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A Ciência Que Estuda O Criador


É um problema que a pessoa só possa estudar o que está abaixo do nível humano (falante): os níveis inanimado, vegetal, e animal do desejo de receber. Ela é incapaz de separar e estudar o desejo do nível humano, porque ela não é semelhante ao Criador.

O nível humano é considerado como a “parte divina do Alto”. E essa parte agora é invisível para você ; portanto, você é incapaz de estudá-la.

O desejo do nível humano é chamado de alma; é a matéria da alma. A matéria é o desejo de desfrutar, e sua forma é sua equivalência com o Criador. É exatamente isso que os Cabalistas estudam: onde Ele e eu somos parecidos, de que maneira, em que níveis e em quais condições?

A sabedoria Cabalística estuda como a matéria do desejo de desfrutar adquire a forma do Criador; é quando ela pode ser chamada de alma. Ela é chamada de “alma” (Neshamah) porque este é o grau mais elevado de equivalência com o Criador que somos capazes de alcançar antes da correção final (Nefesh – Ruach – Neshamah).

Essa limitação existirá nessa ciência até que todas as pessoas se envolvam nela, quando, finalmente, todos nós seremos capazes de estudá-la em um nível muito mais elevado.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/10 , “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”

De Aprendiz A Mestre

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ao estudar Cabalá, como eu posso ter certeza de que não “filosofo” sobre conceitos que ainda não atingi realmente, tais como amor, adesão, união e doação?

Resposta: Se a pessoa estuda a sabedoria Cabalística a partir das fontes autênticas, ela recebe instruções apropriadas, apega-se ao professor (um Cabalista verdadeiro) e, assim, não consegue fantasiar. Ela só pode comparar-se com a Luz que Corrige.

Ela já está desenvolvendo a abordagem correta e sabe que essa é a única fonte de vida. Ela aprende a fim de atingir o desejo de doar, atraindo assim a Luz. Embora ela não tenha vindo para estudar o mundo espiritual genuíno, ela, no entanto, está trabalhando com o grupo como em um laboratório.

No grupo você descobrirá quão egoísta você é. Por outro lado, você atrairá a Luz Superior, que começará a brilhar em você de longe, fazendo com que você veja suas propriedades opostas à Luz. Você sofrerá, porque desejará ser como a Luz, mas perceberá que não pode. Esta tensão, a diferença entre o desejado e o real, o levará a uma explosão, e você orará ao Criador por ajuda. É quando você receberá a força da doação.

A partir desse momento, você se tornará um Cabalista e começará a explorar o mundo espiritual. Você será capaz de provar, em pequena escala, o que diferencia as forças de recepção e doação. 

Você se tornará um cientista pesquisador, explorando a si mesmo e o Criador, que na verdade é a mesma coisa. Isso será possível já que vocês compartilham uma “área” comum, que estará ao seu alcance. Assim, você terá a oportunidade de explorar a espiritualidade, o nível “humano”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/10 , “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”

A Segunda Força

Dr. Michael LaitmanPara explorar a doação, nós temos que obter uma segunda força. Os níveis inanimado, vegetal, e animal são formados de matéria egoísta; portanto, nós somos capazes de usar nossa própria natureza egoísta para explorá-los. Nossos instrumentos estão afinados em sua “escala”.

Mas o nível humano (falante) é um grau semelhante ao Criador, e é por isso que eu preciso de uma força espiritual para explorá-lo. Então, eu serei capaz de estudar minha matéria comparando-a com o Criador, um contra o outro.

Portanto, antes de eu ganhar a força de doação, não sou um verdadeiro Cabalista. Cabalista é aquele que trabalha com duas forças enquanto explora o Criador. Ele não explora a si mesmo; ele estuda o Criador, que revelou-lhe tudo. Ele continua a mergulhar mais fundo Nele com a ajuda da força da doação. Quanto maior a força, mais ele ganha e compreende, tornando o seu desejo de desfrutar equivalente a essa força.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/10 , “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”

Um Bilhete Para O Mundo Espiritual

Pergunta: Será que eu deveria decorar os diagramas do Talmud Eser Sefirot (O Estudo das Dez Sefirot), ou deveria fazer um esforço para experimentá-los dentro de mim, sem qualquer compreensão?

Resposta: Se você verificar o nosso arquivo, você verá os diagramas do Rabash. Se você abrir os textos escritos por outros Cabalistas, até mesmo “O Livro da Criação” (Sefer Yetzirah) ou os manuscritos do  ARI, você também verá diagramas. Se você abrir O Livro do Zohar, não existem quaisquer desenhos nele, mas você encontrará vários gráficos.

A Cabalá é uma ciência. Nós estamos explorando um novo mundo, cheio de forças diversas, e queremos saber a fórmula pela qual estas forças estão mutuamente interligadas em cada estado, em cada lugar. Se nós aprendermos sobre estas combinações de forças, seremos capazes de alcançar o mesmo estado através da obtenção da tela.

Suponha que eu tenho uma tela, a força, ou a energia de desejar pedir pela força; então, eu receberei o conhecimento, a força e o exemplo do Partzuf superior. Eu preciso de todos os três componentes: o conhecimento, a força e o exemplo. Diante de mim (o Partzuf inferior) está o Partzuf  superior. Este Partzuf superior demonstra um exemplo para mim, trazendo a parte inferior do seu Partzuf  até eu (Raglaim, membros inferiores).

Como o artigo do Rabash (“Inclusão dos Atributos de Misericórdia e Julgamento”) descreve, o Partzuf superior me traz a escuridão, mas ele me permite definir claramente o que devo acrescentar, de modo que comece a iluminar como a Luz. É assim que nós trabalhamos.

Nós residimos em um cosmos de forças que agem de acordo com certas leis, e devemos fazer o nosso trabalho com absoluta precisão, sabendo quanto receber de um lado ou de outro, como subir e descer, como estabelecer uma conexão e com quais qualidades. Tudo isso é acompanhado por experiências, impressões, e descobertas extremamente poderosas, mas, ao mesmo tempo, por um conhecimento claro e preciso.

Em nosso mundo, eu posso apreciar e desfrutar música, mas é impossível comparar a minha impressão com a de um músico, que experimenta a música em suas emoções e mente, sentindo-a muito mais profundo do que sou capaz de fazer. Se as pessoas abordam isso corretamente e tentam não depreciar egoisticamente o trabalho dos outros, elas se tornam mais hábeis no assunto. Consequentemente, elas aproximam sua mente de seus sentimentos, e a mente melhora os sentimentos. Mas, em nosso mundo, a mente normalmente excede os sentimentos, porque suas raízes estão no ego, e nós desejamos menosprezar os outros.

No entanto, isso é diferente na espiritualidade. Nós podemos obter impressões enquanto olhamos para os diagramas, mas um diagrama me dá a chance de entender a relação entre as forças espirituais e suas qualidades; ele não reflete o objeto em si.

Se eu olhar para um diagrama onde Abba ve Ima é vestida de Peh até o Chazeh de Arich Anpin, eu não recebo essa impressão. Mas ele me dá a oportunidade de ser impressionado por isso, se eu souber o que significa Arich Anpin, quais são suas qualidades de Peh até o Chazeh (visto que eu as experimento), quais são os atributos de Abba ve Ima, o que eles podem receber de Arich Anpin ao serem vestidos nele, como eles reagem, e assim por diante.

Um diagrama é semelhante a uma fórmula inanimado, uma vez que são apenas letras. Tudo depende do que você traz para estas cartas, que essência. Portanto, temos que saber os esquemas básicos.

O Baal HaSulam escreve que não podemos existir neste mundo sem um conhecimento básico dos processos que ocorrem nele. Da mesma forma, não podemos existir no mundo espiritual sem um conhecimento básico do mesmo.

No mundo físico, nós devemos terminar a escola, a fim de interagir com o mundo e as pessoas corretamente; somente desse jeito podemos entrar no mundo espiritual e navegar dentro dele. Não há outra maneira. Todos devem ter o mínimo de conhecimento básico. Ele dá à pessoa o  empurrão inicial para que ela entre na espiritualidade.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/10, Talmud Eser Sefirot

Desenvolvimento Espiritual: De Embrião À Pessoa

Dr. Michael LaitmanTalmud Eser Sefirot, Volume 3, Parte 8: Na espiritualidade, tempo e espaço significa a renovação da forma . Uma vez que o Partzuf cresce somente através de uma grande quantidade de uniões (Zivugim) e transferências de Luzes, que diferem umas das outras, construindo-o juntas, elas são chamadas de “meses do desenvolvimento intrauterino” ou o período do desenvolvimento embrionário, que pode durar 7, 9 ou 12 meses dependendo da quantidade de porções de Luz que são necessárias para formá-lo.

Nós estudamos as mudanças que acontecem com o desejo de desfrutar e contamos o número de mudanças ou renovações, que são chamadas de “meses” (Hodesh, mês em hebraico, vem da palavra Hidush – renovação). Não existe tempo na espiritualidade. O tempo é determinado pelo número de mudanças que atravessamos, ao invés do movimento do ponteiro de um relógio ou as mudanças de algum fator externo. Quanto mais eu mudei, é o quanto de tempo que se passou. É assim que o tempo é definido na espiritualidade.

Portanto, o período do desenvolvimento de um embrião significa que eu passo de um estado ao outro (“Eu passo”, Over em hebraico, vem da palavra embrião, Ibur) . Eu tenho que passar por certa quantidade de mudanças para ir do desenvolvimento intrauterino dentro do Superior ao desenvolvimento fora Dele.

Agora, eu também estou no Superior e Ele me desenvolve. Durante esse processo de desenvolvimento eu não tive qualquer influência nas mudanças que atravessei.  Eu sou forçado a mudar pelos instintos e forças que experimento como sofrimento, e, assim, eu passo por essas mudanças contra a minha vontade.

Então, surge outra fase: eu começo a sentir que existe algum tipo de razão por trás disso, que existe uma necessidade elevada, e que existe um Superior que faz essas mudanças em mim, desejando que eu comece a descobrir o sistema de governança, a ordem de desenvolvimento de causa e efeito, o começo e a meta de todo o caminho. É assim como o mundo inteiro está começando a despertar em nossa época.

Depois disso, nós alcançamos a compreensão de que temos que despertar essas mudanças por nós mesmos. De certo estado em diante não há tempo que o Superior mude por nós, forçando-nos a nos desenvolver. Agora, o Superior somente adiciona Luz para nós, as quais percebemos como mal. Porém, isso não nos habilita a nos desenvolver, mas somente alcançar a compreensão de que devemos exigir o desenvolvimento do Superior. Isto é, nós já precisamos participar do desenvolvimento por nós mesmos e exigí-lo.

O Superior não me força a fazer a ação em si, mas somente a solicitá-la, de modo que eu peça que Ele a coloque em prática. Meu pedido tem que estar no meio. Por enquanto, esse pedido pode ser expresso como um pranto, porque me sinto mal.

Depois disso, eu me desenvolvo e sou obrigado a ter esse pranto, que surge da compreensão do bem, quando entendo que tudo isso é para meu bem. Mesmo que eu possa me sentir mal em minhas sensações, eu já compreendo que isso é bom para o meu desenvolvimento, porque tenho que ascender ao próximo nível. Então, o Superior não exige mais um pranto de mim, mas a cooperação no desenvolvimento. Isso é chamado de sociedade (parceria).

Depois, nós alcançamos o estado onde o Superior não me desperta de forma alguma, mas eu tenho que procurar pela oportunidade de despertar dentro de mim usando o ambiente. Eu tenho que despertar o Superior, de modo que Ele me desperte, e, então, eu concordo com Sua ação e digo a Ele exatamente como fazer isso. É como se eu entendesse e escolhesse a melhor forma de ação por mim mesmo, e então o Superior a faria.

No final, nós alcançamos o estado onde eu dou ao Superior todas as ordens. No começo do caminho Ele fez todas as ações em mim, desde o princípio até o fim, sem minha consciência. Eu não sabia quem estava agindo em mim, o que Ele fazia, e onde estava. Mas, no final do caminho, eu determino tudo, do princípio ao fim, e somente uso a força do Superior.

Todo nosso caminho se situa na aquisição de uma independência progressivamente maior e autossuficiente, tornando-se cada vez mais semelhante ao Superior.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/10, Talmud Eser Sefirot

Mais Uma Vez Sobre O Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o amor dos amigos?

Resposta: Amor é a união em um desejo comum. A Cabalá nos dá o seguinte exemplo: quando Bina alcança o estado de Hafetz Hesed (não desejar nada para si), ela desce até Malchut, une-se a ela, e absorve seus desejos para preenchê-los com toda a força de Bina.

Isso é chamado de amor: absorver o desejo de alguém e preenchê-lo com tudo o que você possa. Está escrito que a pessoa deve  abrir mão de seu único travesseiro; essa é a manifestação do amor que precisamos alcançar. 

Mas, como é possível alcançar isso? Nós temos que ter certeza que no mundo material cada um terá todas as necessidades básicas, e que no mundo espiritual cada um receberá tudo que existe no nosso desejo comum (Kli, vaso).

É muito importante ver todos nós como um único desejo e fazer de tudo para mantê-lo vivo. Cada um precisa sentir que depende dele e que está em seu poder inclinar a balança desse mundo do prato da culpa para o prato da misericórdia. Dessa forma, nós criamos o lugar chamado Malchut, no qual a Luz Superior, o Criador, é revelada, mas devemos tentar não esquecer que a meta final é dar contentamento ao Criador.

Mas não é fácil fazer isso com respeito ao Criador; ainda nos falta um sentimento claro de Sua Luz. Assim, nós devemos ao menos pensar sobre como levar prazer ao lugar onde Ele está oculto, o lugar onde todos os desejos por Ele estão reunidos. Como está escrito: “Do amor aos seres criados ao amor ao Criador”. Na verdade, o amor dos seres criados é o desejo mais geral e unificado.

O relacionamento que queremos restaurar entre nossas almas é chamado de amor dos amigos. Amigos são indivíduos que se juntam no nível material para alcançar a conexão espiritual interior. Nós já sabemos tudo sobre ela; agora, basta executá-la.

Um número infinito de palavras já foi dito sobre isso, mas, a cada vez, elas são percebidas de uma forma nova, de acordo com o estado em que a pessoa está. Nós só precisamos absorvê-las mais profundamente dentro de nós mesmos, e a Luz virá e desenvolverá na pessoa toda a imagem, sem palavras. Então, isso se tornará claro para nós.

Aqui, é necessário paciência. Não que eu concorde em esperar e deixe tudo de lado para mais tarde, para amanhã. Tenha paciência de fazer todo esforço possível hoje, mas se você não perceber nenhum sinal de sucesso, tenha confiança que ele acontecerá a qualquer momento.

Da Lição Diária de Cabalá 10/12/2010, Baal HaSulam, Carta 13, 1925

Nós Mudamos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre a necessidade de se preparar para a aula antes da Convenção e agora?

Resposta: Tornou-se claro para nós que estamos sob o domínio do desejo egoísta, que nunca nos deixará revelar o Criador por nós mesmos, sem a ajuda do Alto. Nós revelamos nossa impotência um pouco mais, a incapacidade de alcançá-Lo por nossa conta, e, em oposição a isso, nós temos que compreender que existe uma Força Superior que pode fazer isso se nós realmente desejarmos.

Isso se tornou um pouco mais claro, mas esse “um pouco” é realmente muito! Ele é a revelação do Alto. Na verdade, ele é a “iluminação do dia”, uma “iluminação pela Luz”, e essa Luz torna o egoísmo visível, algo que o Baal HaSulam chamou de a “revelação do mal”. A Convenção fez seu trabalho.

Da Lição Diária de Cabalá 10/12/10, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Um Professor Permanente No Mundo De Atzilut

Dr. Michael LaitmanVocê não pode chegar ao estado final de imediato, já que, daí, você não seria independente. Você mesmo tem que recriar e construir os laços com as outras almas. As conexões desaparecem, o quadro fica totalmente apagado para você, e você tem que restaurá-lo várias vezes. Através disso, você constrói sua personalidade independente.

O estado final corrigido não é importante: ele já existe! Seu estado atual também não tem importância,  pois ele é imaginário. O que importa é somente seu esforço, o desejo de antever esse sistema e colocá-lo em ação, parecido a quando uma criança brinca como se fosse adulta. Através desse jogo você constrói seu “eu”.

O estado no qual você está constantemente sendo jogado é chamado de “esse mundo”. O estado corrigido depende somente a que nível de conexão você se eleva: Assiya, Yetzira, Beria, Atzilut, ou o mundo do Infinito.

A cada vez você entra e sai do mundo espiritual, mesmo nos níveis mais elevados, onde todo esse sistema se torna claro para você e somente alguns detalhes pequenos e mesmo imperceptíveis permanecem obscuros. De repente, você está sendo expulso completamente, numa completa escuridão, e você tem que voltar.

E o trabalho se torna cada vez mais difícil, como se ele fosse para gente grande. Aliás, quem é considerado um grande especialista? A pessoa que é capaz de executar tarefas difíceis e resolve problemas que ninguém mais consegue lidar.

Portanto, ela trabalha mais arduamente que os outros e, consequentemente, ganha mais dinheiro (“Kesef ”– cobertura, tela), fama, e status do que todos os demais.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/10, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”

Comece Pequeno E Revele A Eternidade

Dr. Michael LaitmanÉ um problema quando uma pessoa religiosa e ortodoxa se prende ao cumprimento dos mandamentos físicos e não quer saber para que eles servem, qual o propósito da criação, e o que o Criador quer de nós. O Criador quer que o revelemos e O conheçamos!

Ao estar satisfeita somente com as ações físicas, a pessoa causa todos os problemas do mundo. Ela não entende como pode ser prejudicial cumprir esses mandamentos físicos. Porém, ao fazer isso, ela não corrige nada, porque toda a correção acontece dentro do desejo.

É por isso que temos que revelar todas as Reshimot (reminiscências, registros espirituais), toda nossa quebra interna, começando com a origem.  Isso é, cada um de nós deve alcançar sua raiz no mundo do Infinito. Não pode haver uma correção a menos que o Criador se revele dentro dos desejos internos da pessoa, os Kelim (vasos). Se ela não estuda Cabalá com o propósito de revelar o Criador, ela não avança.

De alguma forma, todos estão prontos para isso, uma vez que têm um desejo. Afinal, a pessoa é um ser humano, não um animal. Isso significa que ela precisa trazer seu desejo à equivalência com o Criador. Isso é tudo o que se exige dela. Comece estudando com seu desejo inicialmente pequeno, e veja que grande e eterno desejo se revelará dentro de você. Afinal, a raiz de cada alma existe no mundo do Infinito.

É por que isso que a sabedoria da Cabalá não pode ser escondida das pessoas. Pelo contrário, as pessoas devem ser abastecidas com tudo que é necessário para que elas estudem.

Nesse momento, elas são incapazes de entendê-la, mas nós veremos como as coisas mudarão de repente e tudo se revelará. Essa sabedoria não é percebida na mente, mas no desejo, e esse desejo é infinito em todos.  

A pessoa pode ser subdesenvolvida, viver no mais primitivo estilo de vida, em algum lugar remoto, mas se o caminho para a correção subitamente for revelado a ela, ela será completamente transformada, porque essa é uma questão de sensação espiritual. Por isso a Cabalá não pode ser escondida de ninguém.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/12/10, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”

Uma Superstição Comum

Dr. Michael LaitmanPergunta: O sábios disseram que a Cabalá não pode ser ensinada a alguém que não tenha abandonado a  “idolatria e superstições”. O que eles querem dizer?

Resposta: “Superstição” é pensar que nossa vida depende do acaso e não de uma força superior singular, do “Bom que Faz o Bem”, além da qual não há mais nada. Tudo o resto é considerado como superstição: a fé no governo, a força pessoal, a força da natureza, sorte, demônios e espíritos, ou o que quer que seja, exceto o Criador, Aquele que nos traz somente o Bem.

Assim, a superstição é qualquer condição em que o homem não se vê vivendo em um mundo fechado, mutuamente conectado, um sistema integral, onde a única força que governa é a força do amor e da doação. Se ele não tem essa percepção clara, isso significa que ele não tem fé. Qualquer outro tipo de percepção e falta de desejo de alcançar a fé é chamada de superstição ou acreditar em várias forças estranhas.

No entanto, evidentemente, nós definimos as expectativas de cada pessoa de acordo com seu desenvolvimento, assim como esperamos cada vez mais de uma criança a cada ano, de acordo com sua idade. Portanto, não culpe o leigo por não estar no mundo do Infinito sentindo o Criador. No entanto, cada um tem que encontrar uma maneira de visualizar isso de certa forma, em seu próprio nível, se ele for um ser humano.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/10, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora “