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/11/10, Beit Shaar HaKavanot

Mudando Nossa Natureza

Dr. Michael LaitmanA natureza humana é completamente egoísta. É por isso que a pessoa não consegue transformá-la por conta própria e precisa de uma força externa para mudá-la. Esta força só pode ser evocada pelo estudo da sabedoria da Cabala no grupo.

Na verdade, eu admito que essa é uma coisa muito difícil. A pessoa não consegue mudar a natureza da sua própria criação, que é apenas receber para si, muito menos inverter a natureza de um de um extremo ao outro, ou seja, não receber nada para si, mas sim agir apenas para doar.

No entanto, é por isso que o Criador nos deu a Torá (a sabedoria da Cabala) e Mitzvot (ações no grupo), as quais devemos fazer apenas para dar contentamento ao Criador. “ (Baal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Livro do Zohar”)

O “Eu” de Duas Caras

Pergunta: Como podemos retomar a aspiração pela espiritualidade após a Convenção?

Resposta:Na convenção você sentiu um obstáculo que está em seu caminho – o Faraó. Esta foi a primeira vez que você o encontrou e você entendeu o que as dez pragas são: quer conseguir a conexão com outros, mas nós estamos sendo empurrados para trás.

Agora nós precisamos entender que, em resposta ao golpe que recebemos, temos que desenvolver o nosso próprio desejo igual à força de rejeição. Isto só vem através da união com os amigos enquanto estudamos, onde o nosso estudo torna-se um apelo pela unidade dos desejos.
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“Da Minha Carne Eu Verei O Criador”

No Zohar,”Introdução do Zohar”, no capítulo” BeLaila De Kala (Noite da Noiva)”, Item 130: “A correção de Yesod é Brit Milá (circuncisão). Por isso, se diz que a existência do pacto é chamado de “o trabalho das nossas mãos”, para nós separamos o Orlah (prepúcio) de Yesod através do trabalho de nossas mãos. Mas isto diz respeito apenas ao período até o fim da correção”.

Até o fim da correção (GmarTikkun), operamos nas dez Sefirot da nossa alma. Primeiro de tudo, devemos cortar Malchut fora, o que significa excluir o funcionamento do desejo que não pode ser corrigido. Além disso, cortamos desejos até Yesod, e nós só trabalhamos com os Kelim que estavam acima dele, na medida da nossa capacidade de incorporá-las em Bina.

Esta é a “união da circuncisão”: Nós desativamos os desejos que não podem ser utilizados até Gmar Tikun. Eles só serão corrigidos no final da correção. Mas nós podemos receber a Luz pela questão de doação em todos os outros Kelim (vasos) de Kether a Yesod.

… como é dito:  “da minha carne verei o Criador. Especificamente “da minha carne”, porque cada vez homem assina o pacto desta união, ele vê o Criador lá.

“Da minha carne” significa a partir do recebimento do Kelim. Os Kelim doadores estão localizados acima, até o meio de Tiferet, e o recebimento do Kelim que são chamados de “carne” e “pele” estão localizados sob eles.

Só é possível ver o Criador, que é a Luz de Hochma (Sabedoria) , no recebimento de Kelim, mas apenas no nível da “carne”(Basar). Nós nem sequer tocamos na “pele”. Em outras palavras, paramos na terceira fase (carne, carne, ou Behina Gimel), e não nos engajarmos na quarta etapa (pele, BehinaDalet).
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Da 1a. parte da Lição Diária de Cabala de 17/11/10, “Hakdama, Laila de Kale (A Noite da Noiva)”

Trabalhando Com A Luz

A sabedoria da Cabala nos ensina como corrigir o desejo que representa toda a questão da criação de um nível que começamos sentir a força que permeia o universo: o Criador (a Luz). Não existe nada, exceto essa Força e o desejo.

A revelação acontece de acordo com a lei de equivalência de forma: Desejo sente o poder da Luz até ao limite de sua correspondência com ele. A revelação plena da Luz é o programa da finalidade da criação. Isso significa que temos que corrigir-nos no grau de equivalência completa com a propriedade da Luz: doação.

Para este propósito, todo o sistema de mundos foi criado, ele nos ajuda a mudar o nosso desejo e torná-lo semelhante a Luz. Este mundo é o lugar onde os primeiros passos são feitos, depois, subímos para o Mundo de Assiya, Yetzirah, e Beria. As nove Sefirot de Malchut do Mundo de Atzilut inferior é onde as almas quebradas “habitam”.

Kether,a Sefira de Malchut superior está acima do Parsa, no Mundo de Atzilut, onde doação está em vigor. A propriedade da recepção age abaixo do Parsa.

Malchut recebe as forças de Zeir Anpin. Para nós, Zeir Anpin é o Superior, o doador; recebemos tudo dele. Por sua vez, Zeir Anpin está relacionado com o maior Partzuf do Mundo de Atzilut, Aba ve Ima (AVI),uma parte do que é YESHSUT. Abaixo, há Partzuf Arich Anpin (AA),que recebe a Luz do Infinito (EinSof) e o passa para baixo em cadeia Malchut.

A questão principal para nós é como nós (as almas quebradas que vivem em mundos de BYA) nos elevamos a Malchut de Atzilut. Ao incluir-se nela, começamos a participar no processo de correção. O Mundo de Atzilut corrige desejos arruinados que têm intenções egoístas.

O desejo de receber é imutável, é questão que não pode ser alterada. Mas o desejo pode ser usado de duas maneiras diferentes: ela pode ser preenchida a partir do interior através da recepção, ou ele pode ser utilizado para a doação. No segundo caso, o desejo vai receber para o benefício da doação. Isso só é possível como resultado do amor e da união com os outros.

O Livro do Zohar nos ajuda principalmente na primeira etapa da nossa subida para o Mundo do Atzilut. A seqüência de ações é a seguinte:

1. Nós elevamos o nosso pedido para obter correção (MAN).
2. A resposta (MAD) retorna para nós na forma da Luz Circundante (OhrMakif) que
nos fortalece.
3. Nós subimos para cima para Malchut de Atzilut.
4 Malchut entrega a nossa solicitação para Zeir Anpin.
5. Zeir Anpin dá Malchut poderes e corrige as almas.

Assim, tudo o que fazemos é trabalhar com a Luz. Nosso trabalho é destinado a alcançar a união entre nós, a fim de corrigir o nosso desejo, aplicando a intenção de doar para Ele. Isso só se torna possível como resultado da influência da Luz.

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Da 1a.  parte da Lição de Cabala de 15/11/10, “Hakdama, Laila de Kale (A Noite da Noiva)”

Idioma Eterno

Pergunta: O que é melhor: a leitura do texto original em hebraico, durante uma aula sem compreendê-lo ou ler um texto traduzido?

Resposta: Esta é uma grande questão. Em geral, a léxica cabalística é tão limitada que os alunos tornam-se gradualmente acostumado com ela. Estamos falando ha cerca de algumas centenas de palavras que nos permitem entender o texto hebraico. Vemos isso em Moscou que o grupo lê os textos originais em hebraico.

Eu não acho que, no futuro, qualquer pessoa que persiga o objetivo irá estudar a Cabala em qualquer outra língua. É muito difícil. Nós não aprendemos as letras hebraicas e ainda não começamos a estudar os seus significados internos ou externos.
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